22/01
16:16

Coluna Primeira Mão

Colecionadores de BO

 

Por causa de ineficiência nas investigações policiais, os sergipanos estão sendo transformados em colecionadores de boletins de ocorrência. São casos e mais casos não solucionados. E os reclamantes não recebem sequer uma cartinha informando sobre o andamento e o resultado das investigações.

 

Sobre as pesquisas

 

As pesquisas eleitorais realizada nesta fase inicial de 2017, faltando quase dois anos para o pleito de outubro de 2018, não servem para nada, a não ser para agradar quem está na frente e alguns poucos amigos. Os cenários serão modificados muito até o dia "D" da ida às urnas. Em uma pesquisa tornada pública, João Alves é o preferido do eleitorado do interior para o Governo de Sergipe. Em outra, o eleitorado quer Amorim. Muitos pré-candidatos começam assim e depois afundam de vez. Pode ser ou pode não ser o caso.

 

Bancada de JB

 

Há comentários de governistas dando conta de que o governador JB terá até fevereiro próximo uma bancada para chamar de sua na esfera federal. Ficaria com seis dos 11 federais e senadores. Somente ficariam fora os senadores Eduardo Amorim e Antônio Carlos Valadares e os deputados federais Adelson Barreto, André Moura e Valadares Filho.

Bom exemplo

 

O novo prefeito de Nossa Senhora do Socorro prometeu e cumpriu a promessa de reduzir o seu salário em 35,7%. Como o prefeito de Aracaju é também do PCdoB, pessoas esperam que Edvaldo Nogueira faça o mesmo.

 

Bancadão petista

 

Tem gente no PT apostando na possibilidade de o partido vir a eleger cinco deputados estaduais em 2018. Os nomes seriam os de Márcio Macedo, Rogério Carvalho, Iran Barbosa, Conceição Vieira e Francisco Gualberto

 

Explicações

 

Juízes criminais, promotores, defensores e secretário de Justiça devem explicações aos sergipanos sobre os presos provisórios nos presídios de Sergipe. Vexame maior é do Conselho Nacional de Justiça que nada fiscalizava, enquanto processos e processos eram colocados debaixo do tapete no país inteiro.

 

Josué na Sefaz

 

Ele garante que o seu é apenas mais um nome na relação dos cotados para ocupar, na condição de titular, a Secretaria de Estado da Fazenda. Mas, de fato, o governador Jackson Barreto convidou o ex-reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Josué Modesto dos Passos Subrinho, atual reitor da Universidade da Integração Latino Americana (Unila), para ocupar a Sefaz. Tudo deve ser definido no decorrer da próxima semana.

 

Reunião-almoço

 

O ex-governador e ex- senador Albano Franco almoçou na sexta, 20, com o amigo e ex-vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, o deputado federal Laércio Oliveira e a ex-vereadora Míriam Ribeiro. Em pauta: o futuro do psdb em Sergipe; a participação no Governo JB; e eleições 2018. 

 

Lei do Talião Militar

 

Depois da morte do sargento reformado Adalberto Santos Filho, um espetáculo lamentável viram os sergipanos na semana que passou. Militares e políticos-militares se sentiram livres para dizer que matariam e encorajaram colegas de farda a fazer o mesmo para vingar o colega assassinado. Isso não parece com estado de direito.


Previdência estadual



A estratégia desenvolvida pelo Sergiprevidência em 2016 na aplicação dos cerca de R$ 440 milhões do Funprev resultou em um dos melhores desempenhos entre os diversos institutos de previdência do país. As aplicações superaram a meta atuarial (inflação+6%) em mais de 5%. Para José Roberto, presidente do Sergiprevidência, este bom resultado deve-se à estratégia de alongamento do perfil da carteira, alocando recursos em investimentos de longo prazo. Esta estratégia deverá ser mantida em 2017, ainda mais agora com as incertezas no cenário econômico. "Estamos sempre atrás de aplicações financeiras que consigam alcançar a combinação de maior rentabilidade com menor risco, com foco principalmente no longo prazo". A meta atuarial é o indicador que permite aos institutos de previdência garantir os benefícios futuros para os seus aposentados. Quanto maior o resultado acima da meta atuarial, maior a garantia que os aposentados e pensionistas terão em receber seus benefícios.


Aproximação 1

Os comentários nos meios políticos dão conta da aproximação política de opositores ao governo de Jackson Barreto. Há muitas conversas e uma delas aponta que os aderentes farão indicações em bons medianos cargos comissionados do Governo de Sergipe. Fala-se até que a senadora Maria do Carmo (DEM), mulher do ex-prefeito João Alves, tem conversado com JB. Mas aí é amizade antiga.


Aproximação 2

Se o povo todo que é citado como aderente ao projeto de JB realmente mudar de lado, o senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura ficarão batendo boca sozinhos no PSC. E dias piores virão, se Amorim optar por ir mesmo para o PSDB. Ele ficará no seu ninho de olho em André, um peixinho solitário.


Seria bom


O novo prefeito de Belo Horizonte está colocando guardas municipais nas linhas de ônibus mais sensíveis da cidade mineira. Essa medida também poderia ser aplicada em Aracaju.


Disputa federal


A disputa de cadeiras na Câmara Federal em 2018 vai ser intensa. Entre os prováveis pretendentes estão: Fábio Reis; João Daniel; Fábio Mitidieri; Gustinho Ribeiro; Laércio Oliveira; Jony Marcos ou Heleno Silva; Fábio Henrique; José Carlos Machado; Valadares Filho; André Moura, Adelson Barreto; Mendonça Prado etc. Vale lembrar que são apenas oito vagas.


Chá de cadeira


Circula informação sobre uma visita que o petista Rogério Carvalho teria feito ao prefeito Padre Inaldo, de Nossa Senhora do Socorro, e levou um chá de cadeira de mais de duas horas.

Sem armas 

 

Uma parte da criminalidade sergipana é cultural e não pode ser resolvida com militares na rua, sejam eles estaduais ou da Guarda Nacional. Através de campanhas na TV, no rádio e nas escolas, os sergipanos precisam saber que conflitos também podem ser pacificados de outras formas que não na bala ou na facada.

 

Produtores sem água


Os produtores rurais e moradores das áreas próximas às barragens da Ribeira e Jacarecica 1 e 2 dizem que as três áreas têm pouca água e isso vai inviabilizar a produção nos perímetros irrigados.

 





Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/01
15:44

O Último Rei da Escócia

Clóvis Barbosa
Blogueiro e presidente do TCE/SE

Sabe aquela sensação que nos faz crer que tal pessoa é boa, sem sê-lo? Pois bem. A estrutura psicanalítica dessa leitura míope da realidade encontra seu arcabouço traçado pela Bíblia. Parece que tudo está no livro sagrado do cristianismo. Surpreendente é que está mesmo. Na segunda carta aos Coríntios, capítulo 11, versículo 14, o apóstolo Paulo diz que não deveríamos nos impressionar com falsos enviados do Messias, ressaltando que a existência desse tipo de gente “não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz”. Ou seja: o diabo às vezes reside na luz. Isso, por exemplo, foi captado pela lente de Kevin MacDonald, diretor do filme “O Último Rei da Escócia”. Nele, MacDonald destrincha a carreira política do ditador de Uganda, Idi Amin Dada, interpretado pelo estonteante Forrest Whitaker, que, por conta do irretocável trabalho, ganhou o Oscar de melhor ator em 2007.

O enredo é sedutor, assim como a luz também o é.  Dizem os anais da história que Idi Amin era um amante da cultura escocesa. Por isso, contratou como seu médico particular um escocês, o doutor Nicholas Garrigan. Sucede que maior do que a paixão de Amin pela Escócia era a abnegação de Garrigan pelo ditador, em parte resultante do carisma que a oratória desse meganha implantava nos corações daqueles que o ouviam discursar. Amin chegou a declarar, em dado momento de sua célere carreira despótica, que se considerava “a figura mais poderosa do mundo”. Ora, lengalengas à parte, o certo é que o doutor Garrigan se viu em maus lençóis, sendo forçado, inclusive, a fugir de Uganda para não morrer nas garras de Amin, que governou de 1971 a 1979, tempo durante o qual chacinou mais de 300 mil ugandenses. Em síntese, um escocês lúcido, médico, acreditou que um assassino seria, digamos, “um anjo de luz”.

Houve quem acreditou, nos idos de 2008, que o STF produziu uma decisão iluminada quando declarou que a Lei de Imprensa não foi recepcionada pela CF de 1988. Mostramos o equívoco desse ponto de vista em artigo publicado ano passado, sob o título A Morte da Lei de Imprensa. Ainda assim, houve quem discordasse da nossa postura, lançando mão de argumentos tipicamente retóricos: “a Lei de Imprensa é um resíduo da ditadura”, “a Lei de Imprensa está na escuridão dos calabouços em que militares torturavam jornalistas” etc. Será mesmo? Procurei dialética nesses postulados. Mas não há. Parece o discurso que Idi Amin Dada usou em 1971, quando depôs o presidente Obote em Uganda. Raciocinemos, portanto (e o STF sinalizou para essa consequência natural): expurgada a Lei de Imprensa, sobejou o que para os jornalistas, em sede de abuso na liberdade de manifestação do pensamento?

Resposta: o restante do ordenamento. Vale dizer, o Código Penal, o Código Civil, a própria Constituição. E algo precisa ser categorizado, com menos poesias e mais prosa: a CF assegura, no art. 5°, inciso IV, que é livre a manifestação do pensamento. Contudo, a mesma CF, no mesmo artigo, desta feita no inciso X, apregoa que a violação da imagem das pessoas gerará direito a indenização pelo dano material ou moral dela decorrente. Por conseguinte, ainda que não haja Lei de Imprensa para “censurar” jornalistas, haverá um Código Penal e um Código Civil, o primeiro recepcionado pela CF e o segundo de constitucionalidade jamais questionada. Daí a indagação: que vantagens os jornalistas tiveram com a eliminação da Lei de Imprensa? Sinceramente, não sei. Mas permitam-me apontar as inúmeras desvantagens, dando especial enfoque ao aspecto penal, certamente o que mais interessa aos jornalistas, radialistas, etc.

(01) Pela Lei de Imprensa, alguém que, supostamente, tenha sido ofendido por um jornalista tinha, no campo penal, três meses para ajuizar queixa-crime ou ofertar representação criminal; pelo Código Penal, o prazo é maior: seis meses. Perde o jornalista com o prazo mais elástico. (02) A prescrição, pela Lei de Imprensa, independentemente da pena a ser aplicada, ocorria em dois anos; pela norma penal, poderá chegar a oito. E nem venham dizer que, como o STF não suspendeu o art. 41 da Lei de Imprensa, embora se aplique o Código Penal, o prazo prescricional continuaria sendo o de dois anos. Nada disso. O Supremo já decidiu que não pode o magistrado misturar o que há de bom em uma lei com o que há de melhor em outra, sob pena de fazer as vezes de legislador. Ou uma lei na íntegra, ou outra, também na íntegra. Sobrou o Código Penal. Quem ganhou com isso? Não sei. Só sei que os jornalistas soçobraram.

(03) Pelo art. 43, § 1º, da Lei de Imprensa, o juiz, antes de decidir se recebe, ou não, a queixa ou denúncia, garantirá ao jornalista uma defesa prévia, grande oportunidade de convencer o magistrado acerca da inexistência de qualquer ilícito, impedindo o desenvolvimento do processo. Extirpada a Lei de Imprensa, não haverá a prerrogativa. (04) Pelo art. 73 da Lei de Imprensa, só há reincidência específica, ou seja, só será considerado reincidente o jornalista que já tiver contra si prolatada, e com trânsito em julgado, sentença condenatória por outro crime de imprensa. Diante disso, pergunto por que os encômios? Paciência. O Dr. Garrigan não venerou Idi Amin Dada? Mas essa conversa de que a Lei de Imprensa foi concebida na ditadura é verborragia. O mentor da Lei de Imprensa, Freitas Nobre, a concebeu anos antes do golpe militar de 1964, tendo sido um dos maiores defensores das liberdades. Aliás, foi perseguido por isso.

Intrigante é que toda essa quizila sobre a Lei de Imprensa foi conduzida à revelia da biografia de Freitas Nobre. Em 25 de outubro de 2005, por ocasião da passagem dos trinta anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura, o nome de Nobre foi lembrado de forma honorífica como defensor da imprensa, essa mesma imprensa que, à época, achava o Código Penal melhor do que a lei que nasceu para protegê-la. Abestalho-me. A norma penal saiu da cabeça de um grande jurista, Nelson Hungria, mas veio à tona em um período eminentemente ditatorial. Hungria foi nomeado Ministro do STF por um ditador, Getúlio Vargas, e manchou sua biografia com um episódio patético, em que rasgou uma decisão judicial, prolatando outra em seu lugar para agradar um sociopata, que fez história na pior fase da imprensa brasileira: Assis Chateaubriand.

Diploma ditatorial por diploma ditatorial fico com a Lei de Imprensa. Fico com Freitas Nobre. Fico com Vladimir Herzog. Fico com a guerrilha de Uganda. Ao mesmo tempo, preocupei-me em 2008 com os jornalistas que aplaudiram o fim da Lei de Imprensa, fazendo-me recordar o jovem médico Nicholas Garrigan, que supunha ver um amigo em Idi Amin Dada. Curioso, venceu o inimigo. O perigo está exatamente aí. Porém, quando os jornalistas descobrirem que a derrocada da Lei de Imprensa interessa mais ao “inimigo” será tarde. E, como ensinava Walter Benjamin, “se o inimigo vence, nem os mortos estão seguros”.


Post Scriptum
O Desgosto


Dia de festa e tristeza na sede da Petrobrás na Rua do Acre, em Aracaju. Era a despedida de Frederico, conhecido como Seu Fredy, depois de quarenta anos de serviços prestados. Muita gente presente. Até José Eduardo Dutra, o presidente da Empresa, o Superintendente Derzen e vários diretores foram lá dar um abraçaço naquele homem que relevantes serviços tinha prestado à empresa petrolífera, tanto em Alagoas como em Sergipe, com passagem em Campos, Rio de Janeiro e Salvador. Era a sua tão esperada aposentadoria. Muito choro e muito discurso. Beta, a vitalina da turma - e que tinha, aqui prá nós, um amor platônico por Seu Fredy - recitou um poema sobre a despedida, culminando com a frase: despedir-se não é dizer adeus, é apoiar e desejar muita felicidade na nova jornada que está começando. Depois de muito lengalenga, veio o discurso do homenageado, dizendo que iria se dedicar ao remo, esporte que abandonou quando entrou na Petrobrás e a viver com a sua querida Lulu. Arrematou, citando Antoine de Saint-Exupery: “Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Levam um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que nada é ao acaso. Obrigado por ter compartilhado com vocês tantos e tantos bons momentos. Eu vou ter muita saudade”. Aplausos, abraços, beijos, lágrimas e muita emoção. Fredy era tido como um homem de grande alma. Vivia de casa para o trabalho e do trabalho da casa. Teve quatro filhos, todos já bem encaminhados, somente ele e sua Lulu moravam naquela ampla casa do Mar Azul. Por causa da festa de despedida chegou um pouco mais tarde em casa e sua Lulu estava à sua espera para saber tim-tim por tim-tim do ocorrido. Ainda emocionado, contou tudo, inclusive sobre a presença do presidente da Petrobrás e do Superintendente. No dia seguinte, logo cedo, foi para o Parque dos Cajueiros onde se encontrou com Reni, Geraldo e Chico Oliva no Barracão Náutico do Cotinguiba. Queria saber de um bom barco de remo e onde poderia comprar. De posse das informações, 30 dias depois chegava em sua casa um potente barco. Alegremente, chamou Lulu para conhecer aquele “lindo espetáculo”, vindo da fábrica já plotado com o nome de “Lulu”. Durante a espera, muniu-se de vários livros, do guia do remo e das aulas de Renir e Geraldo. Já sabia tudo sobre segurança, técnica e equipamentos. Lulu, quando viu o barco, gritou: - Mas que porra é isso, Fredy? Como é que você gasta o nosso dinheiro com essa merda? Pronto! A partir desse dia a vida de Fredy virou um inferno. Lulu, a meiga Lulu, se transformou numa bruxa. Era uma ladainha só. Mas no início Fredy não ligou muito, embora todo dia que voltava do remo, era admoestado com as agressões verbais: - é o velho safado querendo ser menino? No dia que me retar, velho rabugento, vou no Parque do Cajueiro e toco fogo naquela porra! A vizinhança não aguentava mais os gritos histéricos de Lulu. E não é que a ameaça se cumpriu?! Lulu, de posse de um balde de gasolina, tocou fogo no barco sob o olhar atônito de Geraldo, que tentou evitar que outros barcos tivessem o mesmo fim. A decepção de Seu Fredy foi grande. Passou a ser um homem taciturno e ensimesmado. Comprou uma bicicleta para andar pelas ruas de Ará, mas esta teve o mesmo fim do barco. Lulu, com raiva, de posse de uma marreta, quebrou-a, deixando-a em pedaços. Um processo galopante de depressão tomou conta de Seu Fredy. Não saía mais de casa e dormia no quintal, até que um dia, ao sair do banheiro, uma dor repentina e violenta tomou conta do seu peito se estendendo até o braço esquerdo. Não teve tempo nem de pedir socorro a Lulu ou, quem sabe, não quis. E partiu ali mesmo, e exatamente cinco meses após a festa de despedida da Petrobrás. Segundo o diagnóstico de uma vizinha fuxiqueira, ele morreu de desgosto.  
 
Clóvis Barbosa escreve quinzenalmente, aos domingos.


Coluna Clóvis Barbosa
Com.: 0
Por Kleber Santos
22/01
15:43

Professores da UFS e Regime Militar

Afonso Nascimento
Professor de Direito da UFS

Certamente, este artigo é uma continuação de outro tratando do mesmo assunto publicado nesse Jornal da Cidade.. Especialmente porque fatos e nomes foram esquecidos e também porque encontramos informações novas. Agradecemos aos professores que nos criticaram.

Existem trabalhos interessantes sobre a UFS, sendo o mais relevante aquele escrito por Luiz Eduardo Oliva que, se o autor um dia permitir, precisa ser publicado por alguma editora sergipana. O historiador Itamar Freitas, professor da UNB, também escreveu artigo em que faz síntese de toda a produção bibliográfica sobre a UFS. Na administração de José Fernandes de Lima , professores escreveram históricos de seus cursos e conseguiram a proeza de não dizerem uma palavra sobre esses cursos e o regime militar.

Um certo e polêmico historiador nos alertou que nós nada dissemos sobre a Assessoria de Comunicação da UFS de 1968 a 1985. Por conta disso, andamos levantando os nomes dessas pessoas, mas, como a lista está incompleta, preferimos não mencioná-la. Não estamos acusando ninguém de nada. Queremos apenas dizer que a documentação dessa assessoria precisa conhecida dos pesquisadores sobre o penúltimo regime de exceção brasileiro.

Os arquivos do falecido fotógrafo da UFS Jairo Andrade, também conhecido como "Velho Jairo", precisam ser revelados no duplo sentido. Talvez como uma doação à UFS pelos seus herdeiros. Segundo o ex-reitor Josué Passos, a UFS comprou dois blocos de fotografias referentes à história da UFS, disso resultando uma exposição e um trabalho do  historiador Kleber. Agora, talvez a informação mais importante seja o fato de esse fotógrafo ter  nos confidenciado que fez  diversas coberturas fotográficas das reuniões da Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), que tinham lugar no  prédio do BANESE do centro de Aracaju, e das quais participavam muitos e muitos professores da UFS. Sem fugir do assunto, era também nesse edifício que  estava localizado o escritório do Serviço Nacional de Informação (SNI) em Sergipe.

Alguns colegas da UFS nos criticaram por termos feito um relato raquítico da resistência dos professores ao regime militar na instituição. É possível que tenham razão e que adiante possamos encontrar fontes que possam nos contrariar. Não sinto prazer em comunicar a esses professores Sergipe era (e é) uma sociedade muito conservadora e que as chances de termos tido docentes rebeldes eram menores do que em grandes centros urbanos como Rio de Janeiro, São Paulo ou Minas Gerais. Não dá para negar que fundar uma associação de professores e de servidores em 1972 e um sindicato só de professores em 1979 foram eventos muito importantes para retirar a ditadura de dentro da UFS.

Também vale registrar que um grupo razoável de professores da UFS (Luiz Alberto dos Santos, Rosemiro, Tânia Magno e outros) teve papel importante na fundação e no funcionamento de movimentos sociais e políticos em fins dos anos 1970 e 1980, a exemplo de seu envolvimento na fundação do Partido dos Trabalhadores, do Movimento da Anistia, do Movimento das Diretas-Já, dos conflitos de terra na região de Propriá, entre outros. Professores e estudantes para sermos mais precisos. Isso não pode ignorado, bem como a possível presença de professores da UFS nos quadros do MDB autêntico sergipano

Outro ponto a ser destacado é que, através de nossas investigações sobre o material do Arquivo Nacional, encontramos documentos que mostram que a contratação de professores para a UFS passava antes pelo filtro do SNI/ASI. Em tais documentos, é dito quem podia e quem não podia ser contratado. "Com restrições", "sem restrições". Em casos duvidosos, essas autoridades de controle ideológico e político pediam tempo para investigar mais sobre os candidatos a empregos na UFS.

Caso interessante ocorreu em relação à contratação de professores para a Faculdade de Direito, então localizada na Rua da Frente., no começo da década de 1970.Os mais tardes professores Moacir Soares da Motta, Arlene Pereira Chagas, leda Ramalho, entre outros obtiveram o "sem restrições" do SNI, enquanto José Anderson Nascimento foi vetado. Em documento posterior, outras autoridades mudaram de opinião sobre o  candidato rejeitado. O mesmo deve ter acontecido em muitos departamentos da UFS.

Existem a esse respeito dois casos que também estão na documentação do Arquivo Nacional. O primeiro é de Newton Pedro da Silva, do Departamento de Economia da UFS, que só tempos depois, já na condição de professor, foi captado pelo radar dos órgãos de informação.  Ficaram sabendo que Newton Pedro tinha em seus antecedentes político-ideológicos alguma coisa que fazia objeto de restrições. Ainda assim, o professor Newton Pedro continuou na UFS, instituição pela qual se aposentou.

O exemplo mais emblemático dessa filtragem político-ideológica para ingressar na UFS como professor foi aquele de Edivildina Macedo Carvalho, ou Didi Macedo, assim conhecida entre seus amigos. Ela tinha tido militância de esquerda enquanto estudante. Fez concurso e foi aprovada. No momento de sua contratação, o SNI/AESI disse "não". Ela entrou com processo na Justiça Federal e teve a sua pretensão negada pelo juiz federal Geraldo Sobral. Essa professora hoje mora na Europa e esteve recentemente em Aracaju. Diferentemente do caso dessa professora, outros militantes estudantis de esquerda, sergipanos e de fora de Sergipe, não encontraram obstáculos para trabalhar como professores da UFS nos anos 1970. Alguns deles eram membros de partidos clandestinos e outros abertamente  marxistas. Por que isso acontecia assim?

PS: Não é fantasioso imaginar que processos como esse de Edivildina Macedo possam ser encontrados na Justiça Federal em Sergipe mesmo antes da criação da UFS em 1968, já que faculdades e escolas superiores já estavam  federalizadas..Faz sentido então a proposta do historiador José Vieira da abertura da documentação do Ministério Público Federal e, acrescentamos nós, da Justiça Federal. Processos semelhantes também podem ser encontrados na Justiça Estadual de Sergipe, referentes às escolas e as faculdades que só foram federalizadas em 1968.


Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Kleber Santos
22/01
15:40

Morte por encomenda

José Lima Santana
Professor de Direito da UFS

Mariozinho de Zé de Guguio comprou um carro. Um fusquinha. Do ano. Portanto, novinho em folha. Totonho de Ângelo Galego disse que fusca era como chifre: um dia na vida, todo mundo teve um. Danou-se. Mas, Marinaldo de Zé de Guguio, irmão de Mariozinho, rebateu: nem todo mundo teve um fusca, nem todo macho era corno. Não ali no sertão de Cajazeiras. Podia ser que ele tivesse razão. 

Mariozinho deveria ser Mariozão. Alto, forte, era um tipão de sujeito que destoava da maioria dos rapazes dali. Vistoso e bem quisto. Era o mais novo de doze irmãos, todos eles homens. O pai, Zé de Guguio, não era femeiro, como se dizia dos homens que só procriavam filhas. Era um pai d’égua. Igualzinho ao pai, Guguio do Pau d’Arco, pai de duas dezenas e pouco de filhos e filhas, cujas mães foram as três mulheres com as quais ele casou. Viuvou por duas vezes. Com todas, ele casou na Igreja e no cartório, como mandavam as leis de Deus e dos homens. 

Mariozinho deu para arrastar asas ao redor de uma neta de Jaconias Reis, chefe político há mais de quarenta anos, maior fazendeiro da região e maior matador de gente. Matava com as próprias mãos ou por mãos alheias. Era um homem endiabrado, do tempo do carrancismo. Um dinossauro da velha política. Um sobrevivente dos tempos das tocaias. Para ele, “trabalharam” os piores facínoras do sertão de três estados.

O neto de Guguio namorando a neta de Jaconias? Um despropósito! Os dois avôs eram antigos adversários. Eternos adversários, que se perpetuariam nos filhos e netos. E nas demais gerações. Como era a lei nos sertões bravios. A lei de homens que tinham sangue nos olhos e pelos nos buracos das ventas. Jaconias e Guguio eram de partidos diferentes. Até morrer, e morreu de morte morrida, Guguio do Pau d’Arco foi o calo no pé de Jaconias, que ele chamava de Cobra Enroscada. Pronta para dar o bote. Bote mortífero. Muitos tombaram sob os seus botes, as suas tocaias. Porém, o velho pai d’égua escapou ileso de várias daquelas tocaias. Milagre. Anjo da guarda forte e de plantão. Corpo fechado.  

“Neta minha não bota os olhos em neto de cabra safado, de ladrão de bode”, vociferou Jaconias Reis, ao saber do arrastar de asas. Mariozinho era bancário. Ele tinha, na década de 1960, um empregão: era caixa do Banco do Brasil. Emprego de tinir. Logo, logo chegaria a gerente. Um pequeno barão. Guguio era criador de bodes, talvez o maior do sertão. Daí a ser ladrão, com certeza, ele jamais fora. Chamar alguém de “ladrão de bode”, naquelas lonjuras, era pior, muito mais baixo, do que chamar de ladrão de galinha. Bodes e jegues eram bichos sagrados no sertão. Não se roubava, a não ser que o sujeito fosse um herege, um ladrão da pior espécie. Uma ruma de estrume. Gente daquele tipo seria a escória das escórias. 

Jaconias procurava ferir Guguio, com quem ele não pôde, por várias vezes, com o dedo no gatilho. Dizia-se em todo canto que Guguio tinha o corpo fechado. Ele carregava no pescoço um patuá, que lhe fora dado por mãe Olindina da Gruta da Onça, quando ele a livrara de ser presa pelo sargento Belisário Faca Longa, numa alusão ao sabre, a mando de Jaconias, uns trinta anos atrás. Naquela época, ele era o intendente municipal e costumava mandar surrar e prender homens e mulheres que não votavam no seu partido ou dele falavam mal. Mãe Olindina tinha a língua solta.

No episódio, o sargento e dois soldados dirigiram-se de rota batida à Gruta da Onça, lugarejo esquisito e lúgubre, onde estava instalado o terreiro de Olindina. Na verdade, um casebre miserável de taipa e chão batido. Guguio “molhou a mão” do sargento e ele apresentou-se a Jaconias com os atabaques de Olindina mais furados do que urupembas. Boa artimanha. 

Guguio também carregava no bolso miúdo da calça, como se usava antigamente, uma oração poderosa, escrita num minúsculo pedaço de pergaminho sagrado da Terra Santa, que a sua santa mãe, Dona Izaldina, trouxera do Juazeiro do Padim Ciço. Assim, ele tinha o corpo duplamente fechado contra bala ou faca. Contra tudo. Contra todos. Forças benéficas do além o protegiam. 

Na última emboscada de que Guguio foi alvo, o mortífero Joca Bebe Sangue mirou a escopeta quase à queima roupa e disparou. No exato instante em que o dedo do matador de aluguel acionou o gatilho, um vento forte, um quase vendaval, tangeu Guguio para o lado, ao tempo em que desequilibrou Joca Bebe Sangue, que ficou com muitos ciscos nos olhos. Passaria mais de um mês sem nada poder enxergar. Mais uma vez, salvou-se o velho pai d’égua, avô de Mariozinho.

Jaconias encomendou a morte do rapaz. Mandou buscar no sertão de Alagoas o filho de um antigo matador, que muitos serviços ele lhe tinha prestado. Diziam que o sujeito era ainda melhor do que o pai, no ofício de matar. O contratado marcou Mariozinho, que arrastava asas para a neta de Jaconias. E esta também estava caída por ele, como fruta que cai de madura. 

Numa tarde de sábado, Mariozinho pegou o fusca e se mandou para a fazenda do irmão mais velho, Marinaldo. Estrada de chão, de piçarras soltas. O fusca desgovernou-se e, na curva do S, caiu no precipício. Joãozinho Cascavel seguia o moço do Banco do Brasil. Ele viu a pouca distância, o carro mergulhar no despenhadeiro, deixando atrás de si um rastro de poeira vermelha. Espatifou-se lá embaixo. De Mariozinho não devia ter sobrado nada. O matador parou o jeep. Desceu com cuidado o despenhadeiro. Acercou-se do fusca amassado. Pela porta aberta, ele viu o corpo do rapaz ensanguentado. Ouviu gemidos. 

O matador alagoano, com nome de cobra, conseguiu retirar Mariozinho das ferragens. Ele também era um tipão de homem. Carregou o moço a duras penas. Com muito esforço, subiu a ladeira. Botou o moço no jeep. Levou-o à cidade. Salvou-lhe a vida. Ao saber do ocorrido, Jaconias Reis mandou procurar o matador. “Seu Joãozinho, você, diferente do seu pai, que era um homem de verdade, acaba de me decepcionar. Salvou a vida de quem deveria matar. Você tinha que deixar aquele infeliz, neto de um ladrão de bode, que o diabo já carregou para o inferno, morrer no precipício. Você envergonha qualquer matador de meia tigela. Você é uma decepção. Nem merece o nome de Cascavel”. O velho Jaconias, do alto dos seus 88 anos de idade, espumava mais do que as águas do mar.

Calmo, muito calmo, o matador respondeu: “Seu Jaconias, o senhor não me conhece, mas conheceu o meu pai. Eu não sou nem um tiquinho assim melhor nem pior do que ele. Acontece, seu Jaconias, que se eu tivesse deixado o rapaz morrer daquele jeito, o senhor certamente não pagaria o acertado comigo. O senhor haveria de dizer que ele tinha morrido por causa do acidente, e não por minhas mãos. Nem eu poderia lhe cobrar vintém”.

Jaconias franziu as grossas sobrancelhas. Tossiu. Escarrou e atirou no chão do telheiro uma cusparada escura, fruto da nicotina ingerida por mais de setenta anos. Joãozinho Cascavel continuou: “Pode deixar, seu Jaconias. Quando o sujeito ficar bom, eu dou um jeito nele. Volto aqui e mato o dito cujo. E o senhor vai me pagar o combinado. Joãozinho Cascavel, filho de Trajano do Beiral de Cima, não falha nunca. Nem é burro para perder tempo e dinheiro”. 

Foi a vez de Joãozinho Cascavel cuspir. E cuspiu quase nos pés do velho Jaconias. 


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
18/01
15:02

Trecho da duplicação entre Capela e Propriá será retomado

Na última reunião que o governador Jackson Barreto teve com o presidente Michel Temer em Brasília no dia 11 de janeiro, eles trataram da retomada das obras da duplicação da BR- 101 no trecho Norte de Sergipe.

O presidente Temer ligou durante a reunião para o ministro dos transportes, Maurício Quintela pedindo providências. O ministro acaba de informar ao governador Jackson Barreto que o trecho da duplicação entre Capela e Propriá vai ser retomado ainda no mês de janeiro.

Mais uma vitória do trabalho do governo de Sergipe que não se cansa de cobrar melhorias para nosso estado.
 


Política
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Por Kleber Santos
18/01
10:45

Sintasa recebe denúncias de servidores de Capela e Neópolis

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) visitou as regionais de Capela e Neópolis nessa segunda-feira, 16, e ouviu as reivindicações dos servidores e também para colher opiniões para a confecção do novo Acordo Coletivo 2017-2018 da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

Em Capela, o principal ponto foi sobre a transferência do serviço de maternidade para o Hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro. Eles não querem que ocorra esta mudança, mas se ocorrer que se mantenham as 12 horas e que tenham condições de se locomover até o trabalho. Os servidores estão angustiados e esperam que a Sintasa converse com a direção da FHS para saber o andamento da situação.

Sobre o Acordo Coletivo, querem que exista a possibilidade para três folgas-prêmios dentro do ano, visto que atualmente só podem duas vezes. Querem também a possibilidade de mais trocas de serviço, de preferência, mais de quatro vezes. No tocante à alimentação, reconhecem que houve uma melhora, mas assim mesmo, o cardápio ficaria limitado à franco e carne moída. E outra questão relacionada é que denunciam a falta de nutricionista, até mesmo para os pacientes diabéticos. Reclamam ainda que não existem farmacêuticos.

Neópolis
Na Regional de Neópolis, houve várias reclamações sobre a alimentação que fica restrita à frango e carne moída, e quando tem suco, falta a salada. Eles denunciam que o hospital funciona como Unidade de Pronto-Atendimento com 16 leitos para uma enfermeira e quatro técnicos de enfermagem ou auxiliares de enfermagem, tanto pelo dia como pela noite.

Eles apontam que a coordenação do hospital entregou ao setor de enfermagem uma resolução informando que quando houver transferência de paciente é preciso ir um técnico ou auxiliar de enfermagem acompanhando, contudo, as ambulâncias das unidades são de atendimento básico.

Outra reclamação é que os auxiliares e técnicos de enfermagem que trabalham na Central de Material Esterilizado (CME) são os mesmos que ficam na área limpa, o que acaba sujando o local. Além disso, o material para desinfecção vai para a regional de Propriá na ambulância junto com os auxiliares e técnicos, o que acaba atrasando estes profissionais porque muitas vezes precisam esperar a desinfecção do material para retornar ao município, uma vez que a autoclave do setor está sem funcionar.


Política
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Por Kleber Santos
18/01
10:44

Conselheiro Luiz Augusto recebe relatório de ex-prefeita de Santana de São Francisco

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, Luiz Augusto Ribeiro, recebeu em seu gabinete na manhã desta terça-feira, 17, das mãos da ex-prefeita de Santana de São Francisco, Maria das Graças Monteiro, um relatório de 56 páginas com textos e fotos mostrando o estado em que se encontrava a Prefeitura ao passar o mandato ao novo prefeito, Junior Barrozo. A medida da ex-gestora é uma defesa contra a denúncia do sucessor de que teria recebido a prefeitura sem a mínima estrutura e sem condições de funcionamento.

“O prefeito atual quis fazer uma emergência sem necessidade. Antes de entregarmos a prefeitura nós tiramos fotos de todos os ambientes e secretarias. Por isso, trouxemos esse material ao Tribunal para contestar o que ele falou, que tínhamos deixado a prefeitura toda bagunçada, que não teria nem condições de atender e estava atendendo na casa do pai, numa mesa de bar, com três cadeiras, porque não tinha um gabinete para atender as pessoas. Mas nós temos as fotos para mostrar ao Tribunal que nada disso é verdade”, explicou a ex-prefeita.

Maria das Graças garante que deixou o gabinete em boas condições e com todos os arquivos e documentos. Na área da Saúde, ela assegura que existem medicamentos. E que a Ação Social também está toda organizada. “Não tem necessidade de emergência. Deixamos as ruas limpas. Mandamos anunciar que a partir da segunda-feira, dia 2 de janeiro, iria haver a coleta de lixo. Mas ele passou quase uma semana sem recolher o lixo. Durante três meses não há necessidade de a prefeitura comprar nada”, afirma. “O gabinete está à disposição para o prefeito atender”, completa.

O ex-secretário de Finanças do município, Jônatas Fortes, também esteve presente na visita ao conselheiro e reforçou a explicação da ex-gestora, afirmando que antes da entrega do mandato foi feita a coleta seletiva no município, mas no momento que Junior Barrozo assumiu “deixou a cidade sucateada, com o intuito exclusivo de legitimar contratações diretas, emergenciais”. Ele afirma taxativamente que a denúncia que o prefeito teria feito na mídia foi “inverídica”.

De acordo com o conselheiro, Luiz Augusto Ribeiro, o documento vai ser analisado por ele e pelos técnicos da Coordenação de Controle e Inspeção. “Vamos analisar o mais rápido possível, dentro do menor espaço de tempo”, garantiu o conselheiro.


Crédito da foto: Cleverton Ribeiro/TCE



Política
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Por Eugênio Nascimento
18/01
10:43

MPF quer compensação ecológica por vazamento de óleo em Sergipe

Sete mil litros de óleo contaminaram praias de Sergipe e da Bahia

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) cobrou na Justiça compensação ecológica pelos danos causados ao meio ambiente devido ao vazamento de óleo ocorrido em abril de 2015 na Bacia Sergipe-Alagoas. Visto que o dano é irreversível, a compensação deve ocorrer em outro local, de forma proporcional ao prejuízo causado. A ação foi ajuizada em dezembro de 2016.

O vazamento se deu na plataforma continental entre os municípios de Aracaju e Barra dos Coqueiros. Como a prioridade é recuperar o meio ambiente degradado, apenas em caso de inviabilidade da compensação ecológica o MPF/SE quer a condenação da Petrobrás ao pagamento de indenização pelos prejuízos ambientais causados. O valor, a ser fixado posteriormente, deve ser revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Segundo o Ibama, a Petrobrás lançou no mar 7mil litros de óleo provenientes da produção das plataformas da área. O óleo atingiu da praia do Abaís até a praia do Saco, em Sergipe; e de Mangue Seco até Costa Azul, na Bahia. Pelo ilícito, o Ibama já multou a empresa em R$ 2.505.000,00.

A ação civil pública tramita na 2ª Vara da Justiça Federal em Sergipe e pode ser acompanhada pelo número: 0805878-43.2016.4.05.8500


Economia
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Por Kleber Santos
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