20/10
11:26

A Bancada Federal e o Campus do Sertão

Angelo Roberto Antoniolli
Reitor da UFS
 
Quando tivemos por bem de lutar para a instalação do Campus do Sertão, em Nossa Senhora da Glória, tínhamos em mente contribuir para assegurar o fomento do progresso e do desenvolvimento da região sertaneja, tão sofrida pelas intempéries climáticas que tanto assolam o Nordeste brasileiro desde sempre. Não podemos mais continuar a ver o tempo passar sem que haja a somação de esforços para alavancar os setores produtivos sertanejos. O dever é de todos nós, que amamos a nossa terra, que queremos o bem-estar do nosso povo, que não podemos concordar com a momentânea situação econômica do nosso estado, agravada por uma crise nacional que se arrasta pelos últimos anos, mas que vez por outra desbarata o que tentamos construir com os esforços de todos nós, pelo país afora. As crises nos atormentam, porém, não nos vencem.
 
À frente da reitora da Universidade Federal de Sergipe, temos procurado os nossos parlamentares federais para que aloquem recursos do Orçamento Geral da União – OGU, através de emendas, para os mais diversos fins dentro daquilo que constitui o objetivo central da nossa Universidade. Não nos tem faltado o apoio de todos eles, da bancada atual e da anterior.
 
Agora, mais uma vez, a bancada federal de Sergipe voltou os seus olhos para a UFS, e, mais de perto, para o Campus do Sertão. Foram alocados recursos financeiros para aquele Campus, a fim de podermos dar continuidade às obras de infra-estrutura.
 
Tornou-se patente o compromisso da nossa bancada para com o desenvolvimento do sertão. Devemos considerar que o desempenho do senador Rogério Carvalho e dos deputados federais Fábio Reis e João Daniel foi fundamental, na defesa da UFS, congregando os demais parlamentares, na Câmara e no Senado, para que o Campus do Sertão continue crescendo, constituindo-se, assim, numa grande força, numa grande alavanca para o desenvolvimento da região sertaneja.
 
Estamos felizes por mais este grande momento para a Universidade Federal de Sergipe e para o povo sertanejo. Tudo isso faz com que o projeto de avanço da UFS no sertão e a inclusão de jovens de todos os segmentos sociais sejam ainda mais fortes, para que o progresso chegue a todos, sem preterição de ninguém que tenha condições de galgar uma vaga nos cursos ali oferecidos. A formação oferecida em cada curso tem por finalidade agregar valores para que os setores produtivos possam se desenvolver em qualidade e quantidade.
 
Com o apoio continuado da bancada federal poderemos ver no futuro a resolução de várias demandas das classes produtoras que laboram naquela região, ainda muito sofrida. Entretanto, dias virão em que tais sofrimentos serão, no mínimo, mitigados. Com esse apoio, a UFS estará apta a cumprir o seu papel social.
 
O povo sergipano também deve ser grato à bancada federal, que oferece condições para que a UFS continue crescendo, afirmando-se na interiorização, cumprindo, enfim, o seu papel de contribuir para que Sergipe avance na conjuntura social e econômica.
 
A Universidade Federal de Sergipe estará apta a enfrentar tempos difíceis com o apoio da bancada federal. A atitude suprapartidária da bancada em defender a UFS vai ao encontro do interesse de todos para o bem de Sergipe. Há, pois, momentos em que as lutas partidárias devem ceder lugar à luta em prol dos lídimos interesses do povo.
Uma Universidade deve estar compenetrada de que servir à sociedade na qual ela se acha inserida é sua obrigação, tanto no ensino, quanto na extensão e na pesquisa. Esse tripé, que deve moldar a educação superior, conforme disposição constitucional, deve ser levado em conta de forma dinâmica e dialética.
 
Em cinquenta e um anos de existência da Universidade Federal de Sergipe muitas crises foram enfrentadas. A UFS atravessou momentos difíceis. Contudo, avançou. E continuará avançando. Nunca haveremos de esmorecer. O apoio dos nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal tem sido de importância ímpar para todos nós. Que assim continue, para o bem da comunidade universitária e, sobremodo, da sociedade sergipana. A todos eles, a nossa gratidão.
 


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Por Kleber Santos
14/10
11:50

Viagem do Imperador Pedro II ao São Francisco, Sergipe, 1859

Amâncio Cardoso
Professor de História dos Cursos de Turismo do IFS

 
Sabe-se que viajar era uma das predileções de Sua Majestade D. Pedro II (1825-1891). Entre outubro de 1859 e fevereiro de 1860, o Imperador, acompanhado por sua esposa e uma grande comitiva, visitou as províncias da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe, além de passar pelo Espírito Santo no retorno à capital do império, Rio de Janeiro (2).
 
Assim, há 160 anos, D. Pedro II empreendeu a primeira, única e longa viagem ao Nordeste do Brasil, numa tentativa de consolidar a unidade nacional, num império corroído por intrigas políticas. Além disso, era desejo de Sua Majestade se aproximar da realidade dos súditos da região e visitar longínquas cidades do Norte, como era chamado então o Nordeste brasileiro (3).
 
Na província de Sergipe, Pedro II pisou por duas vezes. A primeira, em outubro de 1859, quando viajou de Salvador à Cachoeira de Paulo Afonso, através do vale do rio São Francisco, e visitou cidades da margem sergipana, sem a companhia da esposa que o esperou na capital baiana. Já a segunda vez que aportou em Sergipe nessa grande viagem, retornando de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, o imperador conheceu outras cidades sergipanas, em janeiro de 1860, desembarcando em Aracaju. Entretanto, é sobre a visita às povoações ribeirinhas do São Francisco sergipano, nas quais Sua Majestade desembarcou (Neópolis, Propriá e Gararu), que vamos nos ater.
 
No dia 14 de outubro de 1859, o Imperador e sua comitiva desembarcaram em Penedo, Alagoas, cidade que serviu de base para essa expedição pelo rio São Francisco até a Cachoeira de Paulo Afonso. No dia seguinte, 15 de outubro, D. Pedro II atravessou o rio até Vila Nova (atual Neópolis), na margem sergipana.
 
Em Vila Nova, Sua Majestade foi recebido e acompanhado pelas Irmandades do Sacramento e do Rosário, pelo vigário e pelo então presidente da província de Sergipe, Manuel da Cunha Galvão (1822-1872). Após o desembarque, o Imperador caminhou até a igreja de Nossa Senhora do Rosário, onde fez oração. Em seguida, andou por diversas ruas de Neópolis, acompanhado por autoridades e moradores. Depois, D. Pedro II visitou as obras da igreja Matriz de Santo Antônio, entre outros lugares. No fim da tarde, ele regressou a Penedo, na margem oposta.
 
A igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Neópolis, onde D. Pedro II orou, está localizada na praça Monsenhor José Moreno de Santana, é uma construção do século XVIII. Ela foi tombada como patrimônio cultural pelo governo do estado em 1981 (4). E desde 2015, seu processo de tombamento pelo governo federal, através do IPHAN, está em fase de instrução (5). Enquanto isso, desde 2013, o templo foi interditado pela Defesa Civil de Sergipe por apresentar problemas graves em sua estrutura, com risco de desabamento do telhado e infiltrações nas paredes (6).
 
Quanto à igreja de Santo Antônio em Neópolis, também visitada pelo Imperador, está localizada na mesma praça, de frente à do Rosário. Sobre este templo, o Imperador anotou: “[O templo] está em osso e apenas há a talha de um altar lateral junto ao cruzeiro” (7). Portanto, o prédio da igreja de Santo Antônio se encontrava em obra completa durante a visita imperial, enquanto a igreja do Rosário, hoje em precária situação, estava servindo de matriz durante a visita imperial.
 
Assim que D. Pedro II retornou de sua breve visita a Neópolis, ele recebeu em Penedo duas comissões de índios; uma de Sergipe e outra de Alagoas. Os índios sergipanos, provindos de Pacatuba e unidos aos de Colégio-AL, clamavam providências pelos “esbulhos que diziam ter sofrido em suas terras” (8).
 
A Missão Indígena de São Felix de Pacatuba, Sergipe, foi fundada por capuchinhos no século XVII. No século seguinte, 1781, os religiosos pediram a medição das terras indígenas para impedir a invasão de fazendeiros e evitar a dispersão dos aldeados. Ao longo do século XIX, os índios de Sergipe vão perdendo a posse de suas terras, intensificando conflitos e reações.
 
Os índios de Pacatuba, por exemplo, invadiram em 1826 a cadeia de Vila Nova (atual Neópolis) para soltar seus líderes que haviam sido presos e substituídos por fazendeiros, seus inimigos, na direção das terras da aldeia. A partir desse episódio, autoridades provinciais desencadearam forte repressão sobre a aldeia de Pacatuba. Devido a isso, recorrer diretamente ao Imperador, como ocorreu em 1859, se constituía na última instância de poder para resolução de seus problemas relativos à posse da terra (9).
 
Continuando sua viagem pelo rio São Francisco no vapor Pirajá, D. Pedro II desembarcou pela manhã, do dia 16 de outubro de 1859, em Propriá, Sergipe. Ao longe, através de seu “óculo de alcance”, ele avistou a população e as autoridades propriaenses a sua espera. Sua Majestade foi recebido no cais e depois se dirigiu à Igreja Matriz de Santo Antônio de Propriá, onde se celebrou o Te Deum (missa cantada de ação de graças).
 
Após visitar as aulas de nível primário na cidade ribeirinha, o Imperador foi à Câmara, à Cadeia e à Igreja do Rosário. Em seguida, o visitante imperial almoçou com as autoridades de Sergipe e Alagoas na casa do juiz de direito de Propriá, onde deu audiência a muitas pessoas. Feito isto, o Imperador reembarcou no porto da cidade para prosseguir a viagem.
 
Subindo o rio São Francisco pela margem sergipana, o Imperador desembarcou em Curral de Pedras (atual Gararu) no dia 17 de outubro de 1859, e ficou durante uma hora visitando apenas a “capela decente”, como anotou sua Majestade, cujo orago era então dedicado a Nosso Senhor Bom Jesus dos Aflitos.
 
O majestoso visitante escreveu ainda que, em Curral de Pedras, ele avistou alguns “sertanejos com seus trajes e chapéus todo de couro” (10). Essa descrição do Imperador alude à figura do vaqueiro que já então povoava as margens do Baixo São Francisco Sergipano.
 
O próprio topônimo antigo da povoação, Curral de Pedras, patenteia a primitiva atividade econômica da pecuária bovina, na qual os primeiros criadores de gado, ou curralistas, construíam currais murados de grandes pedras encontradas na região para abrigar o gado disperso pelo campo.
 
No século XIX, a pecuária bovina era a principal atividade econômica de Curral de Pedras (Gararu), possuindo “134 fazendas de gado vacum”, donde se deduz a importância da figura dos vaqueiros avistados por D. Pedro II em seu brevíssimo embarque na povoação, em 1859 (11). Anos depois, em 1877, Curral de Pedra ganha a denominação de Gararu, nome de um riacho da região, cuja etimologia de origem indígena quer dizer “vasilha d’água”, conforme Armindo Guaraná (12).
 
De Curral de Pedras em diante, o Imperador D. Pedro II não desembarcou mais em terras da margem sergipana do Rio São Francisco, chegando em seu destino, a Cachoeira de Paulo Afonso, no dia 20 de outubro de 1859. Apesar de não pernoitar nas cidades sergipanas ribeirinhas, o monarca deixou sua presença indelével por onde passou.
 
Atualmente, existe um passeio turístico ofertado pelo estuário do São Francisco sergipano que rememora a imperial visita de Sua Majestade em outubro de 1859, denominada Rota do Imperador: os caminhos de D. Pedro II. O roteiro de catamarã demora cerca de três horas e visita as cidades de Santana do São Francisco e Neópolis, em Sergipe, além de Penedo, Alagoas, explorando as potencialidades da região, a exemplo da gastronomia.
 
Essa rota, portanto, se constitui numa ideia inovadora e criativa com grande poder de atratividade turística. Esse tipo de iniciativa se faz necessária no atual panorama, nada alentador, do turismo sergipano.
 
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2 ROCHA, Levy. Viagem de Pedro II ao Espírito Santo. 3. ed. Vitória: Secretaria de Estado da Cultura, 2008.
 
3 CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 137.
 
4 ROCHA, Rosina F. & CARVALHO, Ana Conceição S. de. Monumentos Sergipanos. Aracaju: Sercore, 2007. p. 57.
 
5 Lista dos Bens Tombados e Processos em Andamento (1938-2018). Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 21/05/2018.
 
6 Disponível em: <https://a8se.com/sergipe/noticia/2014/02/33672.html>. Acesso: 21/06/2018.
 
7 PEDRO II. Viagens pelo Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Bom Texto; Letras & Expressões, 2003. p. 112.
 
8 SOUSA, Bernardo Xavier Pinto de (Editor). Memórias da viagem de SS. MM. II. às províncias da BA, PE, PB, AL, SE e ES. Rio de Janeiro: Tipografia de B. X. Pinto de Sousa, 1861. p. 72.
 
9 DANTAS, Beatriz Góis. Os índios em Sergipe. In DINIZ, Diana Maria de F. Leal (Coord.). Textos para a História de Sergipe. 2. ed. São Cristóvão: Edufs; Aracaju: IHGSE, 2013. p. 55-67.
 
10 PEDRO II. Viagens pelo Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Bom Texto; Letras & Expressões, 2003. p. 120-121.
11 FREIRE, Laudelino. Quadro Corográfico de Sergipe. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1902. p. 111-112.
12 GUARANÁ, Armindo. Glossário Etymológico dos Nomes da Língua Tupi na Geografia do Estado de Sergipe. Revista do IHGSE, Aracaju, v. 3, fasc. 1-4, p. 297-326, 1916.
 
 
 
 
 
 
 


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Por Kleber Santos
14/10
11:41

Dulcíssima Dulce

José Lima Santana
Professor da UFS

 
Na língua de Cervantes, “dulce” é doce. Eis o nome que ela escolheu como no seu tempo de iniciação religiosa era comum nas congregações católicas. Dulce era o nome da mãe de Maria Rita, ou seja, da Irmã Dulce. Dulce dos Pobres. O Anjo Bom da Bahia. E por que não do Brasil? O Anjo Bom também de Sergipe. Afinal, aqui ela iniciou a sua vida religiosa, em São Cristóvão. Aqui foi operado o primeiro milagre reconhecido pelo Vaticano, sob a intercessão da Irmã Dulce.
 
Desde que o Papa Francisco anunciou a canonização da Irmã Dulce, que fora beatificada sob o papado de Bento XVI, muitos compositores têm dedicado músicas àquela que, neste domingo, 13 de outubro de 2019, será elevada aos altares como santa. Dentre tais compositores, destaca-se Theotônio Neto, cuja música em homenagem à Santa Dulce é interpretada pelo cantor sergipano Roberto Alves, que deu um toque especial à sua interpretação.
 
Desde 9 de fevereiro, por decisão do Sr. Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom João José Costa, eu estou à frente da Paróquia Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, que passará a se chamar Paróquia Santa Dulce dos Pobres. Não sei, numa visão simplista e meramente terrena, porque eu fui parar ali. Porém, acredito nos desígnios.
 
A Paróquia citada foi erigida sem uma igreja matriz. Aos poucos, os padres que passaram por ali, como Almi e Wagner, com a colaboração da comunidade, foram fazendo o que era possível. Depois, veio o diácono Francisco, como administrador paroquial. A obra da igreja tomou certo impulso. Paralisou sob embargo da EMURB, em face de problemas com o projeto arquitetônico, que carecia de alterações. Dois meses após eu assumir a Paróquia, deu-se o desembargo da obra, que foi recomeçada. Muito ainda falta para fazer. Será preciso a continuidade das ações generosas da comunidade, que, a bem da verdade, dentro das limitações de cada um e de cada uma, não têm faltado.
 
Falar em Irmã Dulce é falar na doçura aguerrida, na gentileza firme, na generosidade não passiva. Uma visionária. Uma lutadora. Uma fortaleza por trás do hábito a vestir o corpo frágil. Santa? Desde sempre. Os santos nascem com a auréola dos que pegam no arado sem olhar para trás, dos que tomam a cruz e seguem, dos que se vestem de bons samaritanos (ou de boas samaritanas, conforme o caso), dos que são luz e sal. Dulce era tudo isso. A Bahia sabe muito bem disso. Os baianos, milhares, muitos milhares, sentiram nas entranhas a doçura do seu coração, manifestada em amor que se fazia serviço e em serviço que era prestado com amor.
 
Na Igreja Católica, os santos e as santas são canonizados (as) para ganhar os altares. Os não católicos não compreendem isso, não aceitam isso, mas não têm como nem porque compreender e aceitar. São situações postas por um segmento religioso, que se compreende e se apresenta no contexto da manifestação de Jesus Cristo, quando disse a Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Assim o é. Esta é a fé católica. Inabalável.
 
A Igreja, ao longo dos séculos, constatou que “os santos e santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja. Com efeito, a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário” (Catecismo da Igreja Católica, 828). A todos Deus faz o convite de viver em profunda conformidade com o Evangelho de Jesus Cristo, numa experiência incondicional do mandamento do amor a Deus e ao próximo, a fim de alcançar uma perfeita união com Jesus, ou seja, a santidade. “Sereis santos porque eu sou santo”, disse o Senhor (Lv 11,45).
 
Existe um caminho que se faz para reconhecer santos e santas alguns homens e mulheres que, como se acredita, Deus escolhe para seguir mais de perto o exemplo de Cristo, e darem testemunho glorioso do Reino dos céus, seja com o derramamento de sangue ou com o exercício heroico das virtudes (Constituição Apostólica – Divinus Perfectionis Magister).
 
A Igreja tem sempre conservado a sua memória, propondo aos fiéis exemplos de santidade no seguimento de Cristo. Ao longo dos séculos, os Romanos Pontífices se preocuparam em expedir normas adequadas para facilitar a obtenção da verdade numa matéria de tão grande importância para a Igreja (Sanctorum Mater – Congregação para as causas dos santos).
 
Na Constituição Apostólica do Papa João Paulo II sobre a legislação relativa às causas dos santos, foram dadas orientações para o processo de canonização, e uma delas é a participação ativa das Igrejas particulares (dioceses). O Documento aponta que “à luz da doutrina sobre a colegialidade proposta pelo Concílio Vaticano II, seria conveniente associar os Bispos à Sé Apostólica no tratamento das Causas dos Santos”.
 
Para cada causa é escolhido pelo Bispo um postulador, cuja tarefa é investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade. Sendo que já é chamado Servo de Deus o fiel católico do qual se iniciou a causa de beatificação e canonização.
 
O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Essa é a etapa mais demorada, porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus, verificar a fundo a vivência das virtudes. Já no caso de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte, para comprovar se houve realmente o martírio. Ao término desse processo, a pessoa é considerada venerável.
 
O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato, é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado esse milagre, o beato é canonizado e o novo santo passa a ter um culto de veneração universal. Não se trata de adoração, como alguns podem entender de forma equivocada. Adora-se unicamente a Deus, único, verdadeiro, vivo.
 
Chegou o tempo de Dulce. Santa Dulce. Neste domingo, 13, em Roma, ela será canonizada. Na nossa Paróquia, haverá vigília e adoração ao Santíssimo, a partir das 04:00 horas. A seguir, os fiéis que ali comparecerem poderão assistir a solenidade de canonização através de aparato eletrônico instalado para esse fim. Depois, será servido um café da manhã. Às 08:00 horas, o senhor Arcebispo presidirá a Santa Missa. Para quem não sabe, a igreja de Dulce dos Pobres fica na Rua Orlando Tavares, Aruana. Indo pela Av. Melício Machado, passando pelo primeiro posto de gasolina Petrox, entra na primeira via à direita. Há uma placa indicativa na esquina. Dali, são 800 metros em linha reta. Estão todos convidados.
 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
10/10
12:00

Sinpol/SE realiza Ato de Alerta Geral pela aprovação do Projeto OPC

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) realiza na próxima terça-feira, 15, a partir das 7h, Ato de Alerta Geral dos policiais civis que busca destacar a importância da implementação do Projeto Oficial de Polícia Civil (OPC) em Sergipe.

A manifestação pública ocorrerá na praça Fausto Cardoso, na capital sergipana, e reunirá policiais civis de Sergipe e de outros estados do país, bem como outras categorias de profissionais de Segurança Pública e cidadãos interessados na luta por uma Polícia Civil atuando nas delegacias dos 75 municípios de forma mais dinâmica, moderna e eficiente. O Projeto OPC está pronto, aguardando apenas que o governador Belivaldo Chagas encaminhe para aprovação na Assembleia Legislativa.

Assembleia Extraordinária

Durante o Ato de Alerta de Geral, os policiais civis aproveitarão a oportunidade para definir os próximos encaminhamentos da categoria em Assembleia Geral Extraordinária no mesmo local. Na oportunidade, o momento contará com informação e discussão sobre: - Encaminhamentos por parte da Polícia Civil, Secretaria da Segurança Pública e governador Belivaldo Chagas no tocante ao Projeto Oficial de Polícia Civil (OPC). Além disso, haverá deliberação sobre: - Futuras paralisações da categoria; - Planejamento e início da OPC Legal (A OPERAÇÃO).

Fonte: Ascom/Sinpol
Foto:
 Reprodução/Internet


Variedades
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Por Kleber Santos
06/10
15:27

Recordai-vos das fogueiras do Bonito

Cezar Britto
Advogado e ex-presidente da OAB

 
Em manifesto dirigido aos “povos do Reino”, o príncipe regente Dom Pedro, no distante 1º de agosto de 1822, lançava histórico grito em que conclamava “a união dos habitantes do Ceará, do Maranhão, do riquíssimo Pará, dos ilustres baianos, dos valentes mineiros, dos intrépidos pernambucanos defensores da liberdade brasileira, das Províncias do Sul do Brasil, do Amazonas ao Prata”. No manifesto preparatório da Independência, que logo ocorreria no dia 7 de setembro de 1822, anotou o “viveiro de fardados lobos, que ainda sustentam os sanguinários caprichos do partido faccioso”, bem assim fazendo recordar aos pernambucanos “das fogueiras do Bonito e das cenas do Recife”.

 
Referia-se o futuro imperador do Brasil ao massacre ordenado pelo capitão-general Luís do Rego Barreto – último governador pernambucano designado pelo Rei de Portugal – contra um ajuntamento de sem-terra no Sítio da Pedra do Rodeador, em Bonito (PE). O militar confundira o movimento religioso sebastianista liderado por Silvestre José dos Santos – um desertor das milícias locais – com os agitados republicanos da Revolução Pernambucana de 1817.
 
Sabe-se que as tropas leais ao rei português Dom João VI, diante da grande quantidade de feridos e de mortos em razão do massacre, juntaram os corpos dos vencidos – vivos e mortos – formando uma imensa e insana fogueira humana. Daí a frase do jovem regente, denunciando o crime praticado em nome do Rei, estimulando os movimentos que lutavam pela Independência do Brasil: “Recordai-vos, pernambucanos, das fogueiras do Bonito”.

 
O município de Bonito – no final do século 18 – destacava-se pelas imensas florestas e por integrar área abrangida pelo importante e simbólico Quilombo dos Palmares. Ambos vitimados pela insana lógica patrimonialista dos que se julgam no direito de ter a propriedade das pessoas, das terras e das riquezas naturais. Massacres que – a exemplo de Bonito e Quilombo – o avançar da história, o aperfeiçoamento da vida em sociedade e a Constituição de 1988, passaram a considerar “crimes contra a humanidade”.

 
Recordei-me das fogueiras do Bonito diante das fogueiras da Amazônia. É que, mais uma vez, o patrimonialismo externou – agora em pleno século 21 – o seu desprezo pela natureza, pelo desenvolvimento sustentável e pelos povos originários. Outra vez a ganância dos que querem transformar o planeta Terra em produto apropriável e disponível ao insaciável mercado. Novamente a devastação dos métodos, dos valores e da vida nascida nas florestas enquanto bens inalienáveis da humanidade.

 
A Amazônia e todas as florestas do mundo não podem ser massacradas pelo ambicioso fogo da ideologia do lucro e dos governantes que a professam. Os povos amazônicos e todos os povos do mundo não podem ser massacrados pela ideologia da coisificação da pessoa humana. A Amazônia e todas as riquezas do mundo não podem ser massacradas pela ideologia da apropriação privada do bem público e comum.

 
No manifesto em que o príncipe regente conclama e proclama a nação a lutar pela Independência do Brasil, também por ele foi registrado: “Está acabado o tempo de enganar os homens. Os governos que ainda querem fundar o seu poder sobre a pretendida ignorância dos povos, ou sobre antigos erros e abusos, têm de ver o colosso da sua grandeza tombar da frágil base sobre que se erguera outrora”.

 
As fogueiras da Amazônia mantêm-se ardentes, devastadoras e impiedosas com a vida que sempre se protegeu nas frondosas árvores da floresta. E sem perspectivas de serem apagadas, pois nutridas pela criminosa mão humana dos que enxergam na floresta-viva o maior empecilho à ambição insaciável de mineradoras, madeireiros, fazendeiros, grileiros e traficantes de trabalho análogo à escravo. Mãos que agora encontram apoio nos governantes que se recusam a “acabar o tempo de enganar os homens”.
 


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Por Kleber Santos
06/10
14:50

Dúvida, ética e Fé

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE
 
Já se disse que Ética é a capacidade que se tem para distinguir o bem do mal. Ela não estabelece regras de conduta cogentes, como a Moral e o Direito, mas tenta justificá-las. Entretanto, também, pode ser afirmado que “ser ético” é necessariamente ter uma vida coerente, amparada por normas morais. Se assim se entende, pode a Fé contradizer-se com a ética, considerando que aquela se caracteriza pela ideia firme de que aquilo que se pensa ou se está praticando é a absoluta verdade, sem qualquer comprovação ou critério científico de verificação? A Dúvida pode conviver com a Ética? E com a Fé? Com a Ética até que sim, mas com a Fé é impossível. Eu posso ter dúvidas de que algo que estou fazendo é correto ou não, mesmo sendo munido de todas as ferramentas de reflexão e de todo conhecimento científico. Com a Fé é diferente, eu creio e pronto! E não se diga que a Fé é uma exclusividade de quem tem Ética. Não é, pois, nem sempre, quem é ético tem fé, ou quem tem fé é ético! É com fundamento nessas premissas que trago para discussão dois episódios controvertidos entre os filósofos, ambos envolvendo o sacrifício de filhos: o primeiro de natureza bíblica, vivido por Abraão e seu filho Isaac; outro de cunho mitológico, envolvendo Agamenon e sua bela filha Ifigênia.
 
Sobre Abraão, a história está no Livro do Gênesis: Depois de Abraão aliar-se a Abimelec e ir residir na terra dos filisteus, Deus o pôs à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”, e Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre o monte que eu te indicar”. Abraão segue rigorosamente as instruções. Sequer levou em consideração a perquirição do seu filho que viu a lenha e o fogo, mas não via o cordeiro para o holocausto. No lugar indicado por Deus, após amarrar o seu filho e o colocar sobre a lenha do altar, desembainhou a faca a fim de matá-lo quando, repentinamente, ouve um grito de um anjo do Senhor, que lhe disse: “Não estendas a mão contra o menino e não lhe faças mal algum. Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu único filho”. O crime foi evitado. Isaac foi substituído por um cordeiro. Essa provação divina ou teste espiritual, ainda hoje é objeto de aplausos, de louvação, não somente nos púlpitos como em toda a parte - como dito por Kierkegaard, filósofo dinamarquês - pela grandeza do ato de Abraão, que se dispôs a cumprir tarefa tão repugnante. Não sem razão Abraão é cognominado o “pai da fé”.
 
O episódio Agamenon: Irrompeu-se na Grécia uma epidemia da peste, onde os homens adoeciam e morriam, ficando os médicos impotentes com o seu alastramento. Agamenon mandou chamar o pontífice de Apolo, Calcas, acreditando que a doença teria sido enviada por um deus irritado com alguma ofensa ou erro praticado contra ele. Depois de algumas cerimônias religiosas, Calcas comunicou a Agamenon que a peste foi enviada pela deusa Ártemis, irmã de Apolo, que não gostou do seu ato quando de uma caçada na floresta, tendo ali abatido uma corça branca, animal consagrado àquela deusa que o amava com ternura. A situação da epidemia seria resolvida se Agamenon sacrificasse em seu altar a sua filha primogênita, a princesa Ifigênia. Irritado com tal proposta, Agamenon convocou o Conselho - Menelau, Ulisses, Diomedes, o sábio Nestor de Pilos e Ajax, filho de Telamon - e transmitiu-lhes a situação. Depois de muita discussão, Agamenon concordou em sacrificar a sua filha. No momento em que a faca tocava o seu pescoço, ouviu-se um grito de espanto. A faca desaparecia das mãos de Calcas, surgindo uma corça alva debatendo-se em agonia. No último momento, Ártemis condoeu-se com a beleza de Ifigênia e ela foi salva.
 
É a partir desses dois episódios com tratamentos diferenciados, um considerado abjeto, outro heroico, que Sören Kierkegaard, filósofo dinamarquês, considerado o pai da Escola Existencialista, procura avaliar as justificativas para o ato insano, torpe, de Abraão. Passa o sarrafo até naqueles que o defendem. E levanta uma questão: até que ponto os defensores do ato de Abraão fazem ideia do que estão falando? E dá o exemplo da reação de um padre no caso de um fiel seguir o mesmo caminho de Abraão. O padre iria até o homem, munido de toda a sua dignidade eclesiástica, e berraria: “Homem desprezível, abjeção da sociedade, que diabo o possuiu para que desejasse assassinar seu filho?”. Seria ético o padre ter este comportamento quando ele próprio exalta o ato de Abraão como de grandeza? Aí está o grande abismo que separa a ética da religião. O filósofo dinamarquês vai mais longe e coloca na balança o exemplo de Abraão com o de Agamenon, que sacrificaria a sua filha Ifigênia pelo bem do Estado. Neste caso, o seu ato estaria envolto numa ética universal, ou seja, “o herói trágico troca o certo pelo que está ainda mais certo, e o observador o vê com confiança”. O olhar desferido contra Abraão é visto sob a perspectiva de um indivíduo diante do absurdo.
 
E sentencia em sua obra Temor e Tremor: “Viu-se os que se apoiaram em si próprios de tudo triunfarem e os outros, fortes da sua força, tudo sacrificarem – mas o maior de todos foi o que acreditou em Deus. E houve grandes homens pela sua energia, sabedoria, esperança ou amor – mas Abraão foi o maior de todos: grande pela energia, cuja força é a fraqueza, grande pelo saber cujo segredo é a loucura, pela esperança cuja forma é a demência, pelo amor que é ódio a si próprio”. Na verdade, o caso de Abraão não é somente comparado ao de Agamenon, mas, também, a dois outros filicídios da história, o de Jefté e o de Brutus. Jefté viveu num tempo em que o povo israelita estava brigado com Jeová. Por vingança, este permitiu que os amonitas infligissem uma grande derrota a esse povo. Ficaram de joelhos pedindo perdão pelo mal praticado contra Jeová e imploraram pela expulsão dos amonitas. Jefté, um valente juiz de Israel, foi chamado para chefiar o combate contra os invasores. Diante dessa diatribe - israelitas versus Jeová - independentemente do arrependimento do povo e do retorno à adoração do seu Deus, Jefté resolveu pedir a ajuda e prometeu a Ele: se me der a vitória sobre os amonitas, então a primeira pessoa que sair de minha casa ao meu encontro, na volta da vitória, eu vou lhe entregar.
 
Resultado: Jeová acatou a promessa e deu a vitória solicitada, sendo os amonitas expulsos de Israel. Sabe o que aconteceu? A primeira pessoa que Jefté encontrou ao retornar ao seu lar foi a sua filha única. Ficou triste diante do destino, mas, para ele, promessa era promessa e sua filha estaria destinada a passar o resto de sua vida servindo a Jeová, em Silo. O caso de Brutus também é conhecido. Cônsul de Roma em 509 a.C., viu seus filhos, Titus Junior Brutus e Tiberius Junior Brutus, tomarem parte numa conspiração que tinha o objetivo de readmitir a família real na cidade logo após um golpe. Considerado um ato de traição, todos os conspiradores foram torturados e decapitados. Impassível, Brutus assistiu a punição de seus filhos. Esses três heróis trágicos – Agamenon, Jefté e Brutus – têm suas responsabilidades destinadas para outros e o consolo de terem cumprido uma atitude moralmente correta, diferentemente de Abraão, que visualiza a fé com predomínio diante do ético. E há de se perquirir: do ponto de vista ético, é correto o ato de Abraão em matar o próprio filho em nome da fé, em nome de uma fidelidade a Deus? Existe um dever absoluto de todos para com Deus? É possível acatar tal comportamento aos olhos da razão?
 
O episódio bíblico citado, para Kierkegaard, está fixado na fronteira entre a religião e a razão. Para ele, a fé, no caso, se revela paradoxalmente: “paradoxo capaz de fazer de um crime, num ato santo e agradável a Deus, paradoxo que devolve a Abraão o seu filho, paradoxo que não pode reduzir-se a nenhum raciocínio, porque a fé começa precisamente onde acaba a razão”. Daí vem a conceituação que o filósofo dá aos três modos do existir concreto do homem: o estádio estético, o ético e o religioso. No primeiro - o estético - o indivíduo tem no prazer a razão de sua vida. A sua relação é com tudo aquilo que lhe proporciona o prazer. Mas o prazer, com o tempo, se esgota e ele avança para o segundo estádio, passando a se relacionar mais amiúde com a ética, submetendo-se às normas e aos valores. As exigências éticas, contudo, impõe posturas de comportamentos universais. O sujeito, incapaz de cumprir com essas determinações, encontra refúgio no terceiro estádio, o religioso, onde ele vai ter a possibilidade de libertação dos seus pecados. De qualquer maneira, como diria Kant (1724-1804), em Crítica da Razão Prática, as passagens da Bíblia que parecem transgredir os limites da credibilidade racional devem ser interpretadas de modo alegórico e não literal.
 
Clóvis Barbosa escreve aos sábados, quinzenalmente.
 


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
03/10
08:33

REPUBLICANOS se aproxima de Edvaldo Nogueira

Estão bem adiantadas as conversas entre lideranças do REPUBLICANOS (antigo PRB) e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. Segundo o presidente de honra do partido, ex-deputado federal Heleno Silva, que está coordenando as articulações em nome dos filiados da capital, a sigla caminha para uma reaproximação com o prefeito.

“Junto com esse entendimento, iremos levar 12 pré-candidatos a vereador, na sua grande maioria lideranças de bairro como também da comunidade evangélica. Ressalto que o REPUBLICANOS vê Edvaldo como um político correto, e que a ruptura aconteceu em 2018 por situações de uma disputa natural naquele momento, mas nada que impedisse uma nova reaproximação”, explica Heleno.

Segundo o presidente de honra do REPUBLICANOS, os filiados do partido afirmaram que ficaram muito à vontade com esse retorno, “tendo em vista o bom trabalho que Edvaldo vem fazendo em Aracaju, principalmente na periferia”. Heleno Silva disse que o partido sabe que o papel do prefeito ao assumir a gestão foi o de reconstruir a capital, “e isso ele está fazendo.”

O republicano informa ainda que essa reaproximação já foi levada ao diretório nacional, que deixou a executiva de Sergipe bem à vontade para aprofundar a conversa. “Outra coisa que contou foi um pedido do governador Belivaldo Chagas, que fez questão de dizer aos dirigentes do nosso partido, que tinha interesse que o REPUBLICANOS voltasse à base aliada, coordenada por ele no estado e por Edvaldo em Aracaju”, revelou Heleno Silva.


Política
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Por Kleber Santos
30/09
17:04

Pontilhão da rua Guilhermino Rezende será interditado para obra de reconstrução

Está projetada a substituição de toda a laje (tabuleiro) danificada e o reforço da fundação para receber a nova estrutura

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), vai iniciar, nesta próxima quarta-feira, dia 2, a obra de reconstrução do pontilhão situado no cruzamento da avenida Anísio Azevedo com a rua Guilhermino Rezende, no bairro 13 de Julho. Para isso, o pontilhão será interditado e o trânsito no local sofrerá alterações. Está projetada a substituição de toda a laje (tabuleiro) danificada e o reforço da fundação para receber a nova estrutura. Nessa obra, a Prefeitura investe cerca de R$350 mil, com recursos próprios, e o prazo previsto de execução do projeto é de cerca de 90 dias.

Por causa da interdição do pontilhão, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) informa que haverá alterações no trânsito da região. Assim, o condutor que está circulando pela rua Guilhermino Rezende e deseja acessar a avenida Acrísio Cruz ou a Praça da Imprensa deverá convergir à direita na rua Campo do Brito ou Moacyr Rabelo Leite e depois à esquerda na avenida Gonçalo Prado Rollemberg, passando pela Anísio Azevedo, acessando novamente a Guilhermino Rezende ou se preferir mais à frente à Acrísio Cruz. O superintendente da SMTT, Renato Telles, explica que o trânsito na Anísio Azevedo não será, totalmente, afetado. “Apenas a passagem pelo pontilhão será interditada e o fluxo de veículos ficará normal nos dois sentidos da avenida Anísio Azevedo. A via estará devidamente sinalizada e os agentes de trânsito estarão no local durante o período de adaptação para orientar os condutores”, informa.

Haverá também mudança, temporariamente, no itinerário de algumas linhas do transporte coletivo. São elas: a 074 – Unit/Centro e 200 CIC2 – Circular Indústria e Comércio 02. Esses ônibus não irão passar pela rua Guilhermino Rezende, devido à interdição. Portanto, os ônibus da linha 074 seguirão pela rua Santa Luzia, rua Campos, rua Arauá, avenida Gonçalo Prado Rollemberg, avenida Anísio Azevedo, rua Guilhermino Rezende e Praça da Imprensa. Já a linha 200 CIC2, seguirá pela avenida Augusto Maynard, rua Itabaiana, rua Campos, rua Arauá, avenida Gonçalo Prado Rollemberg, avenida Anísio Azevedo, rua Guilhermino Rezende e Praça da Imprensa.

Fonte: AAN
Foto: Ascom/SMTT


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Por Kleber Santos
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