12/08
20:18

Redemoinhos

José Lima Santana
Professor da UFS

As ruas da cidade foram varridas por um redemoinho, que se formou no Beco do Fedor e saiu rodopiando pelas ruas e pelas duas pracinhas da cidade, que mais parecia um povoado dos confins do sertão. Cidade pobre e de gente paupérrima. Nela, o prefeito, aliás, o primeiro prefeito, pois se tratava de uma cidade nova, recentemente constituído o município, desmembrado de Baixão dos Negros, por obra e graça (ou desgraça?) da política tupiniquim. À cidade, o prefeito comparecia quando as verbas federais chegavam ao Banco do Brasil da cidade vizinha, ou seja, Baixão dos Negros. 

O coronel Neneca Teles de Biaxão dos Negros mandara na política local por mais de trinta anos, elegendo-se e elegendo seus prepostos, intercalados entre dois dos seus mandatos por muitas vezes repetidos. Perdera, porém, a eleição de 1962. Para prestigiá-lo, o governador do estado, que era do mesmo partido de Neneca, aprovara na Assembleia Legislativa a constituição do município de Alvorada. Pobre município! A sede municipal de Alvorada era um povoado paupérrimo. Uma coisa à toa. Na verdade, não era nada mais do que um arruado que se perdia entre cinco becos e dois arremedos de praças. Somente num país sem jeito poderia ser criado um município como Alvorada. Um desastre!

Naquela manhã, o redemoinho que se formou do nada, como sói acontecer com todo e qualquer redemoinho. No Beco do Fedor, onde o bicho nasceu, Dona Cristina de Zequinha Martelo persignou-se. Para ela, e para muita gente, o diabo estava encravado nos redemoinhos, para fazer estripulias. Roupas que quaravam nas cercas de arame farpado ou nas cercas de pau-a-pique foram arremessadas no ar e tangidas para certa distância. Mulheres que estavam por onde o redemoinho passava, seguravam as saias e vestidos. O diabo gostava de deixá-las em situação vexatória. 

Na Rua Coronel Neneca Teles, que era, na verdade, o principal Beco da nova e precária cidade, Tililico de Maria Gorda praguejou com o redemoinho: “Ô diabo do inferno, se soverta nas profundas, satanás de chifre e rabo”! Ao dizer isso, Tililico foi sugado pelo redemoinho e elevado à altura de uns dez metros. Quem viu o pobre ser arrastado, assegurou que o viu espetado pelo diabo com um tridente de fogo. Dele, ninguém mais teria notícias. 

Dona Maria Gorda tinha em Tililico o seu único filho. Viúva, entrevada, dependia do filho para o seu sustento. Tililico era empregado da Fazenda São Francisco. Vaqueiro e tirador de leite. Ganhava uma mixaria, mas era como se sustentava e sustentava a mãe entrevada. 

O prefeito da cidadezinha perdida nos cafundós de Judas era Rodolfo Teles, filho do coronel Neneca. Ao tomar conhecimento do ocorrido com Tililico, o prefeito apresentou-se na casa de Dona Maria Gorda. Prometeu à pobre mulher que mandaria um grupo de pessoas procurar o sumido. Mandaria o padre Gregório Alencar de Baixão dos Negros celebrar dez missas, se preciso fosse. Mandaria buscar no Morro do Cotovelo o afamado xangozeiro Pai Paulinho do Bamburi, que era vezeiro em desmanchar artes do zambeta. O que fosse necessário para trazer Tililico de volta, o prefeito haveria de fazer. Políticos...! O que eles, ou muitos deles, não eram capazes de fazer, para enganar o povo! 

Rodolfo Teles deixou o dito pelo não dito, como era de se esperar. Afinal, promessas de muitos políticos não eram para ser levadas a sério. 
Coitado do Tililico. Passaram-se as horas. Passou-se um dia. Passaram-se alguns dias. Nada. Nenhuma notícia de Tililico. Boatos, porém, eram muitos. Houve quem dissesse que ele estava espetado no para-raios da igreja do Bonfim, na cidade de Rancho Alegre, quinze léguas distante de Alvorada. Outros diziam que ele fora arrebatado para os confins do inferno por ter matado um indefeso gatinho, quando era menino, para se vingar da dona do bichano, Dona Eulália do finado Zenóbio Pé de Pato, que fizera Dona Maria Gorda dar-lhe uma surra desgraçada por causa de umas mangas que ele surrupiara da mangueira espada do quintal da mulher de Pé de Pato. E muitos outros boatos rolaram. Nada de concreto, porém.

Um ano. Dois, três, quatro, cinco anos se passaram. Nada de Tililico. Dona Maria Gorda foi-se entrevando cada vez mais, desde que Tililico fora carregado pelo redemoinho. Dela cuidava a caridade dos vizinhos, especialmente Margarida de Tina Fuxico, benemérita senhorita que zelava pela igrejinha da jovem cidade. 

Manhã de março. Fim de verão. Os primeiros ventos do outono começavam a levantar poeira. Era o prenúncio do inverno que costumava se antecipar, invadindo o outono. Nos trópicos, as estações do ano seguiam o seu próprio curso. A cidade sonolenta parecia cada vez mais com sono. Uma leseira dominava a cidade naquela manhã. De chofre, um redemoinho veio vindo da estrada das Bananeiras, principal entrada da cidade. Era quase um pequeno tufão. Portas e janelas foram cerradas. Ninguém se atreveu a enfrentar o redemoinho. Todos se lembravam de Tililico. O diabo voltava a Alvorada. 

Em frente à igrejinha zelada pela senhorita Margarida de Tina Fuxico, o redemoinho despejou um fardo e seguiu viagem. As pessoas foram saindo de suas casas. A senhorita Margarida, benemérita e fina flor da cidadezinha, abriu a porta da igrejinha dedicada a Nossa Senhora do Desterro. Ela foi a primeira pessoa a ver e a reconhecer o fardo despejado pelo redemoinho. Era ninguém mais do que Tililico. Um milagre! E ele estava em perfeitas condições físicas. Todavia, parecia um tanto quanto envelhecido. Cabelos grisalhos, barba grande, quase batendo no peito. Sim, só podia mesmo ser um milagre. Deus tinha atendido as preces de Dona Maria Gorda, que durante todo aquele tempo não se cansou de desfiar o terço, dia e noite. 

Aos poucos, as pessoas foram se chegando para junto de Tililico. Logo, um cortejo se formou até a casa de Dona Maria Gorda. A pobre senhora entrevada abraçou o filho, aos prantos. “Nossa Senhora ouviu as minhas preces, meu filho. Ela ouviu”, disse a mãe de Tililico, entre lágrimas. A cidade inteira entrou em rebuliço. Todo mundo, que não era tanta gente assim, acorreu à casa de Dona Maria Gorda. Afinal, tratava-se de um milagre. O redemoinho soverteu no mundo, levando Tililico e o devolveu cinco anos depois. Só podia ser um milagre. 

Nem tudo, porém, estava consumado. Seguindo o seu caminho, com ou sem o diabo no seu meio, o redemoinho topou, na estrada do Boqueirão, com o prefeito Rodolfo Guedes, cujo Jeep estava com um pneu furado. O olho do redemoinho, quase tufão, pegou o prefeito de cheio e o carregou. Até hoje aguarda-se a volta do prefeito fazedor, mas não pagador de promessas. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
09/08
14:53

Sintasa: Governador anuncia que enviará projeto de lei para garantir estabilidade dos servidores da FHS

Três dias depois da paralisação por 12 horas dos servidores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) e com apoio da comissão de servidores, o governador do Estado, Belivaldo Chagas, anunciou nesta quinta-feira, 9, que irá encaminhar o projeto de lei para Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na segunda-feira, 13, garantindo a estabilidade do emprego dos servidores da FHS. O anuncio do governador foi feito durante o programa Tolerância Zero, apresentado por Bareta, na TV Atalaia. 

Diga-se que, na última segunda-feira, 6, os trabalhadores da fundação, representados pelo Sintasa, fizeram uma paralisação de 12 horas e uma mobilização na frente da Alese, para tentar sensibilizar os deputados estaduais e governador do Estado para que os servidores da fundação sejam incorporados à Administração Direta, através da Lei 7.993/2015, visto que a FHS deverá ser extinta no dia 31 de março de 2019.

“A estabilidade dos trabalhadores da FHS sempre foi uma luta do Sintasa. Nós sempre provocamos isto para que eles fossem incorporados. Então, recebemos esta notícia do governador com muita alegria e expectativa. Sempre cobramos do Governo do Estado, e do próprio Belivaldo Chagas, quando ele era o então vice-governador. Nós também provocamos a Procuradoria Geral do Estado para que se pronunciasse. Hoje, estamos com a esperança que tudo dê certo. Vamos aguardar até segunda-feira para que o projeto seja encaminhado e depois votado para que a angústia de três anos destes servidores, finalmente, venha acabar”, afirmou Augusto Couto, presidente do Sintasa.

No início da tarde desta quinta-feira, o governador anunciou no programa Tolerância Zero que durante esta semana se reuniu com a Procuradoria Geral do Estado para tentar encontrar uma solução em relação ao impasse dos servidores, e, segundo ele, foi encontrada uma saída. “A partir da próxima semana, segunda-feira, nós vamos estar encaminhando para a Assembleia Legislativa a solução para este problema, conforme prometemos”, afirmou o governador, que deverá assinar o projeto de lei nesta sexta-feira, 10.

Fonte: www.sintasa.com.br


Política
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Por Kleber Santos
05/08
21:52

MDB define Jackson e Rogério para o Senado, e Belivaldo e Eliane para o Governo

O MDB Sergipe realizou neste domingo (05/08) a sua convenção estadual, definindo os seus candidatos para a eleição deste ano. Das 9 horas da manhã até as 15 horas da tarde os convencionais participaram da votação que aprovou o nome de Jackson Barreto para o disputar uma vaga no Senado Federal. Também foi definido o apoio à candidatura de Rogério Carvalho (PT) para o Senado e à chapa de Belivaldo Chagas (PSD) / Eliane Aquino (PT) para disputar o governo do estado.

O ponto alto da convenção se deu por volta das 11 horas da manhã, quando Jackson e os vários emedebistas presentes se reuniram para receber Belivaldo, Eliane e Rogério na sede do partido, onde foi realizado um ato público. A tônica dos discursos foi a união e a importância de eleger toda a chapa majoritária e os deputados do MDB e do agrupamento político.

JB Convocado

Agora oficialmente candidato ao Senado, Jackson Barreto confessou aos presentes que pensou em sair da vida pública. “Pensei em descansar, em descarrilhar as armas e aproveitar o resto da vida. Muita gente pergunta porque Jackson Barreto, depois de gravar no rádio e na televisão que não participaria da vida pública, de repente é candidato a senador. Eu recebi várias convocações, principalmente do nosso povo e dos nossos companheiros, de Belivaldo Chagas”, disse ele.
 
JB enfatizou sua história na política, relembrando a fundação do MDB, a campanha das diretas, a campanha da anistia, a eleição de Tancredo Neves, sua eleição para prefeito de Aracaju, sendo o primeiro eleito após o regime militar. “Nunca estive ausente das lutas do nosso povo, durante todo esse tempo, sempre combatendo o bom combate, com a coragem de quem acreditava no que estava fazendo.

Honra

Ele ainda afirmou que passou por muitas dificuldades durante o período em que governou o estado, mas deixou claro que possui muita honra em relação ao seu mandato. “Sei que fui o governador do momento mais difícil da economia deste país, e com isso sofremos muitos com as dificuldades. Mas não tem um município neste estado que não tenha a presença, em obras, do governador Jackson Barreto. Pense num cara consciente do dever cumprido”, declarou.

O candidato ao Senado do MDB destacou ainda a ética durante a sua gestão. “De uma coisa eu tenho honra, felicidade e alegria: Nunca em nenhuma barbearia ou mesa de bar, ou em lugar algum, as pessoas vão dizer que Jackson Barreto foi um governador desonesto, corrupto ou que faltou com a ética. Graças a Deus”, continuou.

Desistência e candidatura

Ele concluiu relembrando que em visita ao ex-presidente Lula, ano passado, falou ao petista que pensava em não mais ser candidato. “Eu disse, presidente, não quero mais participar da vida pública. Eu acho que já dei a minha contribuição ao meu estado e ao meu país. Acho que agora é a hora de novos. Mas Lula olhou para mim e disse: você não tem o direito, Jackson Barreto, de ir para casa neste momento”, revelou.

Jackson falou que informou a Lula, naquele momento, que havia gravado entrevistas afirmando que deixaria a vida pública. “Mas o presidente Lula respondeu: quando você fez essa afirmação, você vivia num país diferente do país de hoje. É um Brasil que tem 14 milhões de trabalhadores desempregados, as conquistas sociais foram jogadas na lata do lixo, a instabilidade política, econômica e social... Agora Jackson, é hora dos guerreiros, daqueles que, como você, tiveram a coragem de combater a ditadura. Agora nós precisamos dos combatentes, você não tem o direito de ir para casa. Se você não for candidato, você vai colocar as vagas do Senado para que esses cidadãos que destruíram o país sejam eleitos? E aí ele me fez esse apelo, juntamente com todos os companheiros”, explicou

Com Rogério

O presidente estadual do MDB, João Augusto Gama, foi breve em sua fala, mas deixou claro: o partido irá para a rua com o senador do PT, Rogério Carvalho e Jackson Barreto. “É o que está na ata, na urna da convenção e é o que vamos registrar. O MDB vai fazer toda a força, vai dar toda a sua energia para a eleição de Belivaldo Chagas, Jackson Barreto e Rogério Carvalho”, enfatizou. Ele concluiu lembrando que o grupo está unido desde o ano 2000 e que isso vem dando certo.

Ficha Limpa

O deputado federal Fábio Reis destacou a importância de Jackson para Sergipe e a presença de Eliane Aquino numa chapa “Ficha Limpa”. “Eliane tem relevantes serviços prestados ao lado do nosso saudoso ex-governador Marcelo Déda. Em todos os municípios que passamos vemos as pessoas demostrando um carinho imenso por ela. Muito obrigado por fazer parte desta chapa, seja muito bem-vinda ao MDB, que irá abraçar toda essa chapa”, falou Reis.

Texto e fotos: Da Assessoria de Imprensa


Coluna Afonso Nascimento
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Por Kleber Santos
05/08
15:22

A justiça de cada um

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE


Por dois anos consecutivos fui privilegiado pelo casal João Alves Filho e Maria do Carmo Alves com dois presentes extraordinários. Em 2013, o livro O Duelo Churchill x Hitler – 80 dias cruciais para a segunda Guerra Mundial, de John Lukacs, professor emérito de história do Chestnut Hill College, na Filadélfia; e em 2014 fui premiado com a obra Justiça – O que é fazer a coisa certa, do professor Michael J. Sandel, professor da Universidade de Harvard. A primeira obra me estimulou a ler outros títulos desse período triste da história mundial, como Churchill, visionário, estadista e historiador, de John Lukacs; Winston Churchill, 25 lições indispensáveis para líderes extraordinários, de Alan Axelrod; Winston Churchill, a sutileza bem-humorada, de Richard Langworth; O presente de Hitler, de Jean Medawar e David Pyke; A biblioteca esquecida de Hitler, de Timothy W. Ryback; A mulher do oficial nazista, de Edith Hahn Beer; Os meninos que enganavam os nazistas, de Joseph Joffo; O carisma de Adolf Hitler, de Laurence Rees; O diário de Anne Frank, edição definitiva organizada por Otto H. Frank e Mirjam Pressler; As relíquias sagradas de Hitler, de Sidney D. Kirkpatrick, além de outras obras e romances, como O tambor, de Günter Grass. 4 (quatro) anos depois de receber o presente, termino a leitura de Justiça, que veio acompanhado do seguinte bilhete: Formulamos ao prezado amigo e a todos seus familiares, votos de um 2014 pleno de saúde, paz, sucesso e as permanentes bênçãos de Deus. O apreço e a admiração de Maria do Carmo Alves e João Alves Filho. É dessa obra que vou falar hoje.

Justiça, o que é fazer a coisa certa, nasceu da exigência dos alunos para que o professor transformasse em livro as aulas que eram dadas no curso “Justice” da Universidade de Harvard, muito popular e bastante influente, onde quase mil pessoas se aglomeravam no anfiteatro do campus para ouvir Sandel debater sobre fatos corriqueiros e intrigantes à luz da filosofia. Algumas perguntas são colocadas para discussão: Quais são as nossas obrigações uns com os outros em uma sociedade democrática? O governo deveria taxar os ricos para ajudar os pobres? O mercado livre é justo? Às vezes é errado dizer a verdade? Matar é, em alguns casos, moralmente justificável? É possível ou desejável legislar sobre a moral? Os direitos individuais e o bem comum estão necessariamente em conflito? É justificável o emprego de tortura em alguns casos? Esses e tantos outros temas nos levam, aqui e ali, numa sociedade democrática, a divergências entre o que é certo ou errado, o que é justo ou injusto. Explica Sandel: Algumas pessoas defendem o direito ao aborto, outras o consideram um crime. Algumas acreditam que a justiça requer que o rico seja taxado para ajudar o pobre, enquanto outras acham que não é justo cobrar taxas sobre o dinheiro recebido por alguém como resultado do próprio esforço. Algumas defendem o sistema de cotas na admissão ao ensino superior como uma forma de remediar erros do passado, enquanto outras consideram esse sistema uma forma injusta de discriminação invertida contra as pessoas que merecem ser admitidas pelos próprios méritos.

Algumas pessoas rejeitam a tortura de suspeitos de terrorismo por a considerarem um ato moralmente abominável e indigno de uma sociedade livre, enquanto outros a defendem como um recurso extremo para evitar futuros ataques. Alguns exemplos são registrados para mostrar esse dilema moral que atinge uma sociedade livre: Em 2004, o furacão Charley atingiu o Golfo do México, indo da Flórida até o Oceano Atlântico. 22 (vinte e duas) pessoas morreram e o fenômeno causou prejuízos de 11 bilhões de dólares. Após a tempestade, uma discussão acirrada tomou conta da região sobre os preços extorsivos que passaram a ser cobrados dos serviços e mercadorias. Sem energia para os refrigeradores ou ar-condicionados, sacos de gelo de dois dólares passaram a ser vendidos por dez. Pequenos geradores domésticos, que antes custavam 250 dólares, agora valiam 2 mil. Uma noite num quarto de motel passou de 40 para 160 dólares. A partir daí começou a ser travada uma batalha de opiniões a respeito do tema. Para uns, era imoral que as pessoas “tentassem capitalizar à custa das dificuldades e da miséria da população”. Para outros, nas sociedades de mercado, os valores são fixados de acordo com a oferta e a procura, não passando de uma quimera a figura do “preço justo”. O abuso de preços provocado pelo furacão, para Sandel, levanta graves questões sobre moral e lei e coloca em campos antagônicos a virtude e a liberdade. Ou melhor, de um lado estaria a teoria de justiça antiga, vista por Aristóteles, como dar às pessoas o que elas merecem; e de outro a teoria de justiça moderna vista por filósofos como Kant, com base na liberdade.

Tanto Kant, no século XVIII, como John Rawls, no século XX, defendem que os princípios de justiça que definem nossos direitos não devem basear-se em nenhuma concepção particular da virtude ou da melhor forma de vida. Ao contrário, uma sociedade justa respeita a liberdade de cada indivíduo para escolher a própria concepção do que seja uma vida boa. E é aí que Sandel, após dissecar sobre os aspectos favoráveis e desfavoráveis a uma ou outra teoria – inclusive os argumentos que são utilizados para defendê-las – passa a explorar os seus pontos fortes e fracos. Para ele, apesar de sermos devotados à prosperidade e à liberdade, não podemos desconsiderar a natureza judiciosa da justiça. É profunda a convicção de que a justiça envolve virtude e escolha. E conclui que meditar sobre ela parece levar-nos inevitavelmente a meditar sobre a melhor maneira de viver. Outro exemplo: Desde 1932 que o Exército dos Estados Unidos outorga a medalha Coração Púrpura a soldados feridos ou mortos pelo inimigo durante um combate. Além da homenagem, a medalha permite privilégios especiais nos hospitais para veteranos. Acontece que, desde as guerras do Iraque e do Afeganistão, alguns soldados vêm sendo diagnosticados com estresse pós-traumático, cujos sintomas incluem pesadelos recorrentes, depressão profunda e suicídio. Pois bem. Os defensores desses veteranos - que não foram fisicamente feridos - propuseram que eles também recebessem o Coração Púrpura, mas o Pentágono recusou a concessão da medalha sob o argumento de que seu objetivo é o de homenagear o sacrifício e não a bravura.

A verdade é que, no decorrer da análise desse exemplo, está uma opinião oferecida por um capitão, fuzileiro reformado, que atribui a oposição mencionada a uma postura arraigada entre os militares, que veem o estresse pós-traumático como um tipo de fraqueza. Temos então duas posições: De um lado, os que insistem que somente aqueles que sofrem ferimentos com sangue devem ser levados em consideração para recebimento da medalha, e que o estresse pós-traumático reflete uma fraqueza de caráter que não é merecedora de honraria; e, de outro, os que acreditam que os veteranos que sofrem traumas duradouros e têm depressão profunda se sacrificaram tanto por seu país quanto os que perderam um membro em combate, e de maneira igualmente honrosa. Para Sandel, a polêmica sobre o Coração Púrpura ilustra a lógica moral da teoria de Aristóteles sobre justiça. Os demais exemplos hipotéticos constantes na obra enfrentam escolhas dramáticas que ocorrem no nosso dia a dia. O que procura enfatizar é que refletir sobre esses dilemas “nos permite ver de maneira mais clara como uma questão moral pode se apresentar em nossas vidas, como indivíduos e como membros de uma sociedade”. E ele perquire: Como, então, podemos raciocinar claramente no disputado terreno da justiça e da injustiça, da igualdade e da desigualdade, dos direitos individuais e do bem comum? Ele mesmo responde: Este livro tenta responder a essa pergunta. Sandel, na realidade, com suas aulas e esta obra, dá subsídios para que as pessoas reflitam sobre as suas escolhas.

Poderíamos aqui nos aprofundar nas ideias de justiça discutidas no livro: a que leva em consideração o bem-estar, dentro da perspectiva do chamado utilitarismo de Bentham (Jeremy Bentham, filósofo moral), que defende uma doutrina de felicidade das maiorias; a que aborda a questão sobre o prisma da liberdade e aquela que se funda no conceito de virtude. Mas, o que nos interessa, também, no tema sobre justiça, é a sua significação para este modelo político-econômico vivenciado pela sociedade brasileira. O que é uma sociedade justa? Para Sandel, saber se uma sociedade é justa é perguntar como ela distribui as coisas que ela valoriza – renda e riqueza, deveres e direitos, poderes e oportunidades, cargos e honrarias. Temos uma das elites mais predadoras do planeta. Aqui, quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. O debate poderia ser incansável, mas o tipo de sociedade que gostaríamos de alcançar no Brasil está moldada naquilo que a Constituição coloca como objetivos fundamentais: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. O grande desafio, ao ler Justiça, é saber se somos capazes de avaliar que tipo de sociedade queremos viver.

Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
05/08
14:56

Um ganho coletivo

Angelo Roberto Antoniolli
Reitor da UFS

No decorrer da semana que se finda, a imprensa e as redes sociais deram ênfase à história de um aluno do curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe, no Campus de Lagarto, que chegou à conclusão da etapa do ensino superior. Prepara-se, pois, para a colação de grau. Trata-se de João Santos Costa, cuja história comoveu quem dela teve conhecimento. João é negro, natural do interior de Simão Dias, vem de uma família pobre e recentemente fez uso da internet para contar a sua história e tudo que enfrentou até chegar ao término do curso, cuja formatura dar-se-á no mês de setembro. Aplausos para João e votos de muito sucesso na vida profissional que se avizinha. Bravos, João! Bravos, Doutor! 

A história de João Santos Costa repete-se por centenas ou milhares de histórias. Muitos jovens pobres, rapazes e moças, podem contar uma história parecida com a do João. Nos mais diversos cursos e nos vários Campi da UFS. Eles vêm das chamadas cotas reservadas para os alunos das escolas públicas e para determinadas minorias ou camadas sociais até bem pouco tempo excluídas do ensino superior. Por exemplo: quantos egressos da escola pública conseguiam lograr êxito nos vestibulares realizados pela Universidade Federal de Sergipe? Quantos negros, pardos, índios ou portadores de necessidades especiais o conseguiam? E quantos adentravam nos cursos de mais procura ou mais cortejados pela sociedade, como Medicina, Direito, Engenharias etc.? As estatísticas mostravam números residuais. E assim o era nas demais Universidades federais ou noutras públicas, como as estaduais, onde elas existem. 

As famílias mais pobres, que não podiam pagar escolas mais qualificadas para os seus filhos e filhas estudarem, não conseguiam vê-los (as) portando facilmente um diploma do ensino superior. A exclusão era grande e absolutamente injusta. Afinal, as escolas públicas de ensino superior são custeadas pelos recursos públicos que advêm dos tributos que todo o povo paga. Mas, nem todas as camadas da população, no geral, viam os seus jovens nas universidades públicas. Todos pagavam e pagam tributos, mas, nem todos podiam deles usufruir em termos de educação superior. 

As camadas mais abastadas da população, que podiam pagar as melhores escolas para os seus filhos, viam-nos acabarem ocupando a maioria esmagadora das vagas nos cursos superiores mais concorridos. “Aos melhores, o melhor”.  Esse era o jargão. Melhores, não. Mais preparados pelas boas escolas do ensino básico, fundamental e médio. 

As cotas causam urticária em muitas pessoas. Estas requerem as vagas das cotas para os seus filhos que estudam nos colégios “top” de linha. Os que nasceram em berços de ouro ou de parta, que têm tudo, ou quase tudo, do bom e do melhor, seriam os legítimos ocupantes das vagas nos cursos mais conceituados ou mais procurados. Porém, de onde brotaria essa legitimidade? Do poder econômico? Da condição social mais acalentada? 

Anos de exclusão dos mais pobres, por exemplo, não causavam a menor compreensão dessa dura realidade por parte dos mais favorecidos. Uma sociedade desigual em que os desiguais de cima não conseguiam enxergar os desiguais de baixo, mesmo que os olhassem com lupas. 

As cotas nas escolas superiores públicas ensejaram a inclusão de muitos e muitas jovens, que se arrastavam nas periferias, nos subúrbios das pequenas cidades, nos povoados mais distantes, sem que pudessem vislumbrar oportunidades de terem uma vida digna através do trabalho profissional qualificado. 

Numa democracia, a luta pela igualdade, e, mais ainda, pela igualdade proporcional, deve ser uma finalidade do estado. É isso que se pode chamar de justiça social. Dar mais é quem menos tem e dar menos a quem mais tem. E assim, aos poucos, a sociedade vai se ajustando, isto é, vai-se tornando mais justa. Quão triste é vier numa sociedade injusta!

No país inteiro são milhões de jovens, rapazes e mocas, que percorrem os corredores das Universidades públicas, que adentram em suas salas de aula, para se lançarem na busca do conhecimento, da afirmação da dignidade humana, da cidadania e da oportunidade de enfrentar o mercado de trabalho em condições de disputar com todos os outros. 

A história comovente, sim, do jovem João Santos Costa, negro, quilombola, disposto, lutador, digno de sua conquista, é a história de muitos jovens dos dois sexos, parecidos com ele. Que muitos outros tenham a coragem e a firmeza de mostrar a sua face, de mostrar o seu valor. A belíssima vitória de João não é um ganho individual. É, deveras, um ganho coletivo. São muitos os Joãos. São muitas as Marias. Parabéns ao João de Simão Dias. Parabéns aos outros e às outras que ainda estão no anonimato. O ganho é coletivo. É de toda a sociedade sergipana. 


Colunas
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Por Kleber Santos
05/08
14:52

Arrumações políticas e futurologia

José Lima Santana
Professor da UFS

As candidaturas estão postas. Arrumações tão comuns entre os partidos políticos foram costuradas. Algumas costuras são péssimas para os eleitores e para o país. Forjam-se a partir de interesses individuais deste ou daquele político, ou partidários, mas, jamais se levando em conta os interesses da nação. Coligações nem sempre são coligações na essência da palavra. Afinal, etimologicamente, o que vem a ser coligação? Vejamos. Coligação significa o “ato ou efeito de coligar; união, ligação; associação, liga ou aliança de várias entidades ou pessoas para um fim comum”.

Muito bem. Aliança para um fim comum. Porém, nem sempre para o bem comum. Na vida político-partidária as coligações têm em vista facilitar o alcance do poder. Todos os políticos e todas as agremiações políticas objetivam alcançar o poder. Alcançado o poder, todos têm em mente lutar pelo bem comum? Ora, o que é o bem comum? Ensinou-nos o mestre Miguel Reale, o pai, e não o filho, que o bem comum é a composição harmônica do bem de cada um com o bem de todos. Será que é isto mesmo que os políticos e os seus partidos levam em consideração? Seria muito bom que assim fosse. 

É inegável que no meio do turbilhão da política, alguns políticos trabalhem para o bem do povo, para o engrandecimento do seu município, do seu estado e da nação. Repito o que disse no artigo da semana passada: estes são poucos, mas eles existem. E se não existissem, seria o caos definitivo na vida pública. 

Entretanto, há políticos em todos os escalões que esbravejam, que arrotam laivos de honestidade, de trabalho em prol do povo, mas, tão somente, da boca para fora. Quantas vezes eu vi e ouvi isso. Quantos eu conheci ao longo dos meus 45 anos de vida profissional! Na minha cidade, no meu estado e no país. Acredito que todos os leitores e todas as leitoras conhecem políticos desse tipo. São os piores. Os travestidos de “santos”. São horríveis. Conseguem posar de bons moços e de boas moças. Derrapam feio. Fazem dos eleitores, ou de muitos deles, massa de manobra. Descaradamente, compram votos, e, às vezes, sob o argumento de que os outros também compram. Quando não o fazem diretamente junto aos eleitores, fazem-no junto aos chamados cabos eleitorais. Se eles compram os votos, cometendo crime eleitoral, fazendo uso do abuso do poder econômico, não se sentem no dever de assumir compromissos em favor do bem estar da coletividade. Compraram, pagaram, tchau e bênção, como se diz no vulgo. Uma vergonha. 

O país necessita ser reerguido. Não dá mais para suportar os desacertos morais, econômicos, sociais e políticos, sendo que estes últimos têm, em grande parte, causado os demais. Já passou da hora de pegarmos a vassoura para fazer uma exaustiva faxina na política. No mínimo, para reduzir o quadro dos maus políticos, dos maus administradores públicos, eleitos ou nomeados, dos devastadores dos recursos públicos, encastelados no Legislativo e no Executivo. 

Houve um tempo, e não faz tanto tempo assim, que se dizia que havia um bloco político essencialmente ético no país, que se erguia contra o bloco antiético. Hoje, sabe-se que não há, se é que realmente houve, esse bloco político ético. Todos os blocos caíram na vala comum. Ainda é possível que se salvem algumas pessoas nos diversos blocos, ou partidos políticos. Pessoas individualmente consideradas. Todavia, blocos ou partidos, na sua inteireza, não. 

As pessoas e entidades da sociedade civil organizada precisam estar atentas ao desenrolar do processo eleitoral. As enganações estarão à vista. Será preciso considerá-las, analisá-las, para, enfim, combatê-las.

O que acontecerá com O Brasil e com os brasileiros a partir de janeiro de 2019? Algum leitor ou alguma leitora arrisca-se a fazer um exercício de futurologia? Eu não me arrisco. Especialmente, diante da “bagaceira” que virá por aí, na campanha eleitoral. Federal e estadual. 

Uma coisa, porém, é certa: precisamos melhorar como pessoas, como sociedade civil organizada, como povo, como nação. Melhorar eticamente. Melhorar no processo de alta estima. Melhorar nas cobranças, ou seja, no controle social da administração pública. Sem tréguas. 

Como padre, eu tenho o dever de alertar os fiéis para a necessidade de votar em candidatos que defendem os valores cristãos, que se põem contra práticas e ideias que contradizem o Evangelho de Jesus Cristo.

Como advogado e professor de Direito, eu tenho o dever de não me calar diante das sem-vergonhices e das mentiras de muitos candidatos. Não induzo ninguém a votar nestes ou naqueles candidatos. Todavia, toco o sino, faço soar o alarme, alerto. Afinal, como diz minha mãe, eu não queimei a língua com papa quente (mistura de leite com farinha, ou seja, mingau de criança pobre). Fui alimentado tão somente com o leite materno até os seis meses de vida. Depois disso, com o mesmo leite e outros alimentos próprios para a idade. Se a língua não foi queimada, está firme. Não posso me calar. Não devo. Nem quero. 

O futuro do nosso estado e do nosso país está em nossas mãos, nas mãos de todos nós eleitores. Se não podemos fazer exercícios de futurologia, podemos ao menos fazer com que o nosso voto não sirva para ser causa de arrependimento. Escolher o que pensamos ser o melhor. Ou, no mínimo, o que provavelmente parece ser o menos ruim. É duro ter que dizer isso, mas é preciso dizer. O voto é um risco. Por isso, devemos ser ariscos na hora de votar. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
04/08
13:47

Detran/SE e Shopping Riomar unidos por um trânsito seguro

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE) marca presença em uma exposição sobre cervejas no Shopping Riomar, de hoje, 3, até o dia 2 de setembro. O objetivo da participação da autarquia é alertar os condutores sobre o risco da combinação entre bebida alcoólica e direção. O Detran/SE conta com o apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) e da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran) na exposição de bafômetros e no esclarecimento de dúvidas de quem visita o estande.

De acordo com a coordenadora da Escola Pública de Trânsito (EPTran) da autarquia, Karinéia Cruz, a intenção é passar informações sobre o perigo de dirigir embriagado e desmistificar alguns pontos. “Ainda existe muita gente com dúvidas sobre uso de enxaguantes bucais ou bombons com licor, por exemplo, antes de dirigir. Neste estande, faremos, com o auxílio do BPRv e da CPTran, alguns testes de bafômetro demonstrativos”, aponta a coordenadora.

A gerente de marketing do shopping, Marianna Muniz, destaca a importância da participação do Detran/SE neste evento. “Trouxemos a exposição ‘Mundo das Cervejas Especiais’ com a intenção de atingir especialmente os pais, que vão comemorar seu dia neste mês. Entretanto, como temos um papel social importante, fizemos questão da presença do Detran para alertar aos visitantes sobre o perigo da combinação entre álcool e direção”, enfatiza a gerente. 


Variedades
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Por Kleber Santos
04/08
13:44

PSB confirma Valadares Filho para disputar o governo de Sergipe

A chapa e integrada por Silvia Fontes, candidata a vice, Jose Carlos Valadares e Henri Clay, que concorrem ao Senado

Foi em clima de festa que o deputado federal e presidente estadual do PSB, Valadares Filho, teve sua candidatura ao governo de Sergipe oficializada nesta sexta-feira (3), em convenção realizada na sede da Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE). Ao lado da sua companheira de chapa, deputada Silvia Fontes (PDT), e dos candidatos ao Senado, Antônio Carlos Valadares (PSB) e Henri Clay (PPL), Valadares Filho foi recepcionado por políticos e militantes de todas as regiões do estado, que declararam apoio e afirmaram apostar na sua vitória para retomar o desenvolvimento de Sergipe.

Em seu pronunciamento o candidato falou da sua responsabilidade e desafio que carrega nas costas ao ter seu nome homologado para disputar o governo de Sergipe. “ No momento em que Sergipe vai apostar na verdadeira mudança, trago grandes valores e eficiência administrativa capazes de cuidar da nossa gente”.

Por sua vez, Silvia Fontes ressaltou que sua decisão em fechar parceria com Valadares Filho foi em função de considerá-lo um grande homem, conhecer seu valores e acreditar no seu potencial. Além disso, destacou que não será vice decorativa, mas terá grande participação nas decisões e ações do governo. 

Durante o evento, foi destacado que, apesar da sua juventude, Valadares Filho tem a experiência, capacidade e disposição para promover as transformações necessárias e resgatar a confiança e prestígio do povo sergipano, abalados pela estagnação econômica e desrespeito à população. 

“Propriá e o Baixo São Francisco estão com Valadares Filho. A vitória está garantida”, aposta o prefeito Iokannan Santana (PSB). Outro que confia na vitória do candidato do partido o prefeito José Nicárcio Aragão (PSB), de Graccho Cardoso, para quem Valadares Filho, como deputado federal, “trabalhou muito por Sergipe e como governador fará muito mais, além de ser um nome ‘ficha limpa’ requisito, indispensável nesse momento de descrença  no político”.

O candidato Valadares Filho expressou o desejo de marcar seu nome na história de Sergipe não como o político mais jovem a assumir o cargo de governador do estado, mas sim como o que mais trabalhou para garantir o desenvolvimento econômico e bem estar da população. 


Política
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Por Kleber Santos
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