22/08
06:24

Rogério participa de inauguração de Clínica em D ivina Pastora

Imagine você ter que anda 13 quilômetros entre um município e outro para conseguir atendimento médico, com dores, muitas vezes com dificuldade de transporte e até a pé. Esta era a realidade da auxiliar administrativo Roselita dos Santos " Não tinha condições de recebe atendimento médico aqui em Divina Pastora, só no Hospital de Riachuelo. Com essa clínica agora ficou mais fácil e está muito bonita, bem arrumada", opinião compartilhada por Maria José de Jesus Santos, que mora no assentamento Mário Lago " Muito Linda", com esta simplicidade e com um sorriso nos lábios, elas se referiram a Clínica de Saúde da Família Marcelo Vilas Boas, entregue neste fim de semana pelo governador Marcelo Deda, o vice-governador Jackson Barreto e  prefeita Maria Augusta Lima. " A clínica está bem espaçosa, com aparelhos modernos que vai nos dar melhores condições de trabalho e vamos poder atender mais pessoas", observou a dentista Larismar Maciel, funcionária da Unidade de Saúde.

Esta foi a 54ª clínica entregue no Estado, desde o primeiro governo de Marcelo Deda e faz parte de um planejamento elaborado pelo ex-secretário de saúde e hoje deputado federal Rogério Carvalho e, hoje, bem executado pelo atual secretário Antônio Carlos Guimarães, também presente a solenidade: "O projeto que fizemos para a saúde do Estado foi inovador, ousado e muito eficaz. Criamos uma agenda para os próximos anos que vai permitir que o atendimento médico aconteça em todo o Estado, através da ampliação da rede de Hospitais e Clínicas como esta. Visitei vários países e observei as unidades de saúdes destes locais e digo sem medo de errar: que esta unidade está nos padrões dos países desenvolvidos" informou o deputado Rogério Carvalho, que teve o trabalho reconhecido pelo governador durante o discurso: "Rogério Carvalho foi meu secretário e idealizou comigo essa transformação na saúde do Estado. Só nesta clínica foram investidos 652 mil reais. E aconteceu da seguinte maneira: o governo do Estado entregou o prédio pronto e os profissionais ficam a cargo da prefeitura da cidade. Posso dizer a vocês tem muito tempo que um governador não vem aqui e entrega uma obra como esta, ainda mais em um período que não é o eleitoral", enfatizou Marcelo Deda.

Muito emocionada, a prefeita de Divina Pastora, Maria Augusta Lima, também agradeceu ao deputado Rogério Carvalho e saudou aos familiares do médico ortopedista Marcelo Vilas Boas, falecido, que deu nome a clínica "Marcelo Vilas Boas era uma pessoa simples e ajudou muito a nossa comunidade, só tenho a agradecer os sonhos realizados hoje", concluiu. (Da assessoria)


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Por Eugênio Nascimento
22/08
06:19

Laércio preside reunião que aprova projeto criando o Pronatec

 

O deputado federal Laércio Oliveira presidiu a Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público durante a aprovação do projeto de Lei 1209/11, do Executivo que cria o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). A iniciativa prevê a oferta de bolsas para estudantes do ensino técnico de nível médio e a expansão das vagas em escolas públicas. 

Segundo o deputado, o Pronatec amplia vagas e expande a rede federal de educação profissional e tecnológica; haverá oferta de bolsa-formação, nas modalidades de formação estudante e trabalhador; financiamento da educação profissional e tecnológica. 

O projeto tranca a pauta de votações da Câmara, inclusive nas sessões extraordinárias. O texto, que tramita em regime de urgência constitucional, ainda precisa ser analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania; e pelo Plenário. Segundo o presidente da Casa, Marco Maia, a proposta deverá ser analisada pelo Plenário na semana que vem. 

Laércio Oliveira destacou a emenda acrescentada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio, Serviços, Bens e Turismo) que inclui o Sesc e Senac no Pronatec. “Os serviços nacionais de aprendizagem passam a integrar o sistema federal de ensino, com autonomia para a criação e oferta de cursos e programa de educação profissional e tecnológica, mediante autorização do órgão colegiado superior do respectivo departamento regional da entidade, resguardada a competência de supervisão e avaliação da União prevista no inciso IX do art. 9º da Lei nº 9349 de 20 de dezembro de 1996”. (Da assessoria)


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Por Eugênio Nascimento
22/08
06:07

Valadares destaca o crescimento de Sergipe no Senado

Depois de entregar requerimento de congratulações ao governador de Sergipe, Marcelo Déda, pelo lançamento do programa “Frutos da Terra”, o senador líder do PSB no Senado, Antonio Carlos Valadares (SE), foi à tribuna do Senado para falar do crescimento econômico de seu estado, destacando que “o pequenino Sergipe, em termos geográficos, ficou em terceiro lugar, entre os estados que mais geraram emprego no Brasil”.

Baseando-se em recentes estatísticas divulgadas na mídia, Valadares disse que Sergipe foi precedido apenas por Pernambuco e Amazonas, que ficaram em primeiro e segundo lugares, respectivamente, como geradores de empregos.

Segundo o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho), a média brasileira de geração de novos empregos ficou em 5,3%, mas em Sergipe este percentual foi ainda mais alto, ficando em 6,4% e, a taxa que corresponde ao emprego na indústria, em 10,8%.

“É um pequeno estado mostrando como proporciona emprego, em plena crise financeira internacional. E para meu maior orgulho ainda, o município onde nasci, Simão Dias, em julho último gerou 454 empregos , ficando em primeiro lugar”, salientou o senador.

Valadares elogiou o trabalho desenvolvido pelo governador Marcelo Déda, “que se direciona para atividades produtivas, melhorando as condições do homem do campo, distribuindo terras a pequenos produtores e evitando assim o tão danoso êxodo rural para os grandes centros urbanos, situação que aumenta a miséria e a criminalidade”, concluiu o senador.(Da assessoria)



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Por Eugênio Nascimento
22/08
05:42

SERGIPE - Capitania dos Portos terá ação Social em Maruim

A Capitania dos Portos de Sergipe vai realizar uma ação cívico social no Povoado Guiomar Dias, no município de Maruim no dia 10 de setembro.  “Fizemos um curso com a comunidade pesqueira da região e estamos finalizando essa  atividade com essa ação, pegando o gancho da Semana da Pátria”, declarou o comandante da  Capitania dos Portos de Sergipe, Eron Gantois. Segundo ele, a ação vai levar à comunidade  do povoado serviços da área da Saúde, como higiene bucal, aferição de pressão, palestras, etc. “Será como o ‘Ação Global’”, frisou. A iniciativa da Marinha conta com o apoio da  Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, SESI e Energisa. “A Energisa, por exemplo, vai realizar a troca das lâmpadas incandescentes pelas eletrônicas, que consomem menos  energia elétrica”, destacou. A ação cívico social da Marinha também vai promover  melhorias em escolas públicas da comunidade.


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Por Eugênio Nascimento
21/08
15:54

Pensando a sergipanidade

 José Maria de Oliveira Silva (*)

 

            Disse o Mestre Bispo do Rosário a seu discípulo: “Vá buscar meu leque feito de chifre de rinoceronte”.

O discípulo: “Desculpe-me, Mestre, está quebrado”.

O Mestre: “Muito bem, traga-me, então, o rinoceronte”.

 

Seria a idéia de sergipanidade um mito? Algumas perguntas demandam explicações. Como emerge o conceito? Como ocorre sua (re) criação a partir dos vários momentos históricos significativos? Existe realmente uma entidade (no sentido de conceito, ideologia, representação) chamada sergipanidade? O que era ou é a sergipanidade para os românticos, focloristas, poetas, historiadores, políticos, religiosos, empresários, trabalhadores, intelectuais e homens de imprensa?

Ela é um reflexo do mundo econômico e político ou é um “conceito” atemporal que na prática, muitas vezes, resulta impossível de descrever sua natureza? Um primeiro aporte para o conhecimento da cultura local é construído a partir da análise das práticas e representações. Se,  por um lado, a idéia de uma essência do viés cultural ou pureza como  pensam os folcloristas é falsa, também a simples correlação com a materialidade e dependência do econômico se mostra improcedente. O ideal no conceito de sergipanidade é utilizar novos paradigmas para além das teorias marxistas ou que influenciaram o pensamento e a obra de Foucault, Bourdieu e muitos outros para fundamentar os temas, as representações, as práticas sociais (ver, por exemplo, os autores que compõem o “terceiro sopro” da cultura).

Vejamos, entretanto, quais eram as preocupações dos folcloristas. A magnífica contribuição folclórica romeriana sobre Sergipe relativo aos cânticos, poemas, linguagem e outras manifestações colocam em tela uma relação complexa como a busca de identidade das qualidades psicológicas das várias raças formadoras do caráter nacional, impulsionado pelo desejo de estabelecer parâmetros para o conhecimento do homem sergipano e brasileiro.  O ponto de partida é o nacional popular. Há por trás desse extenso levantamento romântico sobre o saber popular o resgate das tradições indígenas e escravas, moradores na maioria nas zonas rurais ou no sertão. Essas experiências e memórias transmitidas oralmente pelo saber popular tiveram uma influência no modo de ser do homem local. O saber livresco mesmo estudando os elementos centrais da cultura local, regional e mesmo nacional tem dificuldade em captá-los em sua plenitude e em sua riqueza, pois, na sua essência toda cultura vêm do som, do sabor, da palavra, do cheiro existente. Nesse sentido, não há dúvida que a idéia de sergipanidade só pode ser construída mediante o estudo  e resgate da diversidade ao longo do tempo.

 Na modernidade os elementos citadinos preponderam sobre os aspectos rurais na formação social. Considerando o aspecto da materialidade, a construção dos templos, o plantio de árvores nas avenidas, os casarões, o embelezamento das cidades, os teatros, os shoppings, etc trouxeram conseqüências benéficas para o “aggiornamento” da população.  Toda essa criação ou mudança vem sendo descrita com novo vocabulário ( “gentrification” , por exemplo) quando ocorre a conexão do global e do local.

Um dos primeiros passos no processo de construção cultural e resgate das coisas sergipanas emergem com a discussão sobre a territorialidade. O que era Sergipe? Como se inicia a consciência territorial e política e como ela se propaga? A atenção para esse todo, permeado de conflitos, momentos importantes da história, da geografia e da política é a envoltura que condicionará todo aquele processo. O apego ao território ao longo da história como parte de uma comunidade imaginária significava no passado que o local constitui um espaço de identificação, muito mais que simples identidade.  Quase sempre se manifestava como oposição ao globalismo, orgulho, apego, paixão pura e simples ao modus vivendi. Hoje os conflitos sociais suavizaram os seus impactos ocorrendo relações amistosas no âmbito da globalização, entre o elemento nacional e global. Nada existe que não passe pelas suas estruturas. “Tudo o que é sólido desmancha-se no ar”” (Marx). E assim um grande número de coisas relativas a cultura, a moral, as leis, aos ritos, as crenças religiosas, aos cultos afro-brasileiros são consideradas excêntricas ou como sobrevivências do passado. Por isso, muitas vezes, os textos produzem imagens que no tempo e no espaço manifestam uma unidade sem forma, sem sabor ou textura ao descreverem o território, o formato das religiões, as mansões e senzalas das zonas açucareiras que respiravam poder, crueldade, pecados e virtudes. Não valorizam a diversidade social, o multicultural, os diferentes interesses na construção do processo cultural e social e em todo saber e experiências que vem de baixo e que de fato constituem as raízes do local e do nacional.

Um último aspecto para a valorização da sergipanidade, do resgate de suas raízes  e mesmo do conhecimento da arte Zen de Bispo do Rosário está no processo educacional. O envolvimento da educação com a memória e a tradição de Sergipe é condição sine qua non para retomarem muitos dos caminhos que ficaram perdidos ou adormecidos e que dão suporte às conquistas e experiências culturais. A base, portanto, para a construção da sergipanidade não é algo abstrata.

                                                                                 

(*) Professor aposentado da UFS. Doutor em História Social pela USP e pós-doutor pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais,  Paris, França

 



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Por Eugênio Nascimento
21/08
14:01

Enfim, a licitação do transporte coletivo de Aracaju

Eugênio Nascimento



O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B), reúne a imprensa nesta segunda-feira,  22, às 9h, no Centro Administrativo, para anunciar a licitação do transporte coletivo.
Vai adotar uma iniciativa que nenhum outro administrador municipal da cidade teve coragem  de fazer nos últimos 25 anos ou mais. Eles sempre optaram em estimular as empresas a se
subdividirem e iludir o povo com a ideia de que a capital vinha sendo contemplada por  grande quantidade de empresas do setor de transporte.


Ao lado do lixo e da construção civil, o transporte coletivo é conhecido por ser um dos  tripés que mandam nas administrações  públicas municipais, principalmente nas capitais,  onde tem fama de também grande financiador de campanha eleitorais e doador de gordas  ajudas para quem lhes ajuda. Talvez por isso, o segmento transporte coletivo tornou-se algo imexível em Aracaju e os poucos movimentos que aconteceram foram iniciativas dos  próprios empresários


Ao longo de sua história, a Aracaju que teve a mobilidade de sua população unicamente a  pé e depois a  cavalo, carroça, Kombi e só mais adiante, nos anos 60, de marinete (os
ônibus de hoje) é uma cidade infeliz no uso do transporte coletivo. Durante anos e mais  anos, a cidade foi explorada única e exclusivamente por duas empresas, a Bomfim e Fátima,
que depois se subdividiram e geraram esse amontoado que aí está prestando serviços de má  qualidade, com tarifa cara e ônibus que quebram com frequência e deixam os passageiros
abandonados debaixo de chuva e de sol nas ruas da capital.


É louvável a iniciativa do prefeito Edvaldo Nogueira, a quem foi muito cobrada a  realização de uma licitação geral. A cobrança foi feita também aos seus antecessores, que  não tiveram coragem e optaram pelo “jeitinho” de iludir a população apostando na  colocação de várias marcas empresariais nas ruas de Aracaju sem gerar uma concorrência  decente, com opções variadas para os bairros da capital, normalmente mal servidos.  Espera-se que a licitação seja honesta e justa e que vençam os melhores e mais  interessados em prestar serviços bons e baratos ao povo. Mas será que essa licitação sai  mesmo?

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Por Eugênio Nascimento
21/08
13:50

A mídia aposta numa cisão Dilma/Lula

Eugênio Nascimento
 
Que a mídia brasileira nunca gostou do ex-sindicalista e ex-presidente da República Luiz  Inácio Lula da Silva todo mundo já sabia. O que ninguém sabia é que a mesma mídia nutre uma grande paixão pela presidente Dilma Rousseff, primeira mulher presidente do Brasil e  levada ao Palácio do Planalto por seu amigo Lula. As comparações são insistentes, cansativas, mas não conseguem afastar um do outro e levam até a população a suspeitar do  comportamento da imprensa.


 A chamada “faxina” que Dilma realizou em menos de oito meses de mandato – tirou dos  cargos quatro ministros de currículo duvidoso ou ações suspeitas, isso para amenizar – elevou o conceito da presidente junto a classe média, que já a nomeou como uma espécie  “caça corruptos”, o que fica próximo do “caçador de marajás” Collor de Melo, quando governador de Alagoas. Dilma corta de sua própria carne (membros de sua equipe) para  mostrar disposição em fazer um governo sério, honesto, realizador. Coisa que Lula, para a imprensa, não fez. Os ministros ruins da Dilma são de Lula e os bons são fruto da  integridade da presidente. Lula virou o lobo mau.


Mas, nos bastidores, sabe-se que a mídia e os opositores do governo trabalham no sentido de fortalecer a presidente Dilma. Querem tê-la forte para disputar um segundo mandato e fazer com que o povo esqueça o presidente Luiz Inácio Lula. Mas, tanto Lula quanto Dilma  já perceberam isso, fortaleceram os contatos (falam-se quase que diariamente) e os dois  saíram para as ruas. Lula, pregando a democracia, o fortalecimento de Dilma, e se  fortalecendo para 2014 ou 2018. Dilma anunciando projetos populares e de fortalecimento da economia para enfrentar a crise internacional.


A mídia aposta no rompimento entre eles. O PSDB mostra-se simpático a Dilma, que não tem  motivos para ser inimiga de tucanos, uma espécie de ave de arribação que está doidinha
para migrar para a base governista. Tudo para isolar Lula, fortalecer Dilma e depois  tentar derrotá-la. Tentam jogar Dilma contra Lula insistentemente e já não observam que  eles percebem tudo, embora joguem abertamente na tese ou profecia do ex-ministro da Casa  Civil, José Dirceu, que declarou abertamente ainda quando estava no governo Lula, que o  projeto do PT e sua base aliada terá uma duração de mais de 20 anos e até agora só foram cumpridos oito anos (de Lula) e oito meses (de Dilma).


À oposição vai restar somente pregar a alternância do poder como princípio básico da  democracia, tentar provocar atritos e esperar que o povo enjoe do PT no poder, coisa difícil de acontecer logo, pois os benefícios dos governantes são direcionados para todos  os segmentos, sendo a maioria direcionados para os pobres, a maioria da população brasileira, que anda comendo uma boa fatia do bolo do desenvolvimento.


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Por Eugênio Nascimento
21/08
11:41

Piranema e a produção de petróleo de Sergipe (2)

Por Ricardo Lacerda

Os royalties da exploração de petróleo e gás geram um adicional de receita para União, Estados e Municípios que ajuda a viabilizar projetos importantes para o desenvolvimento regional. Há, todavia, certo fetiche em relação tais recursos, predominando a percepção de que constituiriam uma das principais fontes de receita para muitos estados e municípios.

Isso não corresponde exatamente à verdade, por conta do montante gerado atualmente e do grau de concentração de tais recursos em poucos Estados.

Em 2010, as participações governamentais da exploração de petróleo e gás natural, que incluem os royalties e as participações especiais além de outros componentes de menor peso, atingiram R$ 21,6 bilhões. Os Estados e Municípios, em conjunto, receberam R$ 12,2 bilhões.

As participações governamentais na exploração de petróleo e gás vão ganhar peso no total das receitas públicas, devendo duplicar até o final da atual década, podendo até triplicar com a plena exploração das reservas do pré-sal. Para efeito de comparação, a principal fonte de receita dos Estados e Municípios menos desenvolvidos são o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação (FPM), que alcançaram em conjunto R$ 82 bilhões em 2010. Para o Governo do Estado de Sergipe, a receita de royalties de 2010 representou o equivalente a 7% dos recursos oriundos do FPE.

Receita
Depois do pico alcançado em 2008, quando somou R$ 154 milhões, em razão da entrada da produção de Piranema e dos elevados preços médios do barril no mercado internacional, a receita de royalties do Governo de Sergipe despencou, em 2009, para R$ 96,4 milhões, corrigidos pelo IPCA do período, recuo real de 38%, em decorrência da queda do preço motivada pela crise financeira internacional e pelos problemas operacionais enfrentados.

Em 2010, com a recuperação parcial do volume da produção e da cotação do produto, os royalties auferidos pelo Estado de Sergipe somaram R$ 106,4 milhões, 13% a mais do que em 2009, mas ainda 29% abaixo do resultado de 2008, a preços de dezembro de 2010 (ver Gráfico 1).

2011
Os royalties de Sergipe vêm se recuperando nos últimos quatro meses, beneficiando o Estado e os Municípios produtores.

O Gráfico 2, a seguir, mostra como as receitas mensais de royalties do Governo de Sergipe se mantiveram rebaixadas ao longo de 2009 e 2010. Em 2011, verificou-se uma intensa oscilação, em grande parte resultante dos problemas operacionais no campo de Piranema. A partir de maio, todavia, a receitas mensais de royalties do Governo do Estado retornaram ao patamar de R$ 11 milhões.



Preço de referência
Nos últimos meses, a recuperação das receitas de royalties contou com um importante fator; além da retomada da produção, a elevação do preço de referência. O gráfico 3, a seguir, apresenta o preço de referência do m3 de petróleo para pagamento de royalties do campo de Piranema. Desde o início de 2011, o preço de referência ultrapassou mil reais por m3, o que não se verificava desde outubro de 2008.

O gráfico 3 apresenta também os royalties mensais gerados por aquele campo de exploração, alertando que, como os royalties são pagos sobre a produção de dois meses atrás, deslocamos para frente o preço de referência em dois meses para que ele corresponda ao royalties pagos com esse valor.

A combinação do forte incremento da produção de Piranema no mês de maio com a elevação do seu preço de referência fez com que a receita de royalties daquele campo pulasse de R$ 1,88 milhão, em junho, para R$ 5,67 milhões em julho.




Para concluir, os artigos da semana passada e o presente apontam para a recuperação da produção do petróleo e das receitas de sua exploração em Sergipe, favorecendo o Estado e os Municípios produtores, notadamente aqueles que recebem royalties de Piranema. Os abalos na economia mundial, todavia, vêm mexendo com preço do barril, o que poderá arrefecer os ganhos com a recuperação do nível de atividade.



*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.

Artigos anteriores estão postados em
http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/
 
 


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