08/04
17:53

Final de semana será de chuva em Sergipe

O final de semana será de muita chuva para todo o Estado de Sergipe. Segundo informações do Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Cemese/Semarh), apesar das chuvas serem de características de um período sazonal, da estação do Outono, um sistema chamado de Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), responsável por ocorrência de nuvens carregadas, voltou a atuar em  Sergipe desde o início do mês de abril.

De acordo com o meteorologista da Semarh, Overland Amaral, as chuvas que começaram a cair na madrugada de hoje em todo o estado serão contínuas até a próxima terça-feira, dia 12.  ?Ela dará uma trégua na quarta e quinta-feira, mas voltará ao ciclo chuvoso posteriormente afirmou, enfatizando que a situação da previsão do tempo e clima estará sendo monitorada pelo Centro de Meteorologia de Sergipe?, aponta.

Revela ainda Overland que o comportamento do tempo e clima será marcado por  freqüentes chuvas  até a chegada da nova estação, o inverno. ?As chuvas atuais marcam o início do período chuvoso, a qual acontece na passagem do outono para o inverno, especificadamente no mês de maio para junho. Elas estão apenas começando?, comentou. (Da assessoria)



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
08/04
00:35

Sergipe perde para o River Plate

Na abertura da segunda fase do segundo turno do Sergipão 2011, o Sergipe sofreu um forte golpe, no Batistão, e perdeu por 6 a 1 contra o River Plate, em jogo válido pelo grupo B. Os gols foram marcados por Lucas, Wallace, Fernando Pilar, Rafael Freitas (duas vezes) e Fábio Júnior para os visitantes. Para os donos da casa, Thiago descontou quando o jogo estava três a zero. Com o placar, o atual campeão do primeiro turno lidera com três pontos, seguido do Olímpico e Estanciano, ambos com um ponto. O Sergipe ocupa a lanterna do grupo por não ter marcado nenhum ponto e ter saldo negativo de cinco gols. Socorrense não jogou na rodada.

O meia Thiago, autor do único gol alvirrubro, lamentou a derrota. “Não tem explicação o que aconteceu no jogo de hoje. Faltou atenção do time e agora é trabalhar para a partida de domingo”, disse o camisa 8, referindo-se ao jogo contra o Olímpico, às 15h15, no Souzão, em Itabaianinha. “O time jogou abaixo da média, agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar”, ressaltou Rafael Grampola, já focado na segunda rodada da segunda fase.

Sobre o jogo, o técnico Chicão optou pela entrada do zagueiro Toti no lugar de Flávio. No gol, Carlos substituiu Nílson, que está contundido. Na lateral esquerda, Flávio (suspenso) foi representado por Rodrigo. Durante a partida, Roni – vindo da Base do clube – entrou na vaga de Bruno Matos, Magno substituiu Thiago e Eanes ocupou o espaço de Rodrigo.  

Além dos gols tomados, o treinador agora já tem outros problemas para a próxima rodada. É que não contará com quatro atletas que receberam o terceiro cartão amarelo na competição: o lateral direito Bruno Matos, o zagueiro Toti, o volante Michel e o meia Thiago. Por outro lado, o técnico poderá contar com o retorno do volante Gilberto, que vem se recuperando bem e deverá ter condições de jogo domingo.    

 

Gols do jogo

 

Logo no início da partida, o River já apresentou o cartão de visita. Aos 4min, Lucas aproveitou bem o ataque do time de Carmópolis e marcou na entrada da área. Aos 17min, boa jogada pela direita dos visitantes, a bola sobrou para Wallace ampliar. Aos 30min, depois de uma cobrança de falta rasteira, houve uma tabela na meia lua, e a bola sobrou livre para Fernando Pilar chutar na saída de Carlos.

No segundo tempo, aos 9min, o Sergipe esboçou uma reação quando Roni fez um cruzamento pela direita e a bola encontrou a cabeça de Thiago marcar um no melhor estilo oportunista. Só que a partir daí o time apertou o freio de mão. Aos 13min, o atacante Rafael Freitas marcou o quarto gol. O quinto surgiu, aos 29min, com Fábio Júnior que tinha acabado de entrar. E, aos 38min, novamente Rafael Freitas deu números finais ao jogo, marcando o sexto.



Esportes
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Por Kleber Santos
07/04
21:59

Coluna Primeira Mão

Ladrão gago assalta com bilhete

Um frentista da cidade paulista de Limeira foi assaltado de forma bem original. O ladrão não sacou revólver., tirou do bolso, isso sim, um bilhete que dizia: “é um assalto”. Conseguiu levar do posto de gasolina R$ 392. Qual o motivo do bilhete? O ladrão é gago e nas vezes anteriores demorou tanto para falar qued ninguém entendeu o que ele queria. (Da revista IstoÉ desta semana)

Biometria

Quem vem a Sergipe na próxima segunda-feira é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandovski. Chega às 9h e vai direto para op TRE, aonde lança o Plano de Biometria para os 75 municípios do Estado. O TSE quer modernizar o processo eleitoral brasileiro cada vez mais e evitar fraudes. A eleição é bimpetrica, em SE, somente na Barra dos Coqueiros.

Itabaiana

A Câmara Municipal de Itabaiana aprovou a doação de um terreno de 1.400 metros quadrados para a ampliação do Campus da Universidade Federal de Sergipe. A área é sequencial ao campus hoje existe. A UFS quer viabilizar as obras logo em breve para oferecer mais vagas e mais conforto para seus alunos no município.

Sem reajuste salarial

“Reajuste salarial neste ano é orçamentariamente inviável, pode ser comprometedor para o encaminhamento de um estado saudável. Repito: a realidade orçamentária é preocupante, o cenário é muito ruim. Aumento de salário poderia induzir o Estado a passar a desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal”. A declaração é do secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, José de Oliveira Júnior.

Jorge é convidado

O ex-secretário de Estado do Desenvolvimento, Jorge Santana, revelou que foi convidado pelo governador Marcelo Déda (PT) para comandar as ações de implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), mas se viu obrigado a não aceitar. “Estou muito atarefado com a minha empresa, que passou a ser a minha principal prioridade”, comentou.

Mais expansão vem por aí

É grande a falta de engenheiros para tocar as obras dos governos federal e estaduais em todo o país. Por conta da política desenvolvimentista adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da continuidade dada pela presidente Dilma Rousseff, o MEC poderá adotar um novo programa de expansão, desta feita para implantar cursos da área das engenharias, em too o Brasil. A UFS já está de olho nisso.

Calourada Fest 1

Depois de muito estudo para passar no vestibular e entrar numa faculdade ou universidade, o que o calouro mais quer é comemorar. E nada melhor do que uma grande festa. "A calourada é a consagração de todos os esforços, de tantas festas e noites trocadas pela dedicação aos estudos para conquistar o grande sonho de entrar na faculdade", disse Azzuis Goes, produtor executivo da festa.

Calourada Fest 2

A Calourada Fest vai acontecer no dia 15 de abril, a partir das 22 horas, no Balada House, que fica na Rodovia dos Náufragos, 447, e vai contar com atrações como Pedro Henrique & Gabriell; Forró da Burguesia; Banda Thiridon; Banda Play Xote, com participação de Samuel Sertanejo; e Banda D'Brodis.A festa tem capacidade para cinco mil pessoas, com estrutura que oferece conforto e tranqüilidade, como banheiros químicos, praça de alimentação, segurança e o ingresso custa apenas R$ 15. Outras informações pelos telefones 9956-1170 ou 9988-6804.

O Piso é constitucional 1

Com dois votos contra e sete a favor, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei do Piso Nacional, que institui o vencimento básico dos professores em todo o território brasileiro. Depois de mais de 4h de espera ansiosa, educadores de todo o país puderam comemorar esta conquista que consolida uma vitória obtida após 20 anos de luta. Em Sergipe a categoria se reuniu na sede da Sociedade Semear e acompanhou, unida os comentários e votos de cada ministro até o resultado final.

O piso é constitucional 2

A deputada Ana Lúcia (PT) avalia que a decisão do Supremo Tribunal vai mudar o panorama de luta em Sergipe. "No estado de Sergipe todo gestor passa a ter que cumprir a determinação da lei, pagar o piso, e a partir deste piso respeitar o plano de carreira. Então agora acaba o argumento de que com o piso, o professor tem que renunciar direitos e vantagens. O professor receberá o piso de R$ 1.181,00 além de todos os direitos e vantagens", avaliou.



Política
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Por Eugênio Nascimento
07/04
20:05

Casa de Ti Herculano é entregue à comunidade de Laranjeiras - SE

A superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan em Sergipe entrega, na próxima sexta-feira, dia 8 de abril, a Casa de Ti Herculano, na cidade de Laranjeiras. A cerimônia será às 19h, quando também será aberta a exposição Lugar Nagô em Laranjeiras. A obra atende uma demanda da Irmandade de Santa Bárbara Virgem, e segue estratégia do Iphan, com um olhar mais atencioso para o patrimônio cultural de matriz africana. Desde 1986, após os tombamentos da Serra da Barriga e do Terreiro da Casa Branca na Bahia, vêm crescendo as ações de preservação de celebrações e lugares onde se ritualizam importantes manifestações do patrimônio cultural brasileiro e que não tinham sido alvo de políticas de preservação.

Com as obras, o Iphan recupero a casa de Ti Herculano que apresentava degradação dos revestimentos, alvenaria e coberturas, além de desestabilização de diversas paredes. O trabalho, acompanhado pela Irmandade, respeitou a dinâmica de usos do espaço e a religiosidade, mas sem descartar elementos importantes que tornam a casa, além de um lugar sagrado, um objeto de valor histórico e estético. Outros serviços foram executados pela Irmandade de Santa Bárbara Virgem que conseguiu o recurso ao ser contemplada com o Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cultura em 2009.

A solenidade de entrega da obra contará, ainda, com uma exposição virtual, explicando a importância da Casa de Ti Herculano como parte da herança cultural e religiosa de Laranjeiras. A exposição foi idealizada pela professoras Verônica Meneses Nunes, museóloga, e Beatriz Góis Dantas, estudiosa da tradição nagô em Laranjeiras. A iniciativa conta com o apoio da Universidade Federal de Sergipe - UFS, através do Museu do Homem Sergipano e do Centro de Educação Superior à Distância, e da Prefeitura Municipal de Laranjeiras, através da Oficina Escola de Laranjeiras.

A casa Ti Herculano

No século XIX se deu a idade de ouro da cidade de Laranjeiras. Pelo vale do rio Cotinguiba espalhavam-se engenhos de açúcar e uma expressiva população negra e escrava. Muitos dos negros, porém, residiam na cidade, trabalhando nos trapiches, no comércio ou em ofícios urbanos, e vários deles conseguiram sua alforria ainda antes da abolição. 
A Casa de Ti Herculano remonta à segunda metade do século XIX, e foi o segundo espaço em que se organizaram os cultos coletivos de matriz africana em Laranjeiras, seguindo a Casa de Ti Henrique, hoje desaparecida. Seu proprietário, Herculano Barbosa, era um africano liberto, que dirigiu o culto nagô de Laranjeiras até sua morte, em 1907. A casa aparece no seu inventário como um sítio, vizinho ao antigo Engenho da Comandaroba, com um quintal que se estendia até o Rio Cotinguiba – do qual ainda resta um trecho.

A Casa foi herdada pela viúva Bernarda Barbosa e os santos de Ti Herculano passaram aos cuidados dos seus descendentes. O cargo de chefia do grupo foi transmitido a Umbelina Araújo, que, no início do século XX, passou a realizar parte dos “festejos” em sua casa – o Terreiro de Santa Bárbara Virgem – na Rua da Cacimba. Contudo, a Casa de Ti Herculano permanece como casa matriz e espaço referencial da tradição nagô de Laranjeiras.

Fonte: Ascom 


Variedades
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Por Kleber Santos
07/04
17:17

Artigo: O IPCA e as expectativas de mercado

Ricardo Lacerda*

Nas últimas semanas predomina certo mal estar na relação do Banco Central com o chamado mercado, que vem a ser essencialmente constituído por operadores no mercado financeiro, como corretoras, bancos e gestoras de recursos. O principal ponto da discórdia diz respeito às avaliações feitas pelo Copom (Comitê Política Monetária do Banco Central) sobre a trajetória do IPCA nos próximos meses e a defesa da instituição de uma estratégia de combate gradual à inflação, aguardando que surtam os efeitos das medidas de políticas macroprudenciais recentes que buscaram desacelerar o ritmo do nível de atividade por meio da restrição ao crédito, do corte do gasto público e dos últimos aumentos da taxa básica de juros, antes de adotar novas medidas restritivas que findem por abortar continuidade do ciclo de expansão econômica.

O mercado avalia que a ata da última reunião do Copom, corroborada pelo relatório de inflação de março do Banco Central, reflete uma mudança do entendimento da autoridade monetária em relação ao sistema de meta de inflação. O Banco Central teria reduzido o seu compromisso em repor o IPCA ao centro da meta inflacionária (4,5%). Mais grave, o Copom estaria sendo leniente com o combate à inflação quando indica aceitar com naturalidade que a inflação somente se aproxime do centro da meta em meados do próximo ano.

Trocando em miúdos, os agentes mercado entendem que fazia parte da regra do jogo, do jogo deles, o Banco Central manter, dentro do ano, a inflação no nível contratado e que os desvios da inflação do centro da meta devem ser respondidos com elevações na taxa básica de juros.

IPCA

A partir de setembro do ano passado, o IPCA acumulado em doze meses iniciou uma trajetória de crescimento, passando de 4,70%, naquele mês, para 5,20% em outubro, 5,64%, em novembro, e encostou os 6% em dezembro e janeiro, atingindo 6,01% no mês de fevereiro. Ainda que o ímpeto de elevação do índice tenha se dissipado nos últimos meses, o mercado considera o patamar muito elevado. (Ver gráfico 1)


O ponto de vista do Banco Central é o de que a aceleração dos preços ao consumidor nos últimos meses se deveu, em parte, a pressões sazonais, seja nos preços de alimentos in natura, por conta das recentes inundações na região Sudeste, seja nas tarifas, especialmente de transportes públicos. A elevação nas cotações elevadas das commodities no mercado internacional seria um fator adicional. Aumentos na taxa de juros pouco poderiam atuar no sentido de combater tais pressões.

Reconhece, todavia, a persistência de descompasso entre a oferta e a demanda agregadas, ou seja, que a economia estaria excessivamente aquecida, fato evidenciado na evolução dos preços de serviços, mas que este desequilíbrio estaria sendo combatido pelas medidas adotadas e que, no segundo semestre, o IPCA acumulado de doze meses começará a refluir, até voltar a convergir ao centro da meta em 2011. As análises do Banco Central destacam ainda que o crescimento do nível de atividade vem desacelerando já há meses e que isso se refletirá, com alguma defasagem temporal, na evolução do IPCA.

A exposição desses argumentos foi entendida pelo mercado como uma sinalização de que o ciclo recente de elevação das taxas de juros não teria continuidade nas próximas reuniões do Copom e o mercado quer mais altas nos juros.

O gráfico 2 a seguir resume a expectativa de mercado desde agosto do ano passado em relação ao IPCA de dezembro de 2011. As projeções mais recentes apontam para a mediana de 6% para o índice no final do ano.


Termômetro

O Banco Central tem emitido enfáticos sinais de que não tem visto com bons olhos as projeções do mercado. Para alguns analistas, a piora nas expectativas poderia refletir as insatisfações dos agentes do mercado com a mudança na postura do Banco Central, que diferentemente de situações pretéritas, não deverá responder à pressão inflacionária com novas rodadas de elevação da taxa Selic, contrariando as apostas que estas instituições fizeram em suas aplicações financeiras.

Há no momento uma tensão entre Banco Central e o mercado que somente será dissipada nas próximas semanas, à medida que os dados da inflação mostrarão quem está certo sobre a projeção do índice de inflação, o Banco Central ou o mercado. Eu aposto que o Banco Central dobra o mercado. Os agentes reelaborarão suas expectativas, convergindo com as projeções da autoridade financeira e ficarão felizes com os resultados alcançados.


*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Economia
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Por Kleber Santos
07/04
14:51

O óbvio que ignoramos - Artigo do conselheiro do TCE, Clóvis Barbosa de Melo

O óbvio que ignoramos


Clóvis Barbosa de Melo

Leio em todos os jornais de Aracaju, final de dezembro de 2010, um realese da Prefeitura de Aracaju, cuja manchete é Primeiro Escalão coloca cargos à disposição de Edvaldo. A matéria: “Todos os secretários e dirigentes de empresas, superintendência e fundações municipais de Aracaju colocaram os cargos à disposição do prefeito Edvaldo Nogueira. A iniciativa, espontânea, aconteceu no período que o chefe do executivo municipal estava em gozo de férias, ocorridas no período de 15 a 26 deste mês de dezembro. A intenção do secretariado municipal é que, agora que o governador Marcelo Déda está definindo o secretariado estadual para o segundo governo, o prefeito deve estar à vontade para reorganizar a estrutura municipal, se assim julgar necessário. Todos sabem que o governador, em outras oportunidades, convocou técnicos do município para a esfera estadual – o que não seria nenhuma surpresa dada a relação harmoniosa entre Estado e Prefeitura de Aracaju, apesar de não haver nenhuma evidência de que isso possa acontecer. Os Secretários também estão conscientes de que o prefeito Edvaldo Nogueira pode simplesmente necessitar proceder mudanças na estrutura administrativa da prefeitura, visando a adequação da máquina aos desafios que virão nos dois últimos anos de sua gestão (2011 e 2012), como ele próprio já manifestou” (sic). Não deixa de soar estranho o comportamento dos ilustrados gestores do município de Aracaju, disponibilizando uma coisa que não lhe pertence. Só se dá o que se tem.

Soa, até como afronta ao chefe do executivo municipal, esse verdadeiramente é quem tem a disponibilidade dos cargos comissionados e funções gratificadas, enquanto perdurar o mandato que lhe foi outorgado soberanamente pelas urnas. Mas, a quem culpar? os secretários, o superintendente, os dirigentes de empresas e das fundações municipais?  Acredito que a nenhum deles. Recordo-me que certa vez, estando ocupando um cargo público, demissível ad nutum, um colega veio propor que eu colocasse o cargo à disposição da autoridade que me nomeou, pois o mesmo precisava fazer modificações no seu staff, e era preciso deixá-lo a vontade. Ponderei com o colega que não podia fazê-lo, pois o cargo não era meu e sim, da autoridade, e somente ela é que teria de “dispor” do cargo, exonerando-me. Pronto! o mundo desabou. O colega disse que todos colocaram à disposição os seus cargos, e eu o único a não fazê-lo, o que deixaria o chefe em situação de desconfiança com relação a mim. Retruquei que não havia motivo para o estresse. A situação era simples. Como não havia razao para colocar o cargo à disposição, e nem poderia, eu vou pedir exoneração. O que fiz e não foi aceita. Esse exemplo deveria nortear a conduta dos gestores auxiliares nesses momentos. Assim, agindo de maneira espontânea (sem aspas), estariam deixando o Chefe do Executivo à vontade para proceder as mudanças na estrutura do seu governo que entender necessárias, se é que havia essa pretensão, até agora, abril de 2011, não confirmada.

Repita-se: Os Cargos Comissionados e as funções gratificadas não pertencem àqueles que estão no seu exercício, mas à autoridade nomeante. É assim aqui, na Chechênia, na Arábia Saudita, na Itália, na França e até no Cazaquistão, e pronto! Mas, alguns assessores mais realistas que o chefe, ou mesmo este, que não quer ferir suscetibilidades, inventa essa história de disponibilização dos cargos por parte dos seus exercentes. Muitas vezes é motivo para justificar um ou dois afastamentos incômodos. A não ser, no caso acima, que o Prefeito leve ao pé da letra as 48 leis do poder, obra de Roberto Greene, cuja lei de n° 17 estabelece a manutenção da assessoria num estado latente de terror, de imprevisibilidade. No mais, como é do conhecimento de todos, os cargos em comissão ou cargos de confiança sempre são ocupados em caráter precário por pessoas que podem ser mantidas ou não no lugar pela autoridade nomeante. Na titularidade desses cargos, o servidor pode ser exonerado ad nutum, ou seja, sem necessidade de qualquer tipo de fundamentação. Esses cargos se caracterizam, portanto, pela transitoriedade da investidura. Não poderia, pois, os senhores Secretários, colocá-los à disposição do alcaide municipal, este sim, o supremo signatário dos cargos. Fato é que não têm poderes, nem autoridade para assim proceder. E isto não é difícil descobrir, de ver, de entender, porque está na frente do seu nariz e não precisa ser dito, sendo claro, patente, manifesto e notório. Portanto, só se dá o que tem. É o óbvio que ignoramos.

 (*) É Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe.




Variedades
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Por Eugênio Nascimento
07/04
14:45

O Campus de Laranjeiras - artigo do reitor da UFS, professor Josué Modesto

O Campus de Laranjeiras   
Josué Modesto dos Passos Subrinho

 Com a solenidade de colação de grau das primeiras turmas dos cursos de graduação do Campus de Laranjeiras, ocorrida em  19 de fevereiro, marcamos uma importante etapa no processo de consolidação dessa unidade da Universidade Federal de Sergipe e do seu processo recente de expansão.

Pouco antes daquela solenidade, tivemos a grata satisfação de recebermos a aprovação pela CAPES, agência oficial do Ministério da Educação para avaliação e fomento da pós-graduação, da aprovação do primeiro mestrado da UFS localizado em Campus do interior, o Mestrado em Arqueologia, o qual recebeu o conceito 4, habilitando-o, portanto, a pleitear a implantação de um doutorado.

Gostaria de reconstituir alguns aspectos da implantação do Campus de Laranjeiras, visto que por vezes se acusou a Universidade Federal de Sergipe de total irresponsabilidade na aceitação do desafio de construir um novo campus, um semestre após o início da construção do primeiro campus do interior, o de Itabaiana.

Ao assumir, no ano de 2004, a direção da Universidade Federal de Sergipe, nos imbuímos no firme propósito de não deixarmos passar oportunidades para o crescimento da UFS, visto termos uma percepção de que nossa universidade perdera, em algumas ocasiões, o momento oportuno para expansão e qualificação.

Devemos confessar que tivemos ao menos duas chances para decidir pela construção deste Campus. A primeira foi apresentada por técnicos da unidade local do Projeto Monumenta à procura de instituições de ensino superior dispostas a aproveitar o espaço de prédios que seriam restaurados no sítio histórico de Laranjeiras para o funcionamento de cursos que fixasse uma população estudantil na sede deste velho município propiciando uma troca de culturas e de bens materiais capazes de dar novo elam econômico social a uma população que aparentemente estava fadada a assistir a vibração do mundo capitalista em expansão e, ocasionalmente, se envergonhar de sua rica herança cultural associando-a a presente prostração econômica.

Devo dizer, que não obstante o apelo que a proposta tinha, ela não se coadunava com as diretrizes que o Ministério da Educação então fixara para a expansão das Universidades Federais. A palavra chave era interiorização e para esta, a posição de Laranjeiras era desfavorável, sendo praticamente arrabalde da Capital, não poderia  rivalizar com Estância, Propriá, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana ou Lagarto, cidades-pólo de regiões e relativamente distantes de Aracaju.

A segunda chance foi apresentada pelo Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Luiz Fernando Almeida ao nos expor um modelo de nova abordagem da expansão das universidades federais, negociada com o MEC, que combinava expansão, não necessariamente interiorização, com a oferta de cursos de interesse para o desenvolvimento cultural do Brasil que, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, não eram ofertados quer pela rede pública de ensino, quer pela rede privada. Voltei de Brasília fascinado pela proposta.

A oportunidade de ofertar os cursos de Teatro, Dança, Museologia, Arqueologia e, Arquitetura e Urbanismo, todos com a exceção do último, inéditos em terras sergipanas me parecia imperdível. Evidentemente não tínhamos ilusões quanto aos possíveis percalços, quanto às conhecidas lentidões e descontinuidades das obras de restauração do patrimônio histórico e artístico, quanto à indigesta combinação dos ritos legais e burocráticos brasileiros com as checagens dos organismos internacionais co-financiadores do programa. Tudo pesado, decidimos pela imediata adesão ao programa.

Seria absolutamente desnecessário relatarmos as alegrias e sofrimentos na construção deste Campus Universitário, o que importa, neste momento é celebrarmos a conquista dos estudantes, professores e técnicos que não desistiram do sonho que ousaram desafiar todos os revezes e persistiram na luta e, especialmente, agradecer aos pioneiros na implantação deste  Campus, dentre os quais destacaria: os professores José Airto Batista, Marcelo Maciel, Adriana Dantas Nogueira, Genésio José dos Santos, Cleonice Vergne,  Verônica Menezes e José Raimundo Galvão. Destacando o senhor Josa, homenageio todos os colegas técnicos-administrativos que lutam pela consolidação dos cursos do Campus de Laranjeiras.

 Será que a Odisséia aqui omitida, mas por todos imaginada ou conhecida, nos autoriza a esperar uma tranqüila e permanente colheita de louros?

Acredito que não. Nem mesmo Ulisses, tendo superado todos os obstáculos urdidos pelos homens e divindades, pôde sossegar ao retornar ao lar, em Ítaca.

Seria oportuno recapitular as palavras finais da Professora Emérita Beatriz Góis Dantas, maior estudiosa das manifestações da cultura popular em Laranjeiras, em sua aula inaugural deste Campus:

“Louvores também à Universidade Federal de Sergipe, pela instalação do Campus em Laranjeiras e pelo elenco de cursos escolhidos em consonância com o ethos local, acentuando que o espaço destinado a sediar a instituição é carregado de simbolismo. Repousa em alicerces que se aprofundam em raízes embebidas na história desta cidade. Os velhos trapiches que, no passado, armazenavam o açúcar para exportação gerando a riqueza de Laranjeiras, ganharão novos usos e significados. Ao abrigar salas de aula e laboratórios, vão se transformar em lócus de produção e transmissão do saber, pólos armazenadores e difusores das riquezas do espírito. Mas não um saber diletante, simples adorno, mas um saber voltado para a prática das atividades profissionais, de encaminhamento das novas gerações.”

Esperamos poder atender às expectativas de nossa grande mestra.



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Por Eugênio Nascimento
07/04
14:33

Abertas inscrições para mais uma edição do Desafio Sebrae

Universitários terão até o início de maio para confirmar presença num dos maiores jogos virtuais do mundo

Tudo pronto para mais uma edição do Desafio Sebrae. As inscrições estão abertas na quarta feira, 06 de abril, até a meia noite do dia 11 de maio, no site www.desafio.sebrae.com.br . Podem participar Universitários devidamente matriculados em cursos superiores de instituições de ensino reconhecidas pelo MEC.  

Os integrantes da equipe vencedora estadual, além de representar Sergipe na semifinal nacional, que será realizada em Brasília, irão ganhar brindes e terão acesso a cursos da grade de treinamento da Instituição. A semifinal contará com a presença das 32 equipes que venceram nos seus respectivos estados, onde serão classificadas oito equipes para a grande final nacional, que também será realizada no Distrito Federal.  

As equipes podem ter de três a cinco pessoas. Cada equipe paga uma taxa de R$ 50 para participar do maior “business game” do mundo voltado para jovens universitários. Esse ano os participantes irão administrar uma fábrica virtual que fábrica veículos sustentáveis, no caso bicicletas. 

Para Luiz Machado, interlocutor do Desafio Sebrae em Sergipe, os conhecimentos adquiridos por meio da participação no Desafio Sebrae podem ser aplicados à realidade profissional, tanto para aqueles que se tornarem funcionários de uma empresa, quanto para quem optar por abrir o próprio negócio. “Esse é o principal ganho do estudante, independente de a equipe estar entre as finalistas ou não”, diz Machado. 

Números 

A primeira edição do Desafio Sebrae aconteceu em 2000. Até 2010 mais de 800 mil universitários participaram do jogo virtual, alunos de aproximadamente 450 cursos diferentes, procedentes de mais de 2000 instituições de ensino superior. No ano passado participaram da competição virtual mais de 150 mil estudantes e a equipe vencedora nacional foi de Pernambuco. 

Peculiaridades 

Até hoje duas equipes de Sergipe conseguiram chegar à grande final nacional. Em 2009 a equipe Roletrando, formada pelos universitários Vinicius Almeida Castro, Thaissa Almeida, Thiago Mello e Danilo Reinert conquistaram a oitava colocação na competição. Alunos da Universidade Federal de Sergipe e Universidade Tiradentes dos cursos de arqueologia, ciência da computação, petróleo e gás, eles administraram uma empresa que fabricava brinquedos artesanais. A final foi realizada em Brasília. 

Em 2007 foi à vez da Reseinha participar da final nacional. A equipe era formada pelos estudantes da Universidade Federal de Sergipe e da FANESE Ricardo Barrios, Luiz Inácio, Otavio Bruno, Titto Santos e Amanda Oliveira, dos cursos de física, direito, engenharia química e ciências contáveis. A grande final também aconteceu no Distrito Federal e o grupo ficou com a sexta colocação geral. Nesse ano o tema do jogo foi uma empresa de cosméticos. 

Realização

O Desafio Sebrae é um jogo virtual que estimula o conhecimento empreendedor entre universitários e permite aos estudantes vivenciar experiências reais no gerenciamento de uma empresa. É mais uma ação que visa estimular a cultura empreendedora, promovido em parceria com a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Coppe / UFRJ. Informações na Unidade de Capacitação Empresarial do Sebrae em Sergipe, telefones (79) 2106-7765, 2106-7763 e 2106-7766. (Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
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