24/04
12:39

Coluna Primeira Mão

 

PM agora preserva universitários

Desde que o salário da PM conseguiu bom reajuste no primeiro governo de Marcelo Déda que os jovens universitários que estavam na corporação aguardando o fim da graduação para se transformarem em professores não querem mudar de profissão, Acham que nasceram para servir ao povo na condição de militares mesmo. Também pudera, ganham cinco vezes mais que um professor, cujo piso chega a pouco mais de  R$ 1 mil. Antes do reajuste, mais da metade daqueles aprovados no último concurso já tinham trocado a vida militar pelo magistério público estadual e de vários municípios sergipanos.

 
 

Deso: sai Max e entra Bosco

No próximo dia 29 (sexta-feira) termina o segundo mandato do presidente da Deso, Max Montalvão. O conselho da empresa se reuniu na quarta-feira da semana passada e definiu a nova diretoria que será composta por: Sílvio Múcio (diretor de Operações); Everton Ferreira (diretor Administrativo e Financeiro); Lilian Wanderley (diretora de Meio Ambiente);  Carlos Melo Neto (diretor Técnico);  e Bosco Mendonça (diretor-presidente).  Eles terão mandato de dois anos. 

TCE: posse na Ouvidoria

Um novo canal de interlocução entre o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) e a sociedade está prestes a ser aberto. Na próxima terça-feira, 26, às 11h, as instalações da Ouvidoria Geral da Corte de Contas sergipana serão inauguradas e o conselheiro Clóvis Barbosa de Melo tomará posse no cargo de ouvidor.  A solenidade irá concretizar uma das metas colocadas pela conselheira Maria Isabel Carvalho Nabuco d'Ávila ao tomar posse como presidente do TCE/SE.

Posse na Câmara de Aracaju

Tomará posse na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) nesta segunda-feira, 25/4, o
vereador Emanuel Messias Silva Nascimento (PRP), na vaga deixada pelo parlamentar Fábio Mitidieri (PDT) que se licenciou para assumir a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Eleito primeiro suplente do PRP da coligação PSDB/PDT/PRP – Trabalhando por Aracaju, Emanuel Messias obteve 3.534 voto no pleito de 5 de outubro de 2008.

Estado vive momento difícil

É comentário cada vez mais frequente nas rodas de empresários, políticos e até mesmo
entre alguns governistas que Sergipe parou. E, pelo visto, pode acontecer desemprego em alguns segmentos. Pequenas empreiteiras, que prestam serviços ao governo do Estado, estão aperreadas. No orçamento de 2011, o governo Déda prevê investimentos de R$ 500 milhões, mas, ainda assim, há dificuldades financeiras.

Reforma do Parque dos Cajueiros

O governo do Estado investe R$ 4,5 milhões nas obras de reformas do Parque dos Cajueiros, em Aracaju. A Prefeitura da capital entrou com outros R$ 4,2 milhões para a reforma do calçadão, que passa em frente ao parque.  As obras devem ser entregues até o final deste ano. Parece que será o presente de Natal do aracajuano.

MPF-SE: aberto período de estágios

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) abrirá processo seletivo público de estagiários para as áreas de Administração e Engenharia Civil. Só poderão participar da seleção alunos de faculdades conveniadas com o MPF. As instituições de ensino que ainda não celebraram convênio, podem fazer a solicitação até 9 de maio.

Câncer surgiu há um bilhão de anos

Um novo estudo sugere que doença se originou em formas de vida pré-históricas - A revista Superinteressante deste mês publica reportagem em que a Organização Mundial da Saúde anuncia de o câncer vai atingir 50% da população mundial. Um novo estudo mostra que a doença tem origens remotas – “em criaturas muito antigas, os metazoários, que existiriam há  aproximadamente 1 bilhão de anos”, diz. A reportagem informa ainda que “naquela época, as formas de vida mais sofisticadas eram meros agrupamentos de células, praticamente iguais e com o único objetivo de se reproduzir a qualquer custo”.  Fragmentos genéticos deste período se encontram ainda em nosso DNA e reaparecem em forma de tumor. É uma herança maldita.

Supermercados fazem promoções suspeitas

Em alguns supermercados de Aracaju, muitos produtos derivados do leite, ovos e embutidos de carne com validades vencidas ou para vencer nesta segunda-feira em suspeitas promoções. É preciso que o órgão fiscalizador se cumpra seu papel no dia-a-dia e não apenas esperar receber denúncias.

Justiça autoriza mulher a se masturbar no trabalho

Uma mulher que mora na cidade capixaba de Vila Velha (seu nome é preservado) sofre de uma rara enfermidade chamada compulsão orgástica, decorrente de alterações neurais em seu córtex cerebral. A doença, segundo publica a revista IstoÉ desta semana, mergulha a pessoa em constantes profundas crises de ansiedade. Ela procurou tratamento médico após ter de se masturbar, em um único dia, 47 vezes, justamente para aliviar a ansidedade. Ela tem sido medicada, mas ainda assimse masturba cerca de 18 vezes por dia. Por causa do problema a Justiça de Vila Velha lhe concedeu o direito a se masturbar no local de trabalho por 15 minutos a cada duas horas. Também foi autorizada usar o computador da empresa para acessar quatro imagens eróticas que reduzam seu estado de tensão e angústia (Dados da revista IstoÉ)



Política
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Por Eugênio Nascimento
24/04
09:47

MILITARES E CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA NO BRASIL

Afonso Nascimento  - Professor do Departamento de Direito da UFS

Não são sinceras as pessoas que dizem que a democracia está consolidada no Brasil. A meu ver, a sua consolidação passa, em primeiro lugar, pela reforma política, pouco importando a sua forma e a sua profundidade, contanto que produza regras e instituições políticas duradouras para o país. Isso é aparentemente o que a classe política diz querer fazer no início da administração Dilma Roussef. Em governos anteriores também se falou bastante na "mãe das reformas", mas pouco foi avançado nessa direção. Tentando lutar contra o meu ceticismo a esse respeito, a minha aposta é que ela virá, num prazo que não consigo prever, em pequenas doses de medidas e nunca num grande pacote legislativo.

 A "questão militar" consiste na segunda condição para a consolidação da democracia brasileira. É sobre esse problema que a falta de sinceridade dos analistas e políticos salta aos olhos. Numa democracia, os militares estão subordinados aos governos civis e parece ser isso o que aparentemente temos no Brasil, desde a eleição de Tancredo/Sarney e da vexatória transmissão de governo do general Figueiredo para Sarney em março de 1985. De lá para cá, o país tem tido eleições livres para todos os níveis de mandatos legislativos e executivos, liberdade de expressão, liberdade de associação etc. Além disso, foi criado um Ministério da Defesa concentrando as Forças Armadas sob uma suposta direção de civis. Como explicar então como, mesmo depois de aprovada a Lei da Anistia há muito tempo (1979), os militares batam o pé ou bota e digam simplesmente não à idéia de acesso aos arquivos do período (1964-1985) em que, como instituição, governaram o país autoritariamente e isso fique por isso mesmo?

Numa democracia consolidada, parece-me que esse assunto não poderia sequer ser colocado como problema delicado. Com efeito, o presidente da República, homem ou mulher, poderia simplesmente determinar, enquanto comandante-chefe das Forças Armadas, a liberação dos arquivos do Estado brasileiro e não restaria aos militares senão obedecer. Mas assim não acontece. E a presença de Dilma Roussef na presidência da República, uma ex-militante da luta armada no Brasil, convenhamos, só faz complicar as coisas. Por ocasião da posse do general Elito de Carvalho Siqueira no Gabinete de Segurança Nacional da primeira presidente, ele declarou que o desaparecimento de presos políticos não era motivo de vergonha para o país etc. e isso quase gerou uma crise militar. Em seguida, no último 31 de março, aparentemente o cerimonial do Planalto teria "dispensado" as devidas continências dos comandantes militares à comandante suprema que é a ex-guerrilheira presidente. Por que quebrar o protocolo, se o país vive numa democracia consolidada?

Antes da presidência de Dilma Roussef, o embaixador José Viegas Filho teve de renunciar ao cargo de Ministro da Defesa como forma de resolver a crise militar gerada pelo fato de ele ter desautorizado declarações militares, seus subordinados, sobre documentos da ditadura militar que teriam sido queimados em Salvador. É preciso continuar nesse relato ou ele já é suficiente para admitir que a "questão militar" é um grande problema a ser enfrentado no caminho da consolidação da democracia brasileira? Para compreender melhor esse assunto, faz-se necessário captar a natureza do regime militar brasileiro. Não foi uma ditadura qualquer. Os especialistas no assunto destacaram que, pela primeira vez na história do país, as Forças Armadas - à frente das quais o Exército - assumiram, como instituição, o controle do Estado brasileiro, sendo o regime daí derivado, portanto, "burocrático" e "autoritário". O primeiro adjetivo se referindo à burocracia militar e o segundo dizendo respeito ao modo ditatorial de governar o Brasil.

No período de 21 anos, os militares modernizaram autoritariamente o país, é verdade, mas também aumentaram as desigualdades sociais e abortaram o aprendizado democrático iniciado com o fim da ditadura de Vargas. A pouca legitimidade que possuíam era advinda do seu sucesso no controle da economia. Quando isso deixou de acontecer, retiraram-se para a caserna, aos poucos, lenta e gradualmente. Entenda-se por isso: saíram por cima - diferentemente dos militares argentinos, que foram obrigados a deixar o poder depois da derrota na guerra das Malvinas. O símbolo maior dessa retirada forçada é ver os generais argentinos sentados no banco dos réus dos tribunais e depois condenados por ações ocorridas durante a sua ditadura militar. Parece ser esse o receio que move os militares brasileiros - apesar de muitos já não estarem entre os vivos - quando impedem que o país conheça a verdade (a documentação) referente à sua ditadura militar. Além disso, mesmo sendo uma corporação armada por muitos milhares de homens, estranhamente não acreditam no império do Direito em relação à Lei da Anistia que zerou a possibilidade de revanchismo por qualquer parte.

Sobre uma coisa, todavia, eles estão certos. Se é necessário investigar irregularidades (eu ia dizendo crimes) eventualmente cometidas por eles, que o mesmo seja feito em relação às organizações armadas que lhes fizeram oposição. De fato, é preciso acabar com essa visão romântica e distorcida da história brasileira do período militar segundo a qual os indivíduos que pegaram em armas para combater a ditadura seriam "mártires" da democracia que está aí. Esse romantismo não serve à causa da democracia. Embora vencedores no plano moral (afinal, eles eram jovens, eles lutavam em condições incrivelmente desiguais, eles sofreram torturas, perseguição ou foram simplesmente mortos em combate ou não, etc.), vale sempre a pena lembrar que todas aquelas organizações lutavam para implantar seus modelos de ditadura para o Brasil. Noutras palavras, eram candidatos a ditadores lutando contra ditadores estabelecidos. A conversão democrática de muito dessas pessoas, quando houve, deu-se bem mais tarde.

O Brasil não precisa seguir o modelo argentino de levar os militares ainda vivos ao banco dos réus. A Lei da Anistia já resolveu isso. Mas as elites militares brasileiras não têm o direito de impedir que os brasileiros conheçam a sua própria história. Elas necessitam admitir que foram, da mesma forma que as organizações armadas, "peões da guerra fria" e que, nessa condição, ambos os lados cometeram "exageros". E os brasileiros não precisam esperar que se passem várias gerações de militares antes que os historiadores tenham acesso à documentação da ditadura militar e expliquem o que de fato aconteceu. As instituições militares (inclusive as estaduais) precisam ser passadas pelo crivo da democracia, naquilo que não ferir valores importantes para elas como a hierarquia e a disciplina, e se fazerem parceiras - e não adversárias - das forças políticas civis no processo de consolidação da democracia brasileira. Rever essa sua posição quanto à liberação dos documentos demonstraria maturidade institucional, adesão aos valores democráticos e muito contribuiria para o engrandecimento das forças armadas brasileiras na nova fase por que passa o país.




Política
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Por Eugênio Nascimento
24/04
09:36

Um basta ao atendimento de má qualidade nos call centers

Laércio Oliveira - Empresário,  vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e deputado federal por Sergipe

 

Enquanto o setor de serviços continua com o mérito de maior gerador de empregos em todo o Brasil, um nicho dele persiste em operar sob a lógica perversa de economizar à custa da satisfação do consumidor. Inspirando-me na parábola de Jesus Cristo, convido: atire a primeira pedra aquele que nunca se irritou ao buscar atendimento nos chamados call centers.

 

A precariedade dessa relação, experimentada sobretudo pelos clientes de telefonia fixa e/ou móvel, empresas aéreas e outras tantas por nosso país, atinge milhões de brasileiros. Como contratantes destes serviços – pelos quais pagam, é bom lembrar -, deviam ser tratados com todo respeito, mas o que se verifica continuamente é receberem aborrecimento e dores de cabeça, ao invés de atenção e soluções para suas demandas.

 

Em tese, o atendimento telefônico já é disciplinado pelo decreto 6.523, de 2008. Na prática, porém, a norma legal vem sendo negligenciada por grande parte de tais empresas. Um dos itens de seu capítulo II, relativo à “acessibilidade do serviço”, pode ser classificado como risível. Estabelece que “o consumidor não terá a sua ligação finalizada pelo fornecedor antes da conclusão do atendimento”. Ora, se este atendimento chega a se arrastar por 15 ou 20 minutos - durante os quais o consumidor vê-se obrigado a escutar as famigeradas “musiquinhas” com que algumas empresas o torturam -, é lógico que ele mesmo termina por desligar o telefone.

 

Outro item do decreto rotineiramente descumprido se refere à opção de contatar o atendimento pessoal, que deve constar de todas as subdivisões do menu eletrônico.  Sabemos que não é assim que acontece. Muitas vezes, o consumidor precisa passar por vários menus gravados até que lhe seja dada a alternativa de falar com um ser humano. Quando enfim isso acontece, já perdeu tempo precioso e, com razão, a paciência. 

 

Essa lacuna regulatória abre a brecha ainda para outro absurdo: escasseiam os atendimentos por intermédio das linhas 0800, ou seja, gratuitas para o consumidor. Além da barbaridade mais patente, a de transferir aos compradores de seus produtos e serviços os custos de manutenção dos sistemas, os fornecedores eliminam milhares de postos de trabalho, ao substituir indiscriminadamente o contato pessoal pela profusão de menus eletrônicos hoje presentes nos call centers.

 

No propósito de dar um basta a essa sucessão de abusos, apresentei na  Câmara dos Deputados um projeto de lei que obriga a manutenção, pelos fornecedores, de atendimento telefônico gratuito aos consumidores e que veda a utilização de sistemas automatizados nesse atendimento.

 

Outro ponto do projeto estabelece que o tempo máximo para o contato direto com o atendente – membro da raça humana - não poderá ultrapassar um minuto, contado a partir do início da ligação telefônica.

 

A internet já facilitou sobejamente a logística dessas empresas, contribuindo em muito para a redução de seus custos em vários processos – incluindo-se a interlocução com os respectivos clientes. Nada justifica, portanto, que os consumidores enfrentem percalços para exercer seus direitos. Agora, resta-nos torcer para que o projeto de lei siga à votação com celeridade, em benefício não só da excelência em gestão empresarial que nosso país precisa alcançar, mas, sobretudo, da justiça no relacionamento entre contratantes e contratados.

 



Economia
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Por Eugênio Nascimento
24/04
09:07

LÚ SPINELLI E A DANÇA CÊNICA EM SERGIPE: 40 ANOS DE MOVIMENTO E POESIA

Prof. MSc. Mário Resende - (Professor do Núcleo de Dança/UFS)

 

A prática de homenagear é tão antiga quanto à existência da cultura humana. Ela pressupõe o reconhecer no outro a construção pioneira, a abertura de caminhos, a facilitação de constituição de estradas e pontes sem as quais estaríamos caminhando com mais vagar. Reconhecer no outro a construção de algo digno é ato de grandeza cultural que humaniza o homem.

Ao tratarmos de reconhecimento é que relembramos que há quatro décadas, tivemos em Aracaju o I Festival de Dança Moderna, Contemporânea e Afro. Os tempos eram difíceis, a cidade pequena e conservadora. Estávamos no auge do regime militar e a dança acadêmica não tinha espaço, nem patrocínio, tampouco público. Nessa época, a SCAS – Sociedade de Cultura Artística de Sergipe – entidade cultural que atuava em Aracaju já tinha entrado em retração. A SCAS em anos anteriores tinha sido patronesse de espetáculos de música e de teatro. No tocante aos grandes espetáculos de Dança que trouxe para a cidade, na maioria das vezes, estes se restringiram à linguagem do balé clássico. Nesse deserto de movimento, Lúcia Spinelli percebeu uma lacuna a ser preenchida e por aqui fincou suas raízes, através do Studium Danças.

Somente a partir do trabalho da professora Lúcia Spinelli é que as sementes das Danças Moderna e Contemporânea aportaram na capital sergipana. Sem essas sementes muito provavelmente estaríamos contando outras histórias no que se refere à Dança acadêmica em Sergipe. A criação do Studium Danças e a realização dos Festivais Anuais são marco na história cultural de Aracaju. Sua criadora, Lú Spinelli, vivenciou e foi testemunha de importantes modificações nessa capital no campo dos costumes, dos mitos e dos preconceitos. Na década de 70, ao se estabelecer em Aracaju, enfrentou resistências típicas de toda ação pioneira, mas também recebeu os apoios das jovens mentes e intelectuais iluminados da cidade, a exemplo de João de Barros, Joubert Morais, Jorge Lins, Irineu Fontes, o então poeta Carlos Ayres de Brito, Ilma Fontes, o musicista Antonio Alvino Argolo, Lânia Duarte, Aglaé Fontes, Madre Albertina Brasil, Amaral Cavalcanti, Professor Alencarzinho, Professor João Costa, Luís Eduardo Costa, Luís Eduardo Oliva, Ivan Valença, Professor Antônio Garcia e Dr. João Cardoso Nascimento Junior, ex-reitores da Universidade Federal de Sergipe, entre outras pessoas de real importância.

De fora de Sergipe, Lú conta que sempre teve o apóio e o incentivo de Eduardo Cabús, dono do Teatro Gamboa e atual proprietário do Teatro Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, do professor Clyde Morgan, convidado da UFBA para atuar no curso de Dança, e atualmente docente da Universidade de Backport, New York e Julio Vilan, assistente de Klauss Vianna e Angel Vianna, do prof. Rolf Gelewsky de Reneè Gumiel, pioneiros da dança moderna e contemporânea no Brasil. Dulce Aquino, Pró-Reitora de Extensão da UFBA, Lia Robato, Diretora do Projeto Axé/Salvador, Laís Gois, ex-diretora da Escola de Dança da UFBA e Jurema Penna, autora e atriz baiana, expoente do Cinema Novo na Bahia, grupo que atuou o grande Glauber Rocha, também fizeram parte de rol de apoiadores.

Em muitos aspectos do que avançamos, somos devedores a essa mestra da Dança. No campo dos costumes e da dança Lú foi revolucionária, sendo uma das responsáveis pela quebra de preconceitos e tabus arraigados na sociedade aracajuana. Atuou como uma das responsáveis técnicas pelo Festival de Arte de São Cristóvão durante 18 anos. Foi também produtora de grandes espetáculos que se fizeram presentes nos palcos sergipanos. Com Lú Spinelli tivemos pela primeira vez em Sergipe, a possibilidade de artistas homens e negros freqüentarem aulas e serem reconhecidos na cena da dança no estado de Sergipe e fora dele. Lú fundou o Studium Danças em 1971, tendo como primeiro professor convidado o bailarino pernambucano Alcides Muniz, recém chegado da Europa. Muniz havia dançado em diversas companhias como o Gulbenkian em Portugal, o Balé de Nice, na França, entre outros. Antes de ir para a Europa, Muniz tinha atuado no Brasil, em particular, trabalhou com Dalal Aschar, no Rio de Janeiro e com Flávia Barros, em Pernambuco.

Também trabalharam no Studium o, hoje, professor Doutor Eusébio Lobo, da UNICAMP (ministrou aulas no Studium nos anos 70); Marcelo Moacyr, dançarino que atuou em diversas companhias internacionais, formado pelo Laban Center Londres, Antonio Alcântara/UFBA que trabalha com Danças no Canadá e Firmino Pitanga, com formação na UFBA, coreógrafo, dançarino, pesquisador de danças africanas em diversos países da África e fundador do balé da UMES, na USP.

Por sua vez, em Sergipe surgiram do Studium Danças o saudoso Francisco Santos, popular Chiquinho, por muitos anos professor de Dança na escola Municipal de Artes de Aracaju, os dançarinos Marcos Braz-Erê, Rita Trindade, Gladston Santos, Rinaldo Machado, Jayme Guedes, Hamilton Marques, Julieta Menezes, Sandra Freire, Clara Alice Oliveira, Ivani Andrade, dentre outros.

            A partir das ações de Lú que tivemos a primeira companhia de dança cênica sergipana, o “Grupo Studium Danças”. Criado em 1973, era um grupo amador formado por uma série de jovens aracajuanos que posteriormente procuraram outros meios, todos alunos da escola, a saber: Silvana Flores Cardoso, Beatriz Braz, Cristina Garcia, Clara Alice e Acácia Oliveira, Martinha Bragança, Dayse Monte, Ana e Cibele Ramalho entre outras alunas.  O grupo viajou para diversos eventos no Brasil, participando de circuitos e de festivais universitários. Em Sergipe, por diversas vezes, abriu os espetáculos que aconteciam no Festival de Artes de São Cristovão.

O primeiro espetáculo do grupo amador chamou-se Afro Sacro e foi apresentado pelo grupo Studium Danças na Igreja do Rosário, em São Cristovão. Posteriormente, no primeiro Festival de Artes e Cultura de Laranjeiras, o espetáculo foi reapresentado na integra, e lá novamente dançaram sob o som da Missa Luba, cantado por “os trovadores do Rei Balduim” um coral católico do Congo Belga. Lú montou diversos outros espetáculos, a exemplo da “Feira dos Aracajus”, “Glória, Glória, Glorioso”, “Vivência”, “Xocós”, todos pautados na cultura sergipana, dentro de uma visão contemporânea de dança.

Nos anos 80, o Grupo Studium Danças transformou-se em Sociedade Produtora de Dança, em caráter profissional. Nessa época, o grupo se fez presente pelo país no Festival Internacional das Mulheres Ruth Escobar, em São Paulo, no Ciclo de Dança do Recife e na Oficina Nacional de Dança da UFBA, entre outros grandes e importantes de eventos brasileiros. Fez diversas turnês em diversos estados do Nordeste. O grupo profissional teve sempre a direção de Lú, mas atuou em parceria com importantes coreógrafos brasileiros e estrangeiros, a exemplo de Marcelo Moacyr, Denilto Gomes, Airto Tenório, Clady Morgan, Valério Césio, Rosito de Carmine, entre outros.

            Em quarenta anos de atuação em Sergipe, Lú Spinelli plantou e colheu muitos frutos na arte da Dança e fez desta, nos seus espetáculos, a palavra que não podia falar, o espaço para a crítica e para o riso, a luz para produzir beleza e poesia, o movimento para celebrar a vida e dialogar com a dor, a arte que somente o corpo é capaz de transmitir nesse campo do saber humano que deve ser o mais democrático de todas as artes. A existência e a continuidade da escola de dança Studium Danças, em quase meio século, chancelam o compromisso, a lealdade e competência dessa profissional em manter acesa a chama da arte do movimento no estado de Sergipe. No mínimo, esse fato nos delega o papel de reconhecer e homenagear Lú Spinelli, artista que através da dança, soube tão bem interpretar e expor aqui e no Brasil, a grandeza e a beleza da cores e sabores da cultura sergipana.



Variedades
Com.: 39
Por Eugênio Nascimento
24/04
07:11

Eleições 2012 - Grupos se organizam no interior

Os partidos políticos começam a encaminhar conversações sobre nomes para disputar as prefeituras do interior sergipano em 2012.
Itabaiana - No município,
Francisco Neto (PSB), neto do ex-cacique político local, Chico de Miguel,  será o vice de Valmir de Francisquinho. É a chave para os Teles voltarem ao Poder em Itabaiana. Lourdes Machado (PSDB) está tentando criar um grupo com o genro de Zé Carlos Machado, Carlos Eloy, para enfraquecer Luciano Bispo. Ela também pode disputar. Luciano Bispo (PMDB), vice: Olivier Chagas (PT).

São Cristóvão - Em São Cristóvão os nomes mais citados são Armando Batalha(PSB); Wanderlê(PMDB); Alex Rocha(PDT); Bispo do Gesso(PPS); Carioca do  Eduardo Gomes;  Betão;  Marcos Santana (PT);  Claudio Sanclau(PT); e Betinho(PTdoB)

Nossa Senhora do Socorro - Já em relação às eleições em Socorro, o único nome que por enquanto todos já sabem 100% que disputará a reeleição é o de Fábio Henrique. Certamente outros nomes surgirão no decorrer deste ano e do próximo.



Política
Com.: 3
Por Eugênio Nascimento
20/04
22:08

Confiança empata com o Guarany em 2 a 2

Em campo ruim e com as dimensões reduzidas, o Confiança empatou com Guarany em 2 a 2, no estádio Caio Feitosa, no sertão sergipano. Na partida de ontem à tarde, debaixo de um sol causticante de 40º graus, prevaleceram os chutes de fora da área e o jogo aéreo. Os gols do Dragão foram marcados por Thiago Dias e um golaço de Eduardo Silva. Para o adversário, assinalaram Curel e Anderson.

Nesta quinta-feira, às 16 horas, o Confiança retorna aos treinamentos no Sabino Ribeiro. Haverá um trabalho regenerativo para os atletas que jogaram contra o Guarany. A outra parte do grupo treinará a parte física e depois fará uma atividade com bola.

O empate foi considerado um bom resultado para a diretoria e a comissão técnica do Dragão. “Devido às circunstâncias da partida, onde jogamos em um gramado ruim e em um campo pequeno, saímos satisfeitos. Continuamos com a segunda colocação do Grupo A, com seis pontos. Aliás, o mesmo número de pontos do São Domingos, que leva uma pequena vantagem porque tem um gol a mais”, destacou o presidente Luiz Roberto.

 

O JOGO

O Confiança começou no ataque. Logo aos 11 segundos, Júnior Mineiro chutou rasteiro, de fora da área, e Rodrigues segurou firme. Aos 3min, o Dragão assustou. Thiago Dias cobrou escanteio, da esquerda, e Glauber cabeceou. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

Mas, aos 7min, aconteceu o gol do Guarany. Willian fez uma excelente jogada, pela esquerda, e cruzou. Sem goleiro, o atacante Curel empurrou para o gol. Festa da torcida interiorana. O adversário ainda comemorava, quando aos 10min, o Confiança empatou. Cléber cruzou, da esquerda, e Thiago Dias cabeceou no canto de Rodrigues. Tudo igual no Caio Feitosa.

Aos 19min, o Guarany voltou ao ataque. Na cobrança de escanteio na área, Hudson saiu bem do gol. Aos 21min, quase o segundo gol da equipe de Porto da Folha. Curel, na área, chutou forte e o goleirão Hudson fez uma defesa extraordinária. No rebote, Eliomar obrigou o arqueiro proletário a fazer mais uma defesa milagrosa.

 

Aos 24min, o Dragão do bairro Industrial deu a resposta. Cléber cruzou e, com o gol vazio, Júnior Mineiro chutou por cima. Mas, aos 36min, o Guarany chegou à marcação do segundo gol. Na boa triangulação do ataque, Anderson chutou e fez 2 a 1.

Com o placar adverso, o Confiança corria em busca do empate. Aos 42min, Thiago Dias bateu forte, de fora da área, e Rodrigues fez uma boa defesa.

 

2ª TEMPO

No segundo tempo, o Confiança partiu em busca do gol de empate e o Guarany se limitava a jogar nos contra-ataques. Com 1min, Leandro Branco arriscou, de fora da área, e Hudson espalmou para escanteio. Aos 2min, foi a vez do Guarany. Wiliam chutou, de fora da área, e a bola passou à direita do gol de Hudson.

Aos 5min, Hudson praticou uma grande defesa na cabeceada de Warley. Aos 7min, o Dragão chegou com perigo. Na bola na área, Leandro Branco cabeceou e Rodrigues defendeu. Aos 21min, o Guarany levou perigo ao gol proletário. Naldinho chutou, de fora da área, e a bola passou perto do gol de Hudson.

Aos 33min, um golaço do Confiança. Eduardo Silva soltou uma bomba, de fora da área, e a bola entrou no ângulo esquerdo de Rodrigues. Um gol de placa em Porto da Folha. Aos 34min, o Guarany respondeu com perigo. Naldinho chutou, de fora da área, e a bola tirou tinta da trave esquerda de Hudson. E o jogo terminou mesmo 2 a 2.

Fonte: Ascom/ADC

 



Esportes
Com.: 0
Por Kleber Santos
20/04
00:54

Reunião define eleição no Sergipe para terça-feira

A eleição para presidente do Sergipe será na próxima terça-feira, 26, às 19 horas, na sede do clube. Por enquanto, a chapa única é do advogado Genisson Silva. Essa foi a principal decisão ocorrida na reunião do Conselho Deliberativo do clube, realizada nesta terça-feira. Só poderá votar o conselheiro que estiver quite com a mensalidade até março. Ficou decidido ainda que o conselheiro que quiser se candidatar terá que apresentar a chapa até a segunda-feira, às 18 horas, na sede do clube.

O clima de amenidade marcou a reunião do Conselho do clube que definiu também estratégias para fazer o pagamento da folha salarial de março, inclusive, com a doação imediata de quantias significativas por parte de muitos conselheiros.

O conselheiro Reinaldo Moura, presidente do Tribunal de Contas do Estado, liderou a reunião juntamente com o presidente do Conselho Deliberativo, Ary Rezende. Na ocasião, Reinaldo destacou que o atual momento do clube exige total união. “O ideal é que tenhamos apenas uma chapa única para as eleições, com Genisson Silva na presidência”, destacou.

Genisson Silva, por sua vez, deixou claro que é um sonho ser presidente do Sergipe, mas que não vai querer a qualquer custo. “Sou o candidato natural a presidente, até porque fui candidato na eleição anterior, mas poderei fazer parte até mesmo da diretoria de outra chapa. O que espero é que haja um consenso de uma chapa única e que mostre a união do Sergipe”, salientou o advogado.

Marcaram presença na reunião ainda o ex-deputado estadual Ulices Andrade, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE); o prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique; Regis Andrade, prefeito de Canhoba; e Miguel da loja, vice-prefeito de Ribeirópolis, além de Eraldo Almeida, vice-presidente do Conselho Deliberativo.



Esportes
Com.: 0
Por Kleber Santos
19/04
22:40

Coluna Primeira Mão

Muda pouco


Aqui prá nós, ninguém, nem mesmo os congressistas, acredita no fim do instituto da reeleição e muito menos no financiamento público de campanha. É esperar para ver no que vai dar essa reforma política.


ACESE é contra feira - 1


O presidente da ACESE, Alexandre Porto, ficou surpreso ao saber da realização de uma feira multissetorial que acontecerá na Orla de Atalaia nos dias que antecedem o dia das mães. A ACESE, assim como outras entidades empresariais CDL, FCDL, Sebrae e Fórum Empresarial de Sergipe, que também são contra a realização do evento, lamenta que os governos Municipal e Estadual permitam a realização de uma feira desta natureza, que traz expositores de todo o país às vésperas de uma data tão significativa para o comércio local quanto o dia das mães e que não recolhe impostos nem para o município nem para o Estado. 


ACESE é contra feira - 2


Preocupado com o prejuízo que os empresários locais terão, Alexandre Porto defende a fiscalização da feira por diversos órgãos, principalmente pela Secretaria de Finanças do Município, Secretaria da Fazenda e Ministério do Trabalho. “Uma feira como essa é nociva ao desenvolvimento local porque não paga impostos, não contrata funcionários com carteira assinada, além de atrapalhar as vendas do comércio local numa data tão importante”, frisa o presidente. 


Radialista ameaçado


O secretário de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania, Iran Barbosa, recebeu hoje  em audiência o radialista Wilton Andrade, que vive em Itaporanga D'Ajuda sob proteção de guardas da Força Nacional de Segurança. Ele vinha sofrendo sucessivas ameaças de morte. Em dezembro do ano passado, Wilton sofreu um atentado em sua residência, quando o seu veículo foi incendiado. O incêndio criminoso seria uma tentativa de intimidação contra o radialista, por sua atuação numa rádio comunitária.


Crise do PSDB em SE


O empresário Albano Franco, presidente de honra do PSDB de Sergipe, se reuniu na segunda-feira e hoje (terça) com o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, o senador Aécio Neves, respectivamente, para discutir a crise no partido no Estado. Os dois recomendaram preservar em SE o DEM como aliado natural. Albano retorna a Aracaju no próximo sábado.


Amizade


Na sexta-feira passada, no apartamento de Albano Franco, foi servido almoço ao prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. Vai ser difícil separá-los, como desejam o “Democratas”.

Visita a Lúcia Falcon

O deputado federa Laércio Oliveira esteve no gabinete da secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Lúcia Falcon.  O objetivo da visita foi conversar sobre a liberação de recursos para Sergipe, já que é seu primeiro mandato e ele ainda não possui emendas para serem liberadas. A visita faz parte de uma série que ele tem feito a vários ministérios.  Segundo Lúcia Falcon, o Brasil passa, no momento, por um freio de arrumação. “Os recursos estão comprometidos com obras em andamento e o governo precisa, nesse momento, organizar as contas para fazer nos próximos anos uma administração mais eficiente”, informou.


Fazenda da Esperança


O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) acompanhou o representante da Fazenda da Esperança, Frei Hans Stapel, que tem bases em Lagarto e Gararu, ao Ministério da Saúde. A Fazenda da Esperança é um projeto que funciona há cerca de 28 anos na recuperação de toxicodependentes. "No Brasil são 70 fazendas em 23 estados. Nosso trabalho terá o apoio do senador sergipano Amorim, que se comprometeu em nos apoiar nas audiências ministeriais", informou.

Novo secretário

Atletas de diversas modalidades esportivas, autoridades e representantes da sociedade civil se reuniram na manhã desta terça, dia 19, no auditório do Centro Administrativo Aloísio Campos, para prestigiar a posse do novo secretário municipal do Esporte e Lazer, Fábio Mitidieri. O vereador licenciado foi convidado pelo prefeito Edvaldo Nogueira para assumir o cargo há dois meses, mas esperava a aprovação do projeto de lei que cria a Secretaria Municipal do Esporte e Lazer, o que aconteceu na semana passada.


Estágios


O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) abrirá processo seletivo público de estagiários para as áreas de Administração e Engenharia Civil. Só poderão participar da seleção alunos de faculdades conveniadas com o MPF. As instituições de ensino que ainda não celebraram convênio, podem fazer a solicitação até 9 de maio.
As instituições de ensino interessadas em celebrar o convênio devem encaminhar o pedido por meio de ofício dirigido à Coordenadoria de Administração do MPF/SE (Av. Beira Mar, 1064, Bairro Praia 13 de Julho, Aracaju/SE. CEP: 49.020-010). O documento deverá conter Razão Social, CNPJ, nome e cargo do representante legal para assinatura. Mais esclarecimentos devem ser solicitados à Seção de Recursos Humanos pelo e-mail serh@prse.mpf.gov.br ou pelo telefone (79) 3301-3785 (de segunda a quinta-feira das 13h às 19h e na sexta-feira das 8h às 12h).



Política
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Por Eugênio Nascimento
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