18/07
13:08

Rogério Carvalho: "Leis que regulamentam o SUS de Sergipe servem de modelo para o Brasil"


Os instrumentos jurídicos criados em Sergipe para regulamentar a organização e o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) ganharam destaque e o reconhecimento do Governo Federal. De acordo com deputado Federal, Rogério Carvalho (PT-SE), a publicação do Decreto Nº 7.508, de 29 de junho de 2011, "que estabelece como se define a organização e a responsabilidade da União, estados e municípios na produção e distribuição dos serviços do SUS", na verdade ratifica o caminho traçado por Sergipe, de forma pioneira, nos últimos quatro anos, na meta de regionalizar a saúde mediante um pacto interferativo de responsabilizações.

O caminho a que se refere o ex-secretário de Estado da Saúde diz respeito à aprovação, pela Assembléia Legislativa de Sergipe, no  final de 2007 e início de 2008, de um conjunto de 11 leis que possibilitaram ao estado dar início a um ambicioso projeto de Reforma Sanitária e Gerencial do SUS. Entre as inovações propostas no pacote, está a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que passou a definir o que deve ser, como deve ser e quanto deve ser gasto com saúde. Com isso, o Estado passou a destinar 12% do seu orçamento exclusivamente para área, enquanto que os municípios, 15%.

"Ao encaminhar à Assembléia Legislativa as leis que definiriam como deveria funcionar o SUS em Sergipe, estávamos criando os meios de colocar em prática aquilo que estado nenhum conseguiu até então: um sistema de saúde integral e descentralizado, conformado por redes assistenciais que se complementam entre si, pois não adianta falar em saúde pública se não houver redes assistenciais", avaliou Rogério.

Outra inovação presente no sistema de Sergipe e que agora serve de modelo para o país, conforme prevê o Decreto, diz respeito à definição de diretrizes para regionalização dos serviços de saúde e à co-responsabilização de estados e municípios no dever de prover a saúde como direito. "Em Sergipe, nós fomos precurssores desta iniciativa. Dividimos o estado em sete micro-regiões de saúde e passamos a ofertar um padrão de assistência em cada uma delas", explica Carvalho.

Ainda segundo ele, o caminho traçado por Sergipe para definir um "mapa sanitário" de distribuição de serviços, assim como preconiza o Decreto Nº 7.508, também levou em consideração as semelhanças sociais, históricas e econômicas entre os municípios e as regiões.

Contrato de Ação Pública
O processo de regionalização da Saúde, pautado pelo projeto de Reforma Sanitária de Sergipe, é possibilitado ainda por um pacto interfederativo de responsabilizações. Tal pacto estabelece, pela primeira vez, regras claras para Estado e municípios na produção e oferta dos serviços de saúde.

"O Contrato de Ação Pública define como União, Estado e municípios se articulam e como, conjuntamente, vão viabilizar os fundamentos do SUS, que é o princípio da descentralização, do atendimento a todos e tudo que cada um precisa", enfatiza Rogério Carvalho.

 

Ou seja, o Contrato de Ação Pública estabelece como municípios e Estado vão pactuar a cobertura, distribuição e financiamento de serviços de saúde, além das metas e competências de atendimento. Neste mesmo pacto, são definidas ainda as medidas administrativas cabíveis aos gestores pelo descumprimento dos acordos pactuados, bem como incentivos para quem cumpre detalhadamente.

"Neste aspecto, o Decreto Nº 7.508 também segue uma lógica de beneficiar aqueles que têm cumprido à risca o que foi pactuado e de penalizar quem não cumpre, mediante o corte no repasse de recursos", explica Carvalho, reforçando que esta é uma forma de se exigir que as administrações públicas apliquem de forma correta os recurssos do SUS. (Da assessoria)


Política
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Por Eugênio Nascimento
18/07
12:59

Clóvis Barbosa escreve: Assim caminha a humanidade

 

Clóvis Barbosa (*)

 

No ano passado foi lançado em Paris um livro que causou a maior polêmica. Tratava-se de uma obra de Michel Onfray, doutor em filosofia, defensor do hedonismo, do ateísmo e da anarquia, autor de mais de 40 livros publicados. A obra, “Le Crépuscule d’une Ídolo – L’affabulation Freudienne” é tida como um morteiro de alto calibre direcionado à vida e obra freudiana. Após passar o sarrafo na psicanálise, acusando-a de ser uma ciência nazista e fascista, entra na vida pessoal de Freud, acusando-o de se apropriar de textos de Schopenhauer e Nietzsche, de ser um burguês inveterado pela celebridade e até de manter uma relação adúltera com uma cunhada que vivia em sua casa. Por fim, taxa-o de falocrata, misógino e homofóbico. A reação ao escrito de Onfray, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, edição de 25 de abril de 2010, Caderno Mais, vieram de dois intelectuais: Elisabeth Roudinesco, psicanalista, nascida em 1944, professora de História da Universidade de Paris, autora de “Em defesa da Psicanálise” e a “A Parte Obscura de Nós Mesmos”; e John Forrester, Chefe do Departamento de História e Filosofia da Ciência na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, autor de “Seduções da Psicanálise”. Roudinesco, inclusive desafiou Onfray para um debate e ele não aceitou. Interessante, tanto o nazismo como o fascismo não morriam de amores pela psicanálise. E sabem de uma coisa: não estou nem aí para o que dizem de Freud. O que interessa é o legado que ele deixou para a humanidade, como, por exemplo, quando ele enfoca a questão do desenvolvimento humano.        

 

A propósito, a civilidade pressupõe três elementos essenciais para sua desenvoltura: beleza, limpeza e ordem. Isto é de Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise. Não só isso, mas o homem que reinventou tudo o que se sabia até então sobre a alma humana. Tudo o que é “civilizado” é limpo e, portanto, ordenado. Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, professor da Universidade de Varsóvia, na sua obra “O mal-estar da pós-modernidade”, afirma que o estado de “limpo” ou “sujo” relaciona-se ao estado de “ordenado” ou “desordenado”. A limpeza em sua concepção é o estado de ordenamento das coisas. O que está no lugar certo está limpo e não está “sujando” outras coisas. Ele diz: “O oposto da ‘pureza’, o sujo, o imundo, os ‘agentes poluidores’ – são coisas ‘fora do lugar’. Não são as características intrínsecas das coisas que as transformam em ‘sujas’, mas tão-somente sua localização e, mais precisamente, sua localização na ordem das coisas idealizada pelos que procuram a pureza. As coisas que são ‘sujas’ num contexto podem tornar-se puras exatamente por serem colocadas num outro lugar – e vice-versa. Sapatos magnificamente lustrados e brilhantes tornam-se sujos quando colocados na mesa de refeições. Restituídos ao mundo dos sapatos, eles recuperam a prístina pureza. Uma omelete, uma obra de arte culinária que dá água na boca quando no prato de jantar, torna-se uma mancha nojenta quando derramada sobre o travesseiro”. A concepção de limpeza, nesse contexto de elo com a civilização, ou na cultura, como queria Freud, importa na análise de uma questão abordada por Bauman.

 

Veja: “Há, porém, coisas para as quais o ‘lugar certo’ não foi reservado em qualquer fragmento da ordem preparada pelo homem. Elas ficam ‘fora do lugar’ em toda parte, isto é, em todos os lugares para os quais o modelo de pureza tem sido destinado. Mais freqüentemente, estas são coisas móveis, coisas que não se cravarão no lugar que lhes é designado, que trocam de lugar por livre vontade. A dificuldade com essas coisas é que elas cruzarão as fronteiras, convidadas ou não a isso. Elas controlam a sua própria localização, zombam, assim, dos esforços dos que procuram a pureza ‘para colocarem as coisas em seu lugar’ e, afinal, revelam a incurável fraqueza e instabilidade de todas as acomodações”. Conceber-se civilizado é, portanto, não sujar nem estar sujo, ou, ainda, não desordenar a ordem exigida pela civilização. Ante essa proposição, configurada e até um tanto intrínseca à mentalidade do homem civilizado, obtemos resposta para as atitudes individuais e coletivas de rejeição ao estranho e ao estrangeiro. Noutra quadra, o homem deseja obter felicidade. Todos querem ser e permanecer felizes. Para atingir esse objetivo, a ação humana deve visar não apenas a supressão do sofrimento e do desprazer, mas também a experimentação de sentimento de prazer, intensa e permanentemente. As experiências de prazer podem ser intensas, mas permanentes não. Qualquer prazer permanente deixa de ser prazer. Freud cita Goethe: “nada é mais difícil de suportar do que a sucessão de dias belos”. Assim, a felicidade resume-se a momentos, a experiências passageiras.

 

A infelicidade, por sua vez, não perde sua força nem vigor se perseverar. Pode até se tornar crônica no indivíduo. E quais são os motivos da infelicidade, senão o sofrimento? Freud reflete sofrimento a partir de três direções: de nosso próprio corpo, do mundo externo e de nossos relacionamentos com os outros homens. Nosso corpo envelhece, adoece e nos ameaça constantemente de dissolução. A decadência natural de nosso corpo sempre foi motivo de profundo sofrimento e, nos tempos atuais, tem sido francamente combatida por processos médicos de todo o gênero. A medicina desenvolve, testa e aplica dezenas de métodos de manutenção e conservação do corpo utilizando medicamentos e cirurgias – como a plástica – que rejuvenescem. Contudo o tempo é implacável e todos sabem que o corpo não resistirá. A segunda fonte de sofrimento advém do mundo externo, “que pode voltar-se contra nós com forças de destruição esmagadoras e impiedosas”. Essa ameaça é tão evidente quanto o da dissolução do corpo. Semanalmente, sabemos da ocorrência de catástrofes e a cada ano elas se aproximam de nossas casas, como resultado de nosso  saque à natureza. Finalmente, nosso relacionamento com outros homens é a fonte mais penosa do sofrimento que qualquer outra. Podemos nos conformar com a fatalidade da morte e das catástrofes por estarem além de nossas possibilidades de evitá-las; mas sucumbir à vontade, ao capricho ou à ganância de outro homem não nos é dado resignar. Enfim, Sr. Michel Onfray, como diria Winston Churchill, “é melhor fazer história do que se submeter a ela; ser um ator em vez de um crítico”.        

 

(*) É Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe.



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
18/07
12:52

Cleomar Brandi - A última saideira

Cleomar Brandi 

Um dia, uma noite, algum boêmio sempre pede a saideira, e os garçons nunca gostam dessa história. Mas, o certo, é que sempre chega a hora da última saideira. Dessa vez, chegou minha hora, meu último gole. 

Eu pessoalmente, não diria que estou indo contrariado. A hora e a vez de Matraga. Afinal de contas, soube beber com sede de aprendiz o melhor que havia na taça que a vida me ofertou. Uma taça lavrada rescendendo a conhaque. 

Nadei nas águas mornas de Arembepe, conheci Raulzito quando ele ainda se juntava aos seus panteras, com Thildo Gama e outros, vi Caetano, Moraes Moreira, Pepeu no encontro de trios, enquanto o poeta apontava com mão para Baía de Todos os Santos. Arpoei caramuru, tirei polvo da toca, garanti as moquecas de minha adolescência, fui recordista de natação, ungindo por Oxalá. 

Fui bom de porrada, fiz meu nome nas turmas de rua do Lago dos Aflitos, joguei futebol e, nos babas, ganhei o apelido de "Leonam" onde sou conhecido assim até hoje. Fui batizado nos puteiros da Ladeira da Montanha, conheci mestre Pastinha e Mestre Bimba, vi meu "Bahêêêa" ganhar para o escrete dos Santos e Waldemar Santana encher Hélio Gracie de porrada. 

Conheci os mistérios dos becos e ladeiras da velha Salvador, fui amigo de Cid Teixeira, Capinam, Guido Guerra e Luis Orlando, encarei dois anos de internamento no Hospital das Clínicas, tive febre diárias, colecionei escaras coloridas, vibrantes e sangrentas, decepcionei laudos médicos, busquei o tempo que eu queria da minha vida. 

Um dia, uma brisa morna me carregou para o colo da bela Aracaju, onde eu soube ser Feliz, no tempo que me restava. Aqui, bebi os melhores conhaques da minha vida, amanheci nas libações madrugadoras o amigo-irmão José Eduardo Souza, soube ouvir o violão de Pantera, a melodia de Paulo Lobo, o blues de Soyan, as conversas de Mariano e Bel nas andanças do Imbuaça. Aqui, plantei amigos, colhi irmãos, como o grande parceiro Gilson Souza. Aqui, ouvi a melodia do cataluzes, comi o melhor pirão de caranguejo do Pastelão, me fartei dos mistérios culinários da cozinha de Camilo.

 

Nessa terra, amei mulheres que reverencio até hoje. Fiz poemas para algumas, embriaguei-me com outras. Como esquecer do sorriso de Arlinda, que ganhou o mundo e acabou na Soubornne? Como esquecer do sorriso sacana de Ana Paula? E os finais de tarde no Mosqueiro? E o chiado da tainha na frigideira do bar do Nem? E a amizade da turma do JORNAL DA CIDADE e da Aperipê TV. 

Como esquecer da lealdade dos meus irmãos a vida inteira? E de Christina Brandi, cunhada que se tornou irmã? E da cumplicidade do irmão Chico Neto, que trilhou a vida inteira os caminhos do bom jornalismo ético e honesto? 

Um dia, o velho barril de carvalho pinga sua última gota de conhaque. E o poeta se despede de tudo, sem tristezas nem vexames. Apenas sabendo que cumpriu seu papel com dignidade, com honestidade e com um brilho de criança nos olhos.

Quem sabe, eu encontre o amarelo dos girassóis nesse novo caminho?

PS: Os amigos estão convidados para a última saideira no Bar do Camilo, assim que terminar o sepultamento. Já está pago.



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Por Eugênio Nascimento
18/07
12:30

Desenvolvimento regional e conflito federativo no Brasil (2)

Ricardo Lacerda*

 

A constituição de 1988 estabeleceu uma série de mecanismos cooperativos nas relações federativas, reafirmando o compromisso do país com a busca de um desenvolvimento mais equilibrado territorialmente, tanto em termos econômicos quanto em termos sociais.

Os resultados já publicados pelo censo demográfico de 2010 confirmam o que outras pesquisas já mostravam: os mecanismos de políticas públicas e o ciclo recente de crescimento econômico promoveram importante redistribuição espacial dos benefícios do desenvolvimento, favorecendo as áreas mais pobres do país, ainda que todas as regiões tenham alcançado importantes ganhos ao longo da década passada.

Os conflitos federativos têm assumido a feição de uma disputa cega por recursos para fazer frente às crescentes demandas das populações, deixando de lado os princípios consagrados de cooperação horizontal, entre os estados, e vertical, entre união, estados e municípios.

FPE

O Fundo de Participação dos Estados (FPE) tem como objetivo promover o equilíbrio socioeconômico entre as entidades federativas, tendo como critério de repartição os tamanhos da população e da área territorial e o inverso da renda per capita. Em 1989, pactuou-se entre os estados, como contrapartida a outras vantagens auferidas pelos estados mais industrializados, destinar 85% do FPE para os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 15% para as regiões Sul e Sudeste. Dentro dos grupos, aplicar-se-iam os critérios constitucionais.

Em 2010, provocado por alguns estados que se sentiam prejudicados, o STF pronunciou-se pela inconstitucionalidade das quotas regionais fixas de repartição (os 85%), visto que a realidade socioeconômica evolui no tempo, determinando a suspensão na distribuição dos recursos deste fundo, caso novas regras de repartição não sejam aprovadas pelo congresso nacional até o final de 2012.

União

Há disputas também em relação ao peso do FPE e FPM em relação ao total da receita arrecadada pelo governo federal.Para enfrentar as despesas geradas pela expansão das políticas públicas e pelo crescimento da máquina administrativa, as administrações federais têm optado por incrementar as receitas de contribuições como o Finsocial e CSLL, que não são repartidas com os estados e municípios, diferentemente do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPII e do Imposto sobre a Renda (IR), em que 40% têm tal destinação. Com isso, o IPI e do Imposto sobre a Renda (IR) caíram de 73,2% da arrecadação própria da receita federal, em 1988, atingiram 57,7% em 1990, e nos anos 2000, oscilaram em torno de 45% (ver gráfico a seguir).

Fonte: SRF. Extraído de GEFPE-CONFAZ, 2011.

Os maus resultados na arrecadação do IPI e do IR, em 2009 e 2010, frente aos compromissos crescentes, provocaram forte desequilíbrio nas finanças de estados e municípios mais dependentes do FPE/FPM, gerando uma forte insatisfação com a repartição dos recursos entre as esferas de governo.

Royalties

O imbróglio em torno dos critérios de repartição dos royalties de exploração marítima de petróleo parece ainda mais distante de uma resolução satisfatória.Em 2010, foram distribuídos como participações governamentais (royalties + participações especiais) R$ 21,7 bilhões, dos quais 40% pertencem a União, 56% a Estados e Municípios e os 4% restantes são destinados a fundos especiais e outros. Rio de Janeiro e Espírito Santo se apropriaram, junto com seus municípios, de R$ 10,6 bilhões, equivalentes a 49% do total distribuído no país e a 87,6% da parcela que cabe a estados e municípios, restando aos demais a quantia de 1,5 bilhão, ou 12,6% do total (ver tabela a seguir).

Tabela.  Distribuição das Participações Governamentais da exploração de petróleo e gás natural. 2010

Item

RS milhões

Part (%)

Part Est e Mun (%)

União

8,64

40%

 

Estados

12,17

56%

100%

RJ e ES

10,63

49%

87,4%

Demais Estados

1,54

7,0%

12,6%

F. Especiais e outros

0,96

4%

 

Total

21,77

100%

 

Fonte: ANP.

As participações governamentais (royalties + participações especiais) devem dobrar nos próximos anos, dado que a produção deverá passar de 2 milhões de barris/dia para 4 milhões de barris/dia em 2017, e triplicar até 2022, atingindo 6 milhões de barris/dia, implicando forte injeção de recursos nos Estados confrontantes, muito pouco compartilhados com os demais Estados.

Em dezembro de 2010, foi sancionada, com vetos,a lei 12.351, que definiu novas regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, instituindo o sistema de partilha, com o que a distribuição das participações governamentais da exploração marítimade petróleo e gás deverá seguir os critérios mais equânimes entre estados produtores e não produtores, seguindo a sistemática do FPE.

O cerne da disputa atual é que 28% do petróleo do pré-sal já foram licitados pelo sistema anterior, regime de concessão, cujos resultados reforçam os ganhos dos estados produtores, Rio de Janeiro, Espírito Santo e também São Paulo, que inicia a exploração. Os demais estados não concordam em esperar até 2020 quando o pré-sal no regime de partilha começa a dar seus primeiros frutos e querem participar dos cerca de R$ 10 bilhões anuais de incremento da receita de petróleo.

 

*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.

Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/

 

Publicado no Jornal da Cidade em 17/07/2011

 


Economia
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Por Eugênio Nascimento
18/07
12:22

Sindijor divulga nota de falecimento - Cleomar Brandi


O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe e o Sindicato dos Radialistas de Sergipe vêm, conjuntamente, manifestar extremo pesar pelo falecimento do amigo, irmãos e companheiro de tantas lutas jornalista CLEOMAR BRANDI. O guerreiro, depois de longa e árdua batalha contra um câncer, deu seu último suspiro na tarde do domingo 17. A imprensa sergipana e brasileira estão de luto.


Certamente, a morte de Cleomar Brandi deixa órfão não só o jornalismo sergipano, que perdeu um profissional exemplar, de uma ética e capacidade inquestionáveis e de um carisma sem igual, mas também a sociedade sergipana, que perde um dos seus maiores valores enquanto cidadão.


Baiano de nascimento, Brandi era sergipano de coração, corpo e alma. Profissional dos mais gabaritados há quase 40 anos, passou pelo jornal A Tarde e Rádio Educativa, da Bahia, revista Veja, TV Aperipê (que ajudou a fundar), TV Jornal, Jornal da Cidade, TV Sergipe, TV Caju e Delmar FM, e por onde passou, deixou sua marca indelével, de jornalista dedicado e de um brilhantismo com as palavras e a narrativa sem igual.


Cleomar também passou pelo Núcleo de Comunicação da Universidade Federal de Sergipe, onde ajudou a formar uma grande leva de bons jornalistas e radialistas. Cronista de mão cheia, deixou para a posteridade o livro "Os Segredos da Loba", com 71 de suas brilhantes crônicas de assuntos que passam da política à boemia e às mulheres.


A luta contra o câncer foi árdua, mas nunca abateu Cleomar Brandi. Foi exemplo de superação para todos que o conheciam, seja no jornalismo, seja na boemia, da qual era figura das mais festejadas. Sua alegria em viver era contagiante! Mestre (e assim muitos o chamavam) de toda uma geração!


Vai-se o homem Cleomar Brandi, enquanto matéria. Ficam o espírito, o exemplo e a luta deste que será lembrando para sempre por todos aqueles que tiveram a sorte de conhecê-lo e por aqueles que um dia haverão de conhecê-lo, seja por sua obra, seja pela referência de dignidade, ética, profissionalismo e alegria pela vida.

 

Sindicato dos Jornalistas de Sergipe

Sindicato dos Radialistas de Sergipe



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
18/07
11:46

Matos reivindica à Emurb melhorias para loteamentos da zona norte

O vereador Moritos Matos (PDT) foi à Empresa Municipal de Urbanização do Município de Aracaju (Emurb) para levar ao presidente desta instituição as reivindicações dos moradores dos loteamentos Tia Caçula e Jardim Indara, localizados nos bairros Cidade Nova e Pau Ferro, respectivamente.

Além do vereador, as lideranças comunitárias destas localidades também estiveram presentes para cobrar de Oswaldo Nascimento, melhorias na pavimentação e rede de esgoto destas localidades. A reunião durou cerca de trinta minutos e serviu para se constatar a necessidade de um estudo mais completo acerca da regularidade dos terrenos destas comunidades para a partir daí buscar soluções viáveis aos problemas ali encontrados.

"Assim que tivermos um estudo mais completo sobre as condições legais destes loteamentos vamos poder proceder com as primeiras medidas paliativas e posteriormente empreendermos ações mais concretas para atender as necessidades destes moradores", informou o presidente da Emurb, Oswaldo Nascimento.

Para a líder comunitária do loteamento Tia Caçula, Dona Lúcia Rodrigues, a reunião teve um saldo positivo."Vamos aguardar com muita ansiedade essas melhorias. Tivemos aqui a oportunidade de sermos ouvidos e diante disso uma resposta de que nossa solicitação será estudada e algo deverá ser feito. Temos que trabalhar com humildade, antes de fazer qualquer protesto temos que buscar primeiro o diálogo e foi o que tivemos aqui", destacou Dona Lúcia.

O vereador Matos que solicitou a reunião em favor das lideranças comunitárias agradeceu a presteza do presidente da Emurb. "Sempre que faço alguma solicitação de interesse público sou muito bem recebido por Oswaldo Nascimento, desta vez não foi diferente. Ele ouviu todas as reivindicações das lideranças e, de maneira muito sensata, não quis apresentar medidas imediatistas, mas quis fazer um levantamento da realidade daqueles terrenos para poder tomar medidas que de fato venham beneficiar de maneira concreta as pessoas que lá residem", concluiu o vereador. (Da assessoria)



Política
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Por Eugênio Nascimento
18/07
11:40

Déda lamenta morte do jornalista Cleomar Brandi

“Perdemos Cleomar Brandi, exemplo de amigo, jornalista e mestre de uma geração. Um homem que sabia o exato sentido da palavra dignidade”, escreveu Marcelo Déda em seu twitter assim que soube do ocorrido.

Marcelo Déda lembrou ainda que Cleomar Brandi foi um exemplo de profissional que deixou um legado a muitos jornalistas que tiveram o privilégio de conviver com ele, ensinando com suas atitudes, a valorização de um comportamento ético e responsável e a importância de estar sempre em busca da verdade.

O governador lembrou ainda do amor que Cleomar Brandi devotava a Aracaju e a Sergipe. “Aqui ele construiu grandes amizades, desfrutou da boemia que ele tanto gostava e traduziu esse cotidiano de forma poética em diversas crônicas. Foi uma belíssima forma que Cleomar encontrou para homenagear esta terra que também o amou”, disse Déda.

Dono de um texto elegante, Cleomar Brandi deixou sua marca no jornalismo sergipano e na vida cultural do estado. “Fará falta. Ficamos todos um pouco mais tristes com a sua partida”, finalizou o governador.

O secretário de Estado da Comunicação Social, Carlos Cauê, também lamentou o falecimento de Cleomar Brandi. Ele falou sobre a importância do jornalista para a imprensa sergipana, não apenas pela sua vasta e rica produção, mas também pelos ensinamentos que semeou para as novas gerações. “Tive a oportunidade de conhecer e trabalhar na Secretaria Municipal de Comunicação de Aracaju e agora na Secretaria de Estado da Comunicação com grandes profissionais que conviveram com Cleomar Brandi nas redações onde ele atuou e todos sempre foram unânimes em dizer o quanto aprenderam com ele”, lembrou Carlos Cauê. (Da agência estatal)


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
17/07
11:27

A UFS pode conquistar novo campus para o interior de SE

Existe hoje  uma clara pretensão do governo federal de dar continuidade ao programa de expansão do ensino público superior encaminhado pelo Ministério da Educação, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em parceria com os governos estaduais e municipais no país nos últimos sete anos. No início da gestão Dilma Rousseff o comentário surgiu em clima de fofoca e de desejo de alguns governadores e prefeitos e agora a coisa caminha a passos longos para o atendimento das reivindicações feitas ao final do governo Lula e início do de Dilma.

 

Sergipe está entre os Estados que poderiam ser contemplados. O projeto original de expansão  da Universidade Federal de Sergipe, apresentado pelo reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, ao então ministro das Educação Tarso Genro, fazia a exposição dos nomes dos municípios de Itabaiana, Lagarto, Estância, Propriá e Nossa Senhora da Glória como os cinco principais pretendentes dos campí regionais que poderiam ser destinados ao Estado.

 

Ainda com Tarso Genro, Itabaiana foi  contemplada com uma série de cursos de graduação na área das licenciaturas. Depois, fora da expansão, mas num programa de inclusão de cidades cujos patrimônios históricos foram recuperados e que ficariam inutilizados até a próxima reforma (o Monumenta), os Ministérios da Educação e o da Cultura uniram seus esforços e isso possibilitou a Laranjeiras ter o seu campus avançado da UFS no antigo trapiche, na margem central do rio Cotinguiba na cidade.

 

Os últimos passos dados em torno da expansão no governo do presidente Lula  foi para a instalação do campus da Saúde, em Lagarto. Lá, em parceria com o governo de Sergipe, a UFS constrói um novo e moderno espaço de graduação, com cursos de Medicina e Enfermagem, entre outros. Provisoriamente as atividades universitárias acontecem em uma escola pública cedida pela Secretaria de Educação do Estado.

 

E das cinco opções originais de campus avançado da UFS no programa de expansão sobraram Nossa Senhora da Glória, Propriá e Estância, três grandes cidades sergipanas. A grande maioria dos membros das bancadas estadual e federal tem demonstrado forte interesse, seria uma certa predileção, embora não discriminem nenhum município,  na viabilização de um campus rural em Nossa Senhora da Glória, a cidade que mais cresce no sertão sergipano. Segmentos considerados mais “modernizantes” apostam na tese de criação de um campus na área das engenharias em Estância e a senadora Maria do Carmo luta por um campus em Propriá.

 

Ao que tudo indica, Sergipe poderia contar com apenas mais um campus, agora no governo da presidente Dilma e como há três importantes polos regionais interessados, que se busque um consenso entre os políticos, incluindo, é claro, o governador Marcelo Déda, e inicie-se um processo de conversação com o governo federal. As três propostas de Sergipe já estão no MEC e todas elas apresentam os motivos que justificam campus avançados nas cidades que ainda não conquistaram expansão da UFS.

 

O programa de expansão do governo Lula garantiu à UFS sair da condição de uma pequena universidade para uma instituição de ensino de porte médio, com um crescimento superior a 300% em longo de sua realização. A Universidade Federal de Sergipe, que tinha os campus de Aracaju (Saúde, no Hospital Universitário) e São Cristóvão (Rosa Elze) e oferecia menos de duas mil vagas em seu concurso vestibular hoje coloca à disposição dos estudantes 7.860 vagas, sendo 2.600 do ensino semi-presencial nos pólos de Arauá, Areia Branca, Brejo Grande, Estância, Japaratuba, Laranjeiras, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Glória, , Poço Verde, Porto da Folha, Propriá, São Cristóvão e São Domingos.

 

A UFS conta hoje com 27.914 alunos matriculados (eram pouco mais de 7 mil), 1,2 mil professores concursados (eram só 540 quando os professores Josué Modesto e o seu vice Angelo Antoniolli assumiram a reitoria), um  orçamento de R$ 306 milhões (era menos de R$ 100 milhões), está em fase de ampliação do seu Campus de São Cristóvão e tem uma grande vocação para continuar crescendo. Quem aposta nesta ideia não deve cruzar os braços. O momento é de mobilização social e política para que Sergipe, que tem hoje uma universidade média, passe a contar com um grande instituição de ensino, pesquisa e extensão, como merecem os sergipanos.

 

E, para encerrar, é bem lembrar que a disposição de investir em Educação superior pública do presidente Lula fica clara quando se observa o seguinte dado: em 2002, ao término do governo de Fernando Henrique, o orçamento do Ministério da Educação, era de apenas R$ 20 bilhões. Lula o entregou para Dilma com orçamento de R$ 70 bi. E novas iniciativas de investimentos virão, inclusive para a ampliação do ensino tecnológico. Agora, é só ficar de olho e não perder as oportunidades.



Política
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Por Eugênio Nascimento
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