22/07
20:16

LUCIANO OLIVEIRA ESCREVE - Psssiu... Psol! – Aqui vou eu...

Luciano Oliveira -  É sergipano e professor aposentado da UFPE

 

 Semanas atrás, num pequeno texto indignado, citei a famosa frase de Saramago – “Até aqui cheguei!” – para informar aos meus cinco leitores que tinha desistido de apoiar Lula como político e o “lulismo” como política depois da vergonhosa cerimônia de beija-mão na mansão de Paulo Maluf, protagonizada por “Lula nine-fingers”, como diz um amigo meu que abandonou o barco há um bocado de tempo, assim que os primeiros roedores começaram a surgir no porão...

 

Em seguida à publicação do texto, fui merecedor de algumas reações. Houve quem justificasse a “malufada”, como houve quem perguntasse se eu “tucanei” ou sugerisse que eu “tucanasse”. A um deles respondi, meio de brincadeira, que iria ler “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., antes de tomar uma posição. Terminei lendo o livro, que achei bem ruinzinho, por sinal, mas no qual o leitor que tenha a paciência de atravessar o pântano interminável de certidões de cartório ali reproduzidas encontra razões suficientes para lembrar aquela velha anedota do sujeito que tem os bigodes untados de gosma de ovo podre e que quanto mais infla as narinas em busca de ar fresco, mais sente podridão. E, atarantado, exclama: “mas é o mundo todo!”

 

Que fazer? Nessas ocasiões, uma reação primeira que costuma ocorrer ao cidadão bem intencionado enojado de tudo isso é afirmar peremptório que não vota mais em f.d.p. nenhum. Normalmente a ameaça não é cumprida. Também não a cumprirei. Vou continuar votando. Afinal, passado o primeiro impulso, uma reflexão mais detida e responsável é capaz de lembrar a velha observação de Churchill de que a democracia é o pior dos regimes, com exceção de todos os demais... Na verdade não existe o “bom regime”, como não existe a “boa sociedade”, como lembrava insistentemente um filósofo francês contemporâneo hoje meio esquecido, Claude Lefort, um autor que foi fundamental para minha própria visão da política. O único remédio para as mazelas da democracia é mais democracia! E, no fim das contas, um parlamento ruim aberto é preferível ao melhor parlamento fechado!

 

Mas em quem votar? De minha parte, informo aos meus cinco leitores (talvez agora nem isso...) que vou voltar à postura purista de trinta anos atrás, quando eu e muitos de nós vimos com grande esperança o surgimento do PT, algo realmente inédito na vida política brasileira. No atual contexto, vou tornar-me eleitor de um desses partidos “nanicos” de esquerda, portadores de uma mensagem tão generosa quanto sonhadora. Escolhi o PSOL. Além de ter nascido de uma dissidência do PT – quando o partido-mãe tornou-se um partido-ônibus aceitando qualquer tipo de passageiro –, abriga alguns políticos que ainda admiro e tem um nome bonito!

 

Pode ser que um dia o PSOL cresça tanto a ponto de aceitar se degradar para chegar ao poder a qualquer custo. Terá se tornado um PMDBezão, um PTezão, um PSDBezão... Mas isso ainda vai levar muito tempo e, como felizmente não somos imortais, não estarei mais aqui para escrever outro artigo como este.



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
22/07
19:59

RICARDO LACERDA ESCREVE - O ciclo, a crise e a arrecadação federal


Ricardo Lacerda - Professor da UFS e assessor econômico do governo de Sergipe

Cada ciclo de crescimento econômico tem uma combinação própria de fatores que o impulsiona. O início do ciclo expansivo pode ser motivado por uma força externa, como a expansão na procura mundial por produtos em que o país é especializado, ou em razão da exploração de uma nova fronteira de recursos naturais que crie oportunidades para ampliar os investimentos voltados para as exportações.

Os ciclos de crescimento também podem ser movidos pela ampliação do mercado interno, seja em função de inovações institucionais como aquelas que propiciem a expansão do crédito, seja por conta do incremento da renda da população, ampliando o poder de compra interno. Ou ainda engendrados por investimentos que expandam e diversifiquem a capacidade do parque produtivo, acompanhados de melhorias na infraestrutura econômica ou impulsionados pelas inovações tecnológicas que habilitem a explorar oportunidades em novos segmentos.

Ciclo virtuoso

Em sua essência, o crescimento tende a provocar desequilíbrios porque altera as proporções entre setores e as posições relativas das classes sociais, alguns setores crescendo mais rapidamente, outros mais lentamente, criando oportunidades e estrangulamentos, e novas demandas sociais.

O ciclo de crescimento da economia brasileira iniciado em 2004 contou com uma combinação de melhoria no cenário externo, proporcionada principalmente pelo efeito da ascensão da China sobre os preços das commodities alimentícias e minerais, com a expansão do poder de compra interno, movida pelos incrementos dos salários, pela ampliação do crédito para as famílias e pelo aumento das transferências de rendas aos grupos mais vulneráveis.

Depois de encetado o crescimento, formou-se um ciclo virtuoso em que o aumento do emprego, da renda e do crédito e o desempenho das exportações propiciaram a expansão do mercado interno e a melhoria das contas públicas e das contas externas, o que em conjunto elevou as expectativas e a confiança das famílias e empresas. Como esses movimentos contam com mecanismos de autoreforço, atinge-se uma situação em que a própria expansão da economia motiva o crescimento nos períodos seguintes.

Riscos de reversão

Cada ciclo de crescimento, com diferentes tempos de duração, também conta com uma combinação própria de fatores que leva a sua exaustão, algumas vezes de forma abrupta, outras vezes em um pouso mais suave. Alguns dos mecanismos de reforço mútuo deixam de operar para cima e passam a jogar o ritmo de crescimento do nível de atividade para baixo, e podem se tornar mais efetivos do que as forças cujos efeitos positivos ainda perduram. Quando as forças que desaceleram o crescimento conseguem contaminar as expectativas das famílias e das empresas fica difícil manter a trajetória virtuosa.

Ainda que o ciclo expansivo recente da economia brasileira apresentasse alguns sinais de exaustão, como a pressão sobre os preços e os crescentes saldos negativos na conta de transações correntes, em ambos os casos, em parte causados por fatores internos, em parte por fatores externos, a percepção de especialistas e a das famílias e empresas é de que ainda se descortinava um campo aberto para a continuidade do crescimento. Foi o agravamento do cenário internacional, com a crise bancária e da dívida soberana na zona do euro, que provocou a súbita desaceleração no crescimento da economia interna, sustando a ampliação dos investimentos que se encontrava em curso.

Arrecadação federal

A melhoria na situação das finanças públicas por conta do crescimento da arrecadação cumpriu papel muito importante no ciclo expansivo, na medida em que supriu fundos para a expansão dos dispêndios com educação, saúde, assistência social etc, e para a implantação de um conjunto de investimentos em infraestrutura como há muito o país não conhecia, além de ter viabilizado a redução das taxas de juros a patamares inéditos.

Depois de ter atingido a produção e o emprego na indústria e a expansão do crédito, os efeitos recessivos começam a serem percebidos na evolução da arrecadação de tributos pelo governo federal. Desde o quarto trimestre de 2011, a taxa de crescimento da arrecadação tributária apresentou intensa desaceleração, como mostra o gráfico abaixo que compara o PIB e a receita tributária trimestral com os resultados do mesmo trimestre do ano anterior.


Fonte: PIB (IBGE); IBC dessazonalizado (BCB) ; Receita Tributária e IPI (BCB), corrigidos pelo IPCA de maio de 2012.

Há margem de manobra na política econômica para limitar os efeitos recessivos emitidos pelo setor externo e que já se fazem sentir em vários indicadores do nível de atividade, antes que sejam agregados mais fatores que empurram para baixo o ritmo de crescimento.

Algumas importantes medidas expansionistas, como as voltadas para a redução dos juros, desvalorização cambial, desoneração tributária, entre outras, já foram adotadas e levam um tempo até que façam efeito sobre o nível de atividade econômica.



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Por Eugênio Nascimento
22/07
19:41

João promete anular licitação do transporte coletivo e alterar do Plano Diretor

Em entrevista concedida ao Jornal da Cidade, de Aracaju, e publicada na edição deste domingo, o ex-governador João Alves Filho, candidato a prefeito pelo DEM, anuncia que vai anular a licitação do transporte coletivo e alterar o Plano Diretor, que o prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) encaminhou agora, no final de sua gestão. Ele lembra que esse grupo está no poder há 12 anos e agora quer resolver as coisas em seis meses. João diz ianda que não há motivo para não comparecer aos debates promovidos pela mídia ou entidades associativas com os candidatos à Prefeitura de Aracaju. O ex-governador afirma que não teme retaliações dos governos que lhe farão oposição, caso eleito - Marcelo Déda e Dilma Rousseff. Lembra que teria sido perseguido pelo ex-presidente Lula e sobreviveu.

Veja um trecho da entrevista:

JC - Caso o senhor seja eleito prefeito de Aracaju, espera enfrentar problemas, por ser  um  prefeito de oposição ao governo federal e estadual?

JA - No meu planejamento, tive um cuidado grande de ter feito uma analise muito cuidadosa de como administrar Aracaju, contando só com os recursos da Prefeitura. Modestamente, sou um administrador de crise, já admitirei com o Governo Federal querendo me destruir. Você precisa diminuir ou racionalizar a receita, criando uma receita extra, sem aumentar impostos, conseguimos fazer isso no estado. Tive um governo federal rancoroso, querendo me destruir, mas o governo da presidente Dilma, vou fazer uma Justiça: Tenho visto vários governadores de oposição, como o de Minas Gerais, São Paulo ,Paraná, Rio Grande do Norte, todos tratados com respeito, tem suas emendas liberadas. Não acredito que ela vai fazer de Aracaju uma exceção, mas a filosofia será trabalhar com carência.



Política
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Por Eugênio Nascimento
22/07
19:36

Interesses pessoais e sede de poder não colocarão Sergipe no bolso", diz Rogério Carvalho

Durante o final de semana, o deputado federal e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Rogério Carvalho, prestigiou candidatos da base aliada em diversos atos pelo interior do Estado.  " A corrida para as eleições está só começando e temos que acompanhar de perto nossos companheiros e contribuir no que for preciso. O PT tem 18 candidaturas em todo o Estado, sem falar dos vices. Fora isso, existem as candidaturas dos outros partidos da base aliada que também damos total apoio", comentou

Em Indiaroba, Rogério participou da inauguração do comitê dos candidatos Zé Leal(PT) e  Fernandes( PDT) " Zé Leal é um grande companheiro, filho de Indiaroba, sabe o que a cidade precisa e lutou muito para ser candidato outras vezes. Agora que chegou a hora, ele vai mostrar que a cidade será outra, porque Leal trará todo o legado do presidente Lula para a cidade".

Já em São Cristóvão Rogério lamentou a situação da cidade " Fico muito triste pois não pude enviar do congresso nacional nenhuma emenda para esta cidade porque São Cristóvão está com as finanças irregulares. Mas acredito que com a chegada de Vanderlê e Betão tudo isso ficará para trás e o povo de São Cristóvão voltará a sorrir", afirmou.

Por fim, na Barra dos Coqueiros, Rogério apoiou Airton Martins(PMDB) e Caduxa( PT) " Precisamos trazer Airton de volta junto com o companheiro Caduxa. Aqui nesta cidade só tem obras porque o governador Marcelo Deda fez, ruas calçadas, nova orla. Em breve haverá uma explosão imobiliária aqui na Barra e a cidade precisa estar preparada e só quem pode fazer isso por vocês são estes dois", comentou o deputado.


Política
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Por Eugênio Nascimento
22/07
19:30

José Firmo escreve - "Praias cercadas em Aracaju"

Leia e pense sobre as praias cercadas em Aracaju