17/07
07:58

"Não tenho é experiência em escândalo com o dinheiro público", disparou Valadares Filho

"Essa é uma vitória em que iremos mostrar tudo o que já fizemos por Aracaju, defendendo o nosso legado para que possamos fazer uma Aracaju cada vez melhor e com mais qualidade de vida. Esse é o nosso desafio! A força de hoje nos levará às ruas e a força das ruas nos levará à vitória em outubro", declarou o Valadares Filho, candidato a prefeito de Aracaju, na noite da segunda-feira (16/07), durante a II Plenária da coligação "Aracaju Segue em Frente", no Iate Clube de Aracaju.

O evento se configurou no primeiro ato público de convocação à militância dos partidos aliados para deflagração da campanha eleitoral, na próxima sexta-feira (20/07), a partir das 18h, com a presença do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, durante a solenidade de inauguração do comitê oficial, localizado à avenida Barão de Maruim, nº 704, no Centro.

"Sou eu e Conceição Vieira que representamos a renovação de Aracaju. Eu preciso da força e da luta de cada um de vocês. Esta vitória é a vitória do futuro da nossa cidade", conclamou o candidato.

"Eu ouço dos nossos adversários que Valadares Filho não tem experiência para governar Aracaju. Na verdade, o que não tenho é experiência nos escândalos; na falta de ética; não tenho experiência na falta de cuidado com o dinheiro público; eu não tenho experiência em não pensar no bem público e em fazer a obra pela obra", disparou o candidato.

Negociatas

"Temos que mostrar que o povo de Aracaju não se vende, não se rende e não admite negociatas com o futuro de Aracaju. Essa é aliança que debate os problemas da cidade e se preocupa com o povo. É essa aliança aqui que tem serviços prestados ao povo de Aracaju", reafirmou.

Valadares Filho convocou a militância aliada a ir às ruas buscar a vitória com coragem, empenho e determinação. "Nós começaremos, a partir de hoje, a visitar as ruas de Aracaju. A estar de bairro em bairro, a estar de esquina em esquina, a levar a mensagem do futuro contra o passado, a mensagem do progresso contra o atraso. A mensagem dos que pensam no povo contra os que pensam no próprio bolso e não têm compromisso com o povo de Aracaju. Nós sabemos que a missão é árdua, que a eleição será disputada, mas nós sabemos que o povo de Aracaju é um povo que aposta na liberdade, que aposta num futuro para nossa capital cada vez mais livre", analisou o candidato.

"Nós, eu e Conceição Vieira, vamos administrar a quatro mãos para o povo de Aracaju", afirmou o candidato.

"Precisamos dar continuidade a este projeto de sucesso dando oportunidade a um jovem que tem a experiência na Câmara Federal com dois mandatos próprios, mostrando seu jeito firme", disse Conceição.

"Coloquei meu nome a disposição do meu partido, mas não estava pensando em entrar neste processo como protagonista. Com muita determinação e energia, estarei nas ruas, de porta em porta, de casa em casa. Faremos a ocupação amarela, a ocupação vermelha, marchando com coragem e determinação para trabalhar por este projeto, servido a todos e a todas", discursou a vice.

"Aqui não tem preço de vereador. Aqui não tem preço de aliança. Aqui tem homens e mulheres numa aliança seguindo em favor de um projeto", arrematou Conceição.

Legado

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, defendeu o legado do agrupamento e relembrou a trajetória política do grupo. "Aqui está concentrado o sonho do povo brasileiro. Aqui está concentrado o sonho dos que combateram a ditadura para construir um Brasil melhor. Aqui está concentrado o sonho daqueles que estavam pequenininhos lutando contra os poderosos e chegaram à prefeitura lutando para conseguir um Brasil melhor, uma cidade melhor e de qualidade de vida", defendeu o coordenador da campanha.

"Aqui estão aqueles que chegaram ao governo não para se locupletar, não para encherem a burra - como diz o ditado popular - , mas chegaram para governar com ética e com dignidade. Aqui estão aqueles que querem governar para que o nosso povo tenha mais qualidade de vida, para que o nosso povo tenha mais oportunidades, igualdade social e distribuição de renda", disse Nogueira.

Diferencial

"Não viemos aqui para dizer que viemos defender a bandeira. Viemos aqui para dizer a cada um de vocês que a nossa tarefa é ganhar as eleições e derrotar o atraso na nossa capital. Nossa tarefa aqui não é de marcar posição", afirmou o governador Marcelo Déda, fazendo questão de estabelecer parâmetros diferenciais entre os agrupamentos políticos que se enfrentam na disputa pela Prefeitura de Aracaju.

"Estamos pra dizer a eles que não estamos aqui pra competir. Estamos aqui pra ganhar de novo. Em 2006, o mesmo candidato que está aí disse que Déda era um menino e perdeu. Agora, ele diz: Valadares Filho é um menino! Nós dizemos: - E o senhor, doutor João, não se cansa de apanhar de menino", provocou o petista.

"Vinhemos aqui pra dizer a vocês que ninguém vai ser perseguido, que ninguém vai ser derrotado por João Alves, que ninguém vai ser agredido pela volta do poder econômico com fome e com sede de poder", alfinetou Marcelo Déda.

"O que estamos assistindo é a negociação dos destinos de Aracaju, das nossas crianças, dos nossos filhos. Numa campanha discutida na compra de apoio e na exigência de dinheiro. Quem leu a entrevista do Cinform ficou preocupado", alertou o governador, referindo-se a um suposto acordo proposto pelo agrupamento político liderado pelos irmãos Amorim, condicionado ao pagamento de R$ 5,4 milhões para custeio de campanha dos 270 candidatos a vereadores, além do loteamento político das mais importantes pastas da Prefeitura de Aracaju: Saúde, SMTT, Emurb e Emsurb.

"Temos o dever de derrotá-los! Esse grupo, vamos ter que enfrentar. Falando a verdade, falando os fatos: O plano de governo do PSC é um talão de cheques porque estão acostumados a fazer negócios. A prefeitura é para produzir para o povo, não é para fazer negociata", advertiu.

Vergonha

"Eu estou com vergonha do que a imprensa denunciou hoje. Estão vendendo Aracaju por R$ 5,4 milhões", disse o vice-governador Jackson Barreto, também se referindo à denúncia publicada no jornal Cinform.

Barreto convocou a militância a reagir ao acordo. "Nós estamos fortes e preparados para caminhar Aracaju toda e vamos precisar de todos vocês para construir esta vitória", apelou. "Cada um de vocês será um multiplicador de votos, se quiserem a vitória de Valadares Filho porque cada um de nós somos uma liderança deste projeto".

O senador Antonio Carlos Valadares convocou a militância a sair às ruas em busca da vitória, empunhando o "V", símbolo da campanha de Valadares Filho, perante os adversários como forma de enfrentá-los e vencê-los na disputa pela PMA. (Da assessoria)


Política
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Por Eugênio Nascimento
17/07
01:05

Amputados curtem o esporte das multidões

Um catastrófico terremoto em janeiro de 2010 fez com que inúmeros haitianos tivessem de amputar membros. No entanto, a esperança sempre pode ser encontrada no futebol. A foto acima mostra Patrick Peronel, integrante da Seleção Nacional de Amputados do Haiti, conduzindo a bola em um jogo ainda no mesmo ano.

Peronel e os amigos não apenas se divertiram, como também angariaram recursos para as vítimas do terremoto.


Esportes
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Por Kleber Santos
17/07
01:01

Confiante, Mano confirma escalação da Seleção

 
Na última coletiva de imprensa antes de embarcar com a Seleção Brasileira para a disputa do Torneio Olímpico de Futebol Londres 2012, Mano Menezes se mostrou satisfeito com o que viu na semana de treinamentos no Rio de Janeiro. O comandante da equipe brasileira também aproveitou para confirmar a equipe que enfrentará a Grã-Bretanha na próxima, em amisto,e que provavelmente fará a estréia nos Jogos Olímpicos.

"A equipe que vai é essa que vem treinando", afirmou o treinador. Os 11 titulares serão: Rafael Cabral, Rafael da Silva, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro, Rômulo e Oscar; Neymar, Hulk e Leandro Damião.

A maior dúvida do treinador era mesmo a lateral direita. Danilo e Rafael da Silva, eram os candidatos, mas o jogador do Manchester United levou a melhor sobre o do FC Porto. Um dos fatores contribuiu para garantir a titularidade ao jogador foi o fato de ser lateral de origem.

"Rafael vai iniciar jogando como lateral direito, em função do que vimos de produção. É mais especialista da função do que Danilo. O Danilo faz o volante e tem mais especifidade para isso. O início vamos fazer com o Rafael e estamos satisfeitos com o que ele teve de desempenho nos treinamentos e contra a Argentina", comentou.


Sobre como sente à frente do Brasil depois de dois anos no cargo, o comandante demonstrou muita tranqüilidade com o trabalho. "Muito mais confiante do que na primeira competição, por que quando você começa a elaborar o trabalho e ele ganha corpo, você passa ter uma visão mais objetiva capacidade que o grupo tem. Consegui ver isso e agora vamos fazer os acertos para um bom o desempenho nos Jogos Olímpicos", afirmou.

O Brasil viaja para Londres na noite desta segunda. O primeiro treino na ilha está marcado para quarta-feira e acontece no CT do Arsenal. A Seleção entra em campo na sexta-feira, às 15h45 (de Brasília), em amistoso contra a Grã-Bretanha, em Middlesbrough. A estreia no Torneio Olímpico será em 26 de julho, em Cardiff, País de Gales, contra o Egito.

Estudando
Com partidas diante de seleções menos conhecidas no cenário mundial, Mano Menezes foi obrigado a se preparar para disputa dos Jogos Olímpicos. O treinador revelou que a comissão técnica da Seleção realizou grande pesquisa sobre quem pode enfrentar.

"Fizemos todas as observações possíveis em relação aos nossos adversários. Procuramos imagem para afirmar isso para o jogadores. Buscamos informações com colegas de trabalho, observações que se fazem em torneios. É impossível ir desinformado", contou.

A competição colocou Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia como adversários da primeira fase. O treinador destacou a escassez de informações sobre os rivais da estreia, o Egito, mas vê vantagem para os confrontos seguintes por poder estar in locovendo as equipe jogarem. "Em relação ao primeiro adversário é mais difícil, por serem árabes. Mas jogamos com o Egito um amistoso, e vimos um torneio que eles disputaram na França. A vantagem em relação Nova Zelândia e à Bielorrússia é que eles vão jogar paralelamente e vamos poder observá-los", explicou.

"Fizemos muita pesquisa pra ir disputar os Jogos Olímpicos, mas é preciso confirmar na prática. O principal em relação a isso é a seleção brasileira e o que ela vai conseguir fazer", disse.


Esportes
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Por Kleber Santos
16/07
20:30

DIOGO CYSNE - O Cinema foi Derrotado?

Em um polêmico – e não menos realista – artigo para a revista “Vanity Fair”, o jornalista James Wolcott declara: “É oficial: a televisão superou o cinema”

Diogo Cysne
Estudante de Direito, critico de cinema e cineasta amador
 
“Os filmes jamais morrerão (...) mas é na TV onde se encontra a ação, onde os vícios são forjados, onde a Máquina dos Sonhos opera a todo vapor. Enquanto eu escrevo isso, os Oscars estão a poucos dias de distância e ‘O Artista’ carrega os louros como o mais provável vencedor. Será que alguém, sinceramente, acha ‘O Artista’ melhor que ‘Mad Men’?” (Tradução livre)
 
O Sr. Wolcott faz um ponto interessante: embora ainda haja filmes que consigam cativar e viciar, eles se tornaram mais uma exceção do que regra. Enquanto isso, no reino da televisão, as séries se sofisticaram ao ponto de se transformar na nova “Máquina dos Sonhos”, aquele tipo de entretenimento ao qual todos recorremos quando precisamos de uma injeção de sonho e fantasia. Isso não acontece mais no cinema.
 
De um ponto de vista pessoal: acompanhar os novos lançamentos de filmes se tornou uma atividade cada vez mais frustrante para mim. Não fossem os clássicos, o cinema ocuparia uma porção periférica de minha atenção. A cada lançamento, vemos que a Grande Indústria (Hollywood no centro) já perdeu o seu tato com o público: mais explosões, mais sexo, mais violência e menos história. Os roteiros se tornam cada vez mais clichês; os personagens, desinteressantes; os vilões, esquecíveis. À exceção de produções indie (que precisam se refinar sempre para não caírem no esquecimento total) e de alguns raros Tarantinos e Miyazakis da vida, o Grande Cinema – aquele que chega a todas as salas, cujos filmes moldam culturas e cujo público jamais se cansa de falar – está decrépito. E o caixão já o aguarda.
 
Enquanto isso, duas indústrias que sempre permaneceram à sombra das telonas – a televisão e os videogames – prosperam até mesmo em tempos de feroz pirataria. Enquanto o cinema perde dinheiro e criatividade, essas duas outras indústrias ainda seguram os lucros e – principalmente – atingem patamares de criação nunca antes vistos. Séries como “Mad Men”, “Boardwalk Empire”, “Game of Thrones” e videogames como “Dead Space”, “Bioshock” e “Mass Effect” se tornaram nossos novos arrasa-quarteirões. Eis uma descrição da revista “Time” que guarda, implicitamente, uma comparação agourenta:
 
“Uma obra de arte dividida em dois discos. (...) Com um combate mais polido adicionado ao modelo RPG, ‘Mass Effect 2’ é o ‘Avatar’ dos videogames – só que com um roteiro melhor.” (Tradução livre)
 
A verdade é que o cinema deixou de ser um porto-seguro. Pelas décadas de 70, 80 ou até mesmo a de 90, nós sabíamos que, todo ano, haveria pelo menos um filme que arrasaria os corações de uma geração inteira. Hoje, eu dou graças aos céus caso um grande lançamento fique pelo menos “acima da média”. 2011, em minha opinião, foi um dos anos mais estúpidos, pobres e insalubres na história do cinema – nunca uma edição do Oscar foi tão insossa! E o que os jogos e a TV nos ofereceram neste mesmo período?
 
A estréia de “Game of Thrones” marcou a cultura popular; “Boardwalk Empire” deixa boquiabertos até mesmo os mais fanáticos por “Os Bons Companheiros”; “The Walking Dead” provou que a TV pode abrigar uma série de horror tão boa e crítica quanto os melhores filmes de George Romero. E um dos assuntos mais comentados era o retorno de “Mad Men” no ano seguinte – mais comentado até do que as produções dos mega-fenômenos “O Cavaleiro das Trevas” e “O Hobbit”.
 
E os jogos? Seria necessário dizer que 2011 foi um dos anos mais épicos de da indústria – e apenas mais um de uma seqüencia fabulosa? “Mass Effect 2”, “Dead Space 2”, “Total War: Shogun 2”, “Crysis 2” – todos aclamados como obras-primas... e lançados apenas no primeiro trimestre! Nos trimestres seguintes: “Portal 2”, “The Witcher 2”, “L. A. Noire”, “Deux Ex: Human Revolution”, “Batman: Arkham City”, “Battlefield 3”, “Call of Duty: Modern Warfare 3”, “Uncharted 3” e, é claro… SKYRIM! Lembrando apenas que esses foram os jogos aclamados como “revolucionários”. Não estamos falando de jogos “bons” ou “ok” – mas daqueles cujos lançamentos redefinem a indústria. Quantos filmes fizeram o mesmo em 2011? “O Artista”? “A Árvore da Vida”?!

 
Cada vez mais o cinema se torna uma arte para pequenos círculos de discussão – apenas cinéfilos de longa data e profissionais falam sobre ele com grande emoção. É uma arte ainda capaz de trazer qualidade, mas sem a ambição e o gigantismo de outrora. Como resume Wolcott: “Aqueles filmes ‘de que todo mundo fala’ estão sendo falados por um menor número de pessoas.” Enquanto isso, as melhores produções da TV e dos games conseguem aliar altíssima qualidade com aquele irresistível gigantismo que Hollywood perdeu. Produções como “House” e “Bioshock” são tão poderosas, criativas e reflexivas quanto um filme de P. T. Anderson, mas tão populares quanto o mais megalomaníaco lançamento de James Cameron.
 
A terrível moral é que a Grande Indústria já não consegue aliar qualidade com quantidade: OU ela faz um clássico OU ela faz um filme popular. Já não parece mais possível fazer os dois. Mas o que explicaria essa alternância de valores? Como é que indústrias tão improváveis como a TV ou os games estariam tomando um terreno que o cinema ocupou por mais de um século?
 
A pirataria é um motivo menor, já que – teoricamente – afeta a todos igualmente. Ainda assim, existem aspectos técnicos que deixam os filmes mais vulneráveis aos downloads e cópias ilegais do que os games e séries de TV.
Games não são fáceis de serem baixados: são arquivos pesados que quase sempre precisam de alguma configuração especial para serem iniciados. Diferente de arquivos de vídeo, não basta clicar em um ícone e já ir rodando; a instalação de um game pirata pode esbarrar em dores de cabeça como “código serial” (que às vezes exige outro programa para ser destravado) e qualquer erro compromete o game em algum ponto. Isso sem falar nos constantes updates e pacotes de expansão, que não funcionam em games piratas;
Séries de TV, diferente dos filmes, não dependem muito de pessoas comprando um produto físico (no caso, um ingresso). Elas estão ligadas a patrocínios e os lucros obtidos com comerciais. Ao estarem ligadas a um canal fechado, seu público não paga pela série em si, mas por todo o conjunto de produções oferecidos pelo canal. Isso é muito mais atraente para o bolso do que gastar uma certa quantia para um único produto que só vai durar por duas horas ou pouco mais.
 
 
A pirataria parece afetar o cinema de maneira mais dramática do que essas duas mídias. No desespero para obter um lucro fácil, os grandes estúdios apostam em histórias fáceis de engolir, cheias de efeitos visuais e de menor duração, a fim de realizar mais exibições por sala. O Grande Cinema se tornou quase inteiramente regido por executivos, e não por artistas. Sai a figura do diretor, entra o marqueteiro. Ao se guiarem mais por análises financeiras do que por uma vanguarda criativa, os estúdios acabam construindo obras amorfas, esquecíveis e de rápido consumo. Mas isso ainda não parece o cerne da questão.
 
Um argumento mais tentador é que as séries de TV e os games se adaptaram melhor à nova geração do que os filmes. Não se trata de uma geração de jovens estúpidos consumidores de “Crepúsculo” – essa é apenas uma “minoria barulhenta”, mas não a nova tendência em si. Trata-se de uma geração de pessoas ávidas por uma diversão compartimentada e imersiva: séries de TV e games têm uma natureza mais episódica e amigável (mais apropriadamente, no inglês: “likable”) que os filmes.
Enquanto um filme depende inteiramente de uma linha de raciocínio, as séries de TV sempre retratam diversos núcleos dramáticos e acontecimentos de forma separada e independente. Se você não gosta da história de um personagem X, você pode muito bem se concentrar na do personagem Y sem prejuízo para a história total. As séries são construídas especialmente com essa divisão; caso você perca alguma linha de raciocínio, sempre há uma pequena recapitulação no início de cada episódio – ou você pode ler uma breve nota na internet e entender tudo que se passa. Já um filme exige investimento total de sua atenção em basicamente uma única história (mesmo filmes com vários núcleos dramáticos possuem todos eles ligados a uma história central). Queira ou não, isso proporciona um universo menos rico e diversificado, além de restringir as opções do público a uma única escolha: ou ele gosta ou não gosta. Se ele não se interessar pela história central, dificilmente algo mais prenderá sua atenção.
Os games são um caso especial: embora suas histórias sejam menos “compartimentadas” como em séries de TV, a sua vantagem é a insuperável capacidade de imersão. A reação instintiva de cada jogador é se sentir como o personagem; essa é a primeira coisa que acontece em um game, medíocre ou clássico. É por isso que grandes games viciam muito mais do que grandes filmes: nos filmes, você torce pelo personagem. Nos games, você É o personagem. E mais: quando um filme acaba, simplesmente acaba. O máximo que você pode fazer é rever os melhores momentos. Um jogo nunca acaba: que tal recomeçar em um nível mais difícil? Ou então tomar outro caminho ou escolher outro tipo de arma como sua companheira fiel? Nos RPG’s, então, as possibilidades se expandem ao infinito (mais uma vez... SKYRIM!)
 
 
O problema principal, porém, parece o fato de que o cinema permanece controlado por verdadeiros fósseis econômicos (Hollywood, por exemplo, é um grande trust composto por um punhado de empresas passadas de pai para filho). Não é capaz de se adaptar. Não flui sangue novo por suas veias! Enquanto a indústria do cinema parece virar um clã dinástico de um punhado de diretores e produtores, a TV e os videogames acolhem as mentes frescas e férteis que surgem na multidão.
 
Essa “formação de clãs” é incentivada por a uma questão trabalhista: no cinema (pelo menos no norte-americano e no europeu), o poder dos sindicatos se tornou supremo. Cada classe (roteirista, diretor, ator...) possui sua própria representação, e qualquer filme, para ser realizado, precisa encontrar uma harmonia entre esses sindicatos. O excesso de regulamentação gera um entrave criativo; ao invés de ser uma arte colaborativa, o cinema se tornou uma zona de combate onde cada funcionário tenta proteger o próprio filão: roteiristas exigem um aumento generalizado dos preços de cada script e maior participação na produção; atores exigem condições especiais para contracenar; já diretores pedem atores submissos e roteiristas menos “enxeridos”... para cada grupo, há um pesado sindicato pronto para defendê-los até a última instância. Nos casos mais graves, o filme vai dos estúdios aos tribunais. Não há mente criativa que funcione neste ambiente.
 
A TV e os games, entretanto, são fenômenos mais recentes e menos regulados. Talvez mais por sorte do que por planejamento, existe aqui a mesma harmonia entre criação e produção que existia em Hollywood nos seus Anos Dourados: assim, fazem-se jogos e séries com grande apelo público e com enorme qualidade. Sem falar que os custos são menores: os maiores games hoje em dia são produzidos com uma equipe de cem, quando muito; uma produção cinematográfica de mesmo calibre chega aos milhares de indivíduos. O mesmo vale para cada episódio de uma série de TV. Nos games, não existem “estrelas” e os roteiros são quase sempre colaborativos, e não fruto de apenas uma “mente brilhante”. Ou seja, menos egos envolvidos.
 
Embora as séries de TV tenham suas “estrelas”, o processo geral é colaborativo e mutável: após cada episódio, são feitas extensas pesquisas de público; a depender da opinião geral, os próximos episódios poderão ser reescritos para melhor corresponder às expectativas do povo. Já percebeu aquele personagem que é introduzido em um episódio, mas que morre ou some após um punhado de episódios? Provavelmente sua popularidade não estava alta, então o melhor era “se livrar dele”.
 
Enfim, não se trata apenas de uma paranóia pessoal. É fato que o cinema saiu da boca do povo. À exceção de um “Cavaleiro das Trevas” aqui e ali, o Grande Cinema se tornou uma diversão casual e secundária, e não mais um compromisso social como nas décadas de 60 ou 70. “Você viu o episódio de ontem?” se tornou uma pergunta mais comum do que “Você viu o filme que estreou?”. É mais fácil você reunir os amigos para jogar o “Battlefield 3” do que para ver “Batalha Naval”. Isso deixa uma reflexão incômoda: se as coisas estão assim, como será o futuro?
 
Haverá um futuro?


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Por Kleber Santos
16/07
19:37

Brasileiros estão mais endividados, aponta FecomercioSP - VEJA A SITUAÇÃO DE ARACAJU

Os brasileiros estão mais endividados, mas nem por isso deixam de pagar suas contas. De acordo com a "Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras", realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), 62,5% das famílias estão endividadas, um crescimento de 6,39% entre 2010 e 2011. O número significa que, somente nas capitais, 525 mil famílias contraíram dívidas.

Na capitais, o volume da dívida também aumentou, e muito, 11,57%. Em 2010, as famílias deviam R$ 145,1 bilhões e agora este montante é de R$ 161,9 bilhões, ou R$ 13,5 bilhões por mês. Por outro lado, o rendimento das famílias endividadas cresceu 11,7%, saltando de R$ 491,5 bilhões para R$ 549,2 bilhões, ou R$ 45,8 bilhões por mês. O que permitiu ao brasileiro aumentar a dívida sem ampliar a parcela da renda comprometida com esta. Ao contrário, houve uma ligeira redução neste quesito. O recuo foi de somente 0,04 ponto porcentual (p.p.) - o que pode ser, a rigor, considerado como estabilidade na relação dívida/renda -, mas demonstra que as famílias estão aprendendo a administrar melhor sua renda.

Prova disto é que a relação dívida/renda é de 29,5%, enquanto os economistas mais conservadores afirmam que é saudável ter até um terço da renda comprometida com dívidas. Outros resultados positivos detectados pela FecomercioSP foram a redução de 2 p.p. no número de famílias inadimplentes, que hoje representam somente 22,9% do total, e a retração de 0,9 p.p. no total de famílias que afirmam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas, que hoje são 8% da população.

O destaque negativo foi o aumento de 2,4 p.p. na taxa de juros - que também pode ser encarada como o preço do crédito - na média nacional computada pelo Banco Central (BC), que custou às famílias um desembolso adicional de R$ 42,3 bilhões no ano. No total, foram R$ 183,5 bilhões gastos com juros, somente nas capitais brasileiras. Montante poderia ter ampliado o consumo das famílias e, consequentemente, alimentado à cadeia produtiva, estimulado a geração de emprego e renda e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A "Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras" indica que a capital que apresentou o maior aumento na quantidade de famílias endividadas foi Florianópolis, que tem 119.271 (88,8%) de suas 134.271 famílias nesta situação. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 45,6% no total de famílias endividadas. Contudo, Florianópolis não é a capital que tem a maior proporção de famílias endividadas. Este título cabe a Curitiba, que tem 526.704 (90,3%) de suas 583.453 famílias endividadas. Um impulso de 42,4% em relação a 2010, quando havia 369.761 famílias endividadas.

O avanço do nível de endividados no Sul, segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, não preocupa. Trata-se, na verdade, de um movimento natural. Acontece que a região possui renda mais elevada do que a média do País e, portanto, tem mais capacidade de se endividar. O que atraiu as instituições financeiras com crédito disponível para ofertar.

Se considerados os números absolutos, São Paulo é a capital com maior quantidade de famílias endividadas. Das 3.580.341 famílias na capital paulista, 1.667.227 (47%) têm dívidas. Apesar da quantidade expressiva, a capital paulista viu o total de endividados recuar 0,27%, o que corresponde a pouco mais de 4,5 mil famílias. Número dentro da margem de erro.

Aracajú foi a capital em que o total de famílias endividadas apresentou maior recuo. Em 2010, 131.362 famílias se encontravam nessa situação, mas em 2011, o número caiu para 116.764. Uma queda de 11,1%. Já em números absolutos, Salvador foi a capital em que mais famílias quitaram suas dívidas. Das 631.683 famílias da capital baiana que tinham dívidas em 2010, 58.354 saldaram seus débitos. O que representou uma redução de 9,24% no total de endividados. No total, 75,8% das famílias de Aracaju e 66,2% das de Salvador estão endividadas. A FecomercioSP explica que, ao contrário do Sul, as famílias do Nordeste têm renda mensal abaixo da média nacional e, assim, menos capacidade de se endividar, ao menos na visão do setor financeiro.

(Redação – Agência IN)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
16/07
11:56

Depósitos na Caderneta de Poupança mantêm crescimento no mês de abril

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), revelou que os depósitos na caderneta de poupança, em Sergipe, no mês de abril deste ano, somaram mais de R$ 3,3 bilhões, permanecendo acima dos R$ 3 bilhões pelo nono mês consecutivo.

Os depósitos foram 1% maior que o volume depositado no mês anterior. A análise anual aponta uma elevação maior, sendo 14,3% superior aos depósitos do mês de abril do ano passado. No acumulado do ano (de janeiro a abril), os depósitos na caderneta foram 12,7% maiores que o volume do mesmo período de 2011.

 

Financiamento Imobiliário

 

O total de financiamentos imobiliários concedidos no estado, em abril deste ano, somou R$ 69,3 milhões. O total de financiamentos do estado foi o quarto maior da região nordeste, no mês analisado, sendo menor apenas que o volume total de financiamento da Bahia, do Ceará e de Pernambuco. A soma dos financiamentos foi 53% maior que o valor de abril de 2011 (R$ 45,3 milhões). Em relação ao volume do mês anterior (março/2012), entretanto, o total foi 71,6% menor.

A concessão de crédito imobiliário voltado à construção, material de construção, reforma ou ampliação de imóveis contribuiu com 58% do total, totalizando R$ 40,4 milhões, enquanto que as concessões voltadas à aquisição de imóveis alcançaram R$ 28,9 milhões (42% do total).

Com os dados de abril, o total de financiamentos do ano já chegou a R$ 407,8 milhões, sendo muito superior ao valor acumulado no mesmo período de 2011 (R$ 141,2 milhões).  (Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
16/07
03:55

Wallace marca e Confiança vence o Socorrense

Com resultado, equipe azulina se isola na liderança da Copa Governo do Estado
 

Vitória com direito a três pontos e a liderança isolada da Copa Governo do Estado. Este foi o bom resultado que a equipe da Associação Desportiva Confiança conseguiu na tarde deste sábado. Os proletários enfrentaram o Socorrense no Estádio Wellington Elias e venceram por 1 a 0.

O jogo, válido pela quarta rodada do primeiro turno da Copa Governo do Estado, foi marcado pela investidas dos dois times. Mas foi a equipe do Bairro Industrial que saiu na frente. Logo aos três minutos da primeira etapa, Augusto cobra escanteio, a bola chega até Alexandre que não consegue marcar. No rebote, Wallace aproveita e abre o placar. A partir daí, os azulinos seguem no caminho de mais um gol. Os adversários também tentam, mas a defesa proletária afasta o perigo.

Os proletários voltaram para o segundo tempo com mais vontade de ampliar a vantagem. Mas foi o time da casa que ameaçou. Até os 20 minutos, o jogo fica mais movimentado, com chances para os dois lados. Aos 35 minutos, Josimar marca, mas a arbitragem deu impedimento. Nos momentos finais, o Socorrense pressiona em vários lances diretos e de escanteio. No entanto, o goleiro Ricardo e a defesa azulina seguraram a meta até o apito final.

Segundo Nadélio Rocha, a equipe foi bem diferente do confronto da última terça-feira no Batistão. “O grupo está determinado. Vi um plantel ideal. Estamos tentando encaixar a equipe, a fim de dar sequência ao trabalho e pensar no clássico do próximo sábado”, comenta o treinador azulino. O Confiança venceu o Socorrense com Ricardo, Renê, André, Angelo, Augusto, Alexandre, Lismar, Gilmar Baiano, Almir (Everton Felipe), André Tavares (Josimar) e Wallace (Diego Lima).

Nesta semana, os azulinos seguem nos preparativos para o próximo desafio da equipe do Bairro Industrial no Torneio. No próximo sábado, dia 21, o Confiança enfrenta o Sergipe. O maior clássico do futebol sergipano será realizado no Estádio Lourival Baptista, a partir das 16 horas.

Da Assessoria
Foto: Filippe Araujo

Outro jogo da rodada
Sergipe 2x2 River Plate




Esportes
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Por Kleber Santos
16/07
03:26

Clássicos empatam, e quem sobe é o Vasco

O Vasco sofreu contra o lanterna do Campeonato Brasileiro neste domingo, mas, num dia de grandes clássicos que terminaram em empate, foi o time que acabou saindo com o maior lucro, voltando a ocupar a segunda posição da competição. Confira o que de principal aconteceu no complemento da nona rodada.

Vaias, mas na vice-liderança
O Vasco abriu o placar cedinho em São Januário contra o Atlético Goianiense, sua torcida se animou, mas o time nunca chegou a deslanchar. No segundo tempo, acabou levando duas bolas na trave contra um rival que ainda não venceu no Brasileirão e ocupa a lanterna, mas se segurou com o placar de 1 a 0.

A atuação não agradou a seus torcedores, que vaiaram ao final da partida. Ainda assim, o clube cruzmaltino conseguiu pular para o segundo lugar, com 19 pontos, ficando a apenas dois do Atlético Mineiro.

O primeiro 1 a 1
No Engenhão, no confronto de dois times que estão no G-4, Botafogo e Fluminense ficaram no 1 a 1, embora o placar talvez não diga exatamente o que foi o jogo com boas chances de ambos os lados.

O artilheiro Fred fez o primeiro, de cabeça, com o oportunismo de sempre, que é ainda mais evidente diante do alvinegro: foram nove gols pelo Flu em 11 jogos contra o adversário. “Não sei o que acontece. Realmente contra o Botafogo, as bolas têm entrado. É sempre bom marcar contra o Botafogo, mas não tem nada de especial”, disse o centroavante.

O empate veio da mesma maneira, pelo alto, com Andrezinho, completando no segundo pau um cruzamento perfeito e de muito estilo do lateral Márcio Azevedo, de trivela. "Foi um grande clássico, com chances para os dois lados, equilibrado. Está de bom tamanho pelo o que as duas equipes realizaram hoje", disse o meia.

Invicto, o Tricolor acabou ultrapassado pelo Vasco, mas, em terceiro, com 19 pontos, ao menos se mantém acima do Botafogo, o quarto, que tem 16.

O segundo 1 a 1
Na estreia do técnico Ney Franco, o São Paulo fez 1 a 0 com Luís Fabiano e, por um bom tempo, parecia pronto para dar um salto e se posicionar entre os quatro primeiros.

O Palmeiras, contudo, não estava disposto a ceder. Mesmo com um jogador a menos por cerca de 40 minutos, após a expulsão de Henrique, e, a despeito de um pênalti perdido por Valdivia, o time de Luiz Felipe Scolari mostrou brio e igualou o marcador a nove minutos do fim, com Mazinho.

"Eles correram mais, enquanto a gente só tocava a bola para trás, isso não pode acontecer", lamentou o zagueiro Rhodolfo. “Eles não entendiam como a gente corria tanto, estavam descontrolados, não conseguiram jogar com um a mais. Isso é respeito ao Palmeiras", completou Valdivia.

Desta forma, o São Paulo segue em quinto, com 16 pontos, enquanto o Verdão ainda está em penúltimo, com apenas seis pontos.

Sem clemência
Os atacantes Marcelo Moreno e Kléber tiveram ótimas passagens pelo Cruzeiro e, neste domingo, não hesitaram em mostrar para os torcedores da Raposa seu talento. O problema é que eles estavam em ação pelo outro lado, o Grêmio, que conseguiu uma ótima vitória por 3 a 1 no Independência.

Moreno, em especial, foi o destaque. Reagindo após uma semana de críticas, ele marcou dois gols e ainda deu o passe para o de Kléber, levando os gaúchos ao sétimo lugar, com 15 pontos. O Cruzeiro ficou para trás, em décimo, com 14 pontos. A distância para o quarto lugar, porém, num campeonato tão embolado, é de só dois pontos.

E o que mais?
Internacional e Santos não saíram do zero em Porto Alegre, e o pontinho somado acabou sendo mais valioso para os paulistas, que ganharam duas posições, se distanciando um pouco mais da zona do descenso. O Inter está em sexto, mais confortável. Já o Flamengo derrotou o Bahia por 2 a 1 e subiu para nono, enquanto o time de Falcão está em 18º. Já o Sport bateu a Portuguesa por 2 a 1 e foi para a 11ª colocação.






























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Por Kleber Santos
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