15/05
23:09

Acordo fechado: Eliane será vice de Belivaldo e Jackson e Rogério disputarão o Senado

Em uma reunião secreta realizada entre as 20h e 22h da segunda-feira passada, 14, o bloco político aliado do governador Belivaldo Chagas (PSD), que disputará a reeleição, definiu a chapa majoritária tendo a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, o seu nome aprovado para vice-governadora, numa indicação de todos os partidos presentes e não apenas do seu PT.

Foram aprovadas ainda as pré-candidaturas de Jackson Barreto (MDB) e Rogério Carvalho (PT) para o Senado. Está em estudo a formação de um chapão para abrigar todos os candidatos a deputado federal e um outro para deputado estadual. Todas as principais lideranças dos partidos estavam presentes e todos os nomes serão apreciados pelas convenções partidárias.


Política
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Por Eugênio Nascimento
15/05
15:47

Eliane Aquino diz que não foi convidada para ser vice de Belivaldo Chagas

A vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino (PT), não foi convidada para ser a vice do governador Belivaldo Chagas (PSD), que disputará a reeleição em outubro próximo, embora tenha sido propagado nas redes sociais desde ontem que isso já teria acontecido.

Ainda nem recebi convite. Só conversas há informais”, comentou Eliane Aquino, acrescentando que “não tive nenhuma conversa formal com Belivaldo, então depende, em 1º lugar, de uma boa e séria conversa”.

Eliane comentou que hoje Belivaldo se encontra no interior e ela ficará no aguardo de um espaço na agenda dele. Mas, quando indagada se esse espaço pode ser definido até sexta-feira próxima, Eliane disse que “acho que sim”.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
14/05
16:27

25 bairros de Aracaju terão abastecimento d´agua suspenso dia 15

A Companhia de Saneamento de Sergipe ( Deso) divulgou informação anunciando que uma manutenção corretiva comprometerá temporariamente, das 8h às 12h, do dia de amanhã (15), o abastecimento nas seguintes localidades de Aracaju: Treze de Julho, Jardins, Orlando Dantas, Parque dos Coqueiros, Conjunto Sol Nascente, Várzea Grande, Santo Inácio, São Conrado, Augusto Franco, Capucho, Centro Administrativo, Conjunto JK, Conjunto Santa Lúcia, Conjunto Beira Rio, D.I.A, Inácio Barbosa, Jabotiana, Ponto Novo, Salgado Filho, Grageru, Luzia, Médice, Castelo Branco, Pereira Lobo e Suissa.

A previsão de conclusão dos serviços é às 12h, e o abastecimento será recuperado gradativamente sem qualquer aviso a partir desse horário.

A Deso recomenda a utilização econômica da água existente nas caixas d'água e reservatórios residenciais, evitando-se desperdícios.

Casos de emergência e pedidos de serviços podem ser informados pelo telefone 0800 0790195 com prioridade para creches, hospitais, asilos e demais entidades dessa natureza.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
13/05
16:46

Um secretário osso duro de roer

José Lima Santana
Professor da UFS

De concreto não havia nada. Nem um aviso. Ninguém sabia de nada. Mas, as especulações dominavam a cidade. Todo mundo tinha o que dizer. Palpites não faltavam. Cada um sabia mais do que o outro, mas, de bom mesmo, de verdadeiro mesmo, ninguém sabia. Na balaustrada da varanda, Totico de Totoco de Maria da Penha arremessou um punhado de milho debulhado para as galinhas que se chegavam com o seu “ti-ti-ti-ti”. Galinhas gordas, boas poedeiras, de uma raça que não chocava. Nunca chocava. Para tirar pintos, deitavam-se os ovos delas noutras galinhas da raça caipira. Ovos grandes, avermelhados como as próprias galinhas. 

A cidade andava aflita desde o mês anterior. O vice-prefeito Neneca do Grotão acabara de assumir o cargo em face do falecimento do titular, Belarmino Teixeira, vulgo Belarmino de Dantinhas Cara Larga. O pobre homem morreu de repente. Teve lá um troço, depois do almoço e se foi desta para melhor. Na verdade, morreu de nó nas tripas. A dor devia ter sido tão grande, que ele morreu se estrebuchando, mijado e cagado. Um quadro feio de se ver. 

Neneca do Grotão assumiu com vontade de fazer um bocado de coisas. Vereador em três mandatos, ele chegou a vice-prefeito com a força do dinheiro do pai de Belarmino, Romualdo Dantas, o Dantinhas Cara Larga, fazendeiro e agiota, no tempo em que na cidade não tinha nenhum Banco. Ele era o “Banco” da cidade e da região. Romualdo saiu pelo mundo comprando votos. Ninguém dava nada, no início da campanha, pela eleição da chapa Belarmino-Neneca. Pois não foi que a dupla ganhou de lavada? Mais de duzentos votos de dianteira. As eleições anteriores não passaram de trinta votos de frente. Doze, vinte e sete, dezoito, vinte e seis e sete votos a mais, para os cinco últimos prefeitos, antes de Belarmino. Neneca tinha caído nas graças de Romualdo, pois era seu afilhado de batismo. Muitos quiseram ser o vice na chapa de Belarmino, mas Romualdo Cara Larga impusera ao filho e a todos do partido o nome de Neneca. 

O novo prefeito enfrentou, porém, um problemão. E este se chamava João Bosco Cara Larga, irmão do finado prefeito, e de rosto rechonchudo como o pai. Ele era o secretário-geral da Prefeitura. Aliás, na “Viúva” só tinha um secretário. Cidade pequena, funcionalismo reduzido, um secretário resolvia tudo. E, a bem da verdade, era um sujeito tinhoso, do tipo que fazia tudo bem feito, mas centralizador como um condenado. O irmão prefeito, aquele que se fora, nele depositava inteira confiança. Diziam até que João Bosco era o prefeito de fato, tal o poder de mando e de desmando de que ele se arrodeava. 

Neneca queria botar no lugar de João Bosco, um primo de sua mulher, Geraldinho Boca de Sapo, um ginasiano. Naquele tempo, eram raras as pessoas, ali, na Borda do Campo, que tinham tirado o curso ginasial. Ter o ginásio era como ter-se doutorado. Porém, Neneca esbarrava em um valado de macambira, em uma moita de cansanção, de nome Dantinhas Cara Larga. Como substituir o secretário-geral, filho do todo-poderoso financiador da campanha? 

Na cidade, as apostas eram feitas aos montes. Povinho danado que adorava uma aposta. Apostava-se em tudo. Até em corridas de preás. Borda do Campo era, talvez, o único lugar do mundo no qual se criava preás, para disputar corridas. Uns diziam que Neneca era cabeçudo e haveria de virar a mesa. Apesar de dever atenções ao “banqueiro” da cidade, seu padrinho, ele precisava dar a sua cara à administração pública municipal. Ou faria isso, ou seria engolido pelo rolo compressor chamado João Bosco Cara Larga. Outros diziam que o jovem Cara Larga, o filho caçula dentre os dezoito que Romualdo Cara Larga ajudara a botar no mundo, não sairia da Secretaria Geral. Dos dezoito filhos de Dantinhas, apenas doze sobreviveram. A mortalidade infantil era muito grande, naquela época. 

Passaram-se duas semanas. Nada de Neneca ajeitar-se como queria na Prefeitura. Um mês, e nada. E aí se deu um caso estranho. Uma funcionária municipal, Dorinha Guedes, apareceu grávida de repente. Um bucho ligeiramente crescido. Um escândalo. Moça igrejeira, beata mesmo, embuchada daquele jeito, sem ter namorado ou capa de sela, era um despautério. Chamada na chincha pelo vigário, Padre Felippo Bianucci, um italianão com voz de trovoada, Dorinha confessou que o pai do menino era João Bosco Cara Larga, o todo-poderoso secretário-geral. Ah, foi um Deus nos acuda! O padre partiu para cima de João Bosco, sujeito casado e pai de três filhos. Casado, por sinal, com uma prima-irmã de Dorinha, Cecília de Ângelo do Coité. 

Neneca entrou nos azeites. Nunca que ele teve um caso com Dorinha, que era como uma irmã para ele. Ela só podia estar de conluio com alguém para assegurar que estava grávida dele. Uma armação! Se alguém deflorou Dorinha, não tinha sido ele. “Sou um homem de respeito. E essa moça, tão querida lá em casa, agora virou uma vagabunda”, disse João Bosco ao padre Felippo, com voz firme, sem titubear. 

Foi aí que as apostas aumentaram. Neneca não iria jamais consentir que o secretário-geral da Prefeitura fosse um desonrador de moça donzela. Não pegaria bem para a sua administração. Eram favas contadas. João Bosco seria apeado do poder. 

Neneca chamou para uma conversa o pai e o filho, ou seja, Romualdo Cara Larga e João Bosco. Da conversa ninguém jamais soube uma palavra. O certo foi que, depois da conversa, João Bosco foi exonerado. 

Dorinha Guedes nunca pariu. Mudou-se para a capital, forrada de dinheiro, como se dizia em Borda do Campo. Até casa comprou. Tudo não tinha passado de uma armação, para que Neneca pudesse dar um chute no traseiro de João Bosco Cara Larga, irmão do finado prefeito e filho do mangangão endinheirado da cidade. 

Neneca tocou a administração, ajudado pelo ginasiano Geraldinho Boca de Sapo. Seis meses depois, o novo prefeito sofreu um estranho acidente. O jeep da Prefeitura caiu numa ribanceira, numa reta onde jamais aconteceu nenhum acidente. O motorista, Totico de Totoco de Maria da Penha, o criador de galinhas de raça, teve apenas uma escoriação no braço esquerdo. Ele disse que saltou do carro antes que o mesmo desse com a ribanceira. Para muita gente, história mal contada. Coube a Marquinhos Dantas, irmão do finado prefeito Belarmino, e presidente da Câmara Municipal, assumir o comando da Prefeitura. João Bosco estava vingado. Voltou ao cargo de secretário-geral. Naquele tempo, não se falava em nepotismo. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
13/05
15:52

Sergipe - Insegurança no campo preocupa associação de produtores

Há um clima de insegurança no campo e em todos os municípios de Sergipe.  Devido a essa insegurança, muitos produtores e trabalhadores estão vendendo seu sítio e suas casas e tão migrando para as cidades. Os marginais estão roubando tratores, motos, carros  e dinheiro. Há registros de casos de estupros e arrastões em ônibus escolares. O desabafo é do presidente da Associação Sergipana de Produtores Rurais  (Asserpror), Airton Santana.




Variedades
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Por Eugênio Nascimento
13/05
11:26

Nova quadra de dificuldades pela frente

Ricardo Lacerda*
Professor da Universidade Federal de Sergipe

O humor em relação às perspectivas de aceleração da velocidade de recuperação da economia brasileira definitivamente azedou nas duas últimas semanas. O estopim foi a desvalorização generalizada das moedas das economias ditas emergentes, como desdobramento da mais recente elevação das taxas de juros da economia norte-americana (em 21 de março), indicando que o fim progressivo, mas há muito tempo anunciado, do longo período de manutenção de juros em níveis extremamente baixos nos países centrais finalmente chegou. 

A perspectiva de aceleração do ciclo de altas dos juros dos títulos do tesouro norte-americano, tão esperada quanto temida, pode ter se iniciado antes que a recuperação da economia brasileira ter ganho músculos suficientes para atingir velocidade de cruzeiro e assegurar sua irreversibilidade. Para as economias emergentes, as consequências mais imediatas da normalização da política monetária nos países centrais, depois de um longo período de taxas excepcionalmente baixas, são a desvalorização cambial, a elevação do custo de captação e menor facilidade de acesso a recursos externos. 

A turbulência causada pela crise cambial na economia argentina fez acender o sinal de alerta. O governo brasileiro, por deve de ofício, assegura que o risco de crise argentina contaminar o Brasil é pequeno., mas paira um clima de incerteza sobre os seus próximos desdobramentos e será necessário aguardar as próximas semanas para avaliar com mais acuidade as implicações do novo cenário externo.

Perspectivas
Algumas análises são francamente negativas, como a apresentada pelos economistas Gilberto Borça Jr. e Letícia Magalhães, em artigo publicado no último dia dez no jornal Valor Econômico. Os articulistas listam os seis fatores decisivos que explicariam porque o crescimento da economia brasileira não teria engrenado nesse início de 2018, depois do otimismo gerado pela aceleração do nível de atividade no segundo semestre de 2017: os níveis de incerteza, apesar de terem recuado em 2017, permanecem muito elevados, inclusive por conta da imprevisibilidade do quadro político-eleitoral; as taxas de juros de longo prazo mantiveram-se elevadas, mesmo diante da forte queda nos juros de curto prazo; o custo do dinheiro para o tomador final continua excessivamente elevado, restringindo a expansão do crédito; e, a recuperação da construção civil, com todo o peso que tem a cadeia produtiva na geração de emprego e renda, encontra-se muito atrasada em relação aos demais setores da economia. 

Os outros dois fatores são: o processo de desalavancagem financeira das empresas está sendo muito lento, limitando a recuperação dos investimentos; e, finalmente, a intensa depreciação do câmbio nas últimas semanas, relacionada às já citadas mudanças na politica monetária norte-americana. 

Os autores se mostram muito pessimistas sobre as perspectivas de retomada mais forte da economia brasileira e se arriscam a concluir que “o comportamento da taxa de câmbio joga, de forma quase definitiva, uma pá de cal na já incipiente recuperação da economia. Embora um câmbio mais depreciado estimule as exportações líquidas, seu efeito tende a ser contracionista para a atividade econômica no curto prazo.”

Reynaldo Rubens Ferreira Júnior, professor de macroeconomia do curso de mestrado da Universidade Federal de Alagoas, consultado, destaca quatro fatores que deverão tornar mais anêmico do que previsto anteriormente o crescimento da economia brasileira em 2018: incerteza no cenário político interno; elevação dos juros nos EUA; efeito da crise argentina sobre as nossas exportações; e a pressão da desvalorização cambial sobre o grau de endividamento já muito elevado de empresas brasileiras. E lembra que algumas consultorias que apostavam em crescimento próximo de 3% para 2018 já estão revendo as projeções para taxas inferiores a 2%.

As perspectivas para o crescimento da economia argentina são ainda piores, com previsões de queda do PIB em 2018 e recuperação modesta em 2019. Frente à recessão e a pressão para atenuar a crise cambial no país vizinho, as exportações brasileiras para aquele destino poderão sofrer um importante revés.

Exportações
A Argentina é o terceiro maior destino das exportações brasileiras, depois da China e dos Estados Unidos. As vendas externas para aquele país atingiram US$ 17,6 bilhões em 2017, equivalente a 8,1% do total de nossas exportações, mas representaram 12,9% do incremento em relação ao ano anterior (ver Gráfico). 

Para alguns produtos, como automóveis, o mercado argentino é crucial. As vendas externas de automóveis para o mercado argentino, entre janeiro e abril de 2018, representaram 78,7% do total do bem, ou seja, quase oito em cada dez automóveis exportados tiveram como destino a Argentina. Caso se confirme uma retração acentuada das importações argentinas, algumas atividades internas poderão ser muito impactadas. 

Ainda assim, o fator comercial talvez não venha a ser o principal impacto da crise argentina sobre a nossa economia, caso a instabilidade econômica fuja do controle, o que não parece ser o caso, por conta do pronto socorro do Fundo Monetário Internacional. Nova quadra de dificuldades se afigura para a recuperação da economia brasileira. Ao fim das contas, o caminho do crescimento do PIB e da melhoria do mercado de trabalho pode se apresentar mais lento e árduo do que antevisto anteriormente.


*Assessor Econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
13/05
11:21

UFS, patrimônio dos sergipanos

Angelo Roberto Antoniolli
Reitor da Universidade Federal de Sergipe


1968 foi ficando para trás. Aos poucos, a Universidade Federal de Sergipe encontrou o seu rumo. Recém-nascida, ela começou de pronto a engatinhar. Começou a se levantar e deu os primeiros passos. Não parou mais de andar. Ao longo da caminhada, a UFS sofreu os percalços pelos quais toda entidade desse tipo poderia passar. 
Nascida pequena, espalhada em termos de instalações, que se localizavam aqui e ali, a UFS enfrentou, desde o seu alvorecer, os dissabores das tentativas de intervenção dos órgãos de repressão do regime militar contra alunos de alguns cursos, que militavam politicamente em partidos ou movimentos tidos como de esquerda. O regime implantado em 1964, porém, encontrou um paredão, na UFS, qual seja o seu primeiro reitor, o professor João Cardoso Nascimento Júnior, que não cedeu aos intentos dos donos do poder, que dele se assenhoraram por um golpe camuflado de revolução. 

O reitor João Cardoso não cedeu aos militares. A Universidade, em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer circunstância, não deve se render ao arbítrio. Fonte de ideias, de conhecimentos e de saberes, a Universidade é igualmente fonte de resistência a tudo que possa se contrapor à normalidade constitucional e democrática. A UFS, desde o início de suas atividades, deu prova disso. Não titubeou, não titubearia, não titubeará. 

Espalhada pelos prédios das antigas Faculdades que foram unificadas para fazê-la nascer, a UFS passaria entre doze e treze anos para se estabelecer no seu primeiro campus, o de São Cristóvão, que lhe serve de sede, ou seja, a Cidade Universitária Prof. José Aloísio de Campos.

A jovem Universidade tornou-se logo patrimônio dos sergipanos. Inegavelmente, a UFS ajudou a modelar a sociedade sergipana nos seus mais diversos aspectos. Professores e egressos contribuíram e contribuem para o soerguimento do nosso estado, para fazê-lo crescer cultural, social e economicamente. A Universidade sempre possibilita dar um salto de qualidade onde quer que ela esteja. Aqui, não poderia ser diferente. 

A cada gestão, a UFS deu passos à frente. Todos os reitores com suas equipes de trabalho muito contribuíram para propiciar avanços. No percurso de 50 anos, não foram poucos os momentos de dificuldades. Houve mesmo momentos em que a situação parecia incontornável. É o que ouvimos de pessoas que ainda estão prestando seus serviços ou que já estão no gozo da merecida aposentadoria. Mas, ninguém desistiu de lutar. 

Hoje, como não poderia deixar de ser há profissionais emanados da UFS, das mais diversas profissões, espalhados pelo Brasil inteiro. Do mesmo modo, há professores, técnico-administrativos e alunos que vêm de fora do estado e até mesmo do estrangeiro, para se somarem com os sergipanos, levando adiante o trabalho daqueles que foram os pioneiros. Eu mesmo sou exemplo disso. Egresso do Sudeste do país, vim para Sergipe há mais de 20 anos e aqui encantei-me com a terra, com a gente sergipana e com a Universidade. Escolhi este estado para viver, trabalhar e produzir dentro do escopo da minha formação. Aqui, constitui a minha família. Aqui é a minha terra. Por opção. E de coração. 

A Universidade Federal de Sergipe neste mês em que celebramos o seu cinquentenário, pode olhar o passado com orgulho. Pode olhar o presente com ânimo. E pode antever o futuro sem medo de enfrentar novos desafios. 

A UFS continuará a jornada iniciada em maio de 1968. Um ano muito difícil para a vida política nacional. Naquele ano, o abalo nas instituições democráticas foi muito grande, especialmente com a edição do Ato Institucional nº 5, que deu cara definitiva à ditadura militar. Porém, a vida política brasileira seguiria o seu rumo, atravessando os tempos de chumbo, para, enfim, reencontrar a democracia, que, vez ou outra, parece ser ameaçada.

Uma Universidade deve ser bastião da liberdade. Liberdade de expressão. Liberdade de ação. Liberdade dentro dos parâmetros legais, não se sujeitando a outros parâmetros, que possam tolher a luz da vida democrática. 

A Universidade Federal de Sergipe é uma Universidade jovem, que seguirá avante, trilhando um caminho que começou há apenas 50 anos. 


Colunas
Com.: 0
Por Kleber Santos
13/05
11:21

Laudo técnico do antigo prédio do Hotel Pálace sai este mês

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE) deverá concluir nos próximos 15 dias, o laudo técnico do antigo prédio do Hotel Pálace. Nesta sexta-feira (11), a Justiça determinou a imediata interdição do imóvel até que se promovam as reformas necessárias.

 Segundo a decisão, o Governo do Estado, a União e os particulares (proprietários de salas), devem realizar a revitalização do hotel corrigindo as rachaduras no concreto e nas vigas de madeira apodrecidas, além de equipar o local contra risco de incêndio, isolar toda fiação elétrica exposta, restaurar marquise e estruturas externas, janelas e esquadrarias, além de apresentar atestado de regularidade a ser expedido pelo Corpo de Bombeiros.

Na decisão, a Justiça também determina a desocupação do prédio, desativando todo o comércio ali existente em quaisquer dos andares e do térreo; o isolamento da área, sinalizando a toda população os riscos de circulação naquela área. E a disponibilização de equipe da Guarda Municipal para resguardar a área e evitar ocupações.

Medida acertada
Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE), Arício Resende Silva , a interdição foi uma medida acertada levando-se em conta a situação do prédio . “Construído em 1962, o prédio do antigo Hotel Pálace está desativado desde 1985 sem passar por qualquer tipo de manutenção. Em recente vistoria ao imóvel verificamos a precária situação do prédio, onde os sistemas elétricos são comprometidos e expostos, bem como a parte hidráulica. Outro grave problema são as infiltrações. Com as chuvas ocorrem verdadeiras enchentes no interior do prédio”, alerta Arício Resende.


Política
Com.: 0
Por Kleber Santos
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