21/05
19:12

Uma área definitiva para o Campus do Sertão

Angelo Roberto Antoniolli
Reitor da Universidade Federal de Sergipe

O Campus da UFS no sertão sergipano, com sede provisória em Nossa Senhora da Glória, ainda se ressente de uma área onde possa instalar definitivamente. Depois de algumas marchas e contramarchas, em 2015, eis que uma solução pareceu viável de concretizar-se. Trata-se de uma fazenda pertencente à EMBRAPA. E à EMBRAPA sediada em Petrolina (PE), apesar de a mencionada fazenda situar-se na confluência dos municípios de Nossa Senhora da Glória e Feira Nova, mais para este do que para aquele.

Ao tomarmos conhecimento da área, pouco explorada pela EMBRAPA, buscamos o apoio inicial da EMBRAPA sediada em Aracaju. Os seus técnicos, dentre eles Manoel Moacir Costa Macêdo, fizeram a ponte com a EMBRAPA de Petrolina. Somos reconhecidos e gratos. Os contatos pessoais foram mantidos. As conversações evoluíram a contento. Todavia, um empecilho surgiu. Fazia-se necessário um contato com a direção superior da EMBRAPA, em Brasília. Tentativas foram feitas. Há duas coisas que nos movem em tudo o que devemos fazer: a obstinação e a persistência. Disso não abrimos mãos. Aliás, quem administra não deve ficar alheio a estes dois predicados.

O tempo passou. Insistimos. Recorremos daqui e dali. Não descansamos. Batemos em portas. Nenhuma se fechou, mas o acesso não foi completo. Voltamos à carga. Fizemos tudo direitinho. Palmilhamos passo a passo. Não retrocedemos. Um objetivo claro e firme nos conduzia. No Campus do Sertão, alunos, professores e técnicos ansiavam – e ainda anseiam – para ver concretizada essa empreitada, qual seja a obtenção da cessão da fazenda, ou de parte dela, a fim de que possamos construir o Campus definitivo.

Nas últimas alterações dos cargos da administração direta e indireta da União Federal, nós buscamos, mais uma vez, o apoio dos nossos congressistas. A bancada federal sergipana, nós já o afirmamos mais de uma vez, não nos tem desapontado. Ao contrário, tem envidado esforços, uns mais do que outros, para atender as necessidades da Universidade Federal de Sergipe, que, por conseguinte, são as próprias carências da sociedade sergipana, que tem na UFS a sua única Universidade pública.

O governador Jackson Barreto conseguiu junto ao então ministro da Educação, Aloísio Mercadante, que tem raízes em Sergipe, a implantação do Campus do Sertão. Já o dissemos antes. A senadora Maria do Carmo decidiu, recentemente, amadrinhar o referido Campus junto ao atual ministro da Educação, Mendonça Filho. Somos gratos a todos que apoiam a UFS.

Precisávamos de quem nos guiasse à presidência da EMBRAPA. O senador Eduardo Amorim se predispôs a levar-nos. Fomos com ele. A ele também somos muito gratos. O presidente Maurício Antônio Lopes nos recebeu com gentileza. Ouviu-nos. Mostramos os nossos projetos. Dissertamos sobre os nossos planos, sobre as nossas ideias. O presidente gostou do que viu e ouviu. Dispôs-se a abraçar a nossa causa. Comprometeu-se a levar o nosso pleito à reunião do Conselho de Administração da EMBRAPA, no próximo mês. Uma parte da fazenda acima citada deverá ser cedida à UFS em forma de comodato.

Estamos esperançosos. Confiantes. Enfim, a última porta se abriu para a UFS, nessa questão da área para sediar a Campus definitivo do Sertão. Os projetos estão prontos. O ministro da Educação garantiu os recursos para o início das obras, no montante que nos será possível de concretizar neste ano.

A EMBRAPA será parceira da UFS, e vice-versa, em projetos que interessam às duas entidades. E que são, sobretudo, do interesse prático das populações sertanejas, em especial dos produtores rurais, na agricultura, na pecuária e na agroindústria.

A Universidade Federal de Sergipe tem muitos desafios a enfrentar. Enfrentaremos. Cruzar os braços é um defeito que não temos. A UFS não precisa de braços cruzados. Precisa, sim, de braços que se unam, de mãos que se deem. Mãos que sirvam para construir pontes, e não muros. Este é o caminho. Esta é a caminhada.


Política
Com.: 4
Por Eugênio Nascimento
21/05
18:55

Rogério Carvalho: Doações foram do Diretório Nacional

O presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT/SE), Rogério Carvalho, divulgou nota informando não ter qualquer envolvimento direto, de sua parte, com o grupo empresarial JBS, que liberou verbas para diversas agremiações políticas em todo o Brasil.

A nota diz o seguinte:
“Diante das informações divulgadas nesse fim de semana, devo esclarecer que as doações recebidas em nossa campanha de 2014, foram encaminhadas diretamente pelo Diretório Nacional do Partido do Partido dos Trabalhadores para o Diretório Estadual, todas de forma oficial. Os dados estão disponíveis nos sites do TRE/SE e TSE”.
 


Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/05
16:53

Instabilidade política e crise econômica

Ricardo Lacerda* 
Professor da UFS

A equipe econômica não teve tempo de comemorar os resultados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), referente ao mês de março, e do emprego do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do mês de abril, quando uma nova tormenta política tomou conta do país, enredando em novas denúncias de corrupção e desmando, de forma pessoal e inequívoca, o presidente da república, Michel Temer, e o senador Aécio Neves, candidato derrotado nas eleições de 2014 e presidente do PSDB, partido que é o maior avalista do atual governo junto às elites empresariais, à alta classe média urbana e aos organismos financeiros internacionais. 

Os efeitos de retroalimentação entre a instabilidade política e a recessão econômica vêm marcando a vida brasileira desde o final de 2014, quando a então oposição não reconheceu a vitória de Dilma Rousseff no último pleito presidencial de 2014, dando início à escalada de ataques que redundou no afastamento da presidente eleita em maio de 2016. 

Depois que a esperada retomada do crescimento no segundo semestre de 2016 não se confirmou, as projeções de mercado apontavam para uma recuperação muito lenta ao longo de 2017 e crescimento moderado para 2018 e anos seguintes, de forma que somente em 2021 o PIB brasileiro recuperaria o patamar de 2014. 

A nova crise política, atingindo o núcleo do poder central, parece mostrar que o arremedo de solução institucional encontrada terá fôlego curto e resultados pífios, além de revelar um custo desmesuradamente elevado, diante da demonstração de desapreço pelos seus patrocinadores aos princípios mais elementares da democracia e do estado de direito. 

Termômetro quebrado

É verdade que o crescimento alcançado pelo IBC-BR do 1º trimestre é atípico em vários sentidos. Em primeiro lugar porque resultou principalmente da mudança das metodologias da Pesquisa Mensal do Comércio e da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do IBGE, que afetou o cálculo do IBC-BR de fevereiro. 

Como o IBGE não fez a chamada retropolação dos resultados anteriores a janeiro de 2017 de acordo com a nova metodologia, na prática os índices dos primeiros três meses do ano do nível de atividade do setor serviços e do volume de vendas do varejo não são comparáveis com os de períodos anteriores, contaminando o cálculo do IBC-BR.  Como assinalou o economista Marcos Lisboa, em artigo publicado em 30 de abril na Folha de São Paulo, o IBGE quebrou o termômetro. 

Para ilustrar a dimensão da distorção gerada pela mudança de metodologia sem atualizar os resultados anteriores é suficiente assinalar que o IBC-BR do 1º trimestre de 2017 cresceu 1,12% em relação ao 4º trimestre de 2017, na série em que os efeitos sazonais já estão descontados, muito acima do crescimento previsto pelo mercado para todo o ano de 2017, de 0,5%.  

O cálculo do crescimento do IBC-BR do 1º trimestre é inteiramente artificial. Em termos anualizados, o IBC-BR do 4º trimestre de 2017 apontaria para um resultado 4,56% acima do mesmo trimestre de 2016, quando a mais recente projeção de mercado é de que o PIB do último trimestre deve ficar em torno de 1,9% maior do que o equivalente de 2016. Nessa hipótese, o IBC-BR de 2017 apresentaria o crescimento fantástico de 4,1% em relação ao ano anterior, muito distante da situação real em que estamos vivendo, de uma estabilização arrastada e com recuperação muito lenta do nível de atividade e de desemprego generalizado.   

O resultado artificial do volume de vendas no varejo pode ser visto no indicador de janeiro, parcialmente corrigido pelas quedas de fevereiro e março (ver Gráfico).

 A geração de 59.856 empregos formais em abril é um resultado muito bem vindo, mas não sinaliza ainda a recuperação do nível de emprego, depois do fechamento de 2,8 milhões de postos de trabalho nos últimos dois anos. Os resultados do IBC-BR de março e do CAGED de abril são inconclusivos em relação a que estágio nos encontramos no momento em relação à estabilização e retomada da economia.  Os impactos da nova crise política sobre o nível de atividade, por sua vez, certamente não serão favoráveis, mas ainda é muito cedo para dimensioná-los. Talvez o mais importante do novo episódio que paralisa o país atualmente tenha sido o de demonstrar o elevado custo político, social e econômico de soluções institucionais artificiais.

 

*Assessor econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
21/05
16:52

Lágrima de cobra e áudio demolidor

José Lima Santana
Professor da UFS

Não, não é lágrima de crocodilo. É, sim, lágrima de cobra. Alguém já viu? Não. Nem vai ver. Lágrima de cobra é o que se diz quando alguém não é capaz de derramar lágrima nenhuma. Afinal, cobra não chora. Nem teria porque chorar. Cobra chorando? Meu Deus! Seria o fim dos tempos. Pois não era que o fim dos tempos estava próximo, no entender de Cida de Tonho Rufino, presidente do diretório municipal do Partido Socialista dos Trabalhadores Brasileiros Autônomos. Este Partido era, deveras, uma agremiação partida ao meio. Aliás, partida em muitos pedaços. Partido de aluguel. A cada eleição, aliava-se a quem pagasse mais. Uma lástima. Não era o único partido político que se vendia. Uma vergonha!

Cida era a irmã caçula de Tonho Rufino, presidente do partido e vereador. Sujeitinho mais enrolado do que Bombril. Mais enrolado do que sabão em jornal velho, no balcão de bodega de ponta de rua. Ah, por falar em bodega, no meu tempo de menino, minha mãe comprava sabão Aurora, na bodega de “seu” Américo, nas Dores. Um dia, apareceu um representante querendo vender um sabão barato de nome Caçote. Tinha, gravada, a figura de uma rã, que também era chamada de caçote. Caçote de beira de fonte, verde, almoço ou jantar de cobra. Sabão ruim, que se desmanchava no primeiro esfregão. A freguesia não gostou do sabão. “O barato sai caro”, dizia minha mãe, que experimentou, mas não gostou do sabão molenga. “Seu” Américo, na visita seguinte do representante do sabão com nome de rã, despediu o sujeito e preferiu ficar com o bom gosto das freguesas. 

Voltando ao presidente do partido de aluguel, Tonho Rufino, também conhecido, nas rodas da malandragem da cidade como Toinho do Pó, fora denunciado por conta de uma delação premiada. O dono de um açougue de periferia fizera revelações bombásticas contra Tonho Rufino e meio mundo de políticos locais. A republiqueta de bananas de terceira, como um jornalista da capital denominara a cidade sertaneja, na qual, nas últimas três décadas, nenhum político sério tinha surgido, andava de mal a pior. Ali se encontrava uma laia só. De todos os partidos. De todos os lados. Se um era rato velho, e roubava, o rato novo acabaria roubando mais. Havia uma sucessão de ladrões, que roubavam os parcos recursos da municipalidade, oriundos dos tributos que o povo suava para pagar. Porém, eleição após eleição, o povo votava no mesmo grupo de ladrões, que dominavam os partidos políticos locais. O mundo estava perdido. Tudo estava perdido. 

Cida fora presa porque uma delatora dissera que pagava propinas para Tonho Rufino e, mais ainda, pagava as despesas de Cida com o cabeleireiro. Até o cabeleireiro era pago com o dinheiro da corrupção, dos contratos superfaturados, da lavagem de dinheiro e do escambau todo. Lama. Toneladas de lama enchiam a cidade, como se o lamaçal de uma barragem arrombada escorresse ladeira abaixo, atingindo, em cheio, praças, ruas e avenidas. O cabeleireiro subiu nas tamancas, rodou a baiana. Ou melhor, rodou o quimono. O sujeito era da raça dos japoneses. Na cidade havia dois tipos daquela gente lá do Oriente: um policial, que andou na moda, sumiu por uns tempos e tinha voltado à cena, e o cabeleireiro. 

Cida, coitada, gostava de mudar de penteado a cada semana. Tentava ajeitar-se, mas não tinha jeito. Dizia-se na cidade que ela não precisava de um cabeleireiro, mas, sim, de um arquiteto, que lhe repaginasse. Línguas ferinas...! 

A Justiça afastara do cargo o vereador Tonho de Rufino. Usava de dois pesos e de duas medidas. Antes, em idêntica situação, outro vereador fora preso. Era de outro partido, tão corrupto quando o de Tonho de Rufino. Eram, todos, gatos do mesmo saco, ratos da mesma toca. Ladrões. Sanguessugas do povo. 

Na cidade, muita gente estava enredada com uma operação policial denominada “Avião a Jato”. Um ex-presidente estava atolado. Ex-presidente da Câmara Municipal. Outros antes dele, também. Assessores, empresários, gente daqui e dali. Uma cambada da desgraça. Até o presidente da Câmara de plantão, que ali chegara de forma mais ou menos espúria, na visão dos seus opositores, estava na berlinda. Algumas prisões já tinham sido efetuadas. As delações se sucediam. Conflitos judiciais. Bate-bocas. O mundo jurídico estava entrando num processo de destrambelhamento. Nem todos falavam a mesma língua. Alguns nem falavam: balbuciavam, grunhiam. 

Uma nova operação policial estava em marcha: era a Operação Lágrima de Cobra. Uma “jararaca” ainda estava solta. Forças ocultas, mas nem tanto, aglutinavam-se para agarrá-la. Seria questão de tempo. Apostas eram feitas na cidade. Muita gente poderosa, que não tolerava a tal “jararaca”, grunhia para acertar-lhe a cabeça e, assim, matá-la de uma vez por todas, ou, no mínimo, bater-lhe na espinha, para aleijá-la. O que importava era não permitir que a tal “jararaca” voltasse à toca, que tanto almejava. Até ali, contudo, só tinham acertado o rabo da “jararaca”. Por isso, as forças ocultas, mas não tanto, roíam as unhas, morriam de raiva e de desespero. O cerco se fechava contra a “jararaca”, mas novas provas alcançavam outras cobras. Se a Justiça agisse de maneira isonômica, haveria de faltar veneno no mercado. 
Nenhuma obra restaria solta. 

Cida de Tonho Rufino, enfim, foi levada para depor junto ao juiz Mororó. Este começou perguntando: “A senhora confirma que teve despesas do cabeleireiro pagas pela dona da agência de publicidade Mourisco Santanense?”. A interrogada arregalou os olhos e disparou: “Doutor, com todo o respeito, o senhor não me está confundindo com outra pessoa, não?”. O juiz fez de conta que não entendeu. 

A Operação Lágrima de Cobra haveria de prosseguir. Neguinho tremia pela cidade afora. Cortava prego com o dito cujo. E ainda tinha um áudio demolidor rolando e causando rebuliço. Pobre cidade! Estava tudo prestes a se desmontar. Quanto ao povo, tadinho dele. 


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
21/05
14:59

PMDB/SE diz que recebeu ajuda do Comitê de Temer

O presidente do PMDB de Sergipe João Augusto Gama,  divulgou nota informando que o diretório estadual não recebeu recursos diretos da JBS,  como foi denunciado pelo delator Ricardo Saud. 

“O PMDB de Sergipe recebeu uma doação proveniente do comitê financeiro do presidente Michel Temer, diretamente para o comitê financeiro da campanha em Sergipe, no valor de R$ 1,1 milhão e outra de R$ 200 mil, proveniente do diretório nacional do PMDB, também para o comitê financeiro da campanha. As duas doações foram devidamente registradas oficialmente”, diz a nota.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/05
08:19

Coluna Primeira Mão

Mais petróleo


Não chegamos ainda ao fundo do poço, como tem sido propagado muito em Sergipe. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado na sexta-feira, 19, mostram que a produção de petróleo no Estado, em março de 2017, ultrapassou os 781 mil barris equivalentes de petróleo (BEP), ficando 7,2% acima da produção do mês imediatamente anterior, fevereiro. Já no comparativo anual (março/2016), houve retração de aproximadamente 22,2% na produção. No primeiro trimestre de 2017 a produção atingiu os 2,3 milhões de bep, com retração de 20,6%, quando comparado com o mesmo período de 2016.


Produção em terra


Do total produzido em março, 23,1% ou aproximadamente 181 mil barris foram extraídos do mar.  Em termos relativos, observou-se crescimento de 13,7% em comparação com o mês imediatamente anterior, porém com retração de 25,4% na comparação com março do ano passado. A produção em terra, por sua vez, respondeu por 76,9% da produção total, ultrapassando os 600 mil bep. No comparativo com o mês anterior (fevereiro/2017), verificou-se crescimento de 5,4%, entretanto, quando comparado com março de 2016, houve retração, ficando menor 21,1%.

 

Petrobrás falará sobre SE


Dirigentes da Petrobras virão a Sergipe nos próximos dias e falarão sobre a crise que estaria atingido a exploração e produção em Sergipe. Local, dia e hora serão anunciados logo em breve.

 

Premiados


No listão dos beneficiados pela JBS, em campanha eleitoral, estão os nomes do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B), do senador Eduardo Amorim (PSDB), do secretário da Saúde Almeida Lima  e do presidente do PT Rogério Carvalho. Em todos os casos, as verbas chegaram a eles já legalizadas.e foram lhes repassadas pelas direções dos partidos na esfera nacional.

 

Odebrecht em Sergipe


Comenta-se muito em Aracaju que, quando da construção do Porto e alguns perímetros irrigados de Sergipe (afirma-se que o Jacarecica), a Odebrecht fez bastante generosidade para os homens públicos da terra do cacique Serigy. Eram tempos bons... para quem recebia as propinas.

 

Ninho sujo


Ninguém deve estranhar se o senador Eduardo Amorim resolver sair do PSDB para voltar para o seu PSC, de onde, aliás,  não deveria ter saído. O ninho tucano vive um péssimo momento com o envolvimento do seu presidente, agora licenciado, Aécio Neves, em novas denúncias da Operação Lava Jato. Outro tucano sempre lembrado é o José Serra. Amorim afastou-se com pombinha da paz para se meter no ?olho do furacão?.

 

Impeachment e Diretas já


O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) decidiu manter a posição em defesa do impeachment do presidente Michel Temer e da realização das eleições diretas já. O presidente da seccional de Sergipe, Henri Clay Andrade, se pronunciou em defesa da manutenção das duas iniciativas.

 

E as malas, hein?


Achar dinheiro em contas bancárias no Brasil e no exterior é fácil. Difícil mesmo é localizar as famosas ?malas pretas? é localizar as famosas ?malas pretas? e sacos de dinheiro que circulam por todo o Brasil, inclusive em Sergipe, no período eleitoral.

Justiça Eleitoral


Fala- se muito das vítimas enquanto pessoas e instituições que a Operação Lava-Jato tem feito.  Ainda não foi dito que a principal vítima é Justiça Eleitoral que,  por causa das delações premiadas,  lembra mais uma justiça - faz- de- conta cujas aprovações de contas de políticos e de partidos ninguém mais leva sério por causa do uso em massa do caixa 2.

Trabalhar é preciso

Quantos dias da semana, por quantas horas e em que turnos  trabalham os vereadores dos 75 municípios sergipanos? Pelos comentários que temos ouvido, na maioria dos municípios, os vereadores se reúnem uma ou duas vezes por semana. Nos demais,dias, pernas para o ar.

Nomes de vivos

Essa decisão de mandar retirar os nomes dos vivos em edificações públicas, ruas e avenidas vai ou não vai ser cumprida  integralmente?

Era previsível

Não foi surpresa pra ninguém a trégua na guerra do lixo de Aracaju com uma parte cabendo à Torre e a outra ficando com a Cavo. Os cerca de  500 mil habitantes de Aracaju poderiam apostar nessa saída, se alguém lhes perguntasse.

Dilúvio

Na próxima quinta-feira, 25, segundo o Climatempo,  vai chover em Aracaju 106 mm. A Defesa Civil deve ficar de olho na capital. Vamos ter o que se poderia chamar de ?pé d?água?. Fique atento.

Imagem do atraso

Autoridades e setores da classe média aracajuana não gostam de ver carroceiros trabalhando pelas ruas e avenidas de Aracaju. A cidade parece " atrasado" com seus cavalos.

Esquecido

O Siqueira Campos é o bairro dos pequenos empresários de Aracaju. Não passa de um feirão que não tem espaços verdes. Os prefeitos de Aracaju precisam lhe dar alguma atenção.

Empresas de fachadas

Em tempos de denúncias de tantos atos de corrupção pelo Brasil afora,  não tem nada demais especular sobre empresas de fachada registradas na Junta Comercial de Sergipe.  O prazo de oito a dez anos para checar se certas empresas funcionam de verdade  é muito longo.


Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
17/05
22:17

Audiência pública debate escassez hídrica e a seca em Sergipe

Na próxima sexta-feira, 19, a Frente Parlamentar Mista de Meio Ambiente, Segurança Alimentar, Comunidades Tradicionais e dos Povos de Terreiro, coordenada pela deputada estadual Ana Lúcia (PT), realizará a audiência pública: Escassez Hídrica e a Seca em Sergipe às 9 horas no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe.

Para estimular o debate, foi convidado como palestrante o dr. em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor da Universidade Federal de Alagoas e Presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), Vladimir Caramori Borges de Souza.

Também foram convidados para participar da audiência pública o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Olivier Chagas, o superintendente de Sistemas Regionais de Água da Deso, Carlos Anderson e o superintendente de Recursos Hídricos do Estado de Sergipe, Ailton Rocha.

Para a coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Meio Ambiente, Segurança Alimentar, Comunidades Tradicionais e dos Povos de Terreiro, deputada Ana Lúcia, a audiência pública foi uma solicitação das entidades que compõem a Frente e será um importante espaço para ouvir a sociedade a respeito dos problemas referentes à crise da água em Sergipe. “Essa audiência pública foi uma deliberação tomada em reunião da Frente, devido ao avanço dos problemas ocasionados pela seca e pela escassez hídrica no nosso. Com esse cenário, o poder público, deve ouvir a população para conhecer melhor a situação e evitar que nós tenhamos um colapso na questão da água pois a conjuntura é muito grave”, ressaltou.

Por Assessoria Parlamentar


Política
Com.: 0
Por Kleber Santos
17/05
21:15

Orquestra Sinfônica apresenta no Tobias Barreto trilhas do cinema

No repertório haverá famosas trilhas de Hollywood, dentre elas as compostas por John Williams (Star Wars, O Patriota, Harry Potter) e Howard Shore (O Senhor dos Anéis)

Famosas trilhas sonoras de filmes do cinema internacional serão apresentadas pela Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) no dia 18 de maio, às 20h30, sob a regência do maestro Guilherme Mannis. Em concerto no Teatro Tobias Barreto, o grupo proporcionará à sua plateia dois momentos: o primeiro, inteiramente dedicado à poética cinematográfica italiana, trará trilhas de Ennio Morricone (Cinema Paradiso), Nino Rota (O Poderoso Chefão, Romeu e Julieta, entre outros) e Nicola Piovani (A vida é bela).

O segundo momento será uma homenagem a famosas trilhas de Hollywood, dentre as quais destacam-se aquelas compostas por John Williams (Star Wars, O Patriota, Harry Potter) e Howard Shore (O Senhor dos Anéis). Os ingressos já estão disponíveis da bilheteria do Teatro Tobias Barreto. A Orsse é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

“Trata-se de concertos para todos os gostos: as poéticas trilhas italianas embelezam e alegram um primeiro momento de concerto. Já as trilhas mais épicas fazem tremer as paredes do teatro. Todas elas não são meros acompanhamentos de produções cinematográficas, e sim representam uma grande carga artística dos próprios filmes. Pensar no ‘Poderoso Chefão’ sem seu tradicional tema ou em ‘Star Wars’ desprovido de seu tema inicial é algo inconcebível”, afirmou o maestro Guilherme Mannis.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro Tobias Barreto e custam R$ 20 para estudantes, professores e idosos, e R$ 40 a inteira. Para ter acesso a mais informações basta ligar para a bilheteria do teatro (79) 3179-1496.


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Com.: 0
Por Kleber Santos
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