11/07
06:27

Decidido: PDT de Sergipe vai esperar definição nacional sobre coligações

A Secretaria de Comunicação do PDT de Sergipe divulgou nota anunciando que a agremiação política vai aguardar uma posição da direção nacional sobre coligações em todo o Brasil. O PDT conversa sobre alianças no Estado com o PSD, do governador Belivaldo Chagas, o PSDB, do senador Eduardo Amorim, e o PSB, do senador Antônio Carlos Valadares. Os comentários nos meios políticos dão conta de que “o PDT conversa demais e demora a decidir”. Os quadros mais importantes do partido são o ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique, e sua mulher, a deputada estadual Sílvia Fontes.


Veja a nota do PDT/SE na íntegra:

Nota do PDT

A posição do PDT em Sergipe tem sido objeto de muitas explanações da imprensa e nas mídias sociais; muitas delas sem o menor fundo de verdade.

O PDT é um partido que tem história; e pelo respeito ao nosso partido, aos nossos filiados e aos sergipanos, esclarecemos que: por solicitação, e não por determinação, da direção nacional do PDT, iremos aguardar as composições nacionais. O objetivo é o fortalecimento da pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência da República, fato que já foi comunicado ao governador Belivaldo Chagas, a quem devemos respeito e atenção pela relação política que construímos.

Portanto, não se trata de indecisão, indefinição, leilão ou sabedoria, como alguns tentam transmitir de forma maldosa. Somos defensores de partidos fortes e pregamos a fidelidade partidária. Fora essa informação, só existem meras especulações.

Henrique Matos
Secretário de Comunicação do PDT/SE


Política
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Por Eugênio Nascimento
10/07
11:28

Aracaju - TJ mantém decisão contra as faixas para ônibus e gera prejuízo para mobilidade

O Tribunal de Justiça manteve, nesta terça-feira, 10/07, a decisão que determinava a retirada das faixas exclusivas e prioritárias de ônibus em Aracaju. Dessa forma os mais de 230 mil passageiros que utilizam diariamente o transporte coletivo, quase 70% dos deslocamentos da população, estarão agora disputando o mesmo espaço das vias que os usuários de carro particular, que podem escolher horário e local para trafegar. A decisão contrária às faixas para ônibus configura-se como o único caso no país, compromete o cumprimento dos horários das linhas do transporte coletivo, e prejudica diretamente a mobilidade urbana como um todo, uma vez que o ônibus, que pode transportar até 60 pessoas, volta a estar sujeito à ocupação total das vias por carros particulares que transportam em média 1,3 pessoas por veículo. O setor de transporte coletivo irá recorrer contra decisão. (da assessoria do Setransp)



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
10/07
10:49

Secretário de Educação se reúne com diretores de escolas do Baixo São Francisco

 

O secretário de Estado da Educação, professor Josué Modesto, continua com o ciclo de reuniões com as Diretorias de Educação da Rede Estadual. Na manhã de segunda-feira, 9, foi realizada mais um encontro com diretores de escolas da rede estadual de ensino, desta vez no município de Propriá, no auditório do Centro de Excelência Joana de Freitas Barbosa, onde estiveram presentes gestores das 42 unidades de ensino pertencentes à Diretoria Regional de Educação 6, território do Baixo São Francisco.


Essa foi a segunda reunião com gestores escolares e nela eles apresentaram demandas relacionadas a infraestrutura das escolas, quadro de pessoal, transporte, merenda e internet. O primeiro foi realizado em 27 de junho, com os diretores das 21 unidades de ensino gerenciadas pela Seed sob a circunscrição da DRE 1, que abrange nove municípios do território Sul Sergipano.



A reunião contou com a presença da diretora da DRE 6, Julianne Pereira Bastos; do diretor do Departamento de Recursos Humanos (DRH), Jorge Costa Cruz Júnior; da diretora do Departamento de Educação (DED), Ana Lúcia Lima; do coordenador da Cogedam, Jason Reis e do diretor da Engenharia da Seed, Valdir Pinto Santos.


Diálogo e aproximação


O ciclo de reuniões tem como proposta aproximar a gestão central da Secretaria de Estado da Educação (Seed) dos gestores das unidades escolares que são gerenciadas pela pasta. Os participantes da reunião destacaram a importância desse diálogo aberto com o secretário.


De acordo com a diretora do DED, Ana Lúcia Lima, o encontro demonstra o estreitamento das relações. “O secretário vai às Diretorias Regionais de Educação para ouvir todos os diretores e coordenadores, ouvir as necessidades das escolas, sentir o que está precisando melhorar em termos de estrutura física e pedagógica. Com esta ação ele pode conhecer os gestores e fazer uma avaliação da oferta da educação no estado de Sergipe”, afirmou.


A diretora da DRE 6, Julianne Pereira Bastos, agradeceu a presença do secretário Josué Modesto, ressaltando a importância do encontro com os diretores. “Essa visita é uma oportunidade para que ele veja a realidade de cada escola. Isso mostra o compromisso dele com a nossa educação. Além disso, os gestores também estão comprometidos para que as soluções dos problemas se agilizem. Creio que assim a gente se encaminha para uma educação de qualidade para os nossos alunos”, disse.

 



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
09/07
22:14

TRE/SE cassa prefeita de Riachão do Dantas

 O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe  (TRE-SE) cassou hoje o mandato da  prefeita de Riachão do Dantas, Gerana Costa. No processo de votação,  5 votos foram contra a continuidade dela no cargo e apenas 2 favoráveis. Ela já tinha sido cassada em primeira instância. Gerana é acusada abuso de poder econômico na eleição municipal de 2016. A prefeita tambem teria feito uso de pesquisas para se beneficiar eleitoralmente.



Política
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Por Eugênio Nascimento
08/07
18:38

Fundação Hospitalar divulga calendário de convocação dos aprovados no PSS

A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), está divulgando o calendário de convocação dos candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado (PSS). O prazo para apresentação dos documentos começa nesta segunda-feira, dia 9, e encerra no dia 13.

Os candidatos aprovados deverão se dirigir ao Centro Administrativo da Saúde Dr. Gilvan Rocha, localizado na avenida Augusto Franco, em Aracaju, seguindo a data determinada para a sua apresentação e munidos dos documentos originais e físicos registrados no ato de inscrição. Não serão aceitas fotocópias ou arquivos eletrônicos.

Nesta segunda-feira, deverão se apresentar assistentes sociais, biomédicos, cirurgião buco-maxilo facial, enfermeiros (incluindo obstétrico e do SAMU) e farmacêuticos. O candidato que não conseguir por algum motivo se apresentar no horário previsto no calendário, poderá se apresentar no mesmo dia ou até as 17 horas do dia 13 de julho, munidos de toda documentação, mas obedecerá a disponibilidade de vagas disponíveis no momento da sua apresentação.

Todo o calendário de convocação do PSS da Saúde e as orientações para os candidatos aprovados está disponível na página 
www.saude.se.gov.br.


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
08/07
12:02

Alegoria da Caverna

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE

Um dos mais importantes escritores da história da literatura, o português José Saramago, disse numa entrevista datada de 1995, que “estamos cada vez mais cegos, porque cada vez menos queremos ver”. Na escolha da epígrafe para o seu livro Ensaio sobre a cegueira, diz: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Na obra, Saramago projeta o leitor para uma comunidade em que os habitantes vão, paulatinamente, perdendo a visão. Platão, no Livro VII de A República, traça um pensamento que deve receber realce: é necessário assumir a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam. Platão, na verdade, na sua Alegoria da caverna, expõe um diálogo consubstanciado na seguinte parábola: imagine-se um certo número de indivíduos dentro de uma caverna escura, amarrados de tal forma que lhes é simplesmente impossível olhar para a entrada. Eles, imobilizados, conseguem tão-somente lançar os olhos para o fundo da caverna, em cuja porta foi erguido um muro. Atrás desse muro, ademais, há uma tocha fumegante. Quando os homens libertos passam pelas chamas, projetam, para o fundo da caverna, suas sombras. Consequentemente, os prisioneiros da escuridão creem, efetivamente, que as sombras traduzem o mundo. Um deles, porém, mais questionador do que os seus pares, consegue, de uma forma ou de outra, romper os grilhões e sair da caverna, descobrindo a realidade. Ou seja, seus olhos, no passado, experimentavam um universo virtual. Agora, não. Ele passa a ter pleno contato com a verdade. Nesse instante, surge a citada responsabilidade: ter olhos quando os outros os perderam. Em síntese, no momento em que aquele ex-prisioneiro deixou de ter apenas a capacidade de olhar, passando a poder ver, mister se faz, também, que ele “repare”, ou seja, observe, perscrute, questione.

Percebe-se, pois, que reparar, isto é, observar, perscrutar e questionar, depende de um elemento imprescindível: saber qual é a verdade. Pois bem. Como todos sabem, a Lei Eleitoral de nº 9.504, de 30.09.1997, veio regularizar uma situação anômala que ocorria nas eleições do país, onde, para cada pleito, era editada uma nova legislação, o que trazia insegurança para os operadores do direito (juízes, Ministério Público e advogados). Foi justamente nas eleições de 1998, já em plena vigência da nova lei eleitoral -   que se tornaria permanente ¬– que passei a advogar para uma série de emissoras de rádio da capital e interior do Estado. A esmagadora maioria das representações formalizadas nos juízos eleitorais e Tribunal Regional Eleitoral tinha como base a violação dos incisos II e III do artigo 45 daquela lei, que assim explicitava: A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário: usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito; veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. Justamente em 1998, a primeira eleição sobre a égide na Lei Eleitoral, fui advogar para a Rádio Jornal de Sergipe, cujo proprietário era o Sr. João Alves Filho, coincidentemente candidato a governador do Estado e que foi derrotado no segundo turno pelo Sr. Albano Franco. Um caminhão de advogados foi contratado com o objetivo de “quebrar” financeiramente o dono da emissora e adversário, uma vez que as multas eram altas, iniciando com 20 mil reais e, nas reincidências, dobravam a cada sentença punitiva.

Para que se tenha ideia, em determinado momento, o montante das multas aplicadas chegou a quase 1 milhão de reais, tudo fruto de um programa jornalístico de grande audiência no Estado, do qual os ouvintes participavam através de telefonemas, emitindo opinião sobre o desenrolar das eleições e seus candidatos. Eram cerca de 30 a 40 representações diárias que eram formalizadas no TRE pelo bunker advocatício que tinha como responsável um famoso advogado de Brasília. Como estava vendo o que os outros deixaram de ver, e depois de estudar a matéria, verifiquei que os dispositivos legais em que as representações eram acolhidas eram totalmente inconstitucionais. Lembrava-me na ocasião de uma frase de Fernando Pessoa: “O Mundo é para quem nasce para o conquistar e não para quem sonha que o pode conquistar, ainda que tenha razão”, ou seja, há uma grande diferença entre aquele que pensa, mas não faz e aquele que pensa e faz até conseguir. Para mim, então, a utilização daquelas normas da lei eleitoral e sua aplicação contra as emissoras de rádio feria de morte vários artigos da Constituição Federal, como as relativas à livre manifestação do pensamento (art. 5º, inciso IV), à livre expressão da atividade de comunicação (art. 5º, inciso IX), ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão (art. 5º, inciso XIII), ao acesso à informação (art. 5º, inciso XIV), além do disposto no art. 220 da Constituição Federal, que não permite qualquer restrição à manifestação do pensamento, à criação, à expressão e à informação e, no seu §1º, não admite que nenhuma lei contenha dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social. Para além, o seu §2º veda qualquer tipo de censura de natureza política, ideológica e artística.
E a partir da eleição de 1998 este capítulo da Lei Eleitoral, que regula a propaganda dos candidatos e as atividades dos veículos de comunicação, começou a ser contrariado na opinião de um crescente número de juristas. Nesse sentido, vale transcrever duas matérias publicadas no jornal “O Estado de São Paulo”, de 20.07.2000, sob os títulos “Eldorado quer direito de divulgar opiniões sobre partidos e políticos” e “Juristas consideram Lei Eleitoral inconstitucional”: “A Rádio Eldorado, do grupo Estado, foi a primeira emissora a questionar a constitucionalidade da lei que obriga as emissoras a divulgar o programa institucional A Voz do Brasil. Agora, quando a polêmica jurídica em torno dessa questão aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a rádio enfrenta outro embate: defende a ideia de que as emissoras têm o direito de divulgar suas opiniões sobre partidos e políticos. As restrições não estão de acordo com a Constituição, diz o Diretor da Eldorado, João Lara Mesquita, que arrematou: Nenhuma lei que restringe o direito à informação pode ser considerada democrática. Nesse mesmo toar: ‘A lei é de uma inconstitucionalidade brutal’, afirma o jurista Ives Gandra Martins, de São Paulo. Segundo ele, ao tratar de maneira diferenciada os veículos de comunicação, a Lei 9.507, de 1997, fere dois artigos da Constituição. O primeiro seria o de número 220, que garante a livre ação dos meios de comunicação no trabalho de informar. O outro seria o artigo 5º, que trata do princípio de igualdade. Porque jornais e revistas podem publicar o que querem, enquanto as emissoras de rádio e TV são proibidas? Pergunta o jurista”. Também violado estaria o art. 19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que textua: Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser perturbado pelas suas opiniões bem como o de procurar receber e distribuir sem consideração de fronteiras, as informações e as ideias por todo e qualquer meio de expressão”. 

A liberdade de expressão se constitui num dos valores mais preciosos do regime democrático, não se admitindo cerceamento da legitimidade da crítica política, seja durante as eleições ou não. Diante da situação dramática que viviam as emissoras de rádio em Sergipe e no Brasil, cuja dívida por violação à lei eleitoral atingia montante estratosférico, lembro-me de ter sugerido ao Dr. João Alves Filho que entrasse em contato com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT, para que a mesma ajuizasse no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra as normas da Lei sobredita. Em 2010, o Ministro Ayres de Britto concedeu liminar suspendendo os efeitos dos art. 45, incisos II e III, da Lei 9.504/1997, e agora, em 2018, o Pleno do STF, à unanimidade, confirmou a decisão liminar, excluindo do mundo jurídico eleitoral tais dispositivos. De 1998 a 2010 passaram-se 12 anos. Nesse período, muitas das multas aplicadas foram recolhidas ao erário, algumas pelas emissoras de rádio, outras por radialistas que compravam horários e seus programas assumiam a responsabilidade pelo seu pagamento. Pois é, precisou-se de 20 anos para, permanentemente, corrigir a aberração do processo eleitoral. O STF livrou os olhos de todos corrigindo o imbróglio, até mesmo porque, como bem preconizou Saramago, quem pode ver, repara. Duas lições ficam nessa história: a primeira é que, na vida, a persistência é sempre citada como um item imprescindível para atingir seus objetivos; a segunda, demonstra que a inclusão dessas normas à lei eleitoral foi um dramático “ensaio sobre a cegueira”. Quem as incluiu, fê-lo porque não viu o mundo do lado de fora da caverna. Viu a sombra do arbítrio.

*Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
08/07
11:54

Superar a crise institucional é mais determinante para crescimento do que resultado das eleições

Ricardo Lacerda*
Professor da Universidade Federal de Sergipe

Virou lugar comum afirmar que o ano de 2018 já estaria perdido e que restaria esperar que o bloco político ungido nas eleições de outubro próximo venha a ter capacidade de reorganizar o país e prepará-lo para deixar para trás o período de instabilidade política e institucional que nos imobiliza nos últimos anos. Do ponto de vista do crescimento econômico, o governo eleito teria a legitimidade para propor as mudanças necessárias para superar a crise de confiança que estaria na raiz da debilidade da recuperação do nível de atividade. 

Essa narrativa pode fazer sentido, mas é preciso matizar melhor o que se encontra em jogo para, mais uma vez, não vender ilusões. Não ver ser fácil conferir um mínimo de estabilidade institucional e coesão interna para retirar o país da atual situação de entropia. 

A ponte que ruiu
Não esqueçamos de que o governo atual, com o respaldo estridente da banda de música da imprensa e do mercado financeiro, dava como certo que o programa de reformas e de ajuste fiscal sintetizado no documento Uma Ponte para o Futuro conduziria à redenção do país. 

Dois anos depois, vimos que não foi bem assim. Pelo contrário, continuamos nos afundando mais e mais na crise política e institucional, com evidentes implicações na vida econômica. Há quem defenda, em simplismo exacerbado, de que a transição conduzida pela dupla Temer-Meirelles não foi bem sucedida porque a gravação da JBS comprometendo pessoalmente o presidente da república em denúncias de corrupção jogou por terra as condições de promover as reformas propostas. 

O que em outras palavras essa linha de argumentação está afirmando é que a implantação das reformas previstas no documento citado imporia a distribuição de perdas que o ajuste fiscal exigiria, superando a situação de impasse, como também definiria as condições de sustentabilidade fiscal no médio e longo e estabeleceria regras de regulação econômica mais amigáveis ao mercado. Depois de um período delimitado de purgação, mais dolorosa para uns do que para outros, o paraíso estaria logo ali na frente: a economia retomaria e o emprego voltaria a se expandir, conferindo legitimidade e apoio ao plano de transição. O padrão raso dessa perspectiva indica não apenas o quanto os economistas podem ser prepotentes, como reflete os equívocos a respeito da gravidade da crise institucional em que estamos enredados.  

Crise institucional
O fracasso do plano Temer-Meirelles não foi em vão. Afastada a abordagem mais simplista, que procura reduzir a dinâmica social, política e institucional à dimensão de mercado, vão assentando posições mais refletidas sobre a natureza da nossa crise e, por conseguinte, dos caminhos de sua superação. 

Foram ganhando maior presença na grande imprensa manifestações de articulistas revelando preocupações com os embaraços institucionais em que fomos nos enredando e que criaram disfuncionalidades não apenas na operação da economia, como também no sistema judicial e nos mecanismos de controle de despesa pública.  

Tais disfuncionalidades decorreram, em sua essência, da proposição de soluções ad hoc para problemas que ganhavam visibilidade, como os desvios nos gastos públicos e a disseminação de conluios entre políticos e agrupamentos empresariais. Na busca de enfrentar tais desvios, atropelou-se a constituição federal, judicializou-se a política, desequilibrou-se a relação entre os poderes e fez-se pouco caso dos direitos individuais, conferindo inclusive mais instabilidade nas relações contratuais e não mais segurança institucional como o funcionamento dos mercados demanda. 

As eleições são sim uma oportunidade para o país buscar retomar o rumo do desenvolvimento econômico e social, o que pressupõe equacionar a distribuição dos custos dos ajustes econômicos. Mas isso não é automático. É uma construção política. Apostar no retrocesso institucional em nome do reequilíbrio fiscal e do combate à corrupção é uma opção equivocada e uma conta que em parte cabe aos economistas. 

*Assessor Econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
08/07
07:46

Coluna Primeira Mão

Ainda a subvenção

 

 

Tem rendido muitos debates acalorados  a decisão do TSE de extinguir os processos dos envolvidos no escândalos das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa. Um procurador federal aposentado exprimiu sua opinião. Advogados também expressaram seus pontos de vista. Dois procuradores federais na ativa convocaram a imprensa para  dizer que fizeram o trabalho certo. Tudo bem, tudo bem. Mas também é certo que tem coisa estranha nesse imbróglio. Tem, sim senhor.

 

 

As pesquisas

 

 

Além das divergências em torno dos primeiros colocados para o Governo de Sergipe e o Senado Federal, alguns institutos insistem em apresentar nomes de pré-candidatos a deputado federal e estadual preferidos do eleitorado. Na verdade, eles são apenas citados. O número de consultas não é suficiente para expor um resultado confiável. Vale lembrar: são apenas citações.

 

 

Campanha artificial

 

 

Vai soar muito artificial a candidatura  do ex-deputado federal  Mendonça Prado como herdeiro de João Alves Filho. Para sua infelicidade, o ex-governador não poderá fazer campanha pra ninguém por causa de sua saúde debilitada. E talvez seja também esse o caso da senadora Maria do Carmo. O que se pode esperar de sua campanha é que ela uma campanha negativa, podendo beneficiar esse ou aquele também candidato a governador.

 

 

Pra turista ver

 

 

Esta coluna tem observado que certas autoridades estaduais e municipais têm justificado a melhoria de serviços públicos pondo em primeiro lugar "o turista". A preocupação com isso e com aquilo seria para agradar o turismo. Isso está errado. Os sergipanos devem ser os principais destinatários de obras e de serviços públicos de qualidade, e compartilhando deles com as pessoas que vêm visitar Sergipe.

 

 

Ficou na promessa

 

 

O ex-prefeito João Alves Filho prometeu e não cumpriu a instalação de semáforos inteligentes em Aracaju. Edvaldo Nogueira, atual prefeito, diz que está instalando os tais semáforos na avenida Heráclito Rollemberg. Bom trabalho, mas o que Aracaju precisa, pensando no longo prazo, é da abertura de novas grandes avenidas.

 

Será?

 

 

Perguntar ofende? Será que existe alguma conexão entre o não pagamento de ICMS e o financiamento de campanhas eleitorais?

 

Por que parou?

 

O tempo passa e o caso da execução da vereadora Marielle Franco do Rio de Janeiro permanece não esclarecido. Quem a matou e a mando de quem? As autoridades encarregadas da investigação, de vez em quando, vêm a público dizer que estão "chegando lá" e depois desaparecem. Esse parece ser um caso condenado ao esquecimento. Para casos como esse, é assim que funciona o Brasil.

 

 

Convenções partidárias

 

 

Os pré-candidatos à todos os cargos eletivos começam a se movimentar em Sergipe para levar fiéis eleitores para as convenções partidárias, que serão realizadas em julho e agosto. Os partidos e eles precisam mostrar força.

 

 

Ainda bem

 

 

Finalmente a Operação Lava-Jato está alcançando empresários de multinacionais estrangeiras. Do jeito que a coisa ia, dava a entender que os fatos de corrupção e de propina eram apenas coisas de brasileiros. 

 

 

Cobrança rígida

 

 

Enquanto os contribuintes sergipanos estão aguardando os desdobramentos do problema da dívida do ICMS  da Energisa para com o Estado, outra empresa, a Ricardo Eletro, foi objeto da ação da Secretaria da Fazenda por causa do não pagamento do mesmo tributo. Aparentemente a lista desse tipo de devedores é longa. Esse dinheiro precisa ser cobrado.

 

 

E o ICMS, hein?

 

 

Enquanto os contribuintes sergipanos estão aguardando os desdobramentos do problema da dívida do ICMS da Energisa para com o Estado, outra empresa, a Ricardo Eletro, foi objeto da ação da Secretaria da Fazenda por causa do não pagamento do mesmo tributo. Aparentemente a lista desse tipo de devedores é longa. Esse dinheiro precisa ser cobrado.

 

 

Será?

 

 

Perguntar ofende? Será que existe alguma conexão entre o não pagamento de ICMS e o financiamento de campanhas eleitorais?

 

 

Só na torcida

 

 

Velhos comunistas sergipanos que passaram temporadas na Rússia estão curtindo muito rever imagens de Moscou e de outras cidades do país. Se a partida final for entre Brasil e Rússia, depois de tanto tempo, temos certeza de que torcerão pelo Brasil.

 

 

Meirelles candidato

 

 

O ex-ministro da Fazenda de Michel Temer, Henrique Meireles, insiste em ser candidato a presidente da República. Talvez o seu cálculo seja ser vice de algum outro presidenciável. Ele não deu um jeito na economia como Fernando Henrique Cardoso, com o sucesso do Plano Real. Ao contrário, piorou. O que ele tem para dizer ao povo brasileiro? Que tem muito dinheiro e que pode financiar a sua própria campanha, uma campanha do seu ego.

 

 

De volta

 

 

Com a extinção dos processos do escândalo das subvenções da Assembleia Legislativa pelo Tribunal Superior Eleitoral, é de se esperar que haja pouca renovação nos quadros dos deputados estaduais. Alguns podem ficar de fora, mas a maioria poderá voltar à Casa do Povo sergipano.

 

 

Surpresa

 

 

Belivaldo Chagas tem surpreendido positivamente muita gente no seu desempenho como governador. Tem-se mostrado aberto ao diálogo, tem sido duro e direto quando necessário, tem resolvido problemas e incansável nas suas visitas às lideranças nos quatro cantos do estado. E tem experiência administrativa, o que falta a seus adversários.

 

 

Malandro é malandro

 

 

Fortemente enraizada na nossa população, a desprezível cultura do malandro recebeu dois golpes na Copa da Rússia. O primeiro foi a reprovação do comportamento de brasileiros pedindo para uma russa, que nada entendia de português, dizer a cor de sua genitália, ou seja, b... rosa. O outro golpe sobrou para Neymar, bom jogador mas também o rei da simulação. Jornais estrangeiros o chamaram de trapaceiro, o que faz sentido porque futebol é um jogo. É lastimável que narradores e comentaristas de jogos de futebol, quando querem se referir a uma jogada inteligente ou algo assim, falem positivamente que foi uma "malandragem".


Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
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