21/01
16:51

Na BR 101, em Cristinápolis, motociclista embriagado e inabilitado é detido pela PRF

As duas pessoas que viajavam no veículo estavam sem capacete

Policiais Rodoviários Federais detiveram na noite de sexta-feira, 18, um motociclista inabilitado e embriagado trafegando em rodovia federal. O fato aconteceu no km 198 da BR 101, em Cristinápolis/SE.

Os agentes federais faziam o trabalho de fiscalização quando deram ordem de parada ao condutor de uma moto Honda/Pop, com placas de Sergipe, que desobedeceu e fugiu pelas ruas do município em alta velocidade. O motociclista ainda perdeu o controle do veículo e caiu sobre a via. Além do condutor, um passageiro que viajava na motocicleta também estava sem capacete. O teste de alcoolemia realizado no motociclista constatou o teor alcoólico de 0,33 mg/L (miligramas por litro de ar expelido dos pulmões), confirmando a embriaguez.

Os dois homens, de 19 e 20 anos, foram encaminhados à Clínica de Saúde da Família Maria Dantas de Carvalho, em Cristinápolis/SE, para atendimento médico. O condutor da motocicleta foi notificado pela embriaguez ao volante e responderá pelo crime de dirigir de veículo automotor em via pública sem habilitação e ainda gerando perigo de dano.

Fonte e foto: PRF-SE


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Por Redação
21/01
16:44

Em Sergipe, número de cheques compensados no mês de dezembro caiu 4,6%

No mês analisado, o número de cheques devolvidos no estado ficou em 17 mil

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados do Banco Central, mostra que foram compensados 122,6 mil cheques em Sergipe, no mês de dezembro de 2018.

Em termos de movimentação financeira, sem considerar o efeito da inflação, os cheques compensados totalizaram mais de R$ 332,7 milhões, sendo este montante 4,6% menor que o valor registrado em novembro de 2018. Já na comparação com o mês de dezembro de 2017, houve avanço de 1,5%.

Cheques devolvidos e sem fundos

No mês analisado, o número de cheques devolvidos no estado ficou em 17 mil. Em números financeiros, sem considerar o efeito da inflação, a quantia devolvida somou R$ 54,9 milhões, sendo 3,3% inferior ao registrado no mesmo mês do ano de 2017. Comparando com o mês imediatamente anterior (novembro/2018), o valor dos cheques devolvidos ficou 5,3% menor.

Dentre os seis motivos de devolução de cheques elencados pelo Banco Central, existem aqueles que não são compensados pela falta de provisão de fundos, os chamados cheques sem fundos. Em relação a essa modalidade, foram contabilizados 14,3 mil cheques, abrangendo 84,1% do total de devolvidos, em dezembro de 2018. Em valores financeiros, o somatório dos cheques sem fundos ficou em R$ 43,9 milhões, compreendendo 80% do valor total dos cheques que foram devolvidos, registrando decréscimo de 6,8% no volume quando comparado a dezembro de 2017, e queda de 8% em relação ao mês imediatamente anterior (novembro/2018).

No acumulado do ano (janeiro a dezembro de 2018), foram trocados R$ 4,1 bilhões em cheques, apresentando acréscimo de 2,3% na comparação com o mesmo período de 2017. Os cheques devolvidos ficaram em R$ 727,1 milhões, com redução de 3,8%, no período em análise. Todas as variações são em termos nominais, ou seja, sem levar em consideração o efeito da inflação no período.

Fonte e elaboração do gráfico: NIE/FIES
Fonte do gráifco: Banco Central do Brasil


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Por Redação
21/01
16:33

Polícia detalha localização do envolvido na morte do Sargento Bispo

Durante a ação policial, uma arma de fogo foi apreendida

Na manhã desta segunda-feira, 21, o delegado André David, coordenador operacional do Complexo de Operações Policiais da Polícia Civil (Cope), apresentou detalhes à imprensa da ação que resultou na localização de um dos envolvidos na morte do sargento Ronaldo Bispo Santos, vítima de latrocínio por dois homens, no município de Itaporanga D'Ajuda.

O delegado destacou que ação policial do Cope, juntamente com a Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, ocorreu na tarde deste domingo, 20, no município de Laranjeiras. "Tivemos conhecimento de que o infrator Walisson Teixeira Rodrigues, 24 anos, empreendia fuga. Na abordagem, o infrator desceu do veículo, atirando contra as equipes policiais, que, de pronto, revidaram e acabaram alvejando-o. Walisson foi encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas não resistiu aos ferimentos e evoluiu ao óbito. Uma arma de fogo com as respectivas munições deflagradas foram apreendidas durante a ação", pontuou André David.

Na oportunidade, o delegado destacou que logo após o cometimento do crime, registrado no último dia 9 de janeiro, a Polícia iniciou diligências para descobrir a autoria do delito e prender os envolvidos. "A prisão em flagrante não foi possível naquele primeiro momento, mas conseguimos identificar os elementos e as prisões foram solicitadas ao Judiciário. No caso de Walisson, ele estava em fuga pela BR 235, em um táxi, cortando a cidade Laranjeiras", completou o delegado que está à frente do caso. Ademais, as investigações por parte da Polícia continuam com o objetivo de prender o segundo envolvido no crime que vitimou o policial militar.

Fonte e foto: SSP-SE


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Por Redação
20/01
13:00

Muvuca no Ferryboat

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE

No dia 30 de dezembro de 2018, encontrava-me com minha esposa em Salvador. Tinha recebido um convite de um colega conselheirodo TCE/BA, Inaldo Paixão,para comer uma moqueca de pescada amarela em Caixa Prego, bem no fim da ilha de Itaparica, ou Vera Cruz (a ilhotahoje é formada pelos dois municípios). Inaldo é um dos homens do sistema Tribunal de Contas com quem mais me identifiquei e, se é verdade que etnia, idioma e similitude de propósitos são os três ingredientes que imantam as pessoas- irmanando-as e fazendo delas emergir uma mesma frequência que capta a sonoridade do mundo, ou o modo de enxergar as aflições que nosso coração faz ecoar pelas curvas da vida- então está explicada essa afinidade. Interessante é que a primeira vez que o vi foi em Buenos Aires. Estávamos, ambos, no mesmo propósito de representaro sistema de controle externo brasileiro num evento que tratava do assunto com colegas argentinos e espanhóis. Falamos o mesmo idioma, aquele que é expressadopelos excluídos dos bairros pobres da velha Salvador. E temos a mesma etnia, pois somos filhos da antiga Estrada das Boiadas que, com a Independência da Bahia, por ali passando o exército libertador, tornou-se Estrada da Liberdade ou Rua Lima e Silva, que se estende da Soledade até o Largo do Tanque. Esse itinerário é cortado por vários guetos, com suas diversas nações: Soledade, Lapinha, Sieiro, Cine Brasil, Ladeira do Inferno, Pero Vaz, Central, Queimadinho, Estica, Gengibirra, São Lourenço, Sete de Abril, Bairro Guarany, Rua São Cristóvão, San Martin, Alto do Peru, Alto do Pará, Japão, Curuzu, Ladeira de Pedra, Graciosa, Largo do Tanque e tantas outras. Inaldo é da nação do Corta Braço, hoje Pero Vaz e antiga roça de Chico Mãozinha, invadida na década de 1940.Eu sou da Liberdade, o bairro mais negro da Bahia, mas, segundo o IBGE, este título pertence hoje à Fazenda Coutos.Vivemos sob os batuques do Ilê Aiyê e do Muzenza, dois blocos afro que orgulham aquelas comunidades. A Liberdade e o Corta Braçoderama mim e a Inaldo a régua. O compasso fomos buscar nos caminhos da vida.

Nosso propósito ideológico, ademais, é o mesmo: construir uma sociedade mais justa, onde a força do trabalho supere a exploração do sangue e do suor do operário. Vejam, pois, que eu e Inaldo compartilhamos da etnia, do idioma e dos propósitos, daí o entrosamento existente. Resolvi, então, ir em direção a Caixa Prego. Deixei o meu veículo no hotel e fui para o ferry de Uber. Acertei com minha filha para nos pegar em Bom Despacho (ela estava veraneando em Aratuba, a quatro quilômetros de Caixa Prego), já que nós íamos como passageiros. A fila de veículos estava tranquila, contudo a dos passageiros estava enorme, saindo do ferry em direção à feira de Água de Meninos.Enfrentamos a fila para compra dos ingressos e até que não demorou muito. Entretanto, durante o trajeto para a bilheteria, vivenciei a amizade de algumas figuras interessantes e a alma do povo baiano, sempre bem-humorado apesar dos atropelos do dia-a-dia. Após essa primeira etapa, demos o segundo passo e entramos na antessala da sala de embarque, onde os passageiros esperavam a abertura do portão.  Pois bem.Fomos os últimos a adentrar no espaço, que já estava entupido de gente.Não dava para ninguém se mexer do lugar. Eram homens, mulheres, crianças, cachorros, gatos,e vários utensílios, como geladeira, ventiladores e caixões carregados com cerveja, muitos desses objetos meticulosamente encachados nas cabeças de algumas pessoas. Aliado a esse tumulto e desconforto, pasmem, o calor a cada minuto que se passava aumentava ainda mais. Minha mulher, por seu turno, começava a reclamar das pisadas, bafos, empurrões e se preocupava com o fato de tê-la colocado naquela situação. E repetia a toda hora a insensatez da direção do ferry em permitir aquilo; que pela demora achava difícil o embarque;que não sabia como o povo aguentava aquele sofrimento; que era um crime o que se fazia com as crianças naquele calor medonho.Ela estava com a matraca solta.

Para mim, tudo era emoção e um filme passava pela minha cabeça. Imagens da minha infância, com meus pais e irmãos atravessando a Baía de Todos os Santos em direção a Itaparica,  desfilavam pela minha mente. Quase não ouvia a angústia da minha mulher. O suor corria pelas minhas pernas. Repentinamente, tudo mudou no ambiente e começaram as reclamações com a demora em encaminhar os passageiros para a sala de embarque: - Abra esta porta, filho da puta!gritou um passageiro aovisualizaruma espécie de segurança na parte de dentrodo Ferry. Como ele era careca, outro gritou: - Abra esse caralho, seu Cabeça de Pica, ninguém está aguentando o calor! Duas moças, que se encontravam no final da aglomeração, começaram a se aproximar da porta de embarque, falando que estavam se mijando. O público, percebendo a aflição das moças, abriram alas para que pudessem transitar. Ocorre que, já no portão de embarque, elas se acalmaram e não procuraram atender às suas necessidades fisiológicas, o que levou a multidão a se rebelar. Passou-se, então, a chamá-las de mijonas: - Ou mijonas, não vão mijar mais não? Um grito, que veio lá do fundo, berrava com eco: - Mijoooooonass!!! E o tempo passando! À proporção que funcionários do ferry surgiam na sala de embarque, gritos começaram a ecoar no recinto, saídos de todos os lados: - Xibungo, abra essa porta; - Cala a boca corno; - Abre a porta Mariquinhas; - Maria Bonita;- Sapatona; - Veada; - Tô me cagando, porra, abra essa porta!; - Filho de uma égua, tá um fedor de rabo que ninguém aguenta, etc. Nisso, abre-se uma sinfonia aterradora, com crianças chorando, cães latindo, gatos miando, e um sorveteiro gritando no seu ouvido: - É sorvete, sorvete, sorvete, coco, mangaba e cajá, um é três reais e dois são cinco. Tudo isso e toda essa algazarra ao mesmo tempo, o que levava a uma agonia geral. Sinceramente, eu vibrava com tudo aquilo. Há muito tempo não vivia aquela realidade. Minha mulher estava pasma com a minha reação.

E então a porta de embarque começa a abrir e uma confusão se forma com todos querendo adentrar ao mesmo tempo. Um jovem cotó, com apenas uma perna, começou a discutir com outros passageiros e foi empurrado abruptamente por um segurança contra o portão. Todos se revoltaram com o guarda, mas os ânimos foram acalmados. Com a situação regularizada, todos acomodados no catamarã, seguimos viagem pela Baía de Todos os Santos. Nisso, um casal gay começa a dançar ao som de músicas baianas. A coreografia encenada pelos dançarinos divertia os passageiros. Estava conversando com o jovem Cotó quando esse me disse: - Quer ver as bibas “endoidar”? Aproximou-se do som, conversou com o dono e entregou-lhe um pen drive. Começa a tocar I Will Survive, na voz de Glória Gaynor. O casal começa a dançar loucamente, agora ao lado da maioria dos passageiros, numa junção de movimento corporal e passos que invejaria as dançarinas do Faustão. Durante o trajeto, a música tocou umas 20 vezes. É umacanção muito bonita, com uma letra que fala de superação, de que é preciso ir para a frente, lutando para transformar o mundo num local único, homogêneo, leve, igual pelo respeito das diferenças. A verdade é que eu estava num bom lugar, ao lado de gente simples, alegre, com extraordinário senso de humor, humilde, esquecida pelas políticas públicas. Todo aquele sofrimento, com grande número de pessoas enjauladas, sem poder sair e nem entrar, é uma afronta à dignidade da pessoa humana. O ferry é uma concessão pública. É inadmissível que o Estado assista de camarote o péssimo serviço que é prestado pela empresa exploradora da concessão. Bom, finalmente cheguei em Caixa Prego. A me esperar, com um sorriso do tamanho de um caminhão, o meu amigo Inaldo, sua mulher e seus sogros. Esplêndida a moqueca de pescada amarela, o siri catado com feijão divinamente temperado, arroz branco e cerveja gelada. Mas fiquei retadocomigo. É que quis ser educado e não repeti o prato. 

Pois é, foi um dia de arromba! Confesso que é nas pequenas coisas que a gente descobre momentos de felicidade. Na volta, sem mais os problemas enfrentados, vim cantarolando um samba de terreiro, “nessa minha caminhada/ sou água de cachoeira/ Ninguém pode me amarrar/Piso firme na corrente/ Que caminha para o mar/Em água de se perder/ eu não me deixo levar”.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
20/01
12:55

Nuvens no cenário externo

Ricardo Lacerda
Professor da UFS

Depois de um período, entre 2017 e parte de 2018, de aceleração e de sincronização de crescimento entre as maiores economias mundiais, o ano de 2018 se encerrou com moderação e assincronia no ritmo de crescimento entre os países líderes, limitando a retomada da atividade econômica nos mercados emergentes e países em desenvolvimento.

Em 2019, China, Estados Unidos e Zona Europeia deverão registrar reduções na taxa de incremento do PIB, enquanto o Japão deverá manter o desempenho já rebaixado de 2018. A moderação no crescimento nas grandes economias, novas rodadas de elevação nos juros básicos nos Estados Unidos e o recrudescimento das disputas comerciais são as principais ameaças à retomada do crescimento das economias em desenvolvimento, notadamenteentre os exportadores de commodities, como são os casos dos países latino-americanos.

Exportadores de commodities
A edição de janeiro de 2019 do relatório Perspectivas Econômicas Globais, do Banco Mundial, aponta o aparecimento de horizonte nublado no cenário econômico em 2019, como resultado da combinação de certa moderação no ritmo de crescimento e condições financeiras menos favoráveis no cenário internacional. Os riscos afetariam especialmente Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento (EMDEs, na sigla em inglês).

Alguns dos principais EMDEs já estariam se ressentindo de substanciais pressões do mercado financeiro. A situação externa menos favorável vem afetando o crescimento dessas economias, retirando impulso na retomada do crescimento dos países exportadores de commodities, enquanto as economias emergentes importadoras desses bens apresentam desaceleração nos seus ritmos de crescimento. O relatório do Banco Mundial é seco nas suas conclusões sobre as perspectivas da economia mundial: o céu está escurecendo e a retomada dos Mercados Emergentes e das Economias em Desenvolvimento simplesmente parou.

O PIB argentino, depois de crescer 2,9%, em 2017, deve ter recuado 2,8%, em 2018 e, em 2019, deverá apresentar nova forte retração, projetada em 1,7%. No caso do Brasil, o relatório reviu para metade a projeção feita no meio do ano, de crescimento de 2,4% para 2018; a nova estimativa de crescimento para 2018 é de 1,2%, adição de apenas de 0,1 ponto percentual em relação ao PIB de 2017 (Ver Quadro).


Ameaças
Dois tipos de ameaças podem ter maiores impactos sobre as economias dos países em desenvolvimento: o acirramento e a difusão das disputas comerciais e o fim do impulso causado pelo miniciclo de valorização das commodities, sem que os EMDEstenham aproveitado o período favorável para sanear a situação fiscal de suas economias e realizarem esforços para torná-las mais competitivas. A desaceleração no crescimento de algumas maiores economias do mundo já se reflete nos preços das commodities, fechando uma janela de oportunidade para osEMDEs. Em outras palavras, a moderação no crescimento global restringe a retomada no crescimento desses países.

O relatório destaca que o aperto mais acentuado do que esperado anteriormente nas condições de financiamento poderá impactar desfavoravelmente a atividade econômica dos EMDEs e assinala que a escalada das tensões comerciais é outro grande risco negativo para a perspectiva global. O gráficoapresenta a evolução do PIB de algumas das principais economias emergentes entre 2016 e 2018 e as projeções do Banco Mundial para 2019 e 2020.





Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
20/01
12:50

Síntese da homilia na posse do governador do estado

Dom João José Costa
Arcebispo Metropolitano de Aracaju

Felizes as pessoas que, diante de Deus, sabem render ação de graças. Felizes as pessoas que, ao render ação de graças a Deus, têm em mente ser solidárias com todas as outras pessoas, especialmente com as mais necessitadas. 

Felizes os que recebem poderes do povo, para lhes conduzir em busca dos fins do estado, que, em síntese, revestem-se do bem comum. E no bem comum está a justiça social.Nesta tarde, quando o sol se prepara para nos deixar envolver pelos véus da noite, que nós possamos esperar da nova gestão do governo estadual muito trabalho para vencer a crise que se arrasta na vida pública, tangida pelo descompasso entre a economia, a política e a moral administrativa, que, infelizmente, se abateu sobre o país. 

As dificuldades para a gestão pública, em 2019, ainda devem ser grandes, pelo que se antevê através dos prognósticos apontados pelos especialistas. Não tem sido fácil a ação dos governos, nos últimos anos. Não tem sido fácil a vida de milhões de brasileiros, que sofrem com a desigualdade na distribuição de renda, no acúmulo desproporcional da riqueza e no desemprego. 
Às vezes, podemos enxergar em boa parcela da população a situação que Jesus Cristo constatou ao ver as multidões, quando Ele proferiu o sermão da montanha: Jesus se compadeceu daquela gente porque viu ali um rebanho como que sem pastor. Um povo sofrido, espoliado pela prepotência do Império Romano, pela indiferença dos líderes religiosos do Templo de Jerusalém e das sinagogas. O povo pobre abandonado à sua própria sorte, esperando apenas pela misericórdia de Deus.

Há ainda, meus irmãos e minhas irmãs, no seio do povo brasileiro, muita gente sofrida, para quem falta segurança, saúde, educação, moradia, transporte público de qualidade, dignidade e o exercício pleno da cidadania, que são fundamentos da República Federativa do Brasil, como afirma o art. 1º da Constituição Federal.

Precisamos de políticas públicas que possam atender ao clamor do povo pela justiça social. Que possam contribuir de forma decisiva para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, erradicando a pobreza e a marginalização e, ainda, reduzindo as desigualdades sociais, como apregoa o art. 3º da Magna Carta. 

A história administrativa de Sergipe, quer como província imperial, quer como estado-membro, na era republicana, quase sempre foi cercada de problemas que, muitas vezes, angustiaram os governantes e os governados. Mas, ao longo dos tempos, a altivez do povo e a sua luta no trabalho árduo deram suporte aos que nos governaram para poder encontrar caminhos por entre as pedras, que levassem à estabilidade administrativa. 

Nos dias de hoje, em que muitos governantes estaduais têm encontrado dificuldades financeiras para suprir as necessidades básicas da máquina administrativa, é preciso exercer o múnus público com a devida atenção a esta exortação de Santo Tomás de Aquino:“Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir”. 

Que, Vossa Excelência, senhor governador, possa se inspirar nessas palavras do Doutor Angélico. Que saiba escolher bem os seus auxiliares para que, sob o seu comando seguro, encontrem em suas respectivas pastas os meios de propiciar benefícios para todos.

Que as ações do governo, neste novo começar, sejam igualitárias e equânimes, mas, de uma igualdade que iguale os iguais, na medida em que se igualam, e desiguale os desiguais na medida em que se desigualam. Nesse sentido, poderá ser alcançada a justiça social, que tanto aspiramos. 

Voltemo-nos, agora, para a liturgia deste primeiro dia do ano. Civilmente, é o dia da Confraternização Universal. Dia da paz. Liturgicamente, é o dia consagrado a Maria de Nazaré, a Mãe de Deus, que na pessoa do seu Filho Jesus Cristo revelou-se a nós, por amor.Na leitura do livro dos Números foi dito que Deus falou a Moisés para que os sacerdotes assim o dissessem, abençoando o povo:“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz”!

Esta bênção nós a proferimos, nesta santa celebração, para todos os fiéis, e, muito especialmente, para o senhor governador e sua equipe de cooperadores diretos, a fim de que possam trabalhar sem descanso para o bem do povo sergipano. Que encontrem em Deus forças necessárias, para que jamais vacilem no cumprimento do dever, assegurando os direitos e garantias fundamentais que constam do art. 3º da Constituição Estadual. 

Na segunda leitura de hoje, da carta de São Paulo aos Gálatas, o apóstolo dos gentios afirma com precisão que “Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva”. 
Maria, como todos nós sabemos, era uma jovem, filha de uma família piedosa, uma família pobre, que morava numa pequena e esquecida povoação da Galileia, região nunca bem vista pelos judeus de Jerusalém. Porém, foi àquela jovem que Deus enviou o seu Anjo, para lhe anunciar que seria a Mãe do Salvador. Hoje, a Igreja Católica celebra exatamente a Mãe de Deus, do Deus Filho, que, vindo do ventre bendito de Maria, cresceu em graça, estatura e sabedoria, para nos resgatar de todo mal, de todo pecado e das sombras da morte. Maria é a nossa Mãe, que como tal nos foi dada pelo próprio Jesus, quando, do alto da cruz, a entregou aos cuidados de João, o mais jovem dos apóstolos, dizendo-lhe: “Eis a tua Mãe”. Entregando Maria como Mãe de João, Ele a entregava como Mãe de todos nós. 
E do Evangelho de São Lucas, que hoje se proclama, temos que “os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura”. 

A primeira reflexão que devemos fazer é sobre quem inicialmente foi ao encontro da Sagrada Família. Foram os pastores, ou seja, foram pessoas pobres, que lutavam para vencer os desafios da vida. E é para pessoas assim, sobretudo, que os governantes devem voltar o seu olhar e as suas ações.A segunda reflexão é sobre o lugar onde os pastores foram encontrar o Santo Menino: numa manjedoura.

 Nascido pobre, simples e humilde, ali, naquela gruta de Belém, estava, todavia, a Divindade, a Onipotência de Deus. O Pai Eterno nos mostra, assim, a necessidade de sermos simples e humildes, como foi o nascimento do Salvador da humanidade. 

Quem exerce o poder, por mandato popular, que, originalmente, é do povo, deve fazê-lo sem prepotência e sem autoritarismo, mas, sim, com autoridade e simplicidade. O exercício do poder tem prazo certo, ou seja, ele é efêmero. O poder só é bem exercido quando se volta para satisfazer as necessidades e as utilidades a serem usufruídas pelo povo. 


Coluna Afonso Nascimento
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Por Kleber Santos
20/01
12:49

Zé Toicinho

José Lima Santana*
Padre e professor da UFS

Não sei, e disso preciso certificar-me, se os doutores Netônio Bezerra Machado e José Hamilton Maciel, diletos amigos deste sofrível escrevinhador, conheceram, em Pão de Açúcar, nas Alagoas, pois de lá eles dois são filhos, o famoso rezador Zé Toicinho. Aliás, em Aracaju há uma verdadeira “República” do Pão de Açúcar. Na capital sergipana tem mais gente do Pão de Açúcar do que cearenses como garçons em São Paulo. Pois bem.

Zé Toicinho era o vulgo de José Augusto Bernardes da Fonseca Ribeiro, nome de ministro do Supremo para cima. Interessante, não sei como, no ano passado, ou melhor, no ano antepassado, 2017, veio à minha lembrança o nome de Zé Toicinho. É que eu ainda não me acostumei com 2019. Penso que ainda estou em 2018. Também com tanta coisa acontecendo no Brasil e mexendo com a cabeça da gente, inclusive com um capitão como presidente e um general como vice, que, se fosse nos tempos de coronel Fulgêncio Argolo, o Argolão, cabra matador como poucos em qualquer lugar do mundo, isso seria motivo para se tirar a coisa a limpo. Um capitão ser maior do que um general? “Só no Brasil, nesta terra de caiporas e sacis-pererês”, haveria de dizer o citado coronel, cuspindo longe uma cagada de pato, escura, arrancada dos pulmões consumidos pelo fumo de rolo dos cigarros pés-duros, que ele fumava a três por dois. 

Eu conheci Zé Toicinho, exatamente em Pão de Açúcar, na beira do rio São Francisco, quando, num começo de tarde de sábado, eu consumia, deliciosos pitus, iguaria muito melhor do que lagosta, comidinha de grã-finos, que só tem preço. Mas, algum enxerido há de ter a petulância de dizer: “Você só diz isso porque é pobre e não pode pagar um prato de lagostas na manteiga de ervas”. Ah, infeliz! Era o que eu haveria de responder. 

Voltemos ao Zé Toicinho. Antes, porém, eu preciso dizer que um lombo de frigideira, como minha mãe costumava fazer, recheado com toicinho, bem marinado, para se comer dentro de alguns dias, velho, bem curtido, era uma delícia dos céus. Agora, por conta do diabetes, nem pensar em carne de porco. Porém, pensando bem, será que carne de porco faz mal a um diabético? Hei de consultar o Dr. Darcy Tavares, outro que veio das bandas do Pão de Açúcar. Menino, se olhar bem, talvez tenha mais gente do Pão de Açúcar do que sergipanos, no Aracaju. Ai já não será mais uma “República”, e, sim, uma “Confederação”. Deixe para lá! Afinal, é tudo gente boa, gente da gente. Vai aqui outra enrolação: banha de porco, toicinho, torresmo e carne de porco salgada, tudo isso, era comprado na casa de Barroso da finada Odília, lá no meu subúrbio, nas Dores. Todavia, carne fresca de porco era comprada a Arnaldo Pafó, no Talho de Carnes, construído em 1918, pelo intendente Álvaro de Souza Brito.

Agora, sim, vamos ao Zé Toicinho. Não haverá mais desvios. Eu prometo. É que tem uns leitores exigentes demais e querem que eu dê logo conta do serviço. Pois bem. E este é o segundo “pois bem”. Zé Toicinho tornou-se rezador nos sertões das Alagoas. Com o tempo, ele veio descendo pelas ribanceiras do Velho Chico e bateu em Pão de Açúcar. Eu duvido que o Dr. Netônio e o Dr. Zé Hamilton não o tenham conhecido. Estava ali um sujeito que não gostava de trapicolas. Com ele, era tudo na chincha. Arrochado. O pai de Zé Toicinho tinha sido um grandola da política da região de Maravilha e Ouro Branco. Prefeito algumas vezes, gastador, pôs tudo que tinha a perder, para eleger sujeitos da capital aos cargos de deputado, senador e governador. Quando se viu de esmola, Antônio Felício da Fonseca Ribeiro entregou o pescoço a uma corda de caroá. Pobre homem! A família não encontrou guarida da parte de nenhum dos políticos para os quais Antônio Felício carreara votos em seguidas eleições. 

Um ano depois da morte do pai de Zé Toicinho, Dona Eleonora jogou-se no mundo com sete filhos, dois homens e cinco mulheres. O mais velho era José Augusto, que tinha dezoito anos. Nas barrancas do São Francisco, bem mais acima de Pão de Açúcar, onde a família fez pousada, um celerado desonrou Maria Rosa, que tinha quinze anos. Perdida, a mocinha lançou-se nas águas barrentas do rio, numa manhã invernosa. Foi, então, que José Augusto teve que se fazer nas armas. Enfiou um punhal enferrujado na goela do deflorador, que, segundo se dizia, era useiro e vezeiro em fazer aquilo, ou seja, em colher a preciosa flor de mocinhas pobres. José Augusto foi dar com o bandido numa bodega de pé de pau. De acordo com testemunhas, ele se achegou para o futuro defunto e gritou: “Tu tá morto, cabra”! Pegou o sujeito de supetão, mas não pelas costas. Foi de frente. O aço entrou na goela, atravessando-a, e o sangue espirrou no peito do matador. Serviço feito, José Augusto benzeu-se e balbuciou uma reza. Depois, saiu como se nada tivesse acontecido. 

Zé Toicinho, isto é, José Augusto, aos dezoito anos de idade aboletou-se no mundo. A família ficou sob a proteção do coronel Tancredo, desafeto da família do morto. Uns meses depois, o coronel mandou dar conta de José Augusto. Botou advogado e o livrou no júri formado por pessoas da sua intimidade. E foi então que José Augusto passou a fazer uns “servicinhos” para o coronel Tancredo. Fez um, fez dois, fez três... e foi fazendo. Após cada serviço, ele costumava benzer-se e rezar. Daí veio a fama de rezador. 

Passou o tempo, José Augusto bandeou-se para São Paulo. Largou a vida antiga, após ser preso e comer cadeia por doze anos. Àquela altura, era um homem de trinta e poucos anos. Constituiu família. Com sessenta e alguns anos de idade, aposentado como motorista de ônibus, ele retornou para Alagoas. Fixou-se no Pão de Açúcar, por volta dos anos 1970. Ele e a esposa. Os filhos e netos ficaram em São Paulo. No Velho Chico, Zé Toicinho tornou-se pescador. Eu o conheci vendendo pitus salgados, já na década de 1980. Ele devia beirar os oitenta anos. Mas, ainda era forte, estava bem para a idade. E pelas saudações recebidas de várias pessoas, ele parecia ser bem quisto. 

Conversa vai, conversa vem, eu fiquei sabendo um pouco de sua vida. Não por ele, mas por um primo, que era dono do bar onde eu comi uma moqueca de pitus, no sábado em que o conheci. Aliás, dele eu comprei dois quilos de pitus salgados. 

Só uma coisa eu não soube: de onde veio o apelido de Zé Toicinho. 

Puxa vida! Mas, será que o Dr. Netônio e o Dr. Zé Hamilton não conheceram Zé Toicinho? Hei de tirar isso a limpo. Quem sabe se eles não sabem de onde veio o apelido? 

* Advogado e membro da ASL. da ASLJ e do IHGS


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
19/01
21:41

Coluna Primeira Mão

Comissão de Descanso


Na sexta-feira, 18, em visita à Redação do Jornal da Cidade, o vereador Lucas Aribé, disse que as comissões mais atuantes da Câmara Municipal de Aracaju são as de Finanças e de Justiça e Redação. Uma que anda “devagar quase parando” é a de “Obras, Serviços Públicos, Transporte e Meio Ambiente”, que não promoveu sequer uma reunião em 2018. Lucas é membro dela e declarou que, de tanto não se reunir não lembra os nomes de todos os vereadores que compõem o grupo.


Boqueira


De vez em quando um vereador vai à tribuna e diz “senhor presidente, este microfone está com fedor”. Esse tipo de comentário seria de Soneca? Para quem é dirigido, não se sabe. Um vereador tem um salário de R$ 18.991,68 para esse tipo de coisa.


Calamidade financeira


O governador Belivaldo Chagas poderá decretar calamidade financeira até no mais tardar o final de abril próximo. Sergipe vive momento péssimo e teme-se o agravamento da crise, pois implicaria em dificuldades para pagar as dívidas e salários. Chegamos a essa situção por que o Estado gasta mais do que arrecada e ainda a sua previdência tem um rombo crescente, o tesouro tem que bancar  metade dos gastos com previdência.  A receita corrente líquida é cerca de R$ 7,3 bilhões e o Governo manda anualmente R$ 1 bi para tapar a obturaçao da previdência.

Procura-se secretário


Por mais insistentes que sejam os pedidos para que o engenheiro Valmor Barbosa permaneça ocupando a Secretaria sucedânea da pasta da Infraestrutura, o governador Belivaldo Chagas mantêm-se avaliando perfis que possam ocupar o cargo de titular e também quem poderia comandar o DER/SE e a Cehop. Na sexta-feira, 18, empresários da construção civil pediram a manutenção de Valmor, durante reunião-almoço com o governador, que pareceu não ouvir os apelos.


Sistema penitenciário


Segundo agentes penitenciários, presidiários com algum dinheiro ou status social recebem tratamento especial em todos os presídios de Sergipe. A superlotação só existe para a raia miúda. É aquela história dos iguais e dos mais iguais




Bons tempos aqueles


A Petrobras, outrora principal agente de desenvolvimento de Sergipe, hoje puxa o Estado para o retrocesso. A empresa, que produzia 40 mil barris de óleo/dia, reduziu muito a sua produção e rompeu contratos com terceirizadas, o que motivou a redução de contratações, gerando desemprego. Nos anos de 1970, 80 e 90 e parte dos anos 2000 a estatal era o xodó do Estado e hoje, com a redução dos royalties, virou uma dor de cabeça para Sergipe.


Crise no MDB


Há um claro clima de insatisfação entre os jovens emedebistas e o pessoal da “velha guarda’. Por causa disso, há um risco de esvaziamento. Os mais jovens querem espaços maiores no comando da agremiação e os antigos militantes estariam resistindo. As insatisfações estão entre políticos com mandatos e expressivas lideranças. Ninguém da velha guarda se manifesta sobre o assunto.


Armas no mercado

Loja localizada no mercado velho vende armas de fogo. Segundo seu proprietário tem crescido a procura por revólveres, escopetas, espingarda, pistolas etc. Preços variam entre um mil e quatro mil reais.

Uma sugestão

O trabalho informal pode ser notado em várias partes de Aracaju. Um exemplo disso é o número de calçadas ocupadas com pessoas vendendo queijo coalho, manteiga, massa pra fazer mingau de puba etc . Por que o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, não cria " frentes de trabalho urbano" para criar postos de trabalho e arrumar ainda mais a cidade?

 

Educação

A Secretaria Estadual de Educação enfrenta a sua primeira crise em 2019. As lideranças sindicais estão confusas quanto a em quem bater: o governador ou o secretário?

Sem entusiasmo


Em entrevista à GloboNews nessa semana que acaba, o político Sérgio Moro não se mostrou muito à vontade com o que faz ou com seus coleguinhas de Ministério. Como juiz ele tinha mais liberdade para atuar. Não pareceu particularmente entusiasmado com o combate ao crime organizado. Pode ser o primeiro ministro a pular da canoa de Bolsonaro. Talvez caia fora antes mesmo de a aposentadoria do ministro Celso de Mello. A sua missão de xerife depois da missão de justiceiro pode estar com os dias contados. Vamos ver o que acontece.


Avanço problemático

O uso de tecnologias avançadas por repartições públicas só faz piorar o atendimento dos contribuintes/usuários. Exemplo. Um usuário de certo serviço público para resolver um problema acessa o saite da repartição, quebra a cabeça e não resolve nada. Telefona mais uma vez e recebe a informação que "tá tudo lá". Pergunta: nesses casos de atendimentos que substituem o atendimento pessoal, o que fazem esses servidores?




Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
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