02/01
10:20

Angélica Guimarães despede-se da AL com mensagem de esperança

A presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputada estadual Angélica Guimarães (PSC), empossou o governador e o vice, Jackson Barreto (PMDB) e Belivaldo Chagas (PSB), respectivamente, em solenidade realizada nessa quinta-feira (1º) e aproveitou a oportunidade para despedir-se do Poder Legislativo, após o exercício de quatro mandatos ininterruptos. O mandato da parlamentar se estende até o próximo dia 31, mas antes deste prazo, ela deverá ser empossada no cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), após ter sido eleita, por quase a unanimidade de seus pares.

 

 

Ao discursar da Mesa Diretora, durante a solenidade de posse, Angélica destacou o cumprimento da Constituição do Estado de Sergipe e do Regimento Interno da Alese ao empossar o governador e o vice e destacou que “a AL não apenas cumpre o seu dever constitucional, como também, cumpre a determinação e decisão da maioria do povo sergipano ao empossar vossas excelências nos respectivos cargos. Este ato de posses, que celebramos solenemente neste parlamento, sob a chancela legal da ordem jurídica e constitucional, deve ser entendido como o coroamento da manifestação da maioria dos sergipanos no último pleito eleitoral de 2014”.

 

 

Em seguida, Angélica Guimarães disse que “nós parlamentares temos a consciência de que somos representantes do único titular do poder que a nossa carta magna indica – ‘o poder é do povo’. Sempre tive total consciência do grande valor da liberdade de opinião e do respeito à vontade da maioria. É, portanto, em pleno estado democrático de direito, que ao abrir as urnas, a soberania popular, de forma livre, indica os caminhos que a sociedade deve trilhar. Esta Casa é o espelho do sentimento popular. Trata-se de um colegiado de líderes políticos que representam os diversos segmentos da sociedade sergipana, onde a democracia exige que se respeite o livre pensar. O debate político é salutar para as decisões da Casa”.

 

 

Mais adiante, Angélica Guimarães enfatizou que durante o período legislativo, é natural ocorrerem divergências de ideias. “Todavia, nesse momento, em que um novo governo se instala, não cabe outro sentimento, senão, o de votos de uma gestão operosa, com realizações que façam o estado avançar em busca do desenvolvimento econômico e social, traduzindo em benefícios para o nosso povo”.

 

 

“Vossas excelências, como autênticos democratas, homens que viveram o dia-a-dia deste parlamento, que conhecem e muito bem souberam usar a tribuna desta Casa, sabem, que aqui é feita à imagem e semelhança do nosso povo e por isso mesmo, torna-se o grande palco para os sentimentos que exalam da gente sergipana. Saúde e Segurança Pública, principalmente, se constituem no grande desafio dessa nova etapa de governo. Mas, não há dificuldade que a determinação e a força do trabalho não possam superar”, completou a presidente da AL, apontando segmentos que merecem ser priorizados pelo governo.

 

 

Por fim, Angélica Guimarães reforçou que aquele se tratava de um dos seus últimos atos oficiais, na condição de presidente do Poder Legislativa, em vista o encaminhamento para o final do mandato e da atual legislatura. “Deixo para vossas excelências a mensagem sincera de esperança, a fim de que seja possível transformar adversidades em apenas, desafios. Parabéns! Governador Jackson Barreto de Lima. Parabéns, meu ex-colega de parlamento e mais uma vez, vice-governador Belivaldo Chagas Silva. Que Deus ilumine e abençoe as ações de vossas excelências”.

 

“Finalizo, desejando aos ilustres empossados e seus distintos familiares, aos futuros auxiliares do governo, aos diversos segmentos da imprensa, escrita, falada e televisada, aos meus queridos servidores da Casa e a todo o povo sergipano, um ano novo repleto de saúde, paz e pleno de realizações. Tenham todos um feliz 2015. e que o amor de Deus habite em nossos corações, enchendo-nos, acima de tudo de amor ao próximo”, encerrou a presidente.  (Da assessoria)



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
01/01
20:18

“Muito obrigado do fundo do meu coração”, diz Jackson agradecendo ao povo pelo mandato

Gravatas de Marcelo Déda são usadas pelos seus vices / Foto: Marcos Rodrigues/ASN

Com a Assembleia Legislativa de Sergipe completamente lotada, usando uma gravata de Marcelo Déda e sob olhares emocionados de velhos companheiros, como Rosalvo Alexandre e José Carlos Teixeira, tomou posse na manhã deste 1º de janeiro de 2015 o governador Jackson Barreto de Lima. Pouco depois das 10h, teve início o ato presidido pela deputada Angélica Guimarães.

Na solenidade, o governador e o vice-governador prestaram o compromisso constitucional e assinaram termo com as funções assumidas. Após a presidente da Assembleia Legislativa declará-los empossados, houve grande aplauso dos presentes nas galerias. Na solenidade, o primeiro secretário, o deputado Adelson Barreto fez a leitura dos termos de posse nos cargos. Jackson Barreto e Belivaldo Chagas já haviam sido diplomados pelo Tribunal Regional eleitoral no dia 18 de dezembro último.

O governador empossado lembrou, em seu discurso, sua trajetória política nos cargos públicos assumidos em momentos semelhantes ao de hoje, com destaque para o ano de 1985 quando foi, proporcionalmente, o prefeito mais votado no Brasil. Apesar do feito, disse ser uma honra sem igual tomar posse como governador eleito de Sergipe. 

“Fiz questão de deter-me sobre os principais cenários políticos em que se deram os atos de posse que tive a honra de protagonizar para que eu pudesse, entre todos eles, entre toda a singularidade política, histórica e cultural que cercaram todos os demais, destacar precisamente este, ao qual compareço, hoje, perante os senhores e senhoras, tomado por uma honra sem igual, para tomar posse no cargo de Governador eleito do Estado de Sergipe.  E devo-lhes dizer que ao lado da alegria e da satisfação que esta posse me concede, há nela significados muito mais singulares, que marcam a minha biografia e a da minha geração de um modo muito profundamente especial”, declarou.

Ao lembrar o seu outro momento de posse no governo, pela precoce passagem do então governador Marcelo Déda, Jackson fez questão de mencionar que ele e Belivaldo usavam naquele ato as gravatas pertencentes à Déda, que lhes foram presenteadas por Eliane Aquino ainda no período da campanha eleitoral. “Diferente da posse em 2013, esta posse, ainda que conserve a saudade e mantenha intacto um semblante de ausência, não se realiza sob a pungência da dor que marcava àquela, quando a vida nos tirou a liderança, a inteligência, a erudição, o talento e grandiosidade de um homem da dimensão que foi Marcelo Déda, um visionário à frente de seu tempo, que o Criador levou para junto de si. Homem, a quem o estado de Sergipe ainda deve solenes homenagens”.

Jackson inicia o mandato embasado no salto econômico e social que Sergipe deu nos último sete anos. Em seu discurso, ele apresentou os índices de crescimento na agricultura, indústria e emprego. As 103 empresas fixadas aqui desde 2007, por exemplo, geraram 12 mil empregos diretos. Este mês, o grupo de cimento Dias Branco anunciou o investimento de R$ 1 bilhão em uma nova fábrica de cimento no município de Santo Amaro.

“O estado que vou continuar a dirigir a partir de hoje é um estado promissor. Entre os estados nordestinos, apresentamos os melhores indicadores sociais e econômicos: temos o maior PIB per capita da região, e a renda média familiar por habitante de Sergipe é também a mais elevada do Nordeste. 

Entre 2007 e novembro de 2014, foram criados 125 mil empregos com carteira de trabalho em Sergipe, o melhor resultado de todos os tempos, com distribuição equilibrada entre a capital e o interior do estado. É uma média superior não apenas à brasileira, mas também à nordestina. A nossa agricultura tem se desenvolvido a passos largos, tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar. É o resultado de uma estratégia que vimos realizando ao longo dos últimos anos, de valorização do pequeno produtor e fortalecimento das cadeias produtivas. A cultura do milho se consolidou como a principal atividade agrícola do estado, se destacando em relação a outras também importantes, como a mandioca e o feijão e, principalmente, a cana-de-açúcar e a laranja, tradicionais culturas e alicerces da agricultura sergipana. No alto sertão, consolidou-se uma bacia leiteira que atraiu unidades fabris de beneficiamento de leite e derivados, o que descortinou novas perspectivas de desenvolvimento para a região”. 

Homenagens


O governador também fez homenagens especiais aos seus companheiros da velha guarda política de Sergipe, como José Carlos Teixeira e Rosalvo Alexandre, presentes na solenidade. Lembrou que começou a trabalhar, aos 13 anos numa loja de tecidos, e posteriormente como carteiro, o que lhe permitiu conhecer bem as ruas e bairros da capital sergipana. Jackson se emocionou muito ao falar de sua família e dos irmãos que partiram precocemente. Filho de uma professora e um pequeno comerciante, Jackson falou da influência dos pais na sua formação.

“Os senhores e as senhoras estão diante de um Governador que é filho de um bodegueiro, seu Etelvino, e de uma professora, Neuzice Barreto Tudo isso eu devo especialmente a minha mãe, D. Neuzice Barreto. Foi sob inspiração dela que minha família legou a todos os filhos a oportunidade de estudar; foi com ela que eu tive lições inesquecíveis de coragem e atitude. Com ela, também, aprendi a não baixar a cabeça pra ninguém, porque ela me ensinou que uma coisa é humildade e outra, bem diferente, é subserviência. D. Neuzice foi e sempre será minha maior e mais preciosa inspiração. Por isso essa posse também é sua, minha mãe. Essa posse também é de meu pai, seu Etelvino, assim como também a dedico aos meus irmãos que partiram tão precocemente e cujas vidas têm significação tão funda dentro de minha alma”.

A presidente da Assembleia Legislativa, Angélica Guimarães, disse que o ato de posse deve ser entendido como o referendo da vontade popular demonstrada nas urnas. Em um dos últimos atos oficiais da parlamentar na condição de presidente do poder Legislativo do estado, deixou para os empossados a mensagem de esperança a fim de que seja possível transformar adversidades em desafios.

“Neste momento em que um novo governo se instala não cabe outro sentimento se não os votos de uma gestão operosa, com realizações que façam o estado avançar em busca do desenvolvimento econômico e social traduzido em benefício para o nosso povo. Vossas excelências governador e vice-governador como autênticos democratas, homens que viveram o dia a dia deste parlamento, que conhecem e muito bem souberam usar a tribuna desta Casa, sabem que aqui é feita a imagem e semelhança do nosso povo e por isso mesmo torna-se o grande palco para os sentimentos que exaltam da gente sergipana. Governador Jackson Barreto e vice-governador Belivaldo Chagas, não há dificuldade que a força do trabalho e da determinação não possam superar”, disse, encerrando a solenidade de posse na Assembleia.

Participação da população

Cercados pela multidão que acompanhava a solenidade em frente à Assembleia Legislativa, Jackson e Belivaldo seguiram a pé para o Palácio Museu Olímpio Campos, onde passaram a tropa em revista e receberam as honras militares. Na sequência, eles foram ao salão nobre do Palácio Museu Olímpio Campos. Da sacada, Jackson Barreto fez o seu primeiro pronunciamento público após ser empossado.

“Que a gente possa aqui nessa tribuna do Palácio Olímpio Campos, sede do governo do povo sergipano, dizer ao povo que eu e Belivaldo Chagas vamos cumprir aqueles compromissos que assumimos com o povo durante a campanha. Estou aqui para receber o abraço de cada um e as portas do Palácio vão continuar abertas para o povo. Vou aqui dizer muito obrigado do fundo do meu coração”.

Na porta do Palácio Museu, formou-se uma grande fila de populares, lideranças políticas, amigos, familiares e admiradores que fizeram questão de cumprimentar pessoalmente o governador. Por mais de duas horas, Jackson recebeu os abraços e felicitações.

Presenças

Além dos deputados estaduais, estiveram presentes o Procurador Geral de Justiça, José Rony Almeida, o vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, o Arcebispo de Aracaju, Dom José Lessa, o presidente do Tribunal de Contas de Sergipe, Carlos Pina; o deputado federal João Daniel, Pastor Jonny, Mendonça Prado, secretários de Estado, prefeitos, vereadores além dos comandantes militares do exército, marinha e aeronáutica, familiares e amigos. (Da assessoria)



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
01/01
11:07

Há sempre uma esperança, mas...

Eugênio Nascimento


Chegamos a  2015 e a imagem que temos deste ano que agora se inicia é a das insistentes pregações da mídia de que teremos muitos problemas financeiros, o caos econômico vem aí  e, provavelmente, chegaremos ao  fim do mundo está próximo.  Esse mesmo quadro que expõem os economistas, planejadores e políticos de oposição, jornalistas e comentaristas é seguido pelos astrólogos,  tarólogos, jogadores de búzios e outras pessoas que se aventuram a dar uma de adivinhões e  que acreditam que repetindo o que supostamente  dizem cartas de baralho, sempre antenados  nos discursos mais frequentes tornados públicos pela mídia,  podem acertar alguma coisinha.

 

Há um clima de pessimismo entre aqueles que são especialistas na área econômica e isso parece já ter contaminado o governo, cujos quadros escolhidos para ocupar ministérios já falam em um 2015 de dificuldades, inclusive com desemprego e redução de recursos para investimentos em programas sociais. Esse mesmo pessimismo já está nos estados e nos municípios, onde governadores e prefeitos só falam em cortar direitos trabalhistas de servidores, diminuir números de ocupantes de cargos comissionados e ainda imprimir a imagem da crise para economizar recursos e garantir a realização futura de obras.

 

Todos os Estados brasileiros estão com déficits nas suas previdências e buscam mecanismos para federalizar as dívidas. Sergipe, por exemplo, terá até o meio deste ano um déficit de R$ 750 milhões. Essa dívida foi gerada por aposentadorias de agentes públicos que pouco contribuíram com a Previdência, desvios e gastos realizados com os recursos descontados dos salários dos servidores. Mas todos sabem que os principais causadores dessa situação foram governantes que nas décadas de 1970 e 1980 promoveram “trens da alegria” no Estado e os passageiros agora estão se aposentando e puxando para si generosas fatias do bolo previdenciário, que se encontra em estágio pré-falimentar.

 

Mas,  ainda que se mostre um tanto abatido com o quadro de crise que se ensaia e se nos apresenta (alguns economistas avaliam que estamos caminhando rumo a uma recessão),  os brasileiros dão sinais de que acreditam que o país superará os seus problemas e todos viveremos em paz, como se pode ouvir nos depoimentos captados pelas emissoras de televisão durante as festas de final de ano, realizadas ontem,  em todo o país. A profissão esperança dos brasileiros é reconhecida mundialmente e já foi até tema de texto teatral e cinematográfico. E tomara que seus desejos deem certo e tenhamos um ano bom, ainda que os discursos de posse dos novos governantes e seus opositores, com a cara engraçada do medo do que possa vir por aí,  anunciem que 2015 não será um  ano de fartura para todos, mas sim para poucos.



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
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