28/01
09:24

Coluna Primeira Mão

 Lula cá

 

Os sergipanos acompanharam divididos a nova condenação de Lula. Sendo forte o lulismo por essas bandas em termos de intenções de voto para 2018 muita gente não gostou de saber que ‘o sapo barbudo’ pode não ser candidato. O PT sergipano é lulista desde a sua fundação. As tendências brigam entre si e Lula é o ponto de equilíbrio.

 

O que virá?


Qual será o futuro político de Lula depois da condenação de quarta-feira passada? Aceitar passar um tempo na cadeia vai ser muito duro para ele, especialmente depois da morte de dona Marisa. Inegavelmente tem envelhecido muito. Ele não é homem dar um tiro no ouvido,  como fez o ex-presidente Getúlio Vargas. Ele não sairá da vida para entrar para a história. Ainda não é o fim dele.

 

Menos espaços

 

Tem gente apostando que diminuirá o interesse de JB pelo PT na sua coligação depois da condenação do ex-presidente Lula. Sei não... Com base nisso, já tem partido na base aliada querendo ampliar seu espaço na equipe governista.

 

Todos juntos

 

Há insistentes comentários sobre a possibilidade de um racha na aliança entre Eduardo Amorim. O senador Amorim disputaria o Governo tendo o deputado federal Valadares Filho como vice. Mas o deputado federal André Moura seria candidato ao Senado do grupo de oposição e contando com simpatias no bloco governista. Vale lembrar que “simpatia é quase amor”.

 

André Moura


Pode nada acontecer com as velhas alianças do grupo que está no governo estadual e na prefeitura, mas tem muita gente dizendo que o deputado federal André Moura nada tem de republicano e saberá cobrar a quem tem ajudado com liberação de recursos na hora certa.

 

Lá e cá

 

Em alguns momentos, os fofoqueiros de plantão dizem que o governador JB não tem nada contra Eduardo Amorim e sim contra André Moura.  Em outros, JB estaria próximo a André e sem querer papo com Amorim. Parece que as duas versões da mesma história são mentirosas. Mas JB estaria conversando com Moura apenas questões de interesse do Estado. Só isso. Será?


Turismo


Os empresários do turístico  querem seus hotéis lotados durante carnaval 2018 em Aracaju. A turma que não curte frevo (PE) e o axé (BA) pode descansar por aqui e ainda curtir, se desejar, o Rasgadinho.

 

Sono bom


Aracaju se torna cidade dormitório durante o carnaval. É a Curitiba do Nordeste.

 

Material escolar

 

Os gastos das famílias com material escolar não param de aumentar. Isso vale para escolas públicas e privadas. Embora as públicas não paguem pelos livros, fala-se em valores altos. No caso de famílias trabalhadoras cujas filhos frequentam escolas privadas, os  gastos ficam com três dígitos. Para todas as classes, melhor seria aumentar a qualidade do ensino público.

 

Vacinação


Existem pessoas mobilizadas no sentido de esterilizar animais abandonados para que eles não se reproduzam. O tema é polêmico. Uma pergunta se impõe a seu respeito: esterilizar impede que eles sejam abandonados?

 

Caixas cegos

 

Caixas eletrônicos velhos e incapacitados para a leitura dos códigos de barras dos boletos de pagamentos ocupam muitos espaços na orla de Aracaju e Zona de Expansão.

 

Bom exemplo

 

A filantropia empresarial de Pedro Paes Mendonça está sendo divulgada em outdoors em Aracaju. Seria muito bom se mais empresários se envolvessem em ações de solidariedade desse tipo.




Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
27/01
21:49

Os engenheiros na política

Afonso Nascimento - Professor de Direito da UFS


Pelas contas que fizemos, quatro engenheiros governaram Sergipe do fim da ditadura de Vargas até hoje, numa política hegemonizada por bacharéis em Direito. Cronologicamente, foram os seguintes: José Rollemberg Leite, Leandro Maciel, Paulo Barreto de Menezes e João Alves Filho, tendo José Rollemberg Leite administrado por dois mandatos e João  Alves por três períodos. O inexpressivo Paulo Barreto e a raposa Leandro Maciel governaram por uma vez.

A engenharia não é uma dessas áreas que favorecem o ingresso na política como, entre as “profissões imperiais”, o Direito e a Medicina. Dito de outra forma, a prática da engenharia não propicia a criação de clientela eleitoral, mas, dependendo de quem sejam os engenheiros, fatores diversos (esquemas partidários, pertencimento a famílias de políticos, nomeação por regimes autoritários, etc.) podem ajudar diplomados em engenharia a fazer carreira política.

Em relação a Leandro Maciel, de acordo com sua filha Annete Maciel e o historiador Ibarê Dantas, ele teria sido o exemplo de um indivíduo vocacionado para a política. Nesses casos, pouco importa a profissão escolhida pela pessoa. É sobre político Leandro Maynard Maciel que trata o novo livro de Ibarê Dantas publicado em fins de 2017 (DANTAS, Ibarê. Leandro Maynard Maciel na política do século XX. Aracaju: Criação, 2017). Antes de abordar esse novo trabalho desse profícuo historiador brasileiro, gostaríamos de fazer alguns comentários.

Ibarê Dantas menciona na parte final de seu livro o sociólogo da política Max Weber e aborda rapidamente o tema da vocação política. Isso merece um esclarecimento porque, em passado não muito distante, caímos na armadilha de que fala o ditado italiano: “traduttori, traditori”. Isso significa dizer que os tradutores traem o que os autores escrevem na sua língua nativa. Esse é muito bem o caso da famosa conferência de Weber sobre “a política como vocação”, pequeno e brilhante texto que lemos pela primeira vez nos anos 1970. Afinal, qual é o problema, perguntará o leitor. Ele reside no fato seguinte. A tradução correta do artigo é “a política como profissão” (“Politik als Beruf”), porque a palavra Beruf (mal traduzida como vocação), usada por Weber, é isso que significa. A mesma coisa seja dita em relação ao outro artigo do mesmo Weber: “a ciência como vocação” também deve ser entendida como “a ciência como profissão”.

No caso da afirmação da filha de Leandro Maciel, mencionada no livro de Osmário Santos, não resta dúvida sobre o que ela quis dizer. Quanto ao historiador Ibarê Dantas, isso está implícito na parte em que ele trata do envolvimento político de Leandro Maciel na Bahia e menos levemente no penúltimo parágrafo do último capítulo do seu livro. Como já dissemos em mais de uma vez, não existe vocação para nenhuma profissão: as pessoas vão sendo socializadas, aprendendo disposições, etc. e, em seguida, fazem escolhas profissionais. No caso de Leandro Maciel, embora tenha pouco vivido com seu pai, cresceu sabendo que seu pai tinha sido um homem político importante durante o século XIX, bem como que sua família era parte da aristocracia social e que outros políticos existiam do lado paterno e do lado materno. O fato de ter ingressado na política não terá sido surpresa para ninguém do seu grupo familiar e para outros grupos familiares e partidários que lhe eram próximos.

Esse novo livro do historiador Ibarê Dantas é uma fonte de prazer para quem o lê. Conforme ele mesmo afirma, o gênero biográfico nunca fora o foco do seu interesse intelectual. Em muitos dos seus livros, ele esboça muitos perfis biográficos, mas parece que tomou gosto em escrever biografias políticas quando justamente se debruçou sobre a vida política do pai de Leandro Maciel, por ele chamado de “o patriarca da Serra Negra” e cujo nome real era Leandro Ribeiro Siqueira Maciel. No livro seguinte escrito após a biografia do pai de Leandro Maciel, o historiador de Riachão do Dantas certamente fez uma nova incursão pelo gênero, ao fazer a biografia social de sua família. Depois dessas duas incursões e mais essa agora, em nossa opinião, também nessa área se tornou um mestre. É preciso ir um pouco além do que dissemos. A biografia de Leandro Maciel é um livro agradável leitura, bem escrito, em que se percebe o historiador, sempre cuidadoso com suas fontes, e aliado a isso tudo com uma narrativa que prende qualquer leitor interessado no assunto.

Num livro com cerca de quatrocentas páginas, capa dura e costurado, o nosso historiador maior expõe a trajetória política desse que foi, durante algum tempo, a maior liderança política de Sergipe. Para fazer isso, contou com a disponibilização dos arquivos do biografado pelos seus familiares, entrevistou pessoas antes e a partir do objetivo de escrever o livro, leu o que existe em termos documentação, relacionou novos títulos sobre a política sergipana e assim por diante. Escreveu o seu livro como alguém que já tratou de todos os temas relevantes da história política sergipana. Seu trabalho principal consistiu assim em colocar em alto relevo a figura do político polêmico biografado. Acrescentemos algo mais ao que acabamos de afirmar. Tivemos a impressão de que o grande historiador encontrou o espaço apropriado dessa sua biografia para destacar muito mais e adequadamente os acontecimentos políticos de 1947 e de 1952, relativos à repressão aos membros do Partido Comunista Brasileiro, antes de Leandro Maciel chegar ao poder.

Tratando da relação de Leandro Maciel com os comunistas sergipanos, essa é uma parte do livro muito importante. A despeito de Leandro Maciel ser um político de direita e conservador, por conta dos seus laços com familiares e de amizade com pessoas da família Garcia de Rosário do Catete, a sua terra também, ele se aproximou pragmaticamente dos trabalhadores urbanos sergipanos. Os membros dessa família que interessa mencionar para o caso são Luiz Garcia, membro do partido fundado por Leandro Maciel (que será após este também governador de Sergipe), o advogado Carlos Garcia e o jornalista Robério Garcia, sendo os dois últimos os membros do PCB. Essa parceria política foi benéfica para os dois grupos, ou seja, o engenheiro e político pôde aumentar o seu eleitorado e os comunistas conseguiram se estruturar livre mas não legalmente em Sergipe por, pelo menos, oito anos, antes do golpe militar de 1964. Sem falarmos do tempo do ex-udenista e governador que foi Seixas Dória.

O perfil que sobressai de Leandro Maciel no livro de Ibarê Dantas é aquele de um “animal político”. Impressiona a sua determinação, a perseguição de seus objetivos, o seu pragmatismo. O nosso historiador o chama de “líder sóbrio, atencioso, polido”, mas usa muitos eufemismos (“práticas coercitivas”, “atividades coercitivas”) para não dizer sem rodeios que também se tratava de uma liderança violenta e truculenta. Refraseando, a política sergipana nos dois governos do PSD e nos dois governos da UDN foi feita de muitos assassinatos, espancamentos, violência policial contra quem estava na oposição. A história foi um pouco assim: depois do ciclo de violência política do PSD veio a revanche talvez mais violenta da UDN. A sua filha Annete Maciel no livro referido acima dá a entender que a violência política de então era de briga de gente do interior, salvo erro nosso, e que o seu pai não era diretamente parte do faroeste entre pessedistas e udenistas. Já Ibarê Dantas trata da violência política, mas o faz sem ser mais direto com as palavras.

Leandro Maciel exerceu muitos cargos políticos por nomeação e muitos outros obtidos através de eleição (deputado estadual e federal, senador, governador). Praticamente, viveu todos os grandes momentos da política sergipana no século XX. Foi um homem nascido no fim do século XIX, num mundo agrário, rural e ainda cheio de mandões políticos. Atravessou o tenentismo, a ditadura dos interventores (sendo um deles seu primo Augusto Maynard), o golpe de 1964 e a ditadura militar, para, na primeira metade dos anos 1970, ser ejetado da política. Quando os militares estiveram no poder, gozou de algum prestígio por ser uma liderança e por pertencer ao partido golpista que também era a UDN. Sofreu com o “fogo amigo” de novas lideranças de seu partido e respondeu a inquérito da Comissão Geral de Inquérito (CGI) por enriquecimento ilícito. Ganhou e perdeu muitas batalhas na sua longa trajetória política. Como engenheiro governador realizou muitas obras, mas não chegou nem perto das realizações do engenheiro e empresário de João Alves Filho – coisa que também pode ser dita a respeito dos outros engenheiros governadores.

Para terminar essas anotações, gostaríamos de recuperar uma frase de historiadora famosa se referindo Ibarê Dantas: “a vida é curta para contar tantas histórias”, dando a entender que ele ainda tem muita coisa para dizer para o mundo. Embora seja historiador, não liga para o tempo. Ibarê Dantas continua disciplinado, monitorando a realidade política brasileira e sergipana através de jornais, revistas, livros e na internet e, ano após ano, lançando mais livros novos. O que será que ele está aprontando para 2018?



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
27/01
21:40

Dienekes, a democracia e a batalha da esperança

CEZAR BRITTO – ex-presidente da oab

 

Esta semana reencontrei um querido amigo que comigo militava no movimento estudantil, no distante iniciar dos anos oitenta. Ele acabara de participar de um ato político em defesa do direito do ex-presidente Lula apresentar sua candidatura ao crivo popular. Lembramo-nos, naquele memorável instante ressuscitador do tempo, da nossa luta pela redemocratização do Brasil, da reconstrução do Centro Acadêmico Sílvio Romero, das disputas pela representação estudantil e dos espaços libertários e de solidariedade que frequentávamos.

Eu sempre falo que hoje sou advogado em razão do que aprendi naquelas lições que moldaram a nossa geração. Eu sou advogado, porque assim me ensinou o movimento estudantil. Como já anotei no livro “Fiz-me advogado na luta”: Nascido de uma família repleta de juristas, eu pensava em ser psicólogo. Tímido, jamais poderia me imaginar discursando ou enfrentado a injustiça com a arma da palavra.

Gostei de saber que ele permanecia com as mesmas utopias do passado e, mais do que isso, seguia firme na defesa de um mundo igualmente justo, solidariamente engajado, livre de preconceitos e comprometido com a inclusão de todos e todas, independentemente das convicções políticas, filosóficas, ideológicas e religiosas. Além de fazer da advocacia uma tribuna altiva e ativa na defesa dos excluídos, combatendo a criminalização do movimento social, ele era membro fundador e integrante de movimento de resistência batizado “Advocacia pela Democracia”.

Disse-me ele, em brilhante resumo justificador de sua resistência, que ela “tem a força das águas do grande rio que arrasta os entulhos e garranchos disformes das mentes e dos corações das pessoas, para que se percam ou se achem na imensidão do oceano da humildade”.

Ele é um desses que ainda teimam em lutar e, rompendo a sólida barreira do silêncio, enfrentam a cruel realidade do hoje. E não está sozinho nesta luta diária. Encontro-os nos vários cantos e recantos em que a minha vida andarilha me leva. Eles nos lembram, que resistir ao autoritarismo, ainda quando o poder do governante se mostra gigantesco, é a melhor opção quando se luta por um ideal, quando se defende uma nação ou quando se deseja um sistema jurídico que preserva os direitos fundamentais da pessoa humana. Lembram-nos, também, que devemos ser os soldados das nossas próprias lutas, buscando em nós mesmos a coragem necessária para a ousadia de vencer. E não desistem diante do poderio demonstrado pelo Estado, mesmo quando vencidos em decisões judiciais injustas, politizadas ou reprodutoras do pensamento elitista e patrimonialista que marca a História do Brasil.

Talvez eles participem de uma batalha semelhante aquela contada pelo célebre historiador Herótodo (484-425 a.C.), quando a Grécia foi invadida pelo poderoso exército do ditador-rei Xerxes I (486-465 a.C.), até então comandante da maior e mais equipada máquina de guerra já vista na terra. É que foi o diminuto exército de trezentos hoplitas, liderado por Leônidas I (490-480 a.C.), o rei de Esparta, quem resistiu por quatro dias em Termópilas, causando tantos danos ao exército persa que não se poderia afirmar que fora vitorioso.

Realmente era difícil imaginar que aproximadamente oito mil gregos e espartanos pudessem opor qualquer resistência a um exército integrado por mais de trezentos mil soldados. Somente o batalhão conhecido como os “Imortais”, com seus dez mil soldados considerados de elite e invencíveis, era bastante superior à tropa integrada pelo valente Dienekes. Esta inesperada resistência motivou as demais cidadãs gregas, fazendo-as acreditar que era realmente possível sonhar com a vitória.

Motivadas pelo exemplo de resistência, nenhuma das cidades gregas se rendeu. Mesmo quando Atenas caiu devastada pelas poderosas tropas invasoras, continuaram os gregos acreditando que a vitória ainda era possível. Tão possível que o humilhado e cruel Xerxes foi posteriormente derrotado na Batalha de Salamina, abandonando definitivamente o seu desejo de conquistar a Grécia, caindo em seguida assassinado nas mãos de seus aliados.

Ainda hoje, quando uma batalha parece impossível de ser vencida, lembramo-nos da importância da coragem, da perseverança e da resistência dos heróis de Termópilas. Lembrança que agora exalto para os que fazem o combate de hoje ser urgente e necessário, pois eles sabem que o “Brasil do Amanhã” depende do que fizermos no “Brasil do Hoje”.

A todos eles dedico este artigo, pois, diariamente, resolvem o dilema que a vida nos cobra a cada momento, e são estes anônimos heróis que nos dizem o tempo todo: Ou aceitamos a vitória do Xérxes brasileiro, silenciando-nos; ou resistiremos, ainda que a conquista pareça ser impossível. E, para eles, deixo a histórica mensagem do rei espartano Leônidas I ao ser avisado por Dienekes de que as flechas dos arqueiros do rei persa, se lançadas de uma vez cobririam o sol: Melhor, combateremos à sombra.

 

 



Colunas
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
27/01
09:56

Sergipe perde 1.381 empregos em 2017

Sergipe perdeu 1.381 postos de trabalhos formais em 2017. Foram 86 mil desligamentos e 84 admissões  A construção civil n foi o setor com maior perda de postos formais de trabalho (-1.892), seguido pela indústria de transformação (-558). O segmento das Indústrias de Utilidade Pública teve saldo positivo de (1.027) e  o Comércio  (410).



Economia
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
27/01
09:38

Na disputa, Lula derrotaria as demais opções, diz João Daniel

 'Os petistas continuarão unidos e os comitês de Sergipe serão mantidos para puxar mobilizações em defesa da democracia e do direito do ex-presidente Lula ser candidato à Presidencia da República". O comentário é do deputado federal João Daniel, que acredita que 'Lula, disputando a Presidência,  derrota toda e qualquer outra opção que surja. O ex-presidente fez muito pelos brasileiros, em especial pelos norestinos,  e tem esse reconhecimento. É por isso que querem afastá-lo do páreo'.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
26/01
09:38

Foram vendidos 16.850 veículos novos em Sergipe em 2017

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), indicou que as vendas de veículos novos no estado totalizaram 16.850 unidades, em 2017. Em termos relativos, verificou-se alta de 18,9%, em relação a 2016.

O número de veículos novos, aqui referido, diz respeito a soma dos montantes de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados, pela primeira vez, no período em análise. O primeiro emplacamento do veículo é considerado como venda, por causa do prazo estabelecido em lei para isto. Ou seja, o prazo é de 15 (quinze) dias consecutivos após a data de saída do veículo da loja, localizada no estado.

Vendas por segmento em 2017
As vendas de automóveis e comerciais leves chagaram a 16.280 unidades, ou 96,6% do total de vendas realizadas ao longo do ano passado. Em termos relativos verificou-se alta de 19,7% sobre as vendas de 2016.

Entre os veículos pesados, o segmento de caminhões vendeu 469 unidades em 2017, registrando recuo de 5,6% nas vendas, ao passo que o segmento de ônibus comercializou 101 unidades, registrando elevação de 44,3%.

Ciclomotores, motocicletas e motonetas

As vendas e o licenciamento de ciclomotores, motocicletas e motonetas, a partir de 50 cilindradas, de acordo com a Lei 13.154/2015, somaram 14.117 unidades, em 2017. Quando comparado com 2016, observou-se retração de 56,7%.


Economia
Com.: 0
Por Kleber Santos
26/01
09:37

Funcionários do Cirurgia recebem pagamento e encerram a greve

Dois dias após o Sindicato do Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (Sintasa) obter na Justiça a liminar para que a gestão do Hospital Cirurgia pague aos empregados, a pendência do salário de dezembro e 13º salário de 2017 foi resolvida. Com isto, os funcionários encerraram a greve que durou oito dias. Foram mais de 1.200 empregados envolvidos neste drama no início do ano.

Agora, o Sintasa espera que nos próximos meses não haja atraso salarial para que a classe trabalhadora desempenhe suas funções sem a preocupação de que no final do mês não irá receber. “Estes servidores viveram dias difíceis, muitos estão com uma série de cobranças em casa, e agora vão tentar colocar em todas as dívidas acarretadas por conta do atraso”, disse Augusto Couto, presidente do Sintasa.

O líder sindical destaca ainda que o Sintasa esteve presente em todos os momentos e à frente da negociação junto ao gestor do hospital e ao secretário de Estado da Saúde que selaram um contrato com o hospital. “Não bastasse isto, entramos e vencemos uma ação na Justiça obrigando o hospital pagar os trabalhadores, sob pena de multa diária”, explicou Augusto Couto.


Variedades
Com.: 0
Por Kleber Santos
26/01
09:35

Banese tem programa de gestão e continuidade de negócios

Programa protege o banco contra eventos adversos

Cerca de 50 gerentes de Área e superintendentes do Banco do Estado de Sergipe (Banese) se reuniram esta semana, na sede do banco em Aracaju, para tratar do Programa de Gestão de Continuidade de Negócios da instituição. Segundo o superintendente de Controladoria do Banese, Aléssio Rezende, o objetivo do programa é preparar o banco para suportar eventos adversos que possam pôr em risco o funcionamento regular da organização.

“Iniciado em 2010, o programa é revisado anualmente, de forma a definir procedimentos de trabalho e preparação de infraestrutura capazes de manter a continuidade de negócios do banco durante eventos inesperados como a interrupção de serviços de telecomunicações ou de energia, entre outros riscos”, informou o superintendente.
 
Ainda de acordo com ele, todas as estratégias do programa para o primeiro semestre de 2018 já foram definidas. “Agora estamos começando a fase de execução e é bom lembrar que o Banese hoje está cada vez mais dependente de tecnologia e por isso precisamos revisar periodicamente toda a estrutura tecnológica e de negócios do banco que dependem de tecnologia, para estarmos sempre preparados para os eventos adversos”, acentuou.

Para o gerente da Área de Segurança da Informação e Continuidade de Negócios do Banese, Matheus Luiz de Oliveira Vieira, a reunião dos gestores do banco foi muito positiva. “Acho que o encontro conseguiu atingir o seu objetivo que era mostrar a importância desse trabalho que está sendo desenvolvido pelo banco e engajar os gestores do Banese a participar das estratégias definidas pelo Programa de Gestão de Continuidade de Negócios”, disse Matheus.

Também participou do evento, como palestrante, a consultora Priscila Alves Perna, especialista em Gestão e Continuidade de Negócios da FBM Consultoria, empresa contratada pelo banco para prestar serviços de assessoria no processo de elaboração dos planos de continuidade de negócios em cenários inesperados. A definição desses planos, segundo o Banese, além de atender a recomendações do Banco Central, minimizando potenciais impactos, proporciona benefícios ao banco e aumenta a confiança dos clientes na organização.


Economia
Com.: 0
Por Kleber Santos
Primeira « Anterior « 1 2 3 4 5 6 7 8 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos