24/02
19:19

MEGA-SENA SEGUE ACUMULADA E PODE PAGAR R$ 28 MILHÕES NO SÁBADO (26)


Pelo terceiro concurso consecutivo, não houve ganhador na faixa principal da Mega-Sena. Agora, a previsão de prêmio para o concurso 1.261, que será realizado no próximo sábado (26), em Tramandaí (RS), é de R$ 28 milhões.

 

As dezenas sorteadas ontem (23), concurso 1.260, foram 19 – 23 – 29 – 31 – 41 - 53. Mesmo sem nenhum apostador premiado na faixa principal, 74 apostas acertaram cinco dezenas e devem receber R$ 21.208,42, cada uma. Outros 5.240 bilhetes acertaram quatro dezenas e devem pagar R$ 427,86, cada.

 

O valor estimado do próximo prêmio da Mega-Sena é suficiente para comprar uma frota de mais de 1,1 mil carros populares ou mais de 5 mil motocicletas de 125cc. Mas se o apostador quiser investir, aplicando o prêmio de R$ 23 milhões na Poupança da Caixa, ele receberia mensalmente cerca de R$ 180 mil em rendimentos.

 

Outra possibilidade seria comprar imóveis. Aí, o apostador premiado, poderia comprar dois prédios inteiros, de 14 andares e quatro apartamentos por pavimento, considerando um imóvel de valor médio de R$ 250 mil.

 

A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 2,00 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) de sábado, em qualquer uma das 10,7 mil lotéricas do país. O sorteio acontece a partir das 20h. (Da assessoria)


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
24/02
18:02

Governador indica o nome do auditor Luiz Augusto Ribeiro para vaga no Tribunal de Contas do Estado

Na tarde desta quinta-feira, 24, o governador Marcelo Déda convidou o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Luiz Augusto Ribeiro, para comunicá-lo da escolha do seu nome para a indicação que será feita à Assembleia Legislativa como o novo conselheiro do TCE na vaga reservada aos auditores da Corte de Contas. O encontro ocorreu no Palácio dos Despachos e contou com a presença do secretário de Estado da Casa Civil, Jorge Alberto.

O governador esclareceu que a escolha se deu após a entrega da lista tríplice realizada no último dia 15, pelo presidente do TCE, conselheiro Reinaldo Moura. "Recebi a lista tríplice elaborada pelo Tribunal de Contas, que foi composta levando-se em conta a antiguidade dos que compõem a carreira de auditor, e o doutor Luiz Augusto liderava a lista, por ser o mais antigo da casa", explicou o governador.


"Dentre os três indicados pelo Tribunal, optei pelo primeiro da lista, o mais antigo do órgão, homenageando o princípio que a Constituição estabelece, que é o princípio da antiguidade", enfatizou Déda. A partir de agora, com a indicação do governador, o nome do indicado passa pelo crivo da Assembleia Legislativa, que realiza a tradicional sabatina e submete o nome do indicado ao plenário da casa.


A vaga reservada aos auditores é oriunda da aposentadoria do conselheiro Heráclito Rollemberg.

Orgulho

O auditor e futuro conselheiro Luiz Augusto Ribeiro declarou o seu orgulho em receber a indicação para o cargo após 28 anos atuando como auditor no TCE. "Recebi com muita honra e orgulho o comunicado do governador Marcelo Déda sobre a escolha do meu nome, após o Tribunal cumprir o que manda a Constituição Estadual, enviando uma lista tríplice para que o governador escolhesse um entre os auditores", afirmou Ribeiro, que integra o quadro de auditores do TCE desde 1983.


"Só posso me sentir honrado em receber essa nova atribuição, e estarei, como nos últimos 28 anos, realizando minhas funções no Tribunal de Contas a serviço do povo de Sergipe", concluiu o indicado. (Da assessoria)


Política
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Por Eugênio Nascimento
24/02
17:15

CDL pede prorrogação do ICMS ao governo do Estado


O segmento lojista de Sergipe, através da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), visando compatibilizar os custos operacionais de um mês muito difícil para nossa classe - fevereiro - onde as vendas caem vertiginosamente e, como o pagamento do ICMS vence no dia 09/03/2011, numa quarta-feira de cinzas, além de ser uma semana com pouca movimentação em função do carnaval, solicita da Secretaria de Estado da Fazenda a devida análise quanto à possibilidade da prorrogação do ICMS gerado em fevereiro, passando o vencimento para o dia 21/03/2011 (segunda-feira).
 


Economia
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Por Eugênio Nascimento
24/02
16:48

Dieese registra crescimento de empregos em SE

Segundo levantamento do DIEESE em Janeiro de 2011 foram admitidos 9.289 trabalhadores e desligados 7.559 gerando um saldo positivo no emprego formal em Sergipe de 1.730 postos de trabalho. Nos últimos doze meses o emprego com carteira assinada teve um crescimento de (+9,25% em termos relativos), e 22.178 novos vínculos (em termos absolutos).

SETORES QUE MAIS CONTRATARAM

Os setores que tiveram os maiores saldos no mês de Janeiro de 2011 em Sergipe foram: C. Civil (748 empregos ou +2,49%), Indústria de Transformação (372 empregos ou +0,87%), e o Comércio (201 empregos ou +0,38%).

EMPREGO EM ARACAJU

O saldo do emprego em Aracaju foi positivo, com um aumento de +0,46%, percentual que representou a geração de 694 novos postos de trabalho formais. Em doze meses o emprego com carteira assinada teve um crescimento de (+6.90% em termos relativos), e 9.730 novos vínculos (em termos absolutos).

Da assessoria do Dieese

 


Economia
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Por Eugênio Nascimento
21/02
14:29

Memórias de um ex-estudante de Direito (Sobre a Operação Cajueiro)

* Por Afonso Nascimento

1976 foi o meu último ano na Escola de Direito da UFS como estudante.
Antes do início das aulas em março, aconteceu a assim chamada Operação Cajueiro, através
da qual foram presos dois estudantes de Direito (Carlos Alberto Menezes, hoje advogado e
professor da UFS e Elias Pinho, hoje membro do Ministério Público Estadual), outros
estudantes universitários, trabalhadores e políticos sergipanos. Isso teve lugar no dia
20 de fevereiro. Eu fiquei sabendo do episódio por intermédio de Luciano Oliveira, também
estudante de Direito, no Cacique Chá, bar e restaurante localizado na Praça Olímpio
Campos e muito frequentado por políticos, advogados, jornalistas, artistas, estudantes
etc. De lá seguimos até a Rua João Pessoa. Eu perguntei pelos outros colegas, amigos e
conhecidos e ele me disse que tinham fugido para fazendas, para casas de amigos no
interior e para outros Estados. Com medo, voltei para casa e de lá não saí.

Por que o medo de ser também preso? Do ponto de vista racional, não havia motivos para
isso. Eu sabia que não era membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), frequntava
esporadicamente as reuniões da Ala Jovem do MDB. “Tinha contra mim” apenas o fato de ter
sido secretário-geral e vice-presidente do Centro Acadêmico Sílvio Romero, ter amigos
ligados ao PCB e outros com militância estudantil. Não era então, como nunca fui, um
protagonista político, pois sempre me faltaram talentos para tanto. Era, no máximo, um
ator coadjuvante meio distante, mas atento. Mas, em tempos de repressão cega e de
arbítrio, tudo podia acontecer. Por que não mais um?

Os estudantes de Direito de então não estavam ligados ao PCB. No momento das prisões,
eram liberais ou
de esquerda moderada, mas estavam conscientemente envolvidos na luta contra a ditadura
militar e tinham aquela coisa de fazer discursos entusiasmados, pois não faltavam bons
oradores (além dos dois presos, também lá estavam Walter Calixto, Agamenon Araújo etc.).
Agora entre os estudantes de Economia, curso oferecido no atual prédio do IPES, havia
pessoas com mais leituras de Marx (até por estudarem Economia) e alguns eram sabidamente
comunistas. Este era, por exemplo, o caso do grande amigo Goizinho. Eram os estudantes de
Direito que, juntamente com os estudantes de Economia, lideravam o Movimento Estudantil e
tentavam reabrir o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS, fechado em 1968 pela
ditadura militar.

Com o recomeço das aulas em março, apareceram Francisco Dantas, Walter Calixto (o famoso
"W.C"), Nílton Vieira Lima, Agamenon Araujo etc., e em seguida, para a tranquilidade de
todos, Carlos Alberto Menezes e Elias Pinho com as aulas já iniciadas. Os dois traziam na
raiz dos narizes cicatrizes devidas à pressão de
objetos colocados na cabeça pelos agentes da repressão para impedir a sua visão dentro do
quartel.

Esse acontecimento teve um impacto importante na minha vida. Em primeiro lugar, como
estudantes de Direito, nós nos sentíamos solidários com os colegas e, também por isso
mesmo, um pouco encarcerados no 28º BC, situado no Bairro 18 do Forte. Em seguida, porque
me dei conta que isso de lutar contra a ditadura militar era coisa séria. Lembrei-me
então que tinha recebido convite indireto para me filiar ao PCB da parte de um amigo e
que recusara ou fingira não entender. Recordei-me também de meu pai, membro do Sindicato
dos Ferroviários de Sergipe que, nos tempos do golpe militar de 1964, dizia a minha mãe
que não sabia se voltava para casa naquele dia de trabalho, porque os agentes da
repressão já tinham prendido vários ferroviários. Caí na real também porque percebi que
andava lendo muitos jornais alternativos (Opinião, Movimento, Em Tempo, Pasquim, etc.) e
livros proibidos como, por exemplo, aquele famoso manual de Georges Politzer de marxismo
vulgar.

Passaram na memória os conselhos que a querida professora Juçara Fernandes Leal (então
chefe do DDI ou era José da Silva Ribeiro?) nos dava em relação a engajamento político
estudantil e partidário e a necessidade de moderação – especialmente em relação a
Agamenon Araújo que não perdia uma oportunidade para fazer discursos incendiários contra
o regime militar e era sempre preciso ter alguém por perto para fazê-lo calar-se. Não sei
se para o seu bem ou se para o seu mal, esse grande amigo, discípulo de membros do PCB,
nunca foi preso pela ditadura militar. Fora ele, Agamenon, que, juntamente com Carlos
Alberto Menezes, estivera em Porto Alegre (RS) e trouxera de lá o modelo institucional de
Ala Jovem do MDB para Sergipe. Hoje ele mora no Bairro Coroa do Meio e, além de ter
escrito uma grande peça de teatro retratando o período (“Os Gêmeos”), compõe músicas
religiosas, de São João e de Carnaval.

Tempos depois, como agora, revisitando aqueles tempos de repressão, censura e prisões
ilegais, percebi que a minha politização não se dera na escola secundária (Colégio Costa
e Silva e Colégio de Aplicação da UFS), como geralmente acontecia com os estudantes com
passagem pelo Atheneu Sergipense), mas na escola de Direito por influência desses colegas
e de professores conservadores como Joviniano Carvalho Neto. Explico este último ponto.
Para quem entrava no curso de Direito e encontrava esse professor vomitando um discurso
anticomunista grosseiro e fazendo elogios excessivos ao imperialismo americano e à
ditadura militar, era fácil se identificar com o outro lado político, pois isso gerava
uma antipatia imediata.

Além disso, no clima de paranóia política que existia então, muitos colegas eram
identificados, com ou sem razão, como “dedo-duro”. Era preciso tomar partido.

O que não sabia então era que ser comunista também não era grande coisa assim e que os
comunistas (de todos os partidos e de todas as posições políticas) estavam lutando contra
a ditadura militar para pôr no seu lugar outra ditadura, a deles, o totalitarismo.  Disso
eu só me dei conta quando, em 1983, viajei para vários países do Leste Europeu
(Iugoslávia, Hungria, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental) e compreendi que, sim, era
necessária a luta de todos os partidos clandestinos e forças legalizadas contra a
ditadura militar, mas que a outra luta pelo estabelecimento de uma ditadura totalitária
era uma péssima ideia, como a prática política tem mostrado. Ainda assim, por essas
pessoas guardei o mesmo respeito que tinha pela sua contribuição ao fim da ditadura
militar e passei a entender a dita democracia burguesa como um fim em si e não um meio
para o que quer que seja. Infelizmente, já nesta década, muitas dessas pessoas darão a
essa sua militância política contra a ditadura militar um sentido mercantil recebendo em
troca por sua participação uma “bolsa-ditadura”. Coisas da política...

* Professor do Departamento de Direito da UFS



Política
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Por Eugênio Nascimento
21/02
14:28

CREA-SE prepara livro e vídeo sobre engenharia em Sergipe

O presidente do CREA-SE, engenheiro Jorge Roberto Silveira confiou ao
engenheiro civil Etelvino de Oliveira Freitas, ex-presidente do
Crea-SE e ex -Conselheiro Federal do Confea, uma das missões mais
importantes de sua vida profissional: Coordenar o resgate e confecção
de um livro e vídeo sobre a História da Engenharia, Arquitetura,
Agronomia, Geografia, Geologia e Meteorologia do Estado de Sergipe,
com abordagem nas obras, serviços, pesquisas, projetos e ensino.

  De acordo com Etelvino Freitas será um trabalho que envolverá muita
pesquisa junto aos historiadores, profissionais, dirigentes,
empresários, instituições de ensino, entidades de classe e setores
governamentais.

  "Para isso, estamos solicitando a colaboração dos setores da
sociedade sergipana que tenha informações importantes das áreas
tecnológicas e comprometidas com os registros das informações",
destaca Etelvino Freitas.

  O ex-conselheiro do Confea revela que está solicitando ao
presidente do CREA-SE, o engenheiro Jorge Roberto Silveira que agende
entrevistas através do telefone do conselho (79) 3234-3002, para que
mais informações possam ser coletadas e diz que os contatos também
poderão ser feitos através do e-mail etelvinofreitas@hotmail.com[1].

  Etelvino informa ainda, que o presidente Jorge Silveira quer
estender essa obra não somente a participação informativa dos
empresários, como também os convida para serem parceiros na elaboração
do material. "Para isso estaremos oferecendo cotas de participação de
forma a viabilizar os recursos financeiros", detalha.

Da Assessoria


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
21/02
14:28

Plano Diretor: “Agora é a hora de pensar Aracaju”

No dia de ontem foram completados os primeiros três meses que o texto da revisão do Plano
Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável (PDDUS) foi entregue pelo prefeito Edvaldo
Nogueira (PCdoB) à Câmara Municipal de Aracaju (CMA) para avaliação dos vereadores. A
iniciativa, embora tenha ocorrido um tanto tardia (ficou muito tempo no Condurb),
revestiu-se de especial conotação, pois se trata de uma iniciativa que poderá salvar o
que resta de Aracaju para a realização de uma melhor política de desenvolvimento urbano.

A cidade, muito mal planejada desde que surgiu como capital, em 1855 – um aterro de
manguezal onde posteriormente foram programadas quadras de cem metros, quando poderia
nascer e se desenvolver à beira mar, a partir do bairro Atalaia –, cresceu
desordenadamente e hoje já vive momentos ruins, com grandes engarrafamentos, inundações
de vias públicas, pequena arborização e com ruas com no máximo três metros de largura, o
que pode ser detectado no Mosqueiro, Areia Branca, Matapuã, Robalo e Boca do Rio.

Em meio à bagunça que se promoveu ao longos dos 156 anos da cidade, busca-se hoje, com o
Plano Diretor, alguma maneira de evitar que se construa mais prédios, casas e puxadinhos
no meio das calçadas e ruas ou barrancos sujeitos a deslizamentos. Para dar uma aparência
de modernidade, o Plano Diretor que será revisado e ampliado pela Câmara engloba quatro
códigos urbanísticos – Código Municipal de Posturas, Código Municipal de Obras e
Edificações, Código Municipal de Meio Ambiente e Código de Parcelamento, Uso e Ocupação
do Solo.

Os 19 vereadores terão uma oportunidade ímpar de trabalhar pela melhoria de Aracaju.
Poderão alterar o Plano Diretor a partir de amplas conversações com a sociedade, que se
queixa da falta de iniciativas modernizadoras para a melhoria das condições de vida. A
necessidade de modernização da capital é visível.

É recente a construção de viadutos e pontes na cidade, que no passado construiu uma ponte
do Imperador, que não passa de um ancoradouro.

Toda a Aracaju merece atenção especial e se enquadrar no novo Plano Diretor. Mas esse
plano precisará ser bem claro em relação à chamada Zona de Expansão, uma espécie de
pântano onde empresários e profissionais liberais se misturam com nativos em chácaras e
sítios com boas moradias. A Zona de Expansão é o futuro de Aracaju, uma cidade que ali se
acaba. Os endinheirados mais espertos já estão comprando áreas de Itaporanga, D’Ajuda,
Estância e Indiaroba, onde acaba Sergipe. Nos municípios litorâneos da região sul
adotou-se a mesma baderna da capital. Depois que destruírem tudo, um dia pensarão num
Plano Diretor por lá também.


Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/02
14:27

Ex-presos políticos fazem apelo pela indicação de Menezes ao STJ

Manifestação foi realizada durante encontro promovido pela OAB/SE com
vítimas da ditadura militar


O encontro promovido pela OAB/SE com vítimas da ditadura militar para
lembrar os 35 anos da Operação Cajueiro foi marcada por forte emoção dos
cidadãos transformados em presos políticos durante o período do regime
militar e, nesta condição, acabaram torturados física e psicologicamente.
Emoção traduzida nas lágrimas de cada orador e, em cada pronunciamento,
gestos de apoio incondicional à candidatura do advogado sergipano Carlos
Alberto Menezes ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em cada palavra em apoio à candidatura de Carlos Alberto Menezes, a plateia
 reagiu com aplausos, sinalizando apelo à presidente Dilma Rousseff, que
estará em Aracaju na próxima segunda-feira participando do Fórum dos
Governadores do Nordeste, para que a indicação seja efetivamente em favor do
sergipano, que compõe a lista tríplice encaminhada pelo STJ à Presidência da
República.

Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente em exercício da OAB/SE,
Maurício Gentil, que justificou a iniciativa da entidade, lembrando os 35
anos da Operação Cajueiro, que culminou com a prisão e tortura de sergipanos
engajados na luta pela redemocratização do país. "Para não deixar que, nunca
mais, episódios como aquele da Operação Cajueiro sejam esquecidos e
proporcionar, sobretudo, que as novas gerações tomem conhecimento, se
integrem sobre como tudo aconteceu para que estejam sempre vigilantes em
defesa do estado democrático de direito, da cidadania e das liberdades
públicas em nosso país", considerou Gentil.

"Neste sentido - continuou o presidente em exercício da OAB/SE - a Ordem dos
Advogados do Brasil tem a honra de realizar um ato como este para homenagear
as vítimas do regime militar de um modo geral e, em especial, as vítimas da
Operação Cajueiro, que neste momento completa 35 anos. E a OAB se sente
honrada em receber estes cidadãos para fazer este ato público, solene, em
defesa permanente e constante de nossa democracia, este que é um dos papéis
essenciais da Ordem dos Advogados do Brasil".

No início do evento, foi executado o hino nacional e, durante as homenagens,
foi entoada a canção 'Para não dizer que não falei das flores' na voz de
Geraldo Vandré, que se tornou ícone da resistência e da luta pela
redemocratização do país. A grande maioria das vítimas do regime militar que
estava presente ao ato fez relatos emocionantes a respeito das torturas as
quais foram submetidas.

Manifestaram-se de forma emocionada o vice-governador Jackson Barreto, o
promotor Elias Pinho, o ativista sindical à época Milton Coelho, que perdeu
a visão por força das torturas a que fora submetido nos porões da ditadura
militar, o ex-vereador Antonio Gois, os advogados Wellington Mangueira e
Zelita Correia, o presidente de honra do PMDB, José Carlos Teixeira, o
agrônomo Rosalvo Alexandre e o ex-deputado Iran Barbosa. O ex-vereador
Marcélio Bonfim, embora citado como símbolo da resistência por todos os
ex-presos políticos, preferiu apenas acompanhar as manifestações dos colegas
em silêncio. "Prefiro não me manifestar porque me faz lembrar companheiros
assassinados nas catatumbas dos órgãos de segurança", justificou o
ex-parlamentar.

O titular na Presidência da OAB/SE, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, não
pode comparecer ao ato em homenagem às vítimas da ditadura militar por ter
compromisso no Conselho Federal da OAB em Brasília, mas enviou mensagem de
apoio a cada um dos presentes. O ouvidor geral do Conselho Federal da OAB,
Henri Clay Andrade, designado por Carlos Augusto para coordenar o encontro
também ficou impossibilitado de participar do ato público em homenagem às
vítimas da ditadura. Ele estava em Brasília e o vôo no qual ele partiria com
destino à capital sergipana foi cancelado. "Fui preso e torturado pela GOL.
Estou condenado ao exílio em Brasília. Voo cancelado. Impedido de comparecer
ao evento histórico na OAB/SE", lamentou Henri Clay, no twitter.

Da Assessoria





Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
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