20/02
10:32

MPF/SE PROMOVE - Iº Seminário Memória, Verdade e Justiça de Sergipe

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) do Ministério Público em Sergipe (MPF/SE) realiza, no dia 28 de fevereiro, o I Seminário Memória, Verdade e Justiça de Sergipe, que apresentará a atuação do Grupo de Trabalho Direito à Memória e Verdade do MPF e discutirá temas como a Comissão Nacional da Verdade e Justiça de Transição. O evento é coordenado pelo procurador dos Direitos do Cidadão em Sergipe, Pablo Coutinho Barreto e acontecerá na sede do Ministério Público Estadual, na praça Fausto Cardoso.

Realizado com o apoio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), o evento contará com palestra do procurador Regional da República da 3ª Região, Marlon Weichert, que é membro do GT de Direito à Memória e Verdade do MPF e foi o perito indicado pela Comissa?o Interamericana de Direitos Humanos para atuar perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Gomes Lund e Outros vs Brasil, sobre a Guerrilha do Araguaia.

No seminário, o professor doutor Milton Barboza, da Universidade Federal de Sergipe, vai apresentar o resultado do projeto Memórias Reveladas em Sergipe. O Memórias Reveladas é uma ação da Casa Civil da Presidência da República instituído em 2009 e pretende resgatar os documentos (textuais, audiovisuais, imagens, entre outros), que comprovem as atuações dos órgãos de repressão durante o regime militar (1964 ? 1985).

Inscrições - As inscrições para devem ser feitas através do e-mail
ascom@prse.mpf.gov.br, com o envio de nome, número do documento de identidade e órgão, empresa ou faculdade a que o interessado está vinculado. O evento é gratuito e aberto a toda a sociedade.

Mobilização - O I Seminário Memória, Verdade e Justiça de Sergipe faz parte da mobilização nacional do MPF para que o Estado brasileiro cumpra a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund (Guerrilha do Araguaia), de novembro de 2010. A sentença condena o Brasil a uma série de ações com caráter imediato, visando à localização dos corpos ainda desaparecidos, à abertura de arquivos, assim como reparações às famílias das vítimas. Também exige do Estado tanto medidas judiciais efetivas para a responsabilização individual pelos crimes cometidos, como outras de caráter mais geral objetivando o resgate da Verdade Histórica sobre os fatos ocorridos.

GT Direito à Memória e Verdade - O Grupo de Trabalho Direito à Memória e à Verdade, instalado em setembro de 2010 no MPF, tem como objetivo promover o debate sobre a importância da apuração da verdade na justiça de transição, na redescoberta do passado e na adoção de mecanismos capazes de ouvir as vozes das vítimas. As temáticas do grupo de trabalho são o direito à verdade, inclusive localização de restos mortais e acesso às informações mantidas sob sigilo público ou privado, a responsabilização civil de perpetradores de graves violações aos direitos humanos, a reparação coletiva e imaterial de danos e a reforma dos aparatos de segurança.

Serviço
I Seminário Memória, Verdade e Justiça
Data ? 28/02
Horário ? 14h às 18h
Local - Sede do Ministério Público Estadual. Praça Fausto Cardoso, 327, Aracaju.

Palestrantes
Marlon Wichert, Procurador Regional da República. Mestre em Direito do Estado pela PUC/SP. Perito indicado pela Comissa?o Interamericana de Direitos Humanos para atuar perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Gomes Lund e Outros vs Brasil, sobre a Guerrilha do Araguaia.

Milton Barboza, Bacharel em História, mestre em Ciências Sociais e doutor em Ciências Políticas. Professor universitário das disciplinas Ciências Políticas, Sociologia Jurídica e Políticas Públicas. Coordenador Estadual do Projeto Memórias Reveladas.



Política
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Por Eugênio Nascimento
20/02
10:21

AFONSO NASCIMENTO ESCREVE - Ibarê Dantas e a política sergipana (1)

IBARÊ DANTAS E A POLÍTICA SERGIPANA (I)

 Afonso Nascimento  - Professor do Departamento de Direito da UFS


Na história intelectual de Sergipe, Ibarê Dantas ocupa um lugar de destaque: ou está entre os primeiros ou é o maior intelectual Sergipe. Cheguei a essa conclusão depois de excluir os sergipanos “expatriados” e depois de analisar, quantitativa e qualitativamente, o conjunto de sua obra materializada em livros, capítulos de livros, artigos em revistas, artigos para a imprensa, entrevistas para jornais, palestras e conferências. A trajetória intelectual de Ibarê tem sido marcada por uma extraordinária coerência e uma inabalável determinação própria daquelas pessoas que sabem o que querem e que se inventam e transformam a vocação científica num projeto de vida profissional.

 

Ibarê nasceu no seio da elite social sergipana, em Riachão do Dantas. Com efeito, por parte de seu pai e de sua mãe, ele descende de famílias de grandes proprietários rurais. Contraditoriamente (mas como era comum acontecer quanto mais se recua na história sergipana), seus pais não tiveram formação universitária. Ibarê fez seus estudos pré-universitários entre Bahia e Sergipe, passando por pelo menos duas escolas de elite, a saber, o Colégio Maristas, em Salvador, e o Colégio Jackson de Figueiredo, em Aracaju, nos quais quadros dirigentes e intelectuais eram formados nos dois estados.

 

Ingressou na Faculdade de Direito da UFS em 1965, para onde ia importante contingente da juventude oriunda das classes proprietárias e médias àquela época. Percebendo muito cedo a falta de interesse pelo Direito, mudou de curso no segundo ano: foi do Direito para a História. Para aqueles tempos (e os de hoje também?), tratava-se de uma decisão que parecia absurda, considerando-se a geralmente baixa extração social dos alunos de História e o desprestígio do magistério (secundário pelo menos) nessa área, única ocupação regular então disponível para portadores de seu diploma.

 

Ainda nesse período universitário inicial, Ibarê exerceu a função de bancário em Sergipe e em São Paulo, trabalhando respectivamente no Banco do Povo (1962) e no Banco do Brasil (1964-1967). Em seguida, já graduado em História e antes de tornar-se professor universitário, foi, por uma única vez na sua trajetória intelectual, professor de História em escola secundária de Aracaju (Colégio Castelo Branco). Quando se submeteu a concurso para professor da UFS, não escolheu o Departamento de História, mas o de Ciências Sociais.

 

A decisão de fazer seu mestrado em Ciência Política na Universidade de Campinas representou uma extraordinária ruptura na trajetória intelectual de Ibarê – mas nem tanto na sua carreira de pesquisador, pois já saíra formado de Sergipe com a pesquisa que resultou no seu primeiro livro sobre o tenentismo. Na UNICAMP conseguirá as bases teóricas que os estudos em Aracaju não lhe tinham permitido, como será tratado mais adiante. Aqui também merece ser feita a pergunta: por que não se inscreveu num curso de pós-graduação em História? Nesse caso, ele teve essa escolha? Na sua volta a Sergipe, foi mentor intelectual, fundador e professor do Núcleo de Pós-Graduação em Ciências Sociais, embrião do que são hoje o mestrado e o doutorado em Sociologia da UFS. Ali, durante muitos anos, ensinou Teoria do Estado, Estado e Sociedade, etc.

 

Ibarê tem frequentado congressos e seminários de várias associações acadêmicas. Além disso, tem exercido funções em diversos postos administrativos,  mas sempre ligados à área intelectual, como a direção do CEIS no interior do IHGSE, a direção do NPPCS  e, ponto mais alto de sua consagração intelectual como historiador, a direção do Instituto Histórico e Geográfico de  Sergipe, o panteão dos historiadores sergipanos. Nunca foi membro de nenhum partido político em toda a sua vida. A despeito disso, os seus contemporâneos sabem que esteve próximo, primeiro, do PT (simpatizante?) e, mais tarde, do PSDB (de novo simpatizante?). Para além dessas simpatias qualquer que seja o seu grau, entendo que o seu verdadeiro “partido” foi de fazer de sua biblioteca e de sua sala de trabalho um observatório da política sergipana em tempo integral.

 

Fiz aqui a opção por não fechar os números exatos (mas aproximados) dos trabalhos escritos por Ibarê, pois, não fazendo assim, correr-se-ia o risco de deixar de fora obras não mencionadas nos três currículos consultados, nas bibliotecas e nos arquivos de Sergipe. Quantitativamente falando, ele escreveu oito livros, dos quais quatro pela Tempo Brasileiro (RJ), dois pela Vozes (RJ),um pela UFS (SE) e pela Criação(SE). Na década de 1970, escreveu um, na década de 1980 três, na década de 1990 um, na primeira década do século três até agora. Foram dois, portanto, os seus períodos mais produtivos, correspondentes a sua volta de São Paulo e a sua aposentadoria funcional em 1994. Entre o primeiro livro (1974) e (até agora) último (2010), passaram-se trinta e cinco anos.

 

A produção bibliográfica de Ibarê quase nunca foi teórica. Com efeito, à exceção de alguns artigos, dedicou-se a testar conceitos na prática da pesquisa empírica. Além disso, sempre se debruçou sobre a história republicana de Sergipe – afora a biografia política do Leandro Maciel (pai), centrada no século XIX. Sempre tratando da política sergipana, a temática de Ibarê foi a seguinte: a) tratou de temas militares em três livros, b)dedicou atenção a partidos e eleições em três; c) abordou o coronelismo em um; d) fez uma biografia política; e) e escreveu  uma síntese ( economia, política e cultura) da história de Sergipe em um.

Ibarê trabalhou com longos e curtos períodos históricos. Esses são os casos de Partidos Políticos em Sergipe, 75 anos; História de Sergipe, 111 anos; Leandro Maciel, oitenta e quatro anos; Eleições em Sergipe, quinze anos; O Tenentismo em Sergipe, seis anos; Revolução de 1930, um ano; A Tutela Militar, vinte anos; e Coronelismo, sem periodização explícita. Em síntese, foram quatro trabalhos com longa e curta duração, respectivamente. Escreveu Ibarê cerca de dezesseis artigos acadêmicos. O primeiro (não publicado) tratou da história política de Sergipe de 1889 até 1930 e o último, até agora, sobre o sociólogo e idealizador do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe Florentino Menezes. No caso dos artigos acadêmicos, foram explorados temas indo além da realidade sergipana. Os seus artigos para jornais foram, até aqui, em torno de dezessete. Isso mostra uma razoável participação de Ibarê no debate público sergipano sem tornar-se com isso, todavia, um intelectual midiático.



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Por Eugênio Nascimento
20/02
09:44

O projeto carnalita

Ricardo Lacerda  --  Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe


A Vale e a Petrobras anunciaram no inicio de fevereiro o fechamento do acordo para o arrendamento por 30 anos das reservas de carnalita em Sergipe. Não foi uma negociação fácil. A própria Presidente da República Dilma Rousseff, por interveniência do Governador Marcelo Déda, precisou aproximar as partes para que a negociação chegasse a bom termo, depois de um longo impasse sobre a extensão das reservas, em virtude de sobreposição de jazidas de petróleo e de carnalita em algumas áreas, e sobre as contrapartidas envolvidas.  Segundo a imprensa, o acordo não passou por desembolso financeiro imediato ou cessão de patrimônio pela Vale e sim pelo compartilhamento de receitas futuras do empreendimento, mas essa informação ainda carece de confirmação.

O Projeto Carnalita, como explica a Vale, tem como objetivo a produção de cloreto de potássio (KCl) por meio de “lavra de dissolução”, produzindo uma salmoura rica de sais de potássio, sódio e magnésio.

Para Sergipe, o Projeto Carnalita, em primeiro lugar, assegura a continuidade da produção de potássio por mais 30 anos. A produção hoje realizada a partir da silvinita tem o esgotamento da reserva explorável previsto para 2016. Mas outros aspectos também são relevantes.  

Os números do projeto são de impressionar: o investimento deve alcançar US$ 4 bilhões, montante muito superior a qualquer outro já realizado em Sergipe por uma empresa privada e a empresa prevê a geração de até 4 mil empregos durante a implantação e cerca de mil empregos na operação. O leitor pode avaliar o impacto que tal empreendimento deverá ter sobre o mercado de trabalho e sobre o volume de recursos circulando na economia sergipana. Por tudo isso, não é exagero afirmar que se trata do mais importante empreendimento produtivo já realizado em Sergipe, depois da exploração de petróleo.

Outro aspecto é que o Projeto Carnalita integra o plano da empresa Vale de ampliar os seus investimentos na área de fertilizantes, em que o país é altamente dependente de importações.

Dependência

Como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, o Brasil precisa consolidar a sua cadeia produtiva de fertilizantes.   Segundo estimativa da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA), o grau de dependência da agricultura brasileira de fertilizantes importados alcançou 70% em 2011. No caso de potássio, um dos três nutrientes básicos, a dependência atinge 90%, sendo a mina Taquari-Vassoura, em Sergipe, a única unidade produtiva no território nacional.

O gráfico 1 mostra  a produção e a importação de fertilizantes intermediários entre 2000 e 2011. Enquanto a produção nacional de fertilizantes aumentou 1,9 milhão de toneladas no período, indo de 8,0 para 9,9 milhões de toneladas (taxa de crescimento de 23%), o volume de importações cresceu de 10,3 milhões de toneladas para 19,8 milhões de toneladas, um incremento de 9,5 milhões de toneladas (ou 93%).





Fonte: Anda

Potássio

Além da jazida de Sergipe, há reservas comprovadas de cloreto de potássio no Amazonas, Minas Gerais e Tocantins. A exploração, todavia, tem se limitado ao projeto Taquari-Vassouras e deve ser encerrada em alguns anos.  Entre 2000 e 2011, a produção da mina cresceu apenas 7%, mantendo-se, em média, um pouco abaixo de 700 mil toneladas (ver gráfico 2). A produção de cloreto de potássio a partir da exploração da carnalita abre a perspectiva da produção sergipana (e nacional) alcançar 1,2 milhão de toneladas, em 2015, podendo atingir 2,4 milhões de toneladas, em um cenário alternativo mais otimista.






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Por Eugênio Nascimento
20/02
09:16

Ateus são 5,58% e os católicos 79,96% dos sergipanos

Os ateus somam hoje 6,7% da população brasileira e Sergipe é o 12º Estado em número de pessoas que não têm religião ou não acreditam na existência de um Deus (5,58%), conforme o Mapa das Religiões produzido pela Fundação Getúlio Vargas. Na frente de SE estão SP, MS, PA, RN, AL, BA, DF, ES, PE, AC, RO, RJ e Roraima, com o maior percentual, 19,39%. Roraima tem também o menor percentual de católicos, apenas 46, 78%. O Piaui tem o menor número de ateus ( 1,64%) e o maior de católicos (87,93%). Os católicos são  79,96% dos sergipanos. O número de pessoas que não têm fé religiosa é bem maior na Europa, em países como Holanda, Noruega, Dinamarca e Suécia, onde ultrapassam os 60% e dentro de duas décadas ninguém mais seguirá religião alguma. Os ateus costumam usar como bom exemplo o ator e músico Charles Chaplin e lembram que o alemão Adolf Hitler era cristão.



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
19/02
19:49

Rogério negocia a volta de ex-empregados da Petromisa

O deputado federal Rogério Carvalho( PT/SE) intermediou, junto ao ministério do Planejamento, uma reunião com representantes da extinta empresa Petromisa, subsidiária da Petrobrás que explorava Potássio em Sergipe desde a década de 70. A empresa foi extinta no governo Collor e todos os funcionários demitidos. Desde então, eles lutam na justiça pela reintegração a Petrobrás e conseguiram. Agora a luta é para que o governo federal cumpra a determinação em menos tempo.

A reunião aconteceu no Ministério do Planejamento em Brasília com Diretor de Gestão e Estatais do Ministério Murilo Parella. Rogério Carvalho e os representantes da empresa Élcio Santana e Antônio Cardozo explanaram a questão "Viemos pedir a assinatura da portaria de reintegração, publicação no DOU e a notificação à Petrobras para a convocação dos reintegrados. O processo dos anistiados monta um contingente de mais de 500 trabalhadores. Muitos já conseguiram e nosso pedido é agilizar esta ação", explicou Antônio Cardozo.

"O  Doutor Murilo Parella foi bastante receptivo e atencioso com os companheiros e vai encaminhar o processo. Ele me informou que talvez amanhã deve dar uma resposta no que se refere a definição de datas para as publicações. O processo será avaliado e agilizado na medida do possível. O mais importante é ter chegado até aqui e continuar lutando. Como o Elcinho e o Cardozo,  fiz parte do movimento sindical e sei que é preciso muita determinação, coragem e luta para militar em todas as causas e que sempre, através do diálogo e paciência, conseguimos. Hoje, como parlamentar, posso ajudar os companheiros, intermediando e orientando reuniões como esta para resolver injustiças de décadas. Fico muito feliz se esta questão for resolvida com mais agilidade a partir de agora.  Vou acompanhar diariamente esta luta histórica que abracei", comentou o deputado federal Rogério Carvalho.(Da assessoria)


Economia
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Por Eugênio Nascimento
19/02
19:42

Tenente-coronel Rocha escreve sobre a Segurança Pública

Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração (Belchior)


 
Henrique Alves da Rocha – Tenente Coronel PM.

Não é necessário repetir que nas últimas eleições um dos temas mais discutidos, se não o mais, foi segurança pública. Pesquisa realizada pela CNI/IBOPE no segundo semestre de 2011 concluiu que uma das maiores preocupações dos brasileiros é com a segurança.  Mas isso todos sabemos.

A greve da Polícia Militar da Bahia, que assustou o Brasil e parte do mundo interessada em brincar seu carnaval, chamou mais uma vez a atenção para as condições de trabalho a que são submetidos os profissionais desta área no país. Segundo o professor José Vicente Tavares dos Santos, da UFRS, (http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,mais-uma-para-ficar-na-historia,834526,0.htm), o Brasil perdeu a chance de discutir suas polícias na Constituinte de 1988 e agora paga o preço de uma crise organizacional do sistema de segurança pública, e acrescenta que há enorme dificuldade do poder público e da imprensa de reconhecer a legitimidade dessas mobilizações como luta social de uma categoria por melhores condições de vida, mostrando (estas greves) que estes profissionais estão se sentindo desrespeitadas nos seus direitos de cidadãos e trabalhadores.

Que o país precisa urgentemente discutir um novo modelo de segurança pública, um novo modelo de polícia, não é apenas opinião dos profissionais de segurança pública, como também dos acadêmicos que se dedicam ao tema, a exemplo do próprio Professor José Vicente (RS), e dos Professores Marcos Rolim (RS), Paulo Neves (SE), Luiz Eduardo Soares (RJ), Cláudio Beato (MG) entre tantos outros. Mas como dependemos, e isso é natural num estado democrático de direito, dos políticos, que fazem tanto o legislativo como o executivo, para concretizar tais mudanças, vamos nos concentrar nestes últimos para apresentar algumas idéias.

É sabido que “a corrupção espalhou-se pelo país a partir do péssimo exemplo emanado das altas esferas de nossa vida pública, introduzindo seus tentáculos também no interior dos aparelhos de segurança, implantando um cenário de caos e descontrole.”

Diante das “graves deficiências das corporações policiais” populações inteiras ainda vivem sob o manto “da insegurança e do medo” impostos pelos traficantes e pela banalização da violência.

“É urgente – inadiável – dar um vigoroso basta a tal situação!!”

Precisamos “devolver aos cidadãos de nosso país o sagrado direito democrático à segurança pessoal, familiar e comunitária”

“As propostas a seguir não possuem coloração partidária, nem credo ideológico”, tem a intenção de “convocar uma amplíssima unidade nacional para enfrentar um inimigo comum: a violência.”

“O atual modelo dualizado de polícia, como instituições policiais de ciclo incompleto, está esgotado.”

Uma mudança no sistema de segurança pública, mormente nas polícias, “dependem, fundamentalmente, da vontade política dos governantes”. As mudanças mais profundas, que demarcarão o “fim do modelo de polícia criado nos períodos autoritários, exigem o estabelecimento de um novo marco legal para o setor de segurança”. As polícias estaduais de “ciclo completo, produtos do novo marco constitucional, tem como base o Sistema Único de Segurança Pública”.

É fundamental que “o novo modelo seja subordinado ao poder civil”, com polícia de ciclo completo, com as seguintes mudanças: (1) extinção dos tribunais e auditorias militares estaduais; (2) Lei Orgânica Única para as polícias estaduais; (3) desvinculação entre as polícias militares – enquanto reserva – e o Exército; (4) investigação preliminar sem indiciamento; (5) ESTABELECIMENTO DE VENCIMENTO BÁSICO NACIONAL PARA AS POLÍCIAS; (6) órgãos periciais autônimos e (7) Ouvidorias de Polícia autônomas e independentes.

Estas idéias foram apresentadas pelo candidato a Presidente da República Luiz Inácio LULA da Silva, através do Instituto Cidadania, em seu Projeto de Segurança Pública para o Brasil, em 27 de fevereiro de 2002, e as vésperas de completar 10 anos, continuam bastante atuais.

Antes de ser acusado de plágio, as frases entre aspas são do próprio LULA, escritas na apresentação do referido Projeto.

Nos dois governos de LULA, o investimento em segurança, através do PRONASCI, mudou para melhor a realidade das polícias nos aspectos tecnológicos e bélicos, todavia não obteve êxito na redução dos índices de homicídios, nem foi capaz de atender aos anseios dos policiais no que concerne às condições de trabalho (incluindo aí, salários). Essa é a prova que implementação de políticas públicas deve andar de mãos dadas com valorização profissional, aliando as duas, a gestão de excelência.

Findo a era LULA, as discussões sobre as necessidades de mudanças das estruturas das forças policiais não foram sequer iniciadas.

Fomos buscar nas palavras de um dos maiores líderes de nosso país, a necessidade da mudança do sistema atual de segurança pública, porque esta crise não é “privilégio” dos governos do Rio e da Bahia, mas de todos os governos, de todas as esferas de poder.

Não acreditamos que com o fim da greve da Bahia e com a prisão dos líderes de associações do Rio, a crise tenha acabado. O máximo que conseguirão é adormecer esta luta social, e não por muito tempo.

Há estados, como Sergipe, que avançaram em relação às remunerações dos profissionais de segurança pública, principalmente em relação à Polícia Civil, ficando algumas questões pontuais nesta seara a serem resolvidas, todavia há que se reconhecer limites em relação à gestão, que dificultam implementações de políticas de segurança.

Não precisam nos dizer o que fazer para melhorar a segurança pública (onde nasce o sol), sabemos (governo, profissionais e sociedade) a resposta.

 

Henrique Alves da Rocha – Tenente Coronel PM.



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Por Eugênio Nascimento
19/02
19:34

Mobilidade Urbana: entidades apresentarão propostas à SMTT

As entidades que integram o Fórum em Defesa da Grande Aracaju entregarão à Superintendência Municipal deTransporte e Trânsito (SMTT) uma série de propostas ao Plano de Mobilidade Urbana, que  vem sendo gestado pela prefeitura municipal de Aracaju. A decisão de apresentar as propostas à SMTT foi tomada em reunião do fórum realizada no auditório da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na noite da última quinta-feira, 16.

Para os militantes dos movimentos sociais, as sugestões que o fórum deverá apresentar à SMTT poderão ser bastante úteis para a solução de parte dos problemas de mobilidade urbana na capital sergipana.

No debate da revisão do plano diretor de Aracaju, o Fórum em Defesa da Grande Aracaju estudou medidas imediatas para sanar alguns “gargalos” do trânsito de Aracaju e as propostas em forma de emendas foram apresentadas à Câmara de Vereadores para inclusão do Plano Diretor. Agora o fórum pretende apresentar as mesmas emendas à SMTT, com o intuito de que sejam aproveitadas no Plano de Mobilidade.

Entendem os integrantes do fórum que podem contribuir com os estudos que estão sendo feitos e que algumas das suas sugestões podem ser aproveitadas. Entretanto dizem que não têm a pretensão de que todas as suas sugestões sejam aproveitadas, mas que só o fato de apresentarem as propostas já seja de grande valia.

Entre as propostas do fórum estão os binários com as grandes avenidas, através dos quais todas as grandes avenidas de Aracaju teriam trânsito em apenas um sentido, fazendo binário com outras vias já existentes ou que seriam abertas; a onda verde semafórica; a adoção de sentido único nos bairros centrais da cidade, como Grageru, São José, Cirurgia, Siqueira Campos e Centro; a substituição dos transbordos nos terminais pela bilhetagem conhecida como Bilhete Único, entre outras. (Da assessoria)



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
19/02
19:23

Cresce movimento de passageiros no aeroporto de Aracaju

Dentre os aeroportos das capitais brasileiuras o Santa Maria teve o maior crescimento em relação ao mesmo período de 2011 com variação de 27,64%, quase duas vezes mais que o de João Pessoa (15,40%) o segundo colocado. E em relação ao mês anterior (DEZ/11) também foi o que registrou o maior crescimento com uma variação de 39,81%, bem acima da média do Nordeste,  que foi de 17,39%.


Economia
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Por Eugênio Nascimento
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