22/02
12:41

O Balanço de Pagamentos de 2014

Ricardo Lacerda*

Em 2014, o balanço de pagamentos do Brasil registrou saldo positivo de US$ 10,8 bilhões, que é a diferença entre os recursos que entraram e saíram no país ao longo do ano, revertendo o sinal negativo de 2013, no montante de US$ 5,9 bilhões.

Nos últimos vinte anos (1995-2014), o Brasil somente apresentou déficit em suas transações externas em cinco vezes, sendo quatro delas entre 1997 e 2000, além do já referido ano de 2013.

Depois de 2006, o Brasil passou a registrar superávits muito elevados nas contas externas, formados graças ao desempenho das nossas exportações e da massiva entrada de capital em busca de oportunidades  de investimentos no país, além dos recursos atraídos pelos elevadíssimos rendimentos das aplicações financeiras. Foram esses saldos acumulados ao longo dos anos que propiciaram a formação de resevas externas de US$ 374,1 bilhões com que contamos atualmente, sem as quais o país já teria soçobrado nas intempéries que marcam o comportamento da economia mundial nos últimos sete anos.

Desde 2012, todavia, o balanço de pagamentos brasileiro vem passando por um processo acelerado de deterioração nos seus resultados, fruto não da perda de atração de capital para investir no pais e sim  do encolhimento até a reversão de positivo para negativo do saldo da balança de comercial e do grande alargamento do déficit na conta de serviços.

Saldo de 2014

O saldo positivo do balanço de pagamentos externos resultou da entrada de US$101,78 bilhões de recursos da conta de capital (já somados aos erros e omissões), que registra grosso modo as operações de crédito e os fluxos decorrentes de investimentos do país com o resto do mundo e a saída líquida de US$ 90,95 bilhões na conta de transações correntes, em que são contabilizados os fluxos de recursos decorrentes das vendas e compras de bens e serviços com exterior. 

Na comparação entre 2013 e 2014,  a conta de transações correntes ampliou o seu déficit, mas o incremento da entrada líquida de recursos na conta de capital mais do que compensou a piora na conta de transações correntes, em quantidade suficiente para passar de uma situação de déficit no balanço de pagamentos para obter o resultado positivo em 2014 (ver Tabela). Em termos práticos, ampliamos a quantidade de poupança financeira e real do exterior para cobrir as nossas necessidades de importação de bens e serviços.   

2008-2011 Serviços e bens

No período 2003-2007, o desempenho muito favorável de nossas exportações de bens permitiu que fossem acumulados US$ 45 bilhões em saldo na conta de transações correntes, mais do que compensando o expressivo déficit na conta de serviços. Tais recursos somados a entrada de capital em forma de investimentos, empréstimos e aplicações financeiras propiciaram a formação de saldo de US$ 133 bilhões no balanço de pagamentos brasileiros.

Depois que a crise se instalou na economia internacional no último trimestre de 2008, a balança comercial continuou cumprindo um papel importante nas contas externas brasileiras, ainda que substancialmente inferior ao do período precedente. Enquanto a média anual do superávit das exportações de bens em relação às importações atingiu US$ 37,9 bilhões entre 2003 e 2007, este permaneceu positivo mais baixou para o patamar de US$ 25 bilhões entre 2008 e 2011. 

Nesse período, a reversão de resultado positivo para negativo  na conta de transações correntes se deveu, todavia,  principalmente à forte ampliação do saldo negativo no balanço de serviços e rendas, notoriamente na parte de serviços cujos déficits anuais médios saltaram de  US$ 8,2 bilhões, entre 2003 e 2007, para US$ 26 bilhões no período 2008-2011. Quais serviços? Principalmente viagens e turismo e alugueis de equipamentos na cadeia de petróleo e gás e para outros investimentos. 

Ainda assim o balanço de pagamentos do Brasil se manteve em uma situação relativamente confortável nesse último período, mesmo com o déficit de transações tendo se ampliado em ritmo acelerado. Na comparação entre 2008 e 2011, o déficit anual médio em transações correntes saltou de US$ 28,2 bilhões para US$ 52,5 bilhões. 

 
2012-2014: bens e serviços

Foi depois que a crise internacional voltou a se agravar de 2011 em diante que as contas externas brasileiras foram mais impactadas, como é possível constatar nos resultados referentes aos últimos três anos.

Do ponto de vista da conta de transações correntes, o déficit médio anual saltou dos US$ 38 bilhões do período 2008-2012 para mais de US$ 70 bilhões entre 2012 e 2014, como resultado combinado da forte retração do saldo da balança comercial para uma média anual de cerca de US$ 6 bilhões, frente aos US$ 25 bilhões do período anterior, enquanto os desembolsos líquidos com serviços saltaram dos US$ 26 bilhões médios anuais para os notáveis US$ 45,6 bilhões da média anual entre 2012 e 2014. Ou seja, a deterioração do saldo comercial implicou perdas de cerca de US$ 57 bilhões nesse último período, e a conta de serviços, uma perda adicional de US$ 58 bilhões. Quais serviços? novamente viagens e passagens e aluguel de equipamentos.


*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
22/02
12:37

Os imbecis, Jackson Barreto e a política sergipana

José Lima Santana
Professor do departamento de Direito da UFS 

Um exaltado suposto eleitor do senador Eduardo Amorim, nas últimas eleições, embora, em 2006 e em 2010, esse exaltado tenha votado em Marcelo Déda, de saudosa memória, fez-me uma reclamação em face do artigo “Depois do carnaval, a administração de JB já será velha”, publicado aqui no Jornal da Cidade, edição de 01 e 02 deste mês. O exaltado disse que eu peguei leve contra Jackson Barreto. Ora, eu tinha que pegar leve ou pesado? Nem uma coisa nem outra. Eu escrevo o que eu quero sem dever favor ou desfavor a ninguém. Muito menos aos imbecis. Que isso fique claro. Alguns também não gostaram do último artigo “Nota 6 para João Alves Filho”. E eu com isso? Não escrevo para agradar ou para desagradar. Simplesmente, escrevo. 

Os imbecis estão em todos os lugares e, obviamente, em todos os lados da vida político-partidária em Sergipe, no Brasil e no mundo. Bem. É como eu vejo. Pois não é que um auxiliar do segundo ou do terceiro escalão – sei lá! – do governador Jackson Barreto, um desses que, na hora da bonança é tido como do tipo “segura-peido”, que lambe botas e arrasta o rabinho, como se fora um cãozinho de estimação, ou melhor, cãozinho de adulação (com todo o respeito aos cães), andou, numa roda de amigos, alguns dos quais também meus amigos, dizendo, de forma desgraçadamente suja que Jackson Barreto deveria me dar um “corretivo”, na DESO. O imbecil não sabe que, primeiro, como advogado da DESO, eu não deveria qualquer favor ou obediência ao Chefe do Poder Executivo, qualquer que fosse ele, quando se tratasse de minhas atividades não funcionais, como é o meu pobre ofício de escrever. E, em segundo lugar, eu fui advogado da DESO por 25 anos (1988-2013), tendo me aposentado em 1º de março de 2013, ao completar, ao todo, com acessio temporis, 40 anos de efetiva contribuição previdenciária. Esse sujeito deveria estar informado, para não dizer asneiras.

Pois bem. Permitam-me os editores deste matutino e os leitores, informar ao desavisado lambe-botas, que eu tenho pelo governador Jackson Barreto o mais profundo respeito. Ainda. Respeito pelo que ele representou para a oposição ao regime autoritário, pela luta diuturna que ele travou ao lado de muitos companheiros, alguns dos quais, hoje, dele afastados, e, especialmente, porque fui seu secretário de Administração, na Prefeitura Municipal de Aracaju, quando de sua segunda gestão. E nele eu votei em algumas oportunidades, para deputado estadual, deputado federal, senador e governador (em 1994 e 2014). Não votei nele para vereador ou prefeito da capital, pois sou eleitor em Dores. Aliás, na última eleição, inclusive, discursei em Dores, no palanque, ao seu lado. E assinei uma moção em favor de sua candidatura, ao lado de outros professores da UFS, publicada em alguns órgãos de imprensa. O que eu jamais farei é deixar de cutucar, de comentar ações governamentais ou a falta delas, seja de Jackson Barreto, de João Alves, Valadares, Almeida Lima, com os quais eu também trabalhei, no estado e na capital, ou, seja lá de quem for. Está ouvindo, ó imbecil desinformado? Quer mais, ó tresloucado espinha de peixe podre? Quer saber mais, ó despudorado imbecil? Pois lá vai. 

Peço vênia ao governador Jackson Barreto por expor algo que é estritamente pessoal, mas que ele próprio já expôs em mais de uma ocasião, como, afinal, hei de revelar. Em 1994 – está lendo, ó imbecil carrapatoso? – JB, enquanto candidato a governador contra Albano Franco, foi à SMTU, hoje SMTT, fazer uma visita, como os candidatos costumavam fazer às repartições públicas. Após a visita, de sala em sala, ele foi ter comigo, na Superintendência. E foi então que ele fez algumas ligações do celular, umas três ou quatro, pedindo aos interlocutores que lhe avalizassem um título de crédito junto a um Banco, ou seja, um papagaio, como se diz na gíria bancária. Ninguém se propôs avalizar o documento creditício. Voltando-se para mim, ele disse, com voz lamentosa: “Como é que pode Zé Lima, um candidato a governador, não achar um amigo que avalize um papagaio junto a um Banco, para despesas pessoais?”. Prontamente, eu lhe disse: “Eu avalizo”. Surpreso, ele perguntou: “Você confia em mim?”. E eu: “Confio”. A quantia não era tão grande assim. Na verdade, para um candidato a governador, era uma miséria. De verdade. Para mim, claro, era alguma coisa. À tarde, ele me ligou, para informar que o Banco somente lhe emprestaria a metade do que tinha acertado. Logo mais, um portador foi levar o papel creditício para que eu avalizasse. Após assinar, tomei uma resolução. Liguei de volta para JB e lhe disse: “Jackson, eu vou lhe emprestar a outra metade”. E assim eu o fiz. Está lendo isso, seu imbecil falador? Eu não sou um estranho. 

Quando Jackson Barreto foi candidato a senador, ao lado de Albano Franco, em 1998, numa atividade realizada no Colégio General Calasans, em Dores, Jackson estava conversando com as pessoas que ali se encontravam e, ao me avistar, disse, ao microfone, para todos ouvirem: “Albano, na eleição de 94, que eu disputei com você, Zé Lima avalizou um papagaio num Banco e ainda me emprestou uma quantia”. Do mesmo modo, quando, em 2011, após a inauguração de um complexo residencial, no Lamarão, pelo governador Marcelo Déda, eu estava com o prefeito de Dores de então, Aldon Luiz dos Santos, e ao nos acercar do governador com quem o prefeito, ao lado do deputado federal Valadares Filho, precisava falar, Jackson, mais uma vez, se referiu ao aval e ao citado empréstimo, dizendo, em tom de gracejo, ao governador Déda, o que dissera a Albano e aos dorenses, em 1998. Está lendo, seu imbecil, que de nada sabe, a não ser puxar o saco de quem, momentaneamente, lhe interessa? 

A política é, deveras, algo a merecer a atenção de todos os cidadãos e de todas as cidadãs. Desde a velha Grécia. Desde muito antes. Enfim, desde sempre. Porém, a cada dia que passa, as pessoas se desencantam com a política. Melhor seria dizer, com a forma com que a política é exercida por alguns políticos, mandatários ou auxiliares destes. E entre os auxiliares há os rastejantes e imbecis. Que Deus nos livre dessas bestas espumosas! 

Quanto aos meus artigos, que venham a falar sobre política ou administração pública, eu os farei como me der na telha, sem, contudo, hostilizar nenhum político ou governante. Quando eu quiser falar, falarei o que for preciso. Falarei sobre o que sinto. Sobre o que eu compreendo. Sobre meus pontos de vista. Sem ferir deliberadamente quem quer que seja: Jackson Barreto, João Alves etc. Mas, também, sem ocultar fatos, quando for preciso expô-los. Para que a verdade seja conhecida. E para que os imbecis lambe-botas continuem lambendo. Desafortunadamente. “Burro por onde passa, deixa a marca da ferradura”. Tenho dito. Por enquanto. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 22 e 23 de fevereiro de 2015


Coluna José Lima
Com.: 1
Por Kleber Santos
20/02
20:29

Sergipe - Chuva faz Defesa Civil entrar em estado de alerta

A Defesa Civil do Estado, com base em informações do Centro de Meteorologia de Sergipe (Cemese), entrou em situação de alerta no período que vai desta sexta-feira, 20, ao domingo, 22, que será de fortes chuvas com ocorrência de trovoadas. Hoje, choveu em vários municípios e foi registrada inundações em ruas e avenidas.

O meteorologista do Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Overland Amaral Costa, informa que o clima continuará instável, com a ocorrência de chuvas torrenciais isoladas nos períodos da tarde ou noite, acompanhadas por ventos com velocidades acima da média em alguns locais do estado, com possibilidade de descargas elétricas e trovoadas.

De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, tenente-coronel Erivaldo Mendes, a população deve estar atenta, evitar sair durante a ocorrência das chuvas e transitar em áreas abertas, devido aos riscos de raios ocasionados pelas trovoadas.

A população também deve evitar sair para o mar que estará muito agitado no período. A Defesa Civil também recomenda que as pessoas estejam atentas ao surgimento de trincas, rachaduras, degraus ou rebaixamento do terreno. Outros sinais de alerta são a inclinação de postes e árvores; o aparecimento de valas com água mais barrenta que o normal, rachaduras nos pisos e paredes e de saliências nos muros. Diante de algum desses sinais é recomendável sair da casa em direção a um lugar seguro e ligar para o Ciosp através dos números 190 e 193.

A Defesa Civil também pode ser acionada pelos números citados em qualquer caso de emergência ocasionada pelas fortes chuvas. As unidades de Saúde estaduais e o Serviço Móvel de Urgência estão preparados para atender a população em caso de necessidade. Segundo Mendes, o alerta já foi repassado para as defesas civis municipais, que também receberam instruções de como agir e devem ser contatadas em caso de emergência. Todo o estado deve estar em alerta, mas o litoral Sul e Centro-Sul devem redobrar atenção, assim como o Sertão, onde está previsto fortes ventos e trovoadas.


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
20/02
07:41

Banese financia pagamento do IPTU em até 10 parcelas

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) está disponibilizando uma linha de crédito que possibilita o pagamento do IPTU 2015 de forma parcelada, em até 10 vezes, com a primeira parcela a ser paga em março. O financiamento é dirigido aos servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS e funcionários de empresas privadas com recebimento de salário em conta, inclusive funcionários do banco.

 

 

Com o valor do imposto financiado pelo Banese, o cliente poderá pagar o IPTU 2015 à vista, com desconto, até o vencimento. O financiamento, limitado a 100 % do valor do imposto, destina-se exclusivamente ao pagamento do IPTU 2015.

 

 

Para obter mais informações sobre o produto, procure uma das agências Banese ou dirija-se à Central de Negócios do banco localizada em frente ao Shopping Jardins (Telefone 79 3218-3470). (Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
20/02
07:39

Wanderlê Correia é empossado como Diretor Comercial Financeiro da Deso

Foi realizada ontem a posse do novo Diretor Comercial da Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso, Wanderlê Correia. A solenidade ocorreu durante a reunião do Conselho Administrativo da empresa, e contou com a presença do Diretor Presidente da Deso, Carlos Fernandes de Melo Neto, do Secretário de Estado da Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano, Valmor Barbosa Bezerra, e dos demais representantes do Conselho, Silvio Ricardo de Sá, José Henrique Rodrigues, Charles Alves de Oliveira, João Francisco dos Santos e Demóstenes Ramom de Melo.

Em seu discurso, o novo Diretor Comercial afirmou que está pronto e disposto para iniciar os trabalhos na Companhia de Saneamento de Sergipe. "Foi com grande honra que eu recebi o convite de retornar à Deso. Vou iniciar minhas atividades com um mapeamento da empresa, a partir de reuniões com o corpo técnico para conhecer mais as questões que envolvem a diretoria comercial, e assim traçar nossas metas de trabalho", pontuou Wanderlê Correia.

De acordo com o Diretor Comercial Financeiro, a Deso é uma grande empresa, com funcionários de excelente nível, e sua atividade é a mais valiosa para a vida da população. "Os serviços prestados pela Deso são de fundamental importância para a saúde pública e para a qualidade de vida da população. Vamos em busca da expansão e da regularização dos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, para atingir as metas planejadas pelo Governo do Estado", ressaltou.  (Da assessoria)



Política
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Por Eugênio Nascimento
20/02
07:38

João Daniel busca intermediar situação de sem teto de Pirambu

Na tentativa de encontrar uma solução para as famílias sem teto do município de Pirambu, o deputado federal João Daniel (PT) participou de uma audiência, realizada na tarde desta quinta-feira, dia 19, com o secretario chefe da Casa Civil, o vice-governador Belivaldo Chagas. Também participaram da reunião representantes do Movimento Sem Teto de Pirambu e do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM).

Segundo o deputado João Daniel, o encontro teve como objetivo principal tratar da situação das famílias que não têm moradia e que há anos estão ocupando uma área na entrada daquele município. São mais de 1000 famílias na região. “Durante essa audiência solicitamos o apoio do Estado para solucionar esse problema”, disse o deputado.

João Daniel avaliou como positiva a audiência, pois foram aceitos os três pontos solicitados. Um deles foi o Estado cadastrar as famílias da ocupação e apoiar a solicitação delas por moradia. Outro ponto acordado foi firmar uma parceria com a Superintendência de Patrimônio da União (SPU), para arrumar topógrafos e buscar delimitar o mapa da área em questão e posterior doação da área, com a articulação da Casa Civil para se chegar a esse entendimento. 

Também foi aceito o ponto de se tentar buscar uma solução para o adiamento da reintegração de posse, já determinada pela Justiça, para se tentar evitar que as famílias sejam retiradas da área ocupada antes que tenham uma solução definida. “Ficamos bastante confiantes depois dessa audiência com o secretário da Casa Civil e vamos lutar para que essas famílias tenham moradia digna”, declarou o deputado João Daniel. (Da assessoria)



Política
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Por Eugênio Nascimento
19/02
17:27

TCE determina suspensão do repasse de verbas públicas para nove ONGs

O conselheiro-relator, Clóvis Barbosa (Foto: Cleverton Ribeiro)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) aprovou na manhã desta quinta-feira, 19, a expedição de medida cautelar determinando a suspensão de todos os repasses de verbas públicas – Estadual e Municipais – para nove entidades que apresentaram indícios de irregularidades na gestão dos recursos que lhes foram destinados pela Assembléia Legislativa (Alese), entre os anos de 2002 e 2013.

Com efeito válido até decisão plenária sobre a matéria, a cautelar foi proposta pelo conselheiro-relator, Clóvis Barbosa de Melo, em processo que avaliou a situação de 11 das ONGs indicadas pelo Ministério Público do Estado por meio de representação protocolada no TCE.

Em meio aos indícios de irregularidades mais comuns apontados pelo relator estão a ausência de prestações de contas; pagamentos realizados em espécie, quando deveriam ser efetuados por cheque nominal ao credor; e uma série de gastos com finalidades distintas sem comprovação da realização dos serviços. 

O relator também citou diversas situações específicas. No caso da ONG ‘Deus é Tudo’, por exemplo, em 2008 foi informado gasto com reforma da sua sede, mas uma visita técnica indicou que o prédio jamais sofreu reparos. 

Já a ‘Sociedade Beneficente e Cultural de Sergipe’, apesar de informar que parte das verbas foi utilizada no pagamento do aluguel da sede, a documentação dos autos demonstra que o endereço da entidade diverge daquele pelo qual o aluguel é pago.

Outro caso destacado foi o da ONG ‘Instituto Beneficente Cidade Nova’, que apesar de apresentar, segundo a equipe técnica do TCE, uma "realidade jurídica deplorável", destinou R$25mil (2011) e R$34.750 (2013) ao pagamento de honorários advocatícios, sem comprovação de qualquer serviço. A mesma entidade destinou R$50.200 para a festa do Dia do Trabalhador, sem que fosse demonstrada a ocorrência do evento. 

Também estão na relação de ONGs que apresentaram indícios de irregularidades a 'Associação de Apoio à Capacitação Profissional e Assistência Social e Cidadania Fundação Zezinho da Everest', a 'Associação Comunitária dos Moradores do Povoado Queimadas', a 'Associação de Moradores do Povoado Lagoa do Forno', a 'Federação das Associações de Moradores de Aracaju', a 'Associação Sergipana de Produtores de Eventos' e a 'Beija Flor Produções Artísticas'.

Ainda conforme a decisão, caso não seja cumprida a determinação cautelar, recairá, pessoalmente, multa administrativa no valor de R$50mil ao ordenador de despesa que autorizar o repasse. Ademais, será determinado à Alese que remeta todas as prestações de contas das entidades faltantes no prazo de 45 dias. 

No julgamento, presidido pelo conselheiro Carlos Pinna, compuseram ainda o colegiado o conselheiro Carlos Alberto Sobral e os conselheiros-substitutos Rafael Fonsêca, Francisco Evanildo de Carvalho e Alexandre Lessa.

Ascom/TCE


Política
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Por Kleber Santos
19/02
07:24

PRB quer crescer em Sergipe, afirma Heleno Silva

"O PRB tem vocação para crescer e isso vai acontecer nas eleições municipais de 2016". A afirmação é do prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva, presidente da agremiação e também cotado dentro de seu grupamento político para disputar uma cadeira por Sergipe no Senado Federal.

O PRB tem, além de Heleno e Jonas, prefeito de Feira Nova, um deputado estadual, Jairo de Glória, e um federal, Pastor Jony Marcos, ex-vereador por Aracaju. "Agora,  nós estamos nos preparando para conquistar novos espaços e isso é bem provável que ocorra no próximo ano", explica.

Heleno Silva revelou que o seu PRB quer eleger, entre outros quadros, o ex-deputado Ismael Silva, o ex-candidato a prefeito de Aracaju, Anderson Silva, e a pastora e ex-candidata a vice-prefeita, Pastora Cláudia.

"Somos um partido que muitos estão procurando, embora estejamos organizando uma chapa de candidatos sem mandato. Em março próximo, vamos anunciar as novas filiações e entre elas vão estar nomes fortes para a disputa por cadeiras na Câmara de Aracaju", diz.

Heleno não afirma ainda que será candidato ao Senado Federal. "Hoje eu diria que sou candidato a bem gerir o município de Canindé do São Francisco, que enfrenta uma crise gerada por conta dos problemas existentes em relação à produção de energia elétrica, também causada pela falta de chuvas", concluiu.



Política
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Por Eugênio Nascimento
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