15/02
19:27

Elites e colunismo social

Afonso Nascimento - Professor de Direito da UFS

O que é o colunismo social? É um espaço de consagração das elites sociais existente nos jornais. Toma a forma de caderno ou de páginas de jornal dedicadas às pessoas pertencentes à alta sociedade ou, dito de outra forma, a pessoas ditas “bem nascidas”, “nascidas em berço de ouro” ou a indivíduos ou a famílias daqueles que fazem a “nata da sociedade”.  Nessa parte dos jornais são registrados os lugares mais frequentados pelos grupos de alta renda como restaurante e bares, hotéis de luxo, resorts, casas principais e secundárias, salões familiares acessíveis a poucos, apartamentos, casas de praia ou fazendas. De onde surgiu a necessidade do colunismo social? Provavelmente, da necessidade que as pessoas têm de se distinguirem umas em relação às outras, da busca de distinção.

Diferentemente do Brasil, na Europa parecem existir, ao mesmo tempo, dois colunismos sociais. O primeiro tem a ver com as sociedades que ainda são monarquias, onde existem famílias reais, onde títulos nobiliárquicos ainda são distribuídos. Além dos jornais, esse colunismo pode ser encontrado em revistas tratando desses grã-finos. Nos países s republicanos, o colunismo social trata, sobretudo, das pessoas e famílias de altas rendas, de alto padrão de vida que estão no topo da pirâmide social. Ainda assim, algum espaço é reservado àqueles que dizem ter raízes nas velhas aristocracias desbancadas do poder social. Mas em toda a parte, geralmente, o colunismo social é um lugar para o elogio dos grupos privilegiados na sociedade. Mas também espaço para bajulação, traições, fogueiras de vaidade, futilidades, fofocas, esnobismo em termos de gostos e de consumo.

O colunismo social é feito por colunistas sociais que são, na verdade, os cronistas das vidas dos que estão no topo da sociedade. São “historiadores” das classes altas ou, como dizem alguns, das classes ociosas. Os colunistas sociais adoram citar palavras em francês, com isso querendo significar refinamento, bom gosto, sofisticação e coisas do gênero. Homens ou mulheres, eles são muito importantes na definição de quem entra ou não entra nas “colunas”. Essas pessoas fazem a cobertura dos espaços da alta sociedade e das pessoas que os frequentam. Se os colunistas sociais são “bem nascidos”, eles fazem a crônica de sua própria classe, o que torna o trabalho mais fácil. Em caso contrário, leva algum tempo para que ele seja aceito pelo grupo de que faz a crônica social. 

Sem a pretensão de sermos exaustivos, alguns nomes podem ser lembrados na história do colunismo social sergipano. Pedrito Barreto, João de Barros, Sacuntala Guimarães, Thaís Bezerra, Araripe Coutinho, Roberto Lessa, Lânia Duarte, Clara Angélica, Luiz Adelmo.  Na atualidade, uma senhora colunista social reina sem sofrer ameaças a sua hegemonia vindas de qualquer lado.

Além disso, é muito importante saber quem procurou e quem foi procurado: o colunista ou o “colunado”? Existem membros das classes altas que buscam o anonimato ou a discrição, que também é uma forma de ser reconhecido ou distinguido socialmente. Mas podem ser encontrados aqueles que fazem questão de aparecer quase semanalmente nas colunas sociais. Por que fazem isso? Uma distinção tão recorrente não leva a um desgaste de imagem social? Talvez sim, talvez não. 

Ainda existem os “novos ricos”. Esses buscam desesperadamente formas de marcar presença nas colunas sociais. Eles são “recém-chegados” ao grupo e, de qualquer forma, querem que todos saibam disso. Os assim chamados “emergentes” gastam rios de dinheiro pagando profissionais para decorar suas casas e seus apartamentos, para mostrar gostos e consumos condizentes com a nova posição social. Tem até um filme francês sobre eles: “O gosto dos outros”.

Quais são os fatos ou eventos sociais das vidas dos ricos e poderosos que são amiúde registrados pelos colunistas sociais? Geralmente eles têm a ver com os registros de nascimento de pessoas altamente posicionadas na sociedade, afinal de contas os que nascem são as novas gerações das classes altas e do futuro do próprio colunismo social. Assim, com o apoio de fotos, esses acontecimentos são cobertos com detalhes sobre as pessoas envolvidas e, onde houver diversidade religiosa, com atenção a esse aspecto importante. Nos lugares de predomínio católico, não há necessidade de preocupações culturais desse tipo.

Outro acontecimento muito relevante para o colunismo social são os casamentos. Da mesma forma que é preciso que os membros do grupo saibam que nasceu membro da nova geração no caso do nascimento, os matrimônios ganham um destaque todo especial. Com efeito, essas festas que marcam as uniões de pessoas e famílias, geralmente pertencentes à mesma classe, precisam ser conhecidas de todos. Afora aspectos simbólicos dos matrimônios (roupas, bailes, padrinhos, convidados, etc.), eles  também registram a união de patrimônios ou de riqueza e difundem a mensagem de que ali estão menos duas pessoas disponíveis no mercado matrimonial.

Outras datas importantes na vida das pessoas e das famílias são as comunhões e crismas, os bailes de quinze anos, as diversas bodas dos casamentos, namoros, divórcios, as viagens internacionais, as vitórias escolares dos filhos, as conquistas profissionais dos adultos, etc. Entre os homens, os colunistas adoram falar de reuniões masculinas compostas que supostamente representam  1/3 ou 2/3 do PIB estadual. Os homens aparecem com frequência em outras páginas dos jornais como, por exemplo, no noticiário político, jurídico, econômico, etc. Fiquemos com a economia. Aquilo que empresários ou homens de negócios declaram ou fazem num dia se transforma em notícia no dia seguinte, que eles têm o prazer ou desprazer de ler ao tomar o café da manhã com a sua família. 

Nas sociedades em que todo o mundo se conhece, o colunismo social pode ser um tipo de atividade muito “perigosa”. Circulam por aí histórias de maridos, de mulheres e de outros que deram surras ou “sustos” em colunistas sociais. Isso acontece naquelas ocasiões em que as pessoas comentadas são facilmente identificadas por terceiros. Nesses casos, os colunistas sociais se transformam, eles próprios, no objeto do melhor colunismo social. Afinal, se em sociedade tudo se sabe, isso também é válido para eles.



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
15/02
19:21

Carnaval em Sergipe será de sol e chuva

O carnaval no Estado de Sergipe começa com sol e terminará com chuva. A previsão é do Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos.

Segundo o meteorologista Overland Amaral até esse domingo, 15, o carnaval será de sol e temperatura elevada. “Na noite de domingo para segunda-feira haverá pancadas de chuva no litoral sul, na região centro-sul e no alto-sertão. Já na segunda-feira há possibilidade de chuva em todo o Estado”, prevê.

De acordo com Overland, essas chuvas são por instabilidades convectivas derivadas de escoamento de ventos nordeste. “São chuvas de curta duração acompanhada de trovoadas a qualquer hora do dia, por conta das instabilidades convectivas e temperatura elevada”.

Informa ainda que essa possibilidade de chuva pode ocorrer em todo o Estado, até a quarta-feira de cinzas, 18. Enfatiza que deve chover de 5 mm a 10 mm, o que não é uma quantidade de água volumosa.

“Durante o carnaval a temperatura no sertão será de 36º a 37º, com sensação térmica de 38º a 39º, que é uma temperatura abafada. No litoral a temperatura será de 32º a 33º, com uma sensação térmica de 34º a 35º. Já no agreste a temperatura vai variar de 35° a 36º com sensação térmica de 37º a 38º”, afirma o meteorologista da Semarh, ressaltando que nos dias de chuva essa temperatura baixará um pouco. 


Variedades
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Por Kleber Santos
15/02
19:16

Coluna Primeira Mão

E o dinheiro da subvenção, vai ficar com quem?

No desejo de que seja respeitada a lei que criou a subvenção na Assembleia Legislativa de Sergipe, a Procuradoria do Poder deve ingressar com recursos à decisão do Pleno do Tribunal de Justiça (TJSE), que referendou a decisão liminar do desembargador Cezário Siqueira de considerar ilegal ou inconstitucional a lei que criou o uso do dinheiro público pelos parlamentares para fazer campanha política. É uma briga que pode terminar no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Na manhã da próxima quinta-feira, 19, o presidente da Assembleia, deputado Luciano Bispo, vai reunir todos os eleitos para discutir esse assunto e ainda que rumo dar aos R$ 36 milhões (R$ 1,5 milhão para cada um dos 24 deputados estaduais). Como revelou a coluna na semana passada, alguns parlamentares defendem que o dinheiro seja colocado no Orçamento Geral do Estado e usado como emendas individuais deles, o que lhes dá direito a direcionar para as ONGs e entidades escolhidas como beneficiárias. Mas há quem diga que ?é melhor mesmo continuar na esfera do Poder Legislativo?.


E quem vai ficar na oposição em Sergipe, hein!!!???


O deputado federal e líder do PSC na Câmara Federal, deputado André Moura, já manifestou o desejo de revelar que está realmente na oposição e quem finge estar nela, ou seja faz jogo duplo. Mas, isso não deve dar em nada em se tratando de posição política. Numa breve avaliação, tudo indica que somente são e serão oposição para valer, os deputados estaduais Capitão Samuel (PSL), líder do segmento, mas que não está disposto a ser o algoz dos colegas, e Maria Mendonça (PP), que ficará contra o governo, mas nem tanto, por causa das brigas municipalistas de Itabaiana e pelo fato de seu principal opositor, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luciano Bispo (PMDB) ser do bloco governista. Dos 11 eleitos pela oposição, ninguém parece estar disposto a perturbar a vida do governador Jackson Barreto. Um oposicionista governista comentou na quinta-feira à noite com a coluna que “ninguém tem o direito de nos cobrar nada, principalmente aqueles que prometeram muito e não cumpriram nada durante a campanha eleitoral”. Não revelou a quem se referia, mas dá para ter noção a quem foi dirigida a falação.


Pesquisa aponta os mais cotados para a PMA


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Padrão mostra que os nomes mais cotados para disputar a Prefeitura de Aracaju são o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B),o prefeito João Alves Filho (DEM), o deputado estadual Robson Viana (PMDB), a deputada Ana Lúcia (PT) e a ex-primeira dama Eliane Aquino (PT). Todos satisfeitos, mas dizem que ainda é cedo para dizer se entram na disputa ou não. ?Acho que esse tema deve ser discutido no próximo ano?, diz Robson. Mas satisfação maior tem sido a do governador Jackson Barreto (PMDB), que vê quatro aliados, a exceção é João, em boas condições.


Jony pode ser opção do PRB para a Aracaju


O deputado federal Jony Marcos poderá ser a opção do PRB para a disputa do comando da Prefeitura Municipal de Aracaju. Ex-vereador, Jony tem seu nome sempre comentado pelo presidente do partido e prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva, que deseja ser candidato ao Senado Federal. Fala-se nos bastidores que, em não sendo candidato a prefeito, o deputado seria boa opção para vice em qualquer chapa.


Partidos de olho nas indicações majoritárias


Parece ser inevitável um enfrentamento entre o senador Eduardo Amorim (PSC) e o presidente estadual do PT Rogério Carvalho. A depender das necessidades de seus partidos, ele que podem disputar o Senado ou o Governo do Estado e aí se encontrarão. Mas fala-se também que o governador Jackson Barreto (PMDB) poderá desistir da aposentadoria e entrar na disputa de uma cadeira no Senado, afinal nunca foi senador da República pelo seu Estado. Mas é certo que a disputa pelas indicações para o Senado no bloco governista causará brigas entre os partidos aliados, pois o PSB quer a reeleição do senador Antônio Carlos Valadares ou a a eleição de um seu quadro, o PDT quer indicar o prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique, o PRB, Heleno Silva, o PT, Rogério Carvalho, o PMDB pode vir de JB ou terá outra opção e tem mais partidos pensando em crescer e conquistar espaços. É esperar para ver no que vai dar. Só para lembrar: em 2018 vão estar em disputa as cadeiras dos senadores Eduardo Amorim (PSC) e Antônio Carlos Valadares (PSDB).


João Daniel sugere venda milho da Conab a agricultores familiares e assentados do semiárido


O deputado federal João Daniel (PT) deu entrada, essa semana, na Câmara dos Deputados, em indicação sugerindo à ministra da Agricultura, Katia Abreu, a autorização para venda de milho a balcão pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no semiárido direcionado a agricultores familiares, assentados da reforma agrária e para a bacia leiteira. A preocupação do parlamentar com os produtores do semiárido nordestino, em especial os de Sergipe, é por conta das poucas chuvas que não foram suficientes para que apenas o pasto seja suficiente para a alimentação do gado. “Sem pasto, o gado morre e isso tem rebate direto na economia e o milho que é disponibilizado aos agricultores pela Conab é fundamental para garantir a sobrevivência da nossa população”, destacou João Daniel. Na indicação apresentada à ministra da Agricultura, o deputado federal observa que o estado da Sergipe, bem como todos os estados do semiárido brasileiro, vem passando por um dos mais cruéis e longos períodos de estiagem e com um número elevado de municípios em situação de emergência e também destaca o papel fundamental da Conab na fundamental na compra, transporte e fornecimento de milho para produção de ração aos agricultores, principalmente aqueles, como forma de minimizar os efeitos nefastos da seca.


Coisa estranha – Os moradores do bairro Jabutiana pagam IPTU ao município de São Cristóvão e têm Código de Endereçamento Postal (CEP) de Aracaju. Afinal, o bairro faz parte da capital ou é da quarta cidade mais antiga do Brasil?


Confinados em casa – É assim que vivem os moradores do Conjunto Fernando Collor, em Nossa Senhora do Socorro. Lá, dezenas de ladrões agem sempre que as pessoas saem para o trabalho ou vão ao cinema, festas e praias em Aracaju.


Um rei momo - Como oficialmente não haverá carnaval este ano em Aracaju porque não fazer um concurso na noite de Rasgadinho deste domingo e realizar a eleição simbólica de um. Seria bom.


A vida é bela - Casamento de rico no interior de Sergipe acontece quando resolvem se juntar policial militar e professora da rede estadual. Juntos, eles faturam por mês pouco mais de R$ 6 mil. No dia da oficialização da união fazem cada festona que alegra a cidade toda.


É só para pensar - Pense em um país rico! É o Brasil mesmo, que estará completando 515 anos de seu descobrimento e de roubalheira e continua aí, de pé. Até parece que os “cabras” mais honestos são os bicheiros e agiotas.


Santa inocência – Nos dias de hoje ainda tem morador antigo da Zona de Expansão que acha que a São Cristóvão quer a área para si por que possui muitas mangas, cajus e côco. Não sabem do valor da terra, do petróleo (roylaties), IPTU e do ICMS.Também desconhecem o peso de seus votos – são 120 mil moradores e algo em torno de 60 mil eleitores.



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
15/02
19:15

O consumo em 2014 e em 2015

 Ricardo Lacerda

As vendas no comércio em 2014 continuaram crescendo à velocidade superior ao do PIB. O volume de vendas no comércio varejista no Brasil cresceu 2,2% em 2014, enquanto a nossa economia deve ter apresentado crescimento próximo a zero. Todavia, quando se considera o varejo ampliado, o que inclui as vendas de automóveis, motocicletas e peças e as de material de construção, o volume de vendas se retraiu 1,7%. As vendas do segmento de automóveis, motos etc caíram 9,4%.

O crescimento do volume de vendas no varejo de 2014 foi o menor desde 2003 (ver Gráfico), quando havia recuado 3,7% em uma sequencia de queda de três anos (2001-2003), enquanto a  retração do varejo ampliado em 2014 é a primeira na série histórica do IBGE iniciada em 2003.

Fim de um ciclo

O desempenho ruim das vendas do comércio no ano passado é o resultado mais concreto de que o ciclo de expansão puxado pelo consumo, que dava mostras de que estava perdendo folêgo nos últimos anos, atingiu o limite de suas possibilidades. Quando forem publicadas as contas nacionais do último trimestre de 2014, certamente o crescimento do consumo das famílias mostrará ainda resultado anual positivo, enquanto o PIB terá andado de lado. 

Não há, todavia, que se extrair ilações moralistas do episódio, de que o crescimento do consumo por um longo período é sempre insustentável. Fica insustentável quando não é acompanhado pela expansão do investimento e do comércio exterior, como vem acontecendo depois de 2008 e mais acentuadamente após o cenário externo voltar a se deteriorar em 2011 e, novamente, em 2013. 

Um ciclo de crescimento liderado pela expansão do comércio exterior que não fosse acompanhado pela ampliação do consumo interno e pela formação de capital (investimento) ou ainda liderado pelo investimento que não fosse seguido pelos incrementos de consumo e do comércio exterior, por outros motivos, logo encontraria seus limites. 

Como a expansão do consumo interno não foi suficiente para influenciar as decisões de investimento no quantum necessário para compensar a piora das relações externas, e não era razoável esperar que poderia se ignorar os efeitos de uma a crise de enormes proporções  na economia internacional, a expansão do PIB foi sendo solapada: de um lado, as três esferas do governo se defrontaram com a desaceleração da arrecadação que comprometeu a situação das finanças públicas; de outro, agravou-se em uma velocidade impressionante o resultado das contas externas; e ainda há a crise de confiança que se segue nesse cenário, até que chega a hora de dar um freio de arrumação, que já começou.

Perspectivas

O governo vem adotando uma série de medidas para sanear as finanças públicas, o que certamente não vai favorecer a expansão do consumo em 2015. Os cortes nos subsídios implícitos nas tarifas de energia elétrica e nos preços dos combustíveis, ao lado da elevação dos tributos e dos juros, quando a economia já não cresce reduzem a renda disponível e a capacidade de endividamento das famílias. Inevitavelmente, a evolução do consumo vai ser bastante restrita em 2015. 

A discriminação por atividade das atividades de varejo mostra como, salvo aluns segmentos bem específicos e de peso não muito elevado no conjunto do setor, as vendas apresentaram desempenho bem modestos em 2014, desde as vendas de alimentos, calçados e combustíveis, mais associados à renda corrente das famílias, até as vendas de  bens duráveis de consumo, como veículos, móveis e eletrodomésticos,  mais dependentes das condições de crédito. Apenas as atividades de venda de artigos farmacêuticos e cosméticos e de outros artigos pessoais registraram crescimento robusto (ver Tabela).



Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
15/02
19:05

A Origem do Mal

 Clóvis Barbosa
Blogueiro e Conselheiro do TCE/SE

No final de janeiro foi realizado em Aracaju um seminário comemorativo aos 90 anos de Dom Luciano Duarte. A promoção foi do Instituto Dom Luciano Duarte e do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Durante três dias tivemos lançamentos de livros do homenageado, conferências abordando temas de filosofia, educação, história da igreja e um debate sobre a figura desse grande sergipano e brasileiro. Gostei de tudo que vi, mas me chamou atenção a conferência de abertura que teve como painelista o professor Doutor Paulo César Nodari, da Universidade de Caxias do Sul, que abordou o tema “Kant e o problema do mal radical”. Passei a refletir sobre a matéria e a perquirir a mim mesmo sobre a origem do mal e de tudo que já li a respeito na filosofia, na literatura e na Bíblia. Todos conhecem o Hino da Criação do Universo. Ali está dito que Deus criou o céu e a terra, as águas do mar, a noite e o dia, plantas que geram sementes, árvores frutíferas, seres vivos nas águas e pássaros que voam abaixo do firmamento, animais domésticos, pequenos e selvagens, segundo suas espécies, monstros marinhos, e seres humanos à sua imagem e semelhança. Tudo, portanto, foi criado por Deus. E arremata a Bíblia que tudo que Deus criou é bom, especialmente o ser humano – homem e mulher -, coroamento da criação. Depois dessa sentença bíblica, começam a fervilhar as perguntas que não saem da cabeça: se Deus foi o criador de tudo, o mal também foi criado por Ele?  Por que existe o mal? O bem e o mal são intrínsecos à natureza humana? O mal é uma criação do meio em que se vive? O que é na verdade o bem e o mal? Por que Deus tolera o mal? Como nasceu o mal?  São perguntas para reflexão diante de um mundo de predomínio da maldade. De um mundo onde cada vez mais o homem faz questão de mostrar seus instintos mais primitivos. Aliás, na própria Bíblia, Habacuque questionou Deus sobre o mal: Tu [Deus] és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?

Sei do perigo de fazer tantas perguntas. Há cerca de 2.400 anos, em Atenas, por perguntar demais, um homem foi condenado à morte, obrigado a tomar veneno preparado com cicuta: Sócrates. Aliás, para ele, o mal seria resultado da ignorância, não teria existência real e, assim, o homem sábio deveria superá-lo. Mas, a sua morte, ao contrário do que se imaginava, fez estimular na história da filosofia o pensamento perquiridor. Epicuro, por exemplo, filósofo grego que nasceu no ano 341 e morreu em 270 a.C., sobre o mal moral, ou seja, o mal causado pelos seres humanos, questionava como poderia um Deus bom e todo-poderoso admitir o mal? Ora, segundo ele, se Deus não pode impedir que isso aconteça, então não é verdadeiramente todo-poderoso. Mas foi Santo Agostinho quem defendeu a tese de que a origem do mal estaria no livre-arbítrio concedido por Deus. Todo mal, para ele, seria resultado do livre afastamento do bem. O mal, destarte, seria a ausência do bem. Durante muito tempo se acreditou que a bondade vinha da alma e o mal do corpo, com todas as suas contradições. E mais ainda, a religião maniqueísta explicava a existência do mal diante do confronto de duas forças antagônicas, uma representando o bem, Deus, outra o mal, o Diabo. Ambos seriam fortes e nenhum deles conseguiria destruir o outro. Embora maniqueísta na sua juventude, Santo Agostinho se afastou dessas teses ao tentar explicar o motivo de Deus permitir o sofrimento em decorrência da prática do mal. Para ele, ao receber o livre-arbítrio, teria o homem o poder de escolha. Santo Tomás de Aquino repete Santo Agostinho, e vê o mal como ausência do bem. Num momento em que a igreja associava o mal à imagem do demônio e do pecado, Jean-Jaques Rousseau revolucionou a discussão da matéria, ao enunciar “que a primeira fonte do mal é a desigualdade” e que “O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto ele”. Essa visão de que o homem nasce bom e a sociedade é que o corrompe criou muitos problemas para ele, já que esse entendimento ia de encontro aos valores da época, principalmente aqueles defendidos pela igreja.

 A obra de Rousseau está consolidada em Discursos sobre as Ciências e as Artes, Discurso sobre a Origem da Desigualdade, O Contrato Social, Emílio e As Confissões e é tida como importante na história da filosofia política. Para Kant, o mal está enraizado na natureza humana diante do poder de escolha que o homem tem para decidir o que fazer, ou como afirmado: (...) o fundamento do mal não pode residir em nenhum objeto que determine o arbítrio mediante uma inclinação, em nenhum impulso natural, mas unicamente numa regra que o próprio arbítrio para si institui para uso da sua liberdade, i.e., numa máxima. Em outras palavras, Kant entende que o bem é um imperativo categórico e tudo que vai de encontro a ele seria o mal. O espiritismo também defende a pureza da alma e que nela está armazenada bilhões de anos de existência. Para essa doutrina a origem do mal estaria na consciência do homem e na sua convivência com o bem, este sempre eterno e aquele temporário. Para os Espíritos da Codificação Espírita, o bem é tudo o que é conforme a lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, diz: [...] os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa ao homem a escolha do caminho. Tanto pior para ele, se toma o mau caminho: sua peregrinação será mais longa. Se não existissem montanhas, o homem não compreenderia que se pode subir e descer; e se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito adquira experiência e, para isso, é necessário que conheça o bem e o mal. [...]. O pensamento humano e a ideia do mal tiveram o seu ponto máximo na descoberta do inconsciente por Sigmund Freud, onde grande parte das nossas ações é movida por desejos recônditos.

Retorno a Kant, que pertenceu ao grupo que defendia uma das matrizes do sistema ético, a chamada deontologia, onde os princípios é o que importa. Se a regra é “não matarás”, “não roubarás”, “não mentirás”, viola o sistema quem as descumprir, pois amparadas por ideais universais. Entendo que o desrespeito à dignidade da pessoa humana é o mal que atinge o princípio fundamental da moral, pouco importando se esse mal pertence ou não à natureza humana e tem nela a sua origem. E para o leitor, o que é o mal?

Post Scriptum
A promessa

Naquele fim de manhã, a Estação da Leste Brasileira, na Praça dos Expedicionários, estava repleta de passageiros e seus parentes. Aguardavam a viagem para Salvador pelo “Estrela do Norte”. Dentre outros, oito amigos, todos jovens, estavam indo à capital baiana para estudar preparatórios nos cursos de medicina e direito. Artagão estava entre eles e era considerado o mais despreparado culturalmente. Sabiam  que era uma perda de tempo e de dinheiro dos seus pais a sua viagem para estudar na Bahia. De uma coisa, contudo, todos os seus amigos concordavam: Artagão, apesar de feio, era muito expansivo e tinha certa facilidade em fazer amizades e conquistar mulheres. Embarcaram e as estações do interior foram ficando para trás, até chegarem à Estação da Calçada, em Salvador. Os sergipanos foram morar na Pensão de Dona Zizi, no Largo da Graça. Um grupo foi estudar num curso preparatório de medicina, outro num de direito. Artagão se matriculou, mas pouco comparecia à sala de aula. Só queria viver no “Mangue do Maciel”, no Pelourinho, onde se amasiou com uma pernambucana de nome Jurema. Não adiantava os conselhos para que ele se dedicasse às aulas. Aproximando-se os exames, no último mês do curso, Artagão passou a freqüentar as aulas. Ninguém acreditava nele. Certo dia, ele perguntou o que deveria fazer para passar na Faculdade de Direito. Gonçalo, que era um papa-hóstia, aconselhou-lhe: - Só tem um jeito. Vá à Colina e faça uma promessa para o Senhor do Bonfim, que é um santo milagreiro. Ele levou o conselho a sério. Pegou um bonde na Praça Cayru e seguiu para o Bonfim. Ele prometeu que se passasse nos exames da Faculdade de Direito, iria de joelhos da Igreja da Conceição da Praia até a Colina, um trajeto de cerca de 6 km. Disse aos amigos da promessa feita e, claro, ninguém acreditava na sua vitória. E não é que Artagão passou nos exames?! E já estudando direito, os colegas começaram a cobrar o pagamento da promessa e nada dele cumpri-la. Depois de uma peroração de Gonçalo e de Dona Zizi sobre as consequências do seu ato, do ponto de vista religioso, ele se conscientizou do pagamento da dívida. Num sábado, logo cedo, ele acordou os colegas e Dona Zizi e disse para todos: - Chegou a hora, vou pagar a promessa agora. E numa prova de solidariedade todos foram para a Igreja da Conceição da Praia, para acompanhá-lo pelas ruas da cidade baixa até chegar ao Bonfim. Dona Zizi preparou uma dúzia de toalhas entorpecidas com água de cheiro e distribuiu balangandãs entre os meninos. Ao chegarem no local, Artagão pegou um táxi, ajoelhou-se no banco de trás e seguiu para o Bonfim, deixando os amigos atônitos. 

 
Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
15/02
18:49

Nota 6 para João Alves Filho

 José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

Li, no Facebook, que o deputado federal André Moura teria atribuído nota 6 (seis) à gestão do prefeito de Aracaju, João Alves Filho, em entrevista ao jornalista André Barros (TV Atalaia). Se for verdade, e deve ser, entrando no terceiro ano de mandato, João Alves precisa, se puder e souber, fazer crescer sua imagem junto à opinião pública. E imagem de administrador só cresce administrando. E administrando muito bem. Não é isso, contudo, o que vem ocorrendo com o prefeito da capital. Pelo contrário. João Alves ainda não acertou o passo da administração aracajuana, em alguns setores. A administração alvista, em parte, continua tonta, igual a barata que comeu Baygon ou SBP. 

João Alves ganhou a eleição de 2012 por causa do desencanto dos eleitores com a gestão de Edvaldo Nogueira, que, a bem dizer, não foi uma lástima, embora não tenha sido uma “belezura”. Mas o povo queria mudar. Para melhor. Conseguiu? Só Jesus na causa! Quantos desacertos...! Meu Deus! A situação de João Alves é aflitiva. Ele tem somente este ano. Parece ser pouco. Muito pouco, para recuperar o tempo perdido. Do jeito que a máquina administrativa anda, a passo de cágado, João tenderá a amargar uma derrota acachapante. É claro que os fatos de hoje podem não reverberar amanhã. O prefeito poderá dar a volta por cima. Não será fácil, mas também não se pode dizer que será impossível. 

A nota 6 (seis) é muito pouco para um governante que pretende alçar-se à reeleição. E quem deu tal nota não foi um adversário. Não. Foi um aliado. Isso prova que a situação dele não é boa. E não é mesmo. A gestão de João é do tipo gangorra. Sobe e desce. Mais desce do que sobe. Está embolada no meio do campo. Não tem ataque. Ou seja, não avançou. Não avança. Avançará neste que, na prática, é o “último” ano de gestão? Sim, porque 2016 é ano eleitoral. Ano de tentativas de arrumações políticas. Administração para valer? Adequação na prestação de serviços? Obras necessárias, que encham os olhos dos eleitores? Quando? Aonde? João tem dinheiro para tocar obras? Tem como melhorar mesmo os serviços públicos, sem ser através de paliativos, a exemplo da saúde? Tem como melhorar a mobilidade urbana? Tem como cumprir o que prometeu? Seria bom. Para o povo e para ele. 

Por outro lado, divulgou-se uma pesquisa, que coloca João um pouco atrás do ex-prefeito Edvaldo Nogueira. Quem diria! Edvaldo com 19,7% contra 19,2% de João. Meio ponto percentual do ex-prefeito à frente do atual prefeito. Como diria o saudoso colunista social, João de Barros, o Barrinhos, “sinal dos tempos”. E, ainda por cima, o 3º colocado é Valadares Filho, que perdeu apertado para João, em 2012. Ele aparece com 17,5%. Em 4º lugar, aparece Robson Viana, com 4,5%. E em quinto, Ana Lúcia, com 2,5%. Em suma, afora João, só dá a oposição. Somando os percentuais da oposição, João está na lona. Ora, dirão os alvistas, estamos em 2015. A eleição será dentro de 20 meses. É verdade. Porém, daqui para lá, tanto João poderá subir, quanto poderá cair. 

Normalmente, eu escrevo os artigos entre a quarta-feira e a quinta-feira, que é o dia em que devo enviar à redação do Jornal da Cidade. Após escrever este, eis que, na manhã do dia 12, saiu outra pesquisa: João Alves com 20,8%; Edvaldo com 15,3%; Valadares Filho com 13,7%; Eliane Aquino com 12,1%, Robson Viana com 6,9% e Ana Lúcia com 4,3%. Embora João apareça na liderança, a soma dos percentuais dos outros citados, que são todos de oposição a ele, representaria uma goleada, igual à pesquisa anterior. É claro que na eleição a conta não seria bem essa. De qualquer forma, João terá que mostrar serviço. Muito, muito mais. 

Já há quem diga que a oposição poderá sair com dois candidatos, com possibilidade de ambos chegarem ao segundo turno, deixando João Alves amargar o atoleiro eleitoral do terceiro lugar, como fruto do atoleiro administrativo. Atoleiro? Ora bolas, nem chovendo está, dirão os alvistas. Estão certos. Porém, ainda vai chover. João Alves que se cuide. Que se proteja, procurando melhor servir ao povo aracajuano. Do contrário, poderá sair encharcado da Prefeitura, enfrentando um ou dois candidatos do bloco liderado pelo governador Jackson Barreto. 

Nota 6 (seis). João chegará a 8 (oito)? Ou a 4 (quatro)? O tempo nos dirá. Todo tempo é tempo de lutar. Tempo de correr atrás do trio elétrico, ou melhor, do que ficou para trás e ainda pode ser recuperado. O carnaval está querendo me atrapalhar. Que quero eu estar falando, aqui, em trio elétrico? Entretanto, pegando a deixa, “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, como canta Caetano Veloso. Assim, em busca do tempo perdido (não a obra imortal de Marcel Proust), também só não vai quem já esticou a canela. E João ainda vive. Precisa de musculatura para se movimentar. Ele e a equipe, ou parte dela, que ainda anda ciscando, juntando terra nos próprios pés. O prefeito tem ao seu lado um braço forte, ágil, bom para pensar e para executar, que se chama José Carlos Machado. Mas, Machado parece meio amarrado. Não por culpa dele, provavelmente. O que falta para Machado ajudar muito mais ao prefeito? Sabe-se lá! 

De qualquer forma, o jogo para 2016 pode ser antecipado. Há quem torça por essa antecipação. Para que os debates nas emissoras de rádio, por exemplo, comecem já. A mesa está pronta. O baralho também. Baralho novo? Que nada! Baralho velho com cartas marcadas, manchadas pelo uso, pela ação do tempo etc. É preciso um baralho novo. Mesmo que alguns jogadores sejam velhos. O baralho novo das ideias novas. E será possível que algum pré-candidato se apresente ao público com ideias novas, factíveis, e não mirabolantes como são do gosto de muitos homens públicos, nesse momento de crise política, econômica e ética em que vive o país? Sim. Nas crises as pessoas de bom senso se exercitam bem mais em busca de soluções para o que parece ser insolúvel. Alguém já disse, lá atrás, que “crise se vence com trabalho”. Os leitores devem se lembrar. O problema é que, mesmo para quem disse isso, o trabalho nem sempre é bem executado. Aí, então, a jiripoca pia. Deixe piar.
 
Enfim, vamos brincar em paz neste carnaval. E que todos, governantes e governados, despertem para as mais duras realidades da vida após os embalos de Momo. E como saudou o poeta Manuel Bandeira, no poema “Bacanal”: Evoé, Baco! Porém, que ninguém se dê ao desfrute de quaisquer tipos de bacanais. Que venham boas ideias e bom trabalho. Que o povo não seja esquecido. Na planície e no planalto. Amém. 


(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 15 e 16 de fevereiro de 2015. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
15/02
18:28

A festa acabou? - Relembrando os carnavais de Aracaju

Eugênio Nascimento

Nos anos de 1960, 1970, 1980 e parte de 1990 Aracaju contava com forte animação carnavalesca em seus clubes sociais, aos quais tinham acesso as pessoas que tinham algum dinheiro disponível ou eram sócias deles. Os grandes bailes aconteciam sempre à noite, pois durante o dia ocorriam desfiles de blocos de bairros e brincadeiras de rua e/ou nos bares. Os clubes com tradição de melhores festas são o Iate Clube, Associação Atlética de Sergipe, Associação Atlética Banco do Brasil, Cotinguiba Esporte Clube, Vasco Esporte Clube, Clube Sportivo Sergipe, Clube do Trabalhador, Clube dos Comerciários e Fugase.

A animação dos “velhos carnavais”, dizem aqueles que participavam da festa, eram os desfiles desorganizados de vespas, lambretas, calhambeques e carros velhos adaptados para a festa (abertos). Com serpentinas, confetes e talco (Eucalol e Palmolive eram os mais usados) em mãos, as pessoas saiam pela ruas a jogar o pó umas nas outras e a beber ao som de sambas. Os mais pobres usavam a arrozina, a mayzena e até farinha de tapioca. Eram mais baratos.

E haja lança perfume, loló e Moderato! Nos clubes, à noite, prevalecia o frevo e marchinhas, mas as bandas tocavam um outro samba de sucesso e que todos cantavam.

Brincava-se com naturalidade e respeito fazendo o uso dos carros pela família fantasiada e amigos.

O carnaval de rua de Aracaju, que sempre foi amador e era alimentado por iniciativas de pequenos grupos, alguns dos quais contando com o apoio da Prefeitura, assume conotações profissionais em 1992, ano em que o empresário Fabiano Oliveira cria o Pré-Caju. Durante 23 anos o evento animou a capital sergipana e teve o seu fim anunciado no final de 2014 e foi substituído, improvisadamente, pelo Aracaju Fest.

O pré-Caju, que sempre aconteceu poucos dias antes do período oficial de carnaval, encheu Aracaju de trios elétricos, música baiana e gente da Bahia, além dos turistas de outros estados brasileiros. No carnaval mesmo, os sergipanos passaram a se mandar para a Bahia, que manda seus cidadãos para Aracaju no período junino, quando acontece o ForróCaju.

Desde os anos de 1980 que os sergipanos mais jovens começaram a partir para os carnavais de Pernambuco (Recife e Olinda) e Bahia (Salvador e alguns micaretas do interior). Pouco a pouco houve um certo distanciamento do sergipano em relação ao carnaval pernambucano e firmou base em Salvador, bem antes do surgimento da Axé Music. A partir do início dos anos de 1990, multidões seguem para a Bahia.

Eaê, o restava de carnaval em Aracaju acabou e uma ou outra pessoa reúne amigos e coloca o bloco na rua. Mas há focos de resistência no interior, em cidades como Neópolis, Itaporanga (Caueira), Estância (Abaís e saco) e Pirambu, entre outras pequenas localidades. E hoje quem segura o carnaval em Aracaju é o bloco Rasgadinho, do bairro Cirurgia, que é o dono da festa. E que dure assim.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
15/02
04:06

Banese ultrapassa os R$ 500 milhões em operações de crédito imobiliário

Banese financia a construção e aquisição da casa própria no Estado

A carteira de Crédito Imobiliário do Banese, desde que foi reaberta, em 2008, já investiu mais de R$ 500 milhões em operações de financiamento à construção e aquisição da casa própria no estado. A informação foi dada na noite da última quarta-feira, 11, pelo diretor de Crédito do Banco, Edson Caetano, durante a solenidade de inauguração de mais um prédio construído em Aracaju com financiamento do Banese, o Edifício Ubyratan Maia Residence, no Parque dos Coqueiros, no bairro Inácio Barbosa.

Em pronunciamento durante a inauguração do prédio, o diretor do Banese, além de prestar essa informação sobre o desempenho da carteira de crédito mobiliário do banco, destacou: “O Banese não é apenas um banco comercial. Ele tem também o seu papel de banco de desenvolvimento. O Banco do Estado está presente no comércio, na indústria, nos serviços, enfim, vem cumprindo o seu papel de banco múltiplo”.

Edson Caetano, que representou o presidente do Banese Fernando Mota na solenidade, estava acompanhado pelo diretor Administrativo do Banco, José Marcelino Andrade, pelo superintendente de Crédito da Instituição, José Dantas Rodrigues, e a gerente geral da Agência José Figueiredo, Cristina Ferreira, além de técnicos da área imobiliária da instituição.

Ele também elogiou a qualidade técnica do Edifício Ubyratan Maia Residence e a lisura dos empresários que a realizaram. O novo edifício, com 16 pavimentos, possui 14 andares de apartamentos, sendo quatro por andar, num total de 56 unidades com cerca de 94 m² cada. O Banese financiou R$ 9 milhões dos R$ 18,6 milhões investidos na obra pela Constren – Construção e Engenharia Ltda., empresa pertencente a Carlos Eduardo Martins de Vasconcelos.

Um dos proprietários do prédio, o professor de Educação Física César Giansante, disse ter comprado o seu apartamento devido à localização do empreendimento, numa área tranquila e bem arejada. “O silêncio e a ventilação, além do prédio bem construído, por uma empresa que eu conheço o dono, o Carlos Eduardo, que é um empresário sério, é que me fizeram optar pela compra deste apartamento. Pretendo me mudar para cá, com a minha esposa, até o próximo mês de maio”, disse Giansante.

Da assessoria
Foto: Luis Mendonça | Ascom/Banese



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Por Kleber Santos
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