01/03
16:05

Veja o gol do sergipano Diego Costa que deu o título ao Chelsea

José Mourinho só tem motivos para celebrar. Além de ser líder do Campeonato Inglês, o técnico conquistou seu primeiro título desde que voltou ao Chelsea. Com um gol decisivo de Diego Costa, a equipe venceu o Tottenham por 2 a 0 e conquistou o título da Copa da Liga Inglesa neste domingo.

O título no emblemático estádio de Wembley, o quinto da história do Chelsea, faz a equipe embalar ainda mais na temporada. O time é líder do Campeonato Inglês com 60 pontos, cinco a mais que o segundo colocado Manchester City.
 


Multimídia
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Por Kleber Santos
01/03
15:44

Albano Franco: Empresário, político e acadêmico

Afonso Nascimento- Professor de Direito da UFS

Albano do Prado Pimentel Franco tem setenta e quatro anos. Nasceu em Aracaju, em 1940. Quando isso aconteceu, o destino social de Albano Franco já estava traçado. Só lhe caberia fazer o que era dele esperado. É o melhor exemplo de um herdeiro nos negócios e na política.

É filho de duas famílias tradicionais sergipanas, de um lado, os Leite e de outro, os Franco. A família de sua mãe era ligada ao PSD e a de seu pai, estava alinhada à UDN. Os dois partidos pertenciam, em graus diferentes, à aristocracia rural.

Aparentemente, teve forte formação católica em casa, especialmente por conta de sua mãe, e pelas escolas católicas que frequentou como o Colégio Salvador, o Colégio São Vicente de Paula no Rio de Janeiro, no Colégio Arquidiocesano dos Irmãos Maristas em São Paulo. O seu escritório empresarial é repleto de imagens religiosas.

Estudou Direito na Faculdade de Direito da UFS. Fez exame vestibular em Pernambuco e depois pediu transferência para Aracaju. Nessa faculdade foi presidente do Centro Acadêmico Sílvio Romero, o órgão de representação estudantil. Seixas Dória, então governador de Sergipe, enviou-lhe telegrama desculpando-se por não poder estar presente à sua posse como presidente.

Sua presidência no centro acadêmico coincidiu com o golpe militar de 1964. Enquanto acadêmico de Direito, disse ter conhecido colega que mais tarde se tornaria sua mulher, Leonor Barreto, e lhe daria dois filhos. O prestígio de Albano Franco permitiu que sua esposa fosse designada ministra da Previdência Social do Brasil.

Nunca foi advogado. Melhor dizendo, não foram encontrados registros de sua  atuação como advogado.  Todavia, ainda enquanto estudante de direito, ocupou o cargo de promotor público substituto, que era um emprego para suprir as carências em termos de quadros do Ministério Público Estadual – privilégio reservado àqueles estudantes com boas conexões.

Não virou empresário através da política. Sempre foi empresário e político ao mesmo tempo, desafiando aqueles teóricos que veem incompatibilidade entre as duas atividades profissionais. Na sua vida, a política e atividade empresarial sempre se complementaram.

Entrou na política pela mão de seu pai. Em ordem não cronológica, foi deputado estadual, deputado federal, suplente de senador, senador e duas vezes governador. Desde 2010, está sem mandato político. Embora receba muitos convites para se candidatar a novos mandatos, atualmente tem se dedicado apenas as suas atividades como empresário. Por ser empresário, Albano Franco sempre pertenceu a partidos políticos conservadores, como a ARENA, PDS, PRN e PSDB. Exerceu o posto de vice-presidente e secretário-geral da ARENA.

Albano Franco também entrou para o mundo empresarial pela mão de seu pai. Primeiramente, Albano Franco foi representante do patronato industrial sergipano. Mais tarde, dirigiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI), instituição representante do patronato industrial brasileiro por quatorze anos.

Como conseguiu a façanha de comandar a instituição que representa as vinte e sete unidades industriais brasileiras? Certamente, isso deve ter exigido uma capacidade de articulação muito grande. Quando decidiu se candidatar a governador de Sergipe, Roberto Marinho teria lhe perguntado se ele sabia o que estava fazendo ao trocar a CNI pelo governo de um estado cujo orçamento era e é menor do que aquele da confederação dos industriais brasileiros.

Faz questão de apresentar-se como empresário moderno, como industrial, tal como seu pai. A maior parte dos seus irmãos também se tornou empresário. Como filho de empresário, foi preparado da forma tradicional, ocupando postos em empresas familiares. Com certeza, os negócios de seu pai, dele e de seus irmãos se confundem com uma fatia do capitalismo sergipano, especialmente a partir da segunda metade do século XX, quando cresceram e se diversificaram as empresas de seu pai, Augusto Franco. Ele e seus irmãos continuaram a obra do seu pai em diferentes setores da economia sergipana e regional.

Como empresário, aderiu ao neoliberalismo nos tempos de FHC. Como governador de Sergipe, fez a privatização da companhia estadual de energia, pelo que tem recebido crítica de seus adversários. Como a maioria dos empresários sergipanos, fez dois cursos da Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra, seção sergipana. Fez o primeiro e quarto ciclos oferecidos por essa instituição.

Na segunda metade do século passado e começo deste, parece ter sido o político e o empresário sergipano com mais visibilidade e acesso aos centros empresariais e políticos do Brasil. Difícil encontrar alguém que lhe faça sombra. Nem mesmo o seu pai. Parece ser uma figura modesta. Grande parte de suas realizações faz questão dar o mérito ao seu pai Augusto Franco.

Provavelmente, é o homem público sergipano que mais recebeu homenagens, medalhas e honrarias em quase todo o país. Quem folheia o seu currículo da Câmara de Deputados e do Senado na internet, percebe isso imediatamente. A maior parte disso tem a ver com a sua passagem pela CNI.

Em 2014, Albano Franco foi eleito, por unanimidade, para a Academia Sergipana de Letras (ASL). Foi escolhido por conta de seu mecenato cultural. Na sua posse, em 2015, foi recebido pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Britto. Na ocasião disse ser aquele o momento mais importante de sua vida. Emocionado, Albano Franco chorou – mas nem tanto quanto ao tomar ciência da partida de sua mãe, ao dar entrevista pelo rádio de um hotel em Lisboa. Mas desta vez foi de alegria mesmo.



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
01/03
12:24

Retratos da Vida: Madonna - A rainha das ruas de Ará

Clóvis Barbosa
Blogueiro e Conselheiro do TCE/SE

Ele perambulava pelas ruas de Aracaju, vivendo de pequenos biscates e da boa vontade das pessoas. Homossexual assumido, defendia com unhas e dentes a sua opção sexual. Bom de briga e no uso da faca, esteve várias vezes preso pela prática do crime de lesão corporal, pois não admitia atos homofóbicos contra ele. Por duas vezes o tirei da prisão. Ninguém o conhecia pelo seu nome de batismo, Amós Lima Chagas, mas pelo seu apelido: Madonna, um dos tipos mais populares e conhecidos de Aracaju. Era uma pessoa prestativa e muito solidária com quem ele gostava. Eu, particularmente, adorava o seu senso de humor. Lembro-me que certa vez estava conversando com Magnobaldo (um homem de mais de 200 quilos, proprietário de uma loja na Rua 24 Horas) no estacionamento localizado no antigo cine Aracaju, na Rua Laranjeiras, esquina da Rua Capela. Repentinamente chega Madonna e fala para Magnobaldo: - Gordinho gostoso, vim buscar a minha mesada! Magnobaldo, irritado com a petulância, respondeu: - Não tem mesada porra nenhuma, me respeite viado safado! Madonna botou as mãos nos quartos e foi logo replicando: - Ah, é?! Agora sou viado safado?! Quando você me comia eu não era! Pois vou espalhar na Rua 24 horas que você me botava pra lhe chupar dentro da loja! Foi um Deus nos acuda para Magnobaldo, que espavorido disse: - Não! Não! Por favor, tome aqui 20 reais. Mas houve um momento histórico na vida de Madonna. 
O casal Marivaldo e Jandira, proprietários de uma gráfica no centro da cidade, gostava muito dele e resolveu mudar a sua vida. Depois de muitos conselhos e ponderações, conseguiu persuadi-lo a dar uma reviravolta no seu dia-a-dia. Aquilo, para o casal, não era vida de gente. E não é que o quadro mudou completamente para Madonna? Com carteira assinada, calça comprida e camisa social, todos os dias ele chegava e saía religiosamente no horário comercial da gráfica. Ajudava na oficina, limpava as máquinas, fazia pagamentos bancários. Era um autêntico “faz-tudo” no seu emprego. Abandonou os trejeitos femininos, deixou a droga e até estava mais tolerante com os moleques que mexiam com ele, engolindo vários tipos de sapos. Estavam todos admirados. Seus vizinhos do Bairro Industrial estavam atônitos com a mudança radical operada em sua vida. Estava até almoçando em restaurantes. O Bar da Finha, na rua Laranjeiras, era o preferido nas sextas-feiras por causa da feijoada. Mas três meses depois, talvez pelos maus tratos e preconceitos dos transeuntes, Madonna causou o maior furor na Rua Laranjeiras. Tirou a gravata, rasgou a camisa, despiu-se da calça, meia e sapato e saiu de cuecas aos gritos lancinantes: - Chega! Não quero mais ser homem! Nasci para ser mulher! E correu em direção ao calçadão da Rua João Pessoa. A verdade é que Madonna era, ao mesmo tempo, amado e odiado. Amado pela alegria e humor que irradiava; odiado por aqueles que insistem em jogar lama no amor homossexual, para torná-lo sujo quando, com efeito, todo amor se faz limpo, exatamente porque é amor. Penso que se a sociedade respeitasse a diversidade do amor, vendo nele uma forma de contemplação sublime, superaríamos o vilipêndio dos assassinatos covardes e construiríamos um mundo único, homogêneo, leve, igual pelo respeito divino das diferenças. Bem disse Araripe Coutinho numa crônica para Madonna: Não mais corre atrás de ninguém, não mais grita, não mais rouba, nem se arruma de salto alto, nem pede roupa velha aos travestis, nem mais dorme sobre o colchão de pregos, nem mais ilumina o bairro Industrial, nem mais chora, nem mais eu, nem mais nada. Na madrugada de uma sexta-feira, ano de 2012, ele foi encontrado totalmente ensanguentado atingido por golpes de paralelepípedos no centro de Aracaju. Quatro dias depois morreria de traumatismo craniano.

Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente



Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
01/03
12:18

Ética e Fé

Clóvis Barbosa
Blogueiro e Conselheiro do TCE/SE

Já se disse que Ética é a capacidade que se tem para distinguir o certo (o bom) do errado (o mau). Ela não estabelece regras de conduta cogentes, como a Moral e o Direito, mas tenta justificá-las. Entretanto, também, pode ser afirmado que “ser ético” é necessariamente ter uma vida coerente, amparada por normas morais. Se assim se entende, pode a Fé contradizer-se com a ética, considerando que aquela se caracteriza pela idéia firme de que aquilo que se pensa ou se está praticando é a absoluta verdade, sem qualquer comprovação ou critério científico de verificação? A Dúvida pode conviver com a Ética? E com a Fé? Com a Ética até que sim, mas com a Fé é impossível. No campo ético, eu posso ter dúvidas se algo que estou fazendo é correto ou não, mesmo munido de todas as ferramentas de reflexão e de todo conhecimento científico. Com a Fé é diferente, eu creio e pronto! E não se diga que a Fé é uma exclusividade de quem tem Ética. Não é, pois, nem sempre, quem é ético tem fé, ou quem tem fé é ético! É com fundamento nessas premissas que trago para reflexão dois episódios controvertidos para os filósofos, ambos envolvendo o sacrifício de filhos. O primeiro de natureza bíblica, vivido por Abraão e seu filho Isaac, outro de cunho mitológico, envolvendo Agamenon e sua bela filha Ifigênia.

Sobre Abraão, a história está no Livro do Gênesis. Depois de Abraão aliar-se a Abimelec e ir residir na terra dos filisteus, Deus o pôs à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou”, e Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre o monte que eu te indicar”. Abraão segue rigorosamente as instruções. Sequer levou em consideração a perquirição do seu filho que viu a lenha e o fogo, mas não via o cordeiro para o holocausto. No lugar indicado por Deus, após amarrar o seu filho e o colocar sobre a lenha do altar, desembainhou a faca a fim de matá-lo quando, repentinamente, ouviu um grito de um anjo do Senhor, que lhe disse: “Não estendas a mão contra o menino e não lhe faças mal algum. Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu único filho”. O mal foi evitado e Isaac substituído por um cordeiro. Sören Aabye Kierkegaard (1813-1855), filósofo dinamarquês, diz que essa provação divina ou teste espiritual ainda hoje é objeto de aplausos, de louvação, não somente nos púlpitos das igrejas como em toda parte pela “grandeza” do ato de Abraão, que se dispôs a cumprir tarefa tão repugnante. Não é sem razão que o apóstolo Paulo o cognominou de “pai de todos os que têm fé” (Romanos 4:11).

Episódio Agamenon: Irrompeu-se na Grécia uma epidemia de peste, onde homens adoeciam e morriam, ficando os médicos impotentes com o seu alastramento. Agamenon mandou chamar o pontífice de Apolo, Calcas, acreditando que a doença teria sido enviada por um deus irritado com alguma ofensa ou erro praticado contra ele. Depois de algumas cerimônias religiosas, Calcas comunicou a Agamenon que a peste foi enviada pela deusa Ártemis, irmã de Apolo, que não gostou do seu ato quando de uma caçada na floresta, tendo ali abatido uma corça branca, animal consagrado àquela deusa que o amava com ternura. A situação da epidemia seria resolvida se Agamenon sacrificasse em seu altar a sua filha primogênita, a princesa Ifigênia. Irritado com tal proposta, Agamenon convocou o seu Conselho - Menelau, Ulisses, Diomedes, o sábio Nestor de Pilos e Ajax, filho de Telamon - e transmitiu-lhes o problema que merecia uma rápida solução. Depois de muita discussão, Agamenon concordou em sacrificar a sua filha. No momento em que a faca tocava o seu pescoço, ouviu-se um grito de espanto. A faca desaparecera das mãos de Calcas, surgindo uma corça alva debatendo-se em agonia. No último momento, Ártemis condoeu-se com a beleza egípcia de Ifigênia e ela foi salva.

Os dois episódios têm tratamentos diferenciados, um considerado abjeto, outro heróico, pelo menos na visão de Kierkegaard, que não procura justificativas para o ato insano, execrável, de Abraão. Passa o sarrafo até naqueles que o defendem. E o filósofo levanta uma questão: até que ponto os defensores do ato de Abraão fazem idéia do que estão falando? E dá o exemplo de uma possível reação de um padre caso um fiel seguisse o mesmo caminho de Abraão. O sacerdote iria até o homem, munido de toda a sua dignidade eclesiástica, e berraria: “Homem desprezível, abjeção da sociedade, que diabo o possuiu para que desejasse assassinar seu filho?”. Seria ético o padre ter este comportamento quando ele próprio exalta o ato de Abraão como de grandeza? Aí está o grande abismo que separa a ética da religião. O filósofo dinamarquês vai mais longe e coloca na balança o exemplo de Abraão com o de Agamenon, que sacrificaria a sua filha Ifigênia pelo bem do Estado e do seu povo. Neste caso, o seu ato estaria envolto numa ética universal, ou seja, “o herói trágico troca o certo pelo que está ainda mais certo, e o observador o vê com confiança”. Kant (1724-1804), em Crítica da Razão Prática, afirma que as passagens da Bíblia que parecem transgredir os limites da credibilidade racional devem ser interpretadas de modo alegórico e não literal. Atualmente, diante de tudo o que se vê, o “ser ético” parece cada vez mais distante. Como disse Saramago, “Somos nós que temos de nos salvar, e isso só é possível com uma postura de cidadania ética, ainda que isto possa soar antigo e anacrônico”.

Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
01/03
11:57

A valorização do dólar

Ricardo Lacerda
Professor do Departamento de Economia da UFS

A cotação do dólar comercial fechou o mês de fevereiro em 2,86 reais. O dólar turismo para venda rompeu a casa de 3 reais.
A moeda norte-americana valorizou-se nos últimos dois anos em relação à maioria das principais moedas, refletindo não apenas o desempenho relativamente mais favorável da economia dos EUA em relação aos seus parceiros comerciais, afinal os EUA ensaiam uma retomada importante enquanto outras economias avançadas e grandes economias emergentes desaceleram o crescimento, quanto pela expectativa da redução dos estímulos monetários e seus efeitos em termos de elevação das taxas de juros dos títulos do tesouro norte-americano.

Enredados em processos de recessão, desaceleração ou crescimento débil, muitos países desvalorizam suas moedas com o intuito de ampliar suas exportações, inaugurando uma nova rodada de guerra cambial.

Em relação a um ano atrás, a cotação da moeda norte-americana subiu 23% frente ao real e a elevação atinge 45% quando se compara a fevereiro de 2013, muito acima da inflação interna nesses períodos ou da elevação média dos rendimentos das pessoas e famílias. Ficou mais caro viajar para o exterior e adquirir produtos importados. O impacto nos indices internos de inflação já se faz sentir, mesmo com a cautela com que os importadores repassam os aumentos para os produtos no mercado interno diante do poder de compra estagnado.

Salário e câmbio
Salário e câmbio são dois dos preços mais importantes para definir a competitividade de um país. São cruciais para definir se os bens (e serviços) transacionáveis entre as nações se tornam mais caros ou mais baratos no mercado doméstico e no mercado internacional. O terceiro fator determinante na competitividade de um país é a evolução da produtividade frente ao comportamento dessa variável entre seus principais parceiros comerciais e o quarto fator é a capacidade de inovação e de colocar produtos novos e com elevadas elasticidades de demanda e margens de lucro amplas no mercado internacional. Há ainda um quinto fator, quando há um crescimento intenso da demanda internacional por bens produzidos em atividades intensivas em recursos naturais nas quais aquele país seja fortemente vantajoso.

Uma diferença fundamental entre eles é que os dois primeiros fatores, salário e câmbio, propiciam incremento da competitividade à medida em que se rebaixa o poder de compra de sua população na moeda externa, enquanto os outros três fatores, incremento da produtividade física, capacidade de inovação e intensificação da demanda por produtos inelásticos no curto prazo, elevam a competitividade aumentando o poder de compra em moeda externa da população do país em questão. Desse ponto de vista, não resta qualquer dúvida que o incremento de competitividade do segundo tipo é o objetivo de qualquer nação nas suas relações econômicas externas.

Mas há outra diferença fundamental entre os fatores. Se as variações de salários e câmbio têm impacto de curto prazo, quase imediato, sobre a competitividade de um país, os incrementos da produtividade física e da capacidade de inovação requerem no mínimo melhorias incrementais e muitas vezes mudanças estruturais, que são custosas em termos de tempo e de recursos. O quinto fator independe de determinantes internos.

Desvalorização do real
A desvalorização do real em relação ao dólar se iniciou em julho de 2011, quando a cotação da moeda norte-americana atingiu 1,56 reais, depois de um longo período de apreciação iniciado ainda em maio de 2004, mês em que a cotação do dólar comercial alcançou 3,13 reais (ver Gráfico).

Se a apreciação do real a partir de maio de 2004 decorreu em parte de ganhos de competitividade da economia brasileira decorrentes da intensificação da demanda internacional por alimentos e recursos minerais produzidos pelo Brasil e de ganhos de produtividade nessas atividades, de outra parte ela foi causada pela forte entrada de capitais no país atraídos pelas oportunidades de investimentos e pelo retorno elevado das aplicações financeiras.

Assim, a apreciação do real na maior parte desse período foi muito além do que a melhoria de sua inserção externa propiciaria e provocou uma elevação do poder de compra da população em moeda externa muito superior a que aqueles cinco fatores que definem a competitividade permitiriam. É nesse sentido que se pode afirmar que se praticou populismo cambial, o que se tornou ainda mais prejudicial ao país depois que foi deflagrada a crise financeira internacional no final de 2008.
Esse populismo cambial significa que o preço de bens e serviços adquiridos no exterior, inclusive nas viagens internacionais, por famílias residentes e empresas localizadas no país, foi fortemente subsidiado à custa da perda de competitividade da economia brasileira.

A depreciação do real frente ao dólar desde julho de 2011 é o principal sintoma de que o subsídio à aquisição de produtos e serviços no exterior chegou ao limite. No curto prazo, a apreciação do dólar e a consequente perda do poder de compra naquela moeda é a resposta possível diante da perda de competitividade acumulada por longos anos e que certamente terá efeitos importantes em termos de recuperar a competitividade em vários setores. Ela deve ser acentuada e prolongada no tempo para que a competitividade se coloque em patamar sustentável, enquanto as medidas de longo prazo, muito mais dificeis de serem implementadas, possam ser encaminhadas.


*O colunista também é Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
01/03
11:38

Quem matou Zé Marmelada?

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS


Não fui eu. Vou logo avisando. Eu não fui nem suspeito remoto. Até porque eu só tinha 10 anos de idade quando ele morreu. Apareceu morto no quintal da casa, afastada e desocupada, de Tibúrcio do Amarante, com um sorriso discreto nos lábios. Morto sorrindo? Mangando da cara dos bestas? Pois foi. Assim mesmo. Taí uma situação que nunca me saiu da memória. Lembro-me como se fosse hoje. O sol ardendo no início de uma tarde de dezembro, bem pertinho do Natal. Foi um alvoroço danado ali no subúrbio Tabaquinho. Gente como formiga em correição queria ver o morto. Ou melhor, o sorriso do morto. Eu nunca vi um defunto tão visitado por causa de um sorriso. Sorriso mais enigmático do que o da Mona Lisa. “Ô Pedrinho Pirulito, você que é um sujeito andado e amolengado, diga-me cá uma coisa: você já viu um defunto com um sorriso misterioso como Zé Marmelada? Seja sincero!”. E Pedrinho respondeu na bucha: “Bem. Eu acho que não. E ainda por cima, um defunto que foi defuntado, que foi assassinado... Nunca vi não”. Assassinado, se é que foi, mas sorridente. Não tinha explicação para tal sorriso.

Antes que os leitores e as leitoras fiquem impacientes comigo, vou logo dando o serviço sobre quem era Zé Marmelada. Era José Simplício das Neves Pereira, filho de Pereirão das Porteiras, este, filho, neto e bisneto de bons e afamados dedos no gatilho, e de jamais negarem fogo. Mas isso foi nos tempos de muito para trás. Zé Marmelada não puxou aos seus ascendentes. Nunca sequer possuiu uma arma de fogo. Era um cabra do bem. Fiscal da Prefeitura. Viúvo sem filhos. Rezador em sentinelas e novenas. Amigo e companheiro em partidas de gamão do padre Fonsequinha. Os dois eram os maiores campeões da cidade naquela modalidade de jogo de tabuleiro. Pronto. Dei o serviço. Eu hoje não estou para enrolar, não. Quer dizer, não estou para não enrolar muito. Deus seja louvado, agora e sempre!

“Ah, mundo ingrato! Ah, mundo velho enganador!”, costumava dizer Zé Marmelada, quando alguma coisa desandava para ele ou para algum conhecido. Se o mundo pode ser ingrato com algumas pessoas, ou a vida pode sê-lo, eu não estou certo. Mas, se for, com certeza o fora com ele. Fora sim. Casado de novo, viu a mulher morrer de parto e a filhinha recém-nascida morreria oito dias depois. Ele não haveria de casar novamente. Viveria sozinho o resto de sua vida. E cuidaria com um zelo extremado da sepultura da mulher e da filha. Ele mesmo, com a ajuda de um parente, que era pedreiro, levantou a carneira azulejada, onde um dia também haveria de repousar.

Algum leitor ou leitora acha que eu estou enrolando? Se por acaso acha, desculpe-se. Não estou não. Só estou querendo situá-los no contexto da vida e da morte de Zé Marmelada. Ah, lembrei-me agora de explicar como José Simplício adquiriu a alcunha de Zé Marmelada. Quando era menino, ele gostava de jogar bola, de bater uma peladinha no campo improvisado de chão duro lá no Tabaquinho, que, por oportuno, eu informo que agora se chama Loteamento Grandeza. Toda vez que ele se sentia lesado numa jogada, que o juiz improvisado não marcava nada que lhe favorecesse, ele berrava: “Marmelada!”. Pronto. Ficou Zé Marmelada.

No peito de Zé Marmelada, um tiro. Um furo na camisa branca manchada de sangue. Um discreto filete de líquido vermelho e viscoso escorreu pela camisa. Por baixo da camisa, porém, o filete era enorme. Uma poça de sangue formou-se no chão, ao lado esquerdo do defunto sorridente. Intrigante sorriso. A polícia, que naquele tempo, ou seja, há 50 anos, não tinha preparo técnico nenhum, mas era diligente, principalmente naquele momento em que o delegado era o tenente João Bispo, jovem talentoso, que se tornaria coronel e comandante da Polícia, e que não descansou para tentar esclarecer o caso. Quem teima em ler os meus pobres escritos domingueiros deve estar ansioso para saber quem matou Zé Marmelada. Chegarei lá.
O delegado João Bispo ponderou os fatos. Colheu alguns dados. Analisou a cena do crime. Ouviu depoimentos preliminares, antes de abrir o inquérito. Mandou recolher o corpo, levando-o à sala do distrito sanitário municipal, sob os protestos de familiares do morto. Afinal, quem aquele delegadozinho pensava que era, para impedir a família, irmãos e sobrinhos, de prantear o defunto, de cuidar do corpo? Nenhum delegado, pelo que o povo se lembrava, jamais fizera aquilo. Apesar das contrariedades familiares, e do disse-que-disse do povaréu, o jovem tenente encarregou o farmacêutico Juvêncio de fazer o laudo de exame cadavérico. O laudo saiu. Aparentemente, nada que pudesse esclarecer aquele assassinato. Ou suposto. A única evidência: o tiro fora desferido à queima roupa. Não havia recursos técnicos que pudessem elucidar o caso. Só restava mesmo liberar o corpo para o velório e o respectivo sepultamento. A sentinela foi muito concorrida. Zé Marmelada era muito bem quisto. Além disso, rezara em incontáveis sentinelas. Era chegada a sua hora de receber as rezas, as excelências, que, na língua grossa do povo, eram ditas “inselenças”.

A morte de Zé Marmelada não foi desvendada. Nenhum indício. Nenhum suspeito. Nada. O delegado encerrou o inquérito e o encaminhou ao Fórum. Todavia, não se deixou convencer daquele suposto homicídio. O padre Fonsequinha confidenciara ao delegado que Zé Marmelada andara apreensivo com alguma coisa. Algo parecia lhe afligir. Mas, embora tentasse algumas vezes, ele não conseguira arrancar nada. Uma sobrinha do morto tivera a mesma impressão. Nada além daquilo. O delegado não tinha elementos para pedir a reabertura do inquérito. Um ano se passou.

Na noite da missa de um ano, o caso seria, enfim, desvendado. Zé Marmelada jurou diante do cadáver da mulher, a quem ele amou como se deve amar a pessoa com quem se partilha a vida, que jamais amaria outra mulher. Nenhuma outra tocaria as cordas invisíveis do seu coração. Para nenhuma outra ele colheria rosas orvalhadas no seu pequeno jardim. Dos lábios de nenhuma outra ele haveria de colher mel, como colhera dos lábios de sua amada. E assim ele o fez. Nunca mais olharia para outra mulher. Contudo, nos seus últimos meses de vida, ele esteve a ponto de quebrar a jura. Estava de cabeça virada por causa de Ana Flora, sua vizinha novata. Uma tentação. Aquela morena azucrinava a sua cabeça e o seu coração. Ele entrou em apavorante angústia. Não poderia quebrar a jura de amor eterno. Escreveu uma carta. Pediu ajuda ao compadre Salvador a quem entregou a carta com uma recomendação. No quintal da casa vazia de Tibúrcio, que se mudara para a capital, ele deu cabo da própria vida, usando um abafador improvisado para abafar o estampido do tiro do revólver recentemente adquirido para aquele fim. Usou luvas para não deixar resíduos de pólvora. O único tiro que dera fora para tirar de sua vida a angústia e o tormento. Para tirar a própria vida. Antes, o compadre não conseguiu lhe demover. Mas, cumpriu o prometido, que era desfazer os indícios do suicídio, para que o padre Fonsequinha pudesse celebrar a missa de corpo presente, pois suicida não tinha direito a esse regalo espiritual. Ele não queria que a sua alma penasse na escuridão. Salvador entregou a carta ao padre, logo após a missa de um ano, no confessionário. Pela letra, o padre confirmou a autenticidade da carta em que Zé Marmelada confessava o suicídio que iria perpetrar. Salvador não fora cúmplice do suicídio. A carta era clara. O padre não podia fazer nada. Recebera a carta em confissão. Caso encerrado.

(*) publicado no Jornal da Cidade, edição de 1º e 2 de março de 2015


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
01/03
10:55

André Moura x Eduardo Amorim - Quando as provocações podem gerar ciúmes

Eugênio Nascimento

Não há nada de anormal na ocupação de maior espaço na mídia nos últimos dias pelo deputado federal André Moura, que foi reconduzido por unanimidade pelo seu partido como o líder da bancada na Câmara. Isso lhe garantiu visibilidade no mandato anterior e deverá lhe projetar ainda mais no segundo mandato na Casa, e como líder, pois o seu PSC pretende assumir discurso autônomo, coisa de agremiação que se assume como independente no relacionamento com o governo federal.

Mas o grande volume de aparições suscitou comentários sobre a existência de um possível atrito entre André e o comandante do PSC em Sergipe, senador Eduardo Amorim. O senador estava na mídia quase que diariamente, justamente por ser a principal liderança do PSC no Estado, ter disputado o governo do Estado e, também ser alvo frequente das críticas de seus opositores. Esse quadro continua, mas, não sei se de forma combinada ou não, as declarações mais quentes passaram para a voz do André.

Contudo, tem gente já apostando na abertura de uma zona de atrito entre os dois políticos sociais-cristãos. Fala-se a boca miúda que André busca a projeção de olho na Prefeitura de Aracaju, em 2016, ou na composição da chapa majoritária, em 2018, quando ele e Eduardo Amorim estariam com os nomes à disposição para o Senado e Governo de Sergipe, na sucessão do governador Jackson Barreto (PMDB). Eles não afirmam isso. E nem negam. Mas estão de olho mesmo em 2018 e os Mouristas entendem que André deve disputar o Governo e Amorim a reeleição. Os Amorinistas pregam a manutenção de Eduardo como candidato a governador.

Há um interesse claro (interno e externo, de militantes do partido e opositores ) de que as provocações gerem ciúmes, desconfianças e um racha no PSC, um partido que saiu das eleições estaduais em Sergipe “baqueado” com a derrota de Eduardo Amorim para o Governo. O grupo comandado pelos irmãos Eduardo e Edvan Amorim e, agora também, André Moura caminha para 2016 e 2018 tentando manter-se unido e preocupado, principalmente com a preservação de seus quadros na Assembleia Legislativa, onde há uma vontade desenfreada de largar a oposição e partir para o bloco governista de Jackson Barreto, que se mantém aberto ao diálogo e atuando hoje pensando em fazer o seu sucessor.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
01/03
08:10

Coluna Primeira Mão

Deputados vão discutir qualidade do ensino em SE


Os deputados estaduais vão discutir, a partir deste mês que se inicia, a crise que atinge a educação na rede estadual. O secretário de Estado, Jorge Carvalho, já anunciou aqui no Jornal da Cidade que o nível é ruim e preocupante e o Sintese, a entidade sindical que defende os interesses dos professores, tem dito isso também há bastante tempo. Portanto, há confluência nas avaliações. Mas essa situação não vai ficar apernas entre as duas partes em questão. A Assembleia Legislativa vai puxar o debate para si e deseja dar contribuições para a melhoria da qualidade do ensino público em Sergipe. Logo em breve serão iniciadas as discussões e a Secretaria de Educação e o Sintese serão convidados a expor suas avaliações e ideias para que a educação saia do atoleiro. Para ter uma visão clara do quadro “caótico” da educação, seria importante convidar também os representantes dos pais e dos alunos, que são a parte mais sofrida dessa relação. A iniciativa de promover o debate é boa e espera-se que ela gere resultados positivos para a educação, que já está no fundo do poço e buscando uma saída.


Modernização na Saúde estadual – O secretário de Estado da saúde, Zezinho Sobral, percebeu que a carga de trabalho na pasta que assumiu é pesada e precisa dividir as tarefas. Por isso, puxou para a Secretaria Executiva da Secretaria um gestor público. Trata-se de Marcel Resende.


Deputados vão aguardar definição judicial sobre subvenção


A Assembleia Legislativa de Sergipe não pretende definir nos próximos dias, como se esperava, a manutenção ou não a subvenção. Ficou acordado internamente que o parlamento vai aguardar uma posição definitiva do Tribunal de Justiça do Estado sobre o uso das verbas pelos deputados (R$ 1,5 milhão para cada e perfaz um total de R$ 36 milhões este ano). O desembargador Cezário Siqueira emitiu liminar proibindo o uso dos recursos e obteve a aprovação do Pleno da corte. Mas a Alese optou por ingressar com recursos junto ao TJSE defendendo a legalidade da lei e o direito de direcionar os recursos para as entidades que estejam dentro da legalidade e prestam as contas com regularidade. Na verdade, os deputados desejam a preservação das verbas em suas mãos para orientar os repasses para as ONGs que bem desejarem, mas, se isso for impossível, gostariam de que o dinheiro chegasse às entidades via emendas parlamentares, mas de aplicação impositiva pelo governo do Estado.


Uma boa ideia para os deputados federais


Está mais do que claro que ninguém, exceto os próprios deputados federais, está gostando dessa iniciativa da Câmara de pagar as passagens para viagens dos seus conjugues. Mas, já que sempre prospera no Brasil esse tipo de conduta deplorável, porque não aprovar logo a liberação de passagens também para os filhos, netos, primos, sobrinhos, sogras, cunhadas e sobrinhos dos deputados fazerem pelo menos uns quatro bons passeios nacionais e uns dois internacionais por ano? O argumento bom para justificar isso seria “família que passeia unida permanece unida”.


O inferno astral de João - O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), vive o que os astrólogos costumam chamar de “inferno astral”. Vive problemas graves por falta de dinheiro, ter secretarias que não conseguem dar um passo no encaminhamento de suas atividades e/ou projetos e ainda por cima exagerou na dose quando da definição do IPTU para o povo de Aracaju. Conseguiu unir contra si toda a cidade. Dentro de sua própria administração tem gente reclamando do IPTU.


SMTT já está testando fiscalização eletrônica


Tudo está programado para até o final deste mês voltar a funcionar em Aracaju a a fiscalização eletrônica do tráfego, conforme informações da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito da capital (SMTT). Alguns dos equipamentos já se encontram em fase de testes. Até ontem tinham sido colocadas lombada eletrônica na Avenida Maranhão, um aparelho que registra excesso de velocidade está na Avenida Beira Mar e o terceiro para ficar de olho no avanço de sinal e de velocidade, no cruzamento das Avenidas Beira Mar com Francisco Porto. Nesta fase de testes, não haverá multa. Mas quando a SMTT oficializar a entrada em funcionamento legal, pise devagar no acelerador e segure o bolso.


SE tem 2ª maior renda domiciliar per capita do Nordeste - 1


Sergipe possui o segundo maior rendimento nominal domiciliar mensal per capita do Nordeste, R$ 758. A média também é superior a referente à região Nordeste como um todo, que é de R$ 663, 77. A estimativa tem por base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, referente ao ano de 2014, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta feira, 26. O valor só é menor, na região, do que ao do estado de Pernambuco, que foi de R$ 802.


SE tem 2ª maior renda domiciliar per capita do Nordeste - 2


De acordo com o assessor para Assuntos Econômicos do Governo, professor Ricardo Lacerda, o desempenho de destaque de Sergipe se deve especialmente a dois fatores; primeiro, ao volume de investimentos do Estado e atração de empresas, que garantiram o crescimento do número de empregos formais para os sergipanos. Segundo, às políticas federais e estaduais de distribuição de renda e o fomento a agricultura familiar, uma vez que a pesquisa leva em conta, também, rendimentos como os originados dos programas de transferência de renda.


João Alves discute BRT com cidades da Grande Aracaju


O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), se reuniu com representantes do escritório Jaime Lerner, responsáveis pelo projeto que implantará o BRT. Durante a reunião foi apresentado para os prefeitos de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão o novo sistema integrado de transporte coletivo da Grande Aracaju. Para que o transporte coletivo continue sendo integrado com os outros três municípios da região metropolitana, será preciso a criação de um consórcio entre as cidades envolvidas, para que as benfeitorias atinjam toda a população, que já utiliza esse tipo de sistema há aproximadamente 30 anos. O prefeito João Alves destacou a importância de não haver a separação dos municípios e dos transtornos que causariam, caso o sistema integrado não mais funcionasse.



Plano Estratégico para SE -
O Governo do Estado está elaborando o seu Plano Estratégico 2015/2018 e nele está estabelecendo os principais objetivos da gestão e os compromissos fundamentais. A coordenação da equipe que faz o plano está à cargo da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). As metas vão ser apresentadas pelos secretários e depois debatidas para a a consolidação em um projeto único. Vai estar pronto no final deste mês.


Aumento da energia - O reajuste do preço da energia elétrica em Sergipe deverá ser de 8% e entra em vigor nesta segunda-feira. Isso, está mais do que claro, não agrada a ninguém.


Gasolina sobe novamente – Entra em vigor neste domingo mais um reajuste do preço da gasolina. Será o terceiro em menos de um mês e deverá atingir valor entre R$ 0,6 e R$ 0,8. Medida não agrada a ninguém também.


160 anos de Aracaju – O que será que a Prefeitura de Aracaju vai promover e inaugurar para marcar a passagem dos 160 anos da capital sergipana? Com certeza, a equipe do prefeito João Alves deve estar pensando algo de bom para compensar as “ratadas” que tem dado nos últimos dias.


Vídeo dos 160 anos de Aracaju – A Prefeitura de Aracaju lançou vídeo para exposição na mídia mostrando belas imagens da capital sergipana, que completa 160 anos no dia 17 próximo. O trabalho, que leva o nome “Aracaju meu amor – Dá orgulho viver aqui” deve entrar no ar nas emissoras de televisão hoje.


Pela vida - Ninguém quer “dar de cara” com bandidos que possam lhe matar. Isso é verdade. Mas também não deve estar agradando a ninguém essa história de ouvir toda manhã nas emissoras de rádio a defesa das execução da pessoa humana. Parece ser estímulo à violência. Vale lembrar que não existe pena de morte no Brasil e que radialistas e políticos andam defendendo essa prática frequentemente.


Cadê Acácia de Jesus Santos? – Lembra de Acácia? Aquela moça que veio de Lagarto com o filho para visitar para visitar o pai da criança, em novembro de 2014. No próximo dia 10 completam quatro meses de seus desaparecimento e até agora ninguém sabe o que houve. A polícia diz que está investigando. Enquanto isso, a família vive momentos de angústia procurando pela filha e irmã.


Planos de saúde cortando exames – Os médicos mais cuidadosos no tratamento de seus clientes, aqueles que passam uma série de exames para detectar as doenças, parecem não encontrar boa aceitação nos planos de saúde. Os planos têm adotado políticas de contenção de gastos.


IPTU em cheque -
A seccional de Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SE) deverá definir nesta segunda-feira se acionará ou não judicialmente a Prefeitura de Aracaju para vetar a aplicação da lei que reajustou o IPTU cobrado à população.


Caça é diversão ridícula – “Infelizmente  essa pratica ainda é rotineira em nosso estado, mesmo diante do rigor das penalidades algumas pessoas utilizam essa maneira ridícula de diversão, muito embora, em alguns casos esse tipo de ação esteja ligada a própria sobrevivência do individuo. As vitimas preferidas dos caçadores, são: teius, capivaras, veados e pacas principalmente no alto Sertão, já na região leste e sul do estado temos problemas sérios com a caça de cotias, capivaras e pacas, além do macaco-guigó espécime endêmica”. A declaração é do biólogo e ex-secretário de Estado do Meio Ambiente, Genival Nunes. (Entrevista na íntegra no Jornal da Cidade)

 



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
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