29/03
16:29

Pedrinho já está treinando no Confiança

Lateral esquerdo estava emprestado ao Rio Branco e retornou ao Dragão nesta sexta-feira

O Confiança conta com um novo reforço. Nesta sexta-feira, 27, o lateral esquerdo Pedrinho, de 25 anos, se reapresentou ao time. O jogador estava emprestado ao Rio Branco, de São Paulo, mas retornou ao Dragão do Bairro Industrial.

O atleta já treinou com o restante do elenco na atividade realizada no Sabino Ribeiro na tarde desta sexta. No mesmo dia ele recebeu a liberação para jogar pelo Dragão.

Pedrinho, que defendeu o clube na temporada passada, avaliou como positiva a passagem pelo futebol paulista. “Foi uma boa experiência”, disse ele. O lateral vislumbra agora as oportunidades no Dragão. “Estou apto fisicamente a jogar. Já estou à disposição do técnico Betinho”, garantiu.

Pedrinho conta que, mesmo distante, acompanhou sempre os resultados do Dragão nesta temporada. Ele se mostra consciente dos desafios do time, principalmente nesta última rodada do Campeonato Sergipano, onde a equipe busca fora de casa a classificação para a próxima fase diante do Socorrense.

“Eu sempre estava acompanhando os placares dos jogos. É complicado, pois é um campeonato muito disputado. Mas esperamos fazer uma grande partida e conquistar a classificação”, torce o jogador.

Da assessoria



Esportes
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Por Kleber Santos
29/03
16:17

Confira a programação esportiva da TV neste domingo

10h - São José x Santo André, Liga de Basquete Feminino, SporTV 3

11h - Brasil x Chile, amistoso, Globo e SporTV

11h - Grand Prix de Samsun, judô, ESPN e Esporte Interativo

12h - Masters 1.000 de Miami, tênis, SporTV 3

13h - Geórgia x Alemanha, eliminatórias da Euro-2016, SporTV

14h - Nascar, etapa de Martinsville, Fox Sports

15h - MotoGP, GP do Qatar, SporTV 2

15h45 - Portugal x Sérvia, eliminatórias da Euro-2016, ESPN Brasil e SporTV

15h45 - Irlanda x Polônia, eliminatórias da Euro-2016, ESPN

16h - Bragantino x Corinthians, Paulista, Band e Globo (para SP)

16h - Vasco x Botafogo, Estadual do Rio, Band e Globo (menos SP)

16h - Sport x Fortaleza, Copa do Nordeste, Esporte Interativo

16h - Indy, etapa de São Petersburgo, Bandsports

17h - Brasil x México, amistoso sub-23, SporTV 2

18h - Chicago Fire x Philadelphia Union, Americano, ESPN

18h15 - Boca Juniors x Estudiantes, Argentino, Fox Sports 2

18h30 - Red Bull x Palmeiras, Paulista, SporTV

20h - Brasil x Colômbia, Sul-Americano sub-17, SporTV 2

20h - Real Salt Lake x Toronto, Americano, SporTV 3

20h - New Jersey Devils x Anaheim Ducks, hóquei no gelo, ESPN

21h30 - Gimnasia x River Plate, Argentino, Fox Sports 2

22h10 - Paraguai x Uruguai, Sul-Americano sub-17, SporTV 2

22h10 - Masters 1.000 de Miami, tênis, SporTV 3 


Esportes
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Por Kleber Santos
29/03
16:11

A Indústria e o PIB de 2014

Ricardo Lacerda

O IBGE apresentou na última sexta-feira o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 2014, já na nova metodologia que toma 2010 como ano de referência para definir os pesos setoriais. Com as mudanças realizadas, foram revistas as taxas de crescimento do PIB e de seus componentes para 2012 e 2013, com o que o crescimento do PIB alcançou 1,8% em 2012, frente a 1% na metodologia anterior, e 2,7%, em 2013, frente a 2,5% registrados anteriormente.

A soma de todos bens e serviços produzidos no país alcançou R$ 5,52 trilhões em 2014, crescimento ínfimo de 0,1% em relação ao ano anterior. Da riqueza produzida a preços básicos, sem considerar os tributos indiretos, o setor de serviços respondeu por 71% do total, frente aos 23,4% do setor industrial e 5,6% do setor agropecuário. 

Estagnação industrial
Chama a atenção o fato de que, desde que a crise financeira se instalou na economia mundial em 2008, a indústria de transformação perdeu mais de 5 pontos de participação no Valor Adicionado Bruto do país, passando de 16,6%, naqule ano, para os 10,9%, em 2014. Passados seis anos, entre o final de 2008 e o de 2014, o volume da produção da indústria de transformação tornou-se 1,3% menor, enquanto o setor de serviços cresceu 17,8%. 

A maior parte da queda de participação da indústria de transformação se deu entre 2011 e 2014 (ver Gráfico 1), depois que a crise internacional voltou a se agravar. Neste período, a atividade da indústria de transformação recuou 2,7%, enquanto o setor de serviços cresceu 5,7%. Em 2014, o conjunto do setor industrial recuou 1,2% e a indústria de transformação registrou a impressionante retração de 3,8%.
 

Em tais circunstâncias, a afirmação, que se tornou lugar comum, de que o ciclo de crescimento puxado pelo consumo se esgotou tem como contraface a percepção menos difundida de que a continuidade do crescimento do PIB com a estagnação da indústria de transformação também chegou ao seu limite. 

Para não deixar margem a dúvida do que se está tratando, observe-se na linha pontilhada do mesmo gráfico que a indústria de transformação apresentou trajetória de crescimento robusta entre 2004 e 2008 e somente depois da crise internacional passou a andar de lado. 

Daí em diante, a sobrevida do crescimento brasileira se deveu essencialmente à expansão da atividade do setor de serviços, secundada pela construção civil (que contribuiu com uma parcela importante no crescimento do período). Ambas as atividades são produtoras de bens não comercializáveis e puderam manter taxas de crescimento significativas mesmo com o cenário externo muito adverso e o câmbio depreciado.

Componentes da demanda
Em comparação ao ano de 2013, todos os componentes da demanda perderam ímpeto em 2014: o crescimento do consumo das famílias desacelerou de 2,9% para 0,9%; o gasto corrente da administração pública cresceu 1,3%, frente aos 2,2% do ano anterior; o investimento em capital fixo despencou 4,4%, e as exportações e importações de bens e serviços recuaram, respectivamente, em 1,1% e 1,0% (ver Gráfico 2)

Duas observações se fazem necessárias: a primeira é que o consumo das famílias e o da administração pública, os únicos componentes que apresentaram crescimento em 2014, estão sendo nesse momento mais diretamente restringidos pelas medidas de ajustes; a segunda observação é que as taxas de crescimento desses componentes não apenas desaceleraram ao longo do ano como se mostraram insuficientes para promover a continuidade do crescimento econômico, mesmo a uma taxa modesta.

Perspectivas
Em conjunto, o consumo das famílias (62,5%) e do governo (20,2%) responderam por 82,7% do PIB de 2014, frente aos 20,1% dos investimentos (em capital fixo e em estoques) e -2,8% da participação do saldo entre exportações e importações de bens e serviços. 

Não há possibilidade de retomada do crescimento sem a expansão do consumo. No próximo ciclo expansivo, todavia, o incremento do consumo em bases robustas somente acontecerá no segundo estágio, após a recuperação da confiança entre o empresariado e as famílias e quando a depreciação do real começar a alterar os termos da competitividade da indústria de transformação, com o auxílio muito valioso de uma melhoria substancial do cenário internacional. 
 

Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
29/03
16:09

Minha professora e o “Direito de Nascer”

José Lima Santana
Professor de Direito da UFS

Pontualmente, às 8 horas da matina, a porta era aberta. Um pouco barulhenta, a meninada entrava na sala de estar, que se dizia varanda, e que era também a sala de aula. Sala caiada com uma porta e duas janelas, na cor azul. A sala era acanhada, mas abrigava alunos do ABC ao terceiro ano primário. Ali, eu fora alfabetizado. Passei pelo ABC, cartilha e primeiro ano. Passei com média 5,0 (cinco). Tendo passado arrastado, como minha mãe me disse, em conversa dura e séria, eu fui mudado de escola e obrigado a repetir o ano, para aprender que filho de minha mãe não deveria passar arrastado. Grande lição. Todavia, eu retornaria àquela escolinha pública municipal para cursar o terceiro ano, embora eu também estivesse matriculado noutra escola, à tarde. A professora recebeu-me de braços abertos. 

Muitas vezes, a professora interrompia os afazeres escolares para cuidar da cozinha, avivar o fogo no fogão a lenha, botar água no feijão etc. No inverno, como a lenha geralmente estava molhada, não raro a fumaça enchia a sala de aula. O abano e as próprias bochechas da professora eram os instrumentos utilizados para fazer a lenha pegar fogo. Assim também eram muitas escolas daquele tempo, na minha cidade e em tantas outras. O ano? 1965. 

A professora Maria Lídia de Lima sofria de uma doença degenerativa, que lhe causava atrofia progressiva num dos lados. Uma perna era mais curta. Ela caminhava com ligeira dificuldade. Cursara tão somente até o quarto ano primário. Por isso mesmo, só ensinava até o terceiro ano. Mas, que professora sublime! Como testemunho do que eu digo, tenho guardada a minha prova final daquele ano: Português, Geografia, História, Ciências e Matemática. Média Final 9,8. Cinquenta anos depois, eu me delicio admirando aquela prova. Não o meu rendimento, mas a sua elaboração, que era resultado do bom ensino ministrado. E como aquela professora franzina, frágil, doentia, ensinava! Que disciplina! E que desvelo! 

Solteirona, ela morava com a mãe, Dona Melânea, mas que, na boca do povo, era Dona Melonia, e a irmã, Enelde, que vivia de Aracaju para Dores e de Dores para Aracaju, onde moravam Carolina e Ester, as outras irmãs. Dona Melonia vivia atarefada na roça que mantinha no vasto quintal cheio de fruteiras e com uma ampla área para o plantio de feijão, milho, fava e mandioca. Família de católicas fervorosas. O irmão, André, morava pros lados de São Paulo. 

No recreio, que começava quando ia ter início o capítulo da novela radiofônica, que ela ouvia no radinho de pilhas, os meninos e as meninas se danavam na estrada de areia solta ou embaixo do pé de araticum que ficava em frente à escola, rente à cerca da malhada de “seu” Dadá do Queijo, meu tio-avô. A ninguém era dado ficar na sala de aula durante a oitiva da radionovela. Ninguém, a não ser eu. Que privilégio! Às vezes, eu ficava. Era que eu, aos dez anos de idade, auxiliava a professora, nas lições dos alunos do primeiro ano. Eu lhes tomava a lição da leitura soletrada e de “carreirinha ou por cima”. Passava contas e tomava a tabuada. Ela achava que eu levava jeito para ser professor. E eu pensava, sim, em ser professor, porém, para ganhar presentes, como as professoras daquele tempo ganhavam dos seus alunos, no último dia de aula. Como eu era ingênuo!

Um dia, ao voltar da cozinha, a professora portava um pano sujo de carvão, o chamado pano de fundo de panela, ao ombro. Coitada! Esquecera-se de retirar o infeliz, provavelmente ao tirar a panela de feijão da boca do fogão fumacento. A turma caiu na gargalhada, que foi, de pronto, contida. Então, Dina, minha colega do terceiro ano, advertira a mestra sobre o pano. Ela ficou vermelhinha e retornou à cozinha para ali, no borralho, deixar o impertinente intruso. De outra vez, ela voltou da cozinha com uma mancha amarela na blusa branca, bordada a ponto de cruz, como ela gostava de usar. Sempre de blusa branca. A mancha parecia ser de caldo de carne frita. Novamente, Dina dera o aviso: “Professora tem uma manchinha na sua blusa”. E a professora: “Obrigada. Volte ao estudo porque senão a sua nota é que vai ficar manchada!”. Ela disse isso rindo. E nós rimos também. Dina ficou encabulada que só! 

Duas novelas eu lembro bem que ouvi na sala de aula: “O Direito de Nascer” e “O Egípcio”. A primeira arrancou muitas lágrimas da professora. E como ela fazia caretas ao chorar! Da segunda eu pouco tenho lembranças. Contudo, “O Direito de Nascer” era um novelão. Aliás, essa novela também ficaria marcada por conta de uma marchinha de carnaval (marcha-hully-gully), de 1966, composta por Blecaute e Brasinha, glosando o sucesso alcançado pela novela. Diz a música: “Ai, Dom Rafael / Eu vi ali na esquina / O Albertinho Limonta / Beijando a Isabel Cristina. // A mamãe Dolores falou: / Albertinho, não me faça sofrer! / Dom Rafael vai dar a bronca / E vai ser contra / O direito de nascer...”. A novela “O Direito de Nascer” foi produzida e exibida pelas extintas TV Tupi São Paulo e TV Rio, entre 7 de dezembro de 1964 e 13 de agosto de 1965, tendo 160 capítulos. E cujo áudio também foi exibido no rádio. Adaptação de Thalma de Oliveira e Teixeira Filho, com direção de Lima Duarte, José Parisi e Henrique Martins. Foi a primeira das três adaptações para a televisão brasileira da radionovela homônima do escritor cubano Félix Caignet.

Os bancos da escola eram daqueles compridos e sem encosto. Pobres de nós alunos! A espinha dorsal de cada um de nós haveria de sofrer, mais ou menos, alguns danos irreversíveis. Assim era a maioria das escolas municipais da minha cidade. Na classe multisseriada contavam-se uns trinta e tantos alunos. Do terceiro ano eram apenas três: eu, Jorge de tio Carivaldo e Dina de Joãozinho de Nila. A escola ficava na estrada do Gonçalão, que, hoje, se chama Rua Floro da Silveira Andrade, médico dorense, que faleceu em Fortaleza, como médico dos Portos, formado na Escola de Medicina da Bahia, no começo do século XX. Jornalista e autor de um livro sobre tema médico: “A irite e seu tratamento”. O único dorense a constar do Dicionário Biobibliográfico de Armindo Guaraná, que eu fui encontrar um exemplar em ótimas condições num Sebo de São Luiz do Maranhão. Bom. Isso é outro assunto.

Naquele tempo, era comum a escola funcionar na casa da própria professora, que, além do minguado salário, percebia o aluguel. Era uma “intera”, no linguajar do povo, isto é, um valor que servia para inteirar o salário. Ah, como esquecer as sabatinas? Eu adorava. E gostava de dar bolos nos outros, que erravam as respostas às perguntas formuladas pela professora. Eu nunca errava. Não que eu fosse inteligente ou muito estudioso. Eu era apenas esforçado. Entretanto, eu era meio perverso: batia nos dedos, e não na palma da mão. E aquilo doía à beça. Um dia, percebendo a minha malandragem, a professora Lídia me deu uns bolos na mão esquerda, para que, segundo as suas palavras, eu aprendesse a bater. Aprendi. Fácil, fácil... 

No fim do ano, ela enfeitava as provas com um cartãozinho de Boas Festas, comprado na loja de “seu” Humberto ou na de Dona Olga de “seu” Manoel José. A primeira, na Praça da Matriz, e a segunda na Praça do Comércio. Além do cartão, o indefectível laço de fita verde-amarelo. Este não podia faltar. E não era por causa da ditadura, não, como os esquerdizantes poderão pensar. Quando eu fui seu aluno, entre 1961 e 1962, também foi assim. Era uma forma inocente de afirmação da brasilidade, tão pouco cultuada nestes tempos eticamente bicudos que, hoje, vivemos. 

Eu sou fruto de uma escola antiga, de ensino tradicional, sem recursos didáticos, disciplinadora, mas que ensinava muito. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 29 e 30 de março de 2015.


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
29/03
16:06

O Imbecil

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE

A sabedoria judaica parece corroborar o poderio que os discursos humanos exibem para esmigalhar, em segundos, a performance que este, esse ou aquele homem conseguiu edificar ao longo dos anos. A Bíblia, ali onde se arremessam os olhos para o livro de Tiago, patenteia indefensavelmente que “Toda espécie de feras, de aves, de répteis e de animais marinhos é domada e tem sido domada pela espécie humana. Mas a língua, ninguém consegue domá-la: ela é um mal irrequieto e está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor, nosso Pai, e com ela maldizemos os homens feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca provém bênção e maldição”. Nessa minha vida atribulada já recebi muitas acusações, algumas leves e outras graves. Algumas corretas, outras misturadas com os vômitos da calúnia, da difamação ou da injúria. Nunca perdi tempo com injustiças vindas de mentes psicopatas, porque eles são quase sempre frios, inescrupulosos, insensíveis, calculistas, desrespeitosos das regras sociais e livres de constrangimentos ou julgamentos morais internos. Apesar de ser humilde, não sou de levar desaforo para casa. Parto para o embate dialógico e sou firme nas minhas convicções, mas se sou convencido da minha ignorância, da prática de um equívoco, ou do cometimento de uma injustiça, não tenho qualquer constrangimento em pedir desculpas ao meu interlocutor. Minha vida é e sempre foi assim. Nunca tentei monopolizar a verdade, até porque procuro, cada vez mais, me aperfeiçoar na capacidade de distinguir o certo do errado. Quantas e quantas vezes tenho recuado dos meus pontos de vista adredemente consolidados. Ainda possuo o dom da autocrítica e nunca me considerei um “príncipe” ou um “campeão em tudo”, no exato conceito traçado por Álvaro de Campos (um dos heterônimos de Fernando Pessoa) no seu “Poema em Linha Reta”. Mas, como diria Vinícius, “a vida não é brincadeira, companheiro”.

A rede social, por exemplo, tem dado oportunidade para, de vez em quando, estabelecermos debates com outras pessoas sobre aquilo que postamos, principalmente quando emitimos opinião sobre determinado assunto. Pois bem, fui ao twitter e registrei: as elites abastadas, alienadas, antinacional, sempre se serviram do Estado e trataram o povo como rebutalho. Não aceitam a inclusão social. Pronto! A frase foi compartilhada por muita gente com comentários favoráveis e desfavoráveis. Um amigo, participante de um grupo de discussão no WatsApp, ligou para mim e disse que a postagem rendeu discussão no dia anterior e mandou-me parte dos diálogos ali mantidos. Segundo ele, eu teria sido atacado impiedosamente. A discussão, no grupo, foi iniciada com a colocação da frase por um dos participantes com o seguinte questionamento: - Como definir um comentário como este? Um jornalista, indignado e de forma furibunda, de pronto, arrematou: “Discurso imbecil, esse de Clóvis. É um homem culto se prestando a ser títere do pensamento imbecil de Lula, que rouba o Estado, dá o filé aos ricos e oferece ossos e pelanca aos pobres. Aí me vem com esse discurso dazelites. Alienação é isso. Nos poupe”. Mais adiante, salienta: “Só os fascistas apostam no ódio e na divisão das classes por esse mecanismo. Sapruma, mano Clóvis”. Respondendo a um dos interlocutores do grupo, que deve ter criticado a minha indicação para o TCE, disse: “Nem discuto a indicação (...). Clóvis é quadro técnico digno. Não engulo é a imbecilização rasa e odienta. E olha que sou povo e não elite”. Apesar da deferência a mim enquanto “técnico digno” e “homem culto”, fui fuzilado com os epítetos de “imbecil”, “títere do pensamento imbecil de Lula”, “alienado” pelo discurso “dazelites”, igual aos “fascistas que apostam no ódio e na divisão das classes”, e de autor de frase caracterizada pela “imbecilização rasa e odienta”.

Primeiro, quero dizer ao jornalista que a tese exposta na frase não é de minha autoria, mas de inúmeros pensadores, poetas populares, sociólogos, antropólogos, historiadores, cientistas políticos, jornalistas e juristas, dos quais destaco, Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo), Darcy Ribeiro (O Povo Brasileiro – A Formação e o Sentido do Brasil), Moreira Leite (O Caráter Nacional Brasileiro – A História de uma Ideologia), Victor Nunes Leal (Coronelismo, Enxada e Voto), Josué de Castro (Geografia da Fome), Raymundo Faoro (Os Donos do Poder), Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil), Nelson Werneck Sodré (Introdução à Revolução Brasileira), além de Chico Buarque, Hélder Câmara, Leonardo Boff, Norberto Bobbio, Jacques Rancière (O Ódio à Democracia), José Ortega Y Gasset (A Rebelião das Massas) e tantos e tantos outros. O que eu fiz foi colocar com as minhas palavras aquilo que todos eles já escreveram. Portanto, se imbecil eu sou, acredito que estou bem acompanhado. Em segundo lugar, o termo “elite”, contido na frase, deve ser entendido do ponto de vista sociológico, plasmado no pensamento do professor de direito constitucional da Universidade de Turim, Universidade Luigi Bosconi de Milão e da Universidade de Roma, Gaetano Mosca, na sua tese doutrinária sobre a classe política. “Elite” designa um determinado grupo dominante localizado na hierarquia superior de uma sociedade ou numa dada estratificação social. Assim, a teoria das “elites” é tratada, dentro de um poder democrático, como um grupo minoritário exercendo o poder e a dominação sobre uma maioria. “Elite” aqui não é sinônimo de riqueza, pompa ou descendência de família tradicional. Um rico, por exemplo, pode ser um membro da classe dominada como um pobre ou “povo” pode fazer parte do grupo dominante, ou seja, daqueles que têm o poder de tomar as decisões. “Elite” também tem a ver com a capacidade de pensar o mundo e a vida. É “elite”, sim, quem pensa que as oportunidades devem ser posse de um grupo social em detrimento de outro. 

Por outro lado, a história do Brasil não começou com a era Lula. Desconhecer cinco Séculos de acontecimentos políticos é sofrer de disfunção mental ou mera ignorância. É a chamada hipocrisia consciente, que chega a tornar-se pandêmica, onde o sujeito deixa de distinguir o bem do mal ou analisa o fato dentro de um cenário em que o seu interesse é priorizado. Anatol Rapoport é biomatemático, psicólogo, filósofo e cientista social. Ucraniano, tornou-se cidadão americano e foi professor das universidades de Toronto e Michigan. Morreu em 2007. No seu livro “Lutas, jogos e debates” coloca em xeque o funcionamento dos conflitos humanos. Ele diz que na luta, o adversário é um obstáculo que precisa ser destruído impiedosamente. No jogo é diferente, o adversário é uma peça importante. Quanto mais forte ele for, mais valorizado ele será. E por que isso? Porque as regras são respeitadas e isso faz o jogo valer a pena. A grande realização é justamente ganhar a batalha pelo talento e pela estratégia montada. No debate, os adversários dialogam procurando um convencer o outro. Lamentavelmente, quando uma das partes não consegue ganhar pela persuasão, utiliza-se das técnicas de luta (violência, injúria, etc.), o que não é recomendável eticamente. Tento entender, confesso, com minhas elucubrações filosóficas, o comportamento humano. E cada vez mais me conscientizo de que o que nos humaniza é o fracasso. Por que elegemos determinados tipos de sentimentos como prioridade no nosso dia-a-dia? O ódio, exteriorizado com prazer orgástico, encontra neste momento político nacional ambiente propício para se desenvolver e, por vezes, desencadear um processo de aversão contra aquele que pensa diferente de nós. Lembro-me de Millôr na sua conceituação de democracia e ditadura: “Democracia é quando eu mando; ditadura é quando você manda”.

Tenho vivenciado, neste momento, casos inusitados que me fazem lembrar o talento desse grande escritor pernambucano Nelson Rodrigues, quando disse que “vivemos numa época dominada pelos idiotas”. A frase continua atualizada. Cícero, pensador romano, que viveu entre os anos 106 e 47 a.C, afirmava que “A verdade se corrompe tanto com a mentira como com o silêncio”.  A mentira é caolha e é arma dos tíbios de caráter; e o silêncio, a conduta dos dúbios de personalidade e dos castrados de mente e espírito. Infelizmente, contra essas pessoas a luta já nasce perdida, daí a impotência da minoria pensante. A mediocridade domina os ambientes em detrimento do mérito. Essa alcatéia está em todos os lugares marcando posição. Norberto Bobbio, em uma de suas obras, inclui a serenidade como “a mais impolítica das virtudes” e ressalta que na democracia é importante a presença de cidadãos “virtuosamente democráticos”, comprometidos com o combate a toda forma de preconceito, com a tolerância, com o respeito à liberdade de expressão e, sobretudo, com a ética, onde o meu direito termina quando começa o de outro. O sereno, portanto, para Bobbio, “é deixar o outro ser o que é”, mesmo que esse outro seja arrogante, insolente ou prepotente. O Sem qualquer insolência e sem me incluir entre os tais, transcrevo Woody Allen que dizia: a vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrário é completamente impossível.


*Clóvis Barbosa escreve quinzenalmente, aos domingos.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
29/03
09:33

Coluna Primeira Mão - Eugênio Nascimento

 

Mandatos de volta às mãos dos cassados pela ditadura em SE


É um momento que merece reflexão, até porque foi a própria Assembleia Legislativa que se curvou e cometeu o ato de subserviência aos militares ao adotar a cassação de políticos que foram apontados pelos golpistas como subversivos. Mas, ainda assim, é elogiável a iniciativa da deputada Ana Lúcia (PT), que propôs e a Casa aprovou e agora se torna realidade a entrega simbólica dos mandatos aos cassados em 1964. Nesta segunda-feira, 30, a Assembleia Legislativa realizará a Sessão Solene de devolução simbólica dos mandatos cassados por perseguição política do Governador Seixas Dórea (PR) e dos deputados estaduais Cleto Sampaio Maia (PRT), Viana de Assis (PR), José Nivaldo dos Santos (PR), Baltazar José dos Santos (PSD), Antônio de Oliveira (PTB) e Armando Domingues (PCB). A Sessão faz cumprir uma Resolução de iniciativa da deputada estadual Ana Lúcia e está prevista para começar às 17h. Durante o seu mandato de Governador do Estado, Seixas Dórea estava realizando as reformas de base em Sergipe em consonância com o projeto implementado em âmbito nacional pelo presidente João Goulart. Por se posicionar contra o golpe militar de 1964 e defender a democracia, foi perseguido e teve o seu mandato extinto. Considerados subversivos por não terem aceitado o golpe de Estado e por alertarem a sociedade sobre o Regime golpe de Estado que estava sendo implementado no Brasil, Cleto Maia, Viana de Assis, José Nivaldo dos Santos, Baltazar José dos Santos e o suplente Antônio de Oliveira tiveram seus direitos políticos cassados em 14 de maio de 1964, logo após a deposição do Governador do Estado Seixas Dória.


 

Sergipe é hoje um Estado financeiramente aperreado


Quem ouve falar que o governador Jackson Barreto (PMDB) tem mais de 20 obras em andamento e que logo em breve poderá entrega-las à população pensa de imediato que a crise que atinge o Brasil passa bem longe de Sergipe ou que o discurso sobre as dificuldades financeiras existentes no Estado é apenas uma farsa. Mas é verdade que “Sergipe é hoje um Estado aperreado” e que teve o dinheiro garantido para pagar os salários dos servidores neste mês de março, mas não se sabe ainda como será em abril. As obras em fase de realização foram conveniadas com a União e, portanto, a maioria dos recursos são federais e, em algumas delas, o Estado entra apenas com a contrapartida. Há obras acontecendo com verbas do Proinveste, por exemplo. Mas, voltemos à precariedade financeira de Sergipe. Com o caixa baixo, o Governo usou os R$ 330 milhões de antecipação dos royalties do petróleo e gás no pagamento mensal dos salários dos cerca de 50 mil servidores, uma média de R$ 60 milhões por mês e agora tudo depende do crescimento das arrecadações do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e arrecadações próprias, feitas pelo fisco estadual. Ao lado do quadro financeiro ruim caminha a crise que compromete cada vez mais a existência do Sergipe Previdência, que funciona com um déficit que caminha para a casa dos R$ 700 milhões e poderá chegar a R$ 1 bilhão logo em breve. É também com os gastos com a folha de pessoal já no limite prudencial que o Governo do Estado vai discutir com os servidores o reajuste salarial deste ano. Pelo clima existente, os servidores efetivos querem que o Governo mande embora os comissionados não-efetivados, raspe o caixa e lhes conceda um bom reajuste salarial. Será que isso vai acontecer?


TRE divulga - Cada voto em Sergipe custou R$ 4,47 nas eleições 2014


Conforme as disposições estabelecidas pela Portaria TSE 595/2014 quanto aos critérios a serem utilizados para o levantamento do custo unitário do voto, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) torna público, em favor da transparência que deve permear toda a Administração Pública, o custo unitário do voto em Sergipe nas Eleições 2014. Para o cálculo, foram utilizadas todas as despesas, tanto no que diz respeito aos grupos de custeio quanto no que pertine aos grupos de pessoal, sendo apuradas separadamente por turno ocorrido, como também o total geral para efeito do cálculo do custo unitário por voto. Desta forma, o custo unitário total do voto nas Eleições 2014 foi de R$ 4,47, somado o custo do primeiro turno R$3,44 com o do segundo turno R$1,03. A título comparativo, nas Eleições gerais de 2010, o voto custou R$4,05. Porém, considerando o custo com diferenças decorrentes das alterações de procedimentos adotados entre as Eleições 2010 e 2014, o custo unitário do voto do ano passado foi de R$3,92, ou seja, o custo diminuiu 3,21%.


 

Colégios de Poço Verde retomam as aulas nesta segunda, 30


As aulas dos 5 colégios da rede estadual de ensino localizados no município de Poço Verde serão retomadas nesta segunda-feira, 30. Mesmo antes de atender a uma determinação da Justiça, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) vinha empreendendo esforços para atender as demandas verificadas nos colégios da rede. Na última terça-feira, 24, por exemplo, o secretário Jorge Carvalho e a superintendente Executiva da Seed, Marieta Barbosa, estiveram pessoalmente visitando as unidades de ensino que estavam em reforma e visitaram também o juiz da comarca, Antônio Carlos de Souza Martins e a promotora de Justiça, Márcia Jaqueline Oliveira Santana. Os colégios João de Oliveira, Antônio Muniz de Souza, São José, Epifânio Dórea e Sebastião da Fonseca, passaram por reformas na estrutura elétrica, retelhamento, construção da casa do bujão, pintura, melhorias em banheiros e limpeza em geral. Além de adquirir equipamentos preventivos contra incêndio e outras adequações nos prédios públicos, a Seed apresentou ao Corpo de Bombeiros o Projeto de Combate a Incêndio e Pânico.


 

Dívidas: quais as obrigações dos herdeiros? Asdecon orienta


Nem todas as dívidas em caso de morte são de responsabilidade dos herdeiros. A advertência vem da presidente da Associação Sergipana de Defesa do Consumidor (Asdecon), Gilsa Brito. Segundo a Asdecon, a primeira orientação aos herdeiros é a abertura de inventário e, no segundo momento, ficar atento que os débitos em geral devem ser quitados com os bens incluídos na herança e, em outros casos, há particularidades que devem ser observadas. A presidente da Asdecon observa, por exemplo, que, a partir do inventário, o Poder Judiciário já observa os valores devidos e já define o montante da herança que será destinado à quitação. Caso o valor dos bens não seja suficiente para quitação do débito, os herdeiros não podem arcar com este ônus, conforme adverte a presidente da Associação Sergipana de Defesa do Consumidor. “Quando há um veículo financiado, por exemplo, ao devolver o veículo à instituição, os herdeiros não podem assumir débitos pendentes”, ressalta Gilsa Brito, tomando por base as regras previstas no Código Civil brasileiro.

 

Os herdeiros e os créditos consignados


E quanto aos créditos consignados, os famosos empréstimos cuja parcela é descontada mensalmente da conta corrente do cliente? Neste caso específico, conforme adverte a presidente da Asdecon, a dívida deixa de existir e os herdeiros também não devem assumir a responsabilidade pela quitação, conforme estabelecido na Lei 10.820/2003. Nos contratos de financiamento imobiliário, o débito pendente também é quitado por meio do seguro Morte ou Invalidez Permanente (MII), já definido no contrato justamente para estes casos. “Consequentemente, os herdeiros não podem ser responsabilizados por este débito”, ressaltou a presidente da Asdecon.


 

Estado é referência em política de resíduos sólidos


Resíduos sólidos. Coleta Seletiva. Aterro Sanitário catadores de matérias recicláveis. Termos técnicos que há muito tempo passaram a fazer parte da “ordem do dia” daqueles que atuam na área do meio ambiente e especificamente em resíduos sólidos. Logo, esses termos chegaram também aos gestores municipais por fazer parte de uma lei, a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Mas, o que significam resíduos sólidos? Nada mais nada menos, do que o que conhecemos na linguagem popular e coloquial: o Lixo nosso de cada dia, ou seja, materiais resíduos sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela atividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados o chamado rejeito. O descarte de resíduos sólidos ou do lixo é uma preocupação que ganhou força ao nos últimos anos, diante dos problemas de poluição causados ao longo do tempo, pela falta de cuidado e sensibilidade da própria população. rios poluídos, enchentes com as chuvas, lixões, doenças e muitos outros problemas gerados. Em 2006, no Estado de Sergipe, a lei da política estadual de resíduos sólidos criado por ato governamental. Logo após, em 2007, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, através de um convenio com Ministério do Meio Ambiente, viabilizou recursos para elaboração do Plano de Estadual de Regionalização.


 

Sergipe ganha quatro consórcios públicos


A partir deste estudo, do Plano de Regionalização , cenários foram apontadas como primordiais: A Criação dos Consórcios, a coleta seletiva e a situação dos catadores ,a construção dos aterros sanitários quantidade e necessidade deles, e o estudo de onde estes aterros deveriam ser instalado, por fim, a elaboração dos planos intermunicipais “Foi nesse período que foi “ desenhada” a situação e o cenário que temos hoje”, explica Vera Cardoso. Foi apontada então, a necessidade de a criação de quatro consórcios públicos e a implantação de 28 aterros Sanitários no Estado. O do Baixo São Francisco composto por 28 municípios, o do Agreste Sergipano, criado com 20 municípios, o Sul e Centro Sul Sergipanos, formado por 16 municípios e o da grande Aracaju, com a participação de8 municípios. Esses aterros ficaram definidos, segundo o estudo, assim: 06 Aterros na Região Agreste e Central, 09 na região Sul e Centro Sul, 03 aterros na Grande Aracaju e 10 na região do Baixo São Francisco. Destes classificados como de médio porte, 01 na Região Agreste Central, 02 na região Sul e Centro Sul, 01, na Grande Aracaju, 02 na Região do Baixo São Francisco. Os aterros simples compartilhados são: 04 na região Agreste Central, 03 na Região Sul e Centro Sul, 01 na Região da Grande Aracaju e 06 na região do Baixo São Francisco. Já os aterros individuais de pequeno porte ficarão localizados nas seguintes regiões: 01 no Agreste Central, 03 no Sul e Centro Sul, 01 na Grande Aracaju e 06 na Região do Baixo São Francisco.


A hora do troco – O governador Jackson Barreto (PMDB) parece não dar a mínima atenção para as conversas sobre o processo sucessório municipal de 2016 em Aracaju, inclusive no seu bloco de alianças. Quando era candidato, em 2014, e procurou o apoio de vários desses aliados para pedir apoio, eles deram um “gelo” em JB e só se definiram perto da hora “H” agora ele deve adotar a mesma postura


Amorim X Moura - As partes envolvidas no assunto negam, mas fica cada vez mais clara a existência de área de atrito entre o senador Amorim e o deputado federal e líder do PSC na Câmara Federal, deputado André Moura. Tudo indica que está em questionamento quem manda no PSC em Sergipe e o processo eleitoral de 2018. O comportamento das assessorias deixa transparecer isso.


Samuel de olho na PMA - O deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) está convencido de será candidato a prefeito de Aracaju em 2016. Acredita que a liderança da oposição lhe dará projeção para tal. Mas há reações contrárias dentro de seu próprio grupamento.


João Daniel prefere Ana - O nome da deputada estadual Ana Lúcia é o mais forte dentro do PT para disputar a Prefeitura de Aracaju em 2016, segundo o deputado federal João Daniel, que acredita que o próprio partido apresentará outras opções para discutir no Encontro Estadual que definirá a candidatura própria da agremiação.


A quem interessa a reforma - O eleitorado politizado quer a reforma política no Brasil. Mas aquele segmento despolitizado e os próprios políticos não desejam isso, ainda que falem muito no assunto. Para os políticos em exercício de mandato, para que serve essa discussão toda em torno da reforma? Para demonstração de interesse e o posterior engavetamento das propostas. É só o povo se acalmar um pouco.


Ameaçados de extinção – O pitu, uma espécie de lagosta de água doce, e o camarão estuarino estão ameaçados de extinção nas lagoas, riachos e rios que banham Sergipe e a única exceção hoje é o “Velho Chico”, que ainda tem o crustáceo em escala comercial, embora em pequenas quantidades. A informação é do biólogo Genival Nunes, ex-secretário de Estado do Meio Ambiente. É por isso que há dificuldade de encontrar o produto em bares e restaurantes e os preços estão sempre em alta.


Praias sujas em Estância – A Prefeitura de Estância bem que poderia mandar fazer a limpeza das áreas da cidade banhadas pelo mar e que são muito frequentadas nos finais de semana. Mas os visitantes também bem que poderiam parar com esse comportamento ridículo de sujar os povoados Saco, Abaís e adjacências. A imundice é grande.

Recomeçam as aulas na UFS – Nesta segunda-feira, a partir das 7h, os cerca de 32 mil alunos da instituição de ensino superior iniciam o primeiro período letivo de 2015. Junto com eles, voltam às salas os 1,6 mil professores. Nestes três primeiros dias, os calouros deverão confirmar suas matrículas.

 


Sobre a PPP da Deso –
Não há um motivo para justificar uma parceria público privada na Deso e muito menos ainda a privatização de empresa. Para que tudo funcione normalmente, basta à empresa acabar com essas perdas de água tratada, cobrar a quem lhe deve e dar fim aos “gatos”. Esses são os principais problemas.


Medicamentos mais caros – A partir do dia 1º de abril entra em vigor reajuste que varia entre 5% a 7,7% nos preços dos medicamentos controlados pelo governo federal. A regulamentação sairá no decorrer desta semana.


Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
29/03
07:51

Mulheres envelhecem sós, os homens em companhia

Neilson S. Meneses
CMTI- Aracaju/DGE/UFS

 

 

A situação conjugal está associada em grande parte com os valores e padrões culturais da sociedade onde os indivíduos se inserem. As transformações da sociedade moderna têm afetado esses valores e padrões que repercutem na constituição de novos tipos de arranjos familiares e formas de convivência. A realidade para os idosos em Sergipe reflete estas transformações sócio demográficas relacionadas a novos costumes, regras, valores e padrões culturais que nos convidam a refletir sobre questões importantes como, a “solidão” entre os idosos, o aumento na dissolução de uniões (divorcio grisalho), o aumento de uniões consensuais ou no caso aqui, a situação conjugal diferenciada para homens ou mulheres e por grupo de idade entre os idosos. Tudo isto tem um importante impacto na condição de vida dos idosos, na maneira como os mesmos enfrentam a velhice.

As informações sobre formas de convivências da PNAD 2011 revelam que enquanto 74,1 % dos homens idosos vivem em união conjugal, apenas 34,0 % das mulheres idosas vivem nesta situação em Sergipe. As idosas aparecem também como maioria na condição de viúva onde são 43,6 %, sendo que para os idosos homens esse número cai para 14,7 %, devido principalmente a sua menor longevidade e ao recasamento. Outro aspecto que chama atenção dos dados da PNAD, revela que entre os idosos que vivem sós, cerca de 35 mil, a maioria é mulher (54,3%). Essas diferenças se acentuam com a idade, por exemplo, entre os idosos de 75 anos e mais, 68,6% dos homens ainda vive em companhia (unidos conjugalmente) já as mulheres idosas apenas 20 % dessa faixa etária continua vivendo em união conjugal.

As cifras de homens idosos vivendo em companhia supera a de mulheres em todos os grupos de idade investigados e repercute no aumento de mulheres que vivem a velhice em formas de convivência diferentes da união conjugal, como as que convivem com outros familiares, a maior presença de mulheres em instituições de longa permanência e alojamento para idosos e o maior número de mulheres em domicílios unipessoais. Verifica-se que as idosas no final da vida (80 anos e mais) representam mais de 36 % das mulheres que vivem em domicílios unipessoais isto é, sozinhas. De maneira que em teoria as idosas estariam mais propensas ao desamparo e a solidão que os idosos.

Essa realidade se insere no contexto da feminização da velhice que também se acentua nos grupos etários de maior idade, isto é, o a população dos mais idosos é ainda mais feminina, e está relacionado a maior expectativa de vida das mulheres, resultado da maior mortalidade masculina, o que deixa em geral a mulher sozinha ou vivendo com outros parentes ou filhos, como já mencionado, condições na qual a mulher é maioria. Também é possível atribuir essa realidade a maior facilidade que tem os homens, de formar nova união. É que diante da atual estrutura etária e sabendo-se que os homens em geral olham para baixo da pirâmide na hora de formar uma nova união, isto é, buscam mulheres com idade inferior, enquanto em geral as mulheres olham para cima da pirâmide ou seja buscam companheiros com um pouco mais idade, as oportunidades de formar uma nova união são maiores para os homens idosos.

Parece ser, que a situação de inserção na família e estado conjugal, tendo em conta as diferenças de gênero, apresenta aparentemente mais “vantagens” para os idosos que para as idosas, que seriam, portanto, mais propensas à vulnerabilidade. Vale destacar contudo, que o aumento da cobertura de pensões e aposentadorias nos últimos anos, inclusive acabam convertendo essas idosas em um importante capital social para os demais parentes, além do que, deve-se também ter em conta, a força das mulheres na busca de formas de enfrentar mais esse desafio que a longevidade traz consigo. Nesse sentido, como o grupo populacional de idosos é muito heterogêneo e há diferentes maneiras de inserção familiar e na dinâmica social, as conclusões são sempre complexas e provisórias.

A relevância do tema reside no fato de qualquer ação que vise melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas, necessita uma previa identificação dos grupos mais vulneráveis, sua quantificação e características. As mulheres idosas em Sergipe, segundo os dados da PNAD 2011, predominam coabitando com outros parentes (o que supostamente pode indicar maior dependência), em domicílios unipessoais, apresentam frequentemente maior índice de deficiência motora e visual que os homens idosos, estão em menor proporção como chefes de família, também no mercado trabalho, estão em maior proporção entre os idosos sem rendimentos e envelhecem menos em companhia que os homens. Isto não significa que de fato sejam mais vulneráveis, senão que estão mais expostas ao risco da vulnerabilidade, sendo que essa realidade deve ser aprofundada em pesquisas (incluindo inclusive aspectos da participação social dos idosos) com vistas à construção de políticas públicas de atenção ao idoso mais eficazes.


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Por Eugênio Nascimento
28/03
21:38

Antônio Carlos Valadares: Um político profissional

Afonso Nascimento
Professor de Direito da UFS


O senador Antônio Carlos Valadares é um político profissional, alguém que vive da e para a política. Segundo dizem as pessoas, esse tipo de político “respira” politica vinte e quatro horas por dia. Em Sergipe, podem ser citados entre outros políticos profissionais nomes como Marcelo Déda, Luiz Garcia, Leandro Maciel, Francisco Leite Neto, Jackson Barreto, José Almeida Lima, etc.

Valadares vem de uma família de proprietários rurais pelos dois lados. O sobrenome Valadares vem de sua avó, descendente de cristãos novos instalados em Simão Dias. O seu avô era Almeida. O seu pai se chamava Pedro Almeida Valadares. Antônio Carlos Valadares nasceu em Simão Dias em 1943, no interior de uma família política. O seu pai foi duas vezes vereador, uma vez prefeito e duas vezes deputado estadual. Pesquisadores chamaram seu pai de líder populista, mas parece ser designá-lo como um político assistencialista. Sua mãe ocupou o posto de prefeita da mesma cidade depois da morte de seu marido e seu irmão mais velho não ficou longe da política, exercendo os mandatos de prefeito e de deputado estadual.

A sua formação escolar seguiu trajeto normal para uma família interiorana com posses. Primeiro estudou em Simão Dias, depois continuou em Aracaju, com passagens pelos colégios Jackson de Figueiredo e pelo Atheneu. Antônio Carlos Valadares é um dos poucos políticos sergipanos com duas formações universitárias, isto é, Química e Direito. Com o diploma de químico, chegou a trabalhar como professor no mesmo Atheneu por alguns anos. Nas entrevistas que tem dado, nunca mencionou o exercício da advocacia, embora tenha afirmado que a formatura em Direito o tem ajudado na profissão política.

O senador Valadares é um político herdeiro. Com efeito, entrou na política depois da morte de seu pai em 1965, na condição de prefeito de sua terra. Depois disso, não parou de colecionar mandatos e cargos políticos. É, portanto, um político herdeiro diferente daquele tipo que ingressa na política enquanto o pai político está vivo – como acontece com seu filho Valadares Filho e muitos outros na política brasileira.


Enquanto político profissional, o senador Valadares é um especialista em ganhar eleições. Tem tido uma longa carreira política. Essa é, aliás, uma característica do profissional da política: possuir longas carreiras. Se não tiver longa carreira, como pode ser um político profissional? Aqui é inevitável fazer a comparação entre a carreira política com aquelas que levam à aposentadoria no setor privado e público. Nessas, as pessoas se aposentam depois de trinta ou trinta e cinco anos de trabalho. Com uma diferença fundamental: o político profissional não tem aposentadoria compulsória e não tem limite de idade para isso. (Não estamos esquecendo as aposentadorias de políticos com pouco tempo de serviço, claro.) No caso do senador Valadares, ele tem perto de cinquenta anos de carreira política. Segundo declarou não faz muito tempo, dependendo dele, a sua retirada da política só dependerá dos eleitores sergipanos.


Na política sergipana, Antônio Carlos Valadares só não exerceu o mandato de vereador. Precisava? Herdou todo o patrimônio político do pai e tem sabido administrá-lo e aumentá-lo até hoje. Além de prefeito, foi deputado estadual por duas vezes, deputado federal, vice-governador, governador e três vezes senador – não é inútil lembrar que cada mandato de senador tem a duração de oito anos. Ainda foi secretário estadual de educação. Entrou na altíssima política estadual através do ex-governador Augusto Franco.


O pragmático senador Valadares, quase sempre pertenceu a agremiações políticas conservadoras. Começou na política estadual como membro do partido de sustentação à ditadura militar, a ARENA, e em seguida continuou com outras agremiações igualmente não progressistas. Nos últimos tempos parece ter dado uma levíssima guinada “à esquerda”, ao filiar-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Todavia, apoiou o senador Aécio Neves do PSDB nas eleições presidenciais de 2014. Segundo dizem, aparentemente seguiu a ala conservadora do seu partido.


Assim como grande número de políticos arenistas brasileiros e de sua época, o senador Valadares participou, em 1972, do II Ciclo de Estudos (“Municipalismo da Reforma Municipalista”) da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra em Sergipe. Em outras palavras, além da adesão partidária, essa foi outra forma de apoiar a ditadura militar em Sergipe.


Dois episódios de sua biografia de político não carismático sempre são lembrados. Primeiro: enquanto secretário da Educação mandado “bater nos professores”, o que ele nega. Segundo: promoveu a intervenção na prefeitura de Aracaju, no tempo em que Jackson Barreto era prefeito. Sobre isso, parece nada ter a refutar. Coisas do passado.


Todo político profissional e de carreira longa precisa cuidar bem de seu eleitorado. O senador Valadares tem sabido administrar o seu eleitorado. No seu caso, a sua primeira base eleitoral foram os eleitores de Simão Dias. Com ela, ele pôde ser prefeito e com mais eleitores de outros municípios pôde estabelecer uma base eleitoral estadual, que não parou de crescer, e de se diversificar e de lhe dar tantos mandatos.

Aparentemente, a sua eleição majoritária para governador lhe permitiu “fidelizar” mais eleitores e alianças eleitorais que, embora ambos sejam cambiáveis em razão de conjunturas e de interesses múltiplos, têm garantido a sua longevidade política.

Um dos setentões da política sergipana, o senador Valadares não faz parte do baixo-clero da política no Congresso Nacional - como tem acontecido com grande parte dos políticos sergipanos em Brasília. Apagados e invisíveis. Isso parece ter a ver com a sua senioridade, com o seu trabalho e a sua liderança.


Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), ele tem figurado entre os cem mais influentes do Congresso em várias edições da pesquisa. Nessas avaliações, são levados em conta indicadores como reputação, posicionamento na hierarquia da estrutura do poder e capacidade de influenciar e liderar sobre questões outros políticos.



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
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