20/04
09:33

Futebol, paixão e erros de arbitragem

José Lima Santana - Professor do Departamento de Direito da UFS

 

Maracanã. 13 de abril de 2014. Estávamos perto das 18 horas. Uma chuva fina caía. Antes, caíra com maior intensidade, depois de um dia de intenso calor. Eu tinha chegado ao Maracanã pouco antes das 13 horas. Costumo chegar cedo, muito cedo. No fim do jogo, o Vasco ganhava do Flamengo por 1x0. O time da Cruz de Malta quase campeão, depois de 11 anos sem conquistar o carioca. Merecidamente, por conta daquele jogo em que o Flamengo quase não criara boas jogadas ofensivas e errara muitos passes, como sempre ocorre com o atual elenco, que está aquém da grandeza do Flamengo. Se o campeonato fosse por pontos corridos, o Flamengo teria sido o campeão há duas semanas. Afinal, disparou à frente do segundo colocado (Flamengo 38, Fluminense 31 e Vasco 29 pontos). Mas, o campeonato tinha uma fórmula endossada por todos os participantes. O Vasco, pois, precisava da vitória, depois do empate no jogo anterior. E fez um gol de pênalti. Aliás, penalidade indiscutível do zagueiro equatoriano que só tem dado vexames ao Flamengo. Portanto, Vasco quase campeão.

Todavia, eis que a bola foi alçada na área do Vasco, a partir de uma cobrança de escanteio. Dois jogadores rubro-negros buscaram alcançar a bola, após esta ter batido no travessão vascaíno: Nixon e Márcio Araújo. Um deles tocou a bola para dentro da rede. Gol do Flamengo. O empate que o rubro-negro da Gávea precisava para conquistar o seu 33º título estadual. O árbitro anotou na súmula gol de Nixon. Mas... O congelamento das imagens da jogada mostrou, na TV, que o gol fora de Márcio Araújo, que se encontrava em pleno impedimento. E agora? É triste ver-se injustiças. Quaisquer que sejam. Ganhar é sempre bom. Ganhar do principal adversário, freguês antigo nos últimos anos, como se diz no jargão das torcidas, é muito melhor. Porém, ganhar assim... Não, não é bom. Não é bonito. Não gosto disso.

Da posição que eu estava, no Maracanã, não pude distinguir quem tocara a bola para o fundo da rede. Na internet, no hotel, li que o gol tinha sido do Nixon. Beleza. Ah, ledo engano. Foi não. Como já disse e todos sabem, o gol foi do Márcio Araújo. Gol de impedimento. Segundo Arnaldo César Coelho disse no programa “Bem, Amigos”, do Sport TV, na segunda-feira à noite, se o gol tivesse sido do Nixon seria legal, apesar da participação no lance do Araújo. Segundo ele, a “regra é clara”. No mesmo programa, noticiou-se que a súmula seria alterada para conferir o gol a quem o assinalou.

Sou torcedor desde muito pequeno e sócio do Clube de Regatas Flamengo. Desde 13 de dezembro de 1987, decisão do campeonato do Clube dos Treze, 1x0 sobre o Internacional, gol de Bebeto, eu estive presente em todas as decisões do Flamengo, menos uma (a Copa do Brasil do ano passado), além de assistir a vários jogos no decorrer das várias competições. Adoro ganhar. Principalmente do Vasco. Adoro ouvir o choro dos vascaínos. Adoro tê-lo como vice. Eterno vice? Adoro saber que ele estará, mais uma vez, na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em 2014. Adoro curtir as suas derrotas para o meu time. Mas, eu repito: ganhar assim... E se fosse o Flamengo que tivesse perdido assim...? As arbitragens precisam ser aprimoradas. Ou as regras do futebol. Por que não fazer uso da tecnologia? Ou por que não acabar com a regra do impedimento? Cada time que cuide de sua defesa! Quantas injustiças já foram cometidas nos gramados contra vários times, inclusive contra o Flamengo? Foram inúmeras. É preciso acabar com isso. Os vascaínos têm razão de protestar. O Vasco tem razão de buscar remédios que julga cabíveis, como já foi anunciado pela diretoria. Se ele vai conseguir, não sei. O Flamengo, é verdade, não tem nada a ver com o erro da arbitragem. Contudo, repito mais uma vez: não é bom ganhar assim... Quando a gente, brincando ou não, aceita a injustiça contra até mesmo o pior adversário, a gente pode acabar fazendo vistas grossas para outros tipos de injustiça.

Foi uma semana ruim para o Flamengo. O domingo, 13, poderia apagar os reveses da semana? Não desse modo. Eu quero o meu Flamengo ganhando. Porém, ganhando sem erros de arbitragens. Como disse Ulpiano, na velha Roma, é preciso “dar a cada um o que é seu”. A justiça deve ser para todos. Em quaisquer circunstâncias.

Os flamenguistas não estão nem aí para o choro dos vascaínos. Pudera! Rivais são rivais. E cada lado tem o seu dia de sofrer com o erro da arbitragem. No mundo todo, infelizmente, é assim. Como esquecer o gol de mão que Maradona marcou contra a Inglaterra, na Copa de 1986? E “Dieguito” disse que foi “La mano de Dios”. A mão de Deus...! E o gol inexistente que foi dado à Inglaterra contra a Alemanha, na decisão da Copa de 1966? E tantos, tantos outros erros...

Voltando ao duelo Flamengo x Vasco, na decisão da Taça Guanabara de 2003, o jogo acabou empatado em 1x1, favorecendo ao Vasco, que se tornou campeão. Naquele sábado de carnaval, diante de 25 mil assistentes, realizava-se o jogo de número 199 do clássico carioca. O Vasco marcaria o seu 256º gol contra o Flamengo e este marcaria o seu 271º gol contra o Vasco. Naquele dia, a arbitragem errou contra o Flamengo. O bandeirinha Elson Passos assinalou e o árbitro Carlos Lopes Moreira confirmou um impedimento inexistente de Athirson, que acabara de marcar um gol, saindo de trás da linha de dois jogadores do Vasco. Cinco minutos depois, Zé Carlos marcaria o gol de empate, válido, que, na verdade, seria o gol da vitória do Flamengo por 2x1. Eu estava no velho Maracanã. Graças ao gol legítimo de Athirson erroneamente anulado, o Vasco foi beneficiado como campeão da Taça Guanabara, condição que lhe facultou disputar a final do campeonato carioca daquele ano, que ele ganhou. Se quiserem, vejam o link: www.youtube.com/watch?v=n7TZn3OwgRk. O Vasco, então, ganhou roubado?

Aquele foi apenas um dentre muitos jogos em que a arbitragem errou contra o Flamengo, como tem errado a favor. Errado contra ou a favor de vários clubes e seleções pelo mundo afora. Alguns dizem que isso faz parte do futebol e que deve continuar assim. O erro, dizem, faz parte do processo. Outros, entretanto, acham que a tecnologia deve ser usada para tirar dúvidas. Da minha parte, com tecnologia ou não, o que eu quero, a favor do Flamengo ou contra o Flamengo, é a vitória ou a derrota justa. No campo. Na bola. Sem erros de arbitragem. Justiça é justiça. Que ela seja feita. Sempre. E que ninguém, ainda que involuntariamente, tire o brilho das conquistas do meu time. Nem derrape vergonhosamente contra ele, como em 2003. Os vascaínos que agora choram com razão, não choraram em 2003. É por isso que os flamenguistas também não choram agora. Por outro lado, os torcedores em geral adoram tirar o sarro dos adversários e até dizem “que ganhar ‘roubado’ é mais gostoso”. Porém, um atleta jamais deveria dizer isso, como fez o goleiro Felipe ao jornal “O Globo”. Afinal, um erro de arbitragem não é um roubo, tecnicamente falando. E o roubo mesmo, nunca deve ser visto como “gostoso”. Nem no futebol, quando realmente vier a ocorrer e se comprovadamente ocorrer, nem fora dele. Apesar de tudo, quanto a mim, só me resta dizer: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!”.  

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 20 e 21 de abril de 2014. Publicação neste site autorizada pelo autor. 



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
20/04
09:02

Os comunistas de Sergipe: A política proibida

Afonso Nascimento  -  Professor de Direito da UFS

Os comunistas do “partidão” são a matriz da esquerda sergipana. As suas origens, não como indivíduos, mas como membros de uma instituição, são desconhecidas em termos de fontes documentais. Por ora, se alguém deseja se debruçar sobre essa questão, tem que recorrer a fontes orais, ou seja, a depoimentos de velhos militantes do PCB. Geralmente, quando interrogados a respeito do começo de sua existência institucional, eles sempre respondem que foi em 1922. Noutras palavras, a mesma data da fundação do PCB do Rio de Janeiro. Isso parece improvável, porque implicaria uma grande articulação em nível nacional num tempo em que os meios de comunicação e de transporte eram muito precários. Eu tenderia a pensar que essa fundação pode ter ocorrido em meados ou fins da década de 1920. Durante os tempos da ditadura dos interventores de Getúlio Vargas, o ativismo político comunista não é algo que se questione.

Os comunistas de Sergipe funcionaram sob dois formatos institucionais, a saber, como partido e como organização. Enquanto partido, a sua existência foi muitíssimo curta, e ocorreu com o fim da ditadura dos interventores quando conquistaram alguns poucos mandatos eletivos. Depois desse tempo, lograram eleger políticos sob o guarda-chuva institucional de partidos como o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Para efeito dessas reflexões, não estou interessado na transformação do PCB sergipano em PPS ou nas tentativas de fazer funcionar o velho “partidão” a partir do fim dos anos 1980. Por outro lado, enquanto organização, os comunistas de Sergipe tiveram uma existência longeva, de mais ou menos setenta anos, mesmo com suas crises, com seus rachas e com seus desmantelamentos causados pelos diversos ciclos repressivos em tempos de democracia e em tempos de ditaduras civil e militar.

Não é demais dizer que eles foram os ativistas mais persistentes e mais teimosos da história política sergipana. Com efeito, os comunistas de Sergipe quase sempre trabalharam na adversidade, na ilegalidade e na clandestinidade. Em diversos momentos, a sua política foi tolerada informalmente, mas não deixou de ser ilegal. A sua política foi quase sempre proibida. Assim sendo, é de esperar que pesquisadores busquem fontes documentais para tratar de sua história? Em minha opinião, as melhores fontes para falar de sua história ainda são aquelas dos arquivos da justiça estadual e da justiça militar porque nesses processos judiciais estão anexadas provas de sua militância ilegal. Esse trabalho, que eu saiba, ainda não foi começado em Sergipe e, acho, no Brasil.

A estruturação institucional dos comunistas de Sergipe parece ter sido sempre muito frágil. A sua instituição comportava os seus grupos dirigentes, os militantes e os simpatizantes. Os grupos dirigentes são as elites comunistas (a direção estadual), os militantes são os tarefeiros distribuídos em bases e os simpatizantes são as pessoas que davam apoio, prestavam solidariedade em bons e maus momentos. Dizendo em outras palavras, sempre houve uma divisão e uma hierarquia no trabalho político entre os que mandavam e entre aqueles que faziam funcionar a organização no cumprimento de decisões tomadas pelo famoso centralismo “democrático”. Essa estrutura aracajuana tinha ramificações em meia dúzia de cidades do interior de Sergipe (Itabaiana, Estância, etc.). Acrescente-se a isso os laços dos sergipanos com os comunistas da Bahia.

Em se tratando de uma organização política trabalhando à base da desobediência civil e à margem da política permitida (tendo no seu encalço as diversas leis de segurança nacional), os comunistas de Sergipe sempre tiveram o seu próprio sistema de segurança, para prevenir quedas de seus quadros nas investidas do sistema de segurança estadual e federal do Estado em Sergipe – existindo entre os dois sistemas, o comunista e o estatal, a diferença de o primeiro ser defensivo e de o segundo ser repressivo. Do sistema de segurança dos comunistas sergipanos faziam parte codinomes, esconderijos, senhas, rotas de fuga, sítios e casas para reuniões, etc. Minha impressão é que o sistema comunista segurança era muito débil, visto que, nas prisões e nos processos judiciais, as forças repressivas nunca erravam – mesmo que os indiciados fossem absolvidos de justiça por falta de provas. A pequenez territorial da sociedade sergipana e o peso das relações pessoais (“Em Sergipe, todo o mundo se conhece”) tornavam o trabalho de vigilância e de repressão mais fácil, quando os agentes da repressão decidiam agir.

O recrutamento de quadros para o “partidão” em Sergipe ocorria em muitas instituições. Não dá dizer quantos ou quais eram os modos de abordagem. Havia o recrutamento de dentro de famílias já com histórico comunista; havia o recrutamento em sindicatos, escolas e locais de trabalho em geral, em que pesavam as relações pessoais, as amizades, laços corporativos, etc; havia ainda o recrutamento de desconhecidos com a distribuição de jornais etc., testando o recrutador a “sensibilidade social” do candidato a comunista para temas de acordo com cada período histórico. Não pode deixar de ser dito que, recrutar quadros para atividades políticas ilegalizadas (que poderiam ter como consequências perseguições, prisões, perseguições, torturas e mortes), devia ser um exercício de muita habilidade e capacidade de persuasão para membros que, sem ser categórico, mais pareciam ser de classe média.

A socialização de comunistas sergipanos é um capítulo à parte. Implicava a oferta de cursos de formação política com textos do marxismo-leninismo, manuais de marxismo como o de Georges Politzer, entre outros. Esses cursos eram dados por intelectuais do partido (como Jackson “Tetéia” Figueiredo, Wellington Mangueira, etc.) a novos membros organizados em grupos de estudos que se reuniam em sítios, chácaras, casas, clubes, etc. Para as elites comunistas de Sergipe, havia a possibilidade de receberem cursos de formação política na União Soviética como foram os casos de Wellington Mangueira Marques e Marcélio Bonfim. Depois da teoria vinha a prática política dos militantes que consistia em ações de distribuição de jornais comunistas, saber fazer uso de mimeógrafos, fazer pichações, mobilizar grupos para greves, marchas, manifestações, etc. Não dá para dizer quais foram os números desses quadros nos diversos períodos de sua história – e muito menos o grau de comprometimento dos seus militantes e como se afastavam da organização.

O financiamento do “partidão” é um assunto bem desconhecido. Para todos os efeitos, o ativismo comunista era voluntário. Todavia, fazer funcionar uma organização implica, ontem e hoje, despesas, contas a pagar, etc. Dinheiro vindo de Moscou? È possível. Oficialmente, os velhos comunistas falam em campanhas para arrecadação de fundos de diversos tipos e financiar suas atividades. Por outro lado, os militantes não eram certamente remunerados, porém é possível que as elites comunistas recebessem, não sei com que extensão, regularidade ou valores, alguma forma de “remuneração”e detinham o controle do caixa.

Existiram três importantes áreas de atuação para os comunistas de Sergipe: a sindical, a estudantil e a política – além de um varejo distribuído em diversos setores.  A sindical foi importante durante o estado populista (1930-1964), quando os comunistas foram hegemônicos, inserindo-se principalmente nos setores urbanos do sindicalismo sergipano (ferroviários da Leste, funcionários dos Correios, etc.) e um pouco no sindicalismo rural em parceria com a Igreja Católica. Na verdade, os comunistas sergipanos foram- como, de resto, todos os brasileiros - beneficiários da organização corporativista que Vargas deu aos sindicatos. Com o advento da ditadura militar (1964-1985), perderam espaço na área sindical, especialmente com a emergência do “novo sindicalismo” sergipano.

Embora o ativismo estudantil não se inaugure com o regime varguista, este lhe deu novo arcabouço institucional e novas regras para funcionar no país inteiro e para servir de meio para legitimar essa ditadura civil. Os comunistas de Sergipe souberam se aproximar do movimento estudantil, sendo bastante influentes, por exemplo, da estudantada secundarista do Colégio Atheneu por muitas décadas, onde formaram seguidos grupos de quadros que continuaram a militância nas faculdades e na política partidária até os anos 1970. Celeiro comunista, o Atheneu era uma escola secundária que contava com alguns professores abertamente comunistas como Ofenísia Freire, seu marido, Margarida Costa, entre outros.

A política era uma prática social proibida aos comunistas de Sergipe. O que lhes sobrava então? Depois da maluquice de 1935 (chamada pelos militares de “intentona” comunista, quando os comunistas brasileiros tentaram tomar de assalto o poder no Brasil), os comunistas sergipanos se limitaram a querer influenciar o poder. Transformaram-se num grupo de influência política, lançando candidatos seus e outros por eles apoiados, ocasiões em que funcionavam para estes como excelentes cabos eleitorais. Quando lhes foi permitida uma nova legalidade em fins dos anos 1970 e 1980, não sabiam trabalhar na legalidade e, para complicar, tinha terminado a Guerra Fria, caíra o Muro de Berlim, e a sua referência internacional, a Rússia decidira seguir a trajetória do capitalismo.

Não quero terminar esse pequeno texto sem me interrogar sobre as funções que cumpriram os comunistas sergipanos. Elas foram muitas, a saber, a) difundir a doutrina comunista entre os sergipanos, remando contra uma maré anticomunista generalizada; b) levantar e pôr a gravíssima questão social sergipana na ordem do dia por diversas décadas do século passado, animando diversas instituições sociais e políticas; c) lutar contra duas ditaduras, uma civil e outra militar e; d) dinamizar a política sergipana que, do contrário, não teria passado de um “cemitério de oligarquias”. Os comunistas sergipanos não foram nem heróis, nem bandidos, nem vítimas. Considerando as condições históricas e políticas, eles cumpriram - nem mais, nem menos - o papel que lhes foi possível no quadro da política de Sergipe.



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
19/04
06:42

João Daniel avalia como positiva reunião entre governo e MPA

O deputado estadual João Daniel (PT) fez o registro, na Assembleia Legislativa, da reunião do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) com o governador, ocorrida na manhã da última terça-feira, dia 15. O encontro foi a oportunidade em que, com a presença de secretários de estado e diretores de órgãos estaduais, foi discutida a melhoria da situação do homem do campo.


“Foi uma reunião muito importante, principalmente para a região do Alto Sertão, pois se discutiu e buscou encaminhamentos práticos de questões relacionadas à Educação, abastecimento de água e projetos para aquela região”, avaliou o deputado João Daniel. Ele comemorou os encaminhamentos que foram dados, no sentido de busca de soluções para os problemas apontados na pauta entregue pelo MPA no encontro que houve com o governador, intermediada por João Daniel, na segunda quinzena do mês de março.


O deputado parabenizou a forma como a reunião com os secretários foi conduzida pelo governador Jackson Barreto. Ele também cumprimentou o Movimento dos Pequenos Agricultores por trazer à tona essa discussão de projetos importantes para Sergipe.


Durante a reunião, foram discutidas melhorias estruturais nas comunidades agrícolas do Sertão do estado. Entre os temas, abastecimento de água, limpeza de barragens, construção de cisternas, habitação, meio ambiente, infraestrutura, cultura, educação, políticas para mulheres e para juventude.


Na oportunidade, o governador Jackson Barreto anunciou que no próximo dia 28, à tarde, irá a Poço Redondo apresentar os encaminhamentos que serão realizados para atender as demandas dos agricultores.

 

O Movimento dos Pequenos Agricultores representa trabalhadores rurais dos municípios de Monte Alegre, Gararu, Poço Redondo, Canindé de São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de Lourdes e Porto da Folha. (Da assessoria)

 



Política
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Por Eugênio Nascimento
18/04
08:55

Greve dos agentes prisionais é considerada ilegal, mas Governo continuará em negociação com a categoria

No fim da tarde de quarta-feira, 16, o Tribunal de Justiça concedeu medida liminar determinando a ilegalidade da greve dos agentes penitenciários. A decisão foi do desembargador Cezário Siqueira Neto, que estabeleceu multa diária de R$ 10 mil pelo não cumprimento. A ordem judicial também determina que o estado de Sergipe apresente proposta concreta sobre os pleitos do sindicato, no prazo de 15 dias.

Com isso, mais de 400 agentes voltarão ao trabalho nesse feriadão, deixando o funcionamento das unidades prisionais normalizado, inclusive com apoio da Polícia Militar. As visitas, tanto íntima quanto a geral, ocorrerão normalmente.

Segundo o secretário de Estado da Justiça, Walter Lima, a decisão reconhece que a greve foi ilegal. "O judiciário apenas corroborou aquilo que já tinha sido definido pelo Governo do Estado, no sentido de colocar em discussão dentro da Comissão Paritária para, em tempo razoável, propor à categoria algo viável para os cofres públicos e que trouxesse benefício aos funcionários".

Walter Lima esclarece ainda que o Estado não recorreu ao poder Judiciário para protelar e ganhar tempo com a categoria. "O Estado recorreu ao Judiciário para amenizar os transtornos. A greve retirou dos detentos a visita de familiares, o banho de sol, a realização de audiências judiciais, a recepção de presos de delegacias e as transferências de presos entre unidades. Estava, ainda, dificultada a condução de presos para hospitais e a concessão de alvará de soltura.

Entretanto, em meio a ações do Sindicato, o diálogo entre Governo e Categoria estava acontecendo com fluidez e resultados. "A conduta do Sindicato, entrando em greve, pleiteou algo que já tinha sido atendido pelo governo: dialogar para formular uma proposta viável", reiterou Walter Lima.

No fim da manhã de hoje, 17, o presidente do sindicato foi intimado da decisão da justiça e está submetido à multa diária de R$ 10 mil, caso cause obstáculo à execução dos serviços nas unidades prisionais, sem falar na responsabilização administrativa e penal do servidor que se insurgir.

Diálogo aberto

No último dia 14, o governador Jackson Barreto recebeu em audiência a diretoria do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindipen). Durante a reunião, o governador assinou o Decreto das Comissões Paritárias que inclui, além dos agentes, as categorias do Magistério e da Polícia Civil, e que irão analisar os pleitos dos servidores e as possibilidades do governo.

O Governo abriu um canal de diálogo e tem sido solícito e aberto e não se furtou a receber a Categoria para que o Estado tivesse toda a sua transparência nas discussões, entendendo  as reivindicações dos servidores, mas também sem fugir das responsabilidades fiscais. (Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
18/04
08:52

Sergipe sofre queda de empregos em março

De acordo com os dados do CAGED em março de 2014 foram eliminados 1.015 empregos celetistas, equivalente à redução de 0,34% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. O setor de atividade que mais contribuiu para esta queda foi a Agropecuária (-1.687 postos).

 

 

 

 

 

 

 

 



Economia
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Por Eugênio Nascimento
17/04
17:03

Sergipano Carlos Rafael avança no Mundial Juvenil de Boxe

Após revés na noite búlgara de ontem, o Brasil voltou a vencer no Campeonato Mundial Juvenil. Mais uma vez, na categoria 52Kg, Carlos Rafael comprova que as chances de medalha são grandes.

Em mais uma demonstração de disciplina tática, Carlo Rafael Silva deixou pouco espaço para o seu adversário ter alguma chance no combate. Focado nas instruções vindo do corner brasileiro, o sergipano manteve Kutlwano Ogaketse, de Botsuana, exatamente onde quis na luta. O africano, com alto nível técnico, partiu para o ataque desde o início, mas Carlos soube manter a distancia e anular os ataques de Ogaketse, contra-atacando com maestria, e revertendo a situação até ser o brasileiro quem iniciasse os ataques.

Assim, não houve nenhuma dúvida para os três juízes atuando na luta: triunfo por unanimidade para o Brasil!

No domingo, dia 20, Carlos volta a subir no ringue no Mundial, desta vez já pelas oitavas-de-finais, e o adversário vem do Quirguistão: Abdurakhman Abdurakhmanov.


Esportes
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Por Kleber Santos
17/04
14:00

Sergipano tentará segunda vitória no Mundial de Boxe


Carlos Rafael encara pugilista de Botsuana no torneio Juvenil na Bulgária


O sergipano Carlos Rafael Silva, da categoria 52kg, vai tentar a segunda vitória hoje no Campeonato Mundial Juvenil da AIBA, que acontece em Sofia, na Bulgária. Na primeira luta, realizada segunda-feira, Carlos o croata Filip Poturovic, campeão croata na categoria 56kg. O pugilista brasileiro não deu brecha e ganhou a luta por 3 x 0. No confronto de hoje vai encarar Kutlwano Ogaketse, de Botsuana. A competição é classificatória para os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto deste ano, na China.

Ontem, contudo, o outro sergipano Cassio Oliveira, da categoria 64kg, não conseguiu superar o inglês, Patrick McDonagh, que foi ao Mundial representando a Grã-Bretanha. Ao soar do gongo inicial, o esperado combate pareio se confirmou e, infelizmente o primeiro round foi de pequena vantagem para McDonagh. O segundo, o mais unilateral dos três, foi a favor do brasileiro que, em certos momentos, parecia que poderia vir a derrubar o oponente. Contudo, no terceiro e derradeiro round, foi o inglês quem manteve a distância desejada e terminou na frente. Em uma batalha decidida em pequenos detalhes, foi McDonagh quem soube sobressair. Conseqüentemente, o bretão segue na competição, e o Brasil é eliminado.

Preparação
Cada uma das 10 categorias masculinas e das três femininas presentes no torneio classificam 6 atletas diretamente para os Jogos Olímpicos da Juventude. Carlos Rafael, então, precisa chegar à semifinal para garantir sua vaga.

Antes dos dois sergipanos - revelados no Projeto Punhos de Ouro, do treinador Valter Duarte -partirem para o Mundial, eles passaram mais de 10 dias no Centro Olímpico da Holanda fazendo ajustes. A cidade de Papendal, próxima à Arnhem, é sede do Comitê Olímpico da Holanda, e conta com um novo e extremamente bem equipado Centro de Treinamento. A Confederação Brasileira de Boxe, através de parceria entre o COB e o Comitê Holandês, foi oferecida a oportunidade de fazer aclimatação em Papendal treinando junto com a equipe holandesa de Boxe.

A chegada à Holanda com uma antecedência deu a possibilidade de ajuste ao fuso-horário, do corpo se acostumar com a temperatura similar e, principalmente, de não se desgastar com longos vôos antes de uma grande competição. Além do benefício de poder treinar e fazer Sparrings internacionais antes do Mundial.
A supervisão técnica é do Treinador Chefe da Seleção Masculina, João Carlos Barros, auxiliado pelo técnico Juraci Oliveira.


Esportes
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Por Kleber Santos
17/04
01:30

Em casa, Sergipe assume o topo ao vencer o Itabaiana

Foto: Jorge Henrique

A noite de festa do Sergipe não poderia ter sido melhor. O time colorado reinaugurou ontem o João Hora de Oliveira, que passou por reformas, inclusive, a inauguração do sistema de iluminação. Venceu o Itabaiana, por 2 a 1, e de virada, pela 11ª rodada do Campeonato Sergipano. E, de quebra, ainda assume a primeira colocação da tabela, deixando o Confiança em segundo lugar, com um ponto a menos.

Os gols da partida foram marcados por Lelê, do Itabaiana, e Rafinha e Edinho, que viraram o jogo para o Sergipe. Na próxima rodada, o Sergipe encara o Canindé, no Andrezão, em Canindé do São Francisco, neste domingo, às 16 horas. Por sua vez, o Itabaiana no joga porque pegaria o Olímpico, que saiu da competição.

O Itabaiana iniciou melhor na partida e logo chegou ao primeiro gol. Aos sete minutos, Lelê arriscou de fora da área e marcou um lindo gol. A bola entrou no canto esquerdo do goleiro Pablo.

Após o gol, as equipes mantiveram o jogo truncado. O Sergipe quase chegou ao empate com Pirambu. O atacante invadiu a área e bateu firme, mas a bola saiu pela linha de fundo, assustando o goleiro Fábio.

O Tricolor respondeu em seguida. De frente para Pablo, Jajá bateu em cima do arqueiro, que evitou o segundo gol do adversário. Outra boa chance desperdiçada com o Itabaiana aconteceu no fim do primeiro tempo. Ícaro mandou uma bomba e a bola passou muito perto do gol.

O jogo prosseguiu sem muita movimentação no meio de campo e as equipes foram para os vestiários com o placar de 1 a 0 para o Itabaiana.

Segundo tempo

Logo no início da etapa final, o árbitro Maurício Tavares de Moura assinalou pênalti para o Gipão, após Valdson derrubar Jonathan dentro da área. Rafinha cobrou e Fábio caiu no canto certo e defendeu a cobrança. Dois minutos depois, o goleiro Tricolor fez outra boa defesa em chute de Cloves.

O Sergipe seguiu pressionando em busca do gol de empate. Aos 22 minutos, a recompensa. Após chute cruzado de João Paulo, Rafinha se esticou todo e empurrou a bola para dentro do gol, se redimindo do pênalti desperdiçado e deixando tudo igual no Estádio João Hora de Oliveira.

Com muitas faltas dos dois times durante a reta final da partida, o Gipão conseguiu a virada. Edinho recebeu cruzamento e cabeceou, encobrindo Fábio e fazendo o segundo gol do Colorado. O Itabaiana ainda tentou esboçar uma reação, mas o jogo terminou com a vitória do Sergipe.

FICHA TÉCNICA:

Sergipe: Pablo; Magno (Rodrigo), Moisés, Lelo e Edinho; Rafael, Jonathan, Rafinha e Cloves (Muribeca); Pirambu (Fernando Belém) e João Paulo.
Técnico: Vinícius Saldanha.

Itabaiana: Fábio; Roni (Teko), Alexandre, Valdson e Iure; Ícaro (Daniel), Lismar, Lelê e Elicarlos (Guego); Jajá e Laio.
Técnico: Marcos Mendonça.

Sergipe 2x1 Itabaiana

Data: 16/04/2014, quarta-feira, às 20h30
Local: Estádio João Hora de Oliveira, Aracaju-SE
Cartões amarelos: Edinho, Rafinha, João Paulo, Lelê, Ícaro e Teko
Cartão vermelho: Rafinha
Gols: Lelê (7' 1T), Rafinha (22' 2T) e Edinho (30' 2T)



Esportes
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Por Kleber Santos
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