12/04
16:14

Torrado no Pau Que Chora

José Lima Santana
Professor de Direito da UFS

Sim, é isso mesmo. Pau Que Chora. Quem não é de Nossa Senhora das Dores não sabe o que é isso. Pois é um antigo lugarejo, hoje progressista bairro, que se esparrama no cruzamento da saída da cidade com direções a Capela e Nossa Senhora da Glória, ali onde tem um posto de gasolina, e adjacências. E por que Pau Que Chora? Ora, ali, como nos tempos idos, se situavam algumas casas de lenocínio, coletivas ou individuais, muita gente pensava que o “pau que chora” era outra coisa. Não era não. Dizem os moradores mais antigos que um sujeito aboletou-se para as bandas da Amazônia, no início do século XX, nos tempos do ciclo da borracha e por lá andejou por um magote de tempo, vencendo malárias e outros males. Voltou depauperado, mas trouxe uma lembrança dos dias amargos que por lá viveu: uma muda de seringueira. A árvore cresceu e o povo espantava-se porque a dita cuja “chorava”, quando lhe davam um talho. E ficou desse modo: Pau Que Chora. Simples assim. 

Tempo houve em que o Pau Que Chora era mal afamado. Quer por conta das casas de lenocínio, sendo o “Inferno Colorido” a mais famosa dentre elas, quer por causa das constantes cachaçadas, que, muitas vezes, geravam brigas e uma ou outra morte. Mistura explosiva: mulher de vida livre e cachaça. Barril de pólvora. É só riscar um “fofe”, que é como o povaréu pronuncia fósforo. Eh, linguajar arretado do raio da silibrina! Pois bem. Ali morava Maria Lindete, viúva do finado José dos Santos Malaquias, vulgo Zé Caxico, antigo pedreiro de mão torta e olho vesgo. Era porque as casas por ele levantadas – e ele as levantava numa rapidez nunca vista em lugar nenhum – dentro de poucas horas começavam a entortar. Com ele não tinha parede que entrasse no prumo. Era um diabo. Maria Lindete era conhecida por Lili, para os mais chegados, ou Sá Lili, para os mais distantes. Pessoinha pacata, vivendo da sua casa para a feira, e vez ou outra, quando um cego perdia um vintém, ela ia à Igreja, se a saúde lhe permitisse, pois era sempre atacada por um reumatismo danado, que lhe entrevava por dias e dias, especialmente no inverno. A friagem de junho a agosto às vezes lhe botava prostrada no catre. Um sofrimento, coitada! Sozinha, a única filha morava no Aracaju e pouca ligança lhe dava. Na janela da casa tinha quase sempre um frasco grande com uma cocadinha amorenada, que era de lamber os beiços. Daquilo mais ou menos ela vivia, tirava o sustento, ou parte dele. 

Ali também morava Gilson de Felismina de Tonico, antigo morador do Risca Faca, outro lugarejo nosso. Adoro os nomes dos nossos lugarejos: Acoita Manhoso, Galo Assanhado, Sarongongo, Cachorrinhas (hoje, Cachoeirinha), Penca da Orelha (hoje, Pega na Orelha) e tantos outros. Não sei por que mudam os nomes dos lugarejos e das ruas. Um absurdo! Tradição é tradição. Porém, “ortoridade” é sempre autoridade. Tire com um gancho. E Gilson? Eu vou deixar de lado, é? Que mania esquisita essa minha de começar a falar sobre alguém ou alguma coisa e, de repente, dar para torar de banda, torcer de lado, tirar o corpo fora, enrolando os meus pacientes leitores, mas que, com certeza, me lascam, ao menos alguns de bofes mais quentes. Não ligo não. Eu gosto de instigar as pessoas. É um defeito (?) que carrego desde os tempos de menino franzino, batedor de pernas nas bodegas do João Ventura, meu subúrbio, quando ouvia as lorotas dos homens que costumavam molhar a goela ao pé dos balcões. E eu anotava tudinho em velhos cadernos, alguns até hoje guardados. Dizem, contudo, alguns amigos, que certos causos eu os invento. E daí, se for verdade? Mas, sinceramente, invento não. O povo é que inventa. Eu só registro. Hum, já fugi demais do assunto que eu trouxe hoje. Mãos à obra, pois. Embora no meu tempo de menino, já ficando frangote, “mãos à obra” era outra coisa. Deixe pra lá. Voltemos ao Pau Que Chora, a Lili e Gilson. Vou logo esclarecendo que os dois não tinham nem nunca tiveram nenhum xodó. Isso não. A coisa é bem outra. Sabem os leitores como são as coisas no interior: uma conversinha daqui, outra conversinha dali e as coisas vão acontecendo, amiudando ou se avolumando, conforme sejam. Igualzinho às minhas enrolações nesses escritos domingueiros. Definitivamente, agora chega.

Algum dos leitores por “um se acauso”, como dizia meu avô Jonas, já tomou uma narigada de torrado, também dito rapé? Já? Ah, mas alguém, se é que tomou mesmo, experimentou o torrado de Mané Grande, pai de Juca Grande da Maria do Ó? Com certeza não experimentou. O torrado da tabaqueira de Mané Grande era, dizia-se nas Dores, um torrado de lascar o cano. Matéria de primeira qualidade. Um ou outro velhinho loroteiro dizia até que o produto era afrodisíaco. Vai ver que era mesmo. O que tinha de velhinho sibite naqueles tempos...! 

Já estou enrolando de novo. É uma mania desgraçada. Do começo ao finalmente é uma viagem de nunca mais acabar. Mas, prometo que agora eu chegarei ao fim. Gilson de Felismina gostava de atormentar as pessoas com ditos, apelidos e mangações. Toda vez que ele passava em frente à casa de Sá Lili, gritava: “Lili, tem torrado aí?”. A frase era a primeira estrofe de uma musiquinha ligeira do Rei do Baião, o velho Lua, que não é muito conhecida, mas é uma belezura de forrozinho agoniado, intitulada “O torrado da Lili”. A viúva Lili se atrepava nos tamancos, praguejando a não mais poder. “Seu fio duma égua, vá procurar o torrado de sua mãe”, bradava ela em resposta à gritaria dele. Não poderia haver cristã, por mais devota que fosse que aguentasse aquela chateação. Aliás, a letra da musiquinha, composta por Miguel Lima e Helena Gonzaga é assim: “Lili, tem torrado aí? / Me dê uma narigada / Que eu quero dormir (bis) // Eu tenho / Mas, porém não dou / Meu torrado é bom / Mas é de meu amor (bis) // O seu torradinho é bom / E o seu cheirinho / Logo se destaca / O mais difícil / É arrumar o fumo / Fumo de rolo de Arapiraca”. O difícil era, pois, arrumar o fumo de rolo de Arapiraca. Mané Grande arrumava. E do bom. 

Um dia, quando Gilson perguntou se Lili tinha torrado, ela tangeu nele um pinico de mijo, que lhe banhou cabeça e tronco, escorrendo pelas calças de brim Coringa. Surpreso e sem ação, ficou Gilson mijado no meio da rua de chão batido, a vizinhança rindo em altas e compridas gargalhadas. A inhaca mijenta entrando de ventas adentro, se é que não entrou também na boca porca. E o pacote de pães comprados na bodega de João de Aurelino, que ele ia comer no café da manhã com a família? Pão com mijo? E, ainda por cima, mijo de viúva, dormido, ou seja, mijo da noite anterior, guardado debaixo da cama até o sol abrir o olho. Sá Lili preveniu-se, deixou a vasilha infame à mão e ficou postada na porta, à espera do gracejo diário do vizinho chegado a bolodórios. E tome-lhe mijo nas fuças. 

Passado o susto, Gilson quis dar de cipó caboclo na pobre senhora, já que ele não se apartava de um cipó de bom valimento. Mas, aí, ele se estrompou. A vizinhança, que dele riu à larga, tomou as dores de Sá Lili e um ajuntamento de homens e mulheres o botou pra correr. Mijado e desmoralizado, nunca mais ele tomou subacada com Sá Lili, nunca mais ele perguntou se ela tinha torrado. Imaginem os leitores, uma viúva de respeito, dar-se ao desfrute de fazer uso de torrado de fumo de rolo de Arapiraca! Não convinha. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 12 e 13 de abril de 2015


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
12/04
16:00

O monstro da intolerância

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE

Quem teve a oportunidade de ler “Eichmann em Jerusalém”, obra da cientista social judia Hannah Arendt, dificilmente atingirá um sono tranquilo. Ela nos fala do julgamento de Adolf Eichmann, um dos arquitetos da “solução final”, que durante o nazismo foi responsável pela deportação de milhões de judeus para os campos de extermínio. A ideia que nós tínhamos daquele oficial do terceiro reich como uma fera assustadora, brutal, medonha, sanguinária, capaz de, com as próprias mãos, extrair escalpos das vítimas, foi extirpada aos poucos do nosso pensamento. Eichmann, na verdade, não passava de um mero burocrata. Espantoso? Por que, então, outorgar a um artífice do carimbo, do clipe e do grampeador a honorável distinção emblemática de o “executor-chefe” do Estado alemão nazista? O impasse resolve-se na esfera psicológica. Psicológica? Mas por que não moral? É possível trabalhar com as duas estruturas na condução do caso. Psicologicamente, a engenharia mental de Eichmann estava mapeada segundo ângulos que se projetavam para a direção de um terreno singularmente demarcado: a psicopatia. Psicopatas não são doentes ou deficientes mentais. Doença mental é o distúrbio que afeta o elemento psíquico denominado “percepção”, a exemplo da esquizofrenia. Esquizofrênicos enxergam coisas que não existem no mundo real. Já a deficiência mental é a enfermidade que alcança o psiquismo no âmbito da “inteligência”. Por exemplo, a tríade oligofrênica: debilidade, imbecilidade e idiotia. Psicopatia, portanto, não é doença, nem deficiência. É uma condição, inata e irreversível. Ser psicopata equipara-se a ser branco, negro ou índio. Assim como um índio nasceu e morrerá índio, um psicopata nasce e morre psicopata. Essas reflexões nos impelem a traçar um paralelo entre Eichmann e outro psicopata, semelhantemente sedutor, o inglês Albert Pierrepoint, o mais famoso carrasco da Inglaterra entre os anos 1932 e 1955. Com efeito, ambos foram artesãos na escrituração da morte.

Como registrado pela historiografia, Eichmann não estava preocupado com a justiça ou com a injustiça da execução em massa dos judeus. Sua irresignação moral partia do seguinte princípio: liquidar judeus era uma política do Estado ao qual servia. Portanto, operacionalizar o extermínio desse povo implicava tão-somente mais uma etapa da cadeia engrenada por fases matematicamente estabelecidas, a exemplo de fazer a triagem dos que iriam morrer, levá-los aos trens que os transportariam até a zona de execução, cumprir rigorosamente horários de saída e de chegada das locomotivas, conduzir os condenados a câmaras de gás e, por fim, matá-los. Na mente de Eichmann, nada disso consubstanciava crime. A logística da denominada “solução final” assumia cores semelhantes às que permeiam os armários de um escritório de contabilidade. 

Judeus mortos eram apenas números, vistos sem índice moral. Nesse sentido, Eichmann banalizou o mal, transformando a fattispecie numa atividade instrumental. Aniquilar judeus, para Eichmann, não era algo mau e, tampouco, bom, mas só uma instância, dentro do processo de sedimentação da filosofia nacional-socialista, de cuja implementação dependia a manutenção de seu status. Da mesma maneira que um comerciante de livros precisava vender mais compêndios para garantir o emprego, Eichmann se notabilizou como workaholic na matança de judeus para ascender na escala de respeitabilidade do establishment nazista. A essa postura, desprovida de sentimento ou valoração, vazia de compaixão, piedade ou até mesmo de raiva, Hannah Arendt chamou de “banalização do mal”. Alguém, cuja pulsação sanguínea coordene-se pela moralidade afeta à noção de bem e mal, sabe que a ação nazista foi perversa. Essa assertiva não se subordina a digressões para encontrar pálio de validade. Onde, todavia, burocratas veem a trucidação de humanos com indiferença, conferindo-lhes a envergadura de códigos de barra, o mal passa a ser corriqueiro, trivial, como resolver uma equação de álgebra.

Na Grã-Bretanha, Pierrepoint, o legendário carrasco dos 608 enforcados, pouco se importava em matar culpados ou inocentes (vítimas de erros judiciários). Catalogava seu cemitério pessoal meticulosamente num caderno. A função que o Estado lhe deu foi a de levar delinquentes ao cadafalso. Queria cumprir seu múnus com extremo profissionalismo, procurando ser, inclusive, o mais rápido dentre os colegas de trabalho. Igualmente, banalizou a morte, disfarçando-a atrás da performance institucional. O discurso de Eichmann e Pierrepoint, de que jamais fizeram algo premeditadamente, para o bem ou para o mal, e que apenas cumpriam ordens, é a desculpa típica desses homens que se recusam a ser pessoas. É verdade que Hannah, com o seu Eichmann em Jerusalém, quis defender a tese que a monstruosidade não está na pessoa, mas no sistema e “que o perigo e o mal maior não estão na existência de mentes doentias, mas na violência sistemática que é exercida por pessoas banais”. No momento em que o homem se recusa a ser uma pessoa, ele renuncia a uma das mais importantes características da definição humana: a de ser capaz de raciocinar criticamente. Isto faz com que a humanidade percorra uma trilha cada vez mais perigosa, a do chamado extremismo. Essa incapacidade de raciocinar é o que permite que pessoas comuns cometam os atos cruéis que assistimos no dia-a-dia. No momento em que perdemos a capacidade de distinguir o bem do mal, o branco do preto, o belo do feio, nossas ações humanas tendem a ser manipuladas de forma incontrolável. Uma das grandes consequências desse nosso comportamento é o surgimento da doença da intolerância, composta pelo conjunto de ideologias e atitudes ofensivas, principalmente contra aqueles que não pensam como nós. A intolerância tem sido definida como um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humanas. A última eleição presidencial e o atual período pós-eleitoral, por exemplo, têm registrado a cada dia espetáculos de intolerância jamais vistos.

No mês de fevereiro do corrente ano, tivemos a oportunidade de assistir a uma cena estarrecedora ocorrida na lanchonete do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma encontrava-se naquele espaço acompanhando sua esposa, a psicanalista Eliane Berger, que faz um longo tratamento de câncer. De repente, o casal começou a ser hostilizado por uma mulher, sendo apoiada por outras pessoas, aos gritos lancinantes de “Vá para o SUS!”, “safado”, “ladrão”, “fdp”. Outro caso insólito foi o da madame rica de Salvador que disse: “Os pobres, não contentes em receber o bolsa família, querem ainda ter direitos”. Esse tipo de comportamento é observado todos os dias, principalmente endereçado aos negros, homoafetivos, nordestinos. Faço minhas as palavras do teólogo Leonardo Boff, para quem um dos principais males da intolerância é o que faz suprimir a liberdade de opinião, o pluralismo, e que impõe o pensamento único, citando como exemplo o atentado ao Charles Hebdo, em Paris. Para Boff, “É imperioso evitar a tolerância passiva, aquela atitude de quem aceita a existência com o outro não porque o deseje e veja algum valor nisso, mas porque não o consegue evitar. Há que se incentivar a tolerância ativa que consiste na coexistência, na atitude de quem positivamente convive com o outro porque tem respeito por ele e consegue ver os valores da diferença e assim pode se enriquecer”. Se todos nós tivermos essa compreensão, a de que a tolerância é antes de tudo uma exigência ética, com o direito de cada pessoa ser aquilo que ela é, com suas diferenças, não resta a menor dúvida de que o mundo será bem melhor. Ademais, já se disse que a liberdade de expressão é tudo aquilo que está entre o bom senso e o direito à integridade física e moral do outro. Se a sua “liberdade de expressão” oprime ou afeta a vida e a integridade de outro, não é liberdade de expressão, é crime de discriminação. Por tudo isso, é preciso pensar, exercer o senso crítico, antes que seja tarde demais.


Post Scriptum
Coisas que eu gostaria de ver em Aracaju

Sob o título acima, assinado por Hercílio Arandas, o jornal Correio de Aracaju, de 1° de maio de 1948, página 2, publicava o seguinte artigo, na coluna “Fatos, Alegorias e Ficções”: “1 - Pelo menos uma Faculdade de Filosofia para o preparo dos futuros professores que, segundo as atuais exigências, vão desaparecer ou tornar-se reduzidíssimos. 2 - A barra aberta para o maior desenvolvimento de nosso comércio, da cidade e de todo o Estado. 3 – Uma ponte ligando a Barra dos Coqueiros à cidade, com uma parte giratória, como a do Recife, para a passagem dos barcos. 4 – Uma linha de bondes que vá a Atalaia, além de marinetes. 5 – A remoção desse grotesco calçamento para as ruas afastadas e ainda não calçadas, e a sua substituição por outro mais moderno, rejuntado por cimento. 6 –Uniformidade e ordem nos transportes urbanos, de sorte que o povo soubesse por onde passam e as horas em que passam. 7 – A organização de ‘comandos’ para fiscalização das casas de pasto e de outros centros de serventias públicas. 8 – A retirada dos depósitos de lixo que se encontra em cada terreno desocupado, mesmo junto às casas de morada. Que o governo obrigasse aos proprietários a construir casas neles, ou cercá-los com muro. 9 – Calçada na Avenida Simeão Sobral, para que o visitante que entrasse nela tivesse a impressão da ‘cidade menina’. 10 – A edificação de vilas populares, a fim de atender o angustioso problema da falta de casas”. No mais, o articulista justificava cada um desses desejos para a melhoria da bucólica Aracaju dos anos 1940.

* O autor escreve quinzenalmente, aos domingos.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
12/04
15:46

O FMI e as expectativas diminuídas

Ricardo Lacerda*
Professor do Departamento de Economia da UFS 

O Fundo Monetário Internacional publicou na semana passada relatório revendo o crescimento potencial das economias avançadas e das economias emergentes, mostrando, no caso das primeiras, que o declínio do potencial de crescimento remete ao início dos anos 2000, ainda que tenha se acentuado com a crise financeira mundial, enquanto entre as economias emergentes a queda do potencial do crescimento se deu depois da crise. 

O relatório reconhece  que os PIBs apresentaram desempenhos nos anos pós-crise muito abaixo do que esperava em 2008 e que as expectativas de médio prazo têm sido revisadas para baixo desde 2011 (na média quinquenal), tanto para as economia avançadas quanto para os mercados emergentes. 

Não se sabe se o desvio recorrente deve ser atribuído a deficiências metodológicas ou ao desejo da instituição de procurar estimular o espirito animal dos empresários e passar o sentimento de que o pior da crise já passou, à maneira de um ex-ministro da fazenda do Brasil. 

Talvez o mais correto seja afirmar que a economia mundial se encontra em uma embrulhada difícil de desbaratar e as expectativas de uma retomada robusta de crescimento depois de sete anos de anemia econômica vão sendo postergadas ano após ano. O relatório pode ser encarado como o reconhecimento de tais dificuldades.

Avançadas e emergentes

Na atualização de janeiro do relatório Panorama da Economia Mundial, o FMI projetou leve aceleração do crescimento do PIB mundial, dos 3,3% obtidos nos últimos três anos, para 3,5%, em 2015, e 3,7%, em 2016. No relatório de outubro passado, as projeções para 2015 e 2016 eram mais altas, 3,8% e 4,2%, respectivamente. Não vai ser surpresa se na atualização do relatório em julho ou outubro próximos as projeções voltarem a ser revistas para taxas próximas às alcançadas no último triênio, ou quem sabe a instituição até subestimou as forças da recuperação desta vez.

O Panorama da Economia Mundial de janeiro informa que as revisões para baixo das projeções de crescimento para 2015 e 2016 se devem à piora, em relação ao relatório anterior, dos desempenhos esperados para a China, Rússia e para os países exportadores de petróleo. Entre as grandes economias, apenas a norte-americana teve a projeção revista para cima, o que equivale dizer que as expectativas de recuperação das economias da zona do euro e do Japão continuam a causar frustrações. 

Para 2015, a publicação de janeiro projeta que as economias avançadas deverão manter a trajetória de suave aceleração passando de 1,8% para 2,4%, lideradas pela retomada da economia norte-americana (projeção de 3,6%), enquanto as economias emergentes registrariam mais um ano de desaceleração, de 4,4% para 4,3%. 

Determinantes

Entre outubro e janeiro, informa o relatório, a economia mundial foi impactada por quatro movimentos significativos para a reformulação das perspectivas de curto e médio prazos: a queda muito acentuada nas cotações dos petróleo, de cerca de 55% desde setembro de 2014, e seus efeitos sobre os investimentos no setor, ainda que seja razoável prever uma recuperação parcial nos preços nos próximos meses; uma certa aceleração do crescimento da economia mundial no terceiro trimestre de 2014, mesmo que os desempenhos tenham sido muito divergentes entre as principais economias, acima do esperado nos EUA e abaixo no Japão e zona do euro; valorização do dólar frente às principais moedas, que se apresentou ainda mais acentuada em relação às moedas dos países emergentes exportadores de commodities; e, por último, a súbita elevação das taxas de juros e dos riscos nos títulos nos países emergentes.

Foi com tal cenário externo com se defrontou o Brasil nos últimos meses de rápida deterioração do quadro econômico e político do país. Uma sequência de desequilíbrios macroeconômicos foram se acumulando internamente enquanto as tentativas de manter mercado interno em expansão entregavam resultados cada vez menos consistentes. 

Trajetórias

O Gráfico apresentado resume o desempenho do PIB mundial e de algumas das principais economias depois que eclodiu a crise financeira internacional no final de 2008 até o ano de 2014. São apresentadas médias trienais de crescimento a fim de captar o movimento tendencial, amortecendo as oscilações nervosas de cada ano. 

Na média do triênio 2005-2007, o PIB mundial cresceu 5,7%. Em 2011, a média trienal havia caído para 3,2% e três anos depois, com renovadas frustrações nas expectativas de retomada, a média trienal se limita a 3,3%. 

A rápida desaceleração do crescimento do gigante chinês é inequívoca, como se pode perceber, da mesma forma que os atoleiros em que se meteram as economias japonesa e da zona do euro. A economia norte-americana apresenta uma retomada consistente, mas ainda modesta, depois de ter despencado nas primeiras etapas da crise.

O Gráfico também traz as trajetórias de algumas das maiores economias emergentes (Brasil, México e Rússia) com desempenhos não tão exuberantes quanto a China. O Brasil resiste relativamente bem aos impactos crise internacional até 2011-2012 e depois disso entra em um processo de forte desaceleração acompanhada pela deterioração dos indicadores macroeconômicos. Os desempenhos do México e da Rússia também não são dignos de júbilo. 

 

* Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
12/04
15:38

Os governadores da Faculdade de Direito

Afonso Nascimento
Professor de Direito da UFS

É algo ordinário que instituições de ensino superior (escolas superiores, faculdades, departamentos) tenham em seus quadros homens que foram governadores? Em Sergipe, a Faculdade Federal de Direito teve três governadores. Um professor foi governador antes de a faculdade ser criada e os outros com a sua fundação. Os dois mais velhos pertencem à mesma geração e são “baianos” (sergipanos que estudaram Direito na Bahia), enquanto o terceiro é formado em Sergipe.

O professor Francisco Leite Neto (1907-1964) ingressou na Faculdade de Direito como fundador, em 1950. Naturalmente, sem concurso. Antes de tornar-se professor de Finanças, praticou o magistério secundarista na Escola de Comércio de Sergipe, ensinando a mesma disciplina.

Foi o todo poderoso líder do Partido Social Democrata (PSD), responsável pela fundação da Faculdade de Direito, juntamente com seu irmão Gonçalo Rollemberg Leite e outros pessedistas. Fez política em três regimes políticos: a ditadura bonapartista dos interventores federais, o primeiro regime democrático e a ditadura militar.
Ocupou o mandato de deputado estadual por uma vez (1935-1937) e de deputado federal por quatro vezes (1946-1951,1951-1955, 1955-1959 e 1959-1963) e uma senatoria (1963-1964).

Foi interventor federal (portanto, governador) em 1945, cinco anos antes de a faculdade de direito ser criada. Ainda na área executiva, exerceu as funções de diretor da Penitenciária de Sergipe, de Secretário da Justiça e de Secretário da Fazenda.

Integrante da aristocracia rural sergipana, ele nasceu em Riachuelo. Pertenceu a dois partidos, a saber, do Partido Republicano que ajudou a fundar, sob a liderança de seu sogro Carvalho Neto; e do Partido Social Democrata (PSD), do qual também foi novamente fundador com seu sogro.

Antes de estudar e formar-se em Direito na Bahia, teve passagem pelo elitista Colégio Antônio Vieira. Começou mas não concluiu curso de Medicina, também em Salvador.

Deixou diversos trabalhos publicados. Foi membro da Academia Sergipana de Letras. Morreu precocemente aos cinquenta e sete anos de idade no exercício do mandato de senador. Além de professor e de político, foi banqueiro.

O professor Luiz Garcia (1910-2001) entrou na faculdade de direito como fundador, em 1950. Também sem concurso. Era uma espécie de “estranho no ninho” por conta de sua filiação à União Democrática Nacional (UDN). Na faculdade, foi professor de Direito do Trabalho. Ele ainda teve outra passagem pela UFS como membro-diretor de seu Conselho Diretor, um dos órgãos mais importantes dessa instituição de ensino superior.
 
Assim como Leite Neto, ele participou dos mesmos três regimes políticos mencionados. Foi deputado estadual e deputado federal por três vezes e governador.

Nasceu em Rosário do Catete, assim como Leandro Maciel, a grande liderança da UDN. Era filho de comerciante e de funcionário público naquela cidade do interior. A sua formação em Direito também ocorreu em Salvador. Além de promotor público, tinha banca de advocacia.

É um dos poucos casos de promotores públicos de verdade que entraram para a política sergipana. Diferentemente dos EUA, país em que pessoas ingressam no Ministério Público para, expressamente, fazer política, no Brasil não temos essa tradição política. Luiz Garcia é uma dessas raridades em Sergipe.

Tinha dois irmãos pertencentes aos quadros dirigentes do Partido Comunista Brasileiro, isto é, Robério e Carlos Garcia. Esses dois tiveram intensa militância comunista e foram presos pela polícia do PSD. Aparentemente, o fato de a UDN sergipana não ter sido um partido tão conservador como em outros estados tem a ver com essa aproximação familiar e partidária dos Garcia.

Enquanto governador de Sergipe, Luiz Garcia empregou muitos de seus familiares e parentes. Por isso, o seu governo foi rotulado de ser uma “oligarcia”. É considerado um governador modernizador de Sergipe (o Condese, a Energipe, o banco estatal que antecedeu ao BANESE, a Faculdade de Medicina de Sergipe, a estação rodoviária que leva o seu nome, etc.). Luiz Garcia publicou vários livros. Ocupou cadeira na Academia Sergipana de Letras, na qual será mais tarde substituído por seu filho Gilton Garcia.

O professor Gilton Pinto Garcia (1941) se graduou pela Faculdade de Direito de Sergipe e da mesma instituição se tornou professor. Lecionou Direito do Trabalho e Teoria Geral do Estado.  Gilton Garcia ingressou na faculdade de direito sem concurso, num tempo em que isso era permitido. Entrou na faculdade quando seu pai, Luiz Garcia, afastou-se da instituição para exercer um mandato político.

Além da advocacia que exerce até hoje, Gilton Garcia, enquanto estudante de Direito, foi promotor substituto, foi Procurador-Geral de Justiça. Também ocupou o cargo de  presidente da OAB, secção de Sergipe - um posto de representação profissional que, se não elege ninguém, dá uma visibilidade muito importante para quem tem pretensões político-partidárias no Brasil.   

Herdeiro político de seu pai, Gilton Garcia é aracajuano. Entrou na política, oficialmente, quando seu pai foi governador de Sergipe (1958-1962). Nesse período ocupou o posto de seu secretário particular. É um político com três mandatos eletivos no currículo. Foi deputado estadual por duas vezes, sendo cassado pelo AI-5 da ditadura militar em 1968, e mais tarde anistiado.

Também foi deputado federal por Sergipe. Essa sua eleição tem a ver com o seu desempenho como advogado criminalista que conseguiu a absolvição do coronel político de Itabaiana Chico de Miguel no começo dos anos 1980. Este, como forma de demonstrar a sua gratidão pelo trabalho de seu advogado, fê-lo deputado federal.

Merece destaque o fato de ter sido governador do Território do Amapá, antes de ser transformado em Estado da federação, por indicação do presidente Fernando Collor. Além disso, chefiou a Assessoria Parlamentar do mesmo presidente Fernando Collor, assessorou o presidente José Sarney, foi feito Secretário de Estado duas vezes durante o governo de Albano Franco (Casa Civil e SSP). Gilton Garcia também publicou alguns livros e é membro da Academia Sergipana de Letras. Atualmente exerce a advocacia e é pecuarista na Bahia.

Um dado comum a Francisco Leite Neto e Luiz Garcia é que eles dirigiram jornais e escreveram em jornais partidarizados. Ambos foram membros da Associação Sergipana de Imprensa. Essa afirmação tem a ver com a pergunta: é possível fazer política no Brasil sem um jornal, rádio, TV, etc.? É por isso que são encontrados tantos políticos na história política sergipana que também foram jornalistas e donos de jornais com ou sem aspas. Este é o caso de Leite Neto e de Luiz Garcia, certamente.

Francisco Leite Neto, Luiz Garcia e Gilton Garcia participaram da política conservadora sergipana e brasileira. Infelizmente não nos é possível fazer um comentário conjunto sobre as publicações dos três professores, para examinar o valor literário, jurídico e políticos dos seus livros. Os três não tiveram longa carreira no magistério jurídico, justamente por causa das atividades políticas.

*O autor também é coordenador do Núcleo de Estudos sobre o Estado e a Democracia


Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
12/04
07:08

"Herdei a vocação para política de minha mãe”, diz Jackson durante ato do centenário de Neuzice Barreto


Professora, matriarca da família Barreto e militante política. Essas, entre loutras, eram algumas das facetas de Neuzice Barreto Lima, mãe do governador Jackson Barreto, que se estivesse viva teria completado 100 anos no último dia 4 de abril. Apesar de plural, ela se fez singular através de uma trajetória de 73 anos, na qual colocava a família sempre em primeiro lugar.

Em comemoração ao centenário de Neuzice, Jackson Barreto voltou a sua terra natal, Santa Rosa de Lima, nesta sexta-feira, 10, e prestou homenagens através da inauguração da urbanização de praça que recebeu o busto da professora. A noite de celebração continuou com a visita ao túmulo da matriarca, com elevação de coroa de flores, e seguiu com uma missa na igreja em que Neuzice frequentou e se casou com Etelvino Alves de Lima. Ainda como parte das homenagens, no sábado, 11, será inaugurado em Nossa Senhora do Socorro o complexo Habitacional Neuzice Barreto Lima.

Emocionado em voltar à cidade em que nasceu, Jackson destacou as melhores lembranças que guarda da mãe. “Ela foi a estrela guia de toda a família. Não posso esquecer nunca a mãe que tive e é por isso que estou aqui. É um momento de alegria e ao mesmo tempo de emoção. Eu volto a Santa Rosa para comemorar aniversário dela com meus queridos familiares, e para dizer muito obrigado, minha mãe. Não estou aqui por vaidade de ser governador, e sim para te dizer que foi graças a sua luz, orientação, força, experiência, luta e iniciativa, que a gente pode ocupar esse espaço. Quero dizer a ela em seu centenário: 'você nunca morreu. Você está e continuará viva no coração, pensamento, na cabeça, consciência, fé e esperança de todos'”, ressaltou.

Para homenagear o centenário de Neuzice, os Correios lançou um selo comemorativo. De acordo com o representante da direção regional da empresa, Geraldo Feitosa, o tributo a mãe do governador também está relacionado à história de Jackson, que não só trabalhou como carteiro, como defendeu os interesses da Instituição e dos servidores. A respeito do selo, o representante destacou que ele terá circulação nacional.

O governador agradeceu a homenagem dos Correios e destacou que sua mãe agora vai ser conhecida por todo o país. “Neuzice vai circular pelo Brasil. Minha mãe, além de ser de Santa Rosa de Lima e de Sergipe, agora é do Brasil”, evidenciou.

A educadora

Uma mulher presente e que se preocupava com a educação não só dos filhos, como dos sobrinhos e netos. Essa é uma das maiores lembranças da família de Dona Neuzice. De acordo com Eliene Barreto, irmã de Jackson, apesar de sua mãe não ter tido uma formação elevada, pois estudou apenas até o primário, ela era muito inteligente. “Minha mãe tinha uma visão de mundo muito grande. Ela lia bastante e sabia debater sobre tudo com Jackson”, relatou.

Outra lembrança de Eliene é das diversas vezes em que Neuzice acomodava em sua casa os sobrinhos que não tinham condições de estudar na capital. “Foram muitos primos meus que passaram pela nossa casa. Ela participava do engrandecimento da vida deles”, destacou.

Dos tempos de professora de sua mãe, Eliene recorda da dedicação com a qual Neuzice trabalhava. “Eram pilhas e mais pilhas de cadernos que ela levava para casa”. Tomando a mãe como exemplo, não só Eliene como mais dois filhos seguiram o caminho do magistério e também se tornaram docentes.

Outra pessoa que também virou educador e fez parte da história de Neuzice foi Francisco Andrade, ou como é conhecido por todos, o professor de química Chico. Apesar de ter, na época, cerca de 7 anos, o docente lembra de características marcantes da ex-professora do primário.

“Dona Neuzice era muito querida por todo mundo. Tive aula com ela no grupo José Augusto Ferraz, situado no bairro Industrial. Ela tinha o costume de passar a mão na cabeça da gente e tratava como filhos os alunos que estudavam bem. Lembro que dona Neuzice era extremamente doce e o que impressiona era a paciência que possuía. Ela sempre tinha um sorriso e uma palavra amável. Guardo uma grande recordação dela”, rememorou.

Dos momentos que passou com a professora de primário, Chico ainda destaca a última vez em que a viu. “Quando Dona Neuzice estava doente, fui visitá-la no hospital. Tive essa oportunidade depois de muito tempo e ela me reconheceu. Falou meu nome e ficou com os olhos brilhando”, recordou.

Durante a missa, celebrada pelo arcebispo Dom Palmeira Lessa, a professora Marilene Oliveira contou que conheceu Neuzice em Aracaju, em uma das escolas onde trabalhou. Com a memória afiada, ela lembra não só de histórias vividas com a amiga, como do primeiro dia que a conheceu. “Foi em 1º de agosto de 1957, quando fui transferida do município de Capela. Ao chegar, fui recebida por ela. A partir daí passei a conhecê-la mais e começamos uma grande amizade. Ela falava da família e das dificuldades que enfrentava para criar os filhos. Voltávamos do trabalho juntas todos os dias”, comentou, acrescentando que Neuzice era muito dedicada, presente e que sempre se esforçava para atender as necessidades dos filhos.

A matriarca

A mãe de 16 filhos saiu de Santa Rosa de Lima para Aracaju com o objetivo de oferecer oportunidades melhores para os filhos, segundo conta Jackson Barreto. “Quando minha mãe lutava para sair do interior para Aracaju, era para poder dar uma chance aos filhos e a família, pois em Santa Rosa não havia muita expectativa, existiam só canaviais. Ela tinha a visão de que para educar a família e todos tivessem independência, formação e consciência política, era necessário estar em um centro maior. Em Aracaju, morávamos em uma casa com um quarto só e dava para 11 pessoas A gente era feliz e não sabia”, relatou.

De acordo com Jackson, a mãe tinha o costume de levar pessoas de Santa Rosa para sua casa, na capital. O governador ainda lembra que a mãe fazia de sua casa hospedaria e mantinha o coração sempre aberto.

“A casa de minha avó só vivia cheia de gente, e todo mundo era recebido de braços abertos. Ela tinha o coração generoso demais e dava muita atenção aos netos”. Essa é uma das lembranças de Manoel Cândido dos Santos Pereira Neto. Ele conta que um dos momentos que mais recorda da avó é no Natal, quando todos se reuniam para manter a tradição da matriarca.

Essa união da família também foi destacada pela filha de Neuzice, Eliene. Ela conta que a matriarca nunca deixou que um filho ficasse brigado com o outro. “Minha mãe era muito presente. Era o meu esteio maior. Depois que ela faleceu, Jackson passou um bom tempo reunindo todo mundo na casa dele durante o Natal. Essa era uma coisa que ela fazia muito”, relatou.

Sobrinho de Neuzice, Ubirajara Barreto, também ressalta as qualidades da matriarca da família. “Dindinha, como a gente chamava, foi uma líder. Sempre que era preciso, ajudava. Escuto histórias que era uma pessoa franca e dura, quando necessário, mas com coração enorme. Era equilibrada em suas atitudes. Sempre visitava a família e aconselhava quem estava ao seu redor. E era, acima de tudo, uma mulher correta”, destacou.

Militância política

A política estava na vida de Neuzice desde muito cedo. De acordo com relatos de Jackson Barreto, sua mãe participou de passeatas, campanhas das Diretas e percorreu parte do Brasil durante campanha de Tancredo Neves. Ela atuou também nas movimentações eleitorais do PSD ligadas à família do senador Leite Neto.

“Ela era vocacionada nessa área política. Eu me recordo que minha mãe me acordava às 6h para que eu ouvisse a rádio Mayrink Veiga durante a campanha eleitoral do Jânio e do Marechal Lott em 1960. Ela tinha um interesse político muito grande, e herdei minha vocação maior, fazer política, da forma e estilo de atuar e trabalhar dela”, complementa Jackson.

Eliene também se recorda de como a política se fazia presente na vida dela e dos irmãos, e conta que a mãe costumava levar todos os filhos para comícios. “Ela era política ferrenha. Ficava em cima dos palanques e todo mundo a conhecia. Ela também abrigava eleitores de Jackson. Lavava a roupa do povo doente que ia para lá. Ia muita gente do interior e de todo o canto. São coisas que marcaram a gente para a vida toda”, comentou.

Por fim, a filha de Neuzice lembra como era a relação da mãe e de Jackson na esfera política. “Poderia todo mundo estar almoçando, mas se Jackson não estivesse presente, ela sempre o esperava para conversar. Politicamente falando, eles eram muito próximos. Jackson herdou tudo de minha mãe, e acho que ele deu continuidade ao que ela fazia. Ele a tinha como referência, e minha mãe se orgulhava muito da vida política do filho”, ressaltou.

O interesse em comum pela política entre Jackson e Neuzice também era observado pela amiga dela, Marilene. Ela conta que, quando Jackson ingressou na vida pública, Neuzice era companheira inseparável dele. A professora ainda destaca um dos momentos em que a matriarca da família Barreto expôs um grande desejo. “Lembro-me como se fosse hoje que depois que Jackson foi prefeito de Aracaju, Neuzice profetizou que um dia ele ainda seria governador do estado de Sergipe. E agora tenho certeza que, onde ela estiver, está muito feliz”, finaliza.

Homenagem

Em janeiro, a trajetória de Dona Neuzice Barreto Lima foi lembrada pelos alunos do Instituto Luciano Barreto Júnior, que homenagearam a professora nominando com seu nome a turma de concludentes de 2014.

Na noite da homenagem, o empresário Luciano Franco Barreto afirmou que aquela era uma noite especial para o Instituto, pois homenageava uma docente que representava os dois pilares básicos do Instituto Luciano Barreto Júnior, educação e superação. “Através destes dois pilares é que se constrói uma família e a sociedade. Foi isso que Neuzice Barreto fez e por isso está sendo homenageada”, disse o empresário.

Centenário

Nascida em 4 de abril de 1915, em Siriri/SE, Neuzice Barreto Lima formou-se em magistério primário e tornou-se professora da rede pública municipal de Divina Pastora/SE, em 1930. Em 1950, foi lotada na rede estadual de ensino no Grupo Escolar Dr. Manoel Luiz, localizado na Praça da Bandeira, em Aracaju, onde exerceu o cargo de diretora e aposentou-se.

Casada com Etelvino Alves de Lima e mãe de 16 filhos, a professora Neuzice iniciou a militância política no velho Partido Social Democrático (PSD), militando também no MDB, depois PMDB. Ela formou várias gerações e, segundo seus familiares, deixou a lição que, para vencer na vida é preciso acreditar e perseverar.
Presenças

Compareceram a solenidade o vice-governador Belivaldo Chagas, secretários de Estado, o ex-governador Albano Franco; os deputados federais Valadares Filho, Fábio Reis; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luciano Bispo; os deputados estaduais Jairo de Glória, Garibalde Mendonça; prefeitos, o empresário Luciano Barreto, o desembargador Rui Pinheiro, representando o presidente do Tribunal de Justiça, Luis Mendonça, lideranças locais, correligionários e a população em geral.

(Da assessoria)


Política
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Por Eugênio Nascimento
12/04
06:51

Coluna Primeira Mão

Prefeitos de SE discutirão o novo Pacto Federativo

A Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES) realiza nesta segunda-feira, 13, às 10h00, no Hotel Quality, em Aracaju, o “Encontro dos Prefeitos Sergipanos pelo Pacto Federativo”. O evento servirá para discutir o novo pacto federativo, que trata também sobre a repartição tributária cabível a cada ente federativo. A Câmara dos Deputados instalou no dia 17 de março a Comissão Especial destinada a analisar e apresentar propostas com relação à partilha de recursos públicos e respectivas obrigações da União, dos Estados, dos municípios e do Distrito Federal. Participarão do evento o relator do pacto federativo deputado federal André Moura (PSC/SE), o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) Paulo Ziulkoski, prefeitos sergipanos e convidados. O objetivo é contribuir com a redação do parecer do deputado André Moura, a ser apresentado à Comissão Especial. As perdas financeiras dos municípios inviabilizam as administrações, pois os aumentos das responsabilidades, com a municipalização da saúde e da educação, sem a equiparação dos repasses no FPM, enfraquecem o poder público municipal.


Tempos ruins: Prefeitos de cuia nas mãos


De cuia em mãos, os prefeitos planejam a realização de uma caminhada em Brasília. Em Sergipe, todos dizem que se farão presentes ao ato que está sendo organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Endividadas, as prefeituras têm atrasado os pagamentos de obras e salários dos seus servidores. Agora, já em abril, ainda tem prefeito ´pagando parcelas do 13 salário. Nos governos estaduais, a situação não é muito diferente. Somente no próximo dia 20 é que o governador Jackson Barreto ou o secretário da Fazenda, Jeferson Passos, anunciarão se pagarão os salários em sua totalidade e de uma única vez ou adotará o parcelamento.


Os 100 dias de JB com poucas críticas

No último dia 10 venceu o prazo de 100 dias que alguns segmentos da oposição fixaram para evitar críticas mais duras ao governo de Jackson Barreto (PMDB). Uma futucada aqui, outra acolá, mas nada muito profundo. Cobrou-se o fim da violência, mais escolas com boa estrutura, segurança e qualidade do ensino, melhorias no sistema de saúde, inclusive as obras do Hospital do Câncer. E só. O Governo não deixou a oposição sem respostas, mas não deu muita importância às críticas, pois tem consciência de que terá ainda pela frente mais de três anos e meio de trabalho e esse tempo poderá lhe trazer saldo positivo. No período de 100 dias, JB entregou cinco obras e seus assessores revelaram que tem outras 30 prontas e 80 em fase de encaminhamentos para a realização. Isso tranquiliza o governador, mas o vencimento dos 100 dias abre espaço para a exposição de uma artilharia, a partir de agora, com ação mais frequente na mídia. É papel da oposição cobrar aquilo que o povo deseja, mas todos sabem que o excesso de críticas, apenas para se dizer atuante, é também desgastante para os seus autores, que costumam conquistar a antipatia popular. Por isso, as partes em questão devem ter avaliações frequentes sobre o que criticar e como criticar para não cansar o eleitor.


Zé Roberto e Genival Nunes vão gerir projetos do Prodetur e Águas de Sergipe


O Governo de Sergipe vai nomear José Roberto, atual presidente da EMSETUR e Genival Nunes, ex-secretário de Meio Ambiente, para serem os responsáveis pela gestão dos programas Prodetur e Águas de Sergipe. Estes programas dispõem de recursos de mais de US$ 100 milhões, e segundo o Governador Jackson Barreto, quando da reunião do planejamento estratégico do governo, precisam ser mais eficientes na sua execução, principalmente agora em que o governo enfrenta escassez de recursos para investimento. Os gestores indicados possuem o perfil técnico adequado para tornarem estes programas mais eficientes, sendo responsáveis pela conquista destes recursos junto ao BID (Prodetur) e Banco Mundial (Águas de Sergipe) em 2013. A expectativa com a nomeação destes gestores é que já no segundo semestre a população possa estar vendo de fato as ações destes programas tão importantes para a economia do estado.


Julgamento final de André Moura é aguardado


Tem muita gente, inclusive entre seus aliados, comentando que “ainda é tempo de espera” sobre a decisão judicial em torno da acusação ao deputado federal André Moura (PSC) pelo uso de telefone pago pela Prefeitura de Pirambu e o desvio da merenda escolar. Avalia-se que poderá perder o mandato. Mas há quem diga que isso vai terminar em nada e ele concluirá o mandato tranquilamente.


Tem gente de olho em Mendonça Prado


Há uma série de "mui amigos" do secretário de Estado da Segurança Pública, Mendonça Prado, apostando que ele não será candidato a prefeito de Aracaju em 2016 por que estaria inelegível, pelo fato de ser genro do prefeito João Alves Filho (DEM), conforme a lei das inelegibilidades . Mas tem gente falando que isso não seria empecilho, pois Mendonça seria candidato pela oposição e, portanto, acaba-se a suspeita de que João poderia ajudá-lo. As outras opções para viabilizar seu nome seria o secretário se separar matrimonialmente da mulher, Ana, filha do prefeito, coisa que ele não cogita, ou o prefeito renunciar ao cargo seis meses antes do pleito, situação que ainda não deve passar pela cabeça de João. Um amigo do secretário comentou: Mendonça não definiu ainda a qual partido se filiar, mas está claro que não fica no DEM. Já sobre candidatura a prefeito, ele não tem falado sobre isso com ninguém, até porque ainda é muito cedo?.


Base de JB já tem 10 opções para a PMA


Com tantos pré-candidatos interessados na Prefeitura de Aracaju e dispostos a não abrir mão da presença nas urnas em 2016, a base partidária do governador Jackson Barreto parece dar sinais de que vai rachar no próximo ano. Já estão com os nomes cogitados e sempre lembrados para a disputa interna Ana Lúcia (PT), Garibalde Mendonça (PMDB), Mendonça Prado (Saindo do DEM), Valadares Filho (PSB), Robson Viana (PMDB), Eliane Aquino (PT), Fábio Mitidieri (PSD), Edvaldo Nogueira (PC do B) João Augusto Gama (PMDB) e Fábio Henrique (PDT). Daqui até junho do próximo ano, quando começa o período das convenções podem aparecer para mais dois ou três. Já o segmento político que hoje está na Prefeitura tem como opções o prefeito João Alves (DEM) e o deputado estadual Samuel Barreto (PSL).


Machado alerta João Alves para 2016


O vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB), está em estado de alerta e continua atuando como uma espécie de conselheiro do prefeito João Alves Filho (DEM). Observando as dificuldades que poderão vir pela frente no processo eleitoral de 2016, ele declarou publicamente que já é hora de João ficar atendo às vozes das ruas e colocar em prática iniciativas que agradem à população. Machado, que tem dito sempre que o povo recebe o prefeito na periferia de Aracaju em clima de festa, acha que João deve ficar sempre atendo aos desejos de sua excelência, o eleitor, isso se desejar disputar a reeleição em 2016. Realmente, João anda muito rueiro.


Sem subvenção, vida de deputado é só tristeza


Contando a disponibilidade dos R$ 1,5 milhão da subvenção 2015, até mesmo para alguns pagarem o que devem aos agiotas que lhes emprestaram dinheiro para a campanha eleitoral de 2014, a vida de uns quatro ou cinco deputados estaduais é só tristeza. Logo em breve os agiotas “botam as caras” nas galerias da Assembleia para que seus devedores se lembrem dos pagamentos. Vocês vão ver. É só ficar de olhos bem abertos.


Rogério Carvalho de olho na Ebserh


O ex-deputado federal Rogério Carvalho, atual assessor do Ministério da Saúde e professor licenciado da Universidade Federal de Sergipe e o deputado federal Newton Lima (PT/SP), doutor em engenharia, ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos, ex-Prefeito de São Carlos, são os únicos nomes candidatos ao comando da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela administração dos hospitais universitários em todo o Brasil.


Táxis para todos é a saída


A crise entre os taxistas regulares, aqueles que têm autorização da Prefeitura para circular em Aracaju, e os irregulares está de volta. Os legalizados querem tirar os ilegais de circulação. Se o prefeito buscar ouvir a população, que não esconde de ninguém a insatisfação com o sistema de transporte coletivo, deixará tudo como está, inclusive o sistema de mototaxi em plena operação.


Barco de fogo com alteração


Quem freqüenta o São João de Estância, certamente conhece o tradicional - e famoso - barco de fogo, criado pelo antigo funcionário público Chico Surdo, que todo os anos ocupa a rua Voluntários da Pátria. Este ano, porém, o barco de fogo terá algumas alterações nas suas formas. O papel celofane que recobre o barco será trocado por fibra de vidro, o que vai dar melhor aparência e durabilidade ao barco de fogo. Este será dotado de detonadores automáticos, o que evitará acidentes...


Os quatro melhores e piores aeroportos Brasileiros


Pesquisa de satisfação junto aos passageiros, os quatro melhores aeroportos brasileiros são os de Natal, Fortaleza, Recife e Curitiba, que ofereceram melhor estrutura de atendimento e serviços. Já o titulo dos quatro piores ficaram para Brasília, Manaus, Galeão, no Rio de Janeiro, e o de Cuiabá. Segundo opiniões dos usuários, esses aeroportos precisam de muita melhora para ter um atendimento satisfatório. O Aeroporto Internacional de Aracaju aparece como regular, mas é alvo de muitas críticas de usuários no site Foursquare, que publica opiniões de usuários. Dizem as pessoas que que o nosso aeroporto, que é de propriedade da Infraero, é pequeno, parece uma rodoviária velha, tem poucas opções de alimentos e que não tem ar condicionada e por isso aparecem muitos mosquitos. Mas há quem afirme que é simpático, não precisava ser maior, já que o fluxo de passageiros é pequeno e, com isso, conquistamos a média 6,2.


Governo divulga resultado final do Concurso da PC


O Governo do Estado divulgou nesta sexta-feira, 10, o resultado final da 1ª e 2ª etapa do Concurso Público para provimento de cargos na Polícia Civil de Sergipe. O Concurso lançado em setembro de 2014, prevê 100 vagas para agente de polícia judiciária substituto e 20 vagas para escrivães substituto, que atuarão na polícia investigativa de Sergipe. A lista com o nome dos aprovados está disponível no site das Secretarias de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e da Segurança Pública (SSP), além do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), empresa realizadora do certame. A convocação do Curso de Formação, etapa seguinte do concurso, que será ministrado na Academia Geral de Polícia de Sergipe (Acadepol), será divulgado posteriormente. Para esta etapa, serão convocadas cinco vezes o número de vagas, conforme previsto no edital.


Ô vidão – Um dos capas pretas da PM andou comentando nos últimos dias que a PM de Sergipe tem um efetivo razoável para cobrir o Estado, mais de três mil e quinhentas pessoas, e o problema são as folgas. Hoje, um soldado trabalha um dia e descansa três. Chegou a afirmar que isso só acontece nas terras do Cacique Serigy.


Era pura contradição - Sempre achei contraditório esse negócio de Aracaju ser a cidade da qualidade de vida e a mais violenta do Brasil. Agora o título de capital mais violenta cabe a sempre bela Fortaleza. É lamentável!


Farmácias x Salões de Beleza - Aracaju tem mais farmácia ou salão de beleza? Ninguém sabe. Eu apostaria que salão de beleza. Na periferia tem ruas com quatro ou cinco e mais de 40 em bairros como o América, 18 do Forte, Siqueira Campos, Augusto Franco e Bugio,. As farmácias não deixam por menos. O que tem de farmácia em Aracaju não está no gibi. Parece até que o nosso povo é doente ou viciado em medicamentos.


Cadê Acácia? - Há exatos cinco meses uma jovem de nome Acácia de Jesus Santos saiu de Lagarto com o filho e resolveu visitar o pai da criança, um policial civil, em Aracaju. A criança reapareceu e dela não há notícias até hoje. A SSP diz estar investigando o caso e parece não ter qualquer pistas. O que será que aconteceu?


Gasolina cara - Nesta segunda-feira, 13, às 8h, na Central de Atendimento Defensora Diva Costa Lima, a Defensoria Pública do Estado estará realizando uma coletiva de imprensa para esclarecer alguns pontos da Ação Civil Pública contra os postos de Combustíveis para redução dos preços da gasolina e óleo diesel. A ação envolve mais de 130 postos.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
11/04
22:13

Caravana sai neste domingo para divulgar SE na Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia

Após assinatura de Convênio de Cooperação Técnica e Financeira entre Sebrae, Abih/se, Abav, Semict, Emsetur, Turise e Fecomercio no último dia 30, começa a ser executada a primeira etapa do Projeto Promoção Nacional do Destino Sergipe. Com o tema "Sergipe, sua próxima viagem" a caravana sairá neste domingo, 12, às 9h, do Hotel Radisson, na Orla de Atalaia com destino a João Pessoa, na Paraíba. De lá segue para Recife-Pe.

Na quarta-feira a caravana estará em Maceió-Al, de onde segue na quita-feria para Salvador. Nesta primeira ação estará prevista a capacitação de aproximadamente 500 agentes de viagens que estarão preparados para divulgar nosso destino com mais precisão de informações e conhecimentos de nossa potencialidade turística.

(Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
11/04
19:39

Prefeitura mantém estado de alerta em período chuvoso

Devido à forte chuva que atinge a cidade de Aracaju neste sábado, 11, a Prefeitura Municipal de Aracaju mantém todas as equipes em estado de alerta para garantir o rápido auxílio à população. A Defesa Civil Municipal está monitorando durante todo o dia todas as regiões que apresentam situação de maior risco. 

Em virtude dos alertas meteorológicos, que indicam que o período de chuva deve continuar, a Defesa Civil permanece trabalhando a fim de se anteceder aos fatos. Em caso de necessidade ou informações, a população pode entrar em contato pelo telefone (79) 3214-1745.

(Da assessoria)



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
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