05/04
15:01

A balança comercial do 1º trimestre de 2015

Ricardo Lacerda

Um dos aspectos que mais impressiona nas dificuldades econômicas que o Brasil enfrenta é o ritmo intenso com que a balança comercial se deteriorou de 2012 em diante. A que atribuir a deterioração tão acelerada da conta comercial; à piora do cenário externo que derrubou os preços de nossas principais commodities e afetou as importações de nossos principais destinos de produtos manufaturados ou à manutenção até pouco tempo do real em patamar muito apreciado, ou uma combinação dos dois fatores.

Depois de alcançar US$ 29,8 bilhões em 2011, o saldo entre as exportações e importações caiu para US 19,4 bilhões em 2012 e a partir daí iniciou uma trajetória de declínio acentuado que levou ao saldo de apenas US$ 2,3 bilhões em 2013. De novembro de 2014 em diante, em novo período de deterioração, o saldo comercial no acumulado de doze inverteu e passou a mostrar resultado negativo, fechando 2014 com déficit de US$ 4 bilhões (ver Gráfico 1).

Há expectativa de que a forte depreciação do real, que foi acelerada no 1º trimestre de 2015, possa ter impactos benéficos, concorrendo, após certa defasagem de tempo, para elevar as exportações e comprimir as importações, abrindo um novo período de resultados positivos e crescentes. O 1º trimestre de 2015, todavia, ainda não captou esses efeitos, pelos menos não do lado das exportações.


Exportações
A deterioração da balança comercial brasileira desde o final de 2011 se deveu principalmente ao desempenho ruim das exportações e não propriamente a uma explosão das importações. Em 2012, quando o saldo comercial recuou US$ 10,4 bilhões, as importações também apresentaram retração, de US$ 3,1 bilhões, mas a queda no valor das exportações foi muito mais acentuada, de US$ 13,5 bilhões (ver Gráfico 2).

O incremento das importações teve peso importante na piora do saldo comercial de 2013, quando explicou quase a totalidade de sua queda para o minguado superávit de US$ 2,3 bilhões.

Em 2014, a recessão e a depreciação do real começaram a impactar no valor das importações, que se retraíram em US$ 10,6 bilhões, mas as exportações tiveram um desempenho ainda pior, recuaram US$ 16,9 bilhões.

O ano de 2015 não começou bem para o comércio exterior brasileiro. No primeiro trimestre, o saldo comercial acumulou déficit de US$ 5,6 bilhões, um pouco inferior ao alcançado no 1º trimestre de 2014, de US$ 6,1 bilhões, mas isso não se deveu à melhoria de nossas exportações e sim porque as importações apresentaram recuo ainda mais expressivo, quedas de, respectivamente, US$ 12,9 bilhões e 13,7 bilhões.


Cenário externo versus câmbio
Há uma questão importante relativa a fatores que atribuir a deterioração recente do saldo comercial brasileiro, especificamente o desempenho ruim das exportações. Em três anos (2012 e 2014), as exportações brasileiras recuaram US$ 30,9 bilhões, enquanto as importações tiveram um pequeno incremento, de US$ 2,9 bilhões.

A quase totalidade do recuo das exportações no período parece estar associada à piora do cenário externo que afetou muito intensamente o desempenho comercial de países muito dependentes de exportações de commodities agrícolas e minerais, como o Brasil e a Rússia e mais recentemente atingiu os nossos principais destinos de produtos manufaturados. A apreciação do real potencializou de forma significativa a deterioração desse quadro já adverso, na medida em o país perdeu mercado para outros concorrentes.

O exame dos dados das exportações brasileiras por fator agregado tende a confirmar essa hipótese. Dos referidos US$ 30,9 bilhões de queda nas exportações nos últimos três anos, cerca de US$ 13 bilhões foram de produtos básicos, equivalentes a um recuo de 10,5%, mesmo com o volume exportado tendo aumentado 7,4%. Cerca de US$ 7 bilhões foram perdas nas exportações de semimanufaturados e outros US$ 12 bilhões nas exportações de produtos manufaturados. O curioso é que 70% das perdas nas exportações dos produtos básicos no período se concentraram no ano de 2012 enquanto nas exportações manufaturados o ano de 2013 mais do compensou o recuo de 2012 e o desastre se concentrou integralmente em 2014, com queda de US$ 12,7 bilhões.

*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Eugênio Nascimento
05/04
14:55

Pinico de Ouro

José Lima Santana
Professor de Direito da UFS

Quem, em sã consciência, que andejou pras bandas da boca do sertão, e do sertão mesmo, pros lados dos tabuleiros e mais léguas, não se lembra de Pinico de Ouro? Sujeito falador, que xingava todo mundo com ou sem motivo. Era o jeito dele. Todavia, era de fino no trato com quem ele se dava. Tangedor de tropa de burros de carga nos tempos em que caminhão era coisa rara. Um ou outro rodavam pelas estradas de chão batido, poeirão avermelhado levantando no verão. E lama da mesma cor espanando no inverno. Ladeiras difíceis de subir. Mas, nenhuma se comparava à ladeira dos Cinco Paus, entre Dores e Siriri. Quantos acidentes! Pois bem. As tropas de burros estavam com os dias contados nos tempos de Pinico de Ouro, mas ainda tinham um fôrgozinho, isto é, um folegozinho. Eu gosto mesmo é do linguajar bruto do povo. Linguajar que soa bonito. Errado? Que o diga o poeta Manuel Bandeira, um dos maiorais da poesia deste país, ultimamente tão carente de maiorais noutros campos e noutras artes. O que andeja por aí é um bando de minorais. “Te arrenego, gota serena da peste!”, como bem diria Pinico de Ouro. Mas por falar no linguajar do povo, disse Bandeira, no poema “Evocação do Recife”: “A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros / Vinha da boca do povo na língua errada do povo / Língua certa do povo / Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil / Ao passo que nós / O que fazemos / É macaquear / A sintaxe lusíada”. E eu, embora professor desde os 18 anos de idade, adoro ouvir as falas do povo, as distorções linguísticas e assim por diante. E o que dizer do sotaque sergipano, arrastado, cantado a não mais poder? Eu sou um sergipano genuíno. Interiorano. Suburbano. E tento escrever macaqueando o linguajar do povo de cujo seio eu não passo de um fruto mais ou menos peco. 

Algum leitor deve estar dizendo: “Ih, começou a enrolar!”. Pois não é verdade? Eu quero falar sobre Pinico de Ouro e me bandeio para falar do linguajar arretado do povo e da poesia brasileiríssima do grande poeta pernambucano. Isso, claro, é enrolação. 

Porém, deixe estar que eu vou me danar a falar de José Lourival Machado dos Santos, vulgo Pinico de Ouro. Eh, cabra azucrinado na medida! Sujeito avultado, como gostava de dizer Maria do finado Sinhô de Filomena. E por falar em Filomena, a velha Filó era a rapa da peste no pisado do samba de coco. Lembro-me dela. Da finada Juju de Manelão da Taboca, de Julinho do Catolé, de Mimita de “seu” Amaro de Zefinha de Tonha e de uma ruma de gente boa, naqueles já distantes festejos juninos dos meus tempos de moleque. Acabou. Tudo acabou. E eu, novamente, enrolando. Tenha calma, leitor amigo. Eu haverei de chegar a Pinico de Ouro, uma horinha dessas. É que eu dei de garra desse modo de sair por aí, dando uns tanjos no palavreado. Encomprido a conversa para ganhar tempo e assuntar o que dizer. Mania de quem tem a cabeça fraca, com os dois únicos neurônios prestáveis, os indefectíveis “tico” e “teco” se chocando, um batendo no outro e desalinhando os miolos. É uma agonia para mim.

José Lourival era Machado pelo lado da mãe, Dona Mariquinhas de Pedro do Candeal, e Santos pelo lado do pai, Valdomiro da Coitezeira, fazendola de boa água corrente, mas de uma terrinha carrasquenta da miséria, cheia de altos e baixos. Prestante mesmo só o baixio do riacho. Riachinho tísico no verão, mas que nunca deixou de correr. Da boca do sertão para cima, quem tinha água tinha grandeza. E assim continua. Rapazinho, mal tinha completado quinze anos, José Lourival danou-se para São Paulo, no pau-de-arara. Esse era o pau-de-arara salutar, ou quase. O outro, não. Muito nêgo bom sofreu nos porões da ditadura, sendo lascado nesse outro pau-de-arara. Tempos azedos, que tem gente com titica de galinha nos miolos pregando a sua volta. Haveria de dizer João Calisto, se vivo fosse: “Com fé em meu Padim Ciço, nunca mais!”. Arribando para São Paulo, José Lourival por lá passou bem uns dez anos. Voltou taludo. Um dinheirinho no bolso, que deu para comprar cinco burros de carga, tropa pequena, mas de grande presteza e serventia. Transportou de tudo: algodão, nos tempos de safras abastadas; melaço dos engenhos da Capela; cachaça do alambique Santa Cruz; sebo de boi derretido para a saboaria da Capela; sacos de milho debulhado de Glória e de Feira Nova; açúcar do Central. E por aí vai. Ou por aí foi. Enfim, cheguei ao máximo da enrolação. Vamos ao desfecho, que o caso é simples e deveria ser breve. 

José Lourival voltou de São Paulo com a boca cheia de ouro. Dentes de ouro em riba e em baixo. Quando ele falava e, mais ainda, quando sorria, que sorridente ele era por natureza, apesar dos bofes quentes, a boca facheava. Reluzia que nem o sol da manhã, numa manhã de céu limpo. O que havia de errado em José Lourival? A falação. O palavreado sujo. Os xingamentos. Era, contudo, o jeito dele. Não era má pessoa. Não pisava em ninguém. Não se dizia maior nem menor do que todo mundo. Era só loroteiro. Meio arrumado na vida, botou-se para uma filha de Tinoco do Baburubu. Não sei por que mudaram o nome do povoado para Bravo Urubu. Alguém já viu um urubu bravo? Eu não. Tinoco era um sujeito igrejeiro. Andava na cola da batina do Cônego Miguel. Não perdia missa, novena ou procissão. A filha dele, Maria Clara, tinha empacado. Era a mais velha dentre cinco irmãs, porque Tinoco era galo femeiro. E a filha estava no caritó. Nenhum homem botara os olhos nela. Ou ela rejeitara os que pisaram no terreiro de sua casa. Não sei ao certo. O certo mesmo foi que José Lourival engraçou-se dela. E homem quando se engraçava, não tinha jeito: sentava no tamborete na porta do pai da moça ou a carregava numa noite de galos cantando fora de hora. 

Tinoco, ao saber da pretensão de José Lourival, abriu a boca no mundo e disse que no batente dele não tinha lugar para um cabra que só dizia besteira, que era folozado de goela, que tinha, enfim, um pinico de ouro na boca. E que a boca suja do pretenso futuro genro só poderia ser limpa com água benta, na procissão do domingo da Ressurreição, quando Jesus venceu a morte. Maria Clara, todavia, queria deixar a donzelice atrás da porta. A Páscoa estava longe e ela não tinha tempo a perder. Não rejeitou a proposta do pretendente. Já ia completar vinte e sete anos. Dali a pouco já seria uma balzaquiana. Mulher de trinta, para quem leu o romance de Honoré de Balzac. Não teve jeito. Tinoco teve que engolir um genro de boca suja. E foi assim que José Lourival passou a ser chamado de Pinico de Ouro. Apelido sempre foi danado para pegar. Aquele pegou. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 05 e 06 de abril de 2015. 


Coluna José Lima
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Por Eugênio Nascimento
05/04
12:29

Coluna Primeira Mão

62% dos municípios de SE estão inadimplentes

Uma das coisas mais desejadas pelos 27 governadores e os mais de 5 mil prefeitos brasileiros para este ano é a aprovação urgente de um novo Pacto Federativo e a reconfiguração dos direitos e deveres dos três Entes Federados: União, Estados e Municípios. A chiadeira dos dois segmentos executivos públicos é intensa, e não é de hoje. Agora, com os caixas baixos, governadores e prefeitos unem-se cobrando da União, o primo rico, mas aparentemente em estágio pré-falimentar, uma redivisão do bolo para que todos sobrevivam melhor e com menor dependência um do caixa do outro. Os governadores querem maior FPE e os prefeitos maior FPM, mas desejam também mudanças nos critérios de indexação das dívidas estaduais e municipais e as regras para concessão de incentivos fiscais. Há muitas queixas em relação à isenções e reduções do IPI, que evitaram o desemprego e garantiram as vendas dos produtos brasileiros no Brasil, mas motivaram reduções nas verbas dos Estados e Municípios. Senadores e deputados federais acusam a União de fazer caridade com o dinheiro alheio. E estão corretos nessa avaliação. Por causa da falta de um novo pacto, em Sergipe, por exemplo, 62% dos municípios estão inadimplentes por conta da utilização do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), quase que em sua totalidade, com a folha de pagamentos, e isso contribui para dificulta a captação de outros recursos federais.

BRT vem aí. Será?

O superintendente de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT), Nelson Felipe, deverá retornar de Curitiba no decorrer desta semana com uma novidade. Trará para os aracajuanos o projeto do BRT, elaborado pelo escritório do arquiteto Jayme Lerner. Esse projeto faz parte de um bem maior de mobilidade urbana, que deverá ser encaminhado à Câmara de Vereadores até o final desta semana.

Mendonça Prado: Não tenho previsão de filiação ao PMDB


“Não há uma data acertada. Mas, com certeza, isso deverá acontecer logo em breve. Por enquanto continuo filiado ao DEM, mas estou convidado pelo governador Jackson Barreto e pelo secretário João Augusto Gama, dois peemedebistas ilustres, a me filiar ao PMDB. Não sei se serei candidato a prefeito de Aracaju ou não. Hoje eu diria que sou candidato a fazer um bom trabalho na SSP pelo bem de Sergipe e pelo bem do projeto a que estou engajado”. O comentário é do secretário da Segurança Pública de Sergipe, Mendonça Prado, o secretário do governo JB mais lembrado para disputar a Prefeitura de Aracaju. Jackson Barreto tem dito aos amigos mais próximos que é muito grato a Mendonça pela coragem de romper com o grupo a que estava ligado e partir para um projeto de oposição. “É um político jovem, talentoso e com muita disposição para o trabalho”, disse JB em uma das últimas consultas sobre o assunto.

João Alves corre contra o tempo de olho em 2016


O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), tem conversado com os amigos mais próximos sobre o processo sucessório de 2016 e o seu desejo pessoal e o do grupo que lhe apoia em vê-lo reeleito. Ele percebeu que faltam apenas 18 meses para a realização do próximo pleito municipal e que os seus opositores já estão colocando seus blocos nas ruas e as coisas andam lentamente na sua segunda gestão à frente da Prefeitura de Aracaju. Nos últimos dias, ele tem cobrado cada vez mais agilidade nos projetos. Desenvolve ações para dar pelo menos sinais de que a ideia do BRT está viva e se fará presente no Plano de Mobilidade Urbana e de que o Plano Diretor existe e será revisto logo em breve pela Câmara da Vereadores. Também deseja ressuscitar a imagem do João “Obrero”, aquele prefeito e governador de muitas realizações e deverá voltar a sua atenção para, entre outras coisas, a obra da orla da avenida Beira, no bairro 13 de Julho. João não afirma ainda claramente se será ou não candidato à reeleição, pois insiste na tese de que ‘ainda é cedo’, embora saiba que não é e que é preciso cumprir pelo menos parte do que prometeu na campanha eleitoral de 2012 e não fez. É justamente isso o motivo das “porradas” que lhe são dadas pelos opositores, que cobram os estacionamentos no centro da cidade, um bom funcionamento dos postos de saúde, a educação de primeiro mundo e outros projetos que possam garantir a manutenção da Aracaju na condição cidade da qualidade de vida. Está difícil cumprir as promessas, principalmente porque a Prefeitura está com o caixa baixo. Mas nada é impossível.

PPS afasta-se de João Alves e aproxima-se de Jackson

O PPS de Sergipe tende a se aproximar cada vez mais do governador Jackson Barreto e a afastar-se de vez do prefeito João Alves. O principal elo do partido com o prefeito era o economista e ex-secretário de Finanças de Aracaju, Nilson Lima, que deixou a agremiação. A saída dele fez com os militantes reavaliassem a posição política de aliança e hoje o partido caminha para disputar as eleições de 2016 tendo apenas chapa proporcional ou apoiando o candidato majoritário do PMDB, PDT, PC do B ou PSB, partido com o qual já há conversações, conforme informações do secretário Geral da agremiação, Marcos Aurélio. “Estamos avaliando cenários e já está claro que não caminharemos junto com o DEM e o PT. Mas teremos uma posição definitiva logo em breve”, explicou à coluna o dirigente do PPS.

Agora vai – Estrutura física do H. Câncer será licitada

A Caixa Econômica Federal (CEF) autorizou o Governo de Sergipe a promover o processo licitatório para a obra física do Hospital do Câncer., que, conforme previsão anunciada, estará construído em três anos, ou seja praticamente no final da gestão do governador Jackson Barreto. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, quando a obra estiver sendo encerrada, o Governo fará a aquisição dos equipamentos necessários ao bom funcionamento do hospital, que vai funcionar nas proximidades do HUSE, no Centro Administrativo Governador Augusto Franco.. Enquanto isso, para garantir a assistência dos pacientes, um novo acelerador linear será implantado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), para que os pacientes não fiquem desassistidos. A unidade de saúde que tratará de portadores de câncer encontra-se atualmente na fase de terraplanagem, um serviço que custará R$ 12 milhões.

Chico do Correio vai disputar a reeleição em Glória

O prefeito de Nossa Senhora da Glória, Chico dos Correio(PT), vai disputar a reeleição em 2016 e provavelmente terá como principal opositora Cássia, irmã do deputado estadual Jairo de Glória (PRB). Chico manifestou-se satisfeito à coluna ao afirmar que conseguiu ultrapassar os momentos de dificuldades sem demitir ou exonerar uma só pessoa e ainda passar a pagar os salários no último dia do mês e não mais até o dia 10 do mês seguinte. “Outra coisa boa é o fato de Glória continuar crescendo. Agora estou dando agilidade às obras que foram paralisadas e vou iniciar algumas outras”, comentou.

Ainda bem - Comercialização de agrotóxico será fiscalizada em SE

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE) realiza nos dias 6,7 e 8 deste mês uma ampla fiscalização da venda de produtos agrotóxicos, aqueles que os vendedores chamam de defensivos agrícolas. A operação conjunta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) vai ser desenvolvida em quatro municípios: Aracaju; Lagarto; Ribeirópolis e Itabaiana. No ato da fiscalização serão cobrados o receituário agronômico dos agrotóxicos comercializados e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que deve ser registrado pelo responsável técnico pela venda desse tipo de mercadoria e que neste caso pode ser um engenheiro agrônomo ou um engenheiro florestal. É o que explica a assessora técnica do Crea-SE, a engenheira agrônoma, Marina Barreto.

Semana Santa com turismo fraco em Aracaju

Anualmente, durante as sucessivas semanas santas dos últimos 10 anos, a rede hoteleira de Aracaju fechava o feriadão com 100% de lotação. Era só alegria. Mas neste ano de 2015 os hotéis conseguíram chegar a apenas 70%, conforme informações da presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira de Sergipe (ABIH/SE), Daniela Mesquita, graças a adoção de promoções na hora “H” para evitar grandes prejuízos. Ela garante que não há divulgação do destino Sergipe e, por isso, os turistas não estão aparecendo. Se está faltando um bom mote para divulgar o Estado, já que temos Sol na maior parte dos 365 dias do ano, que tal “Sergipe é vitamina ‘D’ pura o ano inteiro”.

Não há vagas - O Campus São Cristóvão, da Universidade Federal de Sergipe, está repleto de obras e já não espaços para novos projetos. Tudo foi feito para abrir os mais de 25 mil alunos que tem ali. Há outros pouco mais de 5 mil espalhados nos campi de Itabaiana, Lagarto, Laranjeiras e Aracaju (área do HU), além dos estudantes dos cursos de pós-graduação.

Movimentos trabalhistas e sociais se unem e realizam ato no dia 07

Movimentos sociais e trabalhistas sergipanos se unem para o dia nacional de lutas no próximo dia 7. A ato acontecerá em todo o Brasil como um marco contra votação do Projeto de Lei 4330 que trata da ampliação da terceirização para todos os níveis da atividade trabalhista. A classe trabalhadora caminhará nas ruas de Aracaju para conscientizar a sociedade sobre os prejuízos que esse projeto representa para os trabalhadores brasileiros. Além disso, os trabalhadores caminharão em defesa da democracia brasileira, da Petrobras, pela reforma agrária, pelo combate à corrupção, manutenção e ampliação dos direitos dos trabalhadores, democratização da Comunicação e pela Constituinte pela reforma política. A luta contra o retrocesso, contra o golpe e contra a corrupção é de todos e todas. A concentração do ato público será na praça entre os mercados no centro de Aracaju a partir das 15h.

É uma viagem - Saindo de casa às 7h, quem mora nos bairros da Zona de Expansão (de Aracaju ou de São Cristóvão?) gasta exatamente uma hora para chegar ao Campus da UFS, no bairro Rosa Elze. Santo engarrafamento! É o mesmo tempo previsto para quem sai do Centro de Aracaju com destino a Propriá.

Sofrência nos supermercados – Por causa do aumento da energia, algumas redes de supermercados que atuam em Aracaju estão funcionando desde o último dia 1º dos os aparelhos de ar condicionado desligados. Os gerentes mandam os caixas informar à clientela que os sistemas de ar estão quebrados. Esquecem que a medida adotada pode prejudicar a conservação dos alimentos, principalmente de iogurtes, leites,     queijos... O desconforto poderá induzir os consuimidores a procurar as feiras de ruas, onde pelo menos passa um ventinho.

Judas na Zona - Já vale um estudo científico. O fato é: porque a Zona de Expansão de Aracaju produz tantos Judas no período da Semana Santa. Suspeito que nenhum outro lugar do mundo faz isso tão intensamente. Já tem uma série de Judas à venda na avenida Melício Machado. E a procura, dizem alguns comerciantes, tem sido sempre boa nos últimos anos.

Valadares Filho: Governar é um sonho meu

Indagado pela coluna sobre a manutenção de sua pré-cabdidatura à Prefeitura de Aracaju, o deputado federal Valadares Filho (PSB) disse que “governar a ciudade em que nasci é um sonho muito sólido em meu coração”. Em outras palavras, não pretende desistir do sonho até concretizá-lo.


Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
05/04
09:58

Paulo Vanzolini, um paulista que merecia ser cidadão aracajuano

Eugênio Nascimento

Eu sempre fui e continuo contra esse negócio de conceder títulos de cidadania em qualquer país, estado ou município do planeta Terra. Acho que o ser humano é um Cidadão do Mundo. Portanto, a homenagem é uma espécie de “ouro de tolo”. Mas aprendi a respeitar a honraria e destaco sempre quando o homenageado é merecedor, de acordo com a própria “importância” que ele tem ou pode ter para aquela comunidade que lhe concede a titulação.

Um dos personagens brasileiros que mais mereceu e ninguém adotou qualquer iniciativa para lhe conceder um título de Cidadania Aracajuana foi o poeta, compositor e zoólogo Paulo Vanzolini. Na verdade, ele nunca fez questão desse tipo de homenagem ou reconhecimento. Ele andou por Aracaju no final da década de 1970 e início dos anos de 1980. Foi quando tive a oportunidade de conhecê-lo na mesa do bar do Carlito, também chamado de bar do Chorinho, no Siqueira Campos, o famoso Aribé.

Vanzolini, que nasceu em 25 de abril de 1924, em Cambuci (SP), e morreu em 28 de abril de 2013, em São Paulo, (SP), bebeu, fumou os seus charutos e cachimbos e curtiu o chorinho do “tio Carlito”, como alguns outros chamavam o bar e lá estávamos eu, Edmar, ex-diretor da Embrapa em Sergipe e os professores do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Antônio Edilson, Hortência Araújo ( ex-secretária de Estado da Educação), Helena Zucom, Aída e Edvaldo Rosas, além do economista e também professor da UFS, Marcos Melo. Ele foi professor, salvo engano, do professor Clóvis Franco, na UFS, na pós-graduação (mestrado ou doutoramento.

Foi uma noitada boa. Muito divertida. Foi bom ouvir os “chorões” do Aribé e do bairro América tocando “Ronda” e “Volta por Cima” sem saber que o seu autor ali estava, inclusive “tocando” caixa de fósforo, no acompanhamento, como o faria tempos depois o também compositor e cantor paulista Adoniran Barbosa. Quando apresentado aos músicos sergipanos, o bar passou a viver clima de festa e até hoje aqueles participaram do “grande encontro” lembram com saudade da animação.

Depois disso, estive com Vanzolini mais duas vezes, uma no quiosque Pai Gama, na praia de Atalaia, onde encontrou um grupo de músicos idosos fazendo uma seresta e a outra em solenidade em que foi homenageado no Campus São Cristóvão da UFS. Mas soube de outras visitas suas por aqui. Soube também que sempre elogiou Aracaju e os sergipanos por onde andava. Por causa disso, depois de ver programa especial na TV Cultura, neste domingo 05/05/2015, sobre a vida e obra do zoólogo, poeta e compositor Vanzolini, estive pensando sobre suas visitas a Sergipe.

Agora, depois de morto, Paulo Vanzolini poderia até emprestar o seu nome para uma das ruas de Aracaju.


Variedades
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
05/04
06:49

Sergipe gasta quase nove vezes mais com salário em comparação com investimento em obras

As despesas de pessoal do Poder Executivo são atualmente o principal fator para a limitação financeira enfrentada pelo governador Jackson Barreto atualmente e o problema tem sido exaustivamente discutido com o secretariado para encontrar soluções que reduzam o aperto financeiro. Os gastos com a folha do funcionalismo correspondem a aproximadamente 62% da despesa total estadual, deixando pouco para os demais compromissos do Estado. Mas o que chama a atenção é o fato de que, pressionado pelas despesas, sobra muito pouco para, por exemplo, investimentos em políticas públicas, na melhoria dos serviços à população, o que seria o papel primordial do Estado.

A constatação tem sido revelada pelo secretário da Fazenda, Jeferson Passos, que explica que a raiz do problema está no pagamento das aposentadorias: há um desequilíbrio entre as receitas e as despesas previdenciárias que sangra o caixa do Tesouro. “A conta não fecha. Em seis anos – de 2008 a 2014 –, a despesa previdenciária de Sergipe passou de R$ 519 milhões para R$ 1,4 bilhão, representando um crescimento de 184%, enquanto a Receita Corrente Líquida cresceu 54% neste mesmo período”, informou.

Passos avalia que não somente Sergipe, mas todos os demais Estados, e inclusive a União, estão reféns do sistema previdenciário atual, agravado pelo fato de que governos anteriores costumavam utilizar as reservas existentes para pagamento das futuras aposentadorias, sem a devida reposição. “É impossível um sistema como esse se sustentar quando as despesas crescem exponencialmente e as receitas previdenciárias não acompanham. O Estado é obrigado a realizar a cada mês um aporte para cobrir a diferença. E esse desembolso do Tesouro sacrifica recursos do caixa que seriam investidos em políticas públicas”, disse.

Para fazer frente à necessidade do Estado de investir, sob pena de quebrar a economia local e gerar desemprego, o governo teve que recorrer a empréstimos, assim como todos os Estados, para conseguir executar os programas de desenvolvimento social e econômico, a exemplo do Proinveste. O secretário fez a ressalva de que para as despesas de capital – aquelas direcionadas a obras – o Estado tem se mantido em condições confortáveis, graças a uma consolidada política de gestão de controle de gastos iniciada a partir de 2007.

Aposentadorias

Outro dado curioso mostrado pelo secretário da Fazenda é que a Seplag tem recebido uma média de 200 solicitações de aposentadorias por mês. São servidores que estão completando os 30 anos de atividade, que compõem uma grande leva admitida nos quadros do Estado na década de 80. Abrindo os números de forma mais detalhada, é possível traçar um perfil das aposentadorias atuais, pois de todo o gasto com previdência em Sergipe 60% corresponde à categoria do magistério, 20% é relativo à Polícia Militar e os outros 20% restantes são do funcionalismo como um todo.

Para agravar ainda mais o quadro, existe uma discrepância histórica muito grande nos salários pagos ao funcionalismo: “Enquanto algumas categorias exigem aumentos e vantagens salariais sobre salários que extrapolam o teto constitucional, grande parte dos servidores percebe salários pouco acima do mínimo nacional, inclusive complementado com gratificações. Sobre tudo isso há a questão da paridade, que contribui para pressionar as despesas previdenciárias. São distorções que o governo tem o desejo de reduzir, porém isso tem que ser feito de forma gradativa”, apontou Passos.

Numa comparação da situação de Sergipe em relação aos demais Estados, enquanto que em 2008 se destinava 13,66% da Receita Corrente Líquida com previdência, em 2014 esse percentual pulou para 24,66%, fazendo com que o Estado saísse da 14ª colocação para a quarta em seis anos, atrás apenas do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O cálculo atuarial encomendado pelo Governo do Estado sobre o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) aponta como o ápice do problema em 2032, quando o resultado previdenciário – que é a receita menos a despesa – vai atingir um déficit de quase mais de R$ 1,6 bilhão. “Estamos falando de déficit. Ou seja, o aporte que o Tesouro precisará fazer para cobrir o rombo será muito maior que toda a despesa previdenciária atual, que está em R$ 1,4 bilhão. Não há condições de Estado algum suportar essa situação”, comentou Passos.

A solução apontada é discutir um novo pacto federativo, nas três esferas do Executivo. “Não é um governador ou um prefeito que decide resolver o problema por meio de lei. O encaminhamento para a solução passa por uma discussão nacional. O déficit da previdência é um problema que supera o poder de decisão isolada do gestor. Há alternativas, que funcionam como paliativos e são atenuadores, mas é necessário que a União abra o debate envolvendo o Congresso para evitar um colapso nas finanças dos entes federados”, afirmou.


Economia
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
04/04
20:03

Gestores municipais conhecem projeto de inclusão socioambiental

Ação pretende promover a inclusão socioambiental de catadores e coletores de materiais recicláveis

Representantes das secretarias de Meio Ambiente e de Assistência de 56 municípios conheceram um projeto que pretende promover a inclusão socioambiental de catadores e coletores de materiais recicláveis secos e de óleo de cozinha do estado de Sergipe. A iniciativa foi apresentada aos gestores públicos durante um fórum realizado nesta terça-feira no Hotel Aquarius.

A proposta, que é realizada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, o Sebrae, a Secretaria Nacional de Economia Solidária e Ministério do Trabalho e Emprego busca estimular a organização dos profissionais e capacitá-los para melhorar a sua forma de atuação. 
Com isso busca-se elevar a renda obtida por meio do negócio e diminuir os resíduos sólidos descartados na natureza.As ações serão desenvolvidas durante três anos nos 75 municípios do estado e devem beneficiar 1.840 catadores.

A primeira etapa do projeto prevê a realização de oito encontros para mobilização e cadastramento desses profissionais nos Territórios da Grande Aracaju, Baixo São Francisco, Agreste Central, Sul e Centro Sul sergipano. Quatro deles já foram realizados em Aracaju, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória e Boquim.

Já segunda etapa prevê a capacitação de 800 catadores e o assessoramento de outros mil para a formação de 20 associações. Nessa fase serão promovidas reuniões e oficinas sobre coleta seletiva, educação ambiental, associativismo, empreendedorismo, organização social, cooperativismo e outros temas sugeridos pelos beneficiados.

“ Estamos buscando incluir cada vez mais esses gestores no planejamento das ações que pretendendo desenvolver junto aos catadores. A ideia é que possamos trabalhar em conjunto para que seja possível implementar uma verdadeira Política de Resíduos Sólidos e ajudar a transformar a realidade daqueles que ganham a vida trabalhando na coleta dos materiais recicláveis”, explica o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas.

Da assessoria


Variedades
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Por Kleber Santos
03/04
22:34

PPS-SE realiza encontros regionais visando 2016

O Partido Popular Socialista de Sergipe organizou e já iniciou a realização de encontros regionais objetivando o fortalecimento da sigla já nas eleições de 2016. “Esses encontros irão nos aproximar dos dirigentes, e atrair mais pessoas que irão fortalecer nosso projeto e com isso elegermos mais vereadores e prefeitos no Estado”. Garantiu Clóvis Silveira, presidente estadual.

O primeiro encontro foi realizado na cidade de Estância, onde o partido conta com o vereador Pedro de Benjamim e é presidido pelo Senhor José Félix. “Lá, observamos que o partido tem capacidade não só para garantir a reeleição do vereador, que faz um excelente trabalho, mas de ampliar os espaços políticos”, disse o secretário geral Marcos Aurélio.

Além dos representantes da cidade de Estância, dirigentes do partido de Santa Luzia do Itanhy, Fátima, a presidente municipal, informou que já está organizando o Partido para a disputa municipal. “Já contamos com seis excelentes nomes para vereador, se for preciso, colocarei meu nome na disputa para ajudar ao Partido”. Revelou.

O próximo encontro regional já ficou definido e será realizado na cidade de Lagarto, no próximo dia 11 de abril. Para Itamar Santana, presidente do diretório local, é possível que pela primeira vez o PPS lance uma candidatura a Prefeitura. “Precisamos apresentar aos lagartenses as nossas bandeiras, aquilo que defendemos e o que queremos para nosso Povo”. O diretório estadual entende que todo projeto que venha para fortalecer o PPS tem o apoio integral.


Política
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Por Eugênio Nascimento
02/04
00:37

Programação da TV hoje

14h - Torneio fem. de Miami, tênis, Bandsports

14h - New York Yankees x Detroit Tigers, beisebol (pré-temporada), ESPN +

16h - Masters 1.000 de Miami, tênis, SporTV 2

19h30 - Ponte Preta x Vilhena, Copa do Brasil, SporTV

19h30 - Brasília x Náutico, Copa do Brasil, Fox Sports e SporTV 3

21h - Cleveland Cavaliers x Miami Heat, NBA, Space

21h - Vitória x Palmeiras, Copa do Brasil sub-17, ESPN Brasil

22h - Remo x Atlético-PR, Copa do Brasil, Fox Sports

22h - Torneio fem. de Miami, tênis, Bandsports

23h - Hernadez x Yamaguchi Falcão, boxe, SporTV

23h - Ramirez x Hidalgo, boxe, Fox Sports 2
 


Esportes
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Por Kleber Santos
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