27/04
06:14

As mulheres e o poder

Afonso Nascimento
Professor de Direito da UFS

Quem contesta a afirmação de que, da segunda metade do século passado, as mulheres conheceram uma considerável ascensão ao poder em Sergipe? Esse processo começou, na verdade, com a aquisição dos seus direitos políticos em 1934. Com eles, as mulheres passaram a votar e a serem votadas, a eleger e a serem eleitas. Com a democratização depois da II Guerra Mundial, elas aumentaram o eleitorado sergipano e não pararam de fazê-lo aumentar.

Eleitoralmente, as mulheres sergipanas se transformaram a ser uma importante força eleitoral, embora um tanto contidas no interior da tradicional família patriarcal sergipana. Mas houve certo afrouxamento das regras no patriarcalismo sergipano. Com efeito, os homens viram nas suas mulheres, inseridas no mercado de trabalho, parceiras capazes de aumentar o patrimônio familiar, tornar gorda a conta bancária, ajudar nas despesas com os filhos, etc.

Outra condição fundamental para a ascensão das mulheres a posições ao poder foi a educação superior. Não tem como correr disso. Basta observar que os nomes mais expressivos das mulheres no poder: todas ou quase todas elas têm diploma superior. Não surpreende a ninguém que as mulheres filhas de famílias de classe média e alta, em virtude desse pertencimento de classe tiveram mais chances e oportunidades.

Em nossa opinião, mais uma condição para a ascensão ao poder foi a “invenção” do concurso público em Sergipe. Esse exame baseado no mérito permitiu o ingresso de mulheres a postos antes só ocupados por homens, como veremos. Por último, foi a política, eleitoral e não eleitoral, o trampolim para a ocupação de espaços de poder pelas mulheres na sociedade sergipana. Vejamos alguns exemplos do que estamos afirmando.

Foi nas profissões jurídicas, privadas e públicas, que as mulheres foram mais bem sucedidas. Não há a menor dúvida. Basta observar o número grande de mulheres como desembargadoras, como juízas federais e do trabalho e estaduais, como promotoras federais e estaduais, como procuradoras federais, estaduais e municipais, como advogadas, como defensoras, como delegadas, etc. Isso não é pouca coisa.

Na alta administração pública também é considerável a presença de mulheres. Vejam, por exemplo, no Tribunal de Contas de Sergipe. Pelas nossas contas, pensamos nos nomes Maria Izabel Nabuco, Suzana Azevedo e Maria Angélica Guimarães.

No campo intelectual sergipano, também é grande o número de mulheres professoras e não professoras, com muitos artigos e livros publicados. Aqui teremos de ser breve porque a lista é grande: Terezinha Oliva, Maria Thétis Nunes, Beatriz Góis, Adélia Pessoa, Carla Eugênia Barros, Maria Nelly dos Santos, Gizelda Moraes, Cristina Cerqueira da Graça, Núbia Marques, etc.

No patronato sergipano, as mulheres também entraram. Elas parecem estar mais presentes no patronato comercial e de serviços Exemplos? São proprietárias de lojas, empresas de eventos, restaurantes, entre outros espaços empresariais.

Na política sergipana, as mulheres estão bem presentes. Já se tornou algo comum ver mulheres como prefeitas e vereadores no interior. Na capital elas ainda não foram eleitas prefeitas. A competição parece ser muito forte com os homens. Agora, encontrar mulheres vereadoras é algo que faz parte do cotidiano político de Aracaju. Citamos nomes de memórias: a radialista Nazaré Carvalho e a evangélica Daniela Borges, a comunista Lucimara Passos, etc.

Na política estadual, as mulheres ainda não elegeram uma governadora, mas elas têm levado à Assembleia Legislativa muitos nomes. Lá podem ser encontradas herdeiras (Maria Mendonça, Suzana Azevedo), sindicalistas (Ana Lúcia Menezes), a ex-primeira-dama Sílvia Fontes, a médica envolvida no escândalo das verbas de subvenção Maria Angélica Guimarães.

Na esfera federal, a política continua sendo um espaço masculino, salvo duas exceções. A primeira foi a de Tânia Soares, que, como suplente, ocupou o cargo de deputada federal. Uma boa deputada, por sinal. O outro caso muito excepcional é o da senadora Maria do Carmo Nascimento Alves, que merece por isso um comentário mais alongado. Embora ela tenha políticos na sua família de origem e tenha ela própria tem feito política estudantil enquanto militante da Juventude Universitária Católica, essa valente mulher de Cedro de São João ingressou na política como primeira-dama. Ela foi tem sido primeira-dama por cinco vezes.

À diferença de outras primeiras-damas que faziam um trabalho social muito limitado, Maria do Carmo Nascimento Alves começou com um programa de assistencialismo especialmente voltado para mulheres moradoras de bairros sensíveis de Aracaju, com o que construiu alguma luz própria e ganhou três mandatos de senadora – mas não sem a ajuda de seu marido João Alves Filho. (Aliás, essa é uma grande característica das mulheres na política sergipana: exceções à parte, grande é o número delas ligadas aos maridos ou pais políticos. Ou então são os melhores cabos dos seus familiares. Casos de mulheres sem maridos na política também existem, claro.)

Maria do Carmo Nascimento Alves, advogada de formação e empresária por opção antes da política, faz um tipo de política que é conservador com apelo a símbolos religiosos de consumo corrente entre suas eleitoras. Ainda na esfera política, muitas são as mulheres que têm ocupado postos de secretárias de governo e de Estado ou em empresas estatais como tecnocratas. Dois exemplos do que estamos falando: Lúcia Falcón e a ex-presidente do Banese.

Essas mulheres na política sergipana podem ser feministas, mas se esse discurso for o único, tira votos. Algumas insistem mais do que outra na tecla do feminismo, mas o voto por semelhança não ganha eleição. Elas estão distribuídas, desigualmente, à esquerda e à direita. Os seus mandatos nada têm a ver com a reserva legal de 30% de candidaturas para mulheres em todos os níveis de eleição. Para as eleições municipais de 2016, já existem movimentações de mulheres visando à disputa pelo posto de prefeita de Aracaju.


Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
27/04
06:04

FECs homenageia "Melhores de 2014" em Sergipe

Nesta segunda-feira 27 ás 16h serão homenageados 31 personalidades sergipanas com o Troféu Melhores de 2014, em solenidade que acontecerá no Auditório do Teatro Atheneu Sergipense,promovido pela A Federação das Entidades Comunitárias de Sergipe – FECS. Foram distribuídos na Capital e algumas cidades do Estado de Sergipe a quantia de 2.403 formulários.

A Presidente da Entidade Adriana Oliveira ressalta que os nomes foram eletos democraticamente através de votação popular , a pesquisa foi realizada no período de 10/03 a 10/04/15
nas áreas de COMUNICAÇÃO(JORNALISMO, RADIO, TELEVISÃO E JORNAIS), POLITICA, EDUCAÇÃO SOCIAL, SINDICAL E ARTÍSTICA..

Foram escolhidos entre os melhores:
1) Jornal Diário-
JORNAL DA CIDADE;
2) Jornal Alternativo- JORNAL POVÃO;
3) Editora de Jornal Impresso - CLAUDIA LEMOS;
4) Jornalista Politico - RITA OLIVEIRA;
5) Repórter Fotográfico - DIÓGENES DI;
6) Programação de Televisão- TV ATALAIA;
7) Telejornal- 1.ª EDIÇÃO TV SERGIPE;
8) Repórter de Televisão - SARA MEDEIROS;
9) Apresentador de Telejornal - SUSANE VITAL;
10) Programa de Rádio FM - FM SERGIPE;
11) Programação de Rádio AM - AM JORNAL;
12) Programa Jornalistico de Rádio - LIBERDADE SEM CENSURA;
13) Apresentador de Programa Jornalistico de Rádio - MESSIAS CARVALHO;
14) Repórter de Rádio - ERON RIBEIRO;
15) Site Informativo -INFONET;
16) Radio Comunitária - MAR AZUL FM DE ESTÂNCIA;
17) Sindicalista - AUGUSTO COUTO DO SINTASA;
18) Prefeito - VALMIR COSTA DE ITABAIANA;
19) Senador - EDUARDO AMORIM;
20) Deputado Federal - ANDRÉ MOURA;
21) Deputado Estadual - GILSON ANDRADE;
22) Vereador - LUCAS DE ARIBÉ;
23) Personalidade Politica - JACKSON BARRETO;
24) Revelação Politica - SILVIA FONTES;
25) Líder Comunitário - ARAGÃO BARROSO;
26) Secretário - SAULO ELOY DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO;
27) Melhor Universidade/Faculdade - FANESE;
28) Colégio Particular -AMADEUS;
29) Colégio Estadual - ATHENEU SERGIPENSE;
30) Instituição Social - CRECHE ALMIR DO PICOLÉ;
31) Cantora - MAIZA REIS.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
26/04
18:58

Implante capilar

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

O causo eu conto como o causo se deu. Alguém já disse isso. E eu digo o mesmo. Afinal, causos não são criados. São contados. Às vezes, claro, com umas pinceladas de verniz, para lustrar o dito cujo. Vernizinho de avaluemos, coisa de pequena monta.

Antônio Aurelino de Bastos Pereira. Eis o nome do suplicante. Boêmio, tocador de violão, namorador, deu-se mal por ter dado em cima de uma jovem senhora há pouco casada, porém sibite como ela só. O maridão, desses de pança de barril, sujeito sebento, mas brabo que nem caninana soube do arrastar de asas de Totoinho, como era chamado. Aliás, Totoinho de Zé Leleco. Zé Leleco era o pai. O maridão correu dentro de Totoinho de revólver em punho, no bar de Euvaldo. O tocador de violão escapou, e pernas pra que as quero, papocou no oco do mundo. Bandeou-se para o Rio de Janeiro, onde morava uma irmã, que trabalhava na TV Rio. Ih, faz tempo! Na Cidade Maravilhosa, Totoinho andou tocando em barzinhos, em cabarés da Lapa e, assim, foi-se fazendo como instrumentista, até chegar ao Cassino da Urca. E o danado era bom mesmo. Fez carreira e amizades. Por lá recebeu em santo matrimônio uma jovem, filha de um coronel do Exército. Logo, veio o golpe militar e o coronel subiu a general. O sogrão tornou-se um dos milicos da chamada linha dura. Àquela altura, Totoinho já tinha se endireitado na vida. Não era mais de aventuras amorosas, ao menos do conhecimento da mulher e do sogro general. 

Ditadura é ditadura, embora alguns incautos, dentre eles jovens, que não sabem nada dos tempos de chumbo, gritam pregando a volta do regime da tortura e do escambau. O sogrão general conseguiu uma colocação para o genro artista numa empresa do governo. Lá ele fez carreira. Mudou para Brasília e acabou como técnico do Senado. Ele se aposentou anos depois que o general já tinha batido os coturnos e um pouco depois que os milicos voltaram para a caserna. Aposentado, voltou para o Rio, onde moravam três de seus filhos. Pai de cinco filhos e avô de oito netos, Totoinho viu, para o seu desespero, a mulher, Dona Quitéria, ser vencida pelo câncer. Às vezes, o tempo e a convivência moldam as pessoas. Totoinho moldara-se à vida de casado, aos rigores da mulher, que comandava a família com pulso firme. Sentiu-se desamparado. As portas para novo casamento estavam abertas e pretendentes não faltavam. Todavia, Totoinho não se aqueceu para novo matrimônio. Andou macambúzio por uns tempos. Os filhos e as filhas pouca assistência lhe davam. Andou pelos cantos da casa. Mergulhou em depressão. Socorreu-lhe um médico amigo, morador no mesmo prédio, na Rua Barata Ribeiro, esquina com a Rua Paula Freitas, em Copacabana. 

Refeito da depressão, criou novo ânimo para a vida e começou a cuidar-se. Dentre os cuidados, procurou um dermatologista, para fins de rearranjos capilares. A vasta cabeleira da mocidade dera lugar à calvície. Acertou para fazer um implante capilar. Os cabelos grisalhos ganhariam um reforço. E ganharam. Não é que a cirurgia estética foi de lascar? Milhares de fios implantados com extrema perícia. A cabeleira de outrora parecia ter voltado, quase completamente. Os fios implantados em nada diferiam dos fios naturais. Grisalhos por grisalhos. E a cirurgia não foi paga pelo Senado como outras o foram. Totoinho, ou melhor, o novo Totoinho começou a frequentar uma academia, na Av. Nossa Senhora de Copacabana, pertinho de casa, entre as Ruas Siqueira Campos e Figueiredo de Magalhães. Fez novas amizades. De uns tempos para cá, os filhos e netos passaram a procurá-lo com maior frequência. Família, enfim, feliz. Faltava-lhe uma companheira. Os filhos incentivavam.  

Eis que, numa tarde, na Confeitaria Colombo, na Rua Gonçalves Dias, centro do Rio, degustando os famosos acepipes ali servidos, que já encantaram Deus e o mundo, incluindo-se a rainha da Inglaterra, ele conheceu uma mulher encantadora, que lhe causou rebuliço no coração carente de aconchego. Coincidência: ela era de Aracaju. Conversaram. Trocaram amabilidades. Trocaram telefones. Jantaram na noite seguinte. Casaram-se três meses depois, na Igrejinha do Santo Antônio. E Totoinho retornou ao seu Sergipe, que ele jamais esqueceu, pois nordestino da gema não se esquece do seu pedaço de chão. Ele era apaixonado por praia. A orla da Atalaia lhe cativou. Os bares da Sarney, a água quente de nossas praias, tão diferentes das águas das praias do Rio, o forró eterno do Cariri, tudo isso aliviou a saudade do Rio. De vez em quando, ele e a nova esposa iam à cidade de suas duas paixões, além da família: o Flamengo e a Estação Primeira de Mangueira. Em baixa ou em alta, para ele o Flamengo e a Mangueira não tinham rivais. Ele sempre dizia, quando o Flamengo perdia um jogo: “O Flamengo não perde; apenas adia a vitória”. Fazer o quê? 

A nova esposa, Dona Francisca, que ele chamava Kika, era aposentada do serviço público, funcionária graduada que fora. Como ele, era viúva, porém sem filhos. A irmã dela, Dona Efigênia, também viúva, mas já pela terceira vez, os maridos, coitados, morreram todos de ataque cardíaco, era metida no espiritismo, embora só frequentasse casas não recomendadas pelos adeptos de Alan Kardec. Eram casas de pessoas que se diziam espíritas, mas que nada sabiam da doutrina kardecista, professando uma mistura de tudo, mas que resultava em nada. Assim era, por exemplo, Dona Anita Timbaúba, minha vizinha, católica de fachada e que levava a vida a tapear os incautos, dizendo-se espírita e “botando mesa”. Não era. Eu também não sou, ao contrário, sou católico, por convicção e não por convenção, mas respeito a todos de quaisquer crenças. Aos direitos dos outros se seguem os meus deveres. 

Ora, ocorre que Totoinho deu para ter umas visões noturnas. Uns sonhos meio doidos, uns pesadelos. Aparecia-lhe um senhor cadavérico, reclamando-lhe o que seriam seus. Dizia a visagem: “Vim buscar os meus cabelos”. Foram duas ou três semanas nesse batido. Totoinho, que, quando criança, tinha medo de almas penadas, entrou em parafuso. O que seria aquilo? Pronto. Dona Efigênia tinha a resposta na ponta da língua. Os cabelos implantados em Totoinho pertenceram a alguém que devia ter morrido. Daí os sonhos e pesadelos. O defunto descabelado viera reclamar o que lhe pertencera. O sujeito devia ter vendido ou doado os cabelos antes de morrer, mas, agora, buscava o que era seu, para ter descanso. Dona Efigênia pediu para abrir mesa, em uma das casas que frequentava. Foram umas três sessões, às quais Totoinho recusara-se a comparecer. Mas Dona Kika fora no lugar do marido. Nenhum contato, porém. Dona Efigênia argumentou que o espírito do antigo dono de parte da cabeleira de Totoinho somente faria contato no Rio de Janeiro, na clínica onde fora feito o implante. Dona Kika acreditou. Totoinho, não. De qualquer forma, os sonhos e pesadelos sumiram em pouco tempo. Alívio total.

Carnaval de 2013. Totoinho e Dona Kika foram ao Rio de Janeiro. Iriam à Sapucaí, para torcer pela Estação Primeira. No domingo, Totoinho amanheceu morto. Dona Kika quase morreu também ao vê-lo teso na cama, os olhos esbugalhados e uma expressão de horror no rosto. Na cabeça faltavam os cabelos implantados.  

O causo eu conto como o causo me foi contado. Sem mais nem menos. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 26 e 27 de abril de 2015. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
26/04
18:51

As fontes do crescimento

Ricardo Lacerda
Professor do Departamento de Economia da UFS

Em período de baixo crescimento, acompanhado de cortes de gasto público, dissemina-se uma atmosfera de ansiedade associada à incerteza em relação às perspectivas da economia brasileira. Em situação de recessão duradoura que acomete as economias avançadas e findou contaminando as perspectivas de crescimento das economias emergentes por meio de diversos canais de transmissão é natural que as pessoas se questionem quais seriam os vetores que poderiam impulsionar à recuperação da nossa economia.

Cenário externo

Algumas considerações são necessárias para dimensionar o tamanho de nossas dificuldades e os horizontes de nossas perspectivas. No cenário externo, apesar da aceleração do crescimento norte-americano, o quadro ainda é de baixo dinamismo nas principais economias. Mesmo que as agências multilaterais venham reiterando que o pior da crise da zona do euro teria passado, a verdade é que não há segurança sobre tais vaticínios que já se revelaram equivocados em anos anteriores. 

Os relatórios de tais agência apontam que países e bancos europeus teriam reduzido a vulnerabilidade relativa a dívidas problemáticas, mas não há até o momento sinais de crescimento robusto da economia do euro. Assim como não há, no curto prazo, muito o que se esperar em termos de reaceleração do crescimento chinês ou de recuperação no Japão, cuja economia encontra-se adormecida há muitos anos. 

Em síntese, se nada atrapalhar as economias avançadas deverão acelerar moderadamente nos próximos anos, lideradas pelo crescimento da economia norte-americana e apoiadas pela adoção de política monetária expansiva na zona do euro. Na projeção do FMI, o potencial de crescimento das economias avançadas aponta para taxas médias anuais de crescimento de 1,6% entre 2015 e 2018.

Tal cenário externo restringe as possibilidades de que a retomada do crescimento brasileiro possa ser impulsionada por um drive de exportações movido pela melhoria dos termos de trocas, mas isso não significa que o comércio externo não possa desempenhar papel importante na medida em que a depreciação recente do real impacte os termos de competitividade da produção interna, tanto no mercado doméstico quanto no exterior.

Cenário interno

Não há obstáculos internos de monta que impeça a economia do país de seguir em frente, após o equacionamento de algumas questões básicas. Os desajustes nas contas públicas estão sendo enfrentados e os desequilíbrios do balanço de pagamento não guardam proporção com o que já se enfrentou no passado. Enfim, há tempo para fazer os ajustes, desde que haja determinação para tal.
 
Alguns fatores internos deverão delimitar as possibilidades de retomada do crescimento. Entre os mais importantes, julgo que devem ser elencados os efeitos do ajuste fiscal sobre a demanda corrente e os ganhos de credibilidade que podem proporcionar e o desenlace da crise da Petrobras e a continuidade da expansão dos investimentos na cadeia de petróleo e gás. 

Duas outras questões também me parecem decisivas para alavancar os investimentos e deixar para trás o impasse que imobiliza o país. A primeira é a retomada dos leilões de concessão de infraestrutura que poderá viabilizar a expansão de empreendimentos importantes, tanto em termos de geração de emprego e renda quanto pelos efeitos que geram pela abertura de fronteiras de crescimento e pela elevação da produtividade. 

O segundo fator diz respeito ao encaminhamento satisfatório da situação energética, em comparação a situação atual de estrangulamento de oferta e de preços proibitivos do suprimento emergencial. A normalização do nível dos reservatórios e a ampliação da oferta de energia a custos mais baixos podem conferir ganhos extraordinários ao país que, somados à queda dos preços do petróleo, equivaleriam a um deslocamento para baixo na curva de custos de produção, além de liberar renda das famílias. 

Os ciclos expansivos

A deflagração de um ciclo expansivo depende de alargar os fatores de oferta, quando não há ociosidade dos recursos produtivos, que restringem fisicamente o potencial de crescimento. Depende igualmente de um ou mais impulsos pelo lado do dispêndio que arrastem e multipliquem a demanda efetiva na economia. Frente ao nível de endividamento das famílias e da restrição fiscal é difícil imaginar uma expansão autônoma do consumo.

Na ausência de ociosidade de recursos ou na vigência de restrições fiscais e no balanço de pagamento, que é o nosso caso, os investimentos privados e públicos deverão liderar a expansão do gasto, concorrendo simultaneamente para superar os limitantes físicos do lado da oferta e injetar poder de compra na economia, ao tempo que estimulam a expansão do dispêndio corrente das famílias e do governo. Tal como em um modelo autoalimentado do tipo acelerador-multiplicador. 

Para finalizar, vale a pena indagar sobre os fatores que mantêm as economias das regiões Norte e Nordeste crescendo a ritmos próximos a 3% enquanto as demais regiões se encontram em estagnação já há alguns trimestres. O Gráfico apresenta as trajetórias das taxas de crescimento do Indice de Atividade do Banco Central (IBC) para o Brasil e para o Nordeste no acumulado de doze meses e as taxas de crescimento trimestral em relação a iguais períodos do ano anterior. 

Nos doze meses encerrados em fevereiro a economia do Nordeste cresceu 3,6%. Na série trimestral, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, percebe-se que a economia vem desacelerando desde dezembro do ano passado. Ainda assim no trimestre encerrado em fevereiro de 2015  o IBC-R NE se situa 3,1% acima de fevereiro de 2014. Nas duas séries, o IBC-BR apresenta resultados negativos em fevereiro de 2015.

A resposta mais adequada, provavelmente, é a de que tais regiões ainda se beneficiam do impulso anterior de expansão da renda interna que alimentou a realização de investimentos em busca do atendimento do poder de compra aumentado e que não há segurança que manterão taxas de crescimento tão robustas por muito tempo. Ainda assim, a manutenção de tais taxas de crescimento em um cenário interno adverso serve para ilustrar as possibilidades de um novo ciclo expansivo, após o período de ajuste.



* Ricardo Lacerda é também Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
26/04
18:46

O tambor

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE
 
Não estou nem aí para o que a direita fala do alemão Günter Grass, falecido recentemente, e autor do romance “O tambor”. O que me interessa em Grass é o seu personagem Oskar Matzerath. A tese defendida por ele é que Adolf Hitler não foi o único culpado da aventura do Estado alemão na Segunda Guerra Mundial, quando onze milhões de pessoas entre eslavos, poloneses, ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais, judeus, testemunhas de Jeová, foram assassinadas, num dos episódios históricos que mais envergonham a humanidade. As sementes plantadas por Hitler só atingiram o ápice graças ao apoio incondicional da sociedade alemã, dos seus cidadãos. Se olharmos os grandes acontecimentos históricos veremos que o povo, na sua maioria e estupidamente, sempre esteve apoiando o lado errado. Foi assim nas ditaduras de Salazar, em Portugal, de Franco, na Espanha, de Mussolini, na Itália, nas da América Latina, da África e dos países de regime totalitário. No Brasil, tanto os regimes de exceção de Vargas, nas décadas de 1930/1940, como o governo militar iniciado em 1964, só sobreviveram pelo apoio civil que tiveram.  Em “Amnésia, repressões, mitos: como se conta o passado após uma ditadura”, artigo do professor Bruno Groppo constante no livro “1964: 50 anos depois, a ditadura em debate” (Editora Edise, Aracaju, 2015), consta que “Uma das questões mais difíceis de enfrentar após o fim de uma ditadura é a do consenso de que esse regime se beneficiava no seio da população, em vez de discuti-lo abertamente. Prefere-se, geralmente, esquivar-se dele, negá-lo ou reformulá-lo. A dificuldade vem do fato de que as ditaduras, ainda que sejam por definição sistemas fundados sob a violência, não podem se manter por muito tempo no poder somente por esse meio, e têm necessidade também de um certo consenso. Até porque elas pretendem sempre governar em nome de um conjunto mais vasto (o povo, a nação, uma classe) e não podem renunciar a essa ficção,  destinada a legitimá-las. O consenso que elas obtêm pode ir da adesão entusiasta à aceitação passiva, passando por uma larga gama de atitudes intermediárias”.

A tese de Günter Grass e de seu personagem Oskar Matzerath não é novidade. É justamente o óbvio que preferimos ignorar. Mas, por ter dito isso, o romance “O tambor” causou furor na Alemanha quando lançado em 1959. Tal o incômodo, que o livro foi queimado em várias cidades alemãs. No Brasil, muitos que se serviram da ditadura e que se destacaram na sua preservação, ocupando os mais importantes cargos, foram servis escudeiros de um regime que torturava e assassinava cidadãos nos seus porões. Hoje, passam a imagem de democratas extremados, que nada teriam a ver com a ditadura. Têm sim! A ditadura militar só sobreviveu por 21 anos graças ao apoio e às benesses recebidos por esse grupo de políticos e outros membros da sociedade civil que assinaram embaixo de todas as atrocidades praticadas contra a cidadania e a liberdade de expressão. Essas pessoas nunca tiveram e ainda não têm compromisso com o processo democrático. Para elas, o Estado não é instrumento de transformação social, mas de realização de seus próprios objetivos pessoais. Não interessa a elas que haja fome, miséria e injustiça. São pessoas que nunca se extasiaram diante de um crepúsculo, ou como diz Ingenieros, “nem tampouco gostam de passear com Dante, rir com Moliére, tremer com Shakespeare ou assombrar com Wagner; nem mesmo emudecem diante de David, da Ceia ou do Partenon”. Essas pessoas estão aí “botando pra quebrar” e se servindo de outra alcatéia, aquela formada pelo homem que passa a vida vivendo em rebanho, pensando com a cabeça dos outros e incapaz de formar juízo próprio. Pois bem, José Saramago, o grande escritor lusitano, no seu livro “Ensaio sobre a Cegueira”, não poderia ter sido mais feliz na escolha da epígrafe de sua obra: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Ele nos apresenta uma narrativa emblemática: projeta o leitor para uma comunidade em que os habitantes vão, paulatinamente, perdendo a visão, numa autêntica “viagem ao inferno”, no dizer do compositor, violonista, crítico literário e musical Arthur Nestrovski.

No inferno, contudo, todos os personagens se encontram e se descobrem, numa verdadeira desmistificação da hipocrisia. Não adianta: quem é ruim, será ruim, quem é bom, será bom, se é que este vai para o inferno. Aliás, a leitura míope dessa realidade encontra seu arcabouço traçado pela Bíblia. É só ver a Segunda Carta aos Coríntios, capítulo 11, versículo 14, quando o apóstolo Paulo nos ensina que não deveríamos nos impressionar com falsos enviados do Messias, ao ressaltar que a existência desse tipo de gente “não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz”. Quem acompanhou as manifestações ocorridas recentemente em várias capitais brasileiras teve a oportunidade de assistir o triunfo da hipocrisia, enquanto arte de amordaçar a dignidade. Evidente que naquela multidão havia pessoas de boa-fé, que lutavam contra a corrupção, a favor da melhoria da saúde e da educação públicas. Ao mesmo tempo, havia aqueles, os “enviados do Messias”, bradando como xerifes da sociedade, eleitos ninguém sabe por quem, acompanhados de uma turba de agiotas, filhos de corruptos, aposentados por invalidez do serviço público no pleno exercício de atividades laborais, enfim, uma multidão de gente que se merece. Nem criativos são. Um grupo criou o slogan “Basta”, outro o “Fora”. Não sabem (ou fingem não saber) que estas foram as senhas utilizadas pelos militares para instalação da ditadura no país. Aliás, a história é contada por Carlos Heitor Cony (Folha de São Paulo, Terça, 14.04.2015, p. A-2-Opinião): “Na manifestação do último domingo (12), em São Paulo, vi em algumas faixas, verdes e amarelas, amarradas na testa de duas jovens, duas palavras terríveis: Basta! E Fora! Por sinal, dois títulos dos editoriais do ‘Correio da Manhã’ em 1964, que foram considerados pelos historiadores, a senha para a derrubada do presidente João Goulart e o golpe militar daquele ano. Golpe logo transformado numa ditadura que durou 21 anos, que, além de sufocar a liberdade de todo um povo, produziu mortes e torturas violentas, desaparecimentos até hoje não explicados, tutela sobre a justiça, censura contra a imprensa e as artes em geral”.

Não sei se a humanidade faliu, mas como dizia Woody Allen, mais do que em qualquer época, ela está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher. Eu tenho insistido muito em trazer para reflexão nesses meus ensaios temas ligados à filosofia, ética, política, sociologia e, sobretudo, sobre o comportamento humano e sua terrível falta de memória e de conhecimento da nossa história. Repito Oskar Matzerath em O tambor: “Até o papel de parede tem uma memória melhor que a dos seres humanos”.

Post Scriptum: 
Duas grandes mulheres
Duas grandes amigas

Segunda-feira, 13, mês de abril. O dia foi terrível para mim. Logo cedo acordava com uma triste notícia: o falecimento de uma amiga-irmã, Maria Helena Domingues Garcia, minha querida comadre Leninha. Uma amizade de mais de trinta anos. Acompanhei todas as suas vitórias e ela as minhas. As alegrias de seu concurso para professora do Departamento de Medicina da UFS, a sua posse na Academia Sergipana de Medicina, as noites de poesia e música, o amor dedicado aos meus filhos. Era uma pessoa de uma solidariedade espantosa, com quem se podia contar nas horas difíceis. Mulher extraordinária, esposa apaixonada, mãe dedicada, irmã-mãe e pai, filha saudosa de pais queridos. Nela se fazia verdade o que Nietzsche dizia: “o que fazemos por amor, sempre se consuma além do bem e do mal”. Leninha era uma mulher inteira no que fazia e tinha no amor a grande arma em todas as relações que mantinha. Era grande até nas divergências. A morte que lhe extinguiu enquanto humana, com certeza sucumbiu diante do amor que, nela, era divino e supremo. Pessoana como eu, recitava os poemas de Fernando Pessoa e seus heterônimos com uma beleza que emocionava. Este poema, que ela fez para a mãe, poderia ter sido feito para ela própria: “Esse amor em valsa é teu! / Devolve o passado qual flor / Que, de repente, volta a brotar, te devolvendo a vida, / Pois se és poesia, jamais morreste, querida.”

O dia me reservava nova surpresa. Na madrugada, ainda estava no velório de Leninha, acompanhando o sofrimento do seu esposo Eduardo e de seus filhos Eduardinho e Patrícia. Repentinamente,  chega ao velatório um novo caixão. As luzes se acendem e o letreiro começa a anunciar o nome do falecido: Juçara Fernandes Leal de Melo, a quem eu conheci na velha Faculdade de Direito da Rua da Frente, retratada acima. Uma dor fina toma conta de mim. Levanto-me e vou ao encontro do caixão e de dois jovens que o acompanhavam. Era um seu sobrinho e a namorada. Olho Juçara e vejo seus cabelos brancos. Toco-os e um filme começa a passar em minha mente. Juçara, minha professora de Direito Penal, minha amiga de muitas viagens pelo Brasil afora em busca de experiências em complexos penitenciários, como os de Itamaracá, em Pernambuco, Pedra Preta, em Salvador e tantos outros do nordeste brasileiro. Nunca me esqueço dos seus conselhos e do cuidado que ela tinha comigo nos anos de chumbo da ditadura militar. Achava que eu poderia cair a qualquer momento nas garras da repressão. “Você precisa se formar e se dedicar à sua profissão. Deixe momentaneamente essa vida clandestina de comunista”. Comigo, ela conheceu Ivan, futuro marido e pai de seus filhos. Foi a vez de eu cobrar dela o devido cuidado, mas terminei servindo de cupido para aquele romance que se iniciava na capital baiana. Interessante é a vida. Vinícius tinha razão... a vida não é brincadeira. A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida. Pegava em seus cabelos e me perguntava: Por que eu nunca mais tinha visto Juçara? 20, 30 anos? Adeus Leninha! Adeus Juçara! Adeus meninas! Obrigado por tudo! 

*Clóvis Barbosa escreve quinzenalmente, aos domingos.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
26/04
08:11

Coluna Primeira Mão

O problema previdenciário

Prevendo o crescimento das despesas com a previdência (leia-se aposentadorias) superior ao crescimento da receita líquida, o ex-governador Albano Franco, com a aprovação da Assembleia legislativa, criou o Fundo de Aposentadoria do servidor Estatutário do estado de Sergipe - FUNASERP.

Entre a criação, em 1999, e sua extinção, em 2006, o Funaserp acumulou R$ 46 milhões em valores da época. Atualizada e capitalizada esta soma estaria atualmente ao redor de R$ 200 a R$ 250 milhões, o que teria afastado o grave déficit da previdência que vem a ser a maior ameaça de inviabilização das contas públicas estaduais.

Tem razão, portanto, o secretário Jeferson Passos, da Fazenda, ao afirmar em audiência pública, no último dia 15, perante os deputados, na Assembleia Legislativa, de que o principal fator para geração do déficit da previdência estadual foi a descapitalização do fundo previdenciário (leia-se Funaserp) em 2006.

Vale relembrar, que o Tribunal de Justiça (voto da desembargadora Josefa Paixão), acatou ação de inconstitucionalidade impetrada pelo Sindifisco, não recorrida às instâncias superiores pelas autoridades estaduais, o que obrigou o Estado a restituir aos servidores os valores acumulados no Funaserp.

Em 2012, o governo federal, sentido o peso das aposentadorias nas contas públicas, criou o FUNPRESP, que guarda estreita similitude com o Funaserp. Resumo da ópera: já é passada hora de se criar um novo fundo ou atualizar o existente à realidade financeira do Estado. Isto é o que vem fazendo estados e prefeituras com semelhantes problemas previdenciários.


Amorim tucanará? Agora não

Àqueles que andam propagando a existência de uma área de atrito entre ele e o deputado federal André Moura (PSC), o senador Eduardo Amorim informa que não há nada de anormal. “Nunca existiu racha entre eu e ele. Eu passei espontaneamente a presidência do PSC para André”. Sobre o convite do senador Aécio Neves para se filiar ao PSDB, Eduardo explica: “o convite existe e não é somente esse de agora. Mas não penso nisso hoje”


É demais - 9001 advogados na OAB-SE

O excessivo contingente de advogados formados e inscritos na seccional de Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil está contribuindo para o processo de proletarização da categoria. Temos hoje no Estado advogados ganhando milhões por ano e outros que se mostram contentes quando conseguem faturar R$ 2 mil no mês. Com 9001 profissionais inscritos e a maioria atuando em Aracaju, muitos advogados tornaram-se empregados dos escritórios dos mais famosos e consolidados ou até mesmo se submetem a atuar como estagiários em troca de um salário mínimo. A situação tende a piorar. As faculdades de direito pública e privadas colocam dezenas de novos advogados todo ano no mercado de trabalho, que é quem deve selecionar, conforme estabelece o capitalismo. Muitos desses jovens desistem da disputa por cliente nas portas de delegacias e partem para a preparação para concursos públicos do magistério, juiz, promotor, defensor... etc.


Quebra-molas salva vida

Ao longo dos anos foram construídos em Aracaju 1514 quebra-molas e deste total 954 são irregulares e apenas 560 são regulares Porque o povo fez mais quebra-molas que o Poder Público? Está claro. O Poder Público não deu atenção aos interesses das famílias aracajuanas e somente se preocupou com os anseios dos proprietários de veículos. As pessoas se sentem ameaçadas pelos carros que circulam em alta velocidade, promovendo pegas e queimando pneus nas ruas e avenidas de Aracaju Os bairros que mais possuem quebra-molas são: São Conrado (127), Olaria (114), Bugio (112) Santos Dumont (111) e Porto Dantas (108). Neles moram muitas famílias pobres, que tem muitas pessoas idosas e crianças, que levam a vida ameaçadas por motoristas mal-educados. O povo tem razão para fazer tantos quebra-molas.


Tinha um navio no meio do caminho

Os moradores da Barra dos Coqueiros não escondem de ninguém o mau humor quando alguém lembra que no rio Sergipe, colado no município, está ancorado há oito anos a carcaça de um navio da empresa H. Dantas. A embarcação, que inicialmente virou um ninho de ratos, agora abriga também pessoas que vão consumir drogas. A população diz que o navio enfeia a paisagem da Ilha de Santa Luzia, que sedia a Barra dos Coqueiros.


Listão do Ipes prejudica doentes

Desde que a direção do Ipes resolveu limitar em 10 o número diário de atendimentos médicos nos espaços da instituição e nas clínicas, formou-se um listão imenso e hoje só tem vagas para marcação de consultas para o mês de setembro deste ano. As especialidades mais problemáticas são a endocrinologia, reumatologia e neurologia. Pacientes e médicos reclamam e o presidente do Ipes, Lauro Seixas, precisa adotar providências.


Maria ainda não pensa em assumir o Pró-Mulher

Ao menos por enquanto, a senadora Maria do Carmo (DEM) não está pensando em deixar o parlamento de lado para assumir a política social do prefeito de Aracaju e seu marido, João Alves Filho. Ela, segundo a assessoria, está gostando do trabalho que realiza no Senado e tem tempo para acompanhar o Pró-Mulher, programa que muito gosta. N?outras palavras, ela pode até voltar a assumir cargo em Aracaju, mas não estaria pretendendo fazer isso agoira, neste exato momento. Será?


Cordelista será homenageado na Assembleia

Nesta segunda-feira, 14, às 17h, a Assembleia Legislativa de Sergipe homenageará o poeta, violeiro, cordelista e repentista alagoano João de Lima. Pela sua atuação no campo da cultura popular, ele receberá o Título de Cidadania Sergipana na próxima segunda-feira, 27, às 17h no plenário da Assembleia Legislativa. A iniciativa foi de Ana Lúcia, deputada estadual que tem se dedicado ao resgate da cultura popular e da identidade sergipana. A solenidade reunirá artistas sergipanos de todos os segmentos, além de familiares e admiradores do cordelista, que já completou cinco décadas de dedicação a um dos mais típicos cancioneiros do Nordeste. Há trinta anos João vive em terras sergipanas. Atualmente reside na cidade de Socorro, onde permanece compondo, produzindo e contribuindo com nossa cultura. Nascido e criado no Sítio Boa Vista, em Porto Real do Colégio, pequena cidade do leste de Alagoas, João de Lima esbanja vitalidade do alto de seus quase 72 anos de idade.


Fiscalização eletrônica está sendo preparada

Dentro de no mais tardar 20 dias, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT) iniciará o período de testes do novo sistema de fiscalização eletrônica e controle de velocidade de veículos que está sendo implantado. Até o final de maio, os pardais, lombadas e radares estarão ativados e de olho naqueles que desrespeitam as regras necessárias para o bom funcionamento do trânsito. O superintendente da SMTT, Nelson Felipe, agiliza os preparativos finais.


Rogério Carvalho volta futucando João

Depois de quase um mês fazendo política nos bastidores, o presidente estadual do PT, ex-deputado federal Rogério Carvalho reapareceu na mídia e batendo de frente no prefeito João Alves (DEM), a quem chamou de “prefeito de uma obra só”, no caso, o calçadão do bairro 13 de Julho.


Catadores reunidos em Propriá


A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), realiza na tarde desta segunda feira, 27, em Propriá, o 2º Encontro dos Catadores de Lixo do Baixo São Francisco ?Projeto de Inclusão SocioAmbiental de Catadores e Coletores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis em Sergipe. O evento será realizado na Câmara dos Vereadores a partir das 13h00. ?O projeto visa identificar, cadastrar e mobilizar os catadores e apresentar-lhes um novo meio de vida, a partir do fim dos lixões e implantação das coletas seletivas e aterro sanitário. Sergipe dá um grande passo, através do governo do Estado, ao mudar a vida de milhares de pessoas, com novas perspectivas?, afirma o Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Olivier Chagas.


Encontros políticos são apenas balões de ensaio

Está bem visível que os primeiros nomes que estão aí anunciados como candidatos à Prefeitura de Aracaju não passam de balões de ensaio, embora possa ser observada a satisfação deles. Na verdade, dos 16 nomes expostos apenas três ou quatro manterão os seus nomes a partir de março do próximo ano. Outra coisa, essas alianças estupendas, com 12 ou 13 partidos, dos dois últimos pleitos parece que não sobreviverão em 2016. Como mantê-las financeiramente? Estamos em tempos de vacas magras.


Conversações valorizam grupos políticos

O processo de conversação atual entre os dirigentes de partidos políticos é apenas uma iniciativa para não ficar parados e dizer ?nós estamos vivos e dispostos a fazer acordos?. Esse bate papo inicial pode sinalizar para onde vão os grupos, mas na maioria dos casos termina em nada. Quem quer se exibir, se exibe, aparece, mas depois desaparece de vez, fica na rabada dos partidos tradicionalmente mais fortes, os puxadores de votos e cabeças de chapas majoritárias. Quem aparece cedo demais, desaparece antes do que se pensa.


Comissão da Verdade está sendo organizada

O governador Jackson Barreto já iniciou conversações, dentro do próprio governo, para o encaminhamento da Comissão Estadual da Verdade. Deverá discutir os nomes daqueles que comporão o núcleo pesquisa e investigação de torturas e deduragens no decorrer desta semana, provavelmente na próxima terça-feira.


Santana de S. Francisco - Prefeita quer cargo de volta

Um mês depois de ter sofrido acidente, eis que a prefeita de Santana do São Francisco, Maria das Graças, reaparece na cidade em uma ambulância e é deixada em casa. Comunicou à Câmara que estava de volta e reassumiria o comando da Prefeitura. Os vereadores foram visita-la e ela não os recebeu, na sexta-feira, sob a alegação que estava almoçando (12h) e depois (15h) estava descansando. Como há suspeita de que ela continua acamada por causa do acidente, a Câmara decidiu manter o vice, Júnior Barroso, no cargo.


Campus do Sertão terá processo seletivo


A Universidade Federal de Sergipe (UFS) fará processo seletivo em data ainda a ser anunciada em edital nos próximos dias para o preenchimento das 200 vagas que estão sendo criadas para os cursos de Agroindústria, Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia, do Campus do sertão, que será instalado no município de Nossa Senhora da Glória. Cada um dos cursos oferecerá cinquenta vagas, que já estarão disponíveis na próxima seleção da UFS, com início das aulas previsto para o segundo semestre de 2015. Dois prédios estão passando por reformas para o uso provisório até as obras do campus serem concluídas. O reitor da UFS, Angelo Antoniolli, o governador Jackson Barreto e o prefeito Chico dos Correios não escondem a satisfação.



Pagamento dos servidores será definido nesta segunda-feira


Até o final da tarde desta segunda-feira ou no mais tardar a manhã de terça-feira o governo do Estado deverá anunciar um calendário do pagamento dos salários dos cerca de 50 mil servidores. O balanço financeiro será feito pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que deverá expor os números para o governador Jackson Barreto. A folha de pessoal tem um custo líquido em torno de R$ 150 milhões.


Nordestinos devem menos – 38,7% dos consumidores nordestinos, conforme dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) estão devendo a conta de alguma compra que realizou. Situação pior que a nossa são as dos consumidores do Norte, com 45,3% de indadimplência, e Centro Oeste, com 41,3%.


Santo Amaro: construção de indústria de cimento deve iniciar em 2016 - 1

O diretor de Projetos da Companhia Industrial de Cimento Apodi, Túlio da Silva Pinto, passou detalhes da instalação da terceira fábrica do grupo no Brasil, que será instalada em Santo Amaro das Brotas. Ele se reuniu com o prefeito Luís Herman (Chileno) e secretários municipais para passar todas as informações do andamento do projeto, que foi confirmado no ano passado graças a uma intermediação do governador Jackson Barreto (PMDB). Ele explicou que um dos fatores que levou o grupo a trazer esse investimento para Sergipe foi o fato de Santo Amaro possuir uma grande reserva de calcário com melhor qualidade para fabricação de cimento.


Santo Amaro: construção de indústria de cimento deve iniciar em 2016 - 2

“A questão de trazer pra um município que hoje é carente de recursos, diferente de uma prestadora de serviços, uma indústria vem pra ficar. A fábrica que vai ser instalada na cidade tem uma vida não menor do que 200 anos. Existe o recurso minerário aqui que vai possibilitar essa durabilidade?, destacou o engenheiro da Apodi. Segundo Túlio, a indústria vai gerar 500 empregos diretos e outros 1.500 indiretos. As vagas serão distribuídas em 20% para engenheiros (nível superior), 50% para nível técnico e 30% para nível médio. ?Durante a implantação será gerado em torno de 2.500 empregos. Depois de funcionar, fora os 500 empregos diretos, existe todo um fomento do município pra transporte, alimentação e hospedagem. Isso gera cerca 1.500 empregos indiretos, explicou.


Menores dirigindo - São muitos os menores, meninos de 12 , 13, 14, 15 ou 16 anos que dirigem veículos nos finais de semana nas praias de Sergipe. A polícia precisa aprendê-los. No caso daqueles que têm 16 anos e que fizerem besteiras ao volante, assim que for aprovada e sancionada a lei da mudança da maioridade penal poderão ser encaminhados para a Penitenciária.

Raquetadas mortais - Os vendedores de raquetes eletrizadas através de baterias dizem que estão vendendo uma média de 350 por dia em Aracaju. As pessoas compram o equipamento para combater os insetos voadores que atacam suas casas e perturbam o sono. A muriçoca e o aedes são as bolas da vez.

Hotel Pálace - O que fazer com aquele estrutura aparentemente desgastada do antigo Hotel Pálace, no Centro de Aracaju? Essa é uma pergunta que muitos sergipanos se fazem diariamente. Alguém precisa definir o que fazer com aquilo antes que caia e mate quem estiver circulando pelo local no exato momento. Sem terrorismo. É só um alerta.


Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
25/04
20:41

UFS vai construir clínica de fonoaudiologia e fisioterapia em Simão Dias

A Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizou uma solenidade para a assinatura da Ordem de Serviço para o início da construção do Centro de Reabilitação de Fisioterapia e Fonoaudiologia na cidade de Simão Dias. A obra está orçada em mais de R$ 3 milhões e conta com a execução de terraplanagem do terreno, pavimentação da via principal, construção do acesso principal, da guarita de entrada, suprimento de energia elétrica com iluminação pública e sistema de irrigação.

O magnífico reitor destacou a importância de expandir a da Universidade Federal de Sergipe em todo o Estado. “A interiorização da UFS leva Sergipe ao desenvolvimento, chega a Simão Dias uma clínica altamente especializada com doutores que vem para desenvolver suas pesquisas e inovações”, e agradece: “Isso acontece graças à perspicácia e a inteligência do senador Valadares e do deputado Valadares Filho, que perceberam a necessidade dessa expansão e colocaram os recursos para a construção da obra”.

Para Valadares Filho, o Centro de Reabilitação da UFS servirá, além do atendimento, na capacitação dos jovens da região. “Temos sido parceiros em muitas obras importantes da universidade, essa expansão representa mais investimento na educação, abrindo novos horizontes e capacitando com o ensino superior e técnico os moradores da região centro-sul do Estado”, Valadares Filho.

O senador Valadares destaca as ações do reitor na captação dos recursos para a expansão. “Desde o meu primeiro mandato como senador da República coloco emendas parlamentares para o desenvolvimento da Universidade Federal de Sergipe. Esse aumento da capacidade física se deve muito a administração do reitor Ângelo Antoniolli que sempre conta com o apoio dos parlamentares sergipanos, tem um bom relacionamento nos ministérios em Brasília, e busca diariamente cada vez mais recursos para o desenvolvimento da instituição”.

O terreno onde será construído o centro foi doado pelo Governo de Sergipe, através da Companhia de Desenvolvimento de Sergipe (Codise). “Não medimos esforços desde que fomos procurados pelo reitor da universidade, estivemos com ele quando tentamos localizar o terreno até o momento da sua doação. Simão Dias passará a ter dois momentos em sua história: antes e depois do Centro de Reabilitação”, explica o vice-governador Belivaldo Chagas.

Participaram ainda da solenidade os ex-prefeitos de Simão Dias e Poço Verde, Zé Valadares e Toinho de Dorinha, respectivamente, os vereadores Jorge (representando o prefeito), Rogério, João Déda, Fábio Rabelo e Zé Caetano, o representante das associações César Valadares, líderes comunitários e moradores da região.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
25/04
20:25

DCE da Pio X vai ao STF para preservação do FIES

 Com o objetivo de garantir o direito ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) para estudantes que já realizaram a prova do Enem e com posicionamento contrário às alterações no FIES, o Diretório Central dos Estudantes da Faculdade Pio Décimo, com o auxílio do advogado Rafael Melo Tavares (OAB/SE 5006), encaminhou para Brasília, esta semana, a documentação necessária para, em parceria com demais entidades de representação civil, ajuizar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

No final do ano passado, milhares de estudantes no Brasil inteiro foram surpreendidos com as mudanças do FIES e com a determinação para que estas mudanças fossem retroativas a contratos firmados desde 2010. De acordo com elas, passa a vigorar a exigência de pontuação mínima de 450 pontos e não ter zerado a prova de redação do Enem para a obtenção do financiamento. Antes, era necessária apenas a aprovação em uma Universidade credenciada pelo Ministério da Educação para tal.

Para o DCE da Faculdade Pio Décimo, o critério retroativo viola o princípio da segurança jurídica do cidadão. De acordo com esta premissa, a luta deste Diretório é para que os alunos já inscritos no FIES tenham direito à renovação de seus contratos, bem como os que já passaram pelo Enem em anos anteriores aos da alteração da portaria. Ainda de acordo com este diretório, estas alterações ainda influenciam deliberada e erroneamente no processo de seleção das Universidades, à medida que estipula processo de aprovação diferenciado para a obtenção do crédito.


Política
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Por Eugênio Nascimento
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