19/04
10:45

Coluna Primeira Mão

Problema salarial será bem maior em maio próximo


Nesta segunda-feira, o secretário da Fazenda, Jeferson Passos, terá ao seu dispor o extrato bancário mostrando quanto a União enviou de Fundo de Participação para o Estado de Sergipe. Com base nesses dados e nas arrecadações próprias, até o final da semana o Governo anuncia se pagará os salários dos servidores em sua integridade ou adotará o parcelamento. Mas o problema maior virá em maio próximo, quando a Petrobras começa a descontar a antecipação dos R$ 330 milhões em royalties, que fez em outubro do ano passado. As dores de cabeça e do esporão dos pés do governador Jackson Barreto vão aumentar.


Buscando apoio


O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), recebeu na quinta-feira passada, em seu gabinete, a deputada estadual Sílvia Fontes. Ele começou o bate papo falando sobre sua gestão, sobre Aracaju e terminou convidando ela e o seu PDT para fazerem parte de sua administração na PMA. Sílvia disse que iria expor o convite para a cúpula dirigente de seu partido. Diante da perda do apoio do PPS, ele está procurando um braço mais à esquerda para seu bloco político e ao que parece deseja mesmo o PDT, da deputada Sílvia Fontes e do prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique.



JB entrega obras em três municípios


O governador Jackson Barreto cumpriu uma maratona de inauguração de obras na manhã desta sexta-feira, 17. Os atos começaram às 9h, na cidade de Boquim, com a entrega do Colégio Estadual Cleonice Soares da Fonseca totalmente reformado e ampliado. Em seguida, o governador foi para Santa Luzia do Itanhy para entregar o Centro Integrado em Segurança Pública e a Creche Comunitária Valquíria Luiza Campos Nascimento. Às 11h30 ele chegou a Indiaroba para inaugurar, além do Ginásio de Esportes Jorge Araújo, o sistema de abastecimento de água do povoado Terra Caída. Foram mais de R$ 7,6 milhões destinados aos três municípios.


João será a opção de seu grupo para a PMA


Nos meios políticos, ninguém tem dúvida de que o atual prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), após ouvir os apelos dos amigos e a recomendável contrária da mulher, a senadora Maria do Carmo, anunciará que vai disputar a reeleição em 2016. Não há em seu grupamento um candidato tão forte e experiente administrativa e politicamente como ele. No mesmo segmento, a duas outras opções seriam o senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura, ambos do PSC. Já com seu nome lançado como pré-candidato, o líder da oposição, deputado Samuel Barreto (PSL), vai continuar pensando que estará na disputa.


Lúcia Falcón: Meta é assentar 120 mil famílias no Brasil



A presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Lúcia Falcón, planeja atingir a meta do governo de assentar todas as cerca de 120 mil famílias sem-terra hoje acampadas em todo o país . Ela quer modificar a forma como o Incra opera para agilizar os estudos de viabilidade e fazer com que o foco desses levantamentos seja “territorial” – e não apenas dedicado especificamente a um ou outro imóvel. Seu objetivo é em 2015 assentar entre 45 mil a 50 mil famílias. A decisão do Executivo de retomar a implantação dos assentamentos ocorre em meio à tentativa de reaproximação entre o governo e os movimentos sociais, que no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff criticaram a desaceleração da reforma agrária.


Dois assentamentos por Estado brasileiro


“A gente pretende até o fim do ano fazer minimamente dois assentamentos em cada Estado”, afirmou a nova presidente do Incra em entrevista ao Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do Valor, acrescentando saber que poderá enfrentar dificuldades na obtenção de terras por vias amigáveis. “A orientação técnica do Incra é: faz uma triagem e, se tem 10 ou 20 imóveis com processo adiantado, vamos deixar os litigiosos para o fim da fila e vamos começar com aqueles que são passíveis de uma desapropriação amigável, rápida, e acelerar esse processo para atingir a meta que o ministro estabeleceu.”


Comissão de verdade


O governador Jackson Barreto (PMDB) teria prometido à deputada estadual Ana Lúcia (PT) criar uma Comissão Estadual da Verdade para apurar perseguições políticas, prisões e torturas durante os anos de vigência do regime militar no Brasil. É uma boa iniciativa e a coluna torce para que dê certo e a história do nosso Estado seja reescrita, mas agora com esse capítulo trágico das vidas dos brasileiros de Sergipe
.


Disputa na OAB-SE


Tanto o presidente da OAB-SE, Carlos Augusto, quanto o ex-presidente Henri Clay Andrade, avaliam que "é bem provável" que a disputa pelo comando da entidade venha a ter três chapas. Consultados pelo blog, eles informaram que ainda é cedo para dar uma posição definitiva, mas deixaram claro que há essa possibilidade. Caso isso se concretize, Carlos Augusto apoiará Roseline Morais, Henri Clay, trabalha o nome de Maurício Gentile, e Inácio Krause manterá em pé a oposição tradicional. A eleição somente acontecerá em novembro


Sempre conversando


O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) tem conversado com alguns dirigentes do PPS. Quer o apoio político para viabilizar o seu nome para a disputa eleitoral de 2016. Como o PPS tende a se aproximar cada vez mais do governo Jackson Barreto, os seus partidários poderão reforçar Nogueira.


Com uma bomba nas mãos


Coube ao ex-deputado federal Márcio Macedo (PT-SE) assumir a Tesouraria Nacional do partido em substituição a João Vaccari. Caberá a Macedo a reorganização das finanças do PT. Tempos difíceis.


Cauê continua forte no governo



Embora esteja fora de cargo do primeiro escalão, o publicitário Carlos Cauê continua muito forte dentro do grupamento próximo ao governador Jackson Barreto. É observável nas fotos de reuniões internas da “turma do palácio” que ele está sempre no lado direito do chefe do Executivo. Dizem que as questões importantes imediatas do governo levam Jackson Barreto a procurar Cauê. Já nos casos mais extremos, as consultas são direcionadas para os secretários João Augusto Gama (Seplag) e Benedito Figueiredo (Segov).


Portas abertas


O presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, Luciano Bispo (PMDB) abriu as portas de seu gabinete e da sala de reuniões para receber os demais deputados, representantes dos poderes Executivo e Judiciário, além de lideranças populares. Por isso, diariamente, a partir das 8h e até às 19h, sempre tem gente conversando com, Luciano na Alese. Novos tempos.


Desempregados e irritados


Os ocupantes de CCs que perderam seus cargos no início deste segundo mandato do governador Jackson Barreto (PMDB) costumam comentar que foram para a campanha, pediram votos e... dançaram. Na verdade, não perceberam o momento da mobilidade e ... caíram. Quando vão mudando as forças em um governo, aqueles que desejam se preservar nos cargos, se aproximam dos novos poderosos e garantem seus empregos. É assim que o jogo funciona.


Insistência demais


O ex-prefeito de Capela, Manuel Messias Sukita, é demasiadamente insistente. Sofreu sucessivas derrotas em suas últimas causas encaminhadas à Justiça, assim como aconteceu na noite da quarta-feira passada, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde brigava para reconquistar a cadeira de deputado estadual ocupada pelo deputado petista Francisco Gualberto. Quem pensava que ele desistiria de vez dessa briga quebrou a cara. Na falta do que fazer, Sukita vai impetrar um novo recurso, sempre alegando que foi eleito, está fora da Assembleia e a aquela que seria sua cadeira está sendo ocupada por um suplente.


Investimentos no turismo



A expectativa dos empresários de turismo coma nomeação de José Roberto para a coordenação do Prodetur é que agora os US$ 60 milhões de financiamento do BID possam realmente causar impacto positivo para o turismo sergipano. Além das obras estruturantes para o setor, a grande expectativa dos empresários é que José Roberto consiga iniciar a licitação de marketing, considerada pela maioria dos empresários de turismo como essencial para que Sergipe possa a ser um destino competitivo no turismo brasileiro.



Profissionalismo


E por falar em Prodetur, é importante que o governo comece a profissionalizar as suas equipes que tratam de financiamentos internacionais. São aproximadamente US$ 200 milhões (quase R$ 600 milhões) em recursos do Prodetur (turismo), Águas de Sergipe (Meio Ambiente), ProRedes (Saude) que precisam ser executados em no máximo quatro anos. Tem muita gente de olho nestes programas esquecendo que não se trata de um "cheque em branco". Tanto o BID como o Banco Mundial exigem um grau de capacidade técnica muito superior do que normalmente é exigida para a gestão de recursos nacionais. Em tempos de crise, o Estado de Sergipe não se pode dar ao luxo de verem estes recursos já disponibilizados gerando apenas custos com o pagamento de juros.


Caminhonete ou camioneta?


Parece se tratar da mesma coisa que muita gente prefere chamar de pick up (e tomara que o Detran não coloque lá também pick ups e picapes). Mas o Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran-SE) adotou retrancas diferentes para o mesmo tipo de veículo. Diz a estatística que circulam em Aracaju 8.279 camionetas e 17.783 caminhonetes. Se os dois tipos de veículos fossem tratados como apenas um, teríamos, então, exatos 26.062 pick ups ou picapes.


Ampliando atuação


O Tribunal de Contas do Estado dá os primeiros passos para conseguir, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o necessário credenciamento que o permitirá realizar auditorias em projetos e programas de governo financiados pela instituição financeira. A manifestação deste interesse foi encaminhada na 4ª feira, após a visita do especialista em gestão financeira do BID, Santiago Schneider ao TCE. Ele reuniu-se com toda a diretoria do Tribunal de Contas, fazendo uma explanação sobre a atuação do Banco e o interesse em fortalecer o controle externo no país. No plano de trabalho que foi estabelecido, uma das etapas consistirá na avaliação de toda a estrutura do corpo técnico do TCE, seguida do processo de qualificação e aprimoramento das atividades. O BID segue o processo de fiscalização nos moldes das normas internacionais de contabilidade.


Ligações marginais


Diariamente, dezenas de famílias de Aracaju recebem ligações de bandidos anunciando sequestros de seus filhos. Eles colocam uma pessoa, que suspostamente seria o filho, gritando pai ou mãe “fui assaltado e agora estou sendo sequestrado. Me ajude, pai!” Logo em seguida um marginal e informa que não é para falar nada com a polícia, se não mata o suposto sequestrado. E daí por diante, começam as negociações. Como todo mundo suspeita da pilantragem, desliga o telefone e procura localizar os filhos e demais parentes. Mas isso é um saco. Dizem que as ligações são de presídios do Sudeste e Centro-Oeste brasileiro.


Enfermeiros parados


Depois de não ter conseguido resposta da Secretaria Municipal de Salgado e nem da Prefeitura para agendar uma reunião com o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese) e os profissionais para um diálogo, a categoria decidiu realizar uma paralisação de 24 horas e uma mobilização no dia 23 de abril, com a Clínica de Saúde do município como local de concentração. A partir dessa quarta-feira (15), seriam reencaminhados os pontos da negociação que o município se nega a responder formalmente e nem informalmente.


Olivier é uma grata surpresa


Há muitos elogios no governo ao comportamento bastante equilibrado do secretário de Estado do Meio Ambiente, Olivier Chagas. Dizem que “ele é uma grata surpresa”.


Juçara Fernandes Leal


-Ela era professora do Departamento de Direito.

-Foi a primeira mulher ocupar cadeira no magistério de Direito em Sergipe.

-Era especialista em Direito Penal.

-Foi chefe do Departamento de direito.

-Sua formação foi feita no Brasil e na França.

-Escreveu importante trabalho sobre o sistema penitenciário sergipano.

-Tinha a doença de Alzheimer e morreu na noite do último dia 13.


Sementes de milho


A Prefeitura Municipal de Estância começou a distribuição de sementes de milho, beneficiando 1.839 agricultores. No total serão distribuídos 8 toneladas de milho, fortalecendo a agricultura familiar, através da Secretaria Municipal de Agricultura. Os agricultores estancianos comercializam seus produtos em dois dias da semana – quarta e quinta-feira – em pontos distintos da cidade. Os produtos são comercializados com os consumidores, sem agrotóxicos e sem fazer uso de intermediários.


Getam é destaque


Nada contra a Polícia Militar de Sergipe. Mas o grupo de trabalho que hoje tem maior visibilidade é o Getam, esse pessoal que circula de moto pelas ruas de Aracaju parando carros e motocicletas para rápidas revistas.


Semana da água


Três dias de chuvas e Aracaju inundada. Vai ser sempre assim. A cidade foi construída sobre um aterrozinho ridículo e quando as marés estão elevadas e chove... é um Deus nos acuda em toda a cidade.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
19/04
10:36

Meu trajeto até o trabalho no trânsito congestionado

Por Kleber Santos

Não sei você, mas nunca vi um trânsito tão congestionado em Aracaju como o destes últimos tempos. E quando chove então? Terrível. Verdadeiro teste para a paciência. Nestas horas, cá entre nós, é uma tentação olhar o WhatsApp (ou “zap-zap” para os íntimos) enquanto o carro está parado, né, não? Os dedos querem ganhar vida própria para navegar nos grupos do aplicativo e, às vezes, arriscar até uma postagem falando exatamente do trânsito. 

Diante deste cenário de ocupação exacerbada dos carros nas avenidas, ter um som automotivo é quase uma questão de sobrevivência, uma vez que usar o celular no volante fere o Código de Trânsito Brasileiro. Talvez, coloco o aparelho de som na mesma necessidade do ar-condicionado. E olhe que Sergipe parece estar mais perto do sol do que o planeta Mercúrio. Quem mora aqui sabe que não estou exagerando... bom... um pouco, confesso! Mas que aqui na terrinha existe um sol para cada habitante disto não tenho dúvida.

A questão é: como aproveitar o tempo no trânsito congestionado? Admito que já tentei ficar ouvindo os programas jornalísticos no rádio, mas como no trabalho já vou ler ou folhear os três jornais diários, além dos sites da internet para observar, prefiro não fazer essa opção, mas nada contra quem assim faz.
 
Até um mês e meio atrás, ficava escutando músicas que gosto da saída de casa até o trabalho, num percurso que dura entre 22 a 30min, sem contar nos dias de chuva quando esse tempo pode se prolongar em até uma hora. Só que nas últimas semanas tenho colocado CDs de mensagens de um cara que admiro muito: Caio Fábio (www.caiofabio.net). As músicas que escolhia são boas, fazem bem a alma. Contudo, as mensagens que escuto agora tem feito muito mais diferença. Acredito que o Kleber que sai de casa é um, e o que chega ao trabalho é outro. As mensagens têm me alimentado para enfrentar o dia-a-dia. Antes, só as ouvia uma única vez. Hoje, posso meditá-las. Fazer uma assimilação com mais cuidado. Perceber pontos que até então havia passado desapercebido. Semana passada, ouvi uma mensagem mais de cinco vezes. Na ida, escutei a metade. Na volta, a outra metade. E foi assim durante a semana. É um exercício de ruminar, assim como os bois fazem. Escuto, penso. Continuo a minha rotina, depois volto a escutar. Alguns dos meus artigos são frutos destes momentos de meditação. 

Só sei que o que poderia ser um momento de impaciência com o trânsito agitado da capital, com o barulho das buzinas, tem sido um período de oportunidade para alimentar minha alma. Numa rotina corrida dessa vida pós-moderna encontrar 20, 30 minutos ou mais, só para ouvir uma mensagem boa diariamente é uma dádiva, um verdadeiro presente. Talvez, se não tivesse esse trajeto até o trabalho não encontraria ou priorizaria um momento para este alimento. 

Aproveitar as oportunidades, está aí uma coisa que Jesus sabia fazer, até mesmo no deslocamento de um lugar para o outro. Boa parte dos trajetos de Jesus eram feitos andando. Gastava-se tempo para chegar ao destino. Há um episódio de que quando Ele saía de Jericó em direção a Jerusalém, distante 24 km, dois cegos apareceram no caminho e Eles os curou. Em outro momento, Jesus deixa a cidade de Cafarnaum e segue para Naim, num trajeto de 35 a 40km, e encontra logo na entrada daquela cidade um velório do filho único de uma viúva. Então, Ele se compadece da mãe, toca no caixão e ressuscita o garoto. Com estes dois episódios, dentre tantos, estou convencido que Jesus Cristo era mestre em aproveitar as oportunidades nesta dinâmica da vida. 

Como você tem aproveitado os momentos de deslocamentos? Esta é a pergunta da semana? Você não precisa fazer como eu faço: ficar ouvindo mensagens. Mas as opções para saber aproveitar são muitas, como escutar boas músicas. Quem sabe, vale a pena preparar num domingo o “player list” da semana, ao invés de ficar refém do que toca nas rádios. Talvez, quando for levar os filhos para a escola seja um bom momento para perguntar como estão, pedir para que tirem o fone do ouvido e se abra para você, visto que cada vez mais os filhos se fecham no próprio mundo e o diálogo na família fica cada vez mais um comportamento escasso. Não sei o que será melhor para você. Eu apenas tento trazer um pouco de luz. 

No mais, não deixe o congestionamento roubar a sua paz ou torná-lo impaciente. E outra coisa: a opção que escolher, faça sempre com responsabilidade, uma vez que a prioridade será sempre o deslocamento propriamente dito. Veja que Jesus curava, ressuscitava e fazia outras coisas boas durante o caminho, mas sempre chegava ao seu destino são e salvo. É isso!


Coluna Kleber Santos
Com.: 0
Por Kleber Santos
19/04
10:32

Pedrinho Bunda de Fora

José Lima Santana
Professor de Direito da UFS


O causo se deu nos tempos das touradas armadas na Praça de “seu” Juca do Caípe, hoje Praça José Barreto de Souza, situada entre a Praça da Matriz e a Rua Petronilho Menezes Cotias, a rua que leva à cidade de pés juntos, ou seja, ao cemitério municipal. 

Nossa Senhora das Dores é terra de pecuária. Depois do ciclo do algodão, que o município produziu muito e de boa qualidade, o gado bovino de corte voltou a imperar. Cidade apropriada, pois, para a realização dos espetáculos de touradas, que alguns abominam. Nos meus tempos de menino, destacava-se o toureiro Geraldo Sem Medo, que, andava e girava, acabava aportando em Dores para uma temporada de algumas semanas. Outro toureiro de quem eu lembro o nome era Didi Power, baixinho e destemido, tal e qual Geraldo, que era alto e magro. Geraldo, todavia, era o rei das touradas e acabaria com um olho perfurado por uma pontada certeira. Os espetáculos geralmente ocorriam dos sábados às segundas-feiras. Em cada noitada, um fazendeiro cedia o gado. Alguns resistiam em ceder, pois, como diziam, e nisso tinham razão, o espetáculo machucava os bovinos. O fazendeiro que mais cedia bois para os espetáculos era o saudoso Juca Barreto, que, a bem dizer, era um sujeito de mão cheia. Cordato, risonho, amigueiro, diferia muito da maioria dos seus pares. Pena que morreu tão cedo! De ataque cardíaco. 

Eu também me lembro de algumas poucas touradas, antes, na Praça da Bandeira, hoje Praça Joel Nascimento, mas que o povo só chama Praça do Jacaré, porque, quando o prefeito Juquinha a urbanizou, entre 1969 e 1970, ali foi construída uma fonte ornamental e nela foi colocado um filhote de jacaré que acabaria sumindo. Uns dizem que o bicho foi surrupiado e passado à panela por um grupo de cachaceiros. Outros dizem que, numa noite de forte trovoada, a fonte transbordou e o jacaré ganhou o mundo. A verdade? Vai-se saber. Entretanto, a Praça da Bandeira, também chamada, outrora, Praça Mauricéa, era mais reservada aos espetáculos circenses. Ainda falarei sobre os circos.

Uma vez, e pelo que eu me recordo, somente uma vez, um toureiro foi morto. Pontada fatal. Boi azucrinado. Noite terrível. Espetáculo suspenso. Caixão roxo de João de Pucina devidamente providenciado. Mundo perigoso aquele das touradas. E perverso para os bois. Aliás, como esquecer, neste momento, “Sangue e Areia”, filme americano, lançado mundialmente em 22 de maio de 1941, do gênero drama, com duração de 125 minutos, dirigido por Rouben Mamoulian e com roteiro baseado na obra homônima de Vicente Blasco Ibáñez? No elenco, dentre outros, Tyrone Power, Rita Hayworth, Linda Darnell, Anthony Quinn e Alla Nazimova. Do ator Tyrone Power, talvez, foi tirada a alcunha de Didi, o toureiro que toureou por estas bandas. Bem lembrando, está em Aracaju, armado na vizinhança de um shopping, e após percorrer várias cidades do interior, inclusive Dores, o Circo Irmãos Power. Com eles, o patriarca Didi. Aquele mesmo dos meus tempos de menino. 

As touradas daquele tempo eram pobres em acomodações para os espectadores. Às vezes, as próprias cercas que separavam a arena improvisada do público eram frágeis. Teve ocasiões em que um ou outro boi conseguiu abrir uma brecha na cerca e invadir o local do público. Um Deus nos acuda! Tudo, porém, acabava em farra. Era uma gritaria danada. Enfim, o boi era controlado. Quando eu ia às touradas, por recomendação de papai, ficava no mais alto do “poleiro”, como eram chamadas as arquibancadas de touradas e circos, e que na boca do povo soava “puleiro”. Precaução para o caso de algum boi desejar cortejar o público. 

Em alguns espetáculos, notadamente às segundas-feiras, noites de casa cheia, alguns espectadores eram convidados para adentrar na arena. Não faltavam alguns corajosos. E, dentre estes, alguns tungados. Ou seja, truviluscos, meio-lá, meio-cá, queimados, quase chapados. Eram momentos de assanhamentos do público. E de temeridade para os convidados dos toureiros. Estes, porém, procuravam dar àqueles a devida cobertura. 

Numa noite de segunda-feira, a lua minguante minguando cada vez mais, parecendo uma tripa prateada manchando o céu, o parco serviço de som do espetáculo, uma boquinha de alto-falante engasguenta, convidou dois destemidos dorenses a adentrarem na arena, mostrando, assim, que “nesta cidade tem homens de coragem”. O primeiro a subir na cerca foi Pedrinho de “seu” Alonso da Cobra D’Água. Aliás, o povoado Cobra D’Água, desde 1920, por Lei estadual (a mesma Lei que elevou Dores à categoria de cidade, em 23 de outubro daquele ano), passou a chamar-se Floresta, mas há quem ainda pronuncie o antigo nome, como eu. Pedrinho estava sóbrio, até porque, ao que me constava, ele não bebia. Era um cabra novo, se muito com vinte anos de idade, magrinho de dar dó, presepeiro, de bem com a vida, vaqueiro de “seu” Aristóteles, na Caiçara, de onde meu avô materno carreava lenha no carro de bois, tendo Zé Luiz, meu primo, vulgo Sebinho, como chamador dos bois. Para quem não sabe e não é da roça, chamador de bois era o sujeito que ia à frente dos animais portando uma pequena vara. Na mesa do carro, como era nominado o lugar onde ficava o carreiro, este impelia os bois, cutucando-os com uma vara longa de ponta de ferro, o ferrão. Um suplício para os bois.
 
Muito bem. Pedrinho, com o indefectível pano vermelho nas mãos, aguardava a abertura da porteira e a entrada do boi na arena. Depois da morte do toureiro que eu mencionei lá atrás, a Prefeitura Municipal passou a exigir que os chifres dos bois fossem embainhados, sob pena de não liberar o local para armar a tourada. Era o poder de polícia administrativa municipal em ação. Diga-se de passagem, uma boa precaução. Isso não impedia, claro, que algumas bainhas se desprendessem dos chifres. Naquela noite, não se desprenderam, mas o boi preto deu com Pedrinho ao chão. Fez o cabra comer terra. Pedrinho rolou e, ainda beijando a areia, recebeu uma pontada nas nádegas. O boi, furioso, babando, o pegou de lado, mas metendo o chifre por debaixo da calça, exatamente na junção dos dois lados do bumbum, no que vulgarmente se chama regada. Não feriu. A ponta entrou na calça sem tocar a carne glútea. O boi levantou Pedrinho. A calça rasgou. Ele estava desprevenido por baixo. Pelado como viera ao mundo. E ficou com a bunda chocha à mostra. Os toureiros o socorreram. E o público, passado o susto, caiu na gritaria. Imaginem os leitores, como o pobre Pedrinho ficou, segurando a calça rasgada debaixo de estrepitosa gargalhada. Algum espirituoso gritou: “Cubra essa bunda seca, Pedrinho!”. 

E foi assim que o populacho dorense passou a apelidar o pobre rapaz de Pedrinho Bunda de Fora. Que coisa, hein? 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 19 e 20 de abril de 2015. 


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
19/04
10:21

A sombra da pedra: enigma no Rio Vazabarris - I

Thiago Fragata*
Historiador

Os intelectuais Manoel dos Passos de Oliveira Telles (1859/1935) e Severiano Cardoso (1840/1907) desenvolveram pesquisas e palmilharam povoados de São Cristóvão em fins do século XIX. Ambos tinham a ex-capital como símbolo oracular onde estariam respostas às mais diversas questões investigadas e apresentaram propostas originais relacionadas a pontos da História de Sergipe, a exemplo, a mudança da Capital. Entendiam que não bastava folhear papéis de arquivo, escutar o povo era um exercício imprescindível. Algum morador possuía a informação-chave: ouvira dos parentes, testemunhara, etc. São Cristóvão era assim a lendária esfinge a lançar enigmas aos incautos descobridores.

Na última série, “Anedotário de São Cristóvão”, compartilhei  pesquisa baseada nas estórias que o povo sancristovense conta sobre a forca no imaginário dos moradores do centro histórico.(1) Acredito na memória como matéria-prima do conhecimento e da imaginação. 

Recentemente, voltei a escutar as populações ribeirinhas das Pedreiras, da Ilha Grande e do Porto São Francisco a respeito de outra questão misteriosa: a sombra da pedra. Tinha 16 anos de idade quando ouvi o desabafo do meu pai, o popular Tiago do Gelo: “Não quero rede minha na sombra da pedra, chega de prejuízo!” Demorei a compreender o que representava de fato a sombra da pedra, pensei numa rocha e só. É mais que isso... 

O mote deste artigo é lançar hipóteses à seguinte questão: o que significa a sombra da pedra, localizada no ponto onde o rio Paramopama se encontra com o rio Vaza-barris, entrada da antiga capital de Sergipe d'El Rey? 

MORADA DO MERO - Cresci ouvindo muitas estórias contadas pela boca dos pescadores. Os relatos davam azo à imaginação... Uma tanto me impressionou que fiz apontamentos. Todo mundo acrescentava um ponto se o assunto fosse “a sombra da pedra”. 

Hoje tenho uma imagem definida do rochedo, um arrecife em formato quadrangular submerso, uma base brocada visível nos períodos de calmaria quando a água desvela a silhueta de batismo. Uns falavam da sombra da pedra como sinônimo de prejuízo, porque a rede que se prendia em suas paredes de cascalho não se resgatava. Linhas e anzóis sem conta perderam-se e ornamentavam o rochedo há uns 10 metros de profundidade. Outros falavam daquele lugar como ponto piscoso. 

Razões para evitar a pesca nas proximidades da sombra da pedra todos tinham. O número de “mipas” (pescaria sem peixe) constituía-se um problema que definia a possibilidade de risco/mês que um dono de rede poderia considerar. Independente de qualquer coisa, a pescaria farta seria certa aos que manejassem cautelosamente as armadilhas ali. No entanto, alguém sempre lembrava de um fulano ou beltrano que sumiu na sombra da pedra, mergulhou e nunca emergiu...  

A sombra da pedra não era a única coisa que atemorizava os trabalhadores do mar, naquelas águas aparentemente residia um mero. Mil estórias ainda ecoam nos meus ouvidos sobre a fantástica criatura. O nome científico do bicho é Epinephelus Itajara. Itajara é um termo tupi que significa "senhor da pedra" (itá, pedra + îara, senhor). Esse animal marinho vive nos oceanos Atlântico e Pacífico. Entre suas características, destacam-se a longevidade (pode viver até 40 anos) e sua capacidade de se camuflar no seu hábitat: as pedras.(2)

Dos causos compulsados dentre os pescadores uma unanimidade, todos disseram que sombra do peixe gigante na superfície d’água, bem próximo a tal pedra, explicava a origem do nome. Após descrever o  exemplar da megafauna marinha, um deles acrescentou: “E quando passou ao lado da canoa, deu para avistar ostras no seu costado, por pouco não virou meu barco.” Boa parte dos relatos sobre o mero exageram o seu tamanho e o caracteriza “velhaco” por duas razões: consegue escapulir de armadilhas, é um predador oportunista – surpreende suas vítimas. O serranídeo, animal da mesma família das garoupas e do badejo, pode atingir 2,7m de comprimento e pesar 450kg. 

Faz tempo... Ninguém fala do gigante marinho que habitava a região onde o Paramopama deságua no Rio Vaza-barris, no povoado Pedreiras. Sumiu, ficou apenas o cenário. Será que alguém capturou o peixe velhaco ou ele encantou-se?”. Os que insistem na sua existência apresentam a maior prova: a sombra da pedra.  (continua)

* Thiago Fragata é poeta e historiador, sócio do IHGSE, professor da SEED/SE, membro do Grupo de Pesquisa Culturas, Identidades e Religiosidades (GPCIR/CNPq) e do Grupo de Pesquisa Sergipe Oitocentista (SEO/CNPq). E-mail: thiagofragata@gmail.com        
NOTAS DA PESQUISA: 1 - FRAGATA, Thiago. Anedotário de São Cristóvão. Jornal da Cidade, edições 2, 6 e 12 de agosto de 2014. 


Colunas
Com.: 0
Por Kleber Santos
19/04
09:29

O FMI e o potencial de crescimento da economia mundial

Ricardo Lacerda
Professor do Departamento de Economia da UFS

As recorrentes revisões para baixo das projeções que elabora sobre crescimento da economia mundial instigou o Fundo Monetário Internacional a investigar as mudanças recentes no potencial de crescimento de longo prazo entre as economias avançadas e entre as economias emergentes.
A figura apresentada, extraída da edição de abril do Panorama da Economia Mundial, ilustra como os PIBs das economias avançadas e dos mercados emergentes evoluíram a taxas bem inferiores às que foram projetadas em 2007 e 2008, antes da deflagração da crise financeira internacional.

Gráfico: Evolução dos Índices de crescimento das economias avançadas e das economias emergentes comparados com as projeções pré-crise. (2007=100)


Produto potencial
A edição de abril de 2015 do relatório Panorama da Economia Mundial dedica o capítulo 3 ao exame da queda do potencial de crescimento de longo prazo nos últimos anos. O capítulo examina as mudanças recentes que aconteceram na evolução dos fatores do lado da oferta (trabalho, capital e tecnologia) que teriam provocado deslocamento para baixo no potencial de crescimento, tanto entre as economias avançadas quanto entre os chamados mercados emergentes.

Segundo o relatório, o crescimento de longo prazo entre as economias avançadas teria espaço para acelerar moderadamente nos próximos anos, à medida que forem amortecidos os efeitos restritivos da crise financeira.

As economistas emergentes, por sua vez, se situariam em outro estágio e amargariam redução adicional do produto potencial depois de terem conhecido um período relativamente longo de sua ampliação, entre o início dos anos 2000 e a deflagração da crise financeira no final de 2008.

O relatório aponta as razões substantivas para que o potencial de crescimento das economias avançadas não alcance as taxas do período pré-crise: fatores associados a questões demográficas como o envelhecimento da população e aspectos relacionados ao ritmo lento da recuperação do investimento.

No caso das economias emergentes, as taxas de expansão do PIB dos últimos anos viria se posicionando acima do seu potencial, rebaixado após a crise de 2008, resultando em desequilíbrios fiscais e nas contas externas que minaram a confiança das empresas e famílias sobre as perspectivas de crescimento.

Para o relatório do FMI, três seriam as causas da revisão para baixo do potencial de crescimento de longo prazo das economias emergentes: o envelhecimento da população, a forte contração dos investimentos que acompanhou a crise internacional e a desaceleração dos incrementos de produtividade à medida que as economias emergentes reduziram a diferença tecnológica em relação às economias avançadas. Em outras palavras, a maior parte das economias emergentes está crescendo mais do que pode.

Para aqueles países que se encontram em tal situação caberia seguir duas linhas de ação: ajustar o crescimento efetivo ao potencial de crescimento, adotando politicas fiscais e monetárias restritivas, e fazer as reformas e investir em recursos humanos a fim de ampliar tal potencial, a receita básica das agências internacionais.

Avançadas e emergentes
O FMI projeta que as economias avançadas devem ampliar o potencial de crescimento médio anual de 1,3% entre 2008-2014 para as taxas ainda muito modestas, de 1,6% entre 2015 e 2020, assinalando que elas alcançaram 2,25% entre 2001 e 2007. A ampliação do potencial de crescimento entre as economias avançadas decorreria do incremento gradual da taxa de investimento, acelerando a ampliação do estoque de capital à medida que a crise ficasse para trás. Taxa média anual de 1,6%, definitivamente, não é uma perspectiva animadora.

Entre os países emergentes, o crescimento do produto potencial teria se retraído da média anual de 6,5%, entre 2008 e 2014, para 5,2%, entre 2015 e 2020.

Como dito acima, a estimativa da expansão do produto potencial, que funcionaria como um teto para o crescimento equilibrado, se baseia na velocidade do crescimento da força de trabalho, do estoque de capital e dos ganhos de produtividade proporcionados pela instalação de equipamentos mais modernos, por contar com mão-de-obra mais qualificada ou até mesmo por mudanças do ambiente econômico tornando-o mais favoráveis à expansão dos negócios e à inovação. O fim e ao cabo significa apenas que a economia somente pode crescer de forma equilibrada de acordo com a quantidade e a eficiência dos fatores de produção com que dispõe, uma simples igualdade matemática.
Quando as condições internas ou externas alterarem as possibilidades do crescimento do uso ou da disponibilidade dos fatores ou a eficiência ou rentabilidade deles novos cálculos deverão ser feitos.

Há limitações cruciais nas estimativas do produto potencial que fazem com que sejam desautorizadas seguidamente: mudanças institucionais, tecnológicas, regulatórias, financeiras ou macroeconômicas inesperadas ou mal dimensionadas na economia mundial fazem picadinho das melhores projeções, como ocorreu após a deflagração da crise financeira internacional; em relação aos países emergentes, persiste uma limitação adicional; subestima-se o enorme potencial de crescimento que tem a incorporação de grandes contingentes de força de trabalho subaproveitada, assim como o da inclusão de tais pessoas no mercado de consumo.

*O autor é também Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
19/04
09:04

Programação esportiva completa da TV: Vasco e Flamengo é o destaque

7h30 - CSKA Moscou x Krasnodar, Russo, ESPN Brasil

7h30 - Joventut x Valencia, Espanhol de basquete, Bandsports

8h15 - GP2, GP do Bahrein, SporTV 2

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12h - Montpellier x Caen, Francês, SporTV

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16h - Flamengo x Vasco, Estadual do Rio, Band e Globo (menos SP)

16h - Lyon x St. Etienne, Francês, ESPN

16h - MotoGP, GP da Argentina, SporTV 2

16h - Chicago Blackhawks x Nashville Predators, hóquei no gelo, ESPN +

17h - Indy, etapa de Long Beach, Bandsports

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21h30 - Lanús x Boca Juniors, Argentino, Fox Sports 2

23h30 - LA Clippers x San Antonio Spurs, NBA, SporTV 2


Esportes
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Por Kleber Santos
18/04
21:18

A política de desenvolvimento social do governo frente à crise financeira

O Estado de Sergipe realizou em 2014 o segundo maior volume de investimentos dos últimos dez anos. Foram R$ 500 milhões aplicados em obras voltadas para infraestrutura e desenvolvimento econômico em sedes municipais e povoados do interior e da capital. Os valores, no entanto, foram pouco abaixo que no ano de 2010, onde foram destinados R$ 501 milhões para a política desenvolvimentista estadual. Os dados receberam quase nenhuma atenção dos deputados estaduais que estiveram presentes à explanação do secretário estadual da Fazenda, quando da ida de Jeferson Passos à Assembleia Legislativa na quarta passada para apresentar o cumprimento das metas fiscais dos últimos quatro meses de 2014.

A bem da verdade, o assunto não é afeito à área econômica do Estado, mas a Sefaz tem as informações sobre o fluxo de recursos utilizados por todo o governo. Fora do contexto da audiência pública, Jeferson Passos ressaltou que se for feita uma análise dos valores aplicados nos últimos anos em obras será possível identificar claramente o perfil das gestões de Marcelo Déda e Jackson Barreto a partir de 2007. Neste caso, essa análise torna por deixar clara também a forma como a gestão de oposição ao PT e ao PMDB elencou suas prioridades.


Os quatro primeiros anos do PT no Governo de Sergipe (2007-2010) utilizou recursos da ordem de R$ 1,135 bilhão, atingindo o pico de R$ 501 milhões no ano de 2010. Somente este valor foi quase o total de investimentos realizados pelo ex-governador João Alves Filho entre os anos de 2003 e 2006, quando aplicou R$ 665 milhões. Seguindo a política de desenvolvimento socioeconômico planejada pelo PT, o segundo quadriênio (que corresponde aos anos de 2011 até 2014) da aliança PT/PMDB elevou o patamar de investimentos em obras para R$ 1,537 bilhão, sendo o ano de 2014 o de maior volume de aplicação (R$ 500), quando o Estado iniciou as obras previstas no Proinveste, Sergipe Cidades e outros programas de infraestrutura.


É bem verdade que boa parte dos recursos foi oriunda de empréstimos e convênios, mas essa foi a opção encontrada pelo governo para atender as demandas estruturais do Estado mesmo com uma crise que aplica um garrote ao caixa do Tesouro Estadual. E Sergipe seguiu o mesmo caminho que os demais Estados do País, que limitados financeiramente bateram à porta do Governo Federal para facilitar o acesso a empréstimos que evitassem a inviabilização das administrações públicas estaduais: sem dinheiro devido à queda na arrecadação e sem recursos que pudessem ativar as economias locais, os Estados estariam fadados à bancarrota. A União percebeu o quanto isso iria atingir o próprio desempenho do País e permitiu a flexibilização dos critérios de endividamento dos Estados.


O destaque deste perfil dos últimos oito anos de governo é ainda maior ao considerar que a partir de 2009 não só Sergipe, mas o País entrou em um quadro de crise econômica grave. Em 2008 o Estado começou a perceber que seus recursos estavam se esvaindo em função de um componente pouco expressivo até então: o déficit da previdência. 13,66% da receita corrente líquida naquele ano estavam sendo corroídos pelo pagamento de despesas previdenciárias, enquanto ao final de 2014 o percentual pulou para quase ¼ de tudo o que Sergipe arrecada: exatos 24,66%. Parte deste rombo nos cofres do Tesouro Estadual reside na constatação de que justamente a partir de 2008 um relevante quantitativo de servidores públicos admitidos na década de 80 estão completando tempo de serviço e requerendo suas aposentadorias. Mas o recurso que garantiria o benefício foi sendo retirado do fundo de pensões ao longo dos anos, sendo totalmente zerado em 2006. Resta agora ao Estado sofrer com a sangria imposta pelo aporte para a previdência, que fechou 2014 em R$ 895,9 milhões. Sem saída, o governo encontra na fonte de empréstimos a solução para executar investimentos que promovam o desenvolvimento econômico e social, para gerar empregos e renda, atenuando os efeitos da crise financeira nacional.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
18/04
20:32

Quem fez isso?


O portal que reduziu o tamanho da rua que dá acesso a areia da praia da Caueira em direção à praia do Coqueirinho é assunto frequente nas rodas de bate papo no litoral de Itaporanga D’Ajuda (SE). Dizem os populares que o autor disso ainda se dá ao luxo de colocar um portão para que os carros não circulem na área e lhe obrigue a ouvir o barulho dos motores. E o direito de ir e vir é desrespeitado sem que ninguém se posicione sobre a questão. O problema existe desde o segundo semestre do ano passado.


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Por Eugênio Nascimento
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