23/04
20:47

É urgente uma agenda de desenvolvimento para o Nordeste

Ricardo Lacerda
Professor da UFS

Da mesma forma que foi favorecida pelo ciclo de crescimento e de inclusão social entre 2004 e 2014, a região Nordeste vem sendo especialmente penalizada pela recessão dos dois últimos anos. 

Se a recessão inicialmente atingiu com maior intensidade a atividade industrial e, por esse motivo, se concentrou nos estados e regiões mais industrializados, atualmente a crise econômica tem sido mais dura com o setor de serviços, alcançando com força também os estados e regiões mais pobres e com mercados de trabalho mais frágeis, em que uma parcela mais da força de trabalho busca o sustento em atividades informais. 

A seca que já se estende por seis anos derrubou a renda do interior da região e desorganizou a atividade agrícola, tanto nas áreas dedicadas aos modernos agronegócios, como no Oeste da Bahia, como nas sub-regiões em que se concentra a produção familiar, tanto nas zonas úmidas como no semiárido. 

A população ocupada na região na média dos quatro trimestres de 2016 caiu 4,9% em relação à média de 2015, constatando-se um milhão, cento e sete mil ocupações perdidas no período. A situação do mercado de trabalho na região deteriorou-se em uma velocidade muito mais acentuada em 2016 do que em 2015, primeiro ano da crise, quando o montante de ocupações não havia caído. Somente no último trimestre de 2015 o mercado de trabalho regional entrou em queda livre. No momento atual o nível de atividade da economia do Nordeste pode estar atingido o fundo do poço, mas a situação do mercado de trabalho continua dramática, especialmente por conta do colapso da construção civil e pelos efeitos da estiagem sobre as ocupações agrícolas. 
 

Longo prazo
Em uma visão de longo prazo, as perspectivas do Nordeste são problemáticas em função do redirecionamento que deverá ser dado ao país, em que as políticas públicas de desenvolvimento econômico e social deverão recuar, à semelhança com que aconteceu nos anos noventa.
  
Apesar das melhorias obtidas no último ciclo de crescimento em termos de indicadores de renda, acesso a bens de consumo e de serviços públicos, saúde e educação, a posição da região é muito desfavorável em relação à média do país e da maioria das demais regiões.

É necessário reconhecer o déficit do Nordeste, comum a todos os estados da região, dos principais fatores de competitividade da economia contemporânea, o que restringe a sua inserção em novos ciclos de crescimento na economia global, vencida a instabilidade atual. 
 
A agenda
São enormes os desafios para suprir as suas enormes carências sociais e econômicas, enfrentando a questão da pobreza de sua população e dotando a região dos fatores econômicos para elevação desses indicadores aos mesmos padrões das regiões mais ricas. 

A agenda de desenvolvimento envolve a ampliação e melhoria das políticas públicas de educação e saúde, investimentos em infraestrutura física (os ativos tangíveis) e em qualificação profissional e ciência e tecnologia (os ativos intangíveis).

Diante do provável encolhimento da ação do estado, não se pode esperar nada de significativo em termos de políticas de indução de investimentos para a região. No momento, os investimentos da cadeia de petróleo e gás encontram-se em franco descenso, com riscos de desorganização. 

Para a região cabe, ao tempo em que atrai os investimentos intensivos em mão-de-obra, a fim de absorver o excedente estrutural de força de trabalho, se preparar para a transição de maior envergadura, em direção a atividades que requerem conteúdo tecnológico mais elevado e recursos humanos adequados a esse novo padrão. 

Nos principais centros urbanos, que dispõem de força de trabalho com escolaridade mais elevada, há espaço para fortalecer as atividades de maior conteúdo tecnológico. Uma agenda de desenvolvimento regional deve contemplar também o fortalecimento do setor de energias renováveis.
 
É necessário um olhar especial para estimular as potencialidades do semiárido e dos pequenos centros urbanos, menos articulados às economias metropolitanas.  
Os investimentos em infraestrutura produtiva, como portos, aeroportos e eixos rodoviários ou ferroviários têm o potencial de articular produções locais a mercados mais amplos, e, na maioria dos casos, devem ser entendidos como ativos que extrapolam uma localidade específica. 

Políticas regionais voltadas para a ampliação da oferta de capacidade produtiva devem, levar em consideração as desigualdades de potencial produtivo na escala territorial condizente com essas estruturas e que podem estar refletidas no PIB per capita dessas dimensões espaciais relativamente maiores.

O desafio da política de desenvolvimento regional é harmonizar as políticas voltadas para potencializar a competitividade das economias regionais, em sua escala territorial relevante, e aprofundar a democratização por meio do acesso à renda e às políticas públicas. 

Nas tarefas de eleger prioridades e monitorar os êxitos e as carências, a seleção de bons indicadores e a definição da dimensão territorial relevante fazem toda a diferença para que o progresso não se dê apenas “na média” do recorte espacial selecionado e que atinja de fato as populações e os territórios mais carentes.


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
23/04
18:45

Uma canção desesperada

José Lima Santana
Professor da UFS

Jota Pinto de Felismina de Chico Caroço andava amorrinhado. Assim de repente. Andava mais do que jururu. Cabisbaixo. Até parecia um rolete de cana chupado no meio da feira. Ruinzinho, ruinzinho. Dava dó. Quem foi Jota Pinto! Num tava sendo nem uma sombra distante do que ele tinha sido até pouco tempo. Tornara-se assim de uns dias para cá. Até meio remelento ele andava. Os olhos andavam mosquitentos. Um horror! Mais dia, menos dia, haveria de bater a caçoleta. Logo, logo seria envelopado num pijama de madeira. A cidade de pés juntos o aguardava para breve. À vista de todos, assim de repente, ele era um homem sem salvação.

Viúvo há pouco, não tinha decorrido nem um ano que Dona Julinha tinha se transferido para o jardim de folhas mortas, onde o silêncio reinava absoluto. Tadinha! Sofreu muito mais do que sovaco de aleijado, quando a feira era longe, como no passado se dizia. Uma doença infeliz a devorou em poucos meses. Naquele tempo, especulava-se que era “nó nas tripas”. Hoje, se diz câncer no intestino. Bicho fatal. 

Os filhos e as filhas, noras e genros de Jota Pinto o cercavam com mesuras, aflitos com o seu estado de falta de ânimo. Pouco comia, pouco dormia. Até o netinho mais novo, Filipinho, que era o xodó do avô, olhava-o desconfiado. A vizinhança maldava isto e aquilo. E tinha quem maldava demais. Teria ele a mesma doença da finada? Ou a morte da velha, meses depois, o teria deixado em continuado desconsolo? Ora, bem casados eles foram. Casaram-se ainda muito jovens, envelheceram juntos sem maiores discordâncias e dissabores. Um exemplo de casal afinado por aquelas bandas, a merecer os maiores encômios do Monsenhor Cláudio Fontes, pároco por mais de trinta anos da localidade. 

Alguma coisa muito séria Jota Pinto tinha. Não era um bagaço de homem. Longe disso. Aos setenta anos, ainda era um tronco de baraúna. Ao menos parecia ser, não fosse, naquele momento, aquele aparente estado lastimável. O homem definhava como os galhos de um pé de pau sapecado pelo fogo. Em poucos dias, começou a andar meio curvado. Porém, indagado pelos parentes, dizia não estar doente. Como não?  Os filhos achavam que ele deveria aconchegar-se numa mulher de meia idade, que lhe respeitasse e lhe aproveitasse no fim da vida. Ele não respondia aos estímulos dos filhos. 

Jota Pinto, ou seja, José Mascarenhas de Souza Pinto era dos Souza Pinto do Morro Alto, povoado de boas terras de massapê preto e escorregadio como quiabo nos tempos de bons invernos ou de boas trovoadas, que, aliás, andavam vasqueiras nos últimos três anos. Os homens da família Souza Pinto eram de viver muito tempo. Houve até um deles, Humberto de Zé Grande, que passou dos cem anos. E não foi somente ele, não. Uma aparentada daquele povo, uma tal de Joaninha, viveu mais de cento e dez anos, tomando uma pinga de vez em quando e pitando um cachimbo de bola de barro, o mel do fumo de rolo escorrendo pelo canto da boca. A raça dos Souza Pinto não era de moleza. Mas, naqueles dias, Jota Pinto destoava da parentela, como nunca ocorrera antes. 

Por aquele tempo, um pouco antes de Jota Pinto andar de crista baixa, tinha chegado um circo na cidade. Era uma diversão de que Jota Pinto gostava. Mesmo amargando a viuvez recente, vestindo luto fechado, como convinha naquele tempo, ele levou os dois netos mais taludos para assistirem ao espetáculo, que tinha bons palhaços, bons trapezistas, bom mágico, boas rumbeiras, que faziam os homens irem ao delírio, especialmente os mais jovens, um globo da morte e o indefectível drama, ao final do espetáculo, que, às vezes, arrancava lágrimas das mulheres. Os netos de Jota Pinto deram boas gargalhadas com as peripécias dos palhaços Pinga Fogo e Chulapa. 

Jota Pinto, discretamente, pareceu ter gostado de uma bela rumbeira de pernas bem fornidas. Ao passar o lenço vermelho no seu pescoço, como era de costume, na tentativa de conseguir algum dinheiro, ela recebeu a nota mais graúda então existente. Dinheiro enrolado na mão direita dele, diretamente para a mão direita dela. Um neto de Jota Pinto, o mais taludo, Chiquinho, notou um leve sorriso na boca do avô. A rumbeira, que se chamava Florbela, bem que valia a nota graúda e o sorriso de Jota Pinto. Como deveras mereceu de outros homens. Lenço no pescoço, dinheiro na mão. O único homem que não meteu a mão no bolso para agraciar a rumbeira Florbela, nem nenhuma outra, foi Waldeck Felizola, o homem mais rico da cidade. Arrancar um tostão furado daquele ali era trabalho impossível, mesmo para a rumberia bonitona e de pernas fornidas.

O circo agradou em cheio ao povo da cidade. Dos povoados e das cidades circunvizinhas, todas elas bem menores, as pessoas acorriam para os espetáculos dos fins de semana. Casa cheia aos sábados e domingos. E, assim, o circo foi ficando. Jota Pinto foi ao circo duas outras vezes seguidas. O lenço vermelho e perfumado de Florbela não deixou de ser lançado no pescoço do viúvo, como no de tantos outros. Era o costume. 

Na terceira semana, Jota Pinto não foi mais ao circo. Foi quando começou a amolecer. Os netos insistiram, mas ele não cedeu. E foi amolecendo cada vez mais. 
Um dia, Cirilo de Maria Chica, compadre de Jota Pinto, indagou, em ligeira visita: “Compadre, tu num tá assim macambúzio, assim jururu, num seria a falta de sustança pra garantir dengo a uma mulher? Num será isso, não? Esse tipo de coisa é que deixa um homem nesse estado, compadre, remoendo pelos cantos, sem poder acender o pavio do candeeiro”. Jota Pinto apenas maneou a cabeça em sinal de negação. Não era aquilo que o compadre Cirilo maldava, não. Era não. Até que sustança ele ainda tinha. Tava tinindo como um bode pai de chiqueiro. Até o padre lhe recomendou casar. 

Os dias se passaram e Jota Pinto foi envergando o corpo, derreando os ombros, parecendo um bem-te-vi com sono. Nada lhe doía no corpo surrado de tanto pelejar desde menino. Corpo até bem pouco tempo rijo como uma pedra. Ir ao médico, Jota Pinto se recusava. Fazer o quê, se dor nenhuma ele sentia? A família dele não sabia o que fazer, nem o que dizer. Todos se preparavam para o pior. A prosseguir naquele estado, Dona Julinha não demoraria a vir buscar o marido. Dizia-se.

O circo de Zé Bezerra ainda estava na cidade. Já tinham se passado dois meses e dias. No domingo próximo seria o último espetáculo. Aliás, dois espetáculos. À tardezinha e à noite. Com certeza, casa mais do que cheia. Um velho Cadillac rabo de peixe com duas bocas de alto-falante apregoava os dois espetáculos. Jota Pinto chamou os netos para irem ao circo. Enfim, animou-se, embora emborcado feito um anzol. 

O espetáculo da noite foi um delírio para o público. No da tarde não deveria ter sido diferente. A rumbeira Florbela estava mais bonita do que nunca. Porém, somente um cavalheiro teve o seu lenço vermelho e perfumado roçando-lhe o pescoço. Foi Salustiano, dono da mais sortida loja de tecidos da cidade, outro viúvo, mais novo e muito, muito mais endinheirado do que Jota Pinto. Desde a terceira semana que o circo estava na cidade, a rumbeira Florbela só lançava o lenço vermelho e perfumado no pescoço do lojista. Os comentários na cidade davam conta de um caso amoroso entre Salustiano e a rumbeira Florbela. 

Naquela noite de despedida do circo, os olhos do velho Jota Pinto derramaram duas lágrimas muito longas. E no seu íntimo, ele entoou uma canção desesperada. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
23/04
20:21

Gilmar Carvalho continua ouvindo as bases e sem partido

Embora já tenha sido convidado a integrar os quadros do  PPS, SD, PRB e PDT, entre outras agremiações políticas, o deputado estadual Gilmar Carvalho (sem partido) continua sem uma definição. No momento, conforme informou ao blog, está ouvindo as bases políticas e os amigos. Mas há comentários nos meios políticos dando conta de que estaria propenso a se filiar ao PPS. Ele nega definição.



Política
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Por Eugênio Nascimento
23/04
20:03

Governo promoverá praças e oficiais da PM nesta segunda-feira

Graças à Lei referente a Progressão por Tempo de Serviço (PTS), sancionada pelo governador Jackson Barreto no segundo semestre de 2016, serão promovidos nesta segunda-feira, 24, 1.267 homens e mulheres da Polícia Militar do Estado de Sergipe (PMSE). O ato é histórico, já que é a primeira promoção de oficiais e praças de Sergipe em função da PTS.

O evento marca a promoção de 44 oficiais e 1.223 praças da PMSE. Vale frisar que, do montante promovido nesta solenidade, apenas 20 oficiais não estão ascendendo por meio da PTS, sendo elevados por força do sistema tradicional de promoção.

Os servidores militares de Sergipe estavam com suas carreiras congestionadas, mas a partir do PTS foi estabelecido tempo máximo de permanência do militar no posto ou graduação em que se encontra, garantindo a fluidez da sua trajetória na Corporação, independentemente da abertura de vagas. 
 
A Progressão por Tempo de Serviço visa valorizar o trabalho dos profissionais da PM de Sergipe, já que evita que permaneçam na primeira graduação por 18 anos (quase 2/3 da carreira), como era habitual acontecer na Instituição.
 
Promoções

Os promovidos estão distribuídos entre nove postos e graduações: 23 capitães passam a major; nove primeiros-tenentes a capitão; sete segundos-tenentes a primeiro-tenente e cinco subtenentes a segundo-tenente. Também serão elevados 51 primeiros-sargentos a subtenente; 72 segundos-sargentos a primeiro-sargento; 41 terceiros-sargentos a segundo-sargento; 349 cabos a terceiro-sargento e 710 soldados a cabo.

Homenagem a Tiradentes

A solenidade, que promove oficiais e praças, também acontece em homenagem ao 21 de abril, dia do Patrono das Polícias Militares do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que, pela lei 4.897, de 09/12/1965, foi proclamado Patrono Cívico da Nação Brasileira.

Ações 

Em janeiro deste ano, a Polícia Militar realizou formatura solene com promoção de Praças e Oficiais e ingresso de 237 alunos no Curso de Formação de Praças. Será a terceira turma que, ao fim do curso, ingressará nos quadros da Polícia Militar do Estado de Sergipe. Em março de 2016, ingressaram na corporação 350 novos soldados e, em janeiro de 2015, aconteceu a formatura da primeira turma constituída por 657 novos soldados. 

Em dezembro de 2016, o governador Jackson Barreto sancionou a Lei de Subsídios aos Militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. 

Subsídios

A Gratificação de Atividade em Eventos (Grae) foi transformada em Retribuição Financeira Transitória pelo Exercício de Atividade Extraordinária (Retae) em 2017, permitindo que cabos e soldados recebam valor duas vezes e meia maior que o anterior. Passa a haver auxílio uniforme anual no valor de R$ 1.700,00 que beneficiará todos os oficiais e praças da PMSE/CBMSE.

Com as medidas, o policial militar passar a ter subsídio como forma de remuneração, desaparecendo a possibilidade de perdas na sua aposentadoria de algum recurso. (Da assessoria)

 



Política
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Por Eugênio Nascimento
23/04
13:10

Aracaju não é boa opção para morar, revela estudo da Macroplan

Um estudo realizado pela consultoria Macroplan e publicado pela revista Exame mostra que Aracaju está entre as piores capitais do Brasil para morar. A capital de Sergipe aparece na 21 ª colocação, superando apenas São Luís (MA), Belém (PA), Maceió (AL), Porto Velho (RO) e Macapá AP). Vive-se melhor em Curitiba, no Paraná.

O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. Macapá ficou com um índice de 0,434. Curitiba atingiu 0,696. O desempenho de Aracaju foi de 0,512. Foram analisados municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.


Veja a seguir algumas das avaliações do ranking :


O RANKING DAS CAPITAIS DO PAÍS

Ranking

Capital

Estado

Índice

Curitiba

PR

0,696

Florianópolis

SC

0,686

Vitória

ES

0,681

Belo Horizonte

MG

0,677

São Paulo

SP

0,673

Palmas

TO

0,657

Campo Grande

MS

0,645

Rio de Janeiro

RJ

0,627

Goiânia

GO

0,622

10º

Porto Alegre

RS

0,622

11º

Boa Vista

RR

0,593

12º

João Pessoa

PB

0,574

13º

Cuiabá

MT

0,569

14º

Fortaleza

CE

0,566

15º

Salvador

BA

0,555

16º

Recife

PE

0,543

17º

Natal

RN

0,542

18º

Teresina

PI

0,536

19º

Rio Branco

AC

0,529

20º

Manaus

AM

0,528

21º

Aracaju

SE

0,512

22º

São Luís

MA

0,508

23º

Belém

PA

0,486

24º

Maceió

AL

0,473

25º

Porto Velho

RO

0,470

26º

Macapá

AP

0,434

COMO CADA CAPITAL SE SAIU EM EDUCAÇÃO E CULTURA

 

Ranking

Capital

UF

Índice

Vitória

ES

0,630

Florianópolis

SC

0,619

São Paulo

SP

0,579

Palmas

TO

0,557

Belo Horizonte

MG

0,546

Curitiba

PR

0,543

Rio de Janeiro

RJ

0,540

Cuiabá

MT

0,536

Campo Grande

MS

0,529

10º

Teresina

PI

0,526

11º

Rio Branco

AC

0,504

12º

Goiânia

GO

0,503

13º

São Luís

MA

0,494

14º

Fortaleza

CE

0,492

15º

Porto Alegre

RS

0,485

16º

Manaus

AM

0,465

17º

Boa Vista

RR

0,460

18º

Recife

PE

0,445

19º

Porto Velho

RO

0,439

20º

Natal

RN

0,434

21º

João Pessoa

PB

0,416

22º

Aracaju

SE

0,378

23º

Belém

PA

0,369

24º

Salvador

BA

0,369

25º

Macapá

AP

0,362

26º

Maceió

AL

0,341

COMO CADA CAPITAL SE SAIU EM SAÚDE

 

Ranking

Capital

Estado

Índice

Curitiba

PR

0,692

Palmas

TO

0,688

Vitória

ES

0,686

Belo Horizonte

MG

0,682

Florianópolis

SC

0,671

Campo Grande

MS

0,622

Goiânia

GO

0,605

Fortaleza

CE

0,601

São Paulo

SP

0,598

10º

Porto Alegre

RS

0,593

11º

Natal

RN

0,587

12º

Boa Vista

RR

0,587

13º

João Pessoa

PB

0,577

14º

Porto Velho

RO

0,568

15º

Teresina

PI

0,557

16º

Rio de Janeiro

RJ

0,556

17º

Manaus

AM

0,554

18º

Rio Branco

AC

0,548

19º

Cuiabá

MT

0,548

20º

Recife

PE

0,544

21º

Aracaju

SE

0,537

22º

Belém

PA

0,535

23º

Salvador

BA

0,520

24º

Maceió

AL

0,507

25º

Macapá

AP

0,498

26º

São Luís

MA

0,497


COMO CADA CAPITAL SE SAIU EM SAÚDE

 

SEGURANÇA

Ranking

Capital

Estado

Índice

São Paulo

SP

0,888

Florianópolis

SC

0,851

Rio de Janeiro

RJ

0,828

Campo Grande

MS

0,803

Belo Horizonte

MG

0,759

Boa Vista

RR

0,759

Curitiba

PR

0,741

Macapá

AP

0,740

Belém

PA

0,738

10º

Porto Alegre

RS

0,731

11º

Manaus

AM

0,726

12º

Rio Branco

AC

0,721

13º

Salvador

BA

0,705

14º

Palmas

TO

0,686

15º

Vitória

ES

0,670

16º

Porto Velho

RO

0,664

17º

Recife

PE

0,663

18º

Natal

RN

0,633

19º

Cuiabá

MT

0,617

20º

João Pessoa

PB

0,590

21º

Goiânia

GO

0,582

22º

Aracaju

SE

0,579

23º

Maceió

AL

0,523

24º

Teresina

PI

0,503

25º

Fortaleza

CE

0,477

26º

São Luís

MA

0,476

COMO CADA CAPITAL SE SAIU EM SANEAMENTO E SUSTENTABILIDADE

 

Ranking

Capital

Estado

Índice

Curitiba

PR

0,945

Goiânia

GO

0,874

São Paulo

SP

0,869

Salvador

BA

0,868

Belo Horizonte

MG

0,860

Porto Alegre

RS

0,858

João Pessoa

PB

0,831

Campo Grande

MS

0,814

Rio de Janeiro

RJ

0,811

10º

Vitória

ES

0,767

11º

Palmas

TO

0,764

12º

Boa Vista

RR

0,761

13º

Florianópolis

SC

0,758

14º

Aracaju

SE

0,672

15º

Fortaleza

CE

0,668

16º

Recife

PE

0,660

17º

Cuiabá

MT

0,641

18º

Maceió

AL

0,618

19º

Natal

RN

0,609

20º

São Luís

MA

0,566

21º

Teresina

PI

0,533

22º

Manaus

AM

0,505

23º

Belém

PA

0,495

24º

Rio Branco

AC

0,457

25º

Macapá

AP

0,316

26º

Porto Velho

RO

0,274


FONTE DOS INDICADORES

 

*Todos os dados foram coletados de órgãos Governamentais da União, dos Estados e Municípios entre os anos de 2004 e 2015. 

 

Matéria feita com dados da Exame/Macroplan

 



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/04
18:22

Justiça diz que contrato da Emsurb com a Torre é legal

Magistrada afirma que é direito do gestor municipal escolher a empresa que prestará o serviço, uma vez que foi legitimado pelo voto da população



A Justiça de Sergipe decidiu que não há qualquer irregularidade no contrato emergencial firmado pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) para o serviço de coleta do lixo. A juíza Christina Machado de Sales e Silva, em decisão do último dia 21 de abril, restabelece o direito do gestor municipal de escolher a empresa que cumprirá o contrato. Além disso, ela define como “incabível” a prorrogação do contrato com a Cavo por 70 dias.


“Findo o contrato emergencial anterior e havendo a necessidade de celebração de um novo, é fundamental se preservar o direito de escolha do administrador de, fundamentadamente, eleger o novo contratante e o preço, como se aduz do art. 26, parágrafo único, inciso II, da Lei 8.666/93. Resguardar tal direito, mais do que atender a legalidade, é ato de respeito do judiciário à independência do Poder Executivo e sua função típica de administrar respaldado na legitimidade democrática que o voto lhe conferiu”, afirma a juíza.


Ela diz ainda que “pode o gestor público optar se manterá o contrato firmado com a Torre ou com o aditivo firmado com a CAVO (desde que este seja comutado em novo contrato autônomo, visto que a mera prorrogação, como acima informado, é incabível)”. Mais uma vez, a magistrada ressalta que “devolve-se a escolha sobre um serviço público essencial a quem fora eleito para administrá-lo”.


A juíza ressalta que o contrato emergencial, firmado pela prefeitura, com a Torre, não desrespeitou a legislação. “A contratação era possível – tanto é que ocorrera validamente na segunda feira seguinte e anteriormente à notificação da medida liminar deferida”, informa ela, complementando que este novo contrato incluiu a limpeza mecanizada dos canais.

A Prefeitura de Aracaju fez questão de deixar claro que não importa se Cavo ou  Torre fará a coleta do lixo da capital, mas sim a legalidade do procedimento adotado pela administração municipal.  (Da assessoria)
 
 


Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/04
10:59

Coluna Primeira Mão

 

Vai parar?


Sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE) atuam no sentido de paralisar o transporte coletivo em Aracaju e municípios vizinhos, no próximo dia 28, para garantir o sucesso do Dia Nacional de Greve. Se o transporte parar, a greve será bem sucedida, pois atinge frontalmente o comércio da capital. Os servidores públicos estaduais; federais; e de vários municípios sergipanos devem aderir ao movimento. O dia de greve é um protestocontra as reformas trabalhista e da previdência.


Indiciamento

Há muita especulação sobre o indiciamento de políticos, empresários e funcionários públicos envolvidos no escândalo da Operação Babel. Uma delas é relativa a uma possível delação premiada por parte do principal dirigente da empresa Torre. Se isso acontecer, muitos políticos enfrentarão problemas por causa de supostos financiamento de campanhas eleitorais, entre outras coisas mais. Não é bom nem pensar no que pode acontecer.

Sei não, viu


Há quem diga que um grupo político derrotado na disputa eleitoral de 2016 já estaria de olho no comando da Prefeitura de Aracaju. Tudo por causa da Torre de Babel, que, desejam alguns, teria o papel de Lava Jato por aqui. O prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) está atento acompanhando tudo. Aliás, Nogueira tem dito para a sua equipe que está tranquilo. Mas tem gente no grupo que considera estranho colocarem o nome do prefeito nessa operação.


Vizinhos unidos


O Departamento de Propinas da Odecrecht tinha um núcleo que tratava dos assuntos de interesse na Bahia e Sergipe.


Seixas Dória


Será nesta segunda-feira, 24 de abril, a comemoração do centenário de nascimento do ex-governador João Seixas Dória. Em parceria com a Academia Sergipana de Letras, a Assembleia Legislativa promoverá, às 17h, Sessão Especial em homenagem ao também ex-deputado estadual e ex-deputado federal.


Em campo


O secretário estadual da Agricultura Esmeraldo Leal tem conseguido ser elogiado por grandes e pequenos produtores rurais. É uma revelação como administrador. Na semana passada, com as fortes chuvas que caíram sobre o Sertão sergipano, o mesmo secretário mostrou também ser um bom marqueteiro pessoal. Ele fez gravar imagens suas debaixo de fortes chuvas em Simão Dias, todo molhado, declarando ter estado em outras cidades carentes de água que também tinham recebido o presente de São Pedro. Um canal de TV divulgou as imagens feitas com celular.


Questão de tempo


O ministro do STF Ricardo Lewandowski foi quem primeiro expôs na mídia a distinção entre o tempo da Justiça e o tempo da política, dizendo que o tempo da política é mais veloz. Recentemente, o prefeito Edvaldo Nogueira apresentou a sua distinção entre o tempo da política e o tempo da economia, ao referir- se a suposta pressa dos empresários sobre as novas tarifas de ônibus. Aparentemente o tempo da economia é bem mais rápido.

Milagreiros

Durante a semana da Páscoa, diversos prefeitos do interior se transformam em "multiplicadores de peixes ". Eles e suas famílias têm peixe em casa para seguir a tradição cristã, mas muita gente não tem. Esse costume assistencialista não é recomendável - como os demais - porque faz associar a imagem dos prefeitos àquela da pessoa representada pela Páscoa.

Sob pressão


As pressões salariais sobre o governo de Jackson Barreto muitas vezes elas partem de setores privilegiados, que só querem exibir o seu poder de fogo. O que pedem? Mais privilégios. Não raro, isso ocorre como forma de enfrentamento contra medidas do governo que desagradam certos quadros.

Desprestigiados

Segundo Marcelo Odebrecht, acompanhado pelo dirigente da Força Sindical, estar na lista do caixa da empreiteira baiana é sinal de prestígio para qualquer político federal. Se for assim, a bancada federal sergipana não está bem nesse ranking. Dois políticos entraram e depois saíram. Como o Odebtecht pai disse que essa prática pouco abonadora é muito mais antiga, talvez um levantamento de doações mais junto à justiça eleitoral encontre políticos sergipanos com prestígio.


Muitos problemas


As corporações que compõem a SSP e os agentes penitenciários são parte da solução ou do problema da segurança pública? É claro que fazem parte da solução, mas que atrapalham, sim, atrapalham. O governador gasta um tempão debelando crises criadas por certas minorias dentro dessas corporações.

Ex-reitor

Vai levar algum tempo até que a população sergipana se acostume a pensar o professor Josué dos Passos Subrinho como Secretário Estadual da Fazenda e não mais como reitor da UFS. Num desses restaurantes com aparelhos de TV, quando deu entrevista desde a Assembléia Legislativa, as pessoas disseram: " Aí está o reitor da UFS!"


Protesto

Na semana houve manifestação dentro da UFS porque uma estudante da instituição foi assassinada por seu namorado. O crime aconteceu fora da UFS. A pergunta que não quer calar é a seguinte: que instituições culturais vão explicar a homens abandonados que eles não têm direito de matar ex-namoradas ex-esposas simplesmente porque elas decidirem interromper relacionamentos que se esgotaram?


Em baixa


O mercado da propina anda em crise em Sergipe. Isso pôde ser ouvido numa famosa padaria, muito frequentada por empresários e políticos, em Aracaju, que ali tomam seu café da manhã.


Sergipanos em ação


No último dia 17 o Exército fez aniversário. Criado durante o Império, só recebeu guarnição em Sergipe em 1917. Apesar disso, sergipanos contribuíram para a instituição ao se juntarem às tropas do Exército durante a Guerra do Paraguai. Foram os nossos " voluntários da pátria ".

 



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/04
09:02

Deotap denunciará ao MPE prefeito e presidente da Câmara de Aracaju

O Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deotap) vai encaminhar ao Ministério Público e de lá, depois das investigações, devem seguir para a Justiça todas  as provas conseguidas no processo de  investigação da Operação Babel, que recomenda  que sejam investigadas as condutas do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B)  e do presidente da Câmara Municipal, vereador Nitinho Vitale.

Há suspeitas de que Nogueira teria sido beneficiado eleitoralmente, em 2016, com recursos da empresa. O mesmo teria acontecido com Nitinho, que teria atuado no sentido de arquivar a CPI do Lixo.

As investigações, segundo o Deotap, detectaram que José Antônio Torres, um dos donos da Torre, teria sacado quantias elevadas na boca do caixa na véspera das eleições municipais de 2016 e mantido contatos telefônicos com o então candidato Edvaldo Nogueira.

 O vereador Nitinho informou que conhece o empresário José Carlos Torres há muitos anos e que  lhe fez apenas uma ligação pedindo emprego para uma pessoa que lhe pediu ajuda. 

O deputado federal Valadares Filho (PSB), principal opositor de Nogueira na disputa de 2016, infornmou que colocará advogados para acompanhar as investigações das denpuncias do Deotap.



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Por Eugênio Nascimento
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