07/05
15:15

Em Sergipe - Três empresas estão interessadas na concessão da BR-235


 

 

Na manhã desta terça-feira (08), na sede da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), acontecerá a apresentação e posteriormente assinatura, do Termo de Autorização do consórcio, formado por três empresas, Sanpac Tecnologia Ambiental, P4 e Kappex, que manifestaram interesse em participar do Edital de Chamamento Público nº 03/2018, destinado a elaboração de estudos de viabilidade para concessão da rodovia.

 

 

O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), que tem como objeto a elaboração de estudos que demonstrem a viabilidade técnica e econômico-financeira para subsidiar a concessão da BR-235, no trecho rodoviário delegado ao Estado de Sergipe, conforme convênio celebrado com a União. O trecho em questão está situado entre a saída de Aracaju e o povoado Terra Dura, no município de Itabaiana, totalizando aproximadamente 54 quilômetros de extensão.

 

 

Atualmente, a BR-235 é o principal eixo de integração de Aracaju com o interior do Estado, sendo também a principal ligação rodoviária com um dos principais polos turístico de Sergipe, o Cânion de Xingó, situado no município de Canindé de São Francisco.

 

 

Após a apresentação e assinatura, será realizada uma visita técnica com os membros do referido consórcio e da comissão da Agrese, ao local objeto dos estudos. “Iremos analisar toda a documentação da empresa interessada e aprovação, conforme consta no edital nº 003/2018 e em seguida, faremos uma visita “in loco”, para ajustar alguns pontos de atenção da concessão na rodovia,” enfatiza o diretor presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana de Oliveira.

De acordo ainda com diretor presidente da Agência Reguladora, a duplicação da BR-235 é um dos mais importantes investimentos para região sergipana. “A concessão da BR-235, sem ônus para o Estado, será muito importante por conta do imenso número de veículos que trafegam diariamente no trecho a ser duplicado, com isso diminuirá o tempo de deslocamento entre os municípios, além da segurança das pessoas em relação a acidente de trânsito. Como também, na questão do transporte de cargas que irá gerar mais economia e renda para a região por onde passa a BR-235”, finaliza Hamilton Santana. 



Política
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Por Eugênio Nascimento
06/05
14:20

Sergipe: A arrecadação federal ultrapassou R$ 1 bilhão no primeiro trimestre do ano

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da Receita Federal, verificou que a arrecadação de tributos federais, do terceiro mês do ano, totalizou R$ 329,9 milhões, assinalando recuo real de 2%, quando comparado com a arrecadação do mês imediatamente anterior, fevereiro de 2018. Entretanto, no comparativo com a arrecadação do mês de março do ano passado, observou-se crescimento real de 7,5%. As variações são em termos reais, consideram os efeitos da inflação no período, medido pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).

No primeiro trimestre do ano andante, a soma arrecadada, com os tributos de competência da União, ultrapassou R$ 1 bilhão, registrando alta de 14%, em termos reais, na comparação com o mesmo período de 2017.


Arrecadação de março/2018

No mês analisado, a Receita Previdenciária continuou sendo a principal fonte de arrecadação, somando aproximadamente R$ 175 milhões, abrangendo 53% do total recolhido aos cofres da União. O Imposto de Renda (IR) também se destacou, alcançando R$ 49,3 milhões, compreendendo 15% do arrecadado.

O recolhimento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS ficou próximo dos R$ 39,7 milhões, no mês analisado, enquanto que o recolhimento da Contribuição para o PIS/PASEP ficou acima dos R$ 15,5 milhões. Já a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL  foi de R$ 11,3 milhões.

Para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a soma arrecadada foi de aproximadamente R$ 8,8 milhões, respondendo por 2,7% da arrecadação, no mês em análise.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
06/05
14:04

O PT e as eleições 2018 em Sergipe

Silvio Santos - Dirigente do PT em Sergipe, coordenador da corrente Movimento PT e pré candidato a deputado estadual


Aos políticos e analistas da política aqui vão algumas dicas para nortearem suas observações quando o tema for eleições 2018 em Sergipe:


1 - O PT, majoritariamente, defende a manutenção do bloco partidário que governa o estado e que hoje é liderado pelo governador Belivaldo Chagas;

2 - Nessa chapa, reivindicamos uma das vagas para o senado e Rogério Carvalho é o nome pré aprovado em instância partidária para esse espaço;

3 - Não nos interessa, em hipótese alguma, a vaga de vice governador;

4 - O PT não abrirá mão de ter chapa própria para deputado estadual. Isso é inegociável e nesse sentido não nos submeteremos a nenhum tipo de pressão ou jogo de interesses externos;

5 - Alertamos de ante mão que, apesar de todo nosso esforço na direção de compormos esse bloco partidário, o PT jamais ficará refém de exigências cujo interesse principal seja o de diminuir a nossa força. A prevalecer essa lógica nesse campo político saberemos buscar outros caminhos;



Política
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Por Eugênio Nascimento
06/05
11:00

Coluna Primeira Mão

Não pagam promessas

 

Nas eleições para governador de 2018 será importante que os candidatos digam de onde virá o dinheiro para realizar cada uma de suas promessas. Eles precisam trabalhar com o orçamento na mão, pois são, de um modo geral, maus pagadores de promessas.

 

 

Pobreza extrema

 

Segundo divulgação recente, existem  240 mil sergipanos vivendo na pobreza extrema, ou seja ganhando diariamente algo em torno de R$ 1,90. Se quiserem mesmo resolver problemas sociais como esse, autoridades estaduais e municipais terão que enfrentar a questão munidas de censo, monitoramento das populações-alvo e estabelecimento de metas. Em outras palavras, torna-se necessário alguma forma de planejamento social. A população do Baixo São Francisco é sempre lembrada quando ocorrem essas divulgações e durante campanhas eleitorais, mas depois vem o esquecimento.

 

Poderes da CPI

 

Os dirigentes do Hospital Cirurgia devem pôr suas barbas de molho. Foram convocados para depor na CPI da Saúde da Câmara de Vereadores de Aracaju. Não podem esquecer que uma CPI tem muitos poderes. Precisam mostrar muito boa vontade depois do tratamento inadequado dado aos parlamentares que tentaram visitar a instituição hospitalar e foram barrados.

 

Com Heleno Silva

 

O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, apoia a pré-candidatura de Heleno Silva (PRB) para o Senado. Valmir alega que, quando deputado federal, o ex-parlamentar ajudou o município.

 

 

Cotas raciais

 

 

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, decidiu introduzir cotas raciais para todos os concursos municipais. Essa é boa notícia que não recebeu a devida atenção por parte da mídia sergipana. Salvo engano, o ex-governador Jackson  Barreto fez a mesma coisa para os concursos estaduais.

 

 

Joaquim Barbosa

 

 

Se o pré-candidato a presidente Joaquim Barbosa for eleito, pode ser que ele não assuma a cadeira da presidência. Mas não é nada disso que você pode estar pensando. O motivo é simples: ele tem problemas na coluna e só fica em pé, apoiando-se na cadeira como quando estava no Supremo Tribunal Federal.

 

Expostos a riscos

 

Em Aracaju, muita gente faz a sua calçada como quer. Uns fazem da calçada uma rampa para a entrada de carros. Outros plantam árvores nas calçadas. Outros mais constroem a sua calçada mais alta do que a do vizinho. Com esse caos, os cadeirantes só podem andar pelas ruas.

 

Angélica complicada

 

De acordo com profissionais dos meios jurídicos, o caso da Conselheira do Tribunal de Contas de Sergipe, Angélica Guimarães, parece muito complicado para ela. Não faltam razões para isso: ela recebeu e ignorou recomendações do Ministério Público Federal, foi ela quem liberou as verbas de subvenção para os deputados estaduais, o seu marido era candidato, ela devolveu parte do dinheiro ao MPF depois da denúncia, etc. O seu processo agora está no Superior Tribunal de Justiça em Brasília.

 

 

Posse na ABIH-SE 1

 

 

O empresário Antônio Carlos Franco tomará posse na presidência da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Sergipe (ABIH-SE). A solenidade será em um café da manhã na próxima segunda-feira, 7, às 8h, no Radisson Hotel. A ABIH é uma das entidades de classe mais antigas do turismo nacional, tendo sido fundada no dia 9 de novembro de 1936. A entidade representa uma indústria que, segundo dados de 2017 do Ministério do Turismo, é responsável por 350 mil empregos formais e 1,5 milhão de ocupações indiretas em todo o Brasil.

 

 

Posse na ABIH/SE 2

 

 

“Os hotéis e empreendimentos de hospedagem são a base da cadeia do turismo. Além dos empregos, o segmento gera possibilidades de negócios para vários outros segmentos da economia. Eles são fortes agentes em favor da promoção dos destinos turísticos, do estímulo à circulação de pessoas e à realização de eventos, muitas vezes, participando ativamente na criação de oportunidades para que o turismo aconteça”, destaca o presidente.

 

 

Copa do Mundo

 

A Copa do Mundo da Rússia começa em junho, mas pouca tem sido a publicidade com os nossos jogadores. O técnico da seleção aparece, Ronaldinho Gaúcho ( que está fora), Neymar Jr. E pensem que a maioria dos nossos jogadores pertencem aos melhores clubes europeus. Tem propaganda de cerveja. A gente sabe  quem são os patrocinadores da seleção e só. Será que ainda está muito cedo ou ainda o país não entrou no clima?

 

É cobrança

 

Quem deve não atende as ligações telefônicas com prefixos de outros Estados. Sab e que se trata de cobranças feitas por calls centers. É por isso que os cobradores mudam com frequência as bases estaduais de cobranças. Mas há outro fator que atrapalha o atendimento do telefone: as ligações de presídios da malandragem liuvre para clonarem as linhas dos devedores.

 

Igualdade racial


Laranjeiras tem uma Secretaria da Pesca e da Igualdade Racial (SEPIR) e com a participação da sociedade civil do povo do Axé, vai realizar entre os dias 8 a 13 de maio, a “Semana de Combate ao Racismo e a Intolerância Religiosa”. Entre os peixes?



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
06/05
09:32

Ambientalistas terão encontro em Salgado

Tendo como tema central a não privatização das águas e sua relação com as comunidades tradicionais, a cidade de Salgado, no Centro Sul de Sergipe,  a 62 km de Aracaju, será o cenário nos dias 24 e 25 de maio de 2018 do 4° Encontro de Ambientalistas de Sergipe -  o EASE 2018.

O evento organizado pelo movimento Fórum de ONG's e Ambientalistas de Sergipe acontece anualmente e de forma ininterrupta desde 2015, com resultados altamente positivos, sendo ele o maior da modalidade fora da estrutura oficial, com ecos nos movimentos sociais ligados ao ativismo sustentável no Estado. (Da assessoria)



Política
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Por Eugênio Nascimento
05/05
11:37

Políticos safados

José Lima Santana
Professor da UFS

Conversa de pé de balcão. Um trago agora, outro mais tarde. A manhã ia-se findando, para ceder lugar à tarde. O relógio de cuco estava para anunciar meio-dia. Faltava um tiquinho. Um minuto? Na vagareza do ponteiro maior, talvez. Mas, na rapidez do ponteiro menorzinho, o dos segundos, um nada. Pronto. O cuco, preguiçosamente, saiu do seu ninho e abriu o bico doze vezes. Meio-dia. Tão certa era a hora marcada, que o jegue Miúdo relinchou, confirmando o meio-dia. Jegue pra lá de bom ao escancarar os beiços no bater da hora certeira. Um jegue-relógio daquele haveria de valer um dinheirão. Todavia, entretanto, e, contudo, “seu” Zezé barbeiro não o venderia por nada do mundo. Um jegue daquele era uma joia rara. Um diamante bruto. Precioso. Além de tudo, um enxertador de primeiríssima. 

Na bodega de Ednaldo, a conversa de pé de balcão continuava miudinha. Flávio de Tonho Zanôio e João Perneta de Chico Mão de Vaca tagarelavam sobre política. Cada qual tinha uma preferência. Flávio era partidário do prefeito. João era da banda de Cordulino Figueiredo, vulgo Bem Te Vi com Sono. As eleições eram as primeiras para governador do estado, desde que os militares deram o golpe de 1964. Ambos, porém, estavam desapontados. Não viam um sujeito de sangue no olho e cabelo nos buracos das ventas que merecesse o voto deles. Naquilo, eles estavam emparelhados. 

Flávio de Tonho Zanôio pediu outra talagada de conhaque de alcatrão. Virou o copo. Cuspiu. O copo de cerveja de João Perneta de Chico Mão de Vaca ainda estava a meio, esquentando. Coisa mais horrorosa era cerveja quente. Quente só café, sopa e mulher, como dizia Zé Brinquinho de Sá Maria Rosa, fina doceira de mil e tantas guloseimas vendidas na feira semanal da cidade. Não havia segunda-feira que as guloseimas açucaradas não voassem até o meio da manhã. 

“Flávio, o que tem de político safado neste país, num tá no gibi. E o que vem por aí de cabra ainda mais safado, até o diabo duvida”, disse João Perneta. “Tu acha mesmo que tem cabra ainda pior do que essa laia que já tá aí amoitada, nesses anos todos que os milicos mandam e desmandam, ou desde muito antes?”, respondeu Flávio, indagando. “Tem demais. Neguinho ficou aí pelos cantos, tudo murcho, aguardando a hora de melar os dedos no pote de mel. Tu há de ver a carnificina. Vai ter dinheiro no bolso da negrada, que vai ser de fazer inveja a bicheiro”. 

O dono da bodega entrou na conversa: “Quando eu morei em São Paulo, um amigo meu lá do interiorzão dizia que o pai dele votava num político que abria o bico para dizer que roubava, mas fazia. Então, um compadre do pai dele perguntou se ele não tinha vergonha de votar num ladrão confesso, ao passo que ele respondeu que era melhor votar num rato velho, que todos sabiam o quanto roubava, do que votar num rato novo, que ninguém sabia quanto iria roubar”. 

Flávio de Tonho Zanôio e João Perneta caíram na gargalhada. “Esse povo lá do sul tem cada uma!”, disse Flávio. E emendou: “Ora, tanto faz um rato velho como um rato novo: todos são gabirús. Roubar mais ou roubar menos, pouco importa. Ladrão é ladrão. De casaca ou de camisa de cotim, tanto faz. O lugar deles é atrás das grades. O que tu acha, João?”. E João: “Eu acho melhor é a gente tomar mais uma. Abra outra cerveja e bote outro conhaque pro Flávio”. O bodegueiro atendeu. 

Naquele instante, entrou na bodega Alaíde de Afonso Pimentel, mãe do vereador Vaguinho Pimentel. “Boa tarde a todos”, disse a mulher. “Boa tarde”, responderam os três homens. “Um quilo de açúcar e uma libra de café em grãos”, ela pediu. Enquanto o bodegueiro pesava o açúcar, João Perneta, aparentado de Alaíde pelo lado materno, perguntou: “Prima Alaíde, tu que é mãe de político, o que tá achando dessa eleição pra governador?”. Ela fez um bico, botou as mãos nos quartos e disparou: “Eu sou mãe de político por um descuido da natureza. Já disse a Vaguinho pra ele sair desse negócio. Política num é meio bom, pra gente decente. É cada um engolindo o outro. É todo mundo querendo se dar bem. Eu mesma num vou votar em fio da gota nenhum. Vou ficar atrepada no muro, olhando pros lados. Num lado tem prego; noutro, tem caco de vidro. Em cima do muro, eu não faço mal a ninguém. Nem ninguém, me faz mal nenhum”.

Ednaldo acabara de pesar também o café em grãos. Eram grãos bonitos, bem limpos e cheirosos. Ah, um café pisado no pilão, café de coador, tinha lá o seu lugar! Um bule fumegando pelo bico, uns bolachões de coco na mesa, um caco de manteiga da marca turmalina de Minas Gerais, era tudo que um pai d’égua merecia de manhã bem cedo ou na boquinha da noite para entreter o bucho e alimentar as lombrigas, como era voz corrente por ali. 

Alaíde despediu-se e ganhou a rua de chão batido. O vento soprava e agitava os galhos dos eucaliptos da pracinha onde as mulheres, no quebrar da tarde, teciam rendas na almofada de bilros. E onde os meninos brincavam de bola de gude ou pião. O vento entrou portas adentro, na bodega, quase arrancando da cabeça de Flávio o chapéu preto novo de baeta. Ele o segurou com a mão esquerda. “Esse vento tá parecendo político quando entra na casa da gente em tempo de eleição. Entra animado igual a pinto no lixo, pra num dizer outra coisa. Depois, vai-se embora, pra voltar quatro anos pra frente. Por onde andará o vento, quando passa e vai embora? Ninguém sabe. Assim também é com os políticos. Ao bem da verdade, toda regra tem exceção. Eu sei. Mas, no geral, é uma cambada da moléstia. Os poucos que se salvam, a gente conta nos dedos”, afirmou Flávio. 

João Perneta sorveu mais um gole de cerveja, quase quente. O dono da bodega atendia outra freguesa. Mais uma lufada de vento entrou sem pedir licença. Ainda mais forte. O inverno estava indo embora. O vento soprava para enxugar a terra. Quem enxugaria a água suja da política? Quem haveria de prender os ladrões, todos eles, de todos os lados? Só quem poderia fazer isso eram Flávio de Tonho Zanôio, João Perneta de Chico Mão de Vaca, Alaíde, Ednaldo bodegueiro, “seu” Zezé barbeiro e quem mais não tolerasse os ratos velhos ou novos da política. 
 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
05/05
11:33

Turbulências externas e desemprego restringem a recuperação

Ricardo Lacerda*
Professor da Universidade Federal de Sergipe

A expectativa de mercado para o crescimento do PIB de 2018 subiu seguidamente entre o início de fevereiro até a penúltima semana de março; desde então ela entrou em trajetória descendente, com a projeção mais recente (de 27 de abril) retornando ao patamar de meados de fevereiro (ver Gráfico 1). As estimativas para a produção industrial e para o nível de atividade do setor de serviços, ainda que indiquem continuidade do crescimento, vem sendo revistas para baixo.

Não foi um declínio assombroso, mas a reversão de trajetória revela frustração em relação às perspectivas anteriores de melhoria sustentada no ambiente político, econômico e social no futuro próximo. Pode ser uma percepção momentânea, que venha a ser revertida nas próximas semanas, mas não é fora de propósito afirmar que ela pode se cristalizar em um final de ano melancólico.






Sim, é verdade que, em parte, as revisões para baixo no crescimento do PIB representam ajustes em expectativas anteriores demasiadamente otimistas; mas, em grande parte, elas respondem também aos seguidos resultados aquém do esperado das pesquisas setoriais ao longo dos três primeiros meses do ano e da ausência de reanimação do mercado de trabalho, consolidando a sensação de desalento em relação às possibilidades de melhoria do quadro social.
É prematuro concluir que a recuperação do nível de atividade da economia brasileira vai entrar em banho-maria, mas acontecimentos externos e internos nas duas últimas semanas somente concorreram para deprimir as expectativas.

Em artigo publicado no dia 03 de maio no portal Poder360, o jornalista Alon Feuerwerker fez, em nosso entendimento, a melhor síntese do momento econômico e político, quando pespegou o título magistral “Ortodoxos de mau humor, um sintoma de que as coisas não vão bem”, para assinalar que a frustração com a retomada do crescimento em bases mais firmes pôs em cheque o projeto político da ortodoxia liberal.

Turbulências
Ingredientes externos recentes, com as turbulências provocadas pelas perspectivas de aceleração na elevação dos juros dos títulos do tesouro norte-americano, a imposição de quotas de exportações do aço pela administração Trump e os sinais de crise cambial na vizinha Argentina poderão induzir nas próximas a novas revisões para baixo na estimativa do crescimento do PIB brasileiro para 2018.

Firmando-se o crescimento da economia da norte-americana, acompanhado pelas perspectivas de incrementos nas taxas de juros internacionais, o capital externo deverá se tornar mais avesso ao risco, exigindo prêmios mais elevados para continuar fluindo para os países emergentes, com consequências ainda não bem dimensionadas sobre o comportamento do PIB e dos preços internos.

Não menos importante tem sido a sensação de que o país perdeu o prumo: a plataforma de transição apresentada no documento Uma Ponte para o Futuro pouco resultados alcançou; o governo central se encontra imobilizado com as denúncias de corrupção; e a crise social se agravou.

Mercado de trabalho
Após seis trimestres de crescimento do PIB, a contar do último trimestre de 2016, a taxa de desocupação no Brasil no trimestre janeiro-março manteve-se em patamares alarmantes (13,1%), redução quase imperceptível em relação aos 13,7% do mesmo trimestre de 2017.

Ainda que a ocupação total tenha aumentado em 1,6 milhão de pessoas nessa comparação, o emprego formal no setor privado não vem reagindo. Pelo contrário, o contingente de pessoas ocupadas com carteira de trabalho no setor privado encolheu em 493 mil na comparação entre os primeiros trimestres de 2017 e de 2018 (ver Gráfico 2). É especialmente preocupante que a desaceleração do ritmo de queda desse vínculo tem sido muito lenta, indicando que ainda poderá demorar alguns trimestres até que o emprego de melhor qualidade volte a crescer.

Como sintoma adicional da fragilização do mercado de trabalho, os dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, que registra as movimentações nos vínculos celetistas, apontaram que o contingente de empregados formais somente vem crescendo nas faixas salariais mais baixas, de até 1,5 salários mínimos, enquanto continuam se retraindo nas faixas médias e altas.




*Assessor Econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
04/05
10:58

Eleições 2018: PRB quer definição logo do nome de Heleno para o Senado

“Fui deputado estadual 2 vezes, federal, administrei a cidade de Canindé do São Francisco na sua maior crise financeira e hoje 80% da população quer Heleno de volta, Aquele povo reconhece que fiz muito, apesar da crise. Quero ser a voz do povo Sergipano no Senado Eduardo Amorim, pré candidato a governador, nos ofereceu a vaga na chapa de Senado. Vamos decidir agora na primeira quinzena. Hora de pré campanha, hora de caminhar”. O comentário é do pastor Heleno Silva. Ele revelou que na próxima segunda-feira,07, o deputado federal Jony Marcos, PRB, terá encontro com o governador Belivaldo Chagas e lhe dirá com o seu partido terá candidato ao Senado e que esse candidayo será Heleno Silva. O PRB quer tudo definido nesta primeira quinzena de maio. Se não houver definição poderá optar por se aliar ao PSDB, do senador Eduardo Amorim. Hedleno disputa a segunda vaga (a primeira é do ex-govbernador Jackson Barreto - MDB) com o petista Rogério Carvalho.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
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