11/06
20:29

Interligação de adutora - Grande Aracaju ficará sem água por 48 horas

Em virtude da finalização da interligação da Adutora do São Francisco, no povoado Pedra Branca, em Laranjeiras, (local em que a ponte caiu) a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) vai desligar o abastecimento de água para Aracaju e municípios circunvizinhos (região metropolitana da capital) na noite desta terça-feira, 12, e somente retornará às atividades normais na próxima quinta-feira, 14.  A Deso recomenda a utilização econômica da água das caixas residenciais.



Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
11/06
16:35

Edvaldo continua focado em Aracaju e não definiu seus candidatos

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, continua entendendo que ainda é cedo para anunciar os candidatos que pretende apoiar nas eleições deste ano em Sergipe. “Estou focado em resolver os problema de Aracaju. Ainda não estou pensando em eleições. No momento adequado me posicionarei”, declarou.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
11/06
15:46

Hackathon UFS: Maratona de criação de soluções tecnológicas acontece desta terça a domingo, 12 a 17 de junho

Desta terça a domingo (12 a 17), acontece o Hackathon UFS, uma das ações realizadas em comemoração aos 50 anos da Universidade Federal de Sergipe. Promovida pela UFS (por meio do Gabinete da Reitoria, DComp/Departamento de Computação, PROCC/Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação e pela PROEX/Pró-Reitoria de Extensão), em parceria com o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), a ação faz parte do projeto Smart UFS, cujo objetivo é a criação de um portal de conhecimento para a cidadania, inovação e transparência na difusão de serviços e produtos de software da UFS, que permitam a melhoria da qualidade de vida das comunidades nos seus campi e nos principais pilares de Cidades Inteligentes: Educação, Comunicação, Gestão Ambiental, Governança, Insumos (Água, Energia, Gás e acesso a Internet), Mobilidade, Planejamento Urbano, Saúde, Segurança.


Hackathon UFS no HU de Aracaju - Consiste numa maratona cívica de programação e inovação que será protagonizada pela comunidade UFS: discentes, servidores técnicos e docentes ficarão enclausurados, desde a noite da sexta-feira, dia 15, até a manhã do domingo, dia 17, construindo soluções inovadoras para desafios que foram elencados previamente por meio do mapeamento de demandas junto à gestão de topo da UFS. Para este primeiro Hackathon UFS foram escolhidos 8 desafios.


Primeira etapa - As formações das equipes: será realizada uma formação prévia com os maratonistas do Hackathon UFS no auditório do DComp, terça-feira, dia 12, às 17h. Nesta etapa, todos os Maratonistas Programadores participarão de minicursos do II SES - Simpósio de Engenharia de Software - Caminhos Tecnológicos para as Cidades Inteligentes. Em paralelo, também serão divulgadas as classificações dos maratonistas inscritos e formados os times entre os Maratonistas Programadores e Multidisciplinares que cuidarão de cada um dos 8 desafio elencado.


Segunda etapa - A Maratona: os maratonistas ficarão enclausurados, desde a noite da sexta até a amanhã do domingo (de 15 a 17), na Biblioteca do HU Aracaju. Durante o evento, serão ministradas mentorias e palestras por professores doutores, mestres e membros de empresas juniores, da UFS, para auxiliar na conclusão dos projetos inovadores. Ao estilo Campus Party, serão montadas barracas de camping nas salas de aula acima da biblioteca, onde os maratonistas poderão descansar durante a madrugada.


Olimpíadas, Maratonas e Hackathons na UFS  - O DComp e o PROCC possuem uma vasta experiência na realização de competições na área das Ciências da Computação. Há mais de 10 anos a UFS sedia anualmente a competição regional da OBI - Olimpíada Brasileira de Informática e a Maratona de Programação da SBC - Sociedade Brasileira de Computação. O que já culminou com uma equipe do DCOMP/UFS classificada para a final mundial da competição de programação, realizada pela ACM - Association for Computing Machinery, com sede em Nova Iorque. Mais recentemente, o DCOMP e o PROCC realizaram os primeiros Hackathons - maratonas cívicas de programação e inovação do estado de Sergipe. Em 2016, em parceria com a IBM e a Apple foi realizado o HackaTruck, uma maratona realizada num caminhão itinerante da IBM. E em 2017, durante o FASC - Festival de Artes de São Cristóvão, foi realizado o Hackathon Carmelita durante 73h no Paço Municipal de São Cristóvão. Neste ano de 2018 estão programados 5 Hackathons UFS, os quais serão realizados nos Hospitais Universitários de Aracaju e Lagarto e nos campi de Itabaiana, Laranjeiras e Glória.


Mais informações estão disponíveis em: HACKATHON.Smart.UFS.br



Programação



Terça-feira, 12/06: Formação dos Grupos de Trabalho (GT) para cada desfio



15h - Participação obrigatória dos Maratonistas Programadores no II SES - Simpósios de Engenharia de Software: Caminhos Tecnológicos para as Cidades Inteligente (LOCAL: Auditório do DComp)


17h - Presença obrigatória dos Maratonistas Multidisciplinares para a definição dos Grupos de Trabalho (LOCAL: Sala de Seminários do DComp/PROCC - primeiro andar do prédio novo do DComp, ao lado do Espaço Vivência da UFS em São Cristóvão)



Sexta-feira, 15/06: Abertura (Local: Auditório do HU Aracaju) 



20h – Cerimônia de abertura


20h20 - Apresentação do Projeto Smart.UFS.br e o HACKATHON UFS) / Análise Inteligente de Dados para Cidades Inteligentes / Criação, Inovação e Transferência Tecnológica em Cidades Inteligentes


21h20 – Início da maratona



Sábado, 16/06: Palestras mentores/consultores/professores


10h – Mentorias de Consultores sobre os Desafios 2, 3, 4 e 6

15h - Pitch: Como uma boa apresentação pode mudar seu futuro

15h20 - Vulnerabilidades no desenvolvimento de apps, segurança dos dados e soluções criativas em segurança;

15h40 - Apresentação dos métodos avaliativos utilizados 

16h – Mentorias de Consultores sobre os Desafios 1, 5, 7 e 8;

16h - City Tours Inspiradores



Domingo, 17/06: Pitches, premiação e encerramento (Local: Auditório do HU Aracaju)


8h - Entrega dos Artefatos 

9h - Apresentação e Julgamento dos Pitches

11h - Encerramento e Premiação dos Grupos de Trabalho 



Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
11/06
11:59

17,45 milhões de nordestinos estão negativados no SPC

O volume de consumidores brasileiros com contas em atraso e registrados em lista de devedores voltou a crescer no último mês de maio, mas desacelerou frente os meses anteriores. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a quantidade de inadimplentes cresceu 2,78% no mês de maio na comparação com igual mês do ano passado. A taxa é menor do que se comparada aos meses de março e abril de 2018, quando houve uma alta de 3,13% e 3,54%, respectivamente. Em números absolutos, estima-se que aproximadamente 63,29 milhões de brasileiros estejam com o CPF restrito para fazer compras a prazo ou contratar crédito.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, apesar de a recessão ter chegado ao seu fim, a inadimplência do consumidor continua elevada, pois a recuperação econômica segue lenta e não se refletiu em melhora inequívoca no dia a dia dos consumidores. “Por mais que o país tenha superado a recessão, o mercado de trabalho continua desaquecido, os juros cobrados do consumidor ainda não caíram no mesmo ritmo da Selic e a perda de renda real dos últimos anos ainda não foi recuperada. Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma gradual, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências quanto na propensão ao consumo das famílias”, analisa o presidente.

Sudeste lidera alta

O aumento da inadimplência foi puxado, principalmente, pela região Sudeste, cuja alta observada em maio foi de 8,07%. Nas demais regiões, as altas foram mais modestas como 2,95% no Nordeste; 2,27% no Centro-Oeste; 1,55% no Norte e 1,08% no Sul. O crescimento maior na região Sudeste é explicado, em parte, pela revogação da chamada ‘Lei do AR’ no Estado de São Paulo, que exigia por parte dos credores uma carta com aviso de recebimento para poder negativar quem atrasa pagamentos. “Como esse processo era mais custoso e burocrático do que enviar uma carta simples via Correios, muitos desses empresários estavam deixando de negativar inadimplentes. Com a derrubada da lei, as negativações que não haviam sido devidamente registradas entraram na base de dados de forma mais abrupta, forçando um crescimento maior da inadimplência nessa região”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

De acordo com a estimativa, além de ter apresentado o maior crescimento da inadimplência em maio, o Sudeste é, em termos absolutos, a região com o maior número de negativados:26,94 milhões de pessoas estão nessas condições por não terem quitado suas contas, o que representa 41% da população adulta residente na região.

Em seguida aparecem o Nordeste, que conta com 17,45 milhões de negativados, ou 43% da população adulta; o Sul, com 8,15 milhões de inadimplentes (36% da população adulta); o Norte, com 5,80 milhões de devedores (48% – o maior percentual entre as regiões) e o Centro-Oeste, com um total de 4,94 milhões de inadimplentes (42% da população).

Brasil tem quase 18 milhões de brasileiros inadimplentes na faixa dos 30 anos; idosos acima dos 65 anos formam 5,4 milhões de negativados

O indicador também revela que a maior parte dos inadimplentes está concentrada entre os brasileiros com idade de 30 a 39 anos: são 17,9 milhões de consumidores nessa situação. Na sequência, estão os consumidores de 40 a 49 anos, que somam uma população de 14 milhões de inadimplentes; as pessoas de 25 a 29 anos, que juntas formam 7,9 milhões de negativados e, os de idade mais avançada, compreendidos na faixa dos 65 a 84 anos de idade, que somam 5,4 milhões de pessoas com contas em atraso. A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, formam um contingente de 4,8 milhões de negativados, o que representa 20% dos brasileiros nessa faixa.

“A faixa etária dos 30 anos é uma fase da vida em que as pessoas recebem muitas atribuições financeiras, que se não bem administradas podem levar à inadimplência. É um momento em que muitos casam, têm filhos e conquistam um emprego melhor. Já a inadimplência elevada entre os mais velhos é explicada, em parte, pela permanência maior dessas pessoas no mercado de trabalho. Trata-se, também, de um momento em que as pessoas têm gastos mais elevados com saúde, por exemplo”, explica a economista Marcela Kawauti.

Volume de dívidas cai

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, a inadimplência recuou -0,20% em maio na comparação com igual mês do ano passado. Na comparação mensal, isto é, entre abril e maio, o crescimento foi de 0,90%.

Os dados abertos por setor credor mostram que o crescimento mais expressivo foi das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 6,42%. Também houve alta nas contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,14%). Já as compras realizadas no crediário no comércio e as contas de serviços básicos, como água e luz, apresentaram queda na quantidade de atrasos, com recuos de 9,49% e 4,79%, respectivamente.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.



Economia
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
11/06
11:09

Pré-Presidenciável do PSTU defende redução dos preços da gasolina, álcool e gás de cozinha

A pré-presidenciável do PSTU, Vera Lúcia, disse ao blog que é possível baixar o preço da gasolina (varia de R$ 4,27 a R$ 4,70), do álcool (R$ 3,47) do diesel (até R$ 3,46) e do gás de cozinha, esse último custando até R$ 85 em Sergipe.    “A Petrobrás é nossa. Precisa ser 100% brasileira, 100% estatal e controlada pelos trabalhadores e não por políticos corruptos. Esse país precisa de uma rebelião!”, comentou. Segundo ela, o preço do gás está pela hora da morte e, por causa disso, muitas famílias estão expostas a riscos de queimaduras e até de vida usando álcool ou lenha para cozinhar.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
10/06
13:54

Coluna Primeira Mão

 

Sindicato forte


Em tempos de eleições, sindicatos de professores promovem greves e paralisações. Isso pode significar duas coisas: Mostrar que as lideranças não são pelegas, mas combativas, é a primeira e a segunda é decorrente da anterior, no caso mobilizar professores, que também são eleitores, para votar nos candidatos da categoria. Só e somente o poderoso sindicato da rede estadual de ensino consegue eleger deputado estadual sem precisar da ajuda de ninguém.


Jeito de governar

Alguns analistas políticos dizem que a forma de governar do prefeito Edvaldo Nogueira consiste no seguinte: jardinagem, paisagismo, coleta do lixo, garantir o pagamento da folha de servidores, realização de festas juninas e construção ou recuperação de alguma orla. Isso parece muito pouco e mostra má vontade, mas já é muita coisa comparada com a administração de seu antecessor. Desde que Edvaldo assumiu a prefeitura, Aracaju melhorou muito.


Economia em foco


Existem previsões sobre as próximas eleições que afirmam que a corrupção e a criminalidade serão os assuntos mais debatidos. É bem possível, mas o problema verdadeiro continuará sendo a economia. Como colocar o Brasil na trilha do crescimento econômico? Os candidatos a governador também precisam ter respostas para o problema em seus estados e parar com a desculpa de que a crise econômica é somente da responsabilidade do federal. Isso vale para todos


Bolsanaro em SE


O deputado federal Jair Bolsonaro esteve em Sergipe na quinta-feira passada. Candidato à presidência da República, tem um cabo eleitoral de peso. Trata-se da mídia sensacionalista que faz a cobertura da criminalidade no país. O outro cabo eleitoral dele é a incompetência das polícias estaduais na prevenção de crimes. Se Bolsonaro não for barrado na justiça, pode criar problemas para candidatos moderados. As lideranças de seu partido defendem, entre outras coisas, o uso de arma para autodefesa. Trata-se do Projeto Urtigão.


Salários dos servidores


O governador Belivaldo Chagas trabalha a ideia de pagar dentro do mês trabalhado os salários dos servidores públicos do Estado. Esse projeto não sai de sua mente.


PT aliançado


Ao contrário do que tem sido comentado por segmentos da mídia, não tem força no PT a proposta de disputar as eleições deste ano em Sergipe com chapa puro sangue. Os grupos do presidente do partido, Rogério Carvalho, do deputado federal João Daniel e ex-deputado Márcio Macedo, que formam a maioria, apostam na aliança com o governador Belivaldo Chagas (PSD) e o ex-governador Jackson Barreto (MDB). Quem aposta no PT só é a tendência da deputada estadual Ana Lúcia.


Menores expostos


Em vários grupos de WhatsApp são exibidas fotos de menores infratores, a exemplo daquele que é acusado de ter assassinado, na semana passada, uma policial/sargento destacada na Assembleia Legislativa de Sergipe. É claro que a coluna não compactua com o matador, mas esse tipo de exibição é proibida por lei.


Riachão do Dantas


O mandato da prefeita de Riachão do Dantas parece ser um dos mais complicados. Ela se envolve em problemas com frequência. Embora a população goste de muitas cores, a prefeita resolveu pintar todos os prédios públicos com a sua cor favorita: o verde. Lembra o ex-prefeito João Alves no seu último mandato em Aracaju.


Junho mês do desgosto


Junho de 2018 anda mais agressivo que os últimos agostos, o mês do desgosto. Até agora morreram em Sergipe as seguintes personalidades: o arcebispo D. Luciano José Cabral Duarte, o ex-deputado federal e ex-vice-governador José Carlos Teixeira, professora e pedagoga Ada Augusta, o ex-prefeito de Aracaju Cleovansóstenes Pereira de Aguiar e ainda estamos nos 10 primeiros dias do mês. Cuidado!


Derrubada de postes


Os sergipanos derrubam quase um poste de iluminação por dia durante o ano. Quais as causas para esses acidentes? Não existem dados sobre o assunto. Pessoas arriscam dizer que são a embriaguez ao volante e o uso do celular enquanto dirigem. À essas duas causas poderíamos acrescentar a baixa qualidade do treinamento das auto-escolas e a facilidade na aprovação nos exames do Detran?


Traição histórica


Por mais incrível que pareça, ainda está rendendo a história da "traição" sofrida pelo falecido ex-presidente do velho MDB em Sergipe, José Carlos Teixeira. Isso é o que se chama "falta do que fazer". O comportamento de certas pessoas parece ressentimento e campanha eleitoral para prejudicar a campanha do "traidor". Para refrescar a memória de muitos, naqueles tempos o PT era a esquerda em Sergipe. O resto era o resto.


Eleitor só dança


É tempo de festas juninas! Enquanto os eleitores estiverem se divertindo, não está no gibi a grande quantidade de candidatos tomando quentão, pulando fogueira, frequentando quadrilhas, mantendo um sorriso permanente no rosto, marcando quadrilhas, apertando mãos, dando tapinha nas costas de conhecidos e desconhecidos e arriscando alguns passos de dança. Só não pode pisar no pé da dama, pois isso tira voto!


Execução de Marielle


O caso da execução da vereadora carioca Marielle Franco, passados quase dois meses, continua na estaca zero. Toda vez que autoridades civis e militares vêm a público só trazem a mesma mensagem: justificativas por ainda não terem encontrado os assassinos da vereadora e de seu motorista. Talvez uma comissão de investigadores independente possa dar as respostas que a opinião pública brasileira tanto espera.


Canudinhos trapalhões


O Rio será a primeira cidade brasileira a proibir o uso de canudos de plásticos. Por que não fazer isso por aqui também? Estima-se que eles resistem 400 anos, poluem mares e matam tartarugas, baleias e outros mamíferos marinhos.

 



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
10/06
12:14

Francisquinha amargosa

José Lima Santana - Padre, professor e advogado

 

Proferida a oração após a comunhão, o padre Zequinha Limoeiro indagou se tinha algum aniversariante presente. Silêncio por uns vinte segundos. Depois, uma senhora levantou a mão direita e disse: “Eu!”. O padre a convidou para achegar-se à frente do presbitério. A senhora caminhou com extrema desenvoltura, toda serelepe. “Quantos anos?”, perguntou o padre. E ela, para espanto dos fiéis: “Noventa e um, padre!”. O padre Limoeiro arregalou os olhos: “O quê?”. Pois então. A “veinha” tinha noventa e um anos, embora a aparência não lhe desse mais de setenta e uns. Aí, o padre, que era brincalhão, soltou essa: “Estão vendo, vocês ‘veinhas’, que têm setenta, setenta e alguns anos? Mirem-se no exemplo desta aqui. Vejam se ela parece ter noventa e um anos! Mas, vocês, estão descachimbadas com sessenta e tantos, setenta e alguns etc.”. Muitas gargalhadas.

 

Muito bem. Aquela senhora de noventa e um anos, que, olhe lá, aparentava uns setenta e tantos anos, se muito, era Francisquinha Amargosa. Amargosa era o seu sobrenome de papel passado em cartório. Nome de família. Ela descendia de Pedro Fonseca do Pinho Amargosa, antigo mestre de reisado, que por muito tempo pisoteou o chão de Sergipe com seus folguedos.

 

Aquela “veinha” nonagenária era viúva. Viúva de Aristides Porto, seu primeiro marido. De Bernardo Peixoto, aparentado das antigas de um certo padre Peixoto, metido em cantorias de música igrejeira. De Marcolino Borborema. E de Juvêncio Antonelli, neto de italianos, que aportaram no estado na década de 1930.

 

Como se vê, a “veinha” era fogo na canjica. Quatro casamentos. Quatro defuntos. Quatro estados de viuvez. O primeiro marido, Aristides, comerciante de calçados, morreu dez anos e meio após o casamento, sem deixar filhos. Fora atropelado por uma lambreta numa boquinha de noite. Francisquinha Amargosa amargou a primeira viuvez. Não se passaram dois anos, e eis que ela foi desposada por Bernardo Peixoto, sitiante de Itabaiana, vendedor no atacado de cebolas e outros aparentados. Este, coitado, não durou um ano. Bateu a caçoleta uns dez meses depois de casado. Uma cobra venenosa lhe tirou a vida.

 

Àquela altura, Francisquinha já estava bem arranchada de bens. Os dois maridos lhe deixaram um bom pé de meia. Continuava viúva sem filhos. Francisquinha era devota de Santo Antônio. Apegadíssima ao santo casamenteiro, não colocou a sua imagem de cabeça para baixo numa bacia ou pote d’água. Não o fizera antes e não o faria depois da segunda viuvez. Parecia sossegada. Mas, um dia, doze anos se passavam da última viuvez, lhe apareceu Marcolino, paraibano das bandas da Serra da Borborema. Oficial da Marinha de Guerra. A duplamente viúva não resistiu aos encantos da farda branca, nem ao hino do marinheiro, o Cisne Branco. E qual cisne branco em noite de lua, Marcolino, digo, o tenente Marcolino levou, pela terceira vez, Francisquinha ao altar. Todo o agrupamento da Capitania dos Portos compareceu em traje de galã. Uma belezura de casamento. E que festa para os convidados! Foram três anos de amor infinito. E infinito foi enquanto durou. Uma tempestade numa noite assombrosa de trovões e relâmpagos, de mar encrespado, fez naufragar a corveta Almirante Barão do Bom Retiro e foi-se para as águas profundas o oficial Marcolino Borborema. Terceira  viuvez.

 

O tempo foi passando. Francisquinha não tinha filhos. Nenhum dos três maridos lhe dera um filho. Ela estava, então, quando da terceira viuvez, beirando os quarenta anos de idade. Ainda pronta para esquentar um leito. E foi então que lhe apareceu o “italiano” Juvêncio Antonelli. Um construtor. Um olho no olho numa recepção no Palácio do Governo. Francisquinha era amiga da primeira-dama, sua antiga vizinha nos tempos de moças. Triscou. Faísca, fumaça e fogo. O quarto casamento. O “italiano” Antonelli meteu-se a construir bangalôs na capital. Ganhou um dinheirão. Andava lá pela casa dos cinquenta anos. Num inverno friorento e chuvoso, ele apanhou uma gripe. Mal curada, virou uma broncopneumonia. E bateu as botas. Foi-se lá para a morada de pés juntos. Francisquinha viúva pela quarta vez. A partir dali, os homens afastaram-se dela. “Essa muié tem dentro dela uma maldição. Os maridos vêm e vão. Num aguentam o rojão dela”, dizia o sacristão Benvindo Mendonça. Igrejeira, devota de Santo Antônio, viúva cada vez mais aquinhoada. Cada marido deixou-lhe uma boa soma de dinheiro e de bens imóveis. Passou-se a dizer que ela era a viúva mais endinheirada da capital. E por que não dizer, do estado. Um partidão. Porém, ninguém mais se atreveu a arrastar asas para Francisquinha Amargosa. “Fique ela lá com toda a amargura do mundo!”, disse, um dia, Margarida, mãe do sacristão Benvindo. Aliás, uma faladeira da desgraça, que tecia e bordava na língua a vida alheia.

 

Naquela tarde de quinta-feira, o padre Zezinho Limoeiro, após a bênção final, brincou, ainda uma vez, com as “veinhas” da Matriz: “Veja lá se uma de vocês arranja um marido para Francisquinha. Ela não pode morrer sozinha”. Ana Pereira, ministra da Sagrada Comunhão, adiantou-se: “Só se for ‘seu’ Maneca Gordo. Ele tá viúvo de novo e doidinho pra casar”. Gargalhada geral.

 

Um belo dia, passadas umas três semanas desde aquela Missa, naquela quinta- feira, Francisquinha apareceu na igreja de braço dado com o tal Maneca Gordo. Pois não era que estavam de namoro? Os amigos dele lhe davam conselhos para cair fora das garras de Francisquinha Amargosa, viúva pela quarta vez: “Tu, home de Deus, num caia na desgraça de casar com essa muié. Ela já deu conta de quatro maridos. E tu vai ser o quinto. Ela é capaz de te mandar pros quintos dos infernos”. Maneca Gordo tinha oitenta e nove anos, dois a menos que Francisquinha. Estava firme, tanto quanto ela aparentava. Viúvo, pai de cinco filhos, avô de treze netos e bisavô de duas bisnetinhas. Aposentado do fisco estadual. Ganhava bem. E bem vivia. Casaram-se. A prolongada viuvez de Francisquinha foi-se pro beleléu.

 

Domingo. Tinham se passado dois anos desde que Maneca Gordo e Francsiquinha Amargosa tinham se dado em matrimônio. Ela acordou cedo, comosempre. Ainda estava senhora de si. A empregada Julieta, que morava com ela há mais de trinta anos, já tinha preparado o café. Francsiquinha voltou ao quarto para chamar Maneca. Iriam à Missa. Chamou-o. Nada. Tornou a chamar. Nada. Ela mexeu no braço dele, que estava todo coberto. Nada. Então, puxou o lençol do rosto. Ele estava de olhos esbugalhados e boca aberta. Morto. Ela deu um grito. Logo, acudiu-lhe Julieta. Foi quando Maneca Gordo soltou uma estrepitosa gargalhada e disse: “Tu pensou, minha nêga, que eu tinha embarcado? E eu sou lá frouxo como os teus maridos anteriores? Eu me chamo Manuel Ventura de Azevedo Pinto. Não vou com uma nem duas”. O desgraçado estava vivo e feliz como pinto no lixo.

 

O certo foi que eles viveram ainda muito tempo juntos, uns cinco ou seis anos. Todavia, Maneca Gordo foi primeiro do que ela. E Francisquinha Amargosa dobraria a casa dos cem anos.




Coluna José Lima
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
09/06
21:16

O Mercado procura

Ricardo Lacerda
Professor da UFS

Depois do peso argentino, foi a vez do real enfrentar um ataque especulativo.  Ao longo da semana que passou, o real desvalorizou-se 5% (até quinta-feira ) em relação ao dólar,  cuja cotação de venda fechou em 3,925 reais, mesmo diante da forte atuação do Banco Central para estabilizá-la. O ataque encontra-se em pleno andamento, aguardando-se novos lances na semana entrante. 

Pressionado a elevar a taxa básica de juros para conter o ataque especulativo, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou que a política monetária,  que define o tratamento a ser dado aos juros, e o câmbio são questões que serão enfrentadas separadamente, ou seja, que a instituição não promoverá elevações na taxa Selic para enfrentar a onda especulativa, como já fez em  episódios especulativos anteriores. E antecipou que o banco central ofertará US$ 20 bilhões em swaps cambiais até sexta-feira,  14 de junho. Quem viver verá, mas muitos apostam que o Banco Central terminará cedendo.

O ataque a moedas de paises periféricos no sistema mundial iniciou-se após a mais recente elevação  na taxa de juros dos títulos do tesouro norte-americano, sinalizando a aceleração do fim do período da política de juros anormalmente baixos que o banco central daquele país adotou depois da crise financeira de 2008. 

Turquia e Argentina foram os primeiros alvos, mas o mercado passou a apontar suas apostas contra o real, visto por muitos analistas como a bola da vez.  A incerteza eleitoral é componente decisivo na instabilidade reinante.

As voltas que o Mundo dá

O Mundo gira, a Lusitana roda. Nas voltas que o mundo dá,  as turbulências politicas se sucedem com frequência intensa desde que o período da grande moderação deu lugar à instabilidade e ao baixo crescimento característicos do pós-2008. 

Seria de grande utilidade que levantamentos exaustivos elaborados por cientistas politicos informassem a frequência de alternâncias de blocos no poder, por via democrática ou não, depois da deflagração da crise financeira internacional naquele ano.

Na Nuestra América, governos de vertente popular, que haviam sido eleitos na esteira das crises cambiais da segunda metade dos anos noventa e que surfaram nas ondas favoráveis do longo ciclo de commodities com cotações favoráveis iniciado nos primeiros anos do novo século, foram varridos do poder, por via eleitoral ou não, depois que a crise econômica se aprofundou no subcontinente a partir de 2013; no Chile, na Argentina, no Equador, no Paraguai, no Brasil e em repúblicas centro-americanas.

No momento atual, governos que contaram com amplo apoio do mercado, essa entidade aparentemente abstrata, mas que sabe defender como poucos, de forma muito concreta, seus interesses e pontos de vista, como Maurício Macri, na Argentina, e Michel Temer, no Brasil, enfrentam ondas de descontentamento popular.   


Orfandade 

No Brasil, o ocaso do governo Temer é melancólico e frustra, mais do que a parcela da população que foi às ruas pelo afastamento de sua antecessora, os fiadores da transição para o novo governo em 2019. 

Claro que não foi só o mercado o fiador do projeto de transição entre o governo afastado e o novo mandato presidencial; foi uma aliança maior, cuja abrangência fique mais bem delimitada sendo definida como o establishment, que atualmente se ocupa em  buscar construir uma alternativa eleitoral a partir do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sempre precioso na sua criatividade em dourar a pílula, denominou de o Centro Democrático e Refomista.

A paralisação dos caminhoneiros instalou a percepção  de falta de rumo no país, que é agravada pelas incertezas em relação à disputa presidencial em outubro próximo.  

O chamado Mercado se sente órfão de candidato com efetivas chances eleitorais que tenha compromisso com a estabilidade fiscal; em outras palavras, que seja capaz de implementar as reformas que afastem os riscos de crescente descontrole fiscal.

Diante da dificuldade da candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin deslanchar, o mercado está em busca frenética de alternativas eleitoralmente viáveis.

O mercado já namorou as candidaturas de outsiders do mundo político, como  o apresentador de TV Luciano  Huck e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, mas que já foram descartadas. 

Na falta de opção de um candidato que defenda medidas de austeridade   que vêm sendo massivamente rejeitadas pela população mas que tenha potencial eleitoral, lideranças associadas ao establishment  buscam sondar e tentar arrancar  compromissos de presidenciáveis tidos por elas proprias como populistas. 

No momento, essas lideranças estão se acercando da candidatura de Ciro Gomes, que, todavia, mesmo afirmando compromisso com o ajuste fiscal duro,  mantém o discurso desenvolvimentista, o que causa forte reação contrária  na turma vinculada ao setor financeiro e rentistas.
 
 
 


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
Primeira « Anterior « 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos