29/07
11:40

A ocupação nos territórios sergipanos

Ricardo Lacerda - Asssessor econômico do governo de Sergipe e professor da UFS

Com a publicação de resultados da amostra do censo demográfico de 2010, disponibilizou-se um conjunto de dados muito amplo sobre a situação econômica e social nos municípios, permitindo a agregação de indicadores de desenvolvimento em níveis de microrregiões e territórios de Sergipe. Em 2010, havia 832.455 habitantes de 10 anos ou mais de idade ocupados na semana de referência da pesquisa, com ou sem vínculos empregatícios formais.

Ocupação

A distribuição dos residentes em Sergipe entre as ocupações está apresentada na Tabela 1.  Mais da metade  da população ocupada (55,3%) tinha como principal atividade o setor de serviços, frente aos 22,8% que trabalhavam no setor agropecuário e 16,7% no setor industrial.  Eram cerca de 460 mil nas atividades de serviço, cerca de 189 mil na agropecuária e 139 mil na indústria. Há ainda um contingente de 43.604 pessoas, equivalentes a 5,2% em atividades maldefinidas, em geral vinculadas ao setor de serviços.

No setor secundário, a construção civil concorria com a indústria de transformação pela liderança da ocupação, essa última com 62.996 pessoas ocupadas e a primeira já alcançando 60.674 pessoas. A indústria extrativa mineral, que inclui a extração de petróleo e gás natural, ocupava diretamente apenas 7.097 trabalhadores, 0,9% do total, apesar de responder por quase a mesma parcela da indústria de transformação no PIB estadual e por demandar ocupações em outros segmentos.

No setor de serviços, destacavam-se o comércio, a administração pública e os serviços domésticos. Vale destacar os segmentos de alojamento e alimentação, que já ocupavam 24.803 pessoas, em parte por conta das atividades vinculadas ao turismo, em parte pelo crescimento do hábito de fazer refeições fora de casa. Os contingentes de pessoas ocupadas nas atividades de educação e de saúde e serviços sociais também eram muito expressivos (ver Tabela 1).

Tabela

Tabela 1. Sergipe. Composição das ocupações por Setor de Atividades em 2010.

Setor de Atividade

População Ocupada

População

Part. %)

TOTAL

832.455

100

AGROPECUÁRIA

189.387

22,8

INDÚSTRIA

138.850

16,7

Indústrias de transformação

62.996

7,6

Construção

60.674

7,3

Eletricidade e gás e saneamento

8.084

1,0

Indústrias extrativas

7.097

0,9

SERVIÇOS

460.614

55,3

Comércio

133.354

16,0

Administração pública e seguridade social

61.159

7,3

Serviços domésticos

52.114

6,3

Educação

50.849

6,1

Transporte, armazenagem e correio

34.795

4,2

Saúde e serviços sociais

27.014

3,2

Alojamento e alimentação

24.803

3,0

Atividades administrativas

23.639

2,8

Outras atividades de serviços

32.394

3,9

ATIVIDADES MALDEFINIDAS

43.604

5,2

Fonte: Censo demográfico de 2010

Territórios

Como o censo demográfico é uma pesquisa domiciliar, as informações sobre a atividade principal a qual as pessoas estão vinculadas correspondem ao local de moradia e não propriamente ao do estabelecimento. Assim, um profissional de saúde que resida em Aracaju e desenvolva atividade em Itabaiana é registrado de acordo com o domicílio. Com essa ressalva, a Tabela 2 sintetiza os dados de ocupação nos territórios sergipanos.

É interessante constatar como as atividades rurais permanecem como sendo a principal atividade econômica para uma parcela muito ampla das pessoas, mesmo em alguns casos em que o peso delas no PIB não seja tão elevado. A agropecuária ainda era a principal atividade de mais 1/3 das pessoas ocupadas em 6 dos 8 territórios, excluindo-se apenas a Grande Aracaju e o Leste Sergipano, as áreas mais densamente povoadas e que sediam a maior parcela das atividades produtivas mais modernas.

No alto sertão, mais da metade da população ocupada ainda tem como principal vínculo as atividades agropecuárias. No Médio Sertão, essa participação alcança 41,6% das pessoas ocupadas. Nesses dois territórios, a indústria de transformação não representava 5% da população ocupada. O Centro-Sul, que conta com importantes pólos na indústria têxtil, de calçados e de cerâmica, a ocupação na indústria de transformação ultrapassava 10%, com o conjunto do setor industrial alcançando 18,1% do total das ocupações.

Tabela 2. Composição das ocupações dos Territórios por Setor de Atividades em 2010.

(%)

Setores

Grande Aracaju

Baixo S. Francisco

Leste

Alto Sertão

 Médio

Sertão

Agreste Central

Centro Sul

Sul

AGROPECUÁRIA

3,9

36,0

25,5

52,7

41,6

36,2

38,7

38,8

INDÚSTRIA

17,9

15,3

19,3

10,3

11,2

16,4

18,1

15,4

Indústrias de transformação

6,9

8,2

6,3

3,2

4,9

9,1

11,7

8

Construção

8,6

6,3

9,6

6,1

5,3

6,5

5,4

5,7

Eletricidade, gás e saneamento

1,1

0,6

1

0,8

0,9

0,6

0,8

1,3

Indústrias extrativas

1,4

0,3

2,4

0,2

0,2

0,2

0,2

0,4

SERVIÇOS

70,9

46

46,9

33,9

43,4

43,3

41,7

42,1

Comércio

19

12,8

9,1

10,4

14,8

15,7

15,1

12,8

Adm. Pública

8,9

11,5

13,3

6,1

6,9

4,3

3,5

5,3

Serviços domésticos

7,9

4,6

5,8

3,1

4,3

4,7

5,1

5,7

Educação

6,8

5,9

4,9

4,8

6

5,2

5,7

5,9

Transp. armazenagem

4,8

3,4

4,5

2,4

3,9

4,9

2,9

3,7

Saúde e serviços sociais

4,9

1,6

1,7

2

2,3

2

1,8

1,6

Alojamento e alimentação

4

1,8

1,9

1,7

1,7

1,9

2,4

2,4

Atividades administrativas

5

0,9

2,7

1

0,7

0,9

0,7

1

Outros serviços

9,6

3,4

3,1

2,4

2,9

3,7

4,5

3,8

ATIVIDADES MALDEFINIDAS

7,2

2,7

8,4

3

3,8

4,1

1,6

3,8

Fonte: Censo Demográfico de 2010

Serviços

O setor de serviços é o responsável pela maior parcela das ocupações em sete dos oito territórios. A exceção é o Alto Sertão. Na Grande Aracaju, o setor de serviços respondia por 70,9% das ocupações, sem contar os 7,2% das atividades mal definidas. Nesse território, o comércio ocupa quase uma em cada cinco pessoas. A Grande Aracaju registrava as mais elevadas participações entre os territórios em todas as demais atividades de serviço, ou seja, educação, saúde, transporte, alojamento e alimentação, atividades administrativas e serviços complementares e em outros serviços.

Na próxima semana, serão examinadas as estruturas de ocupação dos dez maiores municípios sergipanos.

 



Economia
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Por Eugênio Nascimento
29/07
11:32

Veja caso de Sergipe: As eleições são cada vez mais inclusivas

O montante ainda não foi fechado, mas a Justiça Eleitoral já destinou 91 seções eleitorais adaptadas para os portadores das mais variadas necessidades especiais. Preocupado em atender a esse segmento do eleitorado -  até agora fixado em aproximadamente  10.240, em Aracaju, estão aptos a usar esses serviços -, desde o processo de  inscrição de mesários voluntários, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) solicitou que do interessado informações sobre o conhecimento de Libras, o que facilita a comunicação.

 

As urnas eletrônicas das eleições municipais de 2012 estão adequadas aos deficientes visuais, que poderão ouvir a aceitação do seu voto, e foram alocadas em locais de votação adequados para que os  cadeirantes tenham o acesso facilitado. A Justiça Eleitoral treinou os mesários para o atendimento ao eleitor com necessidades especiais. Trata-se de uma boa iniciativa, uma louvável ação de inclusão cidadã e que merece ser sempre destaca pela importância da retirada dos especiais dos limites das quatro paredes de uma casa.

 

A Justiça Eleitoral deve estimular cada vez mais a inclusão como política cidadã e combater a discriminação. Cabe aos especiais brigarem por mais espaços na sociedade e ao conjunto da sociedade respeitá-los como cidadãos  produtivos e participativos.



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/07
11:28

Dia 1º começa atuação: MP de olho nos abusos sonoros dos candidatos

A partir do dia 1º de agosto, a próxima quarta-feira, uma unidade de policial  colocada à disposição do Ministério Público vai estar nas ruas, avenidas e praças de Aracaju combatendo a poluição sonora causada pelos carros de som de campanhas de candidatos, partidos e coligações. A medida veio em boa hora, pois os condutores dos veículos  de propaganda  eleitoral sonora,  não se sabe se por iniciativa própria ou recomendação de seus chefes, promovem uma barulheira estúpida na cidade e causa irritação na população em casa, no trânsito, na orla e outros espaços da cidade.

 

Como há muito abuso nos períodos eleitorais, o promotor Elias Pinho, reunido com a Emsurb/PMA, Polícia Ambiental, Comando da PM para Aracaju e o MP decidiriam criar uma equipe de fiscalização, que será acionada pela população através do telefone 190 (embora o mesmo usado para outras denúncias, terá a ação específica quando o cidadão disser que se trata de carro de som, fazendo propaganda eleitoral com elevada sonoridade). O mesmo grupo decidiu que o volume máximo dos carros de som de campanha será de 80 decibéis – passou disso, haverá punição.

 

Os carros de som não podem ficar parados em um único  local ou fazendo paradas frequentes  nele ou ainda  percorrendo ininterruptamente  a mesma rua, avenida ou trecho. “A população terá ao seu dispor um grupo disposto a fazer cumprir a lei. São  pessoas autorizadas a acionar o Detran para  recolher os carros de som assim que detectarem desrespeito aos 80 decibéis. Os carros de som podem ser usados  pelos candidatos nas ruas das 8h às 22h, mas não vamos permitir a contravenção do sossego  alheio, que prevê punições de detenção de 15 dias a 3 meses para o condutor do carro, podendo atingir também o candidato”, explicou Pinho.

 

Uma vez apreendido, o carro passará por avaliação de sua situação legal, no Detran, e o caso pode render ao  o proprietário ação criminal no Juizado Especial. O grupo, que terá como medidor da altura do som um funcionário da Emsurb, está autorizado a acionar o Detran para  apreensões de trios e minitrios elétricos. “Destinamos um grupo para conter os abusos de carros de som de campanha, mas manteremos grupos atuando no combate ao abuso de som em bares, restaurantes, boates, festas e carros de som de propaganda de estabelecimentos comerciais ou contratados. Todos os abusos serão punidos. Cabe à população denunciar os contraventores. É  só ligar para o 190”, comenta Elias Pinho.

 

Tomara que isso dê certo este ano e que os aracajuanos possam dormir o sono dos justos.



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
29/07
08:54

João Alves diz usará dispositivos legais para anular licitações a 'toque de caixa'

O candidato a prefeito da capital pela coligação “Aracaju não pode esperar”, ex-governador João Alves Filho, ratificou ontem a sua intenção de submeter a avaliação, sendo eleito, todas as licitações feitas este ano a 'toque de caixa' pelo atual prefeito da cidade, Edvaldo Nogueira, já ao apagar das luzes de sua gestão. “É estranho que este grupo político, que está no poder há doze anos sem nunca ter respeitado a Lei 8.666, a de Licitações, somente agora, ao fim da administração, decide realizar concorrências públicas para que a responsabilidade pelos contratos, formulados sabe-se lá com que critérios ou objetivos implícitos, sejam assumidos a partir da próxima administração”, observou o candidato democrata, acrescentando que “todos os contratos originados destas licitações serão analisados e, se ficar comprovado que ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal ou o interesse público, serão anulados com base na legislação específica. “Seja através da LRF, seja por meio do dispositivo legal de que dispõe o poder público quando se trata de conveniência relevante da administração, em virtude do constatado prejuízo ao interesse público”, frisou.



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/07
08:47

Valadares Filho diz que João Alves está ultrapassado

“João não se reciclou. O que João diz hoje é a mesma coisa que sempre disse, não mudou nada. Não vejo uma novidade no que ele dizia há vinte anos e no que ele diz hoje. E hoje os tempos são outros, não estamos em 1974. A visão dele naquela época poderia ser até certa, mas hoje deveria ser outra”, diz o deputado federal Valadares Filho, candidato a prefeito de Aracaju pelo PSB. (A entrevista na íntegra está no Jornal da Cidade deste domingo)



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/07
08:27

FIES mostra mapeamento dos recursos minerais em Sergipe

Foi lançado no final da semana passadao livro 'Informe de Recursos Minerais' - materiais de construção civil para a região metropolitana de Aracaju, do Programa Geologia do Brasil. A solenidadade aconteceu no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e contou com a participação de diversas autoridades, empresários e representantes de órgãos ambientais e governamentais do estado.

A pesquisa contida no livro apresenta um diagnóstico dos recursos minerais na áera da construção civil para a comunidade técnico-científica, empresários do setor mineral e toda à sociedade em geral, disponibilizando informações sobre o fornecimento de areia, arenoso e brita, como também o mapeamento que sinaliza a capacidade de oferta de insumos que o estado possui para o setor da construção. "Através do livro, a sociedade pode ter o conhecimento do que a grande Aracaju, no caso, a região metropolitana, têm de recursos minerais para a construção, além das jazidas possíveis de argila para o segmento da cerâmica vermelha", explica o presidente da CODISE, Décio Portella.

"Este informe representa a oferta de informações estratégicas para o setor da construção civil em Sergipe. Setor este muito importante sobre todos os aspectos na ampliação de oferta de residências para a população, bem como, do processo de crescimento econômico do nosso estado", enfatiza o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de Sergipe (SEDETEC), Saumínio Nascimento. Ainda de acordo com o secretário, Sergipe é abençoado por possuir riquezas minerais em processo de exploração e riquezas ainda a serem exploradas.  

Através da pesquisa apresentada, as autoridades e indústrias do ramo da construção civil e do segmento de cerâmica vermelha podem ter acesso a informações essenciais para o uso eficiente da exploração dos recursos minerais de forma equilibrada e sustentável. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Estado de Sergipe (Sinduscon/SE), Tarcísio Teixeira, o livro mostra a pontecialidade dos recursos minerais sergipanos. "Com essa pesquisa, podemos ter uma visibilidade a longo prazo de quanto tempo nós temos de insumos em abundância para atender nossas demandas e atividades no setor", pontua Tarcísio.

O livro foi elaborado pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Industrial e dos Recursos Minerais de Sergipe (CODISE); SEDETEC; Sinduscon/SE; Ministério de Minas e Energia; Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral; FIES; e Sindicer/SE.       (Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
29/07
08:20

Índice de Confiança da Indústria recua e mantém-se abaixo da média

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,5% entre junho e julho ao passar de 103,2 para 102,7 pontos. Com isso, o índice mantém-se abaixo da média dos últimos cinco anos, de 105,8 pontos, desde julho de 2011.

A suave diminuição do ICI foi influenciada pela pior avaliação das empresas em relação ao momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA) sofreu queda de 1,7%, passando de 104,4 para 102,6 pontos, o menor patamar desde dezembro de 2011. As perspectivas para os próximos meses melhoraram um pouco, com o avanço do Índice de Expectativas (IE) em 0,8%, de 102,0 para 102,8 pontos. Os resultados agregados sinalizam que o ritmo de atividade industrial continua lento neste início de segundo semestre.

O indicador de satisfação com a situação atual dos negócios foi o componente que mais contribuiu para a variação negativa do ISA. A queda de 2,2% entre junho e julho levou o indicador para 106,7 pontos, o menor desde janeiro passado. A parcela de empresas que consideram a situação atual fraca aumentou de 6,3% para 15,3% do total; a das que a julgam boa também aumentou, porém, em menor magnitude, de 15,4% para 22,0%.

O quesito que capta as expectativas em relação à produção física nos três meses seguintes exerceu a maior influência na alta do IE. Embora continue inferior à média recente, de 127,3 pontos, o indicador do quesito avançou de 122,6 para 125,3 pontos, alcançando o maior nível desde janeiro passado, quando registrara valor idêntico à média. A proporção de empresas prevendo expandir a produção no trimestre seguinte aumentou de 36,6% para 42,5%, enquanto a das que esperam queda passou de 14,0% para 17,2% .

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou de 83,8% para 83,7% entre junho e julho. Após avançar 0,7 ponto percentual entre novembro de 2011 e maio passado, o indicador registra a segunda queda consecutiva, retornando ao patamar do primeiro bimestre do ano.  (IN)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
27/07
23:42

Sergipana pode participar do Miss Universo, mas não do Miss Brasil

Joice é conhecida no mundo das misses por sua cintura micro: 58 centímetros

O R7 publica matéria em que anuncia que a sergipana Joice Oliveira conseguiu o 3º  lugar no Miss Panamericana, realizado em Los Angeles, mas tem uma frustração na carreira: não poder participar do Miss Brasil. É que ela tem 27 anos, e o Miss Brasil só aceita candidatas até 25. Ela ficar triste em saber que o Miss Universo aceita candidatas com 27 anos, com a condição de que elas ainda tenham 26 até o dia 1º de fevereiro do ano em que vão competir. Como a sergipana fez aniversário no último mês de abril, está dentro do regulamento do Miss Universo, mas não do Miss Brasil.



No  R7  tem belas fotos dela.
 

http://entretenimento.r7.com/blogs/tudo-miss-e-tudo-mais/2012/07/27/sergipana-pode-participar-do-miss-universo-mas-nao-do-miss-brasil/

 

 



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