29/07
17:19

Iran faz balanço positivo de atuação parlamentar


O primeiro semestre legislativo deste ano foi marcado, mais uma vez, por uma intensa produção parlamentar pelo mandato que o Vereador Iran Barbosa (PT) representa. O petista apresentou, na Câmara Municipal de Aracaju, um total de 451 proposituras, entre Indicações, Moções, Requerimentos, Emendas e Projetos.

Em maior número, as Indicações apresentadas por Iran totalizaram 410 e ajudaram a Administração Municipal no sentido de identificar e receber as demandas colhidas pelo parlamentar junto à população e nas visitas aos bairros da Capital, tais como limpeza de canais, de vias e de praças públicas; reformas de espaços públicos, como praças, bibliotecas e escolas; coleta de lixo; melhoria da iluminação pública, recapeamento de ruas, melhoras no funcionamento do sistema de transporte coletivo e de ciclovias, entre tantas outras demandas.

“Uma das tarefas precípuas do vereador é ouvir a comunidade e estar atento aos problemas da cidade, apontá-los à Administração Municipal e cobrar soluções dos órgãos competentes. Fiz isso intensamente, junto com a minha assessoria, o que resultou na apresentação de um considerável número de Indicações ao Poder Executivo, principalmente pelo acúmulo de problemas recebidos da gestão anterior”, destacou Iran Barbosa. 



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/07
17:09

Eliane Aquino diz que candidatura a deputada estadual é factoide

A vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino (PT),  reagiu aos boatos que circulam nas redes sociais, lançando o seu nome a candidata a deputada estadual para as eleições de 2018,  afirmando que “não sei quem inventou essa conversa. Meu nome está à disposição (do partido) para ser discutido comigo. Ninguém decide por mim e não conversei  absolutamente com ninguém sobre candidatura a estadual. É mais um factoide”. O nome  dela é forte dentro do PT e tem boa aceitação na sociedade. Eliane é viúva do ex-governador Marcelo Déda e compôs chapa para a Prefeitura de Aracaju, em 2016, sendo Edvaldo Nogueira (PC do B) o candidato a prefeito. Eles estão há sete meses administrando a capital do Estado.



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/07
16:41

Preces para Themis – a cidadania se tornará adoradora da Justiça quando esta for destinada a todos

CEZAR BRITTO - Ex-presidente do Conselho Federal da OAB e ex-presidente da OAB-SE


A deusa grega Themis, também chamada de Justitia pelos romanos, era filha de Urano e Gaia, sendo considerada a personificação da Ordem e do Direito Divino, ratificados pelo Costume e pela Lei. No Olimpo, ocupava o destacado cargo de conselheira de todos os deuses, sentava-se ao lado do poderoso Zeus, selava o destino da sociedade, determinava as regras morais, sociais e religiosas e, enfim, julgava a todos com o dom da infalibilidade. Tornou-se, com este currículo, a deusa da Justiça, ainda mais quando impressionava o seu austero exemplo divino, bem representado no fato de que se apresentava com os olhos vendados, segurando uma balança e uma tábua de leis.

E para quem não está familiarizado com o jeito de ser da badalada deusa, esclarece-se que ela não vendava os seus próprios olhos por capricho, marketing religioso ou assumido prazer masoquista.  Ao contrário, assim agia por deliberado querer funcional, pois, não enxergando a classe social, o poder econômico, a aparência física ou o aspecto intelectual dos suplicantes, poderia melhor julgar e aplicar a Justiça requerida.

Assim, não poderia surpreender a constatação de que a deusa Themis tivesse se tornado uma verdadeira popstar entre gregos, troianos, romanos e todos aqueles que acreditavam na divindade dos que habitavam o Olimpo. Ela era invocada por todos aqueles que se sentiam injustiçados, oprimidos ou indefesos diante dos poderosos deuses, das pessoas que se diziam deuses e dos que endeusavam a arbitrariedade.

Os seus devotos sabiam que poderiam contar com a sua voz defensiva nas reuniões dos deuses, especialmente quando violados os ordenamentos impositivos inscritos em suas famosas tábuas, desequilibrando a balança da vida. E, segundo consta dos livros sagrados divulgados pelas sacerdotisas de seus templos, ela sempre atendia as súplicas mais justas. Sobrevivendo aos caprichos implacáveis do tempo, assistindo de camarote a derrocada da própria mitologia grega que a revelou para o mundo, o deslumbrante charme de Themis continuou conquistando a atenção de todos os povos do planeta, inclusive os ateus e os que professam o monoteísmo, fundamentalista ou não.

Basta constatar que Themis foi presença cativa em vários episódios que deixaram marcas profundas na História, até porque não se pode falar em igualdade, liberdade e fraternidade sem clamar por Justitia. E não se pode esquecer que a sua imagem, desde o início do seu culto, está edificada em vários prédios públicos, escritórios privados de advocacia e museus, além de impressa em incomensuráveis cartazes, convites, papéis timbrados, diplomas, cartões profissionais e milhares de peças publicitárias que pregam a prática da equidade, da ética, do direito e da justiça entre todos e para todos.

E toda esta imortal popularidade ocorre em razão de Themis ter se adaptado ao mundo contemporâneo na sua caminhada pelo tempo. É que, não mais contando com os deuses do Olimpo para exigir o cumprimento de suas deliberações, adotou novas práticas, abriu incontáveis templos e empossou sacerdotes em vários cantos do planeta. Além da tábua de leis e da sua impenetrável venda, a eterna deusa passou a portar em seu traje uma reluzente espada, símbolo maior da força do Estado e do seu poder de polícia para exigir o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Também passou a compartilhar com os mortais seres humanos a tarefa de inscrever na tábua das leis o ordenamento jurídico que vigoraria em cada país.

Da mesma forma, descentralizou para o mesmo grupo de mortais a tarefa de julgar, permitindo que os próprios seres humanos cuidassem das acusações, das defesas e das decisões judicias. A virtude da democratização legislativa e judicial que permitiu a imortalidade de Themis, paradoxalmente, provocou um grave risco para a sobrevivência da própria humanidade. É que os seres humanos não foram aquinhoados com os dons da onisciência, da onipotência e da onipresença.

Não podendo saber de tudo que ocorre, não tendo o poder de tudo fazer e sem condições de estar em todos os lugares os seres humanos podem errar em sua avaliação, desconhecer as circunstâncias em que os fatos ocorreram, ignorar as razões dos atos praticados, não sentir o sentimento em debate ou mesmo não compreender por nunca ter vivido a situação. Ademais, os seres humanos não estão isentos dos defeitos que podem viciar os atos decisórios e judicias, assim como não estão imunes à corrupção, às paixões políticas, às vaidades, às invejas e aos preconceitos sociais. Daí a razão da necessidade de se observar, como antídoto à possibilidade da falha humana, o equilíbrio democrático na representatividade parlamentar e o rígido cumprimento da norma processual que impeça o olhar parcial do julgador.

 

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"O Brasil vive um desses momentos em que a ação estratégica de Themis é questionada como legítima e eficaz"

O Brasil vive um desses momentos em que a ação estratégica de Themis é questionada como legítima e eficaz. Afinal, as palavras insculpidas na tábua das leis brasileiras refletem o deliberado conteúdo de proteção ao poder econômico, aos defensores da propriedade enquanto valor absoluto e aos nascidos em terras e berços esplêndidos. E este furor atentatório ficou ainda mais encorpado nos dias comandados pelo personagem não-mitológico Temer-Eunício-Maia.

 

O fervor fanático de sua legislação destruidora dos direitos sociais não encontra qualquer paradigma na História do Brasil. E não se parou na transformação da classe trabalhadora em serva eterna não aposentável do senhor Capital, pretende-se transformar o brasileiro em estrangeiro em sua própria terra natal. Entrega-se a exploração de óleo e gás na camada pré-sal para o capital estrangeiro, vende-se os aeroportos, os lotes de terra, as companhias aéreas e tudo que possa reluzir como ouro. E tudo isso sob suspeito manto batizado por Chico Buarque e Francis Hime como “tenebrosas transações”.

Confiscado o caráter de equilíbrio na tábua das leis, restaria a imparcialidade dos seres humanos que receberam a delegação de acusar, defender e julgar os seus semelhantes. Neste campo de atuação Themis teria uma experiência impecável, não permitindo que os julgamentos fossem fundamentados segundo critérios de classe social e poder econômico. Mas eis que, repentinamente, das tintas das sentenças judiciais se proíbe o direito de manifestação, a presunção de inocência, o princípio do contraditório, a ampla publicidade dos atos processuais e a igualdade de armas entre a acusação e a defesa. Tudo praticado sob a lógica de que “quem recebe a delegação divina também divino é”, especialmente no que se refere ao dom da infalibilidade, jamais poderia cometer erros graves ou falhas processuais gritantes.

O julgamento do ex-presidente Lula reflete a equivocada lógica da sacralidade na delegação implementada por Themis. Inicialmente, quando fora violada a Tábua Constitucional na parte em que refere ao princípio da segurança enquanto direito fundamental, expressamente previsto no caputdo art. 5º e no caput do art. 6º.

A Tábua brasileira Republicana inverteu a lógica repressiva da investigação, substituindo o conceito de segurança nacional destinada a proteger o regime militar para o de segurança como direito fundamental protetor do cidadão contra o poder de polícia exercido de forma abusiva pelo Estado. Exatamente por isso criou competências específicas para os diversos atores da investigação, indicando um sistema que conjuga autonomia e controle em cada fase apurativa, do inquérito policial até o acatamento da denúncia. O objetivo era impedir que o Estado (polícia, Ministério Público e magistrado), controlasse de forma uniforme todas as fases da apuração criminal, não permitindo a fiscalização dos atos praticados.

A chamada Força Tarefa da Lava-Jato misturou todos em um só pacote, não mais se sabendo quem era policial, procurador da República ou magistrado. Os três, agindo como uma única e orquestrada voz, impediram que os freios e os contrapesos constitucionais fossem disparados, comprometendo a necessária imparcialidade do que seria depois julgado. Neste campo, como se sabe, tudo era decidido coletivamente, desde o vazamento estratégico de gravações ilegais, passando por coletivas de imprensa sensacionalistas, executando-se conduções coercitivas abusivas, forçando-se prisões para obtenção de liberatórias delações premiadas ou mesmo pelo induzimento como reais de fatos que sequer constavam dos autos.

O que realmente importava era a estratégia ter o apoio da opinião publicada para convencer a opinião pública, pouco importando a verdade real ou processual. Era como se estivessem recitando como “grito de guerra” o famoso chavão retirado do célebre livro “Os Três Mosqueteiros”, escrito pelo francês Alexandre Dumas: – Um por todos e todos por um!

Não custa lembrar que a acusação, centralizada na “onisciente convicção que dispensa prova”, fez do processo um debate que rendeu holofotes, autógrafos, palestras milionárias, livros autobiográficos ou de biografia autorizada. E neste pacote popular, o próprio julgador fazia do processo uma emocionante novela especial, comunicando no Facebook familiar as cenas dos próximos capítulos, algumas delas anunciadas em concorridas palestras, em viagens internacionais, em audiências parlamentares ou em badaladas entrevistas nas redes televisivas.

Tudo sem mencionar a autorização para que fossem produzidos filmes comerciais sobre o próprio processo, quando passariam a ser “vultos históricos” da passarela brasileira. E, sob as luzes dos holofotes, apresentaram uma inovação na milenar indumentária de Themis, agora ela se exibia sorridente, vaidosa e, sobretudo, sem a venda que a impedia de olhar “o quem”.

E como não esperar outro resultado além da condenação? Como acreditar que a acusação, repentinamente, perderia o apoio do julgador?  Como se poderia pensar em julgamento imparcial quando acusador e julgador abandonam os autos para abraçarem, juntos, a escadaria da fama? Como esperar que dissessem que todo processo foi um grave erro, que eram falsos os fundamentos dos livros publicados, que deveriam ser rasgados os autógrafos concedidos e que não mais seriam convidados para palestras, entrevistas e viagens internacionais? Como extrair do acusador e do julgador a sua natureza humana, suas vaidades, paixões políticas ou compreensões ideológicas? As respostas foram dadas em forma de uma sentença inconsistente, não fundamentada nos autos e destinada a desaparecer do currículo de Themis.

Se poderia então concluir, que a deusa Themis resolveu abandonar o Brasil nesta quadra do tempo? Algum estudioso do tema talvez chegue à conclusão de que os templos brasileiros trabalham muito, mas os problemas são maiores do que a capacidade organizacional do Estado para resolvê-los. Poderia afirmar, ainda, que a deusa Themis nunca habitou ou construiu templos em terras tupiniquins, também eles vítimas de extermínio. É possível, também, que ele aponte os ferozes inimigos da Justitia como responsáveis diretos pela diária tentativa de se decretar a sua morte definitiva e sem direito à ressurreição. Ele dirá, quem sabe, que vândalos atacaram o seu culto, corromperam os sacerdotes, desmoralizam os templos, ameaçaram os devotos e espalharam que ela desistiu da própria santidade. Pode até dizer que ela fora “curada” da venda que a impedia de enxergar “o quem”, tornando-se uma simples mortal que, sem qualquer remorso, julga inaudível “o que” se postula.

Independentemente da resposta, é necessário dizer que a cidadania brasileira somente se tornará uma das grandes adoradoras da deusa Themis quando a Justitia for efetivamente destinada a todos. Neste dia, certamente para ela rezariam os trabalhadores, os desempregados e os aposentados, suplicando que se torne vitoriosa a compreensão de que nasceram para viver com dignidade, e não apenas considerados custos de produção, estatísticas sociais ou dispêndios orçamentários.

Orariam também os camponeses, os excluídos, os abandonados e os que não têm moradia e terra, todos esperançosos de que suas preces seriam ouvidas e, assim, poderiam ser considerados detentores de direitos. Rezariam os pobres, os “pretos” e as prostitutas – os desgastados 3P – para que não mais se tornassem os “compulsórios frequentadores” das delegacias e dos presídios brasileiros. Também por ela clamariam as mulheres, pedindo que não mais sejam vítimas do machismo que mata, violenta e suga qualquer possibilidade de serem tratadas com dignidade, igualdade e respeito. Rezaríamos todos nós, brasileiros e brasileiras que não se cansam de lutar.

 



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
29/07
13:47

Robson Viana percorre 1.480 km divulgando Belivaldo Chagas

Devido as suas intensas andanças pelo interior sergipano nos últimos dias, comentou-se muito a possibilidade de o deputado estadual Robson Viana vir a ser candidato a deputado federal em 2018. Contudo, ele negou a informação, disse que vai para a reeleição e que estava no desenvolvimento da divulgação do nome de Belivaldo Chagas (PMDB) para o Governo de Sergipe.

“Visitei 25 município, fiz algo em torno de 1.480 quilòmetros, entre sedes de municípios e povoados,  e pude detectar que Belivaldo é um nome bom para disputar o Governo de Sergipe. O nome dele é leve. Belivaldo é bem aceito em todos os municípios sergipanos. Observei que todos os cidadãos gostam dele, de seu jeito de ser, simples e amigueiro”, destacou Robson Viana.



Política
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Por Eugênio Nascimento
27/07
12:06

Albano pede a Temer campus da Univasf em Propriá

O empresário e ex-governador de Sergipe Albano Franco solicitou ao presidente Michel Temer a construção de um campus da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) em Propriá (SE). Foi durante uma audiência realizada ontem em Brasília. Temer conversou com Albano por cerca de 20 minutos.

O presidente prometeu fazer avaliação sobre o investimento junto ao Ministério da Educação (MEC) e Albano assumiu o compromisso de acompanhar passo a passo o encaminhamento da iniciativa em Brasília.

A Univasf,  que tem sede em Petrolina (PE), conta com dois campi, sendo um em São Raimundo Nonato (PI) e o outro Juazeiro (BA). 



Política
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Por Eugênio Nascimento
25/07
21:04

Semarh assume compromisso em solucionar problemas ambientais da Tribo Xokó

Na manhã desta terça-feira, 25, o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Olivier Chagas, participou de uma visita à Aldeia Xokó, em Ilha de São Pedro, município de Porto da Folha. O objetivo é avaliar os possíveis problemas ambientais que a comunidade vem enfrentando e direcionar soluções para os mesmos.

 

A Semarh fez-se presente convidada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), através do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo licenciamento e fiscalização em terras indígenas. Além dessas instituições, também estiveram representadas a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Conselho Nacional de Políticas Indígenas (CNPI).

Todos foram recebidos pelo chefe Lucimário Apolônio Lima, mais conhecido como Cacique Bá, e por outros líderes da tribo. Em reunião, eles discutiram com franqueza as problemáticas que a comunidade enfrenta.

O secretário Olivier Chagas falou de sua felicidade em poder contribuir com ações que levem um maior bem-estar para a tribo. “Historicamente o povo indígena sofreu tanto que hoje o mínimo que podemos fazer é contribuir para que eles tenham tranquilidade em suas habitações. A Semarh está muito satisfeita em participar desse momento tão importante”, afirmou.

Cristina Bezerra, responsável pelo Núcleo de Educação Ambiental do Ibama/SE, explica como tudo começou. “Ano passado foi feita uma denúncia ao Ministério Público Federal de que aqui estaria acontecendo caça predatória, pesca predatória, desmatamento e incêndios florestais. Nós unimos a vontade de vir realizar o trabalho de educação ambiental com essa denúncia e fizemos um projeto esse ano que foi aprovado. Em abril, fizemos a primeira visita e mapeamos o que realmente iríamos precisar, com os problemas que eles levantaram, organizamos uma equipe para essa visita técnica que acontece hoje”, esclareceu.

Desde o início do projeto, a Semarh tem se colocado como parceira do Ibama. “A Semarh terá uma importância muito grande no trabalho com essa comunidade. O Ibama e a Semarh vão trabalhar em parceria, desde o primeiro momento que estivemos aqui que a Semarh está conosco”, assegura Cristina Bezerra.

“O planeta precisa de um meio ambiente sadio e coberto por suas árvores. É nisso que a gente espera que o Ibama e Semarh possam contribuir com o nosso povo”, comentou o Cacique Bá.

Lindomar Xokó, membro do Conselho Nacional de Políticas Indígenas (CNPI), acha interessante a participação de todos na discussão ambiental. “Eu considero esse encontro de extrema importância porque é daqui que tudo deve começar e não de cima. O processo de combate ao desmatamento começa pela conscientização, isso é o que deve ser feito”.


Problemas

Três problemas de maiores efeitos foram identificados na comunidade. Primeiro, a caça predatória que é praticada por invasores e destrói boa parte da fauna local. Outra problemática é o desmatamento, também praticado por terceiros. E o descarte indevido dos resíduos sólidos, já que a aldeia não possui um sistema de coleta de lixo.

A participação da Semarh estará ligada principalmente ao descarte dos resíduos sólidos, como explica o superintendente de Biodiversidade e Florestas da Semarh, Elísio Marinho dos Santos Neto. “Nós iremos dar um suporte ao Ibama na problemática dos resíduos sólidos, em parceria com a prefeitura, ver como resolver a questão do lixão a céu aberto que eles têm aqui. Outra questão é a produção de mudas que pode ser mais uma fonte de renda para os indígenas. Aqui existem muitas espécies, muitas matrizes, das quais eles podem produzir mudas e vender para todo o estado”, disse.

A educação ambiental também será uma bandeira do trabalho da Semarh e do Ibama. “O lixão é problema porque a gente não sabe o que fazer. Toda semana entra as coisas da cidade aqui e a gente não tem o que fazer, tem que colocar em algum lugar. Nós tiramos de dentro de casa para colocar no terreiro, praticamente”, lamentou o cacique Bá.

Josinaldo Ribeiro da Silva, coordenador técnico da Funai na Comunidade Indígena Xokó, acredita que a construção de uma cerca diminuiria a entrada de invasores e, consequentemente, a caça predatória e o desmatamento. “Uma de nossas questões aqui é a ausência de nossa cerca, a que existia na época da demarcação não está nem mais lá. Isso facilita a entrada de pessoas de fora, de caçadores, que vem e entram na terra”.

O membro da tribo, Heleno Lima, sente medo de que uma fatalidade possa acontecer. “Durante a noite, nós já fizemos o que chamamos de ‘corra’, que é correr a terra durante a noite para evitar a entrada de invasores. Geralmente quem faz isso são os jovens, mas eu sempre venho orientando com medo de um confronto. Afinal, quem entra em nossas terras para caçar ou tirar madeira, geralmente está armado e nós temos medo do que pode acontecer”, lastimou.


Tribo

A tribo Xokó é a única comunidade indígena de Sergipe. Desde 1979, os indígenas voltaram a ocupar a Ilha de São Pedro, território do qual haviam sido expulsos pelos Jesuítas séculos atrás. Apenas nos anos de 1990, a Funai homologou a Caiçara, território que eles também reivindicavam, como parte das terras indígenas de etnia Xokó.

A aldeia abriga quase 500 índios em um território de aproximadamente 4.500 hectares. Desde 2003, o Cacique Bá é o responsável pelos assuntos materiais, administrativos e sociais da comunidade. Além disso, o cacique ainda está acumulando a função de pajé, já que o anterior faleceu e um novo ainda não foi escolhido.




Variedades
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Por Eugênio Nascimento
25/07
20:48

Fórum vai discutir gestão transparente

O Tribunal de Contas de Sergipe está com inscrições abertas até a próxima quinta-feira, 27, para o II Fórum Gestão Transparentes, que será realizado no dia 31 deste mês no Auditório do TCE. O evento é aberto para prefeitos, presidentes de Câmaras, Vereadores e gestores.



Política
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Por Eugênio Nascimento
24/07
22:04

Apresentado no TCE, Anuário Socioeconômico de Sergipe expõe quadro preocupante das finanças públicas

Ação ocorreu após convite do conselheiro-presidente Clóvis Barbosa de Melo

O Produto Interno Bruto caiu cerca de 10% nos últimos dois anos, a produção de petróleo não consegue se recuperar, a taxa de desemprego chegou a 15%, a dívida corrente líquida hoje corresponde a 60% da receita corrente líquida. Além disso, temos proporcionalmente mais analfabetos que a média do Nordeste, cresceu o número de jovens que não estudam nem trabalham, caiu o número de domicílios atendidos com redes de esgoto, água encana e coleta de lixo.

Este é o quadro nada positivo revelado pelo Anuário Socioeconômico de Sergipe 2017, produzido pelo Grupo de Pesquisa em Análise de Dados Econômicos, vinculado Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), cujo conteúdo foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 24, no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A convite do conselheiro-presidente Clóvis Barbosa de Melo, os professores Luiz Rogério de Camargo e Wagner Nóbrega detalharam os índices mais recentes obtidos pelo Estado e municípios sergipanos em áreas como economia, saúde, educação, dívida pública, entre outras.

Para o conselheiro, a idéia é conscientizar gestores, parlamentares e a sociedade como um todo para o desempenho ruim de Sergipe nas mais diversas áreas: "Estamos perdendo espaço para outros estados e essa é uma oportunidade para conhecer a real situação de Sergipe e de cada um dos municípios", opinou o presidente do TCE.

Segundo o professor Luiz Rogério de Camargo, o trabalho apresentado consiste num diagnóstico, não entrando no mérito das possíveis soluções. "Uma conclusão que nós temos é que as soluções são de longo prazo; para resolver a questão do emprego, da indústria, indicadores sociais, educação, são coisas que vamos pensar em longo prazo e pensar a longo prazo não é uma tradição brasileira; somos muito imediatistas", concluiu o professor.

Em meio aos gestores municipais presentes estava o prefeito de Amparo de São Francisco, Franklin Freire, que elogiou a oportunidade de conhecer os números colocados. "É importante conhecermos esses dados para cada município reconhecer seus problemas e reforçar o trabalho que deve ser feito", opinou.

A apresentação atraiu também representantes de classes empresariais e líderes sindicais, como o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), Rubens Marques. "No geral foi muito bom porque o público era bem plural, bem diversificado, desde o Estado, aos empresários e trabalhadores", colocou.

Entre os presentes estavam as conselheiras Susana Azevedo (vice-presidente do TCE) e Angélica Guimarães, os conselheiros-substitutos Rafael Fonsêca e Alexandre Lessa, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, João Augusto Bandeira de Mello e o procurador Eduardo côrtes.

Também compareceram o senador Antônio Carlos Valadares; o presidente do Tribunal de Justiça (TJ/SE), desembargador Cezário Siqueira Neto; o defensor público geral do Estado, Jesus Jairo Almeida; os secretários de Estado da Fazenda, Josué Modesto dos Passos Subrinho, e da Sedetec, Augusto Carvalho; a coordenadora do Fórum Empresarial, Susana Nascimento; e a presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Sergipe (CRC/SE), Ângela Dantas.


Política
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Por Kleber Santos
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