19/08
22:36

"O Gado na Cultura Sergipana"

Amâncio Cardoso  e  Francisco José Alves

No Brasil, especialmente no Nordeste, o gado vacum, trazido pelos portugueses no período colonial, contribuiu intensamente para formação sócio-econômica e cultural Sergipe também recebeu essa herança primordial.


Em nosso território, no fim do século XVI, muitos colonos solicitaram ao rei de Portugal terras para criar gado vacum. Uns pediam por recompensa pelos gastos com a guerra de conquista liderada por Cristóvão de Barros em 1590 contra os índios; outros por não possuírem terra e alguns para expandirem suas posses. Este último motivo foi alegado por Sebastião de Brito e Francisco de Barros. Em 1596, eles pediram terras devolutas às margens do rio Piauí, em Estância, para ajudar na povoação da recente capitania com “criações de gado vacum”. O pedido foi deferido. E assim durante os séculos seguintes diversos criadores ganharam extensões de terras para constituírem fazendas e rebanhos.
          
Estas fazendas situavam-se comumente às margens dos rios. Conforme um cronista do século 18, os currais estavam às bordas do São Francisco, do rio Real, do Vaza-barris e do Sergipe.

No início do século XIX, o pároco D. Marcos Antônio de Souza (1771-1842) nos informa em sua memória sobre Sergipe que as regiões mais prósperas de rebanho bovino eram o agreste de Lagarto e o sertão do Baixo São Francisco. Na primeira, diz ele, “muitos se ocupam na criação do gado vacum” que são vendidos para os engenhos da Cotinguiba e da Bahia. Na segunda região, o testemunho anota que muito se prospera a criação com “duzentas fazendas”

Desse modo, já nos primeiros anos de colonização, as terras entre os rios Real e São Francisco tiveram vocação para criação bovina. Assim, os rebanhos se espalharam e a cultura do ciclo do gado marcou nossa vida, tanto no aspecto simbólico quanto material.

No campo espiritual ou simbólico, é marcante a presença do boi na nossa toponímia. Numa pesquisa recente, por exemplo, foram registrados cerca de noventa e três topônimos, ou nomes geográficos de cidades e povoações, relativos à pecuária bovina. Denominações como Malhada dos Bois, Gado Bravo (em Tomar do Geru e Capela), Curral dos bois (povoado em Japaratuba e em Simão Dias), Poço do Boi (em Cedro de São João), Currais (em Japoatã), entre outros, são indícios da presença marcante das boiadas na formação e expansão do território sergipense.

Continuando no setor simbólico, o boi também comparece, de maneira marcante, na culinária sergipana. Um documentário de pratos e sobremesas característicos ou que ocorrem tradicionalmente em Sergipe foi elaborado no começo desta década. Neste receituário, verifica-se uma variedade de refeições à base de carne de boi, apresentando uma diversidade nos modos de fazer. Indício destes variados usos e costumes gastronômicos é a acentuada quantidade de carne bovina e seus derivados – queijo, manteiga e requeijão, por exemplo - comercializados nos mercados e feiras livres, tanto no interior quanto na capital.      


Ainda no plano simbólico, a tradição bovina vincou nosso folclore.

Alguns ditos populares sergipanos, por exemplo, atestam a assertiva acima. Um deles é “antes ser ferrão do que boi”. O provérbio sugere que é melhor ser algoz do que vítima. Há outros ditos coletados da boca dos sergipanos com temas ligados ao gado: “o boi é quem sofre, mas o carro é quem geme”; “o boi pela ponta e o homem pela palavra”; “o boi pega no arado, mas não é do seu agrado”.Estas expressões são indícios contundentes da presença do gado no imaginário popular sergipano.

Também no campo do folclore, registram-se em Sergipe três importantes gestas sertanejas ligadas ao gado: as histórias do Boi Espácio; do Rabicho da Geralda e a do Boi Surubim.Pesquisa do início dos anos de 1970 encontrou dez versões destes romances populares (histórias cantadas) oriundas de Aquidabã; Maruim; Lagarto; Nossa Senhora das Dores; Malhador; Pedra Branca. Vê-se assim que o imaginário do boi se faz presente no agreste; na região da Cotinguiba e no Sertão sergipano, evidenciando a difusão deste componente folclórico ligado ao gado. Todas essas histórias têm como protagonista o boi, narrando suas aventuras e desventuras.

Outra manifestação folclórica relacionada com a cultura bovina em Sergipe é o reisado; também denominado “boi de reis”. No passado e ainda hoje, em várias cidades ocorrem reisados, tais como Riachuelo; Japaratuba; São Cristóvão; Santo Amaro; Lagarto; Propriá; Laranjeiras; Maruim e Aracaju. Além deste folguedo, temos a vaquejada. Ainda hoje, essa manifestação da lúdica folclórica é comum em municípios do agreste-sertão sergipense. Uma das mais famosas é a de Porto da Folha, realizada há décadas. A estes festejos estão ligados dois importantes componentes da música folclórica: o aboio e a toada.

Além do folclore, motivos da cultura bovina também se fazem presentes em nossa literatura.

Podemos citar, por exemplo, o conto “Mágua de Vaqueiro”, do escritor maruinense Alberto Deodato (1896-1978), incluído no livro “Canaviais”, publicado em 1922. O enredo se passa no município de Gararu-SE. Narra a “corrida ao ´Pintadinho`, cuja fama enchia muitas léguas dos sertões do nordeste”. Pintadinho era um gado bravo, supostamente enfeitiçado pela velha Lauriana que morava “nos terrenos da Miaba”. Há nove anos, ele fugira estropiando vários vaqueiros. Para pegar Pintadinho, seu proprietário, o coronel Rocha, contratou seis destemidos aboiadores cearenses para correr atrás do boi enfeitiçado, cujo nome “se falava em voz baixa” por medo da mandinga de Lauriana.

Saindo do campo simbólico, passemos para o aspecto material. O gado em Sergipe se fez também presente, de forma marcante, nos meios de transporte através dos carros puxados por bois. Eles vincaram a história pátria, desde o período colonial até meados do século XX, como um dos principais veículos da economia nacional, ajudando na faina dos engenhos e fazendas; como também na construção das vilas e cidades. Ainda hoje, o velho meio de transporte é usado nos rincões de Sergipe, resistindo bravamente aos transportes motorizados.

Num fato significativo da nossa História, os carros de boi figuram como elementos essenciais. Na mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju em 1855, por exemplo, foram neles que “o cofre e os arquivos” do governo foram transportados da antiga capital para a pantanosa Aracaju.

Em
Sergipe, como se vê, o ciclo do gado bovino deixou marcas indeléveis. Elas são visíveis nos vários planos, tanto da cultura como do território. Desse modo, usos e costumes em torno do universo bovino são tradicionais patrimônios culturais de nossa terra. São, portanto, um dos elementos integrantes da sergipanidade, e como tais, merecem ser conhecidos, apropriados e valorizados.



[1] Professor do IFS e sócio do IHGSE. E-mail: acneto@infonet.com.br

[2] Professor do deptº de História da UFS e sócio do IHGSE. E-mail: fjalves@infonet.com.br

[3] PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: Colônia. São Paulo: Brasiliense; Publifolha, 2000. p. 189-215. (1ª ed de 1942).

[4] FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1977. p. 331. (1ª ed. 1891).

[5] ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. Fac-símile da edição de 1711. Recife: Indústria Gráfica Brasileira, 1969. p. 184.

[6] SOUZA, Marcos Antônio de. Memória sobre a Capitania de Sergipe: ano de 1808. Aracaju: SEC, 2005. p. 54 e 88.

[7] ABREU, José Capistrano de. Capítulos de história colonial: 1500-1800. 7. ed. Belo Horizonte: Itaitaia; São Paulo: Publifolha, 2000. p. 151. (1ª ed. de 1907).

[8] TORRES, Macia Oliveira. Os topônimos da pecuária em Sergipe. São Cristóvão, UFS. 2003. (monografia de História, CEHC/DHI).   

[9] SILVA, Joelma Santos. Sergipe à mesa: um documentário da culinária sergipana. São Cristóvão, DHI/UFS, 2002. (Monografia de História).

[10] DÉDA, José de Carvalho. Brefáias e burundangas do folclore Sergipano. 2. ed. Maceió: Catavento, 2001. p. 187; 200 e 201.

[11] SOUTO MAIOR, Mário. Alimentação e folclore. Rio de Janeiro: Funarte/Instituto Nacional do Folclore, 1988. p. 23.

[12] LIMA, Jackson da Silva. Folclore em Sergipe. Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1977. p. 452-474.

[13] ALENCAR, Aglaé D`Ávila Fontes de. Danças e Folguedos: iniciação ao folclore sergipano. 2. ed. Aracaju: s.n., 2003. p. 91-120. 

[14] BARRETO, Alberto Deodato Maia. Canaviais: contos e novelas. Rio de Janeiro: Annuario do Brasil, 1922. p. 13-39.

[15] SOUZA, Bernardino José de. Ciclo do carro de bois no Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1958. 

[16] FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2. ed. Petrópolis: Vozes; Aracaju: Governo do Estado de Sergipe, 1977. p. 304. (1ª edição de 1891).



Economia
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Por Eugênio Nascimento
19/08
22:22

A importância do seguro agrícola no Brasil

Saumíneo da Silva Nascimento -  Presidente do Banco do Estado de Sergipe

 

 


O seguro agrícola é um dos instrumentos de política agrícola mais usados no mundo para reduzir o grau de risco e incerteza e, portanto melhorar a alocação de recursos da atividade rural. No Brasil, o Ministério da Agricultura, dentro de sua Política Agrícola, entende que         ?proteger-se de riscos causados por adversidades climáticas é imprescindível para o produtor que, ao contratar o seguro rural, pode recuperar o capital investido em sua lavoura ou empreendimento?.

Os Estados Unidos e outros países, desde a criação da OMC ? Organização Mundial do Comércio passaram a adotar o seguro de renda, que garante tanto produtividade como os preços, constituindo-se em uma proteção mais ampla.

Alguns teóricos do tema julgam que o seguro agrícola internacional é dispendioso, complexo e conduz a ineficiência, assim não existe no mundo experiência bem sucedida de seguro rural, ao nível de produtor, bancado pelo governo.  Daí que o grande desafio de muitos países é oferecer um seguro aos produtores rurais que atenda às suas demandas, possuindo funcionalidade adequada e custos menores.

O modelo do Brasil afirma que a subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécie contemplada pelo programa e permite ainda, a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e municípios.

No Brasil a modelagem mais conhecida pelos produtores rurais e que de fato é apenas um dos tópicos da modelagem geral do seguro agrícola é o PROAGRO ? Programa de Garantia da Atividade Agropecuária. Trata-se de um programa que visando atender aos pequenos e médios produtores, garante a exoneração de obrigações financeiras relativas a operação de crédito rural e custeio, cuja liquidação seja dificultada pela ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças que atinjam rebanhos e plantações.

O relatório mais recente do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural brasileiro, que é na base de 2010, aponta que tivemos apenas 43.177 produtores inscritos no referido programa e que estes cobriam uma área de 4.787.641 hectares e uma importância segurada de R$ 6.541.634.782,00. Isto significa uma redução de 23,28% em relação ao número de produtores que participaram do programa em 2009.

Das culturas/produtos contemplados, o destaque é para a Soja que representa 61% do seguro para grãos. Outro dado relevante é o de que 71% dos produtores do programa estavam na Região Sul, 14% na Região Sudeste, 12% na Região Centro-Oeste, 2% na Região Nordeste e 1% na Região Norte, sendo que esta distribuição percentual não possui correlação com a produção e riscos agrícolas de tais territórios. Na minha visão existe uma assimetria de informações no âmbito regional que necessita de um apoio adicional das representações locais do Ministério da Agricultura.  Entendo também que o desenho do programa de seguros de ajuda aos agricultores brasileiros será gradativamente aperfeiçoado.

 




Economia
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Por Eugênio Nascimento
19/08
10:08

Sebrae promove "Café com Finanças"

Fique por dentro das ferramentas e instrumentos para melhorar a saúde financeira da sua empresa, maximizar retornos e minimizar riscos. Participe do Café com Finanças, palestra gratuita sobre Gestão Financeira, ministrada pelo consultor Gracindo Andrade. Será no dia 01 de setembro, no Auditório do Sebrae, às 07h30 da manhã. Apesar de gratuita as vagas são limitadas de acordo com a capacidade do auditório (130 lugares). Informações na Unidade de Inovação e Acesso a Tecnologia do Sebrae, telefones (79) 2106-7710 e 2106-7700, email tecnologia@se.sebrae.com.br

 



Economia
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Por Eugênio Nascimento
19/08
07:18

Gilberto Kassab convida Albano para ingressar no PSD


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, convidou o ex-governador Albano Franco para ingressar no PSD. O convite foi feito durante almoço, nesta quinta-feira, 18, no Restaurante Piantella, em Brasília, tradicional ponto de encontro dos políticos na capital federal. A iniciativa do almoço foi do próprio prefeito Kassab e, durante o encontro, o político paulista que está conduzindo nacionalmente a formação do novo Partido Social Democrático, disse da sua pretensão de ter Albano como filiado ao PSD, inclusive também como membro do diretório nacional.



Política
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Por Eugênio Nascimento
19/08
07:09

Lixo hospitalar ficará fora da lixeira em Aracaju

Apartir desta sexta-feira, 19, empresas que realizam a coleta de lixo hospitalar em Aracaju não poderão mais fazer o descarte no Aterro Controlado do bairro Santa Maria. A entrada será proibida assim como a movimentação na vala séptica que recebia esses materiais. Amanhã, às 9h, o prefeito Edvaldo Nogueira vai até o local para dar início ao trabalho de fiscalização no Aterro Controlado com o intuito de coibir a entrada das empresas. A medida foi tomada pela Prefeitura para firmar o compromisso com o meio ambiente. Em uma reunião realizada na sede da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), o prefeito Edvaldo Nogueira notificou as empresas que fazem o serviço e deu prazo para que a destinação de resíduos hospitalares na capital sergipana ocorresse de forma correta.


Política
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Por Eugênio Nascimento
19/08
06:58

ARACAJU - Edvaldo empossa coordenador da Juventude hoje

O Prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, irá empossar nesta sexta-feira, 19, no centro Administrativo Aloísio Campos, o novo coordenador municipal da Juventude, Antonino Cardozo. A solenidade de posse será realizada às 17 horas e marca a consolidação das políticas públicas voltadas para a juventude na capital Sergipana. Este ano o prefeito de Aracaju propôs, por meio de projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal de Aracaju, a criação da Coordenadoria, setor ligado à Secretaria Municipal de Governo.

"O movimento estudantil é uma escola muito importante, e não só para a política. Ajuda o cidadão a ter consciência própria. Eu sou fruto do movimento estudantil, foi lá que eu iniciei minha carreira política. A prefeitura sempre buscou a participação da juventude por compreender o papel fundamental que os jovens têm na sociedade", afirma Edvaldo Nogueira.

Para Antonino, a coordenadoria representa um marco para as conquistas da juventude aracajuana e chega para facilitar a articulação e concretização das políticas públicas destinadas aos jovens da capital. Cardozo é conhecido por sua luta em prol dos direitos da juventude. Foi presidente do grêmio da antiga Escola Técnica Federal de Sergipe, presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe e da União da Juventude Socialista.(Da assessoria)



Política
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Por Eugênio Nascimento
18/08
21:47

Setor industrial puxa alta no número de empregos criados durante o mês de julho de 2011

A variação positiva na criação de empregos em Sergipe no mês de julho de 2011, além de garantir ao Estado posição de destaque no cenário nacional e nordestino, revelou um forte crescimento nas vagas oferecidas pelo setor industrial. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o setor que mais criou empregos no período em Sergipe foi o da indústria de transformação, com 501 admissões. E esse resultado foi impulsionado especificamente pela indústria calçadista, com 371 empregos gerados.

“Esse é um setor que, assim como tantos outros, tem apoio governamental. E isso é um diferencial decisivo na hora da geração de empregos, em especial quando se investe na interiorização de vagas no mercado de trabalho, que é um dos carros chefe da política de desenvolvimento do governo Déda. Por isso que esse é um número que temos que comemorar, além de continuar trabalhando para produzirmos resultados ainda melhores”, avaliou o secretário Zeca da Silva, do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia.

Além da indústria, outros setores de destacaram na geração de empregos no mercado sergipano em julho último, como o de serviços, que criou 465 novos postos de trabalho, com destaque para os serviços de alojamento e alimentação, com 161 vagas; transportes e comunicações, com 124 vagas; o comércio, que empregou 263 novos empregos. Já a construção civil recuperou os empregos perdidos no mês anterior, com a admissão de 253 novos trabalhadores E a agropecuária também segue recuperando os empregos destruídos nos meses de entressafra e registrou um número expressivo de 152 carteiras assinadas.

“Percebemos que em julho de 2011, o segundo melhor dos últimos oito anos, foram criados 1.675 empregos, numa variação positiva de 0,64%, acima da taxa de crescimento nacional e nordestina. No ano, entre janeiro e julho, foram 7.585 novos empregos e, nos últimos 12 meses, foram criados 20.014 empregos”, detalha Magaiver Correia, economista do departamento técnico da Sedetec.

Destacando-se a criação de empregos por municípios, o que mais empregou foi Simão Dias, 454 empregos, justamente por ser a cidade em que uma nova fábrica da indústria calçadista entrou em operação, com incentivos e apoio do Governo Estadual. À seguir, temos Aracaju (357), Nossa Senhora do Socorro (174), São Cristóvão (116), Estância (108) e Itabaiana (91). - Da assessoria



Economia
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Por Eugênio Nascimento
18/08
21:31

Deputada prega luta contra violência sexual a crianças

   

Ana Lúcia trabalha por Campanha de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças

O enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescente pode ganhar um novo instrumento de luta se for aprovado o Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Ana Lúcia Vieira (PT), que institui a Campanha Anual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Estado de Sergipe, a ser realizada na segunda quinzena do mês de maio. A instituição da Campanha servirá para combater toda e qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes, principalmente as relacionadas ao trabalho infantil e à exploração sexual.


A deputada propõe que neste período sejam realizadas atividades educativas e sócio culturais nas escolas da rede pública e particular de Sergipe com o objetivo de difundir os direitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e inibir a cultura da violência. As atividades servirão para despertar nas crianças e adolescentes do Estado a consciência da importância da solidariedade humana e do respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana.


VIOLÊNCIA SEXUAL
A deputada Ana Lúcia avalia que apesar de sua relevância, o assunto da violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes ainda não é amplamente discutido com a sociedade, que precisa estar bem informada para auxiliar no combate à violência e à exploração sexual infantil. "Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual podem estar vulneráveis e se tornarem mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo", descreveu a deputada na justificativa do Projeto de Lei apresentado.

Além das atividades culturais, ciclos de debates sobre o assunto e atividades recreativas que se remetem ao tema, em redes públicas de ensino e de saúde e outros espaços públicos da cidade, o período da campanha servirá para divulgar o número dos casos de violência sexual e avaliar os avanços das políticas públicas implantadas para resolver este problema sério, que pode causar consequências físicas e psicológicas em crianças e adolescentes por toda vida.


O problema da violência sexual contra crianças e adolescente foi tema de três audiências públicas promovidas pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, coordenada pela deputada Ana Lúcia. A parlamentar tem se esforçado para que Sergipe consiga avançar na garantia dos direitos da infância.
"Conto com o apoio dos colegas para juntos assumirmos o compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento da sexualidade de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida", firmou a deputada Ana Lúcia no texto da proposta apresentada.(Da assessoria)



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Por Eugênio Nascimento
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