24/09
06:45

SERGIPE - Falta energia e sertão fica sem água

As sucessivas quedas no fornecimento de energia elétrica provou a falta de água ontem em quase todos os municiípios do sertão sergipano. O caso preocupou o presidente da Deso, Bosco Mendonça, que estava na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, discutindo os termos para conseguir um empréstimo da instituição financeira estatal para a Companhia de Saneamento de Sergipe. "As pessoas estão acostumadas a responsabilizar a Deso por conta desse tipo de problema, quando a culpa é da Energisa, que precisa melhorar os seus serviços na região", disse Mendonça. Ele lembrou que as bombas de captação de água funcionam à base de energia elétrica.


Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
23/09
17:13

UFS lidera o ranking dos melhores cursos de direito do país


Ao final do texto está a tabela com a classificação

A lista das melhores do Brasil é liderada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com 69,44% de aprovados no exame. Dos 36 alunos e ex-alunos que prestaram a prova, 25 foram aprovados. Na última edição do Exame de Ordem, a UFS já estava entre as primeiras colocadas: com 55,1% de aprovação, aparecia em 11º.

Para o chefe de departamento do curso de Direito da UFS, José Anderson Nascimento, a mudança da matriz curricular, o maior número de atividades extracurriculares (práticas e científicas) e a presença de um Fórum dentro do câmpus contribuíram para o bom resultado. "Nossos alunos estagiam e têm obtido bons resultados não só nos exames da OAB, mas também nos demais concursos públicos jurídicos", afirma.

Em segundo lugar entre as que mais aprovam, aparece a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 64,71% de aprovação - dos 51 inscritos presentes, 33 foram aprovados. A UFMG era a 3ª melhor colocada na edição anterior e tinha índice de 65,32% de aprovação.

 

Ranking

Veja a posição das faculdades de Direito que tiveram mais de 10 participantes no exame da OAB

Posição

UF

Instituição de Ensino

Presentes na 1ª Fase

Aprovados na 1ª Fase

Presentes na 2ª Fase

Aprovados na 2ª Fase

Aprovados no Exame

SE

Universidade Federal de Sergipe - UFS

36

27

27

25

69.44%

MG

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

51

37

37

33

64.71%

SP

Universidade de São Paulo - USP

69

46

46

44

63.76%

RS

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

45

30

30

28

62.22%

MG

Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF

30

19

19

18

60.00%

PR

Universidade Federal do Paraná - UFPR

49

30

30

29

59.18%

DF

Universidade de Brasília - UnB

24

18

16

14

58.33%

RS

Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

35

24

24

20

57.14%

SP

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP

30

19

19

17

56.67%

10º

PI

Universidade Federal do Piauí - UFPI

27

16

16

15

55.56%

11º

ES

Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

22

13

12

12

54.55%

12º

GO

Universidade Federal de Goiás - UFG

46

26

26

25

54.35%

13º

CE

Universidade Federal do Ceará - UFC

50

33

32

27

54.00%

14º

MG

Fundação Universidade Federal de Viçosa - UFV

13

8

8

7

53.85%

15º

BA

Universidade Federal da Bahia - UFBA

49

31

29

26

53.06%

16º

BA

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

29

16

16

15

51.72%

17º

PR

Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro - FUNDINOPI

40

20

20

20

50.00%

18º

MT

Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

32

19

18

16

50.00%

19º

RN

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (Natal)

38

24

23

19

50.00%

20º

PB

Universidade Federal da Paraíba - UFPB

49

29

28

24

48.98%

21º

RO

Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR (Porto Velho)

29

15

15

14

48.28%

22º

SC

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

55

28

28

26

47.27%

23º

RR

Universidade Federal de Roraima - UFRR

17

8

8

8

47.06%

24º

PE

Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

39

22

20

18

46.15%

25º

RJ

Universidade Federal Fluminense - UFF

53

26

26

24

45.28%

26º

BA

Universidade Salvador - UNIFACS

74

39

38

33

44.59%

27º

MG

Universidade Estadual de Montes Carlos - UNIMONTES

41

20

19

18

43.90%

28º

BA

Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

23

12

12

10

43.48%

29º

MG

Faculdade de Direito Milton Campos - FDMC

90

40

40

39

43.33%

30º

RJ

Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

49

23

23

21

42.86%

31º

RS

Fundação Universidade Federal de Rio Grande - FURG

58

28

N/D

24

41.37%

32º

RJ

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

17

9

8

7

41.18%

33º

MA

Universidade Federal do Maranhão - UFMA (Imperatiz)

22

9

9

9

40.91%

34º

BA

Universidade do Estado da Bahia - UNEB (Juazeiro)

30

14

14

12

40.00%

35º

PB

Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (Guarariba)

30

14

14

12

40.00%

36º

MG

Universidade Federal de Uberlândia - UFU

64

28

27

25

39.06%

37º

MA

Universidade Federal do Maranhão - UFMA (São Luís)

67

34

34

26

38.81%

38º

BA

Universidade do Estado da Bahia - UNEB (Jacobina)

16

6

6

6

37.50%

39º

MG

Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP

35

13

13

13

37.14%

40º

MS

Fundação Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

30

13

13

11

36.67%

41º

RJ

Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

112

56

53

41

36.61%

42º

AL

Universidade Federal de Alagoas - UFAL

96

45

45

35

36.46%

43º

PR

Universidade Estadual de Maringá - UEM

66

26

26

24

36.36%

44º

AP

Universidade Federal do Amapá - UNIFAP

22

10

10

8

36.36%

45º

RN

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

31

16

16

11

35.48%

46º

SP

União das Escolas do Grupo Faimi de Educação

17

7

7

6

35.29%

47º

RN

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (Caico)

17

9

9

6

35.29%

48º

PA

Universidade Federal do Pará - UFPA (Belém)

154

66

63

53

34.42%

49º

PR

Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE (Marechal Candido Rondon)

12

4

4

4

33.33%

50º

MS

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS (Campo Grande)

48

19

19

16

33.33%

(C/ Dados publicados pelo IG)


Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
23/09
07:49

Governo de Sergipe ativa nova base do Samu em Capela


Atendendo a um antigo anseio dos profissionais que atuam no serviço, o Governo de Sergipe, por meio da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), ativou na manhã desta quinta-feira, 22, mais uma base descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192- Sergipe).  Desta vez, o município contemplado foi Capela, localizado a 67km de Aracaju.  Além de oferecer segurança, conforto e melhores condições de trabalho aos profissionais que ali atuarão, a nova base também passa a oferecer à população adjacente a assistência de uma Unidade de Suporte Avançado (USA), que passará a atender os casos de alto risco.

“Esta era uma das últimas bases que restava que ainda não estava funcionando em estrutura predial, ou seja, em uma casa alugada para este fim. Há pouco menos de dois meses, a FHS priorizou a realização da reforma e das adequações necessárias para conclusão do prédio, que agora está pronto e em condições de receber as equipes”, explica o superitendente do Samu 192- Sergipe, Leonardo Coelho.

A base de Capela passa a integrar o modelo geocêntrico adotado em Sergipe para descentralizar o atendimento pré-hospitalar e melhorar o tempo de resposta às ocorrências. Este modelo vem sendo executado desde 2008, quando o Governo do Estado alugou 36 casas, distribuídas em pontos estratégicos, e as equipou com um padrão logístico que levou em consideração a comodidade e as condições de trabalho necessárias para que as equipes pudessem trabalhar.

“A nova base é ampla e arejada, além de estar bem localizada. Outro fator importante é que com o funcionamento desta base em prédio alugado, a exemplo do que já ocorre com as demais, passamos a ter condições de fixar uma USA aqui em Capela. Isso é bastante notório quando destacamos que na cidade há uma maternidade. Daí a necessidade de uma ambulância equipada para o atendimento materno-infantil”, enfatizou o superitendente do Samu. (Da assessoria)



Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/09
21:08

Presidente do TSE vem a Sergipe avaliar recadastramento biométrico nesta 6ª feira

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo  Lewandowski, assim como a Corregedora Geral Eleitoral, ministra Fátima Nancy Andrighi,  estarão em Aracaju para acompanhar as atividades relativas ao recadastramento do  eleitorado para coleta de dados biométricos em todo o estado.

O ministro Lewandowski deverá ser recebido às 14h30 pela presidente do TRE/SE, Desa. Suzana Maria Carvalho Oliveira e às 16h, nas dependências do TRE, o ministro Lewandowski se reúne com magistrados de todo o estado para tratar do desenvolvimento das atividades relativas ao cadastramento biométrico.

Serão propostos debates acerca de questionamentos encaminhados por  Chefes de Cartório. As matérias que dependerem diretamente da intervenção da Superior Corte Eleitoral já terão o seu encaminhamento assegurado.

O ministro concederá entrevista coletiva às 15h30 no rol do TRE/SE, onde deverão ser  abordadas as vantagens do recadastramento para a identificação do eleitor por meio da  biometria a segurança que a medida traz para o processo eleitoral no Brasil.

A expectativa do TSE é chegar a 2018 com todos os municípios brasileiros atendidos pela revisão e aptos a utilizar urnas com leitores biométricos nas eleições. (Da assessoria)


Política
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
22/09
20:56

Começa a Primavera nesta sexta-feira


Nesta sexta-feira, dia 23 de setembro, às 6h da manhã, chega à Primavera. A estação é mais cobiçada do ano por ter como sua principal característica o florescimento de várias espécies de plantas. De acordo com informações do Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, com relação às mudanças climáticas trazidas pela época, o que mais é refletido pelo período é a temperatura que em Sergipe, como em grande parte do país, será amena.

O primeiro final de semana da estação será de clima diferenciado. A previsão do tempo para este domingo, dia 25, é de céu claro, de sol para grande parte do Estado. Porém, no sábado, dia 24, a nebulosidade que inicia desde a madrugada desta sexta-feira, continuará a cobrir a maioria das regiões. Além do céu encoberto, as chuvas tendem a ocorrer em alguns municípios do Sul, como Estância e Indiaroba; regiões Norte e partes do Agreste Central.


De acordo ainda com informações do meteorologista da Semarh, Overand Amaral, o início da chegada da estação – entre a última semana de setembro ao início do mês de outubro- o clima se apresentará de forma mista, trazendo mudanças significativas no decorrer do período:


“O início da primavera será registrado por algumas características da atual estação, o inverno. Continuaremos com ventos predominantes do Sudeste sendo canalizados para a costa do Nordeste. A massa de ar fria, ocasionará a queda da temperatura em algumas regiões do Estado”, justifica Overland, destacando ainda como perfil adjunto da estação o aumento da nebulosidade e a passagem de chuvas conduzidas por frente fria.


Detalha que no transcorrer da estação, já entrando para o mês de novembro, há a possibilidade do aumento gradativo de pancadas de chuva e ainda ocorrência de trovoadas. “Aconselha-se acompanhar o monitoramento do clima, o qual é sempre marcado por variações climáticas e volume de precipitação”, aponta Overland.

 


Fim de época


O final da primavera ocorrerá em 22 de Dezembro, quando marca a chegada da nova estação, o Verão. Período a qual tem por característica marco, o aumento da temperatura e a diminuição das chuvas. (Da assessoria)



Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/09
15:11

CS Sergipe fecha convênio com a Rede Primavera


Visando ter uma preparação física adequada para encarar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Club Sportivo Sergipe fechou uma parceira de convênio com a Rede Primavera para que os garotos que irão participar da competição paulista, em janeiro de 2012, possam realizar exames clínicos. O acordo foi formalizado no Hospital Primavera, na manhã desta quinta-feira (22), véspera da mudança de estação de inverno para primavera.

A Rede médica ficará responsável por uma série de exames como de Hemograma, Glicemia, Lipidograma, ASLO, PCR, Sumário de Urina, Parasitológico de Fezes e Teste Ergométrico. Por outro lado, a marca da empresa será estampada na camisa do Sergipe e em todos os eventos que o clube realizar.

De acordo com o diretor de futebol de Base do Sergipe, Eraldo Almeida, pela primeira vez o clube consegue dar este suporte aos jogadores da Base. Antes, a equipe era atendida de forma esporádica contando com a ajuda dos médicos do Sergipe, como de José Marconi.

“Esta parceria que o Sergipe conseguiu é muito importante porque a equipe de Base precisa realizar uma série de exames médicos. A diretoria do Sergipe está de parabéns porque mesmo com o futebol profissional parado, o clube tem conseguido fechar parcerias importantes como esta”, diz Eraldo.

O dirigente reforça ainda que os exames que serão feitos vão ao encontro do pedido feito pelo preparador físico da Base, Júnior Cruz, que tinha dificuldades para preparar a equipe. “Ele não poderia exigir um esforço maior da garotada porque, às vezes, algum jogador desmaiava, e não sabia a razão disso”.

O diretor administrativo do Sergipe, Carlson José da Silva, que representa o presidente do clube - advogado Genisson Silva - que está em São Paulo, chama atenção ao fato do Sergipe ter fechado um convênio com uma empresa do próprio estado. “Os empresários e torcedores sergipanos precisam acreditar no nosso futebol. E como a nossa próxima meta é a Copa São Paulo nós queremos fazer um trabalho que garanta que os nossos atletas cheguem lá saudáveis e com condições de competir fisicamente com os outros clubes”, ressalta Carlson, agradecendo o apoio do presidente da Rede Primavera, Wagner Oliveira, que acredita na diretoria do clube.

O diretor de Saúde da Rede, Alvimar Rodrigues de Moura, destaca o sucesso da parceira de poder unir duas grandes marcas. “A Rede Primavera é hoje uma marca com um grande conceito dentro do mercado sergipano. O Hospital Primavera tem modernas instalações e oferece mais uma opção de serviço de qualidade a clientela da cidade. E o Sergipe, tradicionalmente, é um clube que leva o nome do estado e, pra mim, é mais gratificante por ser torcedor do clube”, comenta o diretor, que foi presenteado com a camisa ‘Coração contra o Milhão’. Ele ratifica que a parceria atenderá os garotos que vão disputar a Copinha, mas sem descartar a possibilidade de se estender próximo ano para o time profissional.

O médico salienta também que, além do Sergipe, a Rede Primavera tem outros convênios, como na área de pessoas com deficiência física, trabalho com projetos voltados a assistências às entidades, e programa de captação de menores aprendizes. “Nós temos uma preocupação muito grande com a responsabilidade social”.

Odontologia e fisioterapia

Depois de firmar uma parceria para os exames clínicos, agora a diretoria do Sergipe busca fechar convênios para que os atletas possam receber tratamento odontológico e de fisioterapia. “Vamos ter que tratar a parte bucal daqueles que precisam, por isso, estamos em busca de parcerias, aliás, já têm algumas encaminhadas, mas nada oficial. Esperamos que ainda neste mês possamos concretizar isso”, explica Carlson, acrescentando que uma sala do Estádio João Hora será reservada para que os atletas possam realizar exercícios de fisioterapia.


Da Assessoria do CS Sergipe (www.cssergipe.com)



Esportes
Com.: 0
Por Kleber Santos
22/09
12:19

Descoberta de petróleo em Sergipe muda 'tabuleiro' de royalties

Do jornal "O Globo", edição desta quinta-feira, dia 21 de setembro

"Especialistas dizem que a

província petrolífera que se esboça

no horizonte sergipano

pode transformar o estado "no

próximo Espírito Santo", em

termos de produção. E não se

descarta uma produção de 200

mil barris/dia, que levaria Sergipe

ao clube dos grandes".

 


Divisão da riqueza

Descoberta de petróleo em Sergipe muda 'tabuleiro' de royalties

Publicada em 21/09/2011 às 23h21m

Vivian Oswald (vivian.oswald@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - A confirmação da presença de petróleo e gás em águas profundas na bacia Sergipe-Alagoas, anunciada ontem pela Petrobras, pode mudar o xadrez da distribuição dos royalties. A descoberta revela que outros estados podem passar a ser grandes produtores de petróleo no mar, além de Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Assim, terão de se dispor a dividir as riquezas do futuro A reação foi imediata. O secretário de Desenvolvimento do ES, Marcio Félix, mandou ainda pela manhã um tweet para o governador de SE, Marcelo Deda: "Sergipe poderá não ganhar os royalties da importante descoberta de Barra com as mudanças nas regras sobre royalties".

A proposta apresentada pelo governo na semana passada e a do senador Wellington Dias (PT-PI) se concentram justamente na divisão dos royalties no mar entre as unidades da federação.

LEIA TAMBÉM: Espírito Santo discorda da proposta em debate sobre divisão de royalties

Especialistas dizem que a província petrolífera que se esboça no horizonte sergipano pode transformar o estado "no próximo Espírito Santo", em termos de produção. E não se descarta uma produção de 200 mil b

Os estados produtores já haviam apresentado como argumento, para sensibilizar as outras unidades da federação, um mapa com o potencial de novas descobertas nas bacias sedimentares do país. Diziam que optar agora pela divisão dos royalties por igual poderia limitar o potencial de receitas de estados e municípios no futuro sobre a exploração de novas áreas.

Já o governador Sérgio Cabral disse nesta quarta-feira ser covardia o que está sendo feito com o Rio na divisão dos royalties do petróleo. Aceitar o acordo proposto no momento seria ceder e abrir mão de receitas novamente, afirmou. É a primeira vez que Cabral se manifesta de maneira tão incisiva desde o fim de 2010 quando, ao reagir à aprovação da Emenda Ibsen - que divide os royalties em parcelas iguais entre os estados - chorou.

Leia a íntegra no Globo Digital (exclusivo para assinantes)




Economia
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/09
07:57

O Gado na Cultura Sergipana.


Amâncio Cardoso - Professor do IFS e sócio do IHGSE. E-mail: acneto@infonet.com.br  e Francisco José Alves  Professor do deptº de História da UFS e sócio do IHGSE. E-mail: fjalves@infonet.com.br      

  
No Brasil, especialmente no Nordeste, o gado vacum, trazido pelos portugueses no período colonial, contribuiu intensamente para formação sócio-econômica e cultural.[3]

Sergipe também recebeu essa herança primordial.

            Em nosso território, no fim do século XVI, muitos colonos solicitaram ao rei de Portugal terras para criar gado vacum. Uns pediam por recompensa pelos gastos com a guerra de conquista liderada por Cristóvão de Barros em 1590 contra os índios; outros por não possuírem terra e alguns para expandirem suas posses. Este último motivo foi alegado por Sebastião de Brito e Francisco de Barros. Em 1596, eles pediram terras devolutas às margens do rio Piauí, em Estância, para ajudar na povoação da recente capitania com “criações de gado vacum”. O pedido foi deferido. E assim durante os séculos seguintes diversos criadores ganharam extensões de terras para constituírem fazendas e rebanhos.[4]

            Estas fazendas situavam-se comumente às margens dos rios. Conforme um cronista do século 18, os currais estavam às bordas do São Francisco, do rio Real, do Vaza-barris e do Sergipe.[5]

            No início do século XIX, o pároco D. Marcos Antônio de Souza (1771-1842) nos informa em sua memória sobre Sergipe que as regiões mais prósperas de rebanho bovino eram o agreste de Lagarto e o sertão do Baixo São Francisco. Na primeira, diz ele, “muitos se ocupam na criação do gado vacum” que são vendidos para os engenhos da Cotinguiba e da Bahia. Na segunda região, o testemunho anota que muito se prospera a criação com “duzentas fazendas”.[6]

 

            Desse modo, já nos primeiros anos de colonização, as terras entre os rios Real e São Francisco tiveram vocação para criação bovina.[7] Assim, os rebanhos se espalharam e a cultura do ciclo do gado marcou nossa vida, tanto no aspecto simbólico quanto material.

No campo espiritual ou simbólico, é marcante a presença do boi na nossa toponímia. Numa pesquisa recente, por exemplo, foram registrados cerca de noventa e três topônimos, ou nomes geográficos de cidades e povoações, relativos à pecuária bovina. Denominações como Malhada dos Bois, Gado Bravo (em Tomar do Geru e Capela), Curral dos bois (povoado em Japaratuba e em Simão Dias), Poço do Boi (em Cedro de São João), Currais (em Japoatã), entre outros, são indícios da presença marcante das boiadas na formação e expansão do território sergipense.[8]

Continuando no setor simbólico, o boi também comparece, de maneira marcante, na culinária sergipana. Um documentário de pratos e sobremesas característicos ou que ocorrem tradicionalmente em Sergipe foi elaborado no começo desta década.[9] Neste receituário, verifica-se uma variedade de refeições à base de carne de boi, apresentando uma diversidade nos modos de fazer. Indício destes variados usos e costumes gastronômicos é a acentuada quantidade de carne bovina e seus derivados – queijo, manteiga e requeijão, por exemplo - comercializados nos mercados e feiras livres, tanto no interior quanto na capital.      

Ainda no plano simbólico, a tradição bovina vincou nosso folclore.

Alguns ditos populares sergipanos, por exemplo, atestam a assertiva acima. Um deles é “antes ser ferrão do que boi”. O provérbio sugere que é melhor ser algoz do que vítima. Há outros ditos coletados da boca dos sergipanos com temas ligados ao gado: “o boi é quem sofre, mas o carro é quem geme”; “o boi pela ponta e o homem pela palavra”; “o boi pega no arado, mas não é do seu agrado”.[10] Estas expressões são indícios contundentes da presença do gado no imaginário popular sergipano.

Também no campo do folclore, registram-se em Sergipe três importantes gestas sertanejas ligadas ao gado: as histórias do Boi Espácio; do Rabicho da Geralda e a do Boi Surubim.[11] Pesquisa do início dos anos de 1970 encontrou dez versões destes romances populares (histórias cantadas) oriundas de Aquidabã; Maruim; Lagarto; Nossa Senhora das Dores; Malhador; Pedra Branca. Vê-se assim que o imaginário do boi se faz presente no agreste; na região da Cotinguiba e no Sertão sergipano, evidenciando a difusão deste componente folclórico ligado ao gado. Todas essas histórias têm como protagonista o boi, narrando suas aventuras e desventuras.[12]

Outra manifestação folclórica relacionada com a cultura bovina em Sergipe é o reisado; também denominado “boi de reis”. No passado e ainda hoje, em várias cidades ocorrem reisados, tais como Riachuelo; Japaratuba; São Cristóvão; Santo Amaro; Lagarto; Propriá; Laranjeiras; Maruim e Aracaju.[13] Além deste folguedo, temos a vaquejada. Ainda hoje, essa manifestação da lúdica folclórica é comum em municípios do agreste-sertão sergipense. Uma das mais famosas é a de Porto da Folha, realizada há décadas. A estes festejos estão ligados dois importantes componentes da música folclórica: o aboio e a toada.

            Além do folclore, motivos da cultura bovina também se fazem presentes em nossa literatura.

Podemos citar, por exemplo, o conto “Mágua de Vaqueiro”, do escritor maruinense Alberto Deodato (1896-1978), incluído no livro “Canaviais”, publicado em 1922. O enredo se passa no município de Gararu-SE. Narra a “corrida ao ´Pintadinho`, cuja fama enchia muitas léguas dos sertões do nordeste”. Pintadinho era um gado bravo, supostamente enfeitiçado pela velha Lauriana que morava “nos terrenos da Miaba”. Há nove anos, ele fugira estropiando vários vaqueiros. Para pegar Pintadinho, seu proprietário, o coronel Rocha, contratou seis destemidos aboiadores cearenses para correr atrás do boi enfeitiçado, cujo nome “se falava em voz baixa” por medo da mandinga de Lauriana.[14]

Saindo do campo simbólico, passemos para o aspecto material. O gado em Sergipe se fez também presente, de forma marcante, nos meios de transporte através dos carros puxados por bois. Eles vincaram a história pátria, desde o período colonial até meados do século XX, como um dos principais veículos da economia nacional, ajudando na faina dos engenhos e fazendas; como também na construção das vilas e cidades.[15] Ainda hoje, o velho meio de transporte é usado nos rincões de Sergipe, resistindo bravamente aos transportes motorizados.

            Num fato significativo da nossa História, os carros de boi figuram como elementos essenciais. Na mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju em 1855, por exemplo, foram neles que “o cofre e os arquivos” do governo foram transportados da antiga capital para a pantanosa Aracaju.[16]

Em Sergipe, como se vê, o ciclo do gado bovino deixou marcas indeléveis. Elas são visíveis nos vários planos, tanto da cultura como do território. Desse modo, usos e costumes em torno do universo bovino são tradicionais patrimônios culturais de nossa terra. São, portanto, um dos elementos integrantes da sergipanidade, e como tais, merecem ser conhecidos, apropriados e valorizados.



[3] PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: Colônia. São Paulo: Brasiliense; Publifolha, 2000. p. 189-215. (1ª ed de 1942).

[4] FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1977. p. 331. (1ª ed. 1891).

[5] ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. Fac-símile da edição de 1711. Recife: Indústria Gráfica Brasileira, 1969. p. 184.

[6] SOUZA, Marcos Antônio de. Memória sobre a Capitania de Sergipe: ano de 1808. Aracaju: SEC, 2005. p. 54 e 88.

[7] ABREU, José Capistrano de. Capítulos de história colonial: 1500-1800. 7. ed. Belo Horizonte: Itaitaia; São Paulo: Publifolha, 2000. p. 151. (1ª ed. de 1907).

[8] TORRES, Macia Oliveira. Os topônimos da pecuária em Sergipe. São Cristóvão, UFS. 2003. (monografia de História, CEHC/DHI).   

[9] SILVA, Joelma Santos. Sergipe à mesa: um documentário da culinária sergipana. São Cristóvão, DHI/UFS, 2002. (Monografia de História).

[10] DÉDA, José de Carvalho. Brefáias e burundangas do folclore Sergipano. 2. ed. Maceió: Catavento, 2001. p. 187; 200 e 201.

[11] SOUTO MAIOR, Mário. Alimentação e folclore. Rio de Janeiro: Funarte/Instituto Nacional do Folclore, 1988. p. 23.

[12] LIMA, Jackson da Silva. Folclore em Sergipe. Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1977. p. 452-474.

[13] ALENCAR, Aglaé D`Ávila Fontes de. Danças e Folguedos: iniciação ao folclore sergipano. 2. ed. Aracaju: s.n., 2003. p. 91-120. 

[14] BARRETO, Alberto Deodato Maia. Canaviais: contos e novelas. Rio de Janeiro: Annuario do Brasil, 1922. p. 13-39.

[15] SOUZA, Bernardino José de. Ciclo do carro de bois no Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1958. 

[16] FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2. ed. Petrópolis: Vozes; Aracaju: Governo do Estado de Sergipe, 1977. p. 304. (1ª edição de 1891).



Colunas
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
Primeira « Anterior « 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos