31/10
01:37

PSD é o partido que melhor avalia o Governo, depois do PT

Pesquisa feita com 204 deputados federais nos dias 25 e 26 revela opiniões do novo partido

O PSD nasce na Câmara dos Deputados como o partido que, depois do PT, tem melhor avaliação do Governo Dilma Rousseff e da relação Executivo-Legislativo. A nova legenda opõe-se diametralmente à posição do DEM, do qual partiram 18 de seus 44 deputados federais, e é mais favorável ao governo que praticamente todos os maiores partidos da base aliada.

O survey parlamentar do Instituto FSB Pesquisa realizado nos dias 25 e 26 de outubro com 213 deputados federais mostra que a avaliação do Governo Dilma Rousseff manteve-se estável, com média de 6,3 pontos numa escala de 0 a 10, a mesma de setembro. O PT, partido da Presidente, tem a melhor avaliação (8,3), seguido por PSD (6,6), PR (6,5) e PP (6,3).



A avaliação pessoal do desempenho da Presidente é superior à de seu governo. Os deputados federais dão nota 7,1 à performance de Dilma Rousseff, mais alta que a de setembro, de 6,9. Novamente, o PT faz a melhor avaliação (8,5), seguido por PR (7,8), PSD (7,7) e PP (7,4). A oposição reprova a Presidente, tanto no DEM (4,9) quanto no PSDB (4,5).

Tema de monitoramento constante na conjuntura política brasileira, as relações Executivo-Legislativo não são as melhores. A Câmara dá nota 5,5 (também em escala de 0 a 10) para o relacionamento do Governo com o Congresso Nacional. Ainda não tem o mesmo nível de avaliação do Governo ou da Presidente, mas o status atual é francamente melhor do que os piores momentos do primeiro semestre, quando chegou a 4,5 em junho.



Cumprindo o papel de partido da Presidente, o PT dá a nota mais alta a esta dimensão (7,0), seguido por PSD e PR (ambos com 5,7) e PP (5,6). O PTB é o único partido de médio porte da base governista que reprova a relação (4,4). Dos maiores, é também o único que não ocupa nenhum Ministério.



Finalmente, o mapa de relacionamento entre os partidos mostra que o PSD ainda tem relações mais fortes com a oposição, ainda que suas opiniões sobre o governo sejam favoráveis. O tamanho das esferas corresponde ao tamanho da bancada, a cor corresponde à avaliação do Governo (quanto mais vermelha mais favorável) e a posição é resultado de resposta à seguinte questão: “com que outro partido, além do seu, o(a) sr(a) tem melhor relacionamento”? O PT, partido da Presidente, lidera o processo legislativo ocupando o centro da rede.



É esperável que, gradualmente, o PSD comece a criar laços com outros partidos e se recoloque do outro lado do gráfico ao longo dos próximos meses. Como o maior número de aderentes ao PSD deixou o DEM, é natural que neste momento esses parlamentares tenham maior afinidade com partidos de oposição e que poucos parlamentares de outros partidos citem o PSD – apenas três. A situação do PSD no quadro atual, portanto, é provisória.

Fonte: Boletim do FSBP Pesquisa


Política
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Por Eugênio Nascimento
31/10
01:16

Brasileirão: Duas viradas impressionantes

Foram duas viradas para comprovar que realmente neste Campeonato Brasileiro de 2011 tudo é possível. Em São Paulo, o Corinthians estava perdendo por 1 a 0 para o Avaí, candidato ao rebaixamento, com um homem a menos. Em Porto Alegre, o Grêmio era dominado pelo Flamengo de Ronaldinho Gaúcho: 2 a 0 já no primeiro tempo. Pois os dois times batalharam e conseguiram vitórias impressionantes em uma competição que pega fogo a seis rodadas do fim.

O Corinthians venceu do jeito que sua torcida gosta. Contra um rival desesperado na luta contra o descenso, fez o público presente no Pacaembu se descabelar. Tudo para, no fim, mudar completamente o estado de espírito desse bando de loucos.

O Avaí saiu na frente com um gol do meia Robinho aos 12 minutos de jogo. Depois, o zagueiro Leandro Castan foi expulso na segunda etapa. Tudo perdido? Nada. Nos 15 minutos de jogo, o que se viu foi o time da casa inflamado em campo em busca da reação, liderado pelo atacante Emerson.

Em seu primeiro jogo desde 25 de setembro, o experiente jogador foi decisivo, ao anotar o gol de empate aos 61 minutos de jogo e dando muito trabalho aos defensores catarinenses. O gol da virada veio aos 77 minutos, chorado, com Liedson, apesar do esforço do goleiro Felipe, que chegou a espalmar a bola, mas depois de ela ter cruzado a linha.

"Estamos brigando com três ou quatro clubes. Demos um passo importante com a vitória. Como fui campeão duas vezes, sei que essa sensação é ótima. É muito gostoso entrar de férias, sabendo que você trabalhou o ano todo e foi premiado no fim", disse Emerson, que levantou a taça em 2009 pelo Flamengo e em 2010 pelo Fluminense.

Não só a vitória foi heróica como valeu a liderança do Brasileirão. O time tem agora 58 pontos, empatado com o Vasco na ponta da tabela, mas desbancando o time carioca no desempate pelo número de vitórias, com uma a mais.

Decisão no Beira-Rio?
Embora o Grêmio esteja distante da liderança, é provável que a virada sobre o Flamengo tenha deixado seus torcedores com o peito tão estufado como o dos corintianos.

Pudera. O jogo marcou o reencontro dos torcedores tricolores com o astro Ronaldinho Gaúcho, pela primeira vez desde que o meia-atacante decidiu assinar com o Fla em seu retorno ao Brasil, em vez de fechar com o clube que o revelou.

A frustrada negociação deixou os gremistas inconformados e deu ao confronto ares de decisão, com eletricidade no ar. Esses torcedores só não esperavam que os rubro-negros fossem abrir 2 a 0 de cara, com Thiago Neves e Deivid.

Esse roteiro tortuoso, no fim, porém, só serviu para deixá-los em estado de euforia completa quando, no apito final aos 90 minutos, o placar marcava 4 a 2 para o time da casa, que sobe para 46 pontos, em nono, enquanto o Fla tem 52, em quinto.

Com muita aplicação, agressividade no ataque e lances inspirados de Ezequiel Miralles, Douglas e André Lima, o Grêmio atropelou no segundo tempo. "Primeiro, tenho que exaltar de uma forma clara e direta a torcida. Eles souberam fazer as coisa. Vieram aqui e se manifestaram como deveriam. No primeiro tempo não fomos bem, e a torcida nos apoiou mesmo assim", disse o técnico Celso Roth. "Tivemos que administrar toda essa pressão. É claro que o jogo tomou um tom de decisão, o Grêmio tendo que fazer acontecer. Por isso valorizo o grupo, a vitória. Demos alegria para a torcida."

Denis segura o Vasco
Em São Januário, a equipe da casa cedeu a liderança de volta ao Corinthians por ter ficado num placar sem gols com o São Paulo – que não vence há seis rodadas e não balança a rede há três, despencando para o oitavo lugar, oito atrás dos líderes.

O empate foi justificado em boa parte pela ótima atuação do goleiro Denis. Habituado ao banco de reservas, ele começou o jogo no lugar de um lesionado Rogério Ceni e fez pelo menos duas defesas memoráveis em cabeçadas do atacante Elton.

Uma rodada de alívio
Na Arena do Jacaré, o encontro de um Atlético Mineiro que vai ganhando confiança com um Palmeiras desarrumado propiciou uma vitória por 2 a 1 do Galo.

O time de Cuca abriu, desta forma, quatro pontos para a zona de rebaixamento e, desta forma, pode respirar aliviado nem que seja por uma rodada.

Ao Palmeiras, que soma três reveses consecutivos, a rodada só não foi pior devido a uma combinação de resultados positivos que ainda o deixam muito distante da briga contra a Série B.


CLASSIFICAÇÃO



Esportes
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Por Kleber Santos
31/10
00:41

A expansão da cultura do milho no semiárido sergipano

Por Ricardo Lacerda*

Um dos fenômenos recentes mais significativos na evolução da economia agrícola sergipana foi a forte expansão da cultura do milho. Em 2007, o valor da produção do milho superou o da cana-de-açúcar, e, no ano seguinte, ultrapassou o da, até então, principal cultura agrícola de Sergipe, a produção de laranja. Diferentemente da tradicional cana-de-açúcar, enraizada nas terras mais úmidas do Leste Sergipano, e da laranja, cultivada nas áreas valorizadas da chamada região Centro-Sul, o cultivo do milho se desenvolve tipicamente nas áreas do semiárido sergipano, tendo o município de Carira como epicentro.
2010

A publicação pelo IBGE da Pesquisa Agrícola Municipal de 2010, durante a semana que passou, confirmou a trajetória fortemente ascendente da cultura do milho em Sergipe. Em 2010, pela primeira vez, a produção do milho no Estado alcançou um milhão de toneladas, quando no ano de 2000 não atingia 100 mil toneladas (ver Gráfico).


Depois de crescer 28%, em 2007, 147%, em 2008, 20,3%, em 2009, a quantidade produzida de milho aumentou em 50%, em 2010, confirmando-se como a mais importante cultura agrícola de Sergipe. Em 2010, a quantidade produzida de milho no Brasil aumentou 9,8% e no Nordeste, recuou 7,4%.


Os resultados alcançados pela cultura do milho em Sergipe são superlativos: a quantidade produzida cresceu 1.114% entre 2000 e 2010, ou seja, foi multiplicada por doze, enquanto o crescimento no Nordeste atingiu 51% e na média do Brasil, 72%. Em 2010, o valor da produção sergipana de milho alcançou a cifra de R$ 335,3 milhões, superando com ampla margem os R$ 222,9 milhões da laranja e os R$ 188 milhões da cana-de-açúcar.

Municípios
Em 2000, portanto, antes da expansão recente, o milho dividia com o feijão e a mandioca a primazia do cultivo da agricultura familiar. Os municípios de maior produção se concentravam na região do sudoeste sergipano, com destaque para Simão Dias e Poço Verde, ainda que também fosse intensamente cultivado em quase todo o semiárido. O terceiro maior produtor era o município de Pinhão, seguido de Carira, Nossa Senhora de Aparecida e Frei Paulo, na área mais central, em termos latitudinais, do semiárido sergipano.

Ao longo da década, impulsionado pelos preços favoráveis e pelo crescimento do mercado nordestino de ração para avicultura, o cultivo de milho apresentou notável crescimento, não apenas nas áreas mais tradicionais, como vem se expandindo territorialmente com destacado ritmo em direção ao norte e ao nordeste do semiárido sergipano, se espraiando, a partir de Carira, para os municípios de Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Gararu, Poço Redondo, Canindé do São Francisco, Itabi, Porto da Folha, Feira Nova e Nossa Senhora de Lourdes (ver Tabela).

Em 2010, Carira, Simão Dias e Frei Paulo lideravam o cultivo do milho. Alguns municípios como Nossa senhora da Glória, Monte Alegre, Gararu e Poço Redondo, que apresentaram crescimento acima da média, ascenderam para as melhores colocações no ranking (ver Tabela).



Em 2000, Sergipe respondia por apenas 2,9% da produção nordestina de milho, frente aos 23,9%, de 2010, quase ¼ da produção regional, atrás apenas da Bahia. Ainda que sua produção não seja muito expressiva no âmbito nacional, em virtude da limitação do tamanho do território estadual, a cultura do milho em Sergipe vem se expandindo a taxas extraordinárias, com o que tem se tornado a principal atividade agrícola para um grande número de municípios do semiárido e principal fonte de sobrevivência de um contingente expressivo da população rural.


*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Economia
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Por Eugênio Nascimento
30/10
18:00

Angelo Antoniolli escreve - A UFS na segunda década do milênio

Por Prof. Angelo Roberto Antoniolli - Vice-Reitor da UFS

Estamos à beira dos 12 anos da virada do novo milênio, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), nesse espaço de tempo, se inseriu no contexto das mais expressivas instituições públicas de ensino superior do país. Tornou-se uma Universidade diferente, inclusiva, crescente, diversificada. Para tanto, vivenciou momentos mais democráticos, mais participativos e maior atuação no espaço geograficamente mais amplo do Estado de Sergipe. Essa nova dimensão da UFS contribuiu para consolidar uma imagem de instituição responsável e solidária junto à sua comunidade externa.

A nova imagem da UFS se fez, amplamente, a partir de uma política de inserção mais agressiva e mais profissional, com o propósito, de não só defender a universidade pública e gratuita, mas também de mostrar à sociedade o que realiza e o que produz, expandindo-se, interior a dentro, tanto em sua modalidade presencial quanto a distância, o que possibilitou uma maior recepção de alunos, um maior espaço de trabalho para docentes e técnico- administrativos.

Mostramos, com mais sinergia, mas sem retórica e sem vaidade, à comunidade universitária e a comunidade externa que è impossível separar o processo de gerenciamento institucional da construção e implementação do projeto de universidade que imaginamos, sempre pautado nos eixos fundamentais da autonomia universitária indissociável da democracia.

Hoje, as variáveis para que se alcance a universidade ideal se multiplicam e se visualizam, haja vista o nível de excelência docente, discente e técnico-administrativo que, atualmente, se exibe. No entanto, é próprio do pensar (ou do comportamento) acadêmico enxergar os modelos como incompletos, exigindo sempre aperfeiçoamento. Onde acharemos um corpo de professores absolutamente homogêneo pela excelência? Onde se encontram estudantes nivelados por cima, em sua totalidade? Onde haverá, nos campi das universidades, grupos de administradores infalíveis? Em lugar nenhum.

Tenhamos em mente essa premissa, com humildade, antes de desdobrarmos reflexões sobre o tema em foco. O que pretendemos, daqui para frente, é mais um esforço para aclarar um debate necessariamente interminável. E é bom que a discussão se instale, mas jamais se esgote. A nossa universidade (UFS), como toda universidade, exige de todos nos uma obstinada busca do impossível. É a utopia que nos alimenta. O processo cumulativo de idéias trará resultados sempre insuficientes, mas cada vez mais úteis. A missão acadêmica é algo que se reconceitua incessantemente. Hoje, a universidade trabalha (e se esmera) para 'quitar' a sua dívida social. No lema do pluralismo e da diversidade, a UFS precisa criar e/ou ampliar espaços para muitas outras ações na mesma linha. Nesse sentido, nos cumpre defendê-la, com ênfase, das acusações que ainda flamejam, de omissão, de vez em quando incorporadas ao discurso de algum segmento interno e que repercutem na mídia.

Entre os vários aspectos da missão acadêmica, avulta, por sua relação direta com a excelência, o processo de avaliação e auto-avaliação. É exatamente a avaliação da prática acadêmica que consolida a excelência e a solidariedade. São, pois, valores necessariamente complementares, decisivos na preservação da qualidade em nosso desempenho acadêmico e no cumprimento de nossos irrenunciáveis compromissos sociais.



Política
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Por Eugênio Nascimento
30/10
17:38

Clóvis Barbosa escreve - Em busca do ontem

Por Clóvis Barbosa (*)

Ernest Hemingway estava internado num hospital em Rochester, Minnesota, em 15 de junho de 1961. Também no local estava um garoto de nove anos. Ao sentir o sofrimento da criança resolve fazer uma carta para ela. Na missiva, diz sentir muito por encontrá-la naquele local e desejava-lhe o mais breve restabelecimento. Descreve um belo lugar, com peixes saltando dos rios e muitas flores. Dizia, no entanto, que o lugar não era tão bonito quanto em sua Idaho. E arremata que em breve os dois, ele e o menino, estarão juntos em Idaho pescando, rindo e fazendo piadas sobre a experiência de ambos no hospital. Este foi o último trabalho escrito pelo grande escritor americano, que passou toda a sua vida produzindo contos, crônicas, artigos, obras literárias, notícias jornalísticas, prefácios e apresentações de livros, etc. Duas semanas depois, em 2 de julho de 1961, há cinquenta anos atrás, Hemingway se suicidou com um tiro de espingarda na boca. Encerravam-se ali sessenta anos de uma vida intensa. Viveu cerca de 20 anos em Cuba, esteve nas duas grandes guerras e na Guerra Civil Espanhola. Assim como Neruda, ele também poderia dizer “confesso que vivi”.

Josef Stalin, que governou a Rússia com mãos de ferro durante o período comunista e Fidel Castro, o grande líder cubano, nutriam uma grande admiração pela obra desse escritor, considerado o mais talentoso da chamada “geração perdida” que habitou Paris nos anos de 1920. Foi o autor, dentre outras publicações, de O Sol também se levanta, Adeus às armas, Por quem os sinos dobram, O velho e o mar, As neves do Kilimanjaro e Paris é uma festa. Quem foi este homem capaz de escrever obras que ainda hoje comovem a humanidade? Quem foi Ernest Hemingway, o grande ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1954? Interessa-me o período mais rico de sua vida. A década de 20 em que viveu em Paris, o mais criativo de toda a sua existência. Chegou na capital francesa com sua primeira mulher, Hadley Richardson. Ela, assim define a sua convivência naqueles anos: “Nada foi como aqueles anos em Paris, depois da guerra. A vida era dolorosamente pura, simples e boa, e eu acredito que Ernest era o melhor de si mesmo. Tive o melhor dele. Tivemos o melhor um do outro”. É a pura verdade. Os seus romances nasceram de pequenas crônicas vivenciadas na capital francesa.

Antes de chegar a Paris, Hemingway, muito jovem, viveu uma aventura que marcaria física e psicologicamente a sua vida. Foi durante a Primeira Grande Guerra, onde ele trabalhou no serviço de ambulâncias no interior italiano. Ferido durante a ofensiva austríaca em Piave, em 1918, foi encaminhado para o Ospedale Rossa, em Milão, onde conheceu e se apaixonou por Agnes Von Kurowski, uma enfermeira daquele hospital. O curioso é que a sua obra Adeus às armas, trata desse período, só que na história contada, a heroína morre de parto, quando, na verdade, o seu primeiro amor o dispensou para casar com um oficial italiano. Certa vez, já casado com Hadley, justificando as noites mal dormidas, confessou: “Tenho esses pesadelos e eles são tão reais. Ouço os tiros de morteiro, sinto o sangue em meus sapatos. Acordo encharcado. Tenho medo de dormir”. Apesar do trauma, Hemingway era um homem bastante afável, extrovertido e brincalhão, sempre encontrando um apelido certo para a pessoa certa. Era um piadista contumaz. Bebia muito. Costumava dizer aos amigos que saíam na noite com ele e que não aguentavam beber: “Não andem comigo! Vocês não dão para andar com Ernest”.

O que fez Hemingway, e muitos outros artistas no início de carreira fixarem residência em Paris foi justamente as viagens de navio bastante baratas, a inexistência de qualquer lei seca e, principalmente, o câmbio vantajoso, onde um dólar equivalia a 55 francos. Nesse período, como relatado em Paris é uma festa, lançado após a sua morte, abandonou o jornalismo para viver quase na miséria com intuito de concretizar o sonho de escrever um livro. Viveu em Paris com nomes conhecidos das artes, como Pablo Picasso, Miró, Gertrude Stein, Ezra Pound, John Dos Passos, James Joyce, Scott Fitzgerald, George Gershwin, Cole Porter, Sylvia Beach e tantos outros. A sua vida foi marcada pela pescaria, as caçadas, as guerras, e o álcool. No tempo que viveu em Paris, apesar das farras diárias pelos bares e cafés de Montparnasse, era bastante disciplinado na leitura dos clássicos e no escrever. Tinha horários para tudo. Hemingway sempre tentou voltar a Piave, na Itália. Queria rever o local que marcou profundamente a sua vida. E foi, como escreveu depois: “Ir em busca de ontem é uma perda de tempo – se tiver de verificá-lo, volte para sua velha linha de frente”.

(*) Blogueiro e Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
30/10
13:41

2012 em foco - Eleição em Aracaju é coisa de homem

Toda discussão sobre o processo sucessório municipal de Aracaju, para a oposição e situação, passa pelo PT. A m´dia prega uma suposta crise no PT apontando o fato de já ter três candidatos como marca ou sinais de dissidência e de conotação de um possível racha. Concretamente, isso não existe. Mas podem vir para as ruas discurso que mostram atritos entre tendências. Tudo ficará no plano ideológico.

O PT tem ao seu dispor os nomes dos deputados Ana Lúcia (Estadual) e Rogério Carvalho (Federal) e o do atual vice-prefeito Sílvio Santos. Ao que tudo indica, há um bom cenário para brigas. E públicas. Mas vão acontecer somente provocações, acusações banais e demonstrações de engajamentos em projetos. As rivalidades parecem interessar mais a Rogério e Sílvio. Contudo, deveriam despertar também Ana Lúcia.

Num cenário em que as mulheres andam assumindo posições de destaque dentro (Dilma presidente brasileira) e fora do Brasil (, Cristina Kirchner, na Argentina, e Angela Merkel na Alemanha) e a presidente Dilma com bom desempenho nas pesquisas eleitorais, a professora Ana Lúcia poderia ser uma boa opção para Aracaju, onde os governantes (o governador Marcelo Déda e o prefeito Edvaldo Nogueira) têm força para impor nomes, ainda que desagradando setores do agrupamento.

Mas, nos últimos dias, surgiu o nome da professora Lúcia Falcón ex-secretária de Planejamento de Aracaju, atualmente no Planejamento da Seplan, do Governo Federal. Ela não dá sinais de gosto por esse tipo de comentário. Tem clara a opção pelo tecnicismo. Mas o seu nome aparece sempre. E isso casa bem com o seu desejo de sair de Brasília e voltar a morar em Aracaju.

Em tempos de mulheres, a oposição não tem opção. Os nomes mais fortes dos oposicionistas são de homens. Em todos e quaisquer cenários que se nos apresente surgem os nomes do ex-governador João Alves Filho (DEM), Venâncio Fonseca (PP), Mendonça Prado (DEM) e José Carlos Machado (PSDB). Na verdade, o universo em chance de boa disputa e até de vitória é única e exclusivamente João Alves. A sua mulher, a senadora Maria do Carmo, a única opção feminina forte, não deseja entrar no páreo e não gostaria de ver seu marido se metendo nisso.

Mas tudo indica que a disputa em Aracaju será coisa de homem.


Política
Com.: 2
Por Eugênio Nascimento
30/10
10:31

Jorge Alberto: O Hospital do Câncer é dos sergipanos e quem está trazendo é o governador

Conversando com este jornalista esta semana, sobre a paternidade política da futura construção do hospital do câncer, o ex- deputado federal e médico Jorge Alberto fez os seguintes comentários:

"Este será um hospital que muitos já desejaram e outros tantos estão desejando que isto aconteça. Ainda quando estudante de medicina eu já presenciava médicos como Osvaldo Leite, Geraldo Bezerra, Régis Meira entre tantos outros tentando sensibilizar os governos da época para que priorizassem esta construção. Vem a geração atual, e escuto Roberto Gurgel, William Nogueira, etc. com o mesmo objetivo. Portanto este é um desejo de várias gerações de profissionais da área da saúde que se dedicaram e se dedicam a tratar esta grave doença. Porém governos passaram e a verdade é que nenhum priorizou este investimento. Vem o governo Marcelo Deda e este governador dá demonstrações claras de que esta obra está dentre as suas prioridades. E esta decisão política é fundamental para que a coisa aconteça porque sem isso nada vai para adiante. Me causa estranheza quando leio ou escuto através os órgãos de cumunicação que a Emenda de Bancada tem autor isolado. Como a própria denominação diz: A Emenda é de todos, assinada por todos. Porém se o governador não elencá-la nas suas prioridades, ela não sai. Quando estive em Brasília exercendo o mandato de deputado federal, fui coordenador da bancada de senadores e deputados federais sergipanos e sei como estas liberações acontecem. Se o governador é aliado do governo federal, é ele quem prioriza os recursos que serão liberados pela União. Concluo, afirmando que a influência política do governador Marcelo Deda junto ao governo da Presidente Dilma Rousseff, é de fundamental importância para a concretização de tão importante obra. Portanto, é bom que acabem com as fofocas e intrigas políticas, e verdadeiramente pensem no povo”.

(Do ex-deputado federal, presidente da Fundação Uçlisses Guimarães (PMDB) e secretário de Estado da Casa Civil, Jorge Alberto)



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
30/10
08:49

Coluna Primeira Mão

Governo fará levantamento de quem vai e quem fica
A Casa Civil do governo do Estado vaio iniciar uma série de conversações nos próximos dias para saber das pretensões políticas de secretários, subsecretários, dirigentes de empresas e outros ocupantes de Cargos Comissionados (CCs) com vistas às eleições de 2012. Os dados serão encaminhados ao governador Marcelo Déda, a quem caberá nomear os substitutos daqueles que deixarão o governo para disputar eleições.

Anderson, Araripe e TB podem disputar eleição
O poeta Araripe Coutinho, a jornalista Thaís Bezerra e o professor Anderson Góis devem ser candidatos a vereador na aliança que envolve o PSL, PTC e PR. No grupo e também com pretensões eleitorais está Daniela Fortes, filha do pastor e ex-vereador Daniel Fortes. Há uma avaliação interna de que a aliança pode fazer de três a quatro vereadores em Aracaju. Seriam eles?

Sukita x TCE - A arrogância em decadência
O prefeito de Capela fez um pedido público de desculpas ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Ulices Andrade, e ao pleno do TCE, por causa de declarações que fez no início da semana passada. Ele condenou o relatório que foi encaminhado no TCE pela rejeição das contas da sua administração no exercício de 2007. Sukita levantou a suspeita de que poderia haver ali uma questão pessoal, uma vez que o hoje conselheiro, quando ainda era deputado estadual, passou a ser seu desafeto político em virtude do posicionamento do vereador Manoel Pedro durante as eleições da Mesa Diretora da Câmara Municipal em 2010. "Em nenhum momento, nas minhas palavras ditas nos meios de comunicação, fui deselegante ou ofensivo com o conselheiro ou o próprio Tribunal de Contas", afirma Sukita. Pelo contrário, sempre ressaltei o excelente relacionamento que mantive e mantenho com todos os conselheiros ao longo dos quase sete anos de mandato como prefeito de Capela, deixando isso bem claro em todas as entrevistas concedidas. De forma humilde, como sempre pautei minha vida pública e privada, faço meu pedido público de desculpas", completou o prefeito. Quem fala o que não sabe e não tem provas ouve o que não quer. Sobre o TCE, Sukita pode não estar de todo errado. Mas é preciso provar o que diz.

Almir do Picolé recebe Título de Cidadão Socorrense

Almir Almeida Paixão, mais conhecido como Almir do Picolé recebeu o título de cidadão honorário de Nossa Senhora do Socorro. A solenidade coordenada pela Câmara de Vereadores do Município foi realizada na Ação Solidária Almir do Picolé, localizada na Piabeta. “Essa é uma homenagem muito merecida, pelo trabalho que Almir do Picolé vem realizando ao longo desses anos na Piabeta e em Socorro, contribuindo para a melhoria das condições de vida dos moradores da comunidade”, destacou o prefeito Fábio Henrique ao afirmar que o homenageado além da prestação de serviços, também eleva o nome do município. Almir mantém uma creche no município com dinheiro que pede nas ruas de Aracaju e cidades vizinhas.

Reitor da UFS entrega mais um prédio em novembro
Será no próximo dia 21 a entrega do novo prédio do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Federal de Sergipe. No mesmo dia, o reitor da UFS, professor Josué Modesto, fará a entrega do Laboratório de microscopia de varredura eletrônica.

Barcos raspam o fundo do mar da praia de Atalaia
Há pelo menos três meses uma série de barcos de pesca, alguns usados só para a pesca do camarão, estão raspando o fundo do mar de Sergipe, de Estância a Brejo Grande. A iniciativa, que agride o meio ambiente, acontece agora intensamente em Aracaju, onde tem sido comum a areia da praia amanhecer com peixes mortos, rejeitados pelos pescadores, que só querem o camarão.

Propriá cobra a reforma do estádio e do ginásio

O governador Marcelo Déda prometeu em 2009 realizar reformas nos estádios de futebol de Sergipe.. Já estamos em 2011 e nada aconteceu em Propriá, município a 98 km de Aracaju (SE). A população, principalmente aqueles que praticam esportes, agora estão cobrando o compromisso do governo. Os propriaenses desejam ver recuperados o estádio “Governador João Alves Filho” e o ginásio de esportes “Governador Antônio Carlos Valadares”.

Não pegou bem para o governador Marcelo Déda
A proximidade muito grande do governador Marcelo Déda (PT) com o governo federal poderia render bem mais que os R$ 402 milhões em obras e projetos para Sergipe. Mas ficou só nisso em 2010. No mesmo ano, Alagoas, que é governado por um partido que se opõe ao PT, o PSDB de Teotônio Vilela Filho, faturou R$ 3,6 bilhões. A Paraíba conseguiu R$ 1,3 bilhão. Só recebemos mais que Roraima (R$ 109 milhões) e Acre (R$ 45 milhões). Parece até que Sergipe não reivindica e nem pede, mendiga.

Prefeituras de SE compram títulos do início do século passado
O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) e a Receita Federal do Brasil (RFB) vão investigar juntos o uso de títulos públicos prescritos da União para pagamentos de débitos tributários e previdenciários de municípios sergipanos. Informações apresentadas pela mostram que várias prefeituras de Sergipe estão comprando títulos públicos da União por meio de contratos com escritórios de advocacia. Os documentos, já prescritos, datados do começo do século XX, estão sendo apresentados para a compensação de débitos previdenciários e tributários. O reconhecimento da prescrição de tais documentos já se encontra pacificado na Justiça, tanto que sua validade é negada seguidamente. O MPF/SE vai avaliar a possibilidade de ajuizamento de ações de improbidade administrativa. Os crimes tributários eventualmente praticados também serão verificados.

Estância quer Campus das Engenharias da UFS

O prefeito de Estância, Ivan Leite, resolveu entrar na disputa por um campus da área de engenharias para seu município. Como há uma falta muita grande de mão-de-obra neste segmento, o MEC vai dar atenção especial a partir de 2012. Ivan, recebeu o reitor e o vice-reitor da UFS, respectivamente Josué Modesto e Angelo Antoniolli, e mostrou um terreno que pretende desapropriar para viabilizar o projeto. Ele pretende ir a Brasília em breve expor a proposta e as condições de seu município.


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Por Eugênio Nascimento
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