06/10
06:17

Coluna Primeira Mão

60 mil trabalhadores perdem empregos na citricultura de SE – 1


Dos cerca de 100 mil trabalhadores diretamente atuantes na citricultura aproximadamente 60 mil perderam seus empregos nos últimos anos e o desemprego deverá ser ampliado como consequência da presença da “mosca negra”  nos pomares dos municípios das regiões Sul e Centro-Sul de Sergipe. Os empregos indiretos que somavam mais de 250 mil hoje devem ser algo em torno de 170 mil, no máximo.  Os pomares estão concentrados em 11.000 estabelecimentos agropecuários, a maioria de base familiar, localizados na região dos Tabuleiros Costeiros, ocupando uma área de 5,4 mil Km2, compreendendo os municípios de Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itaporanga D´Ajuda, Itabaianinha (principal produtor), Lagarto, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Salgado, Tomar do Geru, Umbaúba e Santa Luzia do Itanhy.


60 mil trabalhadores perdem empregos na citricultura de SE - 2


“O governo do Estado precisa se somar aos esforços dos produtores para o plantio da laranja continuar existindo em Sergipe e a produção volte a ser bem aceita em todo o país. Hoje, sabemos que o Ceará está prestes a não mais aceitar a laranja daqui por causa da mosca negra”, lamenta o presidente da Associação Sergipana de Produtores Rurais (Asserpror), Airton Santana. Santana lembra que o Estado era o segundo maior produtor de laranja do Brasil, com 1,2 milhão de toneladas/ano,  e hoje já se encontra na quinta posição, com uma colheita de aproximadamente 500 mil toneladas/ano.


Valadares  destaca  Dutra e se posiciona contra impeachment


O senador Antônio Carlos Valadares comentou ontem, no programa “A Hora da Verdade”, do radialista George Magalhães, a importância do ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra,  na política, no Brasil e em Sergipe. O ex-senador faleceu na madrugada do último domingo (04). Ele lutava contra um câncer. Valadares lembrou que sempre manteve um bom relacionamento com Dutra. Valadares falou também da gestão da presidenta Dilma , que avalia que não é das melhores e está passando por muitas dificuldades.  Mas, ainda assim declarou que nada justifica o impeachment da presidenta da república.  Quando indagado se é a favor da CPMF, o senador Antônio Carlos Valadares disse ser contra a CPMF, embora tenha sido o autor da propositura de 1987.  "Vou me posicionar contra a CPMF", declarou.


Zezinho Sobral mudou de domicílio eleitoral


O secretário de Estado da Saúde, José Sobral Filho, mudou seu domicílio eleitoral de Laranjeiras para Aracaju  na semana passada. Isso pode representar o início de um projeto para disputar a Prefeitura de Aracaju. Ou não. Tudo depende do governador Jackson Barreto.


Assembleia de professores da UFS discutirá a greve 


A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs) realiza assembleia amanhã, 07, para discutir, entre outras coisas, o fim da freve que já dura mais de quatro meses na instituição de ensino superior. A reunião te,m início previsto para as 9h na sede da entidade. Ontem, em assembleia geral, os servidores aprovaram a orientação nacional de saída unificada da greve para a próxima quinta-feira, 08. Contudo, o retorno às atividades laborais está condicionada à assinatura do Termo de Acordo por  parte do governo.


Movimento Liberte-SE quer a volta às aulas na UFS - 1


O Movimento LIBERTE-SE UFS realiza ato nos arredores da ADUFS na próxima quinta-feira, 08, às 14 horas, em defesa do fim da greve dos professores que, já dura mais de quatro meses.  O objetivo do Ato não é atacar o Direito Constitucional à Greve, ou ainda, os próprios professores. Eles entendem que essa longa paralisação chegou a um ponto insustentável, pois sua  duração ultrapassou todas as noções de razoabilidade, o que está  prejudicando seriamente a nós discentes.


Movimento Liberte-SE quer o fim da greve na UFS – 2


Em pleno mês de Outubro, a UFS ainda se encontra no primeiro semestre do ano  letivo; O calendário acadêmico está seriamente comprometido com disciplinas atrasadas e/ou perdidas; O ritmo das aulas e do aprendizado está quebrado; Discentes e Docentes estão sem perspectiva com suas atividades acadêmicas completamente imprevisíveis e desregradas;  30 mil alunos estão sem aula;  Alunos perdendo empregos e estágios devido ao atraso no encerramento do semestre.


Aracajuanos compram do produtor rural - 1


Consumidores sergipanos não perderam a oportunidade de comprar alimentos mais saudáveis diretamente do Pequeno Empreendedor Rural. Isso foi possível graças à realização da Feira de Produtores Rurais, realizada nessa última segunda feira, 05 de outubro, na Praça Fausto Cardoso. Quem participou da ferira foram empreendedores como Gilza Ferreira de Lima, de Arauá. Gilza há mais de 50 anos trabalha com a agricultura familiar. “Trouxe para Aracaju laranja, macaxeira, banana, maracujá, bolos e pão de macaxeira. Foi muito bom, tive oportunidade de vender minha produção e divulgar meu trabalho na Capital”, diz feliz a empreendedora rural.

Participação -  A Feira do Pequeno Produtor Rural contou com a participação de 30 empreendedores que tiveram oportunidade de expor seus produtos em 20 barracas. Os participantes são dos territórios do Baixo São Francisco, Alto Sertão, Agreste Central e Sul Sergipano.  Durante o evento foram comercializados frutas, verduras, farináceos, derivados do leite e da mandioca, mel, ovos e outros produtos hortifrutigranjeiros. Todos os produtores são atendidos pelos projetos de agronegócio do Sebrae.


“Todo aquele que detém poder tende a abusar dele”


Em palestra  para  advogados, estudantes e membros da CGU, o conselheiro do TCE-SE, Clóvis Barbosa, ganhou aplausos dos presentes durante a sua fala, que tratou do tema ?O imprescindível papel dos Tribunais de Contas do Brasil no Efetivo Combate à Ocupação Indevida de Cargos Públicos?. Para ele, citando Montesquieu, “Todo aquele que detém poder tende a abusar dele e assim procederá enquanto não encontrar limites”. Instigado a falar se é verdade que por detrás de todo moralista existe um patife, ele disse que pode ser que exista, mas tem certeza que por detrás de um corrupto, sempre tem um canalha. Clóvis Barbosa deixou estarrecida a platéia presente ao enumerar as experiências vivenciadas TCE-SE em referência à ocupação indevida de cargos públicos, citando casos da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Secretaria Municipal de Saúde, Hospital da Polícia Militar e outras irregularidades encontradas na Polícia Militar, Samu, Deso e Detran.


Heitor Soares assume a chefia do Ministério Público Federal em SE


O procurador da República Heitor Alves Soares assumiu o comando do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) desde o dia 1º de outubro. Ele e todos os novos procuradores-chefes das unidades do MPF no Brasil foram empossados em Brasília pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O mandato do procurador-chefe é de dois anos, com a possibilidade de recondução para mais uma gestão. Além da chefia institucional, Heitor Soares continuará com a atribuição de coordenador de Núcleo de Combate à Corrupção no MPF/SE. O procurador-chefe substituto passa a ser o procurador da República José Rômulo Silva Almeida. Ele também continua com as atribuições de procurador Regional Eleitoral.


Hospitais Regionais realizam cerca de 2500 atendimentos no final de semana


Os Hospitais Regionais geridos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), realizam diariamente o atendimento em urgência e emergência com o compromisso de avançar na resolutividade dos casos e oferecer um serviço de saúde pública com a máxima qualidade à população. Somente neste final de semana, o Hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro, registrou 281 atendimentos na sexta-feira, dia 02, e 249 atendimentos no sábado, dia 03, e 305 no domingo, dia 04. Já no Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, foram 519 atendimentos realizados no fim de semana, além de seis transferências. A unidade também registrou um óbito. No Baixo São Francisco, no Hospital Regional São Vicente de Paula, em Propriá, foram 268 atendimentos na sexta-feira, 194 no sábado e 183 no domingo. Os últimos dias também foram de muito trabalho na unidade de Estância, na Região Centro-Sul de Sergipe. O Hospital Regional Jessé de Andrade Fontes contabilizou 454 atendimentos de emergência e 11 internamentos entre sexta e segunda-feira. O Hospital Regional Amparo de Maria recebeu alguns pacientes em estado gravíssimo, idosos e pessoas com lesões por armas de fogo e branca, gerando grande atendimento nas áreas vermelha e branca.
 


Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
04/10
18:08

O amigo-irmão

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

O causo eu conto como o causo me foi contado. Sem tirar nem pôr. E, diga-se de passagem, eu ouvi este causo saboreando um pirão de pitus. Meu Deus! A amiga queria me matar. O pecado da gula ainda acabará comigo. Pitus do rio Piauí. Grandes. Suculentos. E o pirão? Mexido na água temperada do cozimento dos pitus. Farinha de mandioca fininha. Melhor do que mingau de puba ou de aveia, para quem gosta de um ou do outro. Dona Raimunda, mãe da minha amiga, esmerou-se. Aliás, a bem da verdade, estava ali uma dona de casa que sabia, e sabia demais, os segredos da cozinha sergipana de beira-rio e de beira-mar. Se alguém aqui, leitor ou leitora, já provou o que considera o melhor pirão de pitus do mundo, ainda não provou do melhor pirão de pitus das galáxias. É o de dona Raimunda. Dar uma espiada na cozinha dela é mirar-se em cada panela de alumínio, areada de dar gosto. É deparar-se com piso, paredes e teto nos trinques. É encontrar temperos dos mais variados. E, diz ela, afrodisíacos. Mamãe do céu! Assim, qualquer vivente de tutano nos ossos e miolos no lugar não tem como resistir. 

E esperar os pitus borbulhando ao fogo brando...! O cheiro adentrando pelas narinas e o imaginário sabor como quê chegando aos gorgomilos...! À mesa, lorotando, bebendo uma caipirinha feita pelas mãos abençoadas e morenas da minha amiga Fafá, filha de dona Raimunda, e degustando uma patinha de caranguejo, uma casquinha de siri... Que vida a minha naquela manhã! 

Naquela abençoada manhã, dona Raimunda preparava um pirão de pitus para três: eu, ela e a filha, minha amiga. Para um pirão com o fim de servir a três pessoas, eis os ingredientes de dona Raimunda: um kg e meio de pitus, quatro tomates maduros, dois tomates verdes, duas cebolas grandes (eu gosto mesmo é de cebola roxa), um pimentão, um quarto de xícara de azeite de dendê (quem tem os intestinos fracos, deixa de fora o dendê, porque o trono lhe espera em incontáveis visitas), um copo de leite de coco, um punhado de cheiro verde, uma ou mais pimentas de cheiro, a depender do freguês, seis dentes de alho, duas colheres de colorau (se tiver açafrão, melhor!), um limão e sal a gosto (no meu caso, que sou hipertenso, deve ser um salzinho maneiro). Enfim, mãos de fada para que o cozimento se dê nos conformes. Lá em casa, em qualquer tipo de moqueca, tem que ter umas folhas de coentrão, que nasce à toa em pé de cerca. O bicho dá um cheiro e um sabor dos deuses. 

Bem. Depois dessa enrolação toda, eis o causo: contou-me a querida amiga que o seu primo Antônio de Tal aboletou-se para o Rio Grande do Sul, lá se vão três dezenas de anos. Tinha o moço sido aprovado em concurso público para uma carreira jurídica. Nas terras do cacique Suruby ele deixaria a família, e, principalmente, a mãe, coitada, muito chorosa, e a namorada, que ainda estava a concluir o segundo grau, como naquele tempo se dizia. “Uma fulô de galhardia e boniteza”, como diria Pedrinho Dente de Ouro, um animado tocador de cavaquinho da cidade. Flor em pleno desabrochar, aos dezessete anos de idade. Como, então, não ganhar o mundo preocupado? O moço partiu para os pampas, cheio de dor e preocupação. A namorada não tinha pais nem irmãos. Apenas a avó materna, que a criara desde os quatro anos, quando os pais morreram num fatídico acidente. 

Os gaviões já voejavam em torno da moça, uns mais discretos e outros mais afoitos, desses de voos rasantes. O jovem doutor os batava para correr, uns e outros. Imaginava o futuro gaúcho de ocasião que tais aves de rapina não dariam sossego à flor que ele deixaria em jardim aberto. Não que ela fosse uma desmiolada, uma daquelas de cair em lábia de gato angorá com boca de jacaré. Não! Mas... Todo cuidado era pouco. Ora, para que eram os amigos? Os verdadeiros amigos? O seu melhor amigo era um jovem bancário, seu companheiro de folguedos infantis, morador na mesma rua, colega de sala de aula do primário ao colégio. Amigos-irmãos. Carne e unha. Até pacto de sangue eles fizeram quando eram meninos. Os irmãos de ambos tinham inveja dos dois, ou seja, da união que havia entre eles. As más línguas de plantão até insinuavam coisas. Quem podia com línguas tão sujas? “Hum... Esses dois assim grudados... Sei não!”, resmungava a velha Ticinha de João Gorgulho, que tinha língua de serpente. Quem, então, seria melhor para zelar pela flor que desabrochava? Quem poderia lhe dar notícias seguras daquela que, um dia, também haveria de viver nos pampas? O amigo-irmão. E foi assim que o mancebo desceu tranquilo para as terras gaúchas.

Aquele tempo ainda era o tempo das cartas. Telefone era uma raridade, no interior. Poucas cidades dispunham de tal serviço. Mês após mês, o amigo-irmão mandava uma carta, narrando como estava acompanhando a flor que desabrochava cada vez mais linda e perfumada. E, obviamente, a moça mandava suas cartas, cujo papel era salpicado de lágrimas. No envelope, além da cartinha de duas folhas, pétalas de rosas vermelhas. Sempre. Um ano depois, o jovem doutor retornou de férias. A esperá-lo no aeroporto de Aracaju, a família, pais e dois irmãos, a bela namorada, a avó e, claro, o amigo-irmão. Quanta saudade para matar! Quanta alegria! Quantos planos para começar a serem realizados. O primeiro? O noivado. Ele voltou determinado para, enfim, pedir a mão dela em casamento. Era o que a avó tanto esperava. Talvez até mais do que a própria flor, que passaria a usar um vistoso anel no dedo anelar da mão direita, um pouco folgado. “E você, já está namorando firme, ou ainda continua escolhendo? Vá se preparando para ser meu padrinho de casamento”, disse o jovem doutor ao amigo-irmão, que continuava solteiro e sem namorada. Ele também era professor no colégio da cidade. Cobiçado pelas alunas. Mas não dava bolas para elas. Todos o tinham na medida exata do que ele transparecia ser na vida pessoal e profissional. 

Um jovem sem manchas. Diga-se de passagem, a única mancha que ele tivera em toda a vida fora uma manchinha de sorvete de jabuticaba, que ele degustara na casa da namorada do jovem doutor que se largara para os pampas. 
 
O incidente ocorrera numa tarde ensolarada de domingo em que ele fora visitar a namorada do amigo-irmão e sua avó, por ocasião do aniversário desta, que completara setenta anos. A moça lhe serviu o sorvete. Ele, por um átimo, descuidou-se enquanto olhava para a vistosa trança aloirada posta ao lado direito da cabeça dela, amarrada com uma fita vermelha, e deixou a camisa branca de linho Braspérola ser tingida pelo sorvete de jabuticaba. Eis, até então, a sua única mancha. Mancha que ela ajudou a tirar.

Oito meses após o noivado do jovem doutor com a belíssima flor, o amigo-irmão, de férias, foi aos pampas, em visita. Abriu o peito. Chorou. Berrou mais do que bezerro desmamado. Ele fora ao Rio Grande para contar ao amigo querido a causa do seu tormento. Dizer-lhe o porquê de nunca ter namorado moça nenhuma. De antemão, sabia que o amigo não aceitaria a revelação que faria. Que o perdoasse. O amigo tinha todo o direito de escorraçá-lo. Sabia ele que a amizade mais bela jamais construída entre dois homens chegaria ao fim. Revelação feita. O jovem doutor franziu as sobrancelhas. Ficou ofegante. Trêmulo. Enfim, os dois amigos tinham o mesmo sentimento. 

Seis meses após aquele encontro nos pampas, a bela flor seria desposada pelo bancário-professor que ficou zelando por ela, a pedido do jovem doutor. Simplesmente, os dois a amavam. Um, porém, em silêncio. Quanto ao jovem doutor, desposaria uma argentina. Os amigos-irmãos só voltariam a se falar anos depois. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 04 de outubro de 2015.
 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
04/10
14:50

Coluna Primeira Mão

Procuradoria vai insistir na tese da cassação de deputados


Embora muitos políticos avaliem que a tese de cassação dos deputados estaduais envolvidos no esquema de uso ilegal de verbas da subvenção da Assembléia Legislativa de Sergipe não progredirá, a Procuradoria Regional Eleitoral do TRE tem apostado na punição e já concluiu 19 das 24 alegações finais nos processos que investigam os parlamentares. No decorrer desta semana, as outras cinco alegações deverão estar prontas.. A procuradora Eunice Dantas entende que todos os envolvidos são passíveis de punições, pois "as alegações finais mostram que o dinheiro voltou para a mão dos candidatos a deputado em 2014 e eles fizeram uso desse dinheiro eleitoralmente, se beneficiando nas urnas". Cada parlamentar teve acesso a R$ 1,5 milhão (são R$ 36 milhões ao todo) e destinou para ONGs de amigos e pessoas próximas à eles, que devolvcram parte dos recursos para os políticos. Trata-se de um jogo sujo, mas de prática antiga nos Legislativos de todo o país. O esquema envolveria também agiotas da capital e do interior e que tinham facilidades de acesso aos gabinetes de parlamentares. A iniciativa da PRE tem deixado os políticos contrariados, mas ainda apostando que as ações não evoluem. Mas, se evoluírem, teremos um parlamento estadual formado basicamente de suplentes.


Alese faz devolução simbólica de mandatos de deputados cassados


A Assembleia Legislativa de Sergipe realiza sessão especial às 17h desta segunda-feira, 05, para a devolução simbólica dos mandatos dos deputados estaduais Aerton Silva, Gilton Garcia, Durval Militão (in memlorian), Edson Mendes (in memorian), Francisco Teles de Mendonça (in memorian), Jaime de Araújo in memorian), José Baltazarino dos Santos (in memorian) e José dos Santos Mendonça (in memorian). Todos eles foram cassados pela ditadura militar que se estabeleceu no Brasil com o golpe de 1964.


Quem vencerá? - Tem aliados apostando que o deputado federal André Moura (PSC) será, inevitavelmente, o candidato da oposição ao Governo de Sergipe em 2018. Ainda assim, alguns deles comentam a possibilidade do parlamentar perder o mandato atual e se tornar inelegível por quatro ou oito anos. Tudo por causa do uso ilegal da estrutura de Prefeitura de Pirambu, que já lhe rende processo.


Jony Marcos quer a Prefeitura de Socorro


O deputado federal e pastor Jony Marcos (PRB) não esconde de ninguém o seu desejo de ser prefeito de Nossa Senhora do Socorro. Ele se movimenta bem na cidade mas sabe que terá forte oposição, pois os grupos políticos lá fixados planejam apresentar nomes para a Prefeitura também. Jony, via o prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva, vai buscar os apoios do governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), e do prefeito atual da cidade, Fábio Henrique (PDT).


JB light - O governador licenciado Jackson Barreto (PMDB) ouve políticos em sua casa sobre as eleições de 2016 em Aracaju e alguns municípios. Gosta das conversas, mas sua preocupação momentânea é colocar os pés no chão com firmeza e se preparar para reassumir o cargo, o que pretende fazer até o próximo dia 20, se já estiver bem. Ele fez cirurgia do tendão e encontra-se em fase recuperação.


Bancos vão fechar as portas terça-feira em Sergipe


À exceção do Banese, cujos funcionários decidiram não parar, é pretensão do Sindicato dos Bancários de Sergipe puxar a categoria para a greve e fechar as portas das instituições financeiras a partir da próxima terça-feira, 06. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu um reajuste salarial de 5,5% para a categoria bancária, que alega que esse percentual não cobre sequer a inflação acumulada, que é de 9,88%.


Bons salários no TJ - A TV Atalaia levou ao ar na noite de sexta-feira, 02, matéria mostrando que os salários no Tribunal de Justiça do Estado chegam a superar R$ 60 mil. O teto salarial no Brasil é de R$ 33 mil. A vida é bela.


Ajuda pela metade contra a seca no sertão


O prefeito Heleno Silva, de Canindé do São Francisco, quer a mesma ajuda que tinha do governo do Estado até o meio deste ano para o enfrentamento da seca que estaria voltando para o seu município e aqueles outros que apresentam os mesmo sinais de que ?tempos ruins estão chegando? (Gararu, Monte Alegre, Poço Redondo, Porto da Folha, Nossa Senhora da Glória e Frei Paulo). Mas há um entendimento técnico de que ainda não há seca na região, embora admita-se a existência de problemas, a exemplo de perdas de safra e falta de água nas torneiras, em alguns povoados. "O povo precisa de ajuda e eu vou continuar lutando junto ao governo do Estado para que isso aconteça logo. É bem verdade que o governo já liberou caminhões-pipa para Canindé, mas ainda em quantidade pequena", lamenta Heleno.


Aracaju elege neste domingo conselheiros tutelares


Serão realizadas neste domingo (04) as eleições unificadas para escolha dos conselheiros tutelares em todo o Brasil. O processo de votação será realizado das 8h às 17h. Em Aracaju, o objetivo do pleito é preencher as 30 vagas existentes nos seis distritos. A eleição está sendo organizada por uma comissão eleitoral instituída pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e acompanhada pelo Ministério Público de Sergipe, por intermédio do Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência. Para ter acesso às urnas, será necessária a apresentação do título de eleitor e documento de identificação com foto. Estarão à disposição dos eleitores 27 locais de votação na capital sergipana. De acordo com a Diretora do CAOp, Míriam Tereza Cardoso Machado, todo o processo de escolha será de acordo com as normas gerais dispostas na Resolução 170/2014, do Conselho Nacional das Crianças e dos Adolescentes, conforme artigo 139 do ECA ? Estatuto da Criança e do Adolescente. 94 candidatos disputarão as 30 vagas para conselheiros tutelares de Aracaju. Cada eleito trabalhará 40 horas semanais e terá mandato de quatro anos.


Efeitos da crise - Há risco de fechamento de pelo menos duas empresas de grupos consolidados nacionalmente em Sergipe. Elas atuam no interior, já reduziram a produção e sentem que 2015 e 2016 não lhes serão bons anos. Algo em torno de 500 trabalhadores temem perder seus postos de serviço.


Eduardo Amorim: Não existiu nenhuma promessa para Machado


Quando indagado sobre o que teria motivado o vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, a continiar no PSDB, depois de aproximar-se do PPS e do Solidariedade, o senador Eduardo Amorim (PSC), comandante do ninho tucano em Sergipe, disse que “creio que Machado ficou no partido porque foi melhor para ele e para o partido. Não existiu nenhuma promessa ou garantia (de ser indicado vice de João Alves em 2016). Se será indicado ou não, só no próximo ano saberemos”.

 



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
04/10
14:27

Zé Eduardo Dutra morre, aos 58 anos, em Belo Horizonte

Faleceu na madrugada deste domingo (4) o ex-senador José Eduardo Dutra, aos 58 anos, em Belo Horizonte (MG). Dutra foi presidente da Petrobras e da BR Distribuidora. Ele também presidiu o Diretório Nacional do PT PT. Foi senador por Sergipe, Estado no qual desenvolveu sua vida política, ao lado do ex-governador Marcelo Déda (que faleceu em 2013). Dutra lutava contra um câncer.

O funeral ocorrerá em Belo Horizonte (MG), no Funeral House (na Avenida Afonso Pena, 2158. Bairro Funcionários),nesta segunda-feira (4), a partir das 10h. O corpo de Dutra será cremado no mesmo dia em Belo Horizonte. 


Histórico


José Eduardo de Barros Dutra nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1957. Foi presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) no período de 1989 até 1994 e dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (de 1988 até 1990).


Em 1994, foi eleito senador da República pelo Estado de Sergipe.


Foi presidente da Petrobras de 2 de janeiro de 2003 até 22 de julho de 2005. Retornou à Petrobrás como presidente da Petrobras Distribuidora, de 24 de setembro de 2007 a 14 de agosto de 2009 . Deixou o cargo para disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores, sendo eleito para o biênio 2010-2012.


Era, atualmente, primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE).  (Da assessoria)



Política
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Por Eugênio Nascimento
04/10
14:20

Morte de Zé Eduardo Dutra - Governo de SE decreta luto oficial por três dias

O Governo de Sergipe lamenta o falecimento do geólogo, ex-senador por Sergipe, ex-presidente da Petrobras e da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra


O governador em exercício Belivaldo Chagas determinou luto oficial de três dias e informou que o Governo de Sergipe irá mandar celebrar uma missa na ocasião do sétimo dia do seu falecimento.

Belivaldo Chagas disse que a morte de José Eduardo é uma grande perda para o estado de Sergipe e para o Brasil. "Um companheiro valoroso que deixa um legado de luta e de trabalho por Sergipe e pelo país, nos importantes cargos que exerceu", disse o governador em exercício.

O governador Jackson Barreto, bastante emocionado, lembrou que José Eduardo Dutra foi um dos mais qualificados Senadores por Sergipe. "Ele saiu das minas de potássio para os movimentos sociais e de lá para o Senado Federal, chegando a ser presidente da Petrobras sem uma macula em seu nome. José Eduardo Dutra só fez orgulhar Sergipe e o Brasil por onde passou", disse Jackson Barreto.

O governador licenciado disse ainda que José Eduardo era um símbolo de dignidade, de lealdade e de companheirismo. "José Eduardo teve sua vida ceifada demasiadamente cedo, assim como nossos grandes companheiros Marcelo Deda e Rosalvo Alexandre. Mas quem somos nós para compreendermos os desígnios de Deus? Nos resta agora uma lacuna e uma grande saudade. Seu nome será sempre lembrado por nós, seus companheiros, e também pela nossa gente como uma bandeira de luta e de ética, um exemplo a ser seguido por essa e pelas futuras gerações. Descanse em paz meu amigo" disse Jackson Barreto bastante emocionado, lamentando estar impossibilitado de ir ao velório e ao enterro devido à cirurgia que realizou no pé esquerdo. "Se eu não estivesse operado, certamente iria para Belo Horizonte abraçando sua família a quem eu envio meus sentimentos por essa perda irreparável" concluiu Jackson Barreto. (Da assessoria)


Política
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Por Eugênio Nascimento
01/10
07:36

Estado acessou a R$ 147 milhões dos depósitos judiciais em conta no Banese

Do total de cerca de R$ 500 milhões classificados inicialmente como sendo recursos de depósitos judiciais no Banco do Estado de Sergipe (Banese), o Governo do Estado obteve acesso a R$ 147 milhões que foram aplicados exclusivamente no pagamento de aposentados e pensionistas nos meses de agosto e setembro deste ano. O valor representou cerca de 77% do total da folha líquida da previdência nos dois meses, que, somada, foi de R$ 190 milhões.    


O acesso mensal aos recursos está limitado ao percentual de 70% dos depósitos, conforme prevê a Lei Complementar n° 264/2015, aprovada em agosto pela Assembleia Legislativa, que autoriza ao Estado utilizar na complementação da folha de pagamento da previdência. Embora tenha conseguido junto ao Banese agilidade de presteza na liberação dos recursos, o Governo do Estado encontra a resistência do Banco do Brasil para disponibilização dos recursos em conta, fato que provocou o pagamento da folha do funcionalismo de forma parcelada em setembro.


O secretário da Fazenda, Jeferson Passos, informou que o valor liberado pelo Banese é insuficiente para viabilizar a execução integral do pagamento da folha salarial do funcionalismo estadual. “Ainda assim, da totalidade dos recursos contidos no Banco do Estado de Sergipe inicialmente classificados como sendo de depósitos judiciais (de cerca de R$ 500 milhões), mais de R$ 100 milhões não podem ser utilizados, em função de se configurar como depósitos de precatório”, disse. 


Passos apontou que a decisão do Banco do Brasil de não disponibilizar ao Poder Executivo o percentual de 70% dos recursos oriundos das contas de depósitos judiciais contidos no banco prejudica o Estado e cria mais dificuldades para a retomada do pagamento integral dos salários dentro do mês. 


Ação contra o BB

Após a aprovação da LC 264/2015, ainda em agosto, o Governo do Estado de Sergipe solicitou ao Banco do Brasil a liberação desses recursos e como não obteve nenhuma manifestação da instituição financeira decidiu por entrar com uma ação judicial que garanta a execução do repasse.  (Da assessoria)



Economia
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Por Eugênio Nascimento
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