26/10
22:44

Apanhador Só se apresenta em Aracaju nesta quarta-feira

Depois de rodar quase 4mil km de carro passando por diversas cidades deste Brasil continental, os gaúchos do Apanhador Só chegam a Aracaju com a turnê nacional "Na Sala de Estar". A partir de uma proposta ousada, que substituir os palcos das casas noturnas pelas salas de pessoas que abrem suas residências, a banda traz um show intimista e aconchegante que acontece nesta quarta-feira, 28, pontualmente às 19h.

“Em vez de palco, tapetes. Em vez de holofotes, abajures e mangueira de luz. Almofadas, banquetas, sofás e todo mundo convidado”, divulgam os meninos sobre o projeto que já passou por capitais como Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiros, Belo Horizonte e Salvador.

Formada em 2006, a banda ganhou espaço na mídia depois de ser selecionada, por voto popular, em um concurso da TramaVirtual para abrir o show de Maria Rita no Rio de Janeiro. Depois disso, seguiu lançando novos trabalhos como os projetos “Apanhador Só” (2010) “Acústico Sucateiro” (2011) e “Antes que tu conte outra” (2013), sempre experimentando elementos diferentes, mas sem perder seu estilo próprio de rock alternativo.

Os ingressos para o “Na Sala de Estar” em Aracaju, podem ser adquiridos pelo site www.eventick.com.br/nasaladeestarse, por R$30 meia-entrada para estudantes, idosos ou mediante doação de uma peça de agasalho, 1kg de alimento não perecível ou um brinquedo, e R$60 inteira. O show acontece na “Casa de Ananda”, na Rua Euclídes Góis, 130 (casa B), Bairro Atalaia.
Confira:
Apanhador Só em Aracaju
Data: Quarta- feira, 28 de outubro de 2015
Local: Rua Euclídes Góis, 130 (casa B) - Atalaia
Horário de abertura: 19h
Início do show: 20h (pontualmente)
Lotação: 85 pessoas
Ingressos: www.eventick.com.br/nasaladeestarse

Foto: Divulgação


Variedades
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Por Kleber Santos
26/10
22:41

Nasce primeiro filhote de Tubarão-pintado no Projeto Tamar-Oceanário de Aracaju

A fêmea do tubarão-pintado (Scyliorhinus sp), que vive no Submarino Amarelo (espaço que mantém animais de profundidade vivos em aquários), acaba de ter seu primeiro filhotinho. O pequeno tubarão, com cerca de 12cm de comprimento, saiu de ovinho no dia 21 de outubro. Há mais de um ano a fêmea é mantida, juntamente com um macho da mesma espécie, em condições semelhantes ao ambiente natural - no escuro, a uma temperatura média de 15°C. Os ovos estão sendo mantidos em outro aquário, separados da mãe e do pai, mas junto ao filhotinho de três dias.

No Submarino de Aracaju, já foram depositados mais de 12 ovos, mas nem todos nascem, assim como as tartarugas marinhas, há ovos que não eclodem. A cápsula do ovo tem alguma transparência. Então, com a luz certa, é possível acompanhar todo o desenvolvimento do embrião, desde a postura até o nascimento. A equipe do Tamar acompanha o crescimento dos filhotinhos diariamente para conhecer os hábitos dessa nova espécie. 

O tubarão-pintado vive em profundidades até 450m, próximo ao fundo e cresce até cerca de 60cm. É uma espécie sedentária que se movimenta mais na hora de se alimentar (preferencialmente de lulas), muito semelhante ao tubarão-lixa. São ovíparos e depositam seus ovos em cápsulas mais ou menos retangulares de 6cm de largura por 3cm de altura, sobre os corais e a vegetação do fundo. A fêmea costuma depositar dois ovos de cada vez, com tempo de eclosão em torno de 8 a 10 meses. Os filhotes nascem iguais aos pais, mas com 12cm de comprimento. 

Conheça o Submarino Amarelo e o Tubarão-pintado 
Alguns exemplares de animais do Submarino Amarelo (um recinto especial que abriga outros animais interessantes e importantes para o equilíbrio marinho) vieram em armadilhas usadas no estudo dos anzóis circulares, que protegem as tartarugas marinhas de uma de suas maiores ameaças, a pesca. Dentre as espécies capturadas está o tubarão-pintado, moreia timbalada e outros, vivendo em aquários que simulam o ambiente natural de bichos encontrados além dos 200m de profundidade e com a água em temperatura a 16 graus Celsius. Esses animais estão a encantar crianças e adultos. 

Da assessoria
   
 


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Por Kleber Santos
25/10
17:04

Coluna Primeira Mão

Milton Coelho: A Comissão da Verdade de Sergipe precisa funcionar 


“Sinceramente, eu preferia que a Comissão Nacional da Verdade visitasse todos os Estados brasileiros e recolhesse os depoimentos das vítimas da ditadura. Como isso não aconteceu, em Sergipe precisamos todos prestar depoimentos à Comissão Estadual da Verdade (CEV), que precisa ser mais ágil. Hoje, a CEV trabalha numa velocidade desanimadora”. O comentário é do ex-preso político Milton Coelho, que foi duramente torturado nas dependências do 28º Batalhão de Caçadores, de onde saiu cego, após a realização da Operação Cajueiro, em 1976. Milton reclama do fato de a CEV até agora não estar ouvindo as vítimas do regime militar. “Pelo que estou sabendo, até agora Marcélio Bonfim, Antônio Góis e eu não fomos ouvidos. Estou à disposição para falar o que vivi nos porões da ditadura e gostaria de tornar meu depoimento público para que tais fatos não se repitam em  nosso país ou ocorram em outras nações do mundo. A Comissão da Verdade de Sergipe precisa funcionar”, declarou.


CEV definiu regimento e cronograma de trabalho


O coordenador de Direitos Humanos do Estado, Antônio Bitencourt, informou à coluna que “até então, foram construídos, regimento e cronograma de trabalho. O regimento Já seguiu para publicação e o cronograma está sendo finalizado. Teve reunião na quinta e sexta-feira passadas. Mas o trabalho vai andando, nesse momento é mais burocrático e interno. Depois de definido o cronograma, os passos seguintes serão recolher documentos e depoimentos.  Entendo a angustia de alguns, mas no devido tempo as vitimas serão ouvidas. As  informações mais constantes serão divulgadas sobre os trabalhos. É bom lembrar que a comissão terá dois anos para concluir os trabalhos”.


Bancários definem segunda-feira o final da greve


Em assembleia geral a ser realizada nesta segunda-feira, 26, às 18h30, os bancários de Sergipe decidem se encerram ou não o movimento grevista. O comando nacional de greve recomenda o fim do movimento nos Estados. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou contraproposta de reajuste de 10% para a categoria. A greve completa 21 dias na segunda.


Rogério Carvalho continua com a maioria no PT/SE


Embora segmentos da imprensa venham divulgando que o grupo liderado por Márcio Macedo conquistou a maioria no PT, dirigentes ouvidos pela coluna negam isso tenha acontecido, embora confirmem a saída do deputado estadual Francisco Gualberto e do militante Severino do bloco de Rogério Carvalho, a maioria continua seguindo a orientação do presidente do partido, que tem ao seu lado o deputado federal João Daniel e a estadual Ana Lúcia. A saída de Gualberto e Severino parece não ter atraído a militância, conforme a mesma fonte do PT. Quanto a brigas e rachas no PT, há um ou dois por dia e perto das eleições todos os petistas estão juntos, ainda que não se falem, resmunguem e joguem pragas uns contra os outros. Sempre foi assim.


Lula virá para ato público em Aracaju


O presidente de honra do PT, ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, virá a Sergipe ainda no decorrer deste ano para participar de ato público com a participação das bancadas federais e estaduais, de todos os Estados do Nordeste, e prefeitos e vereadores do PT de  sergipano. Ele participou de manifestação quinta e sexta-feira em Salvador (BA) e agora será para as demais capitais nordestinas. Ele vai expor e debater as crises política e econômica que atingem o Brasil e apresentar propostas para a população nordestina sobre os dois temas. Também serão convidados para a manifestação os prefeitos. A definição da data acontecerá, provavelmente,  no decorrer desta semana.


Setembro foi mês de geração de emprego


Setembro foi o melhor mês na geração de emprego em 2015, em Sergipe. Foram criados 1.675 novos empregos, contra 722 empregos gerados no mês de agosto.  O resultado positivo de setembro decorreu da retomada da atividade no setor sucroalcooleiro. Foram 1.598 novos empregos no setor agropecuário.  O município de Capela foi o grande beneficiário do novos empregos.


TJ liberará pagamento de precatórios em SE


O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através do Departamento de Precatórios, realizará no próximo dia 06.11.2015, no Auditório José Rollemberg Leite, no térreo do Palácio da Justiça Tobias Barreto, na Praça Fausto Cardoso, Centro, a partir das 07:50 horas, audiências para o pagamento das preferências constitucionais dos credores do Sergipe Previdência. Para a efetivação dos pagamentos, os credores relacionados na lista no site do TJSE deverão comparecer à audiência, na qual será emitido termo e liberado, de imediato, o alvará para saque da quantia respectiva junto à instituição bancária, salvo na hipótese de eventual impugnação pelas partes interessadas.
Eleições na Ordem ? Até no mais tardar a próxima semana as chapas que disputarão o comando da OAB-SE estarão inscritas. Provavelmente a disputará ficará entre Rosoline Morais,  que terá como vice Sávio Prado, e Henri Clay Andrade, com Inácio Krauss como vice. Cada chapa terá 80 membros.


Em 2015, mais de 3000 empresas foram abertas em Sergipe


Em 2015, a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese) registrou um aumento de abertura de empresas em comparação ao ano passado. Até o mês de setembro, 3117 negócios foram constituídos em território sergipano. No mesmo período de 2014, foram 3076. Isso significa um crescimento de 1,3%.  De 1º a 20 de outubro de 2015, 205 empresas já foram constituídas na Junta Comercial, sendo que 112 estão localizadas em Aracaju. Neste ano, o setor que mais registrou abertura foi o de Serviços (58%), em segundo lugar, Comércio (34%) e em terceiro lugar, Indústria (8%).  Em Sergipe também houve um aumento no número de inscrições de Microempreendedor Individual (MEI). Até setembro, 7344 foram registrados. Em 2014, no mesmo período, 6263. O MEI é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário no Portal do Empreendedor da Receita Federal.  O fechamento de empresas no Estado, até setembro deste ano, totaliza 2.788. Além da instabilidade econômica vivida no País, este número está diretamente relacionado à Lei Complementar 147/2014, que modificou o Estatuto da Micro e Pequena Empresa.

Novembro será mês de inaugurações na UFS

O reitor da Universidade Federal de Sergipe, professor Angelo Roberto Antoniolli, está anunciando para o próximo mês uma série de inaugurações na instituição de ensino, que passará a dispor de uma moderna estação de tratamento de esgotos, vigilância eletrônica, um prédio para instalação do Departamento de Ciência da Computação, entre outros projetos executados em 2015. Na semana passada, Antoniolli inaugurou a rede elétrica do Campus da UFS em Lagarto.

Dá para confiar na qualificação dos profissionais da engenharia?

Lançado ano passado por entidades de classe técnicas da Engenharia Civil, o Programa Nacional de Redução de Riscos e Aumento da Vida Útil de Estruturas de Edificações tem por objetivos viabilizar leis que tornem obrigatórias as inspeções em edificações  e sejam aplicadas por meio de procedimentos técnicos adequados e por profissionais devidamente capacitados no que se refere às estruturas; criar condições técnicas e de organização do mercado para reduzir gradativamente as ocorrências de ruína parcial ou total de estruturas que ocorrem com vítimas fatais ou não; disseminar entre proprietários públicos e privados e usuários de edifícios as práticas de uso e manutenção adequadas para estruturas visando reduzir os efeitos sobre práticas erradas sobre o desempenho estrutural. Uma tese para discussão: as entidades criaram o programa porque não estão confiando na qualidade da maioria dos profissionais formados? Inúmeras faculdades de Engenharia Civil foram e continuam sendo abertas,  possuem qualidade? Existe prova para formando no estilo OAB para Direito que reprova muitos dos diplomados pelas faculdades? O Crea não faz exame e dá carteira de habilitação para fazer arranha-céu.  O profissional tem competência para tanto? As  construtoras evoluíram na técnica de construir principalmente na orla marítima sobre forte agressão dos cloretos? A nova norma da ABNT prevê um mínimo de 50 anos de vida útil para os Edifícios, as construções atuais estão sendo edificadas para esse prazo mínimo? Com a palavra a ADEMI e o Crea.
 


Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
25/10
13:41

Sergipana Duda vence etapa do Circuito BB e quebra recorde


A etapa de Goiânia (GO) do Circuito Brasileiro Vôlei de Praia Open 2015/2016 entrou para a história neste domingo (25.10) com a quebra de um recorde. Duda/Elize Maia (SE/ES) superaram Larissa/Talita (PA/AL) na final, de virada, por 2 sets a 1 (18/21, 21/17, 15/10), na arena montada no estacionamento do Flamboyant Shopping. Coma a vitória, Duda, de apenas 17 anos, se tornou a atleta mais jovem a vencer uma etapa do tour nacional.

Foi também o primeiro ouro no Circuito Brasileiro para a capixaba Elize Maia, que aos 31 anos vive a melhor fase da carreira na parceria com a jovem sergipana. Além de vencerem a dupla que representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, Duda e Elize encerraram uma sequência de 42 jogos invictos e seis títulos seguidos de Larissa/Talita.

A medalha de bronze ficou com Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ), dupla que também representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016. A paranaense e a carioca, eleitas a melhor dupla do Circuito Mundial 2015, venceram Ângela e Rachel (DF/RJ) por 2 sets a 0 (21/8, 21/13). Foi a 24ª medalha da parceria em etapas nacionais.

Após o título, Duda comentou a inspiração nas adversárias e a felicidade em vencer a primeira etapa da carreira.

"É um sonho! Tivemos um jogo muito difícil contra uma dupla cheia de títulos e que está classificada aos Jogos Olímpicos de 2016. Então entramos para fazer o que sabíamos. Era o último jogo do campeonato e precisávamos fazer o nosso melhor. Estou sem palavras para agradecer. O tie-break foi uma tremedeira, disputado a cada ponto. Quando a Elize conseguiu um bloqueio no meio do set, vimos que era possível. A Larissa inspira a todos, foi incrível. Acho que nem vou conseguir dormir esta noite", disse Duda após o ouro.

O Jogo
No primeiro set, Larissa e Talita iniciaram sacando na sergipana Duda, mas mudaram a estratégia e passaram a forçar o jogo em Elize Maia. As atuais campeãs brasileiras chegaram a abrir 12 a 9 e foram mantendo a liderança até encerrarem o set.

Na segunda parcial, Elize Maia começou a sacar muito bem, dificultando o ataque das adversárias. Os times trocaram vantagem, mas no final, contando com bom posicionamento de Duda na defesa, a parceria conseguiu levar o jogo para o tie-break.

A decisão da partida contou com muita emoção. As duplas trocavam pontos até 8 a 8, quando Elize Maia conseguiu um bloqueio. Nos lances seguintes, novamente sacando bem, a parceria abriu vantagem e conseguiu desestabilizar Larissa/Talita, fechando o tie-break e se tornando o segundo time a vencer Larissa e Talita em uma final - apenas Ágatha e Bárbara haviam conseguido o feito, no SuperPraia 2015.

"Está passando um filme na minha cabeça. Quando comecei, via essas meninas subindo no pódio e sonhava em realizar isso. Hoje eu estou vivendo esse sonho, mas sei o quanto trabalhei e batalhei para estar aqui. É muito bom conquistar isso ao lado da Duda, que é uma pessoa muito meiga. Queria agradecer muito à minha família, me acompanharam nesses dez anos, assim como todas as comissões técnicas com quem já trabalhei. E agradecer também ao meu marido Vinícius, que há quase dez anos cuida da minha preparação física, agradeço demais aos nossos fãs também", comemorou Elize Maia.

Técnica da dupla e mãe de Duda, Cida não escondeu a felicidade e o orgulho após a conquista da medalha.

"A emoção é muito grande. Sabíamos que a disputa de primeiro lugar seria muito difícil, pois teriam pela frente as campeãs brasileiras. A Larissa que é uma excelente defensora, a Talita uma bloqueadora muito boa. Fomos conquistando o nosso ponto a ponto, a Duda brilhou muito na defesa, acredito que isso foi o diferencial. Esse foi o lado técnica falando, pois o lado mãe é só orgulho, estou sentindo uma emoção fora do comum".

Larissa ressaltou a boa partida das adversárias na decisão e lembrou que a parceria está na reta final de uma temporada desgastante.

"As meninas estão de parabéns, são um time novo que já está conseguindo ótimos resultados. A Duda é um talento, uma promessa incrível e que já joga como gente grande. Se não jogarmos concentradas todo tempo, isso pode acontecer. Estamos em uma fase final da temporada, após um ano forte no Circuito Mundial, mas vamos sempre entrar para dar nosso melhor. Mas hoje elas foram superiores", destacou a capixaba.

Cada dupla campeã de uma etapa do Open soma 400 pontos no ranking da temporada, além de levar para casa um prêmio de R$ 45 mil. Todas as equipes são premiadas, e somando os dois naipes, o torneio distribui mais de R$ 420 mil aos atletas.

O Circuito Brasileiro Vôlei de Praia Open passa ainda neste ano por Bauru (SP), de 12 a 15 de novembro, e Curitiba (PR), de 3 a 6 de dezembro. O calendário da temporada 2016 ainda será anunciado pela CBV. Além disso, também no próximo ano ocorre o SuperPraia, que reúne as oito melhores duplas da temporada em cada naipe. 

Fonte: CBV


Esportes
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Por Kleber Santos
25/10
13:32

A estúpida morte de João Calisto

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

João Calisto seguia para a fazenda do patrão, de “seu” Chiquinho Vieira, com a cabeça fervilhando de pensamentos, como sempre. Pensava na riqueza que era a chuva, inigualável para o sertão, garantidora da sobrevivência de todos, ricos e pobres. Pensava na terra muita, farta, que daria para todo mundo ter o seu quinhão, a sua beira. Mas a terra abundante tinha donos, uns poucos donos. E o governo não fazia nada para ajudar os pobres, porque os ricos mandavam no governo. No entanto, ele entendia que aquela era a sua terra, que aquele era o seu mundo, que o martirizava, que o fazia arder como se estivesse dentro de uma coivara. Os outros roceiros, como ele, pensariam daquele jeito? Decididamente, ninguém tinha coragem para nada. Ninguém tinha coragem para fazer uma revolução de verdade. E assim a vida mesquinha dos pobres continuaria sem solução, ao ponto de a vida e a morte confundirem-se numa coisa só. Ele tinha raiva dos pobres mofinos, que só sabiam dizer duas coisas: “Sim, senhor!” e “Amém!”. “Sim, senhor”, uma peste! “Amém”, uma ova! Tinha raiva dos ricos gananciosos e insensíveis, tinha raiva do governo dos milicos, que botaram o presidente para correr, tinha raiva de tudo. E devia até ter raiva de Deus, que não dava um prumo na vida dos pobres. Que Deus o perdoasse. Que, em sua misericórdia, não o condenasse ao fogo do inferno. Afinal, ele era apenas um bruto. Mas, então, Jesus não veio trazer fogo à Terra? Não viveu com os pobres e desprezados? Até alguns padres torciam a cara para Jesus: uns acolhiam a todos, inclusive aos pobres, enquanto outros só serviam para lamber as botas dos ricos e dos poderosos. Estes não estariam certos. Não estariam do lado de Jesus.  

Com tais pensamentos, João Calisto ia cumprindo sua sina de cabra pé de boi, de besta de carga de “seu” Chiquinho Vieira. Subitamente, ele ouviu um estampido pipocar perto, muito perto. Sentiu um calafrio percorrendo-lhe todo o corpo, e era como se o peito estivesse abrindo-se, esbagaçando-se completamente. Tentou levar a mão ao seu lado esquerdo, mas ela não reagiu, não obedeceu a sua vontade. Pôde sentir que anoitecera de repente. Fora-se o sol que bebia a água das poças, a água das trovoadas. Na cabeça, bem dentro dos miolos, um enxame de abelhas arapuás zumbia sem parar. Era tudo muito rápido, depressa demais. O velho coração estava sem forças para bater, ele o sentia. Assim, de repente, era tão esquisito, era tão sem propósito... As pernas já não tinham sustança e não suportaram o peso do corpo, do caco de corpo cansado de muito planejar, de muito sofrer. Era tão sem propósito, tão esquisito tudo aquilo. Sentiu, com grande esforço, o chão duro, úmido. Estava muito, muito escuro. O mundo enchera-se de sombras. As abelhas não lhe davam trégua dentro dos miolos. Pareciam trabalhar com avidez. Precisava livrar-se delas bem depressa para cobrar algum tino, para ter algum alívio. Alguém deveria ajudá-lo. 

Ah, D. Antônia, sua mulher, já estava vindo com a toalha enrolada na cabeça, muito branca. Ele podia vê-la. Mas ela vinha muito devagar, lerda demais. Estava triste sua mulher, como sempre estivera a maior parte do tempo. Ele precisava dela mais do que nunca. Ela vinha sem ser chamada. Ele não a podia chamar. A boca estava pastosa, a língua afogava-se em alguma coisa. Era tão difícil aquele seu estado, assim de repente. A toalha branca na cabeça de D. Antônia. A mulher triste que vinha muito lentamente, como uma sombra naquela noite estranha. E aquela era uma noite de muitas sombras. O reumatismo de D. Antônia a impedia de andar depressa. Zé Bento, o roceiro que desafiava o governo, também chegava com a fronte erguida e com o costumeiro desassombro. Vinha aflito, para tentar salvar o amigo. Mas ele também vinha muito devagar. Vinha sozinho. Os pobres daquela boca de sertão não o acompanhavam. Pobres infelizes! Eles estavam ocupados demais em regar a falta de vontade, a falta de união. Nem por isso, Zé Bento desistiria. A decisão de enfrentamento continuava ali em sua cara, a força de vontade, a disposição para ensinar a lutar. Um dia, os pobres deixar-se-iam tocar pelas suas palavras. Alguns, ao menos. Uns vagalumes alumiavam o caminho de D. Antônia e Zé Bento naquela noite diferente, naquela noite esquisita. O coração de João Calisto não aguentaria varar a noite e alcançar o brilho da estrela da manhã? Ele o sentia cada vez mais fraco. Era tão difícil senti-lo daquele jeito! Era estranho sentir a língua perdida na boca pastosa. Algo estava para acontecer, mas demorava muito. A noite dificultava as coisas, a noite repentina. Ele precisava valer-se de alguma coisa, de alguém que lhe pudesse salvar das arapuás, que lhe pudesse recompor o coração fracassado, que lhe desafogasse a língua, que lhe devolvesse o atrevimento. Mas, D. Antônia e Zé Bento demoravam a chegar, caminhavam muito lentamente. 

“Seu” Chiquinho Vieira o esperava com o animal. O patrão era um homem bom, diferente dos outros ricos da cidade. O cavalo ruço era manhoso e cabriolaria bastante antes de deixar-se subjugar pelo cabresto de caroá. Precisava levantar-se para fazer o serviço do patrão. Não poderia desapontar o fazendeiro para quem trabalhava há uma infinidade de anos e que o arrancara do xilindró, por causa de uma encrenca com Elísio Moura, um fazendeiro de bosta, que não quis lhe pagar pelos estragos que o gado dele fez em sua roça. “Seu” Chiquinho fez Elísio pagar no contado, mas este jurou vingança. Que vida triste era a dos pobres! Ah, e agora aquela noite absurda, sem motivo algum que a explicasse!

Zé Bento vinha para dar um jeito na noite que chegara fora de hora, naquela noite besta que escondia as florzinhas abortadas por aí com a chegada das trovoadas. Aquela noite medonha que calava os passarinhos, que deixava João Calisto estropiado. O amigo sindicalista rural daria um jeito nela, na noite desembestada, lutaria para que houvesse uma luz que esmagasse os negros véus que tentavam roubar a vida, a vida de muita gente que morria sem querer morrer, antes do tempo, e que não tinha aprendido a lutar contra aquela noite malvada que vinha de todo lado e a toda hora. Zé Bento ensinava a combater o governo desalmado dos milicos e a cambada toda dos poderosos que sugavam o sangue do povo, de um ou de outro modo. A noite que surpreendera João Calisto seria vencida pelas tochas que Zé Bento traria em suas mãos, e que a purificariam e a deixariam da cor da toalha de dona Antônia. E o fim daquela noite seria o fim das abelhas que zumbiam nos miolos de João Calisto, seria o fim da moleza inexplicável que se abatera sobre seu corpo cansado. Ele teve muitas visões. Algumas sem pé nem cabeça. 

João Calisto sentiu como se um vagalume se aproximasse de seus olhos. E veio outro e mais outro, e muitos outros vagalumes. Ele mergulhou ainda mais na noite medonha, na que parecia não ter fim. Era mais uma vítima da luta pela terra, no campo ensanguentado de um país tão imenso, que teimava em não saber, ou em não querer cuidar de todos os seus filhos. Perto dali, um sujeito, a soldo barato, guardava num saco de estopa a escopeta, que, com um tiro certeiro, trouxera para João Calisto aquela noite medonha. 

Observação: Este artigo é uma adaptação do final do último capítulo do romance “A Morte Fora de Hora”, de minha autoria, publicado em 1993, em BH, e esgotado. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 25 de outubro de 2015.


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
25/10
13:27

Os rendimentos do trabalho

Ricardo Lacerda*
Professor do Departamento de Economia da UFS

A Pesquisa Mensal do Emprego (PME) e a PNAD Contínua, ambas do IBGE, têm captado a queda do rendimento do trabalho em 2015, fruto da recessão que atinge a economia brasileira. Na semana passada, foram publicados os dados da PME referentes ao mês de setembro. Os resultados retratam a deterioração da situação do mercado de trabalho nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, tanto do ponto de vista da taxa de desocupação, quanto dos rendimentos auferidos pelos trabalhadores.

A taxa de desocupação de setembro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas foi estimada em 7,6%, apresentando-se estabilizada em relação ao mês de agosto mas bem superior aos 4,9% de setembro de 2014 (ver Gráfico 1). 

A súbita elevação das taxas de desocupação ao longo de 2015 resultou, de um lado, da redução expressiva no contingente de pessoas ocupadas e, de outro, do aumento de pessoas que entraram no mercado de trabalho para compensar a queda no rendimento familiar. 

Na comparação entre setembro de 2015 e setembro de 2014, o pessoal ocupado nas áreas pesquisadas caiu em 420 mil, equivalentes a 1,8%. A retração do número de pessoas ocupadas alcançou 3,8% no caso da Região Metropolitana de Salvador e 2,5% na Região Metropolitana de São Paulo.

Antecedentes
Quando o nível de atividade se retrai é questão de tempo o impacto sobre o mercado de trabalho. Na série iniciada em 2002, é possível constatar alguns períodos de forte aumento na taxa de desocupação das regiões metropolitanas, como em 2003, entre 2005 e 2006, na passagem de 2008 para 2009 e o mais recente, ao longo de 2015 (Gráfico 1).  

Cada um desses períodos de deterioração do mercado conta com o seu próprio enredo. Em setembro 2003, a desconfiança do mercado em relação ao novo governo fez com que a taxa de desocupação, que já se apresentava muito elevada em anos anteriores, saltasse para 13%. O ciclo de crescimento iniciado em 2004 fez com que a taxa de desocupação caísse naquele ano e no ano seguinte, até que a equipe econômica comandada pelo ministro Palocci puxou as rédeas da economia por entender que a demanda agregada caminhava à frente do produto potencial, com efeitos perversos sobre a evolução dos preços. Tal como preceituado pelo regime de metas de inflação, o governo restringiu os gastos e iniciou novo ciclo de elevação nas taxas de juros, o que interrompeu a melhoria em curso no mercado de trabalho. 

A taxa de desocupação das regiões metropolitanas que havia caído em 2004 e 2005 voltou a crescer em 2006, alcançando 10% em setembro daquele ano, frente aos 9,7% de setembro anterior. Trocado o time econômico, teve início o ciclo intenso de crescimento e inclusão social que veio marcar a gestão do presidente Lula. 

Desocupação e rendimentos
A taxa de desocupação apresentou trajetória acentuadamente descendente até o ano de 2014, mesmo considerando a oscilação para cima entre o final de 2008 e 2009 decorrente do impacto da crise financeira internacional. 

O enfraquecimento do mercado de trabalho se traduziu também em queda do rendimento das pessoas ocupadas. O rendimento médio real habitual nas áreas pesquisadas pela PME vem caindo desde fevereiro, na série que compara com igual mês do ano anterior. 

Em setembro, o rendimento médio habitual real caiu 4,3%, em relação a setembro de 2014. Foi a primeira retração do rendimento real para o mês de setembro desde 2003, quando havia recuado 13,1% (ver Gráfico 2). A queda no mês passado foi especiamente acentuada no setor industrial e nas atividades de serviços prestados às empresas.

A deterioração do mercado de trabalho em 2015 impressiona pela velocidade com que acontece. Ainda que o horizonte se encontre muito turvo para enxergar por quanto tempo a elevação da taxa de desocupação se estenderá e qual patamar poderá alcançar, as perspectivas atuais são de agravamento, antes de começar a melhorar. 
 


*Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Variedades
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Por Kleber Santos
23/10
22:02

#2410 - Roteiro turístico: Serra da Miaba

Serra da Miaba possui belas trilhas e cachoeiras
A belíssima Serra da Miaba, localizada no município de São Domingos, distante 76 km de Aracaju, possui grandes potencialidades para o desenvolvimento do ecoturismo e do turismo de aventuras, além de proporcionar aos turistas o contato direto com a natureza.

Com uma altitude de 630 m, o local faz parte do Pólo das Serras, que compreende 12 municípios sergipanos com vocações turísticas semelhantes. No caso, o ecoturismo.

Na Serra da Miaba, o visitante pode desfrutar de várias opções de lazer, desde acampar, trecking (caminhada), banho de cachoeira, e a prática de esportes radicais como tirolesa, rappel, canoagem, entre outros. A Miaba possui também belíssimos picos, como o Vale da Lua, Pedra de Arara, os seus Cânions e o Alto do Cruzeiro. Porém, não é recomendável ir sozinho. É necessário um profissional que conheça o lugar, evitando assim, acidentes.

‘Cruzeiro’
O ponto mais alto da Serra é conhecido como Cruzeiro. No local existem três cruzes fincadas na terra. Muito frequentando, o Cruzeiro não é conhecido só pela beleza, mas também por aqueles que o visitam acreditarem no poder de Deus, fazendo e pagando promessas no alto da Serra. A vista do alto é simplesmente fascinante e de imensa beleza.


‘Poço 17’
Composto por algumas pequenas cachoeiras, uma piscina natural refrescante de água gelada, pequenas quedas d´água e uma vegetação perfeita, o lugar encanta aos que passam, podendo assim, tomar um banho refrescante depois de uma caminhada. Maravilha!

Imaginário Popular
Conta os populares da região, que o povo mais antigo do local, se deu pelo Miaba, atrair os homens que passavam A ‘História’’ é passada de geração em imaginário dos moradores.

Já o nome do ‘Riacho 17’ conta as algumas das lendas que envolvem o local, que o nome se deu pelo fato de que lá, Miaba os seduzia e os matavam. O fato aconteceu a 16 homens, exceto o 17° por quem ela se apaixonou e casou, dando origem ao nome do riacho mais importante da Serra.
 


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Por Kleber Santos
23/10
21:23

#2410 - O que fazer em Sergipe: Programação de cinema

CINEMARK JARDINS

Estreias

Ponte dos espiões
12 Anos - 141 min - Drama - Direção: Steven Spielberg

Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel, um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética, quando é enviado a Berlim para fazer um acordo para a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos.

Atividade paranormal 6

14 anos - 88min - Terror - Direção: Gregory Plotkin

Quando se muda para uma nova casa com a família, Ryan Fleege descobre uma caixa com dezenas de fitas cassetes de décadas atrás. Estranhamente, as imagens parecem se comunicar com os vivos. Procurando mais, Ryan encontra uma câmera diferente, capaz de registrar atividades paranormais. Com a ajuda da esposa, do irmão e da filha, ele passa a gravar fenômenos malignos que ameaçam a sua família.

SOS Mulheres ao Mar 2

14 Anos - 102 min - Comédia - Direção: Cris D´Amato

Adriana (Giovanna Antonelli), agora uma escritora bem-sucedida, segue feliz em seu romance com André (Reynaldo Gianecchini), que está prestes a lançar sua mais nova coleção de moda durante um cruzeiro pelo Caribe. Porém, quando ela descobre que a bela ex-noiva do estilista irá acompanhá-lo em busca de uma reconciliação, Adriana convoca a irmã Luiza (Fabíula Nascimento) e Dialinda (Thalita Carauta) - sua ex-diarista que agora trabalha nos EUA - para uma nova aventura.

Goosebumps: Monstros e arrepios

10 Anos - 97 min - Aventura - Direção: Rob Letterman

A sobrinha do autor R.L. Stine, famoso pela série literária de horror "Arrepios", une-se a um colega para enfrentar os demônios que escaparam dos livros do autor e ganharam vida em Greendale, Maryland.

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CINEMARK RIOMAR

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CINESERCLA - Shopping Prêmio

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CINE VITÓRIA

Homem Comum
24/10 - 15h
25/10 - 17h
27/10 - 14h
28/10 - 17h
O Vinho Perfeito
24/10 - 15h
25/10 - 17h
27/10 - 14h
28/10 - 17h

Numa Escola em Havana
24/10 - 17h
27/10 - 17h



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