30/10
19:08

Circuito Sesc de Corrida de Rua acontecerá no próximo sábado

Será realizado no próximo sábado, 04 de novembro, o Circuito Sesc de Corrida de Rua. Nesta edição a programação oferece ao público três opções: percurso kids; revezamento pais e filhos;  e corrida de cinco quilômetros (12 categorias). A ideia é realizar um evento de qualidade, com baixo custo, visando reunir participantes de diversas faixas etárias em torno da prática esportiva.

 “A atividade física é uma importante ferramenta para a formação de uma sociedade mais saudável e com melhor qualidade de vida. Assim, oportunizar e estimular a prática da corrida de rua constituem importantes elos de aproximação com a população”, disse Laércio Oliveira, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, entusiasmado com o projeto.

O Sesc também proporcionará um momento de integração e entretenimento através de uma programação variada com jogos educativos (metodologia Aples e Brincando com Arte), música ao vivo e aulão de ginástica.

O evento ocorrerá no Parque da Sementeira, a partir das 15h. As inscrições estão abertas na Central de Atendimento do Sesc no valor de R$50,00 e comerciário R$25,00. Mais informações sesc-se.com.br.



Esportes
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Por Eugênio Nascimento
30/10
11:49

Lula tem conceito de bom presidente para 71% dos sergipanos

Uma pesquisa realizada na semana passada pelo Instituto Padrão mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o preferido da maioria dos eleitores sergipanos. Ele obteve 57.8% das intenções de votos e tem o conceito de bom presidente para um total de 71%. A pesquisa, que foi realizada em 33 municípios, ouviu 1200 eleitores. Lula aparece muito bem em Lagarto e Itabaiana.



Política
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Por Eugênio Nascimento
30/10
10:09

"Hoje, eu tô azedo"

José Lima Santana
Professor da UFS

Veludo ladrou uma, duas, três vezes. E outras tantas. Era, sem dúvida, um cão de atenta vigilância a despeito de ser um reles vira-lata, um cachorro gué do rabo fino. Fora apanhado na rua, num dia de muita chuva. Naquela quarta-feira, um dilúvio caiu sobre a cidade. Valetas transformadas em riachos. Leonardo Pançudo do finado João de Maria Gaguinha apanhara-o. Era um filhote desnutrido, magrinho de dar dó. Comido por vermes. Uma bactéria devorava-lhe os pelos. Um cãozinho em verdadeira petição de miséria. Medicado, alimentado, curado, Veludo recebeu este nome por causa da cor negra sem mancha. Tornar-se-ia o xodó da casa de Leonardo Pançudo. Até a velha Domitila Coceirinha, avó de Leonardo que morava com a família do neto, e que era muito mais rabugenta do que Veludo, passou a gostar muito do cão que conquistara a família dos Pançudos. Aliás, ser Pançudo era a marca da família do finado João Guedes de Menezes, o João de Maria Gaguinha, sua generosa mãe. 
Pois Veludo ainda ladrou algumas vezes. No interior da casa, todos ficaram de prontidão. Alguém ou alguma coisa Veludo teria visto ou farejado. Era Paulinho Marreco, dos Marrecos do Costado Alto, pra lá das Bananeiras do finado Felismino. Bananeiras era uma fazenda de muitas terras, de muitas pedras e de muitas cobras cascavéis. 

Paulinho Marreco, de batismo Paulo José, e, de certidão civil, Paulo José Loureiro Matoso Guedes, era filho de Matias Marreco e neto de Aristides Marreco. Marreco era, claro, apelido bicentenário da família Loureiro Matoso Guedes, gente dos tempos do Império, aparentada com o Barão da Patioba. 

O que haveria de querer Paulinho Marreco, àquela hora, na boquinha da noite, hora do café noturno, que nas casas dos grã-finos se dizia jantar? Logo se saberia. Veludo fora acalmado por um dos meninos de Leonardo Pançudo, Tibôco Pançudinho, que era o seu apelido. O menino abriu o portão fechado a cadeado. Paulinho Marreco perguntou: “Seu pai taí, meu fio?”. Estava sim. O visitante entrou e dirigiu-se à casa. Ao entrar, sem meias palavras, foi logo dizendo: “Leonardo Pançudo, hoje, eu tô azedo!”. Sem muito entender, indagou Leonardo: “E que bicho lhe mordeu, home de Deus?”. Marreco respondeu: “Pior que não é bicho. É um cabra safado, um fio de uma ronca e fuça, um fio do demo”. 

E foi então que Leonardo Pançudo ficou a par da aflição de Paulinho Marreco. Uma senhora das Bananeiras andou de fuxico com a vizinhança, dizendo que ele, Marreco, andava de cabeça pensa para um lado com o peso dos chifres. Nem casar ele tinha casado e já era corno. Assanhou-se. Azedou-se. E a senhora, uma velhota desdentada, viúva que não tinha o que fazer a não ser lorotar e levantar aleive para desassossegar um cristão, que vivia da sua casa para o seu trabalho. Ora, mas, o que tinha Leonardo Pançudo ou a sua família com os chifres de Paulinho Marreco? É o que os leitores, que, eu bem sei, não estão, nem um tiquinho, curiosos, vão saber. Querendo ou não, vão saber. 

Antes, porém, de revelar esse negócio dos chifres do Marreco, eis que é preciso esclarecer o seguinte: Paulinho Marreco estava de namoro com uma filha de Aloísio Mão de Pilão, do Catolé de Baixo, sujeito afamado pelo murro certo e demolidor, no tempo em que morou em São Paulo e lutou boxe amador. Só não fez carreira porque o pai morreu e ele teve que voltar ao sertão, para cuidar da mãe e dos irmãos menores, que eram apenas doze, todos de cobrir com um cesto. Era uma fileira de buchudinhos. Ocorre que ele, Paulinho Marreco, era um cabra de seus quase trinta anos, e a menina com quem ele namorava, com o consentimento de Mão de Pilão não passava dos treze anos. Casamento, na versão dura do pai da menina, somente quando ela tivesse idade para casar no civil, que filha dele, Aloísio do finado Martônio Pereira Lemos, outro aparentado do Barão, não sairia de casa sem documento passado na Igreja e no cartório. 

Retornando ao assunto dos chifres de Paulinho Marreco, a velha Deolinda do falecido Cassiano Ferreira, funileiro dos melhores que o sertão já vira, e não somente o sertão, mas, quem o sabia, o mundo inteiro, andara de bocarra aberta, e ainda mais aberta porque não tinha lá de seu um só dente, alardeando que a menina Creuzinha, na inocência dos seus treze anos, enfeitava a testa do Marreco. Santo Deus! O aleive chegara ao umbral da janela do oitão da casa da família dos Marrecos. Dona Crisolina, a mãe dos Marrecos, sabedora por um vento que lhe tinha soprado aos ouvidos, chamou o filho às falas: “Andam dizendo por aí, meu fio, que a sua pretendida tem lhe enfeitado a testa”. Paulinho deu um pinote: “O que é isso, minha santa mãezinha?”. A mãe respondeu: “Cheias estão as estradas dessa conversa desaforada. Dizem que a menina tá de xodó com um boneco qualquer”. 

Paulinho Marreco danou-se. Tiraria aquela conversa a limpo. Seria capaz de fazer uma besteira. Levar chifres de uma meninota? E, ainda por cima, com um boneco? Boneco, no sertão daqueles tempos, era como se chamava um sujeito grã-fino, fatiotado, sujeito dengoso e criado com mimos de avó. A velha Deolinda dissera que a mulher de Leonardo Pançudo era a alcoviteira da menina Creuzinha naquela história com o boneco. Daí foi que Paulinho Marreco bateu à porta dos Pançudos. Queria tirar aquela história a limpo. 

Dona Risoleta, a mulher de Leonardo, ao ouvir a lenga-lenga do Marreco, adiantou-se: “É bem verdade que Creuzinha está doidinha pelo boneco. E também é bem verdade que fui eu quem lhe apresentei ao tal”. Paulinho Marreco amarelou. Depois, afogueou-se. Ficou abrasado. Um fogaréu ardeu dentro de si. Procurou chão e não encontrou. Pensou besteiras. Ali mesmo, ele seria capaz de um desatino. Pensou logo em João Pedro de Robertão do Baixio Largo, primo de Dona Risoleta, menino mimado, cheio da grana, metido a conquistador de mocinhas, cuja avó materna, Dona Elvirinha Mecenas, antiga proprietária do engenho Porteiras, o cobria de mimos e dinheiro, coisa que não lhe faltava. Paulinho Marreco quis dizer alguma coisa, mas não teve voz. Um nó na garganta o sufocava. Uma morte, duas mortes... Sabia-se lá! 

Diante do quadro vexatório pelo qual passava Paulinho Marreco, Dona Risoleta perguntou: “Ô, meu filho, você já viu o boneco que eu dei a Creuzinha? Você sabe qual foi o nome que ela lhe deu? Você vive pelo mundo, tangendo tropas de burros, para cima e para baixo. Quantas vezes por semana você vê sua namorada? Tome tento, homem de Deus! Ao boneco de pano do tamanho de um menino recém-nascido, que eu fiz para Creuzinha, ela botou o seu nome. É Paulinho. Como você vive pelo mundo e se esquece de ver a menina com quem você, um dia, pretende casar, as pessoas vivem dizendo de brincadeira que ela arranjou outro Paulinho. É só isso. Se Dona Deolinda, que tem a boca maior do que a boca da noite, vive por aí dizendo lorotas, o problema é dela”. 

Paulinho Marreco viu-se constrangido ao ter que limpar duas lágrimas, que lhe caíam dos olhos. Melhor prosa ele não poderia ouvir naquela boquinha de noite. Então, era aquilo? Ele não era um chifrudo? Creuzinha sentia a sua falta a ponto de buscar um substituto, um boneco de pano? E ainda por cima, dando o seu próprio nome? Aquilo de Creuzinha só podia ser bem-querer. Amizade sem fim. Ou, como diziam por lá, amor. 

Ele beijou a mão de Dona Risoleta. Pediu desculpas à família dos Pançudos. E foi direto à casa de Aloísio Mão de Pilão, pai de Creuzinha, sua namorada. Naquela mesma noite, Paulinho Marreco e Creuzinha noivaram. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
29/10
21:40

O Voo da galinha

Ricardo Lacerda*
Professor da Universidade Federal de Sergipe 

A retomada da economia brasileira em 2017 tem sido muito lenta e vacilante. A expectativa mais recente do mercado é que a economia brasileira deverá registrar crescimento de 0,7% em 2017, acelerando para 2,5% em 2018. 

O emprego formal vem registrando incremento desde o mês de abril e um número maior de atividades vem apresentando saldo positivo de contratação. Ainda assim, o ritmo de retorno da contratação de emprego formal é muito lento, cerca de 40 mil por mês, frente a um acúmulo de cerca de 3,5 milhões de vínculos perdidos entre outubro de 2014 e março de 2017, redução mensal superior a cem mil vínculos durante trinta longos meses. Portanto, fujamos da ilusão de que o mercado de trabalho vá aquecer rapidamente.  

Além de débil, a retomada do crescimento vem sendo vacilante, oscilando a cada mês entre setores e regiões, ainda que a tendência de crescimento se mantenha, mas não necessariamente de que a sua aceleração será crescente e sustentada. Passada a maior parcela do impacto da supersafra agrícola, concentrado no 1º trimestre no ano, o crescimento da economia tem sido puxado pelo incremento do consumo e pelo aumento das exportações em algumas atividades da indústria de transformação, com destaque para a indústria automobilística. 

Indústria, comércio e serviços
No mês de agosto, a produção industrial e os volumes de vendas do comércio varejista e da prestação de serviços recuaram, mas o registro mensal não foi suficientemente intenso para alterar o resultado no acumulado do trimestre. 

O volume de produção da indústria geral recuou 0,8% no mês, na série livre de efeitos sazonais. A queda na produção industrial foi determinada pela evolução negativa da indústria extrativa mineral, mas a indústria de transformação também registrou uma evolução desfavorável, com incremento zero em agosto, depois de quatro resultados mensais positivos. Ainda que a maioria dos subsetores de atividade da indústria de transformação tenha apresentado crescimento em agosto, eles foram inferiores aos resultados dos meses anteriores, na maior parte das atividades. 

O volume de vendas do comércio varejista recuou 1,4% em agosto, interrompendo três meses seguidos de incremento. O nível de atividade do comércio varejista permaneceu muito rebaixado e a retomada do crescimento do setor varejista demorou mais a se iniciar e tem sido mais lenta do que na indústria e nos serviços. 

Os dados trimestrais, apresentados no gráfico, são mais elucidativos para examinar a evolução recente e as perspectivas de retomada do crescimento.  Depois de desacelerar a taxa de crescimento na média móvel trimestral entre maio e julho, o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-BR) voltou a apresentar certa intensificação no ritmo de crescimento no trimestre encerrado em agosto. 

O volume de produção da Indústria Geral, mesmo com o resultado adverso de agosto, cresceu 1,6% na comparação entre o trimestre junho-agosto em relação ao trimestre anterior (março-junho). O volume de vendas do setor de serviços também manteve sua tendência de retomada, ainda que o desempenho varie muito entre os subsetores que compõem a atividade. Bem mais tímida, atrasada e com elevada dispersão entre os seus subsetores, se encontra a retomada do crescimento do comércio varejista. 




Restrições
Mesmo que a retomada do crescimento da economia brasileira venha a ganhar velocidade nos próximos trimestres, em linha com as expectativas de mercado e com as projeções de governo e instituições multilaterais, a continuidade da aceleração da expansão se defronta com importantes restrições tanto no curto prazo quanto em uma perspectiva de horizonte mais largo. 

De forma mais imediata, a expansão da economia está limitada pelos constrangimentos ao incremento do poder de compra da população e encontra no contingenciamento do gasto público um vento contrário. 

Em um cenário de taxas de desemprego muito elevadas, acompanhadas por grau também acentuado de endividamento das famílias, o principal fator autônomo de expansão da demanda no curto prazo, os gastos das famílias, não deverá ter um comportamento exuberante, mesmo considerando os efeitos benéficos da redução das taxas de inflação e da queda dos juros nominais. 

Os demais impulsos autônomos do gasto, o incremento das exportações e a expansão da safra agrícola têm impactos não recorrentes, não devendo repercutir nos futuros resultados. 

Em contraste, contarão negativamente para evolução do nível de atividade os impactos da elevação nas tarifas de energia sobre a renda disponível das famílias e sobre os custos de produção, em decorrência dos baixos níveis em que se encontram os reservatórios das hidrelétricas, e a restrição absoluta ao incremento do dispêndio público pela chamada Lei do Teto dos Gastos. Penso que já não sobrevivem as ilusões em relação a uma retomada do crescimento impulsionado pela expansão dos investimentos privados. 

Passada uma etapa inicial, relativamente extensa no tempo, diante da dimensão da queda do nível de atividade, em que o crescimento irá paulatinamente ocupando a ociosidade da força de trabalho e da capacidade instalada, a continuidade da expansão vai depender de investimentos na ampliação de infraestrutura produtiva e no reposicionamento de nossa economia diante das transformações da economia mundial, para atenuar o risco, bastante elevado, de que a retomada de curto prazo não vá além de um voo de galinha. A desestruturação do aparelho estatal certamente não irá favorecer nossas possibilidades de desenvolvimento. 

*Assessor econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
29/10
21:14

Ricardo Lacerda: 2018 será um ano difícil para Sergipe

Consultado pelo blog, o economista Ricardo Lacerda, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS)  e assessor econômico do Governo do Estado, afirmou neste domingo, 29, que “2018  será um ano melhor que  2017, mas ainda será um ano difícil.  O emprego vai voltar  devagar ou bem devagar. O nível do reservatório de Xingó está muito baixo. Os investimentos da Petrobras continuarão rebaixados.  A construção civil vai retomar as atividades, mas devagar também. Assim como a arrecadação. Os investimentos públicos estarão garantidos pela operação de credito com a Caixa (esses R$ 560 milhões). A agricultura deverá repetir a boa safra de 2018”.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
29/10
20:27

Esmeraldo Leal: há previsões de um bom 2018

A agricultura de Sergipe, já se pode afirmar, teve um 2017 bom e há previsão de que esse sucesso se repetirá em 2018. As chuvas colaboraram muito com quem produz no campo. Em 2016 a média de chuvas atingiu pouco mais de 400 mm (um ano seco) e neste ano ultrapassou a marca dos 900 mm. Isso fez Sergipe ter boas safras de arroz, feijão e milho, além de frutas consumidas no dia a dia pelos sergipanos.

Veja a seguir um breve bate papo do blog com o secretário da Agricvultura, Esmeraldo Leal:


PRIMEIRA MÃO - Secretário Esmeraldo Leal, há quadro de seca em Sergipe hoje?

ESMERALDO LEAL - Não. Pelo contrário. Em algumas regiões, inclusive no semiárido, surpreendentemente, o clima ainda é de inverno

PM - 2017 foi um ano sem seca, sem graves problemas?

EL - Em praticamente todo o estado os reservatórios estão cheios. Com exceção para uma parte de Poço Redondo e Canindé. Nesses dois municípios as chuvas estão acima da média últimos anos. Porém, em algumas localidades não foram suficientes para encher os tanques e barragem.

PM - Sergipe está colhendo o que agora?

EL - Teremos safra record de milho, arroz e feijão, que são produtos básico para o consumo humano e dos animais. Com isso, a média de preço da cesta básica baixou e facilitou o acesso, inclusive dos mais vulneráveis. O IBGE aponta uma safra Recorde de milho - 800 mil toneladas, feijão - 14 mil toneladas e arroz - 54 mil toneladas. São números extraordinários que impacta positivamente nas granjas na produção de leite, etc.

PM - 2018 será ano de dificuldades?

EL - As previsões são boas para 2018. Vamos torcer .



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/10
14:48

Fatos curiosos - Repercussão da visita de João Dória a SE

Irrtitação de jornalistas e petistas

1

 

Na quinta-feira passada, 26,  durante a sua visita a Sergipe, o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), agradou os jornalistas, quando se dispôs a conceder uma coletiva no Hotel Radisson e os desagradou na noite do mesmo dia, quando muitos membros da imprensa não tiveram acesso ao ato de entrega do título de cidadania, na Alese. Algumas jornalistas comentaram, em tom de bem humorada vingança,  que “ele (Dória) é todo esticado, cheio de botox”.

 

2

 

Um outro episódio da visita de João Dória que irritou os petistas, além dele atribuir as vaias que recebeu ao PT e criticar o ex-presidente Lula, foi a presença do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B), no jantar oferecido pelo empresário Albano Franco em seu apartamento para o prefeito de São Paulo. Tem petista lembrando nas redes sociais que Nogueira teria se “escondido” de Lula, quando ele por aqui esteve, há dois meses.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
28/10
20:18

Coluna Primeira Mão

Presentaço


O governador Jackson Barreto ganhou um presente antecipado de Natal, com a aprovação de empréstimo de mais de meio bilhão junto à Caixa Econômica Federal. Todas receitas somadas nesse seu segundo mandato ( Proinvest, etc.), terá o que mostrar aos sergipanos se concorrer a qualquer cargo. Esse dinheiro é um golpe no fígado da oposição. O problema do governador e do seu bloco se reduz ao pagamento dos salários dos servidores estaduais e acomodar tantos aliados sob o seu guarda-chuva.

 

Homenagem a Dória

 

Aqui para nós, a concessão do título de cidadania sergipana ao empresário e prefeito de São Paulo, João Dória, comenta-se à boca miúda, surgiu a partir de uma sugestão do ex-governador Albano Franco, que durante muitos anos liderou o PSDB no Estado.

 
Voto de Laércio


Tem gente interpretando a ausência do deputado federal Laércio Oliveira na Câmara de Deputados como um voto  contra Michel Temer. Outras pessoas dizem o contrário. Outras mais falam em abstenção. Afinal, como teria votado se estivesse presente?

Caixa dois


A prática do caixa 2 continuará existindo nas eleições brasileiras. Era e permanece sendo crime eleitoral. O TSE  tem condições de fiscalizar isso em mais de 5000 municípios brasileiros? Claro que não! Os candidatos terão um pouco mais de cuidado para exibirem sinais exteriores de campanhas ricas. Mas está claro que ninguém vai abrir mão de um  bom e gordo caixa dois.


Agiotagem 1


A agiotagem existe em todas as cidades sergipanas e os agiotas estão no mercado de trabalho público e privado. Eles são banqueiros ilegais que cobram juros e não brincam em serviço com devedores que não conseguem pagar. A sua atuação não é fiscalizada por quem deveria fazê-lo. Diferentemente dos banqueiros oficiais que mandam tomar bens através da justiça, agiotas costumam "apagar"devedores irrecuperáveis. Na semana que passou parece que ocorreu o contrário: um devedor deu fim a um agiota.


Agiotagem 2


Houve uma época (nos anos de 1970, 80, 90 e até um dia desses) em que os agiotas se faziam muito presentes na Assembleia Legislativa e Câmara de Aracaju para lembrar aos seus clientes parlamentares o compromisso de lhes pagar. Era constrangedor.

Nas ondas do rádio


O clima eleitoral está cada vez mais fortemente nas ondas radiofônicas. Ninguém faz campanha eleitoral e todo o mundo faz campanha eleitoral. Também Sergipe não é para neófitos.

Bem cotados


O coronel Rocha, que deseja ser candidato a deputado federal, e o ex-prefeito de Laranjeiras Juca de Bala, que anda de olho em uma cadeira na Assembleia Legislativa de Sergipe, têm sido muito procurados por dirigentes de partidos políticos que desejam fazer fortes bancadas em 2018. Como ainda é cedo, eles dizem que vão pensar nos convites.

Direito de imagem


Alegando que têm o direito de imagem, os Policiais Militares de Sergipe estão proibindo repórteres fotográficos de lhes fotografarem trabalhando. Eles esquecem que são agentes públicos e que as suas atividades devem ser transparentes. Mas, quando apreendem  uns pacotinhos de maconha ou prendem um ladrão ou suspeitos por crimes outros brigam para aparecer em fotos ao lado dos marginais.


Casuísmo

O ministro do STF Luiz Roberto Barroso disse na quinta passada o que todo analista político observa nas decisões de seu arrogante colega Gilmar Mendes: usa de casuísmo para mandar soltar criminosos de colarinho branco.

 

Made in Sergipe


É positivo o esforço de políticos e de empresários no sentido de regularizar a produção das queijarias formais e informais de nossa bacia leiteira. Mas é preciso algo mais além de higiene. Aumentar a qualidade da produção de nossos queijos levaria muita gente a comprar produtos "made in Sergipe".


Sem armas


Finalmente uma boa notícia. O Presidente Temer vetou o uso de "arma de fogo"   por parte de agentes de trânsito.  Os guardas de trânsito devem ter como "armas", a orientação e o apito. Para orientar e controlar o trânsito o agente não precisa de "arma de fogo".

Almoço grátis


Alguém já ouviu falar em almoço gratuito? Os economistas dizem que isso não existe. A julgar pelo comportamento do presidente do país e dos seus eleitores na Câmara de Deputados, na política o almoço também é pago. Muitos parlamentares reclamaram que votaram a favor do presidente na primeira votação contra a denúncia do MPF e nada receberam em troca. Em outras palavras, forneceram o almoço ao presidente e este não pagou por ele. Ficou fiado. Para o segundo voto da quarta passada, estavam cobrando os dois almoços.


Única saída


Embora os prefeitos achem o contrário, nos parece que fechar prefeituras como forma de protestar contra de cofres vazios não é nada correto. Significa deixar os munícipes sem os precários serviços das cidades sergipanos. Se existem municípios que não podem sobreviver com as próprias pernas, talvez seja o caso de povoados que se emanciparam de municípios voltarem a ser povoados. Ainda bem que foi parada a onda de criação de novos municípios sem as mínimas condições econômicas.


Aracaju-Buenos Aires


Segundo certas agências de turismo de Aracaju,  não existe crise nesse setor. Os sergipanos que viajam continuam viajando. O problema é trazer os turistas para cá. É o que poderá acontecer com a ponte aérea Aracaju-Buenos Aires-Aracaju. Certamente muitos sergipanos vão se deslocar para a capital portenha. O problema é que haverá uma pedra no meio do caminho chamada Salvador. A capital baiana tem tudo o que Sergipe pode oferecer e muito mais. Mas torcemos para que tudo dê certo.


Internacional

Agora que o Aeroporto de Aracaju é internacional, seria importante a Infraero ou o governo estadual colocar bandeiras do Mercosul, da União Europeia, dos EUA, da Argentina e, por que não?,  dos estados brasileiros. Elas representariam que os visitantes são bem-vindos a Sergipe

 

Museu está insosso


O Museu da Gente Sergipana é bacana. Tudo bem. Mas já está um tanto insosso. Deveria ter um pouco mais dos grandes feitos coletivos do povo sergipano, das realizações históricas de que os sergipanos se orgulham, como se Sergipe fosse um país, tipo a luta por sua emancipação, libertação dos escravos...

 

Violência contra mulher

 

A Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania (Semdec), através da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), realiza nos próximos dias 30 e 31 de outubro o primeiro módulo do curso “Presencial de Formação para o Combate a Violência Doméstica e Familiar e Patrulha Maria da Penha”. A ação conta com a parceria da Coordenadoria de Mulheres do Tribunal de Justiça de Sergipe e tem como finalidade capacitar guardas municipais para a atuação no enfrentamento à violência contra a mulher. O curso terá duração de 16 horas e ocorrerá na base da guarda, localizada no Parque Governador Augusto Franco, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Serão disponibilizadas 30 vagas.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
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