07/10
17:56

Os escafandristas

Ricardo Lacerda  
Professor da UFS                  

Nunca tive a veleidade de convencer ninguém a votar em candidato ou partido A ou B. Sempre entendi que cada eleitor, a partir de suas referências, faz sua própria leitura sobre a realidade e se posiciona, independentemente de idade e nível de escolaridade. E depois suporta as consequências de suas escolhas. Converso sim sobre as opções existentes com amigos e pessoas com quem me relaciono.

Nos dias que antecedem as eleições, nem a isso me proponho. Escrevo o presente artigo para registro futuro; não o futuro próximo de 2019 ou 2020 e sim o futuro dos escafandristas que, como nos versos da música de Chico Buarque Holanda, depois de “milênios, milênios no ar (...) virão explorar seu quarto, suas coisas, suas almas, desvãos (...) vestígios de estranha civilização”.

Desencontros

Aqueles que nesse futuro distante se debruçarem sobre a realidade do Brasil de 2018 certamente terão dificuldades para compreender o que se passava nesses tempos tumultuados, marcados pelos desencontros. Como uma sociedade passou tão celeremente de uma euforia e ganhou confiança sobre futuro durante o mais abrangente e socialmente inclusivo ciclo de crescimento de sua história, entre 2004 e 2012; realizou gigantescas manifestações de rua, em 2013, quando as melhorias sociais começaram a mostrar os seus limites; e se afundou em parafuso desde 2015, afastando a presidente eleita, em 2016, alguns acreditando que novos tempos viriam, e se defrontou com a falta de perspectivas e o desencanto nos últimos dois anos?

Claro que uma parcela importante dos problemas atuais tem raízes no exterior, com a crise financeira de 2008 nos Estados Unidos; a contaminação da Europa, em 2011; o comprometimento do crescimento do nosso principal parceiro comercial, a China, em 2013. Mas isso é apenas uma parte do enredo, importante no contexto geral, mas insuficiente para entendermos a dimensão do impasse em que nos encontramos. Sim, a forma e a intensidade com que reagimos aos ventos externos foi muita própria e revelam muito da natureza das nossas mazelas internas.

Há, pelo menos, duas ordens de questões que emergiram quando a economia brasileira começou a perder o ímpeto de crescimento: uma de natureza econômica e social e outra de natureza cultural e moral. Não tenho competência para falar das últimas mas, ainda assim, irei me arriscar a tecer algumas ligeiras reflexões, porque é necessário considerá-las para entender o tamanho da enrascada em que nos metemos.

Na dimensão dos costumes, a agenda de direitos humanos avançou em ritmo acelerado nos últimos dez anos, contemplando o respeito à diversidade, reconhecimento de direitos de minorias, estabelecimento de cotas em concursos públicos, questões de gênero, sexualidade e novos arranjos conjugais. A velocidade com que essa pauta andou, ainda que haja muito caminho a considerar, assustou muitos segmentos da sociedade, abrindo espaço para o oportunismo exacerbado de líderes religiosos que buscaram se capitalizar, no sentido literal e no metafórico, com a reação da sociedade que, se não pode ser classificada de natural, pode ser encarada como compreensível. Os escândalos de corrupção foram mais um ingrediente relevante na percepção de descontrole e de degradação geral dos costumes.

Na dimensão econômica e social, o fim do ciclo de crescimento econômico e de forte inclusão social, repito, o mais importante da história do Brasil, fez aflorar ressentimentos que se acumulavam entre segmentos da classe média tradicional que perdiam relativamente posição social com a significativa ascensão dos pobres, mesmo que os segmentos médios também estivessem melhorando de vida em termos absolutos. De outra parte, a deflagração da crise econômica deu partida à disputa pela distribuição dos custos do necessário e inadiável ajuste fiscal. Nessa contenda, literalmente, quem pode mais, paga menos, ainda que, com a conflagração interna, os custos sociais estejam se revelando muito maiores do que precisariam ser.

As alianças

As alianças sociais que se formaram nas disputas internas, e que estão refletidas na atual corrida eleitoral, são estarrecedoras, apesar de não serem inusitadas. Como, cargas d’água, os chamados liberais, que defendem a menor presença do estado no funcionamento da economia, se aliam aos setores mais conservadores em termos de costumes, em uma aliança sombria que corteja redução de direitos sociais e estímulos à repressão aos novos padrões e costumes? Como os defensores do livre mercado abrem mão dos mais comezinhos padrões de civilidade e passam a apoiar um candidato sustentado por verdadeiras milícias, pela bancada da bala e que defende a discriminação das mulheres e a perseguição implacável a minorias que podem representar 5% ou mais da população.

Apesar das especificidades dos nossos descaminhos, há sim lições a aprender com a comparação do que acontece em outros países. Seja nos Estados Unidos, seja na Europa, seja em quase todos os demais países da Nuestra América, as divisões internas na população se aguçaram nos últimos anos.

Tais divisões tendem a emergir em períodos de crise econômica e social que muitas vezes são também momentos de grandes transformações, tanto na dimensão produtiva e social, quanto nas dimensões dos costumes.

Para além das diferenças arraigadas sobre o melhor caminho para enfrentar a crise fiscal, a respeito do tamanho adequado do estado nacional e sobre qual seria a melhor estratégia de desenvolvimento econômico e social, é necessário recusar o obscurantismo e dizer não a opções que coloquem o país na rota do retrocesso econômico e social.

Os escafandristas se perguntarão no futuro que estranho pacto se formou para fechar as portas de acesso dos mais pobres à melhoria de vida e legitimou a violência e a perseguição às minorias que buscavam apenas serem reconhecidas como parte de uma sociedade diversa. Há sim pactos não legítimos em outras alianças, como a recusa de abrir mãos de privilégios estabelecidos, mas nada tão assustador quanto ao que no referimos. Até o fim a minha palavra de ordem para ressoar no futuro será  #EleNão.


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
07/10
17:54

5 DE OUTUBRO

José Lima Santana
Professor da UFS

Ontem, dia 5, o Brasil comemorou, ou deveria ter comemorado (?) os 30 anos da Constituição Federal. 5 de outubro de 1988. Para o saudoso Ulisses Guimarães, a Carta trintona é a “Constituição Cidadã”. Por um lado, sim. Por outro, não. Afinal, em que pese os muitos avanços em termos de direitos individuais e sociais por ela assegurados, muitos também foram os privilégios que ela abarcou, sabe-se lá o porquê, graças às negociatas entre os senhores constituintes, muitos dos quais nada mais, nada menos, do que “velhas raposas”, da velha política, que parece não passar jamais. Não passa a velha política, nem morrem as “velhas raposas”. Ou algumas delas não morrem, não largam o poder. Ao contrário, tais e quais vermes que comem a madeira carcomida, devoram os carcomidos cofres públicos, que não conseguem guardar, para o uso devido, os nossos suados recursos financeiros, com os quais contribuímos para a efetivação de obras públicas e para a regular e boa prestação de serviços públicos. Ou assim deveria ser.

Constituição Cidadã ou Constituição Cortesã? Há quem sustente a primeira forma. E também há quem defenda a segunda forma. Uma cortesã das mais alcoviteiras. É o que dizem alguns, que enxergam na Constituição uma provedora de privilégios desenfreados.

Bem. Não quero desapontar uns ou outros. Cidadã ou Cortesã, pouco se me dá. A Carta de 1988 é a nossa sétima Constituição (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988). Há quem insista em dizer que seria a nossa oitava Constituição, pois estes levam em conta a Emenda nº 1/1969, à Carta de 1967, que alterou a maior parte dessa Constituição. Eu prefiro ficar com a sétima. Não reconheço uma Constituição em 1969.

Quando eu comecei o curso de Direito, em 1977, a Carta de 1967 tinha recebido a sua sétima emenda constitucional. Sete emendas em 10 anos. Um absurdo. Nós a tínhamos como uma colcha de retalhos. Era como dizíamos na Faculdade de Direito da UFS. Ocorre que em 10 anos, até outubro de 1998, a Carta atual recebeu nada mais do que 19 emendas, quase três vezes mais. E, passados 30 anos, aproximam-se as 100 emendas. Um absurdo! Uma vergonha! Constituição Cidadã? Se, deveras, o fora, já não o é mais.

No momento, há quem defende a manutenção da atual “colcha de retalhos”, mas, há quem defende a convocação de nova Assembleia Nacional Constituinte. Sinceramente, não sei dizer, de repente, qual deve ser o caminho a ser trilhado. Continuar com a que aí se arrasta, ou promulgar nova Constituição? O que perderíamos? Ou o que poderíamos ganhar? Uma coisa é certa: do jeito que a situação vai, haveremos de ter a Constituição mais emendada do mundo. Talvez.

Estamos no ocaso da campanha eleitoral deste ano. Amanhã, iremos às urnas. Os diversos candidatos à Presidência da República falam em reformas: política, tributária, previdenciária etc. Reformar o estado, eis o que deve ser feito. Reformar as estruturas do poder. Reformar o serviço público, acabando ou minorando o aparelhamento do estado pelos partidos políticos que chegam ao topo do poder ou ajudam a chegar, a fim de fazer-se a pilhagem do butim.

Pobres cofres públicos nos quais as impressões digitais de muitos se sobrepõem ou se misturam nervosamente. Maliciosamente. Indignamente. Dos cofres, raspam o tacho. E muitos apaniguados dos poderosos corruptos os defendem de todos os lados. Como queremos mudar este país? Quando o haveremos de mudar?

Teremos de levar a sério este país do qual se disse que não era um país sério. Continuaremos a não ser um país sério?

Ao festejarmos (se é que temos motivos para tanto) os 30 anos da nossa Constituição, deparamo-nos com a mais atípica das eleições. Eleições com opções de extremos. Para onde poderemos ir? Para onde iremos de verdade?

5 de outubro já se foi. Agora, é esperar amanhã, ou seja, 7 de outubro. O que sairá das urnas? As pesquisas têm razão? Esperemos. Que Deus nos acuda!


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
07/10
14:17

Compra de voto - 34 eleitores são conduzidos à delegacias em 19 municípios

Exatos 34 eleitores (cabos eleitorais) foram conduzidos às delegacias de 19 municípios de Sergipe até agora, em sua maioria, acusados de compra de votos. O município com maior número de casos é Aracaju, com 08.

Segundo o tenente coronel Paiva, relações públicas da Polícia Militar, foram registrados também três homicídios de ontem para hoje em, Propriá (01) e Itabaiana (02). Nenhum dos casos tem o envolvimento de questões eleitorais.



Política
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Por Eugênio Nascimento
07/10
11:53

5 mil policiais atuam nas eleições em Sergipe

Pouco mais de 5 mil policiais da PF, PRF, PM e do Exército estão atuando no sistema de segurança das eleições 2018 em Sergipe, organizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. O processo de votação acontece normalmente em todo o Estado, pelo menos até agora.



Política
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Por Eugênio Nascimento
07/10
09:00

Coluna Primeira Mão

Pichações em baixa

Nos anos de 1960, 70, 80 e parte de 90 as pichações em muros e paredes de casas e de repartições públicas eram intensas. Anarquistas e comunistas, sem espaços na mídia tradicional (rádio televisão e jornais), manifestavam seus protestos contra a ditadura militar instalada no Brasil em 1964 com pichações em que afirmavam o “ABAIXO A DITADURA” e outras palavras de ordem. Nos anos 2000, pelo menos até agora, as pichações parecem estar em baixa. Os velhos comunistas e os jovens militantes políticos ou cabos eleitorais têm se manifestado em redes sociais e, assim, evitado a irritação popular e os desgastes que as pichações provocavam. Agora a onda é o zap e o twitter.


Pesquisas apontam segundo turno


Os brasileiros vão às urnas neste domingo de 7 de outubro de 2018. Em Sergipe os eleitores somam pouco mais de 1,5 milhão. As pesquisas registradas e tornadas públicas mostram um empate técnico entre Valadares Filho (PSB) – 29% - e Belivaldo Chagas (PSD) – 28% - , na disputa pelo Governo de Sergipe, conforme o Ibope. Isso é um indicativo de que no dia 28 próximo teremos o segundo turno no Estado. Na esfera federal o segundo turno será entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).


É demais


Ninguém entende porque no Brasil são necessários dois suplentes para o mandato de senador. A única explicação até agora encontrada é que, com dois suplentes, o financiamento das campanhas fica mais barato e os titulares podem deixar os suplentes assumir por curtos períodos nos oito anos do mandatos de senador. Isso é uma jabuticaba brasileira no meio de tantas outras.


Pouco espaço


Nos dois últimos debates na TV para governador e para presidente, o problema em Sergipe foi colocar tantos candidatos numa pequena sala. Belivaldo Chagas teve melhor performance que os outros: positivo, firme e com respostas de vencedor. No debate para presidente da Globo do Rio de Janeiro, de novo o problema de muitos candidatos. Fernando Haddad teve o seu melhor desempenho, posto que, caçado por quase todos candidatos, mostrou serenidade e sobriedade nas perguntas e nas respostas. O outro destaque foi Guilherme Boulos que, como franco atirador, pôde bater em quase todos os candidatos. Jair Bolsonaro alegou o estado de sua saúde para não ir ao debate da Globo, mas participou de "debate" sozinho na Record. Seus colegas presidenciáveis disseram que ele "amarelou".


Santinhos


O "santinho" é um material de propaganda eleitoral impresso do qual consta a foto e o número do candidato. O nome vem de prática da Igreja Católica de distribuir o mesmo tipo de material com nomes verdadeiros de santos. Ao ser levado para a política, a palavra "santinho" ganha uma dose de ironia, já que os políticos podem apelidados de tudo, menos de santos.


A surpresa


Muitos petistas apostam que Rogério Carvalho será a surpresa na disputa do Senado Federal, sendo o segundo mais votado. A turma do Reino de Deus garante que será Heleno Silva, tem advogado apontando Henri Clay e delegado que apostam em Alessandro. JB e seus correligionários têm a certeza de que ele será o “cara”.


Direitismo


Na história eleitoral brasileira nunca houve um presidenciável de extrema direita, como acontece agora com Jair Bolsonaro. A única exceção foi Plínio Salgado, do partido Ação Integralista Brasileira, que se lançou candidato a presidente em 1937 e retirou a sua candidatura ao saber que Getúlio Vargas daria o seu golpe no fim daquele ano. Mas que fique claro que o fascismo de Plínio Salgado era "fichinha" comparado com as ideias racistas, xenófobas, homofóbicas, antidemocráticas, dfos dias de hojeetc. Além disso, o fascista Plínio Salgado tinha leituras, escrevia livros, enquanto Jair Bolsonaro nada leu e nada escreveu e, para esconder a sua ignorância, manda as pessoas dar um pulo no Posto Ipiranga. O seu discurso é composto de frases de efeito ultra-conservadoras que agradam a massa ignara e um certo grupo de eleitores de classe média.


Segurança


Exército, PF, PRF e PM estarão atuando na segurança das eleições deste ano em Sergipe. Tem gente achando que é pouco.


Os queridinhos


Os empresários sergipanos, em sua maioria, simpatizam com as candidaturas de Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e João Amoêdo à Presidência da República. Todos eles aparecem mal nas pesquisas.


É barato


Cada mulher ou homem que segura bandeira de partido e candidato nas ruas e avenidas de Aracaju recebe diariamente R$ 30. Vale lembrar aos senhores candidatos que pelo sábado à tarde e todo o domingo, que são dias de descanso do pessoal, deve ser pago um pouco mais.


Boca de urna


Muitas pessoas dizem que o"boca de urna" (o pedido de voto de quem está na fila para votar") acabou. A abordagem dos cabos eleitorais é que ficou mais longe da sala de votação. Eleitores são assediados a uns 100 metros das escolas onde a votação ocorre.


Desatualisados


Não são poucos os sítios de órgãos públicos que ficam desatualizados. Isso é sinal de desleixo ou falta de preocupação com os contribuintes que pagam os salários dos servidores públicos em qualquer nível de governo. Em qualquer busca não objetiva por vários desses sítios, observa-se esse problema.


Comissão da Verdade


O governador Belivaldo Chagas prorrogou até agosto/2019 os trabalhos da Comissão Estadual da Verdade (CEV). Os trabalhos teriam que ser finalizados (com o relatório já pronto) até agosto deste ano. No momento, os membros da CEV estão catalogando fotos e documentos, bem como redigindo o Relatório final.


Fazenda Velho Chico


Na parte sergipana do rio São Francisco, foram formados, por conta da baixa vazão da Usina Hidrelétrica de Xingó (variando entre 550 m³s e 750 m³s), bancos de areia onde cresceu farta vegetação. Então, criadores de gado da região passaram a usar esses bancos de areia para alimentar as suas manadas. Fora do rio, o que se nota são os estragos provocados pela estiagem.


Exemplo francês


A França é o país onde a ameaça de vitória de candidata da extrema-direita reuniu a maioria dos partidos para barrar o fascismo representado por Jean-Marie Le Pen numa ocasião e por sua filha Marine Le Pen em outro momento. Nós não temos certeza de que o eleitorado brasileiro compreenderá o perigo social e político para a nossa democracia que Jair Bolsonaro significa se ganhar a eleição presidencial.


Itabaiana elegerá quatro estaduais ?


Com cerca de 60 mil eleitores, Itabaiana terá condições de eleger quatro deputados estaduais (Luciano Bispo, Talysson, Maria Mendonça e Vardo da Lotérica)?




Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
05/10
18:08

Cadastro de currículo é oferecido no bairro Coroa do Meio

Ação na capital deixou a população esperançosa por vagas de emprego

Como forma de enfrentar os problemas ocasionados pelo desemprego na capital, a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) sempre busca alternativas que estimulem o encaminhamento dos cidadãos às vagas disponíveis no mercado de trabalho. Exemplo disso foi a realização da Sexta do Cadastro, que aconteceu nesta sexta-feira, 5, na Unidade de Qualificação Profissional (UQP) José Joaquim dos Santos, com o intuito de cadastrar currículos da população em diversas funções que necessitam de mão de obra.

Na ocasião, as vagas oferecidas foram voltadas para as áreas de auxiliar de cozinha, estágio operacional/refrigeração, camareira, mensageiro e garçom. Ao final da ação, mais de 100 pessoas puderam ser atendidas e, agora, aguardam a oportunidade de participar dos processos seletivos e dar um novo passo para a construção de um futuro melhor.

Segundo o diretor de empreendedorismo e cooperativismo da Fundat, Márcio Rodrigo, a ideia de realizar a ação é de aproximar a Fundação das unidades de acordo com a demanda das empresas, com o intuito de facilitar a vida das pessoas que almejam um espaço no mercado de trabalho. "É um serviço contínuo. Quem já se dirigiu à Fundat e tem o seu cadastro lá, continua participando normalmente dessas vagas. Quem não conseguiu vir hoje, pode se dirigir à sede para fazer o cadastro. Para tal, os interessados trouxeram a carteira profissional, o RG e o CPF. De acordo com as solicitações das empresas, nós vamos encaminhando as pessoas para as vagas", afirmou. 

Rildo Silva, de 29 anos, não mediu esforços para comparecer à UQP e deixar seus dados disponíveis para as empresas interessadas em funcionários com o seu perfil. Para ele, apesar de já ter tido outras oportunidades de emprego, a situação de crise em que o país se encontra contribui para o agravamento do desemprego. "Já trabalhei como vendedor, atendente, operador de caixa. Fiquei sabendo dessa ação através de amigos e vim buscar uma oportunidade, porque hoje em dia está difícil conseguir emprego. Trabalho mais como informal, mas pretendo ter um emprego com carteira assinada para poder ter mais estabilidade. Acho importante a Fundat oferecer esse tipo de oportunidade, é uma forma de dar mais esperança pra gente. É uma boa chance, principalmente para os jovens de hoje em dia", enfatizou.

Embora Janecleide Bezerra, de 23 anos, nunca ter tido a experiência de ter um emprego com carteira assinada, a estudante contou já ter trabalhado algumas vezes, porém sem sucesso até o momento. De acordo com ela, o que não falta é força de vontade para conquistar seus objetivos. "Quero muito ter o meu cantinho, igual todo mundo. E fiquei sabendo que a Fundat estaria cadastrando os currículos, aí eu vim tentar a sorte. Não tenho uma área de preferência, qualquer coisa que me colocarem eu trabalho, só preciso da chance de trabalhar. Eu fiquei surpresa com essa ação, porque foi tudo bem rápido, e achei muito bom da parte da Fundat. Achei bastante importante porque ajuda a gente, traz oportunidades para quem realmente está precisando. Espero que, se eu não conseguir, quem esteve aqui consiga, porque já vou ficar feliz com isso", explanou.

Foto: Ascom Fundat



Variedades
Com.: 0
Por Redação
05/10
17:57

Toffoli exalta constituição e diz: "é preciso fazer ecoar os gritos do nunca mais"

Ministro repudiou movimentos fascistas e enalteceu a cidadania da Constituição

Durante as solenidades realizadas ontem à tarde no Supremo Tribunal Federal (STF) para comemorar os 30 anos da Constituição de 1988, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do STF, ministro Dias Toffoli, afirmou: “É função primária de uma Constituição cidadã fazer ecoar os gritos do nunca mais”. E enfatizou: “Nunca mais a ditadura, nunca ao fascismo, nunca ao nazismo, nunca ao racismo, nunca a discriminação”.

Essas frases foram proferidas no Salão Branco do STF durante o lançamento, pelos Correios, de um selo comemorativo do aniversário da Constituição. Antes disso, no plenário do STF, em sessão solene da Suprema Corte, Toffoli afirmara: “A grandeza de uma nação está em se inserir no jogo democrático e ter a coragem de se ver como uma democracia. E cabe a nós, do Supremo, sermos os garantidores desse pacto”.

Presente à cerimônia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que “este ato reverencia um dos momentos mais importantes da história brasileira, lembrando à nação que este é o documento que rompeu com um regime de exceção e arbítrio e inaugurou o regime democrático que tem na centralidade de suas regras a defesa da dignidade e da liberdade humanas”. A procuradora destacou ainda que a Constituição é respeitada por sua política estruturante de defesa das liberdades individuais.

O mesmo raciocínio foi desenvolvido pelo ministro do STF Marco Aurélio de Mello: “Os direitos fundamentais são a parte mais importante do projeto constitucional de 1988, envolvidos os valores liberdade, igualdade e dignidade. A concretização desses direitos tem sido a principal missão do Supremo", afirmou o ministro.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, advertiu que “o Brasil vive um dos períodos mais turbulentos, controversos e complexos de toda a sua história republicana. Jamais se viu nada igual, a não ser em regimes de exceção”. Na opinião do advogado, o lado positivo é que tudo isso está acontecendo sob “o escudo da Constituição Federal e os excessos podem e serão cobrados na forma da Lei”. Lamachia alertou ainda que “a falsa paz é a das tiranias, a paz dos cemitérios. As democracias, sim, fazem barulho, bendito barulho. Mas isso não exclui, muito pelo contrário, o zelo constante pela moderação”.

O presidente da República, Michel Temer, também presente, afirmou que "não há caminho fora da Constituição”. Para Temer, o país tem equivocadamente uma “compulsão perversa”, uma necessidade “extraordinária” de, a cada 20 ou 30 anos, achar que é preciso um novo Estado.

Via: Portal JFSE
Foto: Cesar Itiberê




Política
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Por Redação
05/10
17:37

Parceria entre Google e TSE é firmada para esclarecer dúvidas dos eleitores

Serviço visa fornecer ao usuário respostas para dúvidas quanto as Eleições 2018

O Google fechou uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para facilitar o esclarecimento de dúvidas dos eleitores antes da votação do próximo domingo (7). A partir de hoje (5), quando for feita a consulta “Como votar?” no buscador será oferecida uma caixa especial de informações elaborada a partir da consultoria do tribunal. Ali, o eleitor ficará sabendo, entre outros pontos, quais documentos são necessários, como votar na urna eletrônica, qual a ordem de voto na urna e qual o horário da votação.

Com a questão “Onde Votar?” será possível identificar o local de votação preenchendo o nome ou número do título de eleitor, mais a data de nascimento e o nome completo da mãe. O Google Maps pode mostrar ainda o melhor caminho para chegar à seção.

A apuração dos resultados também terá recursos especiais. Com a busca “resultado eleições 2018” ou “apuração eleições 2018” será aberta uma caixa no topo da página com os números atualizados. O sistema funciona de modo semelhante para responder consultas com o nome dos candidatos a presidente ou dos partidos. No Google Assistente, a pergunta “Ok Google, qual o resultado das eleições?” fornecerá o resultado final da votação.

Via: Agência Brasil


Variedades
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Por Redação
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