26/11
07:22

Sérgio Guerra vem dar posse à Carlos Alberto no ITV

 O deputado federal Sérgio Guerra participa nesta quinta-feira (28), em Aracaju, da posse dos novos dirigentes do Instituto Teotônio Vilela (ITV) de Sergipe. A instância política do PSDB será presidida pelo advogado Carlos Alberto Menezes. O evento acontece às 15 horas, no auditório da CDL, onde Guerra concede entrevista coletiva à imprensa. Em pauta> sucessão 2014, política de alianças e outros temas inerentes ao processo sucessório...



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
24/11
21:05

A geração de emprego em 2013

Ricardo Lacerda*

Resistindo a três anos de crescimento econômico modesto, na esteira do segundo mergulho da economia mundial na crise financeira, os números do mercado de trabalho brasileiro em 2013 mantêm-se surpreendentemente bons. 

Até o mês de outubro foram gerados 1.464.457 novos empregos formais na economia brasileiras. Nos doze meses entre novembro de 2012 e outubro de 2013, o saldo de emprego formal gerado foi de 1.036.889, equivalentes a uma taxa de crescimento de 2,59%. É razoável projetar que ao final do ano o crescimento do emprego se firme nesse patamar de um milhão de empregos. 

A taxa de desocupação de outubro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE foi de apenas 5,2%, a menor para aquele mês na série histórica iniciada em 2002. Com a exceção da Região Metropolitana de Salvador, em que a taxa de desocupação é de 9,2%, nas demais áreas pesquisadas (as regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) os resultados mostram uma situação de mercado de trabalho que se aproxima do pleno emprego (ver Gráfico 1). 

É verdade, também, que o numero de pessoas ocupadas nas regiões metropolitanas pesquisadas vem crescendo a taxas menores em 2013, o que não vem impedindo a queda na desocupação porque a evolução no número de pessoas ocupadas continua crescendo em ritmo superior ao da População Economicamente Ativa (PEA), com a notória exceção da região metropolitana de Salvador. O outro lado da moeda é que a PEA cresce em velocidade inferior ao da população em idade de trabalhar, a chamada a População em Idade Ativa (PIA), o que significa que tem aumentado a proporção de pessoas de dez anos ou mais em situação de desalento em relação às oportunidades do mercado de trabalho. 

Outro aspecto importante fornecido pela pesquisa do emprego nas regiões metropolitanas é de que o rendimento médio habitual das pessoas ocupadas continua crescendo, ainda que a taxas um pouco menores do que em anos anteriores.

As informações, em conjunto, apontam para um mercado de trabalho ainda robusto, com taxa de desocupação reduzida, com capacidade de geração de emprego formal em velocidade superior ao aumento da oferta de mão de obra, com os rendimentos crescendo, mas é fato também que todos esses indicadores melhoram de ritmo mais lento do que em anos anteriores. 

Sergipe

Em Sergipe, foram criados 4.993 empregos formais em outubro de 2013, o melhor resultado do mês na série 2003-2013 (ver Gráfico 2). Foi também o melhor mês de 2013 no que tange a geração de emprego formal. O emprego de outubro em Sergipe foi puxado pela contratação nos setores de agropecuária e da indústria química (etanol), com o início da safra da cana-de-açúcar. A retomada do emprego no complexo sucroalcoleiro tem um grande significado para Sergipe, depois de dois anos em que tais atividades pouco contrataram, por conta dos efeitos da estiagem.
 
Entre janeiro e outubro do corrente ano, foram criados em Sergipe 11.753 postos formais de trabalho um resultado ainda robusto. Nos últimos doze meses encerrados em outubro o saldo de novos empregos formais alcançou 9.363, equivalentes a uma taxa de crescimento do emprego de 3,24%, taxa acima da média da região Nordeste (2,34%) e dos 2,59% do Brasil. 

Nesse período, lideraram a contratação em Sergipe a atividade de serviços técnicos (3.859), impulsionada pela implantação do call center no bairro industrial, atividade muito intensiva em mão-de-obra, o comércio (2.562), um grupo que inclui hotelaria, alimentação e reparação, com 2.174 novos empregos, e a área de saúde, com 1.635. 

A construção civil voltou a contratar ao longo de 2013, depois de um corte massivo no final de 2012.  Entre janeiro e outubro criou 1.464, mas ainda não repôs a integralidade do contingente cortado ao final do ano passado. Outro fato muito positivo é que a indústria têxtil tem contratado em 2013, situação bem diferente do ano passado. Entre janeiro e outubro de 2013, a atividade têxtil já abriu 442 novas vagas, e fechou os últimos doze meses com incremento de 393 postos de trabalho adicionais. 




*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/
 


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
24/11
21:03

É proibido proibir

Clóvis Barbosa - Blogueiro e conselheiro do TCE-SE

 

Entro na polêmica das biografias autorizadas. Para começo de história, sou contra a ingerência do biografado ou herdeiros, na obra do autor. Também, tenho ojeriza a autor, seja na biografia, crônica, artigo, tese, etc., que quando são processados pela suposta prática de calúnia, difamação ou injúria, passam atacar o ofendido como um cerceador da liberdade de expressão e que o ato de ir à Justiça pedir reparação ao dano causado seria uma forma de censura. Ao contrário, isto é cidadania. Quem tiver a sua honra atingida por um escrito, deve sim pedir explicações, seja através do direito de resposta, interpelação, ação criminal ou reparação de danos. Os instrumentos jurídicos existem para isso. Agora, ficar o pretenso ofensor vociferando e tirando uma de vítima, aporrinhando instituições sérias com suas anomalias, não deixa de ser coisa de barraqueiro medíocre. Eu mesmo já respondi a oito processos em face dos meus escritos. Nunca fui me esconder atrás das saias de grupelhos corporativistas e jamais dei publicidade. Simplesmente fui para o embate ou, num caso, retratei-me diante da injustiça que entendi ter causado.

Mas voltemos ao tema principal. Não dá para entender as derrapagens dadas por Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Roberto Carlos, dentre outros participantes de um grupo denominado “Procure saber”, que resolveram defender a tese de que as biografias deveriam ser autorizadas pelo biografado. Primeiro, ressalto, que sou admirador do talento musical de todos eles. Li todas as obras de Chico e sou leitor semanal das crônicas de Caetano. Segundo, que tais comportamentos vão de encontro às próprias experiências de vida de todos eles em seus discursos musicais. Se alguém escrever qualquer tipo de ataque à honra de Chico Buarque, por exemplo, o que isso vai alterar a sua grande obra musical e literária? Em nada!

Há uns três anos foi lançado em Paris um livro que causou a maior polêmica. Tratava-se de uma obra de Michel Onfray, doutor em filosofia, defensor do hedonismo, do ateísmo e da anarquia, autor de mais de 40 livros. A obra, “Le Crépuscule d’une Ídolo – L’affabulation Freudienne” é tida como um morteiro de alto calibre direcionado à vida e obra freudiana. Após passar o sarrafo na psicanálise, acusando-a de ser uma ciência nazista e fascista, entra na vida pessoal de Freud, acusando-o de se apropriar de textos de Schopenhauer e Nietzsche, de ser um burguês inveterado pela celebridade e até de manter uma relação adúltera com uma cunhada que vivia em sua casa. Por fim, taxa-o de falocrata, misógino e homofóbico. A reação ao escrito de Onfray, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, edição de 25 de abril de 2010, Caderno Mais, vieram de dois intelectuais: Elisabeth Roudinesco, psicanalista, nascida em 1944, professora de História da Universidade de Paris, autora de “Em defesa da Psicanálise” e a “A Parte Obscura de Nós Mesmos”; e John Forrester, Chefe do Departamento de História e Filosofia da Ciência na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, autor de “Seduções da Psicanálise”. Roudinesco, inclusive desafiou Onfray para um debate e ele não aceitou. Interessante, tanto o nazismo como o fascismo não morriam de amores pela psicanálise. E sabem de uma coisa: não estou nem aí para o que dizem de Freud. O que interessa é o legado que ele deixou para a humanidade, como o enfoque que ele dá à questão do desenvolvimento humano.

Claro que não acredito que Caetano e companhia tivessem a intenção de controlar o que se escreve sobre eles. Mas cometeram um grave equívoco naquele primeiro momento. Roberto Carlos, por exemplo, já disse que é a favor de biografias não autorizadas, desde que haja alguns “ajustes”. Que “ajustes”? Aquele imposto pelo próprio biografado? Meu amigo Roberto, escrever uma biografia, em princípio, é um ato de homenagem, de estima e de respeito ao biografado. É claro que aqui ou ali vai ter casos de biografias de achaques à honra e dignidade, como aquele a que me referi sobre Freud. Por outro lado, quem envereda pelo mundo da vida pública, como é o caso dos artistas e dos políticos, têm que entender que embora o ordenamento jurídico proteja a honra, tutele o decoro e ampare a dignidade do cidadão, não se presta para satisfazer caprichos, para atender injustificáveis melindres ou para encampar exageradas susceptibilidades. Portanto, é o preço que se paga por ter uma vida pública. Quem não quiser correr tal risco deve limitar suas atividades ao campo dos negócios privados. Algo idêntico evidencia-se na literatura. Poetas, romancistas etc., publicam suas obras. Esperam aplausos do público. Acontece que, frequentemente, a crítica é inexorável. Sempre haverá alguém para descer impiedosamente o sarrafo na produção artística do literato. Pois bem, se o poeta ou o romancista não desejarem submeter-se a esse desgaste, devem seguir o conselho contido na ponderação de lio Dantas: “A liberdade de criticar consagra um direito incontestável. E quem, pela sua excessiva sensibilidade, pela sua delicadeza doentia, não pode ou não quer ser criticado, não publica livros”.

Por isso tudo, enfatizo e ratifico que qualquer cidadão com pendores para a pesquisa e com vocação para as letras, pode e deve escrever sobre a vida de quem quer que seja, sem qualquer tipo de cerceamento ao seu direito de livre manifestação do pensamento, desde, evidentemente, que respeite a honra alheia e seja fiel à verdade contida em suas pesquisas e material colhido. Vetar a publicação de biografias que não tenha a autorização prévia é censura e vai de encontro ao estado de direito democrático. Ademais, quem não quiser ter a sua vida estudada e avaliada, faça como a grande atriz Ava Gardner, que escreveu a sua autobiografia. Na orelha do seu livro de memórias, “Minha História”, ela diz: se eu não contar a minha versão da história, será tarde demais e aí algum biógrafo vai agir por conta própria, acrescentando incorreções”.

A verdade é que todo o barulho nesse caso das biografias foi originado na Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Associação Nacional dos Livros (ANEL) contra as disposições dos artigos 20 e 21 do Código Civil, que dizem: Art. 20. “Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”. Parágrafo único. “Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes”. Art. 21. “A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma”.

Enfim, na certeza de que essas normas estariam corretas e numa falsa premissa que os interesses dos artistas estariam sendo vilipendiados pela ação dos editores de livros, o “Procure Saber” partiu em defesa do texto do Código Civil. Colocou-se mal na fita e foi mal interpretado. Afinal, Caetano Veloso, como ninguém, sabe que “é proibido proibir”.

 

Clóvis Barbosa escreve quinzenalmente aos domingos.



Coluna Clóvis Barbosa
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
24/11
20:51

Jackson Barreto, o PT e o desafio à física

José Lima Santana - É professor de Direito da UFS

            Surpreendeu-me na segunda-feira, 18, ao chegar de viagem, a notícia da renúncia do deputado federal Márcio Macedo em concorrer à disputa na eleição interna do PT, marcada para o dia 24, em segundo turno. Depois do acordo entre o também deputado federal Rogério Carvalho, que saiu na frente no 1º turno, e a deputada estadual Ana Lúcia, a vitória de Rogério consolidar-se-ia no embate do dia 24. Sem dúvida. Márcio Macedo jogou a toalha. Ora, não adiantava mesmo ir para o embate. Seria mais desgaste para o PT, que precisa de tranquilidade para traçar os novos rumos, agora sob o comando de Rogério e com a participação direta da ala liderada pela deputada Ana Lúcia. Novos tempos para o petismo sergipano? Não digo que os cacos precisam ser juntados. Não considero que tenha havido a quebra do vaso petista. Não. Houve apenas algumas ranhuras. Nada que não se possa consertar vencido o calor da campanha. O PT sergipano, diante da ausência momentânea do governador licenciado Marcelo Déda, tomará, sim, rumos novos. Os estranhamentos que se verificaram nos debates pré-eleitorais internos hão de ser revistos. O pragmatismo deverá se impor. O PT, sem o comando direto do seu líder estadual maior, Marcelo Déda, buscará os caminhos que o possam fazer reencontrar o rumo. Dificuldades serão encontradas, mas o foco deverá ser mantido. E o foco é a continuação, não do PT isoladamente, mas do grupo inteiro que está no poder. Afinal, o PT não chegou sozinho ao governo do Estado em 2006, nem chegaria jamais, ou, no mínimo, não chegaria tão cedo. Em 2010, o grupo aumentou com a adesão do bloco liderado pelo PSC do então deputado federal e candidato ao Senado, Eduardo Amorim. Depois, o bloco diminuiu com a saída do senador Amorim e seus aliados, criando, inicialmente, dificuldades para a governabilidade, em termos de composição governista na Assembleia Legislativa.

            E o que Jackson Barreto tem a ver com isso? Aparentemente, nada. Todavia, no fundo no fundo, tem tudo a ver. Ora se tem. Jackson encontra-se numa situação delicada. Assumindo o governo estadual, vem encontrando dificuldades para a condução da máquina administrativa por conta dos entraves causados, sobretudo, pelas finanças públicas. Os Municípios estão em dificuldades. Os Estados, idem, salvo um ou outro, como também ocorre com certos Municípios que não dependem tanto assim do FPM, como poucos Estados não gravitam tanto em torno do FPE. Além disso, há situações pontuais muito graves. A situação dos reajustes dos servidores públicos, questões inerentes à Educação, os problemas na Saúde e os desgastes provocados na Segurança Pública, apesar dos esforços empreendidos pelas autoridades da área. Tudo isso servirá de mote para a oposição que, a bem da verdade, precisa se articular melhor para o embate. Tem tudo para fazê-lo e sair-se muito bem.

            Jackson precisa ajudar Rogério a contornar arestas no PT. O próprio PT terá que promover certas compensações internas, a fim de manter a unidade partidária. Eles é que sabem o que fazer e como fazer. Administrativamente, JB também poderá fazer compensações. Nada mais natural. Os vagões devem estar nos trilhos. E não devem descarrilar sob pena de comprometer a marcha da campanha eleitoral em 2014. O governador em exercício sempre foi ágil em resolver as coisas. Na última terça-feira, um parente de JB me disse que ele é capaz de quebrar uma lei da Física, qual seja a de que um corpo não pode ocupar dois lugares ao mesmo tempo. Parece absurdo. O tal parente, que não é metido em política, me explicou: “Jackson é capaz de ir, por exemplo, a uma festa em Siriri, percorrendo o espaço da festa, para que o povo o veja, seguindo para outro compromisso em Dores, dali indo a outro evento em Glória, sendo sempre visto pelo povo. Circula em Glória, conversando aqui e ali, volta a Dores, onde circula novamente entre o povo e retorna a Siriri, para que o povo novamente o veja. Tudo isso numa noite. Ora, o povo vai dizer em Siriri que viu Jackson a noite toda por lá. O povo de Dores dirá o mesmo. E o de Glória idem. Assim, ele desafia a Física”. Será? O certo é que ele é ágil e dá canseira em seus auxiliares. Alguns estranham o seu tranco. E ele precisa acelerar a locomotiva que puxa os vagões da máquina administrativa. Do contrário, a oposição encontrará facilidade para vencer em 2014. Plagiando Raul Seixas, a oposição está “com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a [hora] chegar”. Os irmãos Amorim não são nada bobos, politicamente falando. Não são mesmo. Têm dado provas disso. São articulados. Sabem planejar e agir. E, como se espera, hão de botar o bloco na rua com vigor.

            Jackson Barreto precisa ter um papel importante no acerto das fissuras petistas. Não internamente, mas, sim, externamente, no que ele pode ajudar. Sem esquecer os demais partidos aliados, claro. Todos sem exceção. Os que realmente se portam como tais. JB precisa planejar mais e melhor, na política e na administração. E isso não quer dizer perda de tempo. Ao contrário. A propósito, disse Abraham Lincoln: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado”.

            Uma observação sobre o meu artigo anterior: o DNA de ninguém dita o ritmo da minha vida, a não ser o da minha família, que é genuinamente dorense, ou seja, originária somente de Dores, ao menos desde a segunda metade do século XIX, quando um bisavô (Joaquim Leite Silva, avô materno da minha mãe) veio de Penedo. “DNA político” de ninguém me faz escrever. Escrevo o que penso, contentando ou descontentando A ou B. Sobre isso, não estou nem aí. Escrevo, às vezes, sobre o que dizem. Quem manda dizerem o que não devem? E notinhas tolas não passam de notinhas tolas. Quem mandou escrever e quem escreveu, no dia 19, em outro jornal, uma notinha tola sobre o meu artigo (“As lideranças do PSB e o apoio a Jackson Barreto”) não esperavam por esta: o deputado federal citado na notinha supostamente atribuída ao diretório estadual do PSB não fala comigo desde agosto de 2012. Há um ano e três meses, portanto. Quem se interessar, pode comprovar isso. É fácil. DNA de quem quer que seja? Passo ao largo da tal notinha. Pensando bem, de quem é o DNA de quem (injustamente ou não) bateu no senador do PSB, que continua tendo o meu respeito, nas emissoras de rádio no curso da semana finda?

            Bom domingo aos leitores e às leitoras internautas, razão de ser dos meus escritos livres, que, segundo relatos colhidos, agradam a muitos e desagradam a alguns (no jornal e em três sites, dentre estes o blogprimeiramao). Hummm...! Eu prefiro mesmo são os causos de Dores.

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 24 e 25 de novembro de 2013. Publicação neste site autorizada pelo autor. 



Colunas
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
24/11
20:15

Coluna Primeira Mão - Política e Economia

Zona de Expansão:São Cristóvão prepara comissão para assumir comando

Pelos dados e mapas apresentados por técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, de Sergipe (IBGE-SE),  ao vice-prefeito de vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB), São Cristóvão teria direito a uma nesgazinha de terra, na área do manguezal do rio Vaza Barris. Seria muita lama e algo em torno de uns 20 caranguejos, 40 aratus e 60 siris. E pronto. A Zona de Expansão, em sua quase totalidade, ficaria com Aracaju. Só que a Prefeitura de São Cristóvão deve lançar nos próximos dias a sua Comissão de Negociação para receber mais terras do que pensam os aracajuanos.


Amorim defende Direito e Música na UFS de Itabaiana

Com o objetivo de garantir a população que seus direitos sejam respeitados com mais profissionais da área jurídica e também fazer a vida das pessoas mais feliz através da arte, o senador Eduardo Amorim assumiu a luta para que sejam criados os cursos de Direito e Música no Campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Itabaiana. Na manhã desta segunda-feira, 25, o senador iniciou sua batalha pelos dois cursos diretamente com o reitor Angelo Antonioli. Durante o encontro, Amorim se colocou à disposição da UFS ´para o encaminhamento de outras reivindicações necessárias para o crescimento e consolidação dos investimentos da instituição federal de ensino superior.

Senador vai levar as reivindicações para o MEC


"Estamos pedindo aqui, junto ao reitor, e também já debatemos esse assunto em Brasília, com o ministro Mercadante (Educação), para que Itabaiana receba esses novos cursos. Direito é sempre um curso que chama a atenção e garante o crescimento da universidade e da comunidade. E Música é algo que enriquece a alma de um povo. Esses dois cursos são nossas prioridades neste momento", disse Eduardo Amorim. O reitor Angelo Antonioli reagiu de forma positiva aos pleitos do senador. "O campus de Itabaiana é bastante especial para nós. E o que eu puder fazer para que a cidade cresça cada vez mais, eu farei", disse Angelo, ressaltando que, a partir do momento em que os recursos estiverem disponíveis, os pedidos serão prontamente atendidos.

Jackson defende penas mais duras para empresas que abandonam obras

 

"Lamentavelmente há empresas que disputam licitações, vencem dando um preço abaixo do que é praticado no mercado e depois não têm capacidade financeira de tocar as obras. Isso cria dificuldades para a imagem do governo, mas principalmente para a sociedade que seria a maior beneficiada". O desabafo é do governador em exercício, Jackson Barreto, que na tarde desta segunda-feira, 25, em reunião no Palácio de Veraneio, tratou com líderes estudantis da reforma da Escola Estadual Olavo Bilac, que já deveria estar concluída, mas a empresa que venceu a licitação a abandonou.


JB recebe estudantes que denunciam empresa



"Os estudantes vieram denunciar a empresa que abandonou a obra, mas nós já tínhamos tomado providência: vamos fazer uma nova licitação para colocar outra empresa. É bom que a opinião pública saiba que o governo, quando faz a licitação, tem os recursos garantidos, mas infelizmente há empresas que não cumprem com o compromisso assumido", afirmou o governador em exercício. Jackson também defendeu que sejam incrementadas as formas de se punir essas empresas. "O governo paga um preço do qual não tem culpa, quando na verdade deveria haver penalidades mais duras até por parte do Ministério Público para com estas empresas que acabam causando um prejuízo muito grande para a rede escolar".

ACESE receberá o Governador em Exercício durante Almoço com Negócios


A 9ª edição do Almoço com Negócios da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), receberá como palestrante o Governador em Exercício, Jackson Barreto (PMDB), que fará o balanço de 2013 e apresentará aos presentes, as perspectivas para 2014. A ACESE já convidou todos os associados, empresários sergipanos, autoridades e jornalistas para para esta edição, que será realizada excepcionalmente na proxima quinta-feira (28) às 12h no Mercure Hotel.



Governo vai pagar o 13º salário até 20 de dezembro e preservará todos os direitos

O governador Jackson Barreto já garantiu e o 13º salário dos cerca de 50 mil servidores públicos estaduais será pago até o dia 20 de dezembro. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado do Planejamento, Zezinho Sobral, que destacou o esforço que tem sido feito para viabilizar isso e as ações já colocadas em prática para que o ?aperreio? de hoje não venha a se repetir em 2014. Os recursos virão das parcelas do Fundo de Participação do Estado (FPE) e das medidas adotadas para conter gastos. Não serão adotados cortes sobre salários de nenhum servidor, como tem sido propagado através de boatos. Além das medidas de contenção de despesas já anunciadas, o governo pretende atrasar, se preciso for, o pagamento a empresas prestadoras de serviços, pois "Jackson Barreto já deixou claro que a prioridade é o servidor. Não dá para pagar em dia aos prestadores de serviço e deixar os servidores públicos sem acesso aos seus salários", explicou Zezinho Sobral em entrevista ao Jornal da Cidade. A economia administrativa definida pelo governo é fruto do trabalho da comissão de estudos financeiros criada em setembro por Jackson Barreto e que definiram conter gastos da ordem de R$ 80,1 milhões. O secretário explicou ainda que a administração está voltada para a captação de recursos para pagar o salário de dezembro e o 13º . "Na verdade, o governo pagou metade do 13º salário dos servidores no mês de aniversário e somente fará o pagamento integral àqueles que vão comemorar nova idade em dezembro. Isso nos permite dizer que o Governo pagará uma folha de R$ 270 milhões dos salários de dezembro e uma outra de algo em torno de R$ 120 milhões de 13º”, explicou.


Um corte duro nas despesas do governo do Estado


O próprio governador Jackson Barreto disse, durante a entrevista em que anunciou a contenção de gastos que “as medidas anunciadas hoje são duras, porém necessárias. Estamos enfrentando grandes dificuldades e precisamos adequar a máquina administrativa às condições financeiras do Estado. Não temos que colocar em foco o processo eleitoral, mas a administração pública e nossa responsabilidade perante a opinião pública. Somos gestores, administradores e temos que prestar contas do nosso trabalho à população sergipana. As medidas foram tomadas pensando na continuidade do trabalho que está sendo feito em favor do nosso povo. Temos trabalhado muito para melhorar a qualidade de vida do povo sergipano. É preciso que se tire qualquer gordura que exista na administração para finalizarmos nosso programa de Governo até dezembro de 2014. São medidas que não podemos mais protelar”.Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Jefferson Passos, o ajuste de R$ 80,1 milhões está concentrado na diminuição de gastos de custeio. Entre as medidas anunciadas, relembrou, estão a redução de 10% dos cargos comissionados - o que representará uma economia anual de R$ 8.503.793 - , a proibição da venda de licença ou de férias a partir deste mês, medida que resultará numa reserva de R$ 5,400 milhões; redução de 10% do montante gasto com convênios; suspensão de novas contratações temporárias, com exceção das já vigentes na Secretaria de Estado de Educação (Seed); redução de 20% nas gratificações discricionárias vinculadas à lotação do servidor e reversão do ônus de cessões e requisições de servidores cedidos a outros órgãos ou instituições.

 


Reforma do secretariado somente sairá em janeiro de 2014


O governador Jackson Barreto ainda não anunciou, mas tem conversado com alguns amigos e aliados que a reforma do primeiro escalão somente será realizada em janeiro próximo, quando também devem deixar os cargos aqueles que vão disputar eleições. Ele avaliou que não valeria a pena para aqueles que assumirão ficar um mês no carho (dezembro) sem ter nada a executar, uma vez que os recursos orçamentários de 2013 estão se acabando e iniciou o período de balanço, de prestação de contas. Com a medida diminui também os focos de tensão no governo, os comentários sobre quem vai sair por deficiências de atuação nas pastas, por opção própria ou ainda somente por que vai entrar na disputa eleitoral. Ainda que a reforma sofra um atraso por causa disso, toda a equipe continua em permanente avaliação.

Mulheres fazem ato contra a violência em Aracaju


O Movimento Mulheres em Luta (MML) realiza ato público no dia 25 de novembro - Dia Latino Americano e Caribenho de Combate à Violência Contra às Mulheres – em todo Brasil. Em Aracaju, o ato público está marcado para às 9h, com concentração na Praça da Bandeira.Segundo a organização, estarão reunidas mulheres da cidade e do campo. Estão vindos 150 mulheres agricultoras de Poço Redondo, Arauá, Santo Amaro, Tomar do Geru, Itabaiana e Frei Paulo, ligadas à Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Sergipe (FAFER). As mulheres realizarão uma caminhada em direção ao Palácio do Governo Estadual para entregar uma pauta de revindicações. As principais exigências são:

- Construção de Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher, funcionando 24h, nas principais cidades de Sergipe.

- Construção de Casas Abrigo;

- Atendimento psicológico às mulheres agredidas e seus filhos.

O MML agendou audiência com o governador em exercício, Jackson Barreto para às 11h30.


Valadares encaminha as discussões das emendas


O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) recebe nesta terça-feira, 26, prefeitos, dirigentes de empresas estatais de federais e estaduais e representantes do Governo de Sergipe para discutir as emendas de bancada ao Orçamento Geral da União (OGU), que serão encaminhadas à relatoria do projeto de lei no dia 28, quinta-feira, quando também acontecerá o último o último encontro para discutir o tema entre os 8 deputados federais, os três senadores, o governador de Sergipe em exercício, Jackson Barreto, o prefeito de Aracaju, João Alves Filho e outras lideranças. Há aproximadamente um mês, os prefeitos intensificaram os contatos com a bancada em busca da definição de seus municípios entre os contemplados com emendas coletivas (de bancada) e individuais, de autoria dos próprios parlamentares. Somente no final da tarde de quinta-feira a imprensa tomará conhecimento dos contemplados.


Valadares viabiliza emendas para ampliação da UFS 1


O senador Antonio Carlos Valadares (PSB) recebeu um apelo do reitor da Universidade Federal de Sergipe, na manhã da última sexta-feira (22), para a destinação de emendas para obras no campus universitário. Também esteve presente na audiência o vice-reitor, André Maurício, e pró-reitor de planejamento da UFS, Professor Rosalvo.
Entre as reinvindicações, a construção de uma pista de atletismo, estimada em R$ 4,5 milhões, através de recursos do Ministério do Esporte. “Esta é a única pista de Sergipe que já foi aprovada pelo Comitê Olímpico”, informou o reitor. Segundo o reitor, a Universidade ainda aguarda a liberação dos R$ 30 milhões de emendas do ano de 2012, sendo R$ 20 milhões para o Campus de Lagarto e R$ 10 milhões para o de São Cristóvão. As emendas foram empenhadas e não liberadas.


Valadares viabiliza emendas para ampliação da UFS 2


O reitor também informou haver um projeto para extensão do Campus de Lagarto para Simão Dias, para onde pretende levar um centro de reabilitação de fisioterapia e fonoaudiologia.
“O objetivo é transformar Simão Dias no referencial de atendimento em fisioterapia e fonoaudiologia, porque irá atender a toda região, inclusive no estado da Bahia”, revelou. O senador informa que apresentará os pleitos da UFS em uma reunião, prevista para a próxima terça-feira, onde serão discutidas as emendas para o ao de 2014. Na reunião, o senador pretende propor ampliação dos Campus da UFS de São Cristóvão e Itabaiana, que já têm a capacidade física máxima ocupada, além da consolidação do Campus de Lagarto. Atualmente, a UFS atende 31 mil estudantes. Há 8 anos, o contingente era de apenas 9 mil alunos.
“É necessária a ampliação do campus devido ao aumento da demanda”, reconheceu o senador.


“O PT não vive de ódio e nem alimenta isso”, diz João Daniel


O deputado estadual João Daniel, líder do PT na Assembleia Legislativa de Sergipe, afirmou não que os grupos ou tendências hoje existentes no PT serão preservados, independentemente da aliança que foi efita durante a campanha pela disputa do comando da agremiação. “Pelo que estou sabendo, isso não foi discutido e ninguém tem esse desejo. Acho que o presidente eleito, deputado federal Rogério Carvalho, deseja se preservar no seu "Campo Majoritário", os deputados estaduais Chiquinho Gualberto e eu, também atuamos no sentido de continuar no PT Classista e na Esquerda Popular Socialista, respectivamente. A deputada Ana Lúcia, que veio para o grupamento ao anunciar o apoio para o segundo turno, também não disse que pretende deixar a Opção de Esquerda. O que está acontecendo no PT é um novo momento com um grupo novo e isso vai ser muito bom para o Partido dos Trabalhadores.


Deputado petista aposta na preservação do bom relacionamento



João Daniel não acredita que os momentos de radicalismo da campanha venham a prejudicar o relacionamento internamente, entre os grupos, no PT. “Eu não acredito que isso venha a acontecer. Aposto numa boa convivência entre os diversos grupos do PT, inclusive com a participação de todos no diretório. Nós vencemos a disputa, mas não temos uma decisão de perseguir, afastar as pessoas do PT. Queremos fazer o PT crescer e, para isso, é necessário o trabalho de todos os petistas. As divergências internas que sempre existiram continuarão existindo e isso é bom para o debate interno, para a boa formação política democrática dos petistas. A democracia interna garantirá um PT que discute e que fala. Queremos o PT cada vez mais próximo do PT, como deseja o nosso ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Fomos eleitos para isso. A reaproximação do PT com o povo acontecerá”.


Obras inacabadas preocupam empreiteiros de Sergipe


Ao fazer sua exposição, sobre obras públicas, na reunião da União dos Legisladores e Legislativos do Brasil, sexta-feira, em Aracaju, o empresário Luciano Barreto revelou dados que chamaram a atenção os parlamentares. “O Paraná tem 184 obras públicas paralisadas. Olinda (PE) tem recorde de obras paradas, segundo o Jornal Diário de Pernambuco. No Nordeste existem 26 usinas de energia eólica que não fornecem energia porque as obras que cabiam as companhias de energias elétrica não foram feitas. O governo está pagando por uma energia que não é concebida”, comentou. Luciano Barreto disse que a Associação que preside contratou uma empresa especializada para fazer uma pesquisa importante neste sentido. “Apesar de não termos o relatório conclusivo, as primeiras informações dão conta que existem mais de 300 obras abandonadas ou inacabadas ou paralisadas em Sergipe. Esse é um assunto da maior importância e que, infelizmente, não foi inserido na pauta nacional. Obra cara é obra que não se conclui, que não tem prazo e que não tem qualidade”, disse.


Privilégios: Só se pensa em preços e comissão



O palestrante explicou ainda que hoje em dia só se pensa em preços e em comissão. “Já fizemos dois seminários sobre este tema e, um deles com a presença do presidente do Tribunal de Contas da União. Precisamos contribuir com esse debate. Como no futebol, na construção civil nós também temos as séries A, B, C, D... A série A, não tem o que reclamar. Temos grandes empresas brasileiras extremamente preparadas que levam o nome do Brasil para o mundo e recebem empréstimos vultuosos do BNDES e do Banco do Brasil”, comentou.



Prefeitura agiliza organização da festa de Revéillion em Aracaju


Com poucos recursos à disposição, a Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) já deu início à organização da festa de revéillion. O evento será realizado na orla de Atalaia, no mesmo local dos anos anteriores. Trabalha-se e ideia de prestigiar mais os artistas sergipanos e todos os ritmos.

Mário Dias é reeleito presidente do PT de Estância

 

O presidente do Diretório Municipal do PT em Estância, Mário Dias, foi reeleito, no último domingo (24), no segundo turno do Processo de Eleições Diretas (PED) da legenda. Candidato pela chapa Unidade Popular, ele obteve 379 votos e derrotou o Professor Dudu, candidato da corrente “Articulação de Esquerda”, que alcançou 374 votos. “A vitória foi de toda a militância do PT de Estância. Foi também uma resposta positiva ao meu primeiro mandato como presidente. Iniciaremos agora um novo momento, com maturidade, respeito às forças internas, diálogo e formação política, visando à construção da unidade necessária para apresentar ao povo de Estância um projeto consistente e alternativo para a cidade”, afirmou Márcio Dias. Ele ressaltou que o grupo que ele representa, liderado pelo vereador Dominguinhos e apoiado pelo deputado federal Márcio Macêdo, sai fortalecido deste PED e com mais responsabilidade para lidar com os desafios futuros.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
24/11
12:25

Sergipano Diego Costa faz golaço de bicicleta

 

Multimídia
Com.: 0
Por Kleber Santos
24/11
09:18

PF prende casal de traficantes dentro de avião, em Aracaju

A Polícia Federal prendeu na madrugada de hoje (1h40) um casal que trazia cocaína para abastecer o mercado consumidor de Aracaju. A prisão aconteceu dentro da aeronave da TAM, que fazia o vôo 3512, de São Paulo para Sergipe. A cocaína estava  presa no corpo da mulher. O homem que seria o receptador também foi preso. Detalhes sobre o fato serão divulgados na manhã desta  segunda-feira, 25.



Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
23/11
22:14

Em Aracaju, civis se encontram e lembram da vida que levavam quando militares

Ex-soldados do Exército têm encontro neste domingo, no Petroclube, em Aracaju


Eugênio Nascimento

 

 

Os jovens cinquentões que serviram ao Exército Brasileiro na Unidade Militar do 28º Batalhão de Caçadores em 1976 têm encontro a partir das 10h30 deste domingo, dia 24 de novembro, no Petroclube, em Aracaju. Como sempre, longas conversas sobre o período de serviço militar, mangações e muitas gargalhadas. Essas reuniões acontecem há vários anos, mas eu nunca fui. Sempre acontece alguma coisa urgente que atrapalha o reencontro com os “velhos” companheiros da caserna. Por causa disso, neste ano, eu os homenageio com algumas lembranças que ainda tenho daquele ano de prestador de serviço (na verdade, treinamentos para uso de armas, ordens unidas e atividades físicas em quantidades extremadas, em alguns casos).

Então com 18 anos, eu nunca tinha desejado para mim servir ao Exército e, confesso, lutei até o dia “D” para me ver livre disso. Na hora dos exames de saúde, disse que tive esquistossomose na adolescência e que por causa disso fui internado, falei do meu desejo de dar continuidade aos estudos, da necessidade de trabalhar para ajudar a minha família e da falta de vocação para a vida militar. Nada disso convenceu os médicos e muito menos o pessoal mais diretamente envolvido no processo de seleção. Apelei. Na hora “H”, um sargento gritou: quem não deseja servir passe para a fila do lado esquerdo. Cai na armação e pulei rapidamente. Todos que desejavam a dispensa ficaram no 28 BC, inclusive eu.

Cortei o cabelo, recebi as fardas e comecei a maratona de ordem unida (um, dois, três, quatro... quatro, três, dois, um), exercícios físicos, aulas de manuseio de armas, tiro ao alvo, lavagem cerebral sobre o papel das forças armadas no Brasil (em 1976 estávamos no auge do regime militar – o presidente da República era o general Ernesto Geisel e o governador de Sergipe José Rollemberg Leite), a importância do Exército, Marinha e Aeronáutica na defesa do Brasil e outras coisas mais. De repente, a suspensão das atividades daqueles que estavam servindo. Os comandantes das Companhias anunciaram problemas na tubulação do abastecimento de água e inicia-se a “Operação Deso”, para nós, ou “Operação Cajueiro”, para os acusados de serem comunistas e que foram presos. Todos nós, aprendizes de defensores da pátria, fomos para nossas casas.

Vários dias depois, fomos todos reconvocados. Exercícios nos pátios e campo de futebol, corridas pelas ruas de Aracaju (alguém cansado?), caminhadas para o povoado Feijão, em São Cristóvão. Numa dessas idas para São Cristóvão, o susto geral: aspirantes ao oficialato (recém-formados do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva – NPOR) carregavam uma caixa de explosivos (granada) e vários deles caíram e explodiram. Um aspirante morreu no local, outro perdeu a perna e vários outros militares ficaram feridos. Passamos três dias de tensão na área. Muita chuva, muito treinamento e muito medo de caminhar no local, pois várias outras bombas estavam espalhadas numa larga faixa de terra. Mas, felizmente, nada de grave voltou a acontecer e retornamos, então, para o quartel”.

Entre os oficiais da reserva, os chamados R2, o mais Caxias (rígido, como supõe-se ter sido o Duque de Caxias) era o tenente Oscar. Pense num baixinho invocado! Quando inventava de correr, não cansada, exigia postura e silêncio de todos, dava “carões” o tempo todo e, dizem as más línguas, quando atendia ligações telefônicas de seus superiores batia continência e ficava em posição de sentido. Mais Caxias do que ele só mesmo o tenente Romão Filho, um oficial formado pela Academia Militar de Agulhas Negras (AMAN). Adorava ver a gente cansado, baqueado e determinar duras sessões de exercícios físicos. E quando resolvia “dar umas voltinhas” em Aracaju, jogava duro. Um dia, estávamos todos prontos para almoçar no quartel e aí um dos soldados falou alguma besteira e todos rimos. Foi nossa desgraça. Meio dia em ponto, saímos correndo e cantando e seguindo a canção (a menina bonitinha, que trabalha na tv, fica toda...) até a sede do DNER. Na porta do órgão, ele perguntou: “alguém cansado?” E a ele respondemos pausadamente e bem afinados: “ninguém cansado”. Fomos bater na praia de Atalaia. Outro Caxias era o sargento Eraldo.

Entre os R2, os soldados gostavam muito dos tenentes Cardoso, Menezes, Gurreiro e Cruz. Eram mais amigueiros, conversadores e não enchiam o nosso saco quando davam de cara com a gente nos bares da vida bebendo ou em festas como Carnaval e São João. Alguns oficiais e sargentos mais rígidos mandavam a gente se retirar do ambiente, nos mandavam para casa ou para o quartel, quando estávamos no mesmo bar que eles. Cabisbaixos saíamos do local. Isso era terrível para aqueles que gostavam de beber, incluindo eu. Aqui prá nós, entre os oficiais da 1ª Companhia, na qual eu servi ao Exército, o mais querido era o então capitão (Joseluci) Prudente. Era compreensivo, tinha consciência de que a gente não era militar de carreira, e dava alguns cortes nos oficiais que exageram nas atividades físicas e outros treinamentos, evitava punições exageradas, mas nunca esquecia de puxar as nossas orelhas, quando isso era preciso. Depois ele foi promovido até chegar ao coronelato e comandou a Polícia Militar de Sergipe.

Tem uma mulher daquela época que tem direito a muitas homenagens dos “soldadinhos” do 28 BC. Refiro-me à prostituta que rondava o quartel conhecida como “Tabaco Militar”. Perguntei a muitos ex-soldados qual o nome real dela, mas ninguém soube informar. Volta e meia quebrados, os soldados recorriam à ela para o sexo fiado. Ela anotava o nome, número do soldado e companhia numa caderneta e partia para a cama, às vezes até mesmo em pé, nas proximidades da Vila dos sargentos, ao lado do quartel. Não lembro do preço, mas era coisa barata, dava para os “quebradinhos” pagar. Ela dava conta de sete a dez soldados por noite. Sei que cobria bem a guarnição militar e todos a tratavam com respeito. Quando alguém tentava lhe atingir com grosserias físicas ou não pagar o que devia, ela denunciava para alguns “amigos” e o “carinha” aparecia com o dinheiro no dia seguinte. Tabaco Militar era uma soldada do sexo e deveria ser chamada para o encontro deste domingo.

 

Alguém sabe por onde anda ela?



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 2
Por Eugênio Nascimento
Primeira « Anterior « 1 2 3 4 5 6 7 8 9 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos