23/11
14:53

Confira a previsão do FPM para todos os municípios de Sergipe


O valor do repasse de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de dezembro está estimado em R$ 3,470 bilhões, que deverá ser creditado para todas as prefeituras até o dia 10, adianta o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.

Veja anexo o estudo completo e a relação por Município do Estado de Sergipe:

Clique AQUI e veja o gráfico em tamanho ampliado.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
23/11
14:33

Um olhar territorial sobre o Nordeste

Ricardo Lacerda*

Nos dias 17 e 18 de novembro, o BNDES realizou na cidade de Recife seminário para lançamento do livro Um olhar territorial sobre o desenvolvimento: Nordeste. A publicação integra coleção que abrange as cinco macrorregiões brasileiras. 

Os cinco volumes, dos quais dois já lançados (Amazônia e Nordeste), foram elaborados com o propósito de orientar o planejamento das ações do banco de desenvolvimento econômico e social, em geral guiado pela perspectiva setorial, a partir de um recorte de desenvolvimento regional, mas as contribuições da publicação certamente vão muito além desse objetivo institucional. 

O Olhar territorial 

Cada volume está estruturado em três partes. Uma parte introdutória que buscou sistematizar as principais contribuições dos capítulos e os desafios que afloram das reflexões elaboradas nos capítulos.

A segunda parte é dedicada a apresentar as ações do BNDES nos últimos dez anos em um recorte regional, detalhando os financiamentos que foram realizados segundo cada uma das suas áreas operacionais. Essa seção traz uma riqueza de informações, contemplando os investimentos em energia e logística, na área industrial, na infraestrutura social (educação, saúde, saneamento, mobilidade urbana), nas atividades agropecuárias e sociais e as ações voltadas para o meio ambiente. 

Dada a importância do banco de desenvolvimento no financiamento dessas áreas no Brasil, os relatos setoriais com recorte espacial desenham um cenário consistente dos investimentos mais estruturantes que foram realizados, cujo conhecimento a respeito é fundamental para compreender as transformações por que passaram as regiões no período.

A parte final é constituída por capítulos elaborados por profissionais convidados  vinculados à academia, agências federais ou estaduais de desenvolvimento ou ainda relatos de experiências empresariais. São reflexões sobre o significado e limites do progresso social e econômico das regiões e sobre os desafios que se colocam para a sua continuidade. 

O Seminário

No seminário de lançamento do livro dedicado ao desenvolvimento territorial do Nordeste, coordenado pela professora Maria Helena Lastres, da assessoria da presidência do banco, e pelo Chefe do Departamento Regional Nordeste, Paulo Ferraz Guimarães, foram apresentadas análises e reflexões apoiadas nos capítulos publicados e avaliações mais recentes sobre as perspectivas para a região. 

Foram debatidos temas de grandes relevâncias para o desenvolvimento da região, desde as oportunidades de expansão da oferta de energias renováveis (eólica, solar e biomassa) aos investimentos programados para os próximo anos em infraestrutura de transporte, em seus vários modais. 

A professora  Maria Lúcia Falcón, da Universidade Federal de Sergipe, apresentou uma síntese do capítulo que elaborou para o livro sobre o papel do estado e do planejamento regional para o desenvolvimento do Nordeste, destacando as várias escalas espaciais e os horizontes temporais das ações de planejamento.  

Participei de mesa com as honrosas presenças de especialistas em economia regional, a professora Tânia Bacelar, da UFPE, e o professor  Jair Amaral, da UFC, e de técnicos  da área de planejamento do BNDES sobre os Desafios e as Oportunidades para o Desenvolvimento do Nordeste. 

Perspectivas para o Nordeste

Parte do debate focou o abrangente progresso social e econômico que marcou a evolução da região nos últimos doze anos. Procurou-se avaliar o significado das transformações, afastando-se  de explicações simplistas que procuram atribuir o recente desenvolvimento social e econômico da região unicamente às transferências de recursos federais para famílias e governos da região. 

Para além dos mitos consagrados, firmou-se no seminário a avaliação de que os investimentos públicos em infraestrutura econômica e social, os investimentos privados induzidos para a região pelas políticas de desenvolvimento ou pelo crescimento da renda, a abrangente inclusão social, a incorporação de largas parcelas da população ao mercado de consumo provocaram transformações estruturais que colocaram o Nordeste em novo patamar de desenvolvimento. Com isso, novos desafios se colocam para a região que permanece como a mais pobre e a mais carente de infraestrutura física e de conhecimento. Enfatizou-se a urgência de se propor uma política de envergadura suficiente para mudar a realidade da sub-região semiárida. 

Destaco duas dimensões do mercado de trabalho que revelam o quanto a região avançou e como as carências se mantêm muito elevadas. Entre 2002 e 2013, o contingente de empregos formais da região saltou de 4,85 milhões para 8,9 milhões, incremento de notáveis 83%, equivalentes a crescimento médio anual de 6,3%. Apesar disso, o censo demográfico de 2010 ainda constatou que 59% da força de trabalho ocupada na região região se encontrava em atividades informais.

Entre 2000 e 2010, o nível de instrução da população nordestina avançou significativamente, mas o quadro geral é ainda muito ruim. O número de profissionais com grau de doutor na região saltou de 3.705, em 2000, para 15.446 em 2010. A participação das pessoas de 25 anos ou mais que possuíam curso superior multiplicou catorze vezes, passando de inexpressivos 0,5%, em 2000, para 7,1%, em 2010, da população com 25 anos ou mais. Também foi muito expressiva a expansão da força de trabalho com curso médio completo ou superior incompleto, que representava 4,7% das pessoas com 25 anos ou mais em 2000 e alcancou 21,1%, em 2010 (ver Figura). 

Somando essas duais faixas de escolaridade, quase 30% da população em 2010 contavam com curso médio ou superior, o que habilita a região a receber investimentos de maior complexidade técnica e em novos setores de atividade. De outra parte, quase seis em cada dez pessoas de 25 anos ou mais de idade não contavam com ensino fundamental completo, demonstrando a dimensão do esforço necessário para elevar a escolaridade da população regional. 


A publicação sobre a Amazônia já está disponível no portal do BNDES na internet e, em breve, o volume sobre o Nordeste também poderá ser acessado no link https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/.


Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 1
Por Kleber Santos
23/11
13:31

Coluna Primeira Mão

Brasil comemorará 30 anos de democracia em 2015


Em 15 de março de 2015 os brasileiros vão comemorar 30 anos da retomada do processo de convívio político democrático no país. É verdade que o reinício veio de forma indireta (via Colégio Eleitoral do Congresso Nacional), com a eleição do presidente Tancredo Neves, que morreu antes da posse e foi substituído pelo seu vice José Sarney, isso depois de 20 anos de ditadura militar, que se instalou com o golpe de 1964.

De 1985 para cá, o brasileiro vem reaprendendo a viver em um Estado de Direito e consolidando passo a passo a sua democracia, embora isso desagrade a alguns segmentos direitistas que recentemente se sentiram provocados com a reeleição da presidente Dilma Rousseff nas urnas e andam buscando, “malandramente” fortalecer o discurso da necessidade de um novo golpe nos brasileiros.

Apenas o direito de livre pensar, livre falar e poder escolher quem pode e deve governar o Brasil seria o suficiente para que comemorações dos 30 anos da redemocratização. Mas nesse período muita coisa aconteceu. No governo Sarney, o susto com a insistente presença da elevada inflação e no governo Itamar Franco (o vice que assume coma cassação de Fernando Collor)a volta dela ao controle com a criação do Plano Real.

A jovem democracia assume proporções melhores nos governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso (dois mandados), Luiz Inácio Lula da Silva (dois mandatos) e Dilma Roussef (um mandato e se encaminhando para o segundo a partir do dia 1º de janeiro de 2015). O país volta a crescer, o desemprego abre espaço para o quase emprego total para todos, as políticas sociais beneficiam as pessoas mais pobres e é garantido o direito de voz à todos os cidadãos.

Pelo que já aconteceu de bom, os brasileiros têm muito a comemorar. E vão comemorar. A democracia é um bem de todos, inclusive daqueles que se manifestam renegando-a. Por isso, aposta-se que no dias 15 de março de 2015, março do fim dos governos militares no Brasil, o povo vai às ruas de cara pintada e alma lavada dizer não aos golpistas, dizer que o Brasil está no rumo certo e reafirmar o desejo de que o país de que o país cresça com a participação de todos e distribua as suas riquezas para todos.

 

 

 


Mudança de nomes - MPF de Volta Redonda dá bom exemplo


O Ministério Público Federal encaminhou à Câmara de Vereadores e à Prefeitura de Volta Redonda (RJ) pedido no sentido de que seja retirado o nome do general-presidente Emílio Garrastazu Médici de uma ponte que fica na cidade. Foi dado um prazo de 90 dias para que isso seja viabilizado. Medida idêntica bem que poderia ser feita por aqui, onde temos núcleos habitacionais, escolas e estádios de futebol com nomes dos generais-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva e Garrastazu Médici. Já há iniciativa neste sentido no Legislativo, mas mudança nenhuma aconteceu até agora.


Dinheiro brota - Os políticos dizem trabalhar demais, levar uma vida de sacrifícios, sem tempo para a família, para trabalhar pelo e para o povo e se irritam quando são alvos de críticas. Mas, aqui para nós, uma pessoa conquista um mandato, passa a ter um salário de pouco mais de R$ 20 mil por quatro anos e conseguir comprar um ou dois apartamentos de R$ 1 milhão (cada), um ou dois carros de R$ 200 mil (cada) e ainda uma fazenda de R$ 2,5 milhões e, muitas das vezes, até mesmo também uma casa de praia de R$ 1 milhão e´algo muito suspeito. Isso às vezes acontece também com gente que ocupou cargo no primeiro escalão de governos estadual e municipais.

 

 

Terceirizados - Sindicalistas ligados a entidades do serviço público estadual garantem que os terceirizados são bem mais que os ocupantes de cargos comissionados, pouco mais de 2 mil, conforme o último levantamento. Dizem também que há casos de quarteirizações – empresas terceirizadas contratam serviços de outras para agilizar seus serviços.

 

 

 


Há duas versões -
Os comentários nos meios políticos dão conta de que o governador Jackson Barreto (PMDB) estaria apoiando a candidatura do deputado estadual peemedebista Luciano Bispo para a Presidência da Assembleia Legislativa. Mas políticos próximos do governador garantem que JB liberou todos que desejam o cargo a entrarem em campanha, na caça ao voto. Parece que Luciano anda mais rápido que os demais e conversa com todos os parlamentares e dá a entender que realmente quer o cargo.


Dois novos sergipanos –
Nesta segunda-feira, dia 24, a Assembleia Legislativa realizará sessão especial para a entrega de título de cidadão sergipano ao vice-reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), professor André Maurício Conceição de Souza, e ao servidor aposentado do Incra, em Sergipe, Luiz Gonzaga da Silva. A entrega dos títulos foi uma propositura do deputado João Daniel (PT). Segundo ele, essa é uma forma de homenagear essas duas importantes personalidades que, há anos, estão em nosso Estado e, cada uma na sua área, vêm contribuindo para o desenvolvimento sergipano. A sessão especial na segunda-feira terá início às 17 horas, no plenário da Assembleia Legislativa. O professor André Maurício é natural de Belo Horizonte (MG) e Luiz Gonzaga, de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte.


Vai ou não vai? - Os opositores do governador Jackson Barreto (PMDB) enchem o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) de elogios como forma de atraí-lo para o bloco do prefeito João Alves e do senador Eduardo Amorim. Valadares entra nessa onda se optar por agir como adolescente e pegar a contramão, pois todos sabem que a turma da oposição está “doidinha” para virar governo. O senador Eduardo Amorim (PSC), o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), e o seu vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) já disseram que o bloco da oposição está aberto ao senador Valadares, que não tem dado respostas.


Boas conversas - O deputado estadual Arnaldo Bispo (DEM) andou conversando com o seu colega de Assembléia, Venâncio Fonseca (PP). O teor da conversa, ele não revela, mas fala-se que abriu as portas para o diálogo entre o irmão, Luciano Bispo (PMDB), e Fonseca sobre a sucessão da mesa diretora da Alese e outras coisas mais. É para breve.


De volta - O senador Eduardo Amorim (PSC) reassume a sua cadeira no Senado Federal nesta semana. Ele passou o cargo para o segundo suplente, Kaká Andrade, há quatro meses e se entregou à campanha pelo Governo de Sergipe. Não obteve sucesso nas urnas e agora está de volta ao parlamento.


Corte geral nos CCs - Busca-se, com as críticas às demissões de comissionados apenas atingir o prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), quando na verdade estão ocorrendo exonerações em todos ou quase todos os municípios. Em algumas localidades, os prefeitos têm apenas poupado os parentes e os amigos muito próximos.


Semana decisiva –
O governador Jackson Barreto (PMDB) declarou na noite da sexta-feira passada que esta semana que hoje se inicia será decisiva nas discussões e encaminhamentos das medidas de contenção de gastos. Algumas delas já entraram em prática, a exemplo do uso de telefone celular. Os usuários terão limites me não poderão mais fazer uso de internet.


Fusão certa –
Já é praticamente consenso a fusão da Emdagro com a Cohidro. Outras empresas podem entrar no pacote, mas a Deso fica fora disso

 

 


Cortes pesados virão -
.Como os cortes com água, luz, telefone, aluguel de carros, gasolina, atuação em comissões e em grupos de trabalho, além de cargos comissionados são insuficientes para atingir os R$ 30 milhões/mês estabelecidos como meta do governo, medidas mais duras vem por aí. Quais? Não sei. Mas que vem. Isso vem.

 

 


Mudanças no secretariado –
O Governo já está definindo as fusões e extinções de Secretarias, Subsecretaria e reduções de diretorias de estatais, mas somente em dezembro encaminhará projeto de lei reformatando a estrutura do Estado à Assembleia Legislativa de Sergipe em dezembro próximo, quando também pretende anunciar quem são os ocupantes das pastas.


Desarmamento já - Essa matança toda que anda ocorrendo no interior do Estado deveria estimular o governo a fazer uma campanha séria de desarmamento. Em algumas cidades do agreste, o povo anda pelas ruas com revólver e faca peixeira na cintura. De dia e de noite. E na madrugada os corpos das vítimas são encontrados jogados nas ruas da vida.

 

 

 


Chapa única no Sebrae - Apenas uma chapa se inscreveu para disputar o comando do Sebrae em Sergipe. O prazo para concorrer ao pleito do próximo dia 25, quarta-feira, terminou no dia 20 e a chapa única é composta por Gilson Figueiredo (presidente do Conselho), Emanoel Sobral (Superintendente), Marcelo Barreto (diretor Técnico) e Eduardo Prado (diretor Administrativo e Financeiro).

 

 

Irmãs Siamesas – A mesma crise que atinge o Estado se faz presente em todos os 75 municípios

As mesmas dificuldades financeiras por que passa o Governo do Estado atingem também os 75 municípios sergipanos, incluindo Aracaju, e em todos eles, assim como na esfera estadual, os opositores discursam mostrando os problemas e apontando soluções, já de olho na disputa eleitoral de 2016. Vários prefeitos estão demitindo CCs, paralisando algumas poucas obras que estavam em andamento e atrasando salários. Ainda assim, alguns políticos cujo grupo está de olho na sucessão estadual de 2018 expõem o problema como se fosse exclusivo do governo. O quadro ficou mais ou menos assim: está o sujo falando do mal lavado.


Nos bastidores, políticos dizem que bancada do governo pode chegar a 17 membros


Nas conversas de bastidores nos meios políticos o que mais se ouve falar é em adesão de políticos oposicionistas ao bloco governista. Isso sempre acontece depois das eleições e antes da posse do governante eleito e nos primeiros três ou quatro meses após a posse. Desta feita fala-se muito que a bancada de apoio ao governador Jackson Barreto (PMDB) vai sair dos 13 eleitos pelos partidos de sua base para 16 ou 17 deputados. Os mais ousados afirmam que poderá chegar a 20. Há exageros, é claro. Mas se essas projeções continuarem subindo, o deputado estadual Capitão Samuel vai terminar sendo líder de si mesmo, já que JB declarou publicamente que o único que não aceitaria em seu bloco seria ele.

Bolha do mercado imobiliário está murcha em Sergipe
 

 

A bolha, que durante os últimos cinco ou seis anos inflou o mercado imobiliário de Sergipe com muitas vendas e preços em alta,  está murchando e os valores praticandos pelo mercado de imóveis estão em queda. Comentários nesse sentido são feitos diariamente pelos corretores, que andam preocupados com a queda nas comissões. No Salão Imobiliário os preços de alguns imóveis foram reduzidos em até 35%, conforme estão anunciando as empresas.

 



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
23/11
10:13

Pano de’nágua

José Lima Santana*
Professor do Departamento de Direito da UFS

Segunda-feira é um dia preguiçoso. Ou melhor, é um dia que dá preguiça em muita gente. Afinal, nenhum dia poderia ser dado a espreguiçamentos. Afora o bicho chamado preguiça, lento demais da conta, quem tem preguiça é o bicho homem, enquanto espécie. Embora digam por aí que tem animais irracionais também dados a uma vadiança. O cachorro Pituca, vira-lata rabugento de Pedro de Clarinha de Osório Gato, era desse tipo preguiçoso. E imaginem os leitores e as leitoras que o danado era tido como cão de caça. Valei-me! O bicho só vivia deitado, deixando escapar um magote de pulgas e soltando bufas pra danar. Para acompanhar o dono numa caçada de preás, quando ainda se podia fazer isso, ou seja, quando inadvertidamente se matava à larga os bichinhos do mato, era um Deus nos acuda. Pituca era do tipo que nem servia para rodopiar atrás do próprio rabo. “Fio” da gota molenga! Mas, na hora de bater para o bucho uma tigela de estanho cheinha de café com farinha, que sempre foi comidinha de cachorro de pobre, ele era ativo como só vendo. Comia e deitava. Coçava as pulgas e bufava. Um horror! Afora isso, preguiçoso mesmo é o bicho homem. Isto é, alguns sujeitos e algumas sujeitas o são. Ah, segunda-feira, dia mais pachorrento...! Dia que nem deveria existir no semanário de atividades. Então, a semana começaria na terça-feira? Daria no mesmo.

O primeiro dia de batente, para quem é do batente, é ruinzinho pra danar. E se o sujeito é dado a tomar todas no domingo, de ir, por exemplo, à praia de Atalaia, quem é de Aracaju, empanturrar-se com não sei quantos caranguejos, entupindo o casco com vinagrete, para dar aquela chupada, que faz barulho, aí então a segunda-feira vira um suplício. Deve ter até quem, ao acordar na segunda-feira, às vezes cutucado pela madame, diga ou pense em dizer: “Pai, afasta de mim este cálice”. E aqui, claro, eu não cometo nenhuma heresia, nenhum sacrilégio ao rememorar a frase angustiante do Verbo Encarnado, naquele momento, talvez, tormentoso, em que a humanidade do Filho apelou para a misericórdia do Pai, para, a seguir, entregar-se por completo à salvação de todos nós, ao proferir: “Seja feita a tua, e não a minha vontade”.

Segunda-feira. 17 de novembro de 2014. Acabei de chegar de viagem. Depois de uma semana inteira em Brasília (Vôte! Três vezes vôte!), em intermináveis reuniões, fui assistir ao meu Flamengo escapar de vez do rebaixamento, para, assim, continuar, ao menos por enquanto, como o único grande clube de futebol do Rio de Janeiro a não descer os degraus com destino à “segundona”. Tenho que dar uma batidinha na madeira. Batidinha uma ova! Dei foi uma “batidona”! Pra lá, azar... Cheguei à sede de uma entidade pública federal e fiquei, numa fila, ouvindo as pessoas lorotando enquanto cada uma aguardava a vez de ser atendida. Conversa daqui, conversa dali, e eis que um sujeito vestindo a farda de uma empresa de terceirização de mão de obra, dialogava com outro da mesma empresa, que vestia a mesma farda. Conversa animada de quem estava, no começo da tarde, ainda tentando se acostumar com aquela segunda-feira. Depois de frases e risos, um indagou ao outro: “Quando será que a firma vai dar pra gente uma camisa decente? Essa parece que foi comprada na sulanca”. E o outro: “Essa firma que t’aí? Nunca que ela vai dar uma coisa que preste!”.

Fiquei pensando, e quase o fiz em voz alta: “A terceirização de mão de obra não é de toda má, na Administração Pública, mas se os gestores não tomarem cuidado, recebem cada bucha, cada furada! E os empregados também”. No momento lembrei-me de vários casos de algumas empresas desse tipo de prestação de serviços, que acabaram “quebrando”, deixaram os empregados a ver navios e a Administração Pública contratante com encargos dobrados. Responsabilidade solidária.

Mas, tornando aos dois sujeitos, que continuavam em animada conversa vespertina, o que fizera a indagação comentou: “O motorista Piaba disse que esse tecido da camisa parece pano d’nágua”. E o outro: “E que cabrunco é pano d’nágua?”. Ao que o interlocutor respondeu: “E eu lá sei o que é pano d’nágua!”. Os dois gargalharam. Outras pessoas na fila também sorriram, principalmente uma senhora pra lá de sexagenária. Esta riu às escâncaras. Era uma mulher simples do povo, dessas que, achando graça em algo, não têm pejo de lascar uma estrepitosa gargalhada, que tanto deve lhes fazer bem, e que tanto, também, são censuradas por certas pessoas que parecem viver de mal com a vida. Ah, como soa bem uma sonora gargalhada, dessas de dobrar e redobrar o riso, num fôlego só!

Aquela senhora mais do que risonha e que estava logo atrás de um dos sujeitos, que vestiam camisas do tal pano, explicou: “Com licença, meus filhos, o cara lá quis dizer que a camisa de vocês é parecida como pano de anágua. Vocês são jovens, mas devem saber o que é, ou o que era uma anágua, não é não?” E tornou a gargalhar. Aí ninguém se conteve, nem mesmo uma patricinha de bermuda mais do que justa e curta, deixando à mostra mais de um palmo de coxas, e blusinha azul do tipo fiapinho de pano, que, até então, estava compenetrada, completamente alheia ao mundo, pois teclava com sofreguidão no smartphone cor de rosa, entregue aos prazeres virtuais do “zap-zap” (whatsapp), essa endiabrada febre maculosa virtual, que é mais contagiosa do que a gripe aviária ou o ebola.

Pois era. Era, sim, pano de anágua a que o tal Piaba se referiu, ao comparar o pano ralo das camisas dos dois sujeitos. “Pano d’nágua!”. Ah, como eu adoro esse linguajar coloquial, gostoso e espontâneo do povo! A língua falada, errada ou não, tem lá os seus encantos, quando é a língua genuína do povo, com sotaques e falares tão diferentes, espalhados por esse “Brasilzão” de meu Deus, que nem a operação Lava-jato conseguirá passar a limpo. Limpo como anáguas brancas com rendinhas, bicos e babados, passadas no anil, como antigamente faziam as lavadeiras, no açude de Nossa Senhora das Dores, que as espalhavam nos arbustos para quarar, separadas das outras roupas multicoloridas.

“Pano d’nágua...”. Pensando bem, acho que a República brasileira está vestindo um pano d’nágua. Ai de nós!

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 23 e 24 de novembro de 2014. Publicação neste site autorizada pelo autor.


Coluna José Lima
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Por Eugênio Nascimento
22/11
22:54

É preciso punir institutos de pesquisas eleitorais de malandragem

Eugênio Nascimento


Eleição traz gostos e desgostos sempre. Aqueles que trabalharam e reelegeram a presidente Dilma Roussef (PT) em outubro deste ano, por exemplo,  andam para lá de satisfeitos com a vitória e com os compromissos por ela assumidos na campanha, principalmente com o ideário de preservação e até mesmo ampliação das políticas sociais. Mas a turma do senador Aécio Neves (PSDB) ainda não absorveu a derrota nas urnas e anda culpando as pesquisas eleitorais, instrumento que tanto usou na campanha para mostrar aos brasileiros o seu crescimento.

 

O mesmo comportamento de Aécio teve em Sergipe o grupamento liderado na campanha oposicionista pelo senador Eduardo Amorim. Durante a campanha, usou as pesquisas para mostrar que estava bem cotado para assumir o Palácio de Despachos e na reta final, derrotado pelas mesmas pesquisas que usava em benefício próprio, chegou a encomendar uma ao instituto W1 mostrando que ele seria o vitorioso.  Propagou isso por uns cinco ou seis dias intensamente, em carros de som, pregando ilusões aos eleitores. Eduardo se iludiu e perdeu.

 

Agora, na esfera federal, volta o debate sobre a utilidade das pesquisas. Quem se deu mal com os seus números alega que eles foram manipulados para induzir o eleitor a votar naquele que aparece como o primeiro colocado. Quem conquistou a vitória avalia que os números apresentados eram verdadeiros e isso ficou provado nas urnas. E ficou mesmo.

 

Mas as duas partes (oposição e situação), a depender das circunstâncias,  são favoráveis ou contra as pesquisas eleitorais, um instrumento criado para mostrar uma realidade momentânea e que tende sempre a agradar a um e a desagradar o outro, gerando até mesmo condições desconfortáveis para os candidatos.

 

Por causa disso, há uma proposta em avaliação em Brasília de proibir a publicação de pesquisas 15 dias antes dos pleitos. A iniciativa não é boa, pois os mesmos políticos que são contra a divulgação das pesquisas fazem suas consultas populares de “armação” com institutos de “malandragens” para eles mesmos divulgarem junto ao povo e induzir o processo eleitoral.

 

A melhor proposta para moralizar as pesquisas é punir com elevadas multas, coisa em torno de R$ 4 milhões, por exemplo, os institutos cujos números finais de suas pesquisas não estejam bem próximos da realidade das urnas. Isso poderá induzir os donos a atuarem com mais seriedade, os partidos e candidatos a trabalharem para conquistar votos e o eleitor a confiar nos números divulgados. Outra coisa: determinar aos institutos de malandragens pagar dez vezes mais o valor gasto na campanha pelos candidatos que forem suas vítimas.

 

Não dá para  minimizar o papel das pesquisas nas eleições, ainda que todos saibamos que alguns donos de instituto agem de forma indecente nas eleições para ganhar dinheiro de candidatos que são beneficiados por  seus números.

 

No mais, as pesquisas devem sempre estar presentes nas eleições. Elas impulsionam as campanhas e o desejo de participação nas manifestações de ruas, contrariam alguns, alegram outros e, quando sérias, apontam até mesmo as linhas de discursos que devem ser feitos pelos candidatos para atender os interesses do povo e os seus próprios.



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
22/11
20:45

Embrapa e UFS renovam convênio para formação de mestres e doutores

O convênio tem por objetivo o fortalecimento dos programas de pós-graduação da UFS e pesquisas da Embrapa

 
 
 
 
 
O chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Manoel Moacir Macedo, foi recebido pelo reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Angelo Roberto Antoniolli, para a renovação de acordo entre as duas instituições com foco no fortalecimento dos programas de pós-graduação da UFS e pesquisas da Embrapa.

Os gestores assinaram o termo aditivo prorrogando por mais cinco anos o convênio de cooperação, que implementa a parceria para formar mestres e doutores nos diversos ramos das ciências agrárias e biológicas. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Ronaldo Resende, participou do ato como testemunha.

Por conta da parceria prevista no acordo, nos últimos anos pesquisadores da Embrapa têm ministrado disciplinas em diversos cursos dos programas de mestrado e doutorado da UFS. Em contrapartida, os novos cientistas completam sua formação atuando como bolsistas de pesquisa em projetos liderados pela Empresa.

Atualmente, dez pesquisadores dão aulas tanto nos campi da UFS quanto nos laboratórios, salas de treinamento e campos experimentais da Unidade da Embrapa. Uma centena de graduandos e pós-graduandos da instituição de ensino realizam projetos de pesquisa com bolsas na Empresa, e cerca de 50 dissertações e teses de pós-graduação estão em andamento ou em conclusão, além de diversos artigos científicos e participações em congressos.

Antoniolli vê na Embrapa uma parceira fundamental para fortalecer os resultados das ações da Universidade no ensino, pesquisa e extensão em benefício da sociedade sergipana. "As tecnologias geradas pela Embrapa são muito importantes para o nosso desenvolvimento social, e nós da UFS temos a preocupação com a formação de recursos humanos que possam atender às demandas regionais e que sejam capazes de transferir conhecimentos e produzir melhorias na qualidade de vida dos sergipanos", afirmou.

Para Macedo, a renovação do termo reforça o compromisso da Embrapa e das demais organizações públicas de atuar de maneira integrada. "Não podemos atuar isoladamente. Nossas forças produtivas devem ser somadas em prol do desenvolvimento do país. Esses acordos ajudam a reforçar o trinômio ‘ensino-pesquisa-extensão' e ampliam os resultados das ações de cada parceiro", defendeu.

Foto: Saulo Coelho
foto legenda: Reitor (dir.) assina renovação observado por Macedo (centro) e Resende (esq.)


Variedades
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/11
08:19

Governo chama representante de bares da orla e declara apoio aos comerciantes

Membros do Governo do Estado reuniram-se na manhã desta quinta-feira, 20, com representantes dos bares localizados na Orlinha da Coroa do Meio e na Rodovia José Sarney para declarar apoio à causa dos comerciantes. Na ocasião, os secretários de Comunicação, Sales Neto, de Turismo, Adilson Júnior e o presidente da Adema, Vanderlê Correia afirmaram que buscarão uma solução negociada para a manutenção dos bares, respeitando o meio ambiente.

Esta semana, alguns proprietários foram notificados pela Justiça Federal pois o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) ajuizou 12 ações civis públicas com o objetivo de regularizar a ocupação da faixa de praia em Aracaju. São réus na ação órgãos do Governo Federal, Governo do Estado, Prefeitura de Aracaju, além dos proprietários de 49 bares localizados na Rodovia José Sarney e 16 bares da Orlinha da Atalaia.

Segundo o secretário de Estado da Comunicação, Sales Neto, o governador Jackson Barreto determinou que os órgãos de estado se colocassem a disposição dos comerciantes para que se chegue a uma adequação que não prejudique os proprietários e nem traga danos ao meio ambiente.

“O governador Jackson Barreto sabe da importância destes bares para o turismo do estado, para nossa economia e para os trabalhadores daqueles bares e deixa claro o seu posicionamento de apoio e solidariedade aos destes estabelecimentos”, disse o secretário.

Sales Neto disse ainda que “É preciso coordenar esforços para buscar um entendimento, através do diálogo. Faremos tudo que for possível para evitar uma medida extrema, como seria a derrubada desses estabelecimentos. Nosso governo tem um viés social muito forte, é uma marca do governador Jackson Barreto. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar a preservar os bares e os empregos gerados naquele local”, explicou Sales Neto.

O presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Wanderlê Correia, explicou que as adequações necessárias a serem discutidas na busca de um entendimento com MPF devem considerar as especificidades dos dois locais, orlinha da Atalaia, mais conhecida como orlinha da Coroa do Meio e a região da Sarney. Para o presidente do órgão, a caracterização dos espaços como área de preservação permanente deve ser revista.

“São duas situações específicas que estão no processo: a Sarney e a orlinha. A Sarney, por exemplo, teve sua primeira descaracterização quando se construiu a pista, que separou um lado do outro, inclusive descaracterizando a questão da restinga, que é o que caracteriza as áreas de preservação permanente quando ela é dissociada das dunas. Então, hoje, pela característica que se encontra naquela área, que foi antropizada, na nossa concepção não seria, assim, uma área de preservação permanente. O Governo vai continuar dialogando com os proprietários, porque é interesse do Governo essa relação e por reconhecermos a importância dessa atividade econômica”.
Wanderlê Correia informou ainda que desde 2009 vem sendo discutido e colocado em prática o projeto Orla Legal, coordenado pela Advocacia-Geral da União (AGU) com a participação de todos os órgãos ambientais, incluindo o Ibama e a Adema e também a Prefeitura, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU). “Disponibilizamos dois técnicos exclusivos para atender este projeto, no sentido de fazer a regularização ali da área da Sarney. Nesse sentido, dos 51 bares, 35 já têm licença de operações nas quais foram dadas diante de algumas adequações que foram exigidas tanto pelo órgão ambiental quanto pelo órgão municipal de urbanização”.

O presidente da Associação dos Bares e restaurantes da Orlinha da Coroa do Meio, Paulo Queiroz, informou que todos foram surpreendidos com a notícia da possível demolição e elogiou o rápido apoio dado pelo Estado na busca de uma solução. “Tanto nós, da orlinha da Coroa do Meio, quanto o pessoal da Sarney estamos todos apreensivos. A participação do Governo para gente é fundamental. Os secretários se colocaram a disposição, os órgãos do Governo estão nos oferecendo apoio jurídico. Todo esse apoio, para nós, é fundamental”.

De acordo com Queiroz, só nos bares da orlinha da Coroa do Meio, são empregadas 220 pessoas com carteira assinada. “Ainda tem os empregos indiretos, vendedor de amendoim, de peixe, picolé. Posso dizer sem sombra de dúvidas que, ao todo, mais de 1.500 pessoas trabalham ali”.

O secretário de Estado do Turismo, Adilson Júnior, reforçou a preocupação do Governo com a questão, que traz apreensão para o turismo, para a economia no estado, mas que é principalmente uma questão social, com os empregos gerados naqueles locais.

“Convidamos os representantes de bares e restaurantes para esta reunião para mostrar a solidariedade do Governo do Estado e mostrarmos a preocupação com o prejuízo social, com o desemprego que uma ação dessa pode criar, com o prejuízo econômico, caso esse dinheiro pare de circular no estado, e com o prejuízo turístico, já que estes bares são referências para os turista que chegam a Sergipe e procuram nestes espaços, por exemplo, o caranguejo, que é uma tradição nossa. Então quando estes bares deixam de existir, deixa de existir esse destino para os turistas. Então a gente se solidarizou com eles, colocou a nossa assessoria jurídica a disposição e embora a Secretaria de Turismo não seja parte do processo, a gente vai tentar entrar de alguma forma na discussão pelo prejuízo que o turismo sofrerá”. (Da assessoria)



Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/11
07:54

TRE/SE recebe visita da mesária voluntária mais idosa de Sergipe

Os eleitores participaram do processo democrático do país para eleger seus candidatos. Para esse processo, há uma peça fundamental: o mesário. Figura fundamental na hora da votação, sem o qual o Pleito não seria o mesmo. O mesário organiza a seção eleitoral e orienta os eleitores, por exemplo.

Mesária mais idosa

Para isso, durante o período pré-eleição, a Justiça Eleitoral de Sergipe realizou várias campanhas para atrair mesários e uma delas acabou despertando o interesse da Srª. Josefa Vieira dos Santos, de 78 anos, em ser mesária voluntária.

Valorizando a importância do mesário, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe recebeu, na manhã da última quarta-feira, 18, a mesária mais idosa do processo Eleitoral de Sergipe, a Srª. Josefa Vieira dos Santos.

Com a alegria estampada no rosto, a mesária relembrou como resolveu ser voluntária. “Já fui mesária em outros anos e nessa Eleição eu fiz a inscrição. Pensei até que não fosse ser chamada. Quando me convidaram, fiquei radiante”.

No momento em que conhecia a sede deste Tribunal, a Srª. Josefa dos Santos contou como foi o dia de trabalho. “Foi muito bom, achei maravilhoso. Encontramos com eleitores educados. Além disso, nós orientamos as pessoas que não sabiam como votar”.

Um dia dedicado ao exercício da democracia. A mesária mais idosa ressalta que “é muito importante o papel do mesário nas Eleições. Todos nós brasileiros devemos servir a nossa pátria”.



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Por Eugênio Nascimento
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