22/11
11:51

O terror de volta a Paris

José Lima Santana

Um dia, o Terror foi implantado em França. Isso se deu entre agosto de 1792, quando ocorreu a queda dos girondinos, e 27 de julho de 1794, quando Maximilien de Robespierre, ex-líder dos jacobinos, foi preso. Durante esses dois anos as garantias civis foram suspensas. O governo revolucionário nas mãos dos membros da Montanha, a facção mais exaltada do partido jacobino, perseguiu seus adversários, levando muitos deles à guilhotina. Aproximadamente 17 mil pessoas tiveram os respectivos pescoços entregues à lamina da guilhotina. A face mais dura do terror fez-se notar entre meados de 1793 e meados de 1794. Até dezembro de 1794, outras 5 mil pessoas ainda foram guilhotinadas. De início, os jacobinos exerceram uma perseguição velada aos girondinos e, depois, a perseguição tornou-se sistemática, alcançando todos os que fossem considerados inimigos da Revolução, aí incluídos alguns jacobinos ou apoiadores desde sempre da Revolução, dentre os quais Danton. 

Um órgão revolucionário, o Comitê de Salvação Pública, conduziu a política do Terror. A figura proeminente dessa fase negra foi Robespierre. Dizia-se, então: “A Revolução engoliu os próprios filhos”. 

2015. O terror voltou à França. Paris foi banhada de sangue. Lamentavelmente. 13 de novembro. Uma sexta-feira para jamais ser esquecida. O dragão do terror inflou suas narinas e despejou fogo sobre Paris. Mais de uma centena de vidas ceifadas. Centenas de feridos. Milhões de pessoas atônitas em França e no mundo. O Estado Islâmico, esse agrupamento político selvagem que pretende instituir um califado sob o mais rígido e delirante controle religioso, assumiu a autoria dos atentados brutais. Nem precisava. Estava à vista. 

O mundo fala em fanáticos religiosos. Não, eles não são religiosos. Eles são apenas fanáticos. São simplesmente animais. O sagrado Alcorão dos islamitas não ampara o que foi feito em Paris. Fanatismo, qualquer que seja ele, cega as pessoas. Em nome de um suposto fanatismo religioso, líderes políticos (?) bestiais maldizem o Ocidente, além de se lançarem também contra outros muçulmanos. E o Ocidente tem, sim, a sua parcela de culpa, cuja raiz mais recente encontra-se, dentre outras, em operações bélicas levadas a efeito pelos ocidentais, sob a liderança dos Estados Unidos da América, a exemplo da deposição de Saddam Hussein, no Iraque etc. etc. etc. Criou-se um estado fragilizado, o novo Iraque. Uma porta aberta aos criminosos aproveitadores, que se encastelaram, sobretudo, em parte do território desse país e da Síria, esta há muito vivendo sob uma guerra civil sanguinária. Aliás, toda guerra é sanguinária. Inclusive, a guerra urbana cotidiana que vivemos no Brasil. 
Na mesma sexta-feira, 13/11, o Estado Islâmico também atacou em Beirute, capital do Líbano. Já não foi o Ocidente o alvo dos terroristas, mas muçulmanos xiitas. Oriente versus Oriente. A luta por lá é, também, fratricida. 
O estado islâmico, uma horda tão brutal que, talvez, deixe os exércitos de Átila, o temível destruidor huno do século V, o “flagelo de Deus”, como foi chamado, sendo vistos, hoje, como uma legião de anjinhos, tem sido, a partir de uma propaganda sedutora, um atrativo para jovens de origem muçulmana, espalhados por alguns países da Europa. Tais jovens se veem sem perspectivas de vida em terras de uma cultura diferente da cultura dos seus pais e avós. Sentem-se discriminados e “sem futuro”. Não somente se sentem, mas, na verdade, o são. Daí a aderir ao estado islâmico, é um pulo. Eles são atraídos por uma “causa”. Oferecem-se para combater por essa “causa”. Para morrer por ela. Para matar por ela. Esses jovens aliciados descendem de famílias que foram levadas para a Europa, a fim de servirem aos ricos europeus naqueles trabalhos que os colonizadores brancos e “civilizados” não se sentiam bem em executá-los. A maioria dos descendentes dessas famílias primitivamente para lá levadas ou por lá admitidas não foi integrada às respectivas sociedades. 
Os ocidentais matam orientais com mísseis disparados a partir de drones, ou seja, das aeronaves não tripuladas. Os orientais não usam drones. Eles se usam. Para matar. Para implantar o terror. Os ocidentais têm matado muitos orientais, inclusive civis. O que fazemos, quando isso acontece? Pedimos desculpas. Lamentamos. E só. 
O mundo deveria estar cansado de guerras, de morticínios. Todavia, é preciso fabricar armas. O mundo dito civilizado, altamente industrializado, vende suas armas para o ainda chamado “terceiro mundo”. E, então, o mundo dito civilizado acaba, querendo ou não, ajudando a fomentar a barbárie. E recebe as consequências. Ninguém, em sã consciência, quer a guerra, a mortandade, a barbárie, o terrorismo. Porém, tudo isso está na ordem do dia. E tudo acaba tendo um preço. Brutal, às vezes. 
A Liga das Nações, criada para assegurar a paz, após a Primeira Grande Guerra (1914-1918) fracassou. Criou-se a Organização das Nações Unidas – ONU – com idêntico objetivo, bem mais burilado, é verdade. Erros? Muitos. Como é que, nos dias atuais, podemos aceitar a composição do Conselho de Segurança da ONU? Somente as maiores potências do mundo, ou seja, as chamadas potências aliadas da Segunda Guerra Mundial, quais sejam, EUA, Reino Unido, França e Rússia, além da China, integram o bloco dos membros permanentes do referido Conselho. Um absurdo! Essas potências são as donas desse pedaço do Universo, chamado Terra? 
A ONU diz lutar para acabar com conflitos pelo mundo afora. Contudo, ela não luta para acabar com a fabricação de armas, com o tráfico de armas pesadas, de fuzis modernos a tanques e outros apetrechos bélicos. Por quê? Ora, quais os países que sustentam financeiramente os programas da ONU? Ou, quais os que mais financiam? Eis o problema. Exatamente, os que mais fabricam e vendem armas. 
Os fanáticos estão por aí. Eles vêm aumentando em número. Aumentam os grupos radicais sanguinários (Talibãs, Al Qaeda, Boko Haram, Estado Islâmico etc.). Aumentam os seus seguidores. Quem os financia? De onde provém o dinheiro que eles pagam pelas armas que adquirem no “mercado negro”? Aliás, dizem alguns especialistas que o Boko Haram mata mais do que o Estado Islâmico. Bem, nesse caso, matam pobres negros africanos. O que temos a ver com isso? Nada? Que absurdo! 
Bem. Muitas são as perguntas. E muitas respostas são esperadas. 
Não podemos admitir a barbárie. Venha de onde vier. Do Oriente ou do Ocidente. Os dois lados têm se mostrado selvagens. Desde quando? Desde sempre. Não queremos defender os ocidentais, mas, a bem da verdade, a barbárie promovida pelos terroristas espanta pela frieza, pela crueldade desmedida. É preciso, entretanto, que nos voltemos, nós ocidentais, para o que fizemos e, também, sofremos, no passado e para o que ainda fazemos contra os orientais, hoje. Não somos donos do mundo. Não somos donos da verdade. Não somos donos dos destinos de todos os povos. Somos donos de muitas armas. Das mais mortais. E as vendemos a quem tem dinheiro para comprá-las. As consequências? Nós estamos experimentando. Dolorosamente. 
Por outro lado, o ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em 7 de janeiro passado, parecia ser o clímax da ação terrorista em França? Qual nada! O pior estava por vir. Ou ainda estará? Queira Deus que não! Abaixo o terror! Abaixo a morte! 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 22 de novembro de 2015. 
 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
22/11
11:28

Sergipe tem bons espaços para turismo ecológico

Eugênio Nascimento

Aparentemente frágil na oferta de espaços atrativos para viabilizar o turismo, Sergipe reúne em seu pequeno território de 21.910 km² condições para viabilizar projetos de turismo ecológico em boas proporções, aproveitando a promoção de seus rios, a exemplo do São Francisco, Vaza Barris e Sergipe, suas serras, como Itabaiana, Miaba, Serra Negra, Palmares etc., e abrindo as portas e divulgando mais as suas Áreas de Proteção Ambiental (APA) federais e estaduais para visitações públicas.

A divulgação desses espaços praticamente não acontece e nem sequer é colocada nos roteiros oferecidos aos visitantes. Por isso, hoje, o Jornal da Cidade abre espaço para mostrar algumas das opções inexploradas turisticamente e que poderia fazer a diferença, principalmente para quem quer fugir do espaço urbano, de cimento e asfalto.

Na esfera federal, as principais áreas de preservação, conservação, pesquisas e lazer de Sergipe são:

1-Reserva Biológica de Santa Isabel - É administrada pelo Projeto Tamar, que trabalha com a preservação das tartarugas marinhas;

2-Parque Nacional da Serra de Itabaiana - Preserva os espaços da serra em Itabaiana, Areia Branca, Campo do Brito e Itaporanga D’Ajuda, além do Parque dos Falcões;

3- Floresta Nacional de Ibura - Fica em Nossa Senhora do Socorro e preserva a vegetação de Mata Atlântica;

4- Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul - Limitada ao sul para margem esquerda do rio real e, ao norte, pela margem direita do rio Vaza barris;

5- Área de proteção ambiental do Morro do urubu - Protege e recupera remanescentes da Mata Atlântica na área urbana de Aracaju, no Parque da Cidade;

6- Area de proteção ambiental do litoral norte - atinge partes de Pirambu, Japoatã, Pacatuba, Ilha das Flores e Brejo Grande.

Horto de Ibura

Uma das áreas mais frequentadas pela população sergipana até os anos de 1980, era, inegavelmente, o então chamado de Horto Florestal de Ibura. O espaço oferecia banhos, boas caminhadas e outras práticas esportivas. Lá, muitas famílias costumam passar todo o sábado ou o domingo acampadas ou fazendo piqueniques. Hoje é um grande espaço de pesquisas, mas que pode ser visitado.

Essa área já abrigou o Posto de Fomento do extinto IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, que produzia mudas e sementes florestais. A área foi doada pelo estado de Sergipe à União e hoje est´pa sob o controle do Ibama, que realizou estudos para caracterização do meio físico em parceria com a UFS e Embrapa/Se.

Os levantamentos realizados apontaram as seguintes ocorrências: 123 espécies vegetais nativas de valor econômico, ecológico e cultural na área, entre elas o angelim, aroeira, sucupira, ingá, jacarandá, jatobá, jenipapo; fauna bastante diversificada com cinco espécies de anfíbios, 13 de répteis em especial o lagarto teiú, a cobra coral, cobra-verde, jararaca, 56 de aves e 14 de mamíferos, destacando-se , a cutia. Pássaros como canção, cardeal, jandaia-da-caatinga, galo-de-campina e sofrê. Entre as espécies da fauna aquática, duas estão em risco de extinção o cavalo-marinho e o mero.

O Horto fica na BR 101, km 85, no município de Nossa Senhora do Socorro, a cerca de 11 km de Aracaju. Agende a visita no Ibama/Sergipe.

Área da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) pretende colocar à disposição para a visitação pública a Reserva do Caju, no campo experimental de Itaporanga d'Ajuda, aquela área cheia de palmeiras poucos quilômetros depois da ponte Joel Silveira. Ela é a primeira RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - de uma empresa pública federal, reconhecida em 2011 pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

“Hoje recebemos visitas escolares e técnicas. Basta entrar em contato com nosso SAC. 4009-1344 ou 4009-1409”, informa o superintendente da Embrapa, M<oacir Macedo. Trata-se de um extrato bem representativo da Mata Atlântica, com muitas espécies de aves, mamíferos e árvores. Por enquanto, a Embrapa está recebendo apenas visitas educacionais, mas está elaborando o plano de manejo que prevê uma quantidade controlada de visitas turísticas.

Espaços estaduais
Já no âmbito da administração pública estadual, quatro boas áreas podem ser divulgadas, a começar pela Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro do Urubu, em Aracaju. Trata-se de um parque que oferece ao visitante momentos de relaxamento na Mata Atlântica e curtindo os animais do pequeno e aparentemente bem cuidado Zoológico. O espaço é conhecido por todos como ‘Parque da Cidade’.

O Parque da Cidade é de fácil acesso. Fica a cinco minutos do Centro de Aracaju e nele há ainda as opções por passeios de teleférico e rampa que permite decolar dois parapentes. O morro tem 88 metros de altura e o pouso pode ser feito na própria rampa, mas exige técnica, ou embaixo dela. A área de pouso mais usada fica a 2 km de distancia, em um campo de futebol. Por isso é preciso ganhar altura. A Associação Sergipana de Vôo Livre disponibiliza informações no blog http://sevoolivre.blogspot.com.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) também responde pela preservação da APA Sul, onde ficam manguezais e dunas dos municípios de Itaporanga D’Ajuda e Estância, a Mata do Junco, em Capela, Grota de Angiços e Caatinga, em Poço Redondo. Todos esses espaços estão abertos diariamente e grupos de excursões devem fazer o agendamento prévio na Superintendência de Biodiversidade e Floresta da Semarh.
 


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
20/11
08:03

Hoje - CUT e FETAM promovem encontro 'Organizando a Luta dos Servidores'

Lideranças sindicais de vários municípios sergipanos se reúnem na manhã desta sexta-feira, dia 20/11, das 8h às 12h, no encontro ‘Organizando a luta dos servidores’, realizado pela Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Sergipe (FETAM) que acontece na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), localizada na Rua Porto da Folha, Nº 1039, Bairro Getúlio Vargas, Aracaju.

A Campanha Salarial de cada sindicato de servidor público municipal está na pauta do encontro. Numa situação limite, o atraso e parcelamento do pagamento de salário dos trabalhadores também serão discutidos.

O encontro também será a oportunidade de discutir sobre a construção e participação de diferentes categorias no Ato Unificado com os professores no dia 26/11.

A FETAM ainda pretende discutir um calendário de visitas aos Sindicatos de Servidores Públicos Municipais filiados à CUT/SE.



Política
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Por Eugênio Nascimento
20/11
07:54

Subvenções - Deputado Antônio dos Santos é condenado a pagar multa de R$ 40 mil

 O deputado estadual Antônio dos Santos (PSC) foi condenado a pagar multa de R$ 40 mil por conduta vedada, no caso ter indicado entidade para receber verba de subvenção da Assembleia Legislativa de Sergipe em 2014, ano eleitoral. A entidade indicada pelo parlamentar recebeu R$ 1,5 milhão e, suspeita-se, isso pode ter beneficiado o parlamentar eleitoralmente. O relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe foi o juiz Fernando Escrivani.



Política
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Por Eugênio Nascimento
20/11
07:46

Clóvis Barbosa é eleito presidente do TCE/SE

O conselheiro Clóvis Barbosa de Melo foi eleito ontem, por unanimidade,  presidente do Tribunal de Contas de Sergipe. Na sua chapa, também foram eleitos Susana Azevedo (vice-presidente) e Luiz Augusto Ribeiro (corregedor). Até o dia 16 de dezembro a nova diretoria deverá ser empossada e o exercício efeivo do mandato começa no dia 2 de janeiro. Barbosa indicou e o Pleno aprovou os nomes de Carlos Pinna para Ouvidor-Geral e Carlos Alberto Sobral para dirigir a Escola de Contas.



Política
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Por Eugênio Nascimento
20/11
07:33

Pesquisa Padrão - 'Tatu' aparece como preferido em General Maynard

Pesquisa estimulada realizada pelo Instituto Padrão no município de General Maynard mostra a preferência do eleitorado pelo pré-candidato Tatú, que obteve 32,7% das intenções de voto, sendo seguido por  Rodrigo (14,9%), Acácia (13,9%), Miraldo (9,9%), Evangelista e Dênia (7,9%), Valmir Vereador (4%) e Fábio Dória (1%). Nenhum/Nulo/Branco e indecisos  somariam 7,9%. O Padrão ouviu 333 eleitores no dia 14 de novembro deste ano e a margem de erro é de 4,96%.

Em um cenário de disputa envolvendo três dos  nomes  anteriormente citados, Tatu sairia na frente com 51,5% e em seguida viriam Acácia, com 22,8% e Miraldo, com 11,9%. Um total de 11,9% votariam nulo, nenhum e branco e 2% não saberiam ou estariam indecisos em quem votar.

Enfrentando Rodrigo Sobral (21,8%) e Miraldo (11,9%), Tatu também venceria nesse cenário. Ele conquistaria 45,5% dos votos. Nenhum, nulo e branco atingiriam 18,8% e os indecisos/não sabe somariam 2%.

Disputando contra Miraldo  (13,9%) e Evangelista (21,8%),  Tatú conquistaria 46,5%, Nenhum/Nulo e Branco atingiriam 15,8% e outros 2% não saberiam em quem votar ou estariam indecisos.

Contra Fábio Dória (8,9%) e Miraldo (14,9%), Tatu também sairia das urnas vitorioso, com 54,5%. Nenhum, branco e nulos seriam 19,8% e não saberiam/indecisos 2%.



Política
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Por Eugênio Nascimento
20/11
07:31

Sergipe registra melhor PIB per capita do Nordeste

De acordo com o IBGE, é a segunda vez consecutiva que o estado alcança o índice

Sergipe obteve PIB per capita (Produto Interno Bruto por pessoa) de R$ 16.028,28, o melhor do Nordeste, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sergipe ficou à frente mesmo dos grandes estados da região como Bahia, Pernambuco e Ceará. Em segundo lugar ficou o Rio Grande do Norte e em terceiro, Pernambuco. Sergipe também superou a média da região Nordeste, que foi de R$ 12.954,80, em mais de 23%.  Os dados são referentes a 2013.

O PIB per capita representa a distribuição de riquezas produzidas no estado dividida pelos 2.195.662 habitantes sergipanos (população em 2013 em Sergipe, de acordo com o IBGE).

O governador Jackson Barreto comemorou o resultado destacando que , com todas dificuldades, Sergipe continua gerando emprego e renda. “Temos políticas econômicas sólidas e um empresariado corajoso, ousado, que acredita no estado. Mantemos a geração de emprego e a atração de novos investimentos públicos e privados”.

Segundo o economista Ricardo Lacerda, três fatores são fundamentais para o destaque de Sergipe em relação aos demais estados nordestinos: as riquezas minerais, a distribuição de terras agrícolas e as políticas públicas adotadas pelo Estado nos últimos anos.

“Temos importantes reservas minerais, como calcário, potássio e petróleo, que resultam em uma indústria mineral bem mais forte no nosso estado. A distribuição das terras agrícolas em Sergipe também são menos concentradas do que nos demais estados. Além disso, é fundamental o papel das políticas desenvolvidas pelo Estado, como a atração de investimentos e empresas, investimento em infraestrutura rodoviária e em escolas profissionalizantes, assim como a injeção de recursos na economia, através da administração pública”, explica Lacerda.

Atração de indústrias e geração de empregos

A gestão estadual investe na interiorização do desenvolvimento para gerar emprego e renda e promover uma distribuição de riquezas de forma mais igualitária entre os territórios sergipanos. Em setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, Sergipe foi o quarto estado no país a contratar mais profissionais com carteira assinada, sendo a atividade agropecuária a que concentra o maior número de novos trabalhadores, totalizando 1.598. Outro setor que vem gerando empregos em Sergipe é o turismo, responsável por proporcionar mais de mil oportunidades de trabalho nos últimos 12 meses.

Além do crescimento do número de empregos, Sergipe registrou aumento na abertura de empresas. Só este ano, já foram aprovados 35 novos empreendimentos que, juntos, proporcionarão R$ 84,4 milhões em investimentos e aproximadamente 1.000 novos empregos. Os números mostram o dinamismo da economia do estado, que diversificou seu parque industrial, interiorizou as plantas industriais e implantou centros empresariais para fomentar o desenvolvimento regional.

 O crescimento industrial de Sergipe é comprovado também pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estudo organizado pela CNI destaca o estado como a segunda unidade da federação com maior proporção de grandes empresas industriais no Brasil, ficando atrás somente do Amazonas.

“Sergipe oferece ao mundo empresarial um estado muito bem organizado, onde as coisas funcionam bem e as instituições funcionam harmoniosamente. Esse ambiente favorável faz com que cada vez mais os empresários procurem por Sergipe para instalar seus empreendimentos. Todas essas vertentes permanecem e avançam, fazendo com que o estado mantenha essa posição de liderança na nossa região”, resume o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Chico Dantas.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
19/11
10:01

Sergipe se destaca em congresso internacional de hotelaria e gastronomia

O 28º Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo reuniu, em São Paulo, os principais dirigentes e gestores do turismo nacional para debater e buscar alternativas para o desenvolvimento do turismo como negócio

Terminou nesta quarta-feira, 18, o 28º Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo (Cihat), evento realizado no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP) e que reuniu os principais e mais influentes gestores do turismo para debates e discussões sobre o que esperar da atividade nos próximos anos. Na abertura o presidente do 28º Cihat e da CNTur, Nelson de Abreu Pinto, reafirmou a importância da participação dos estados como entes fomentadores de políticas públicas para o turismo.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Turismo e do Esporte, esteve presente com estande promocional divulgando o destino Sergipe, com foco na hotelaria, gastronomia e belezas naturais. O local foi visitado por mais de 450 empresários do setor que receberam material promocional, degustando ainda algumas das delícias gastronômicas sergipanas, como a tradicional castanha de caju.

Para o secretário de Estado do Turismo, Adilson Júnior, a participação de Sergipe nesse tradicional evento é importante, pois é um momento de networking e de conhecimento das tendências e expectativas do empresariado do setor para buscar alternativas para os negócios na área.

“Não é só o empresariado que repensa o Turismo, mas também os estados e municípios, que buscam alternativas para aumentar a geração de emprego e renda, através de políticas públicas efetivas para o turismo”. disse Adilson Júnior.

O evento

Realizado de 16 a 18 deste mês, o evento promovido pela Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) apresentou durante os três dias uma série de palestras sobre diversos temas e, também, feira e exposição, com a presença do Ministério do Turismo, estados brasileiros e variados segmentos formadores da cadeia produtiva do turismo.



Política
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Por Kleber Santos
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