06/11
14:32

A indústria em jogo

Ricardo Lacerda*
Professor do Departamento de Economia da UFS

Quando o então ministro da fazenda Joaquim Levy iniciou seu programa de ajuste fiscal e de correção do câmbio, na passagem de 2014 para 2015, o impacto sobre o nível de atividade foi muito mais imediato e intenso do que se previra. A queda abrupta do nível de atividade não demorou a repercutir na arrecadação das três esferas de governo acentuando celeremente a deterioração das contas públicas.

Não tardou ficar patenteado que o ajuste duro e de resposta relativamente rápida imaginado pelo ministro Levy não funcionou, em parte por conta do cerco político ao governo que impediu a aprovação das propostas de ajuste pelo parlamento. Àquela altura dos acontecimentos, ampla coligação entre parcelas crescentes da classe política, empresariado, sistema judiciário e grande mídia, cada segmento com suas próprias motivações, havia dobrado a aposta no colapso da governabilidade a fim de provocar a derrubada do governo recém-eleito.

O sucessor de Joaquim Levy, o ministro Nelson Barbosa, enunciou na sua posse nos últimos dias de 2015 que era urgente estabilizar o nível de atividade e que o ajuste fiscal necessariamente deveria ser gradual. Em linhas gerais, a equipe de Meirelles, que assumiu o comando da economia no início de maio de 2016, deu sequência a essa estratégia, com a vantagem de contar com o apoio político que o establishment negara a seus antecessores mas com a brutal desvantagem de que a situação fiscal havia se degradado muito nesse interregno de quase um ano e meio de forte queda no nível de atividade.

Ao final de 2016, quase seis meses depois de afastada a presidente eleita e completando cerca de dois anos do início das políticas de ajuste fiscal, o nível de atividade econômica ainda não se estabilizou. O comportamento da atividade industrial, parece-nos, reflete as dificuldades encontradas em estabilizar a economia e, ao mesmo tempo, concorre para postergar a estabilização do nível de atividade econômica.

Produção industrial
A publicação da Pesquisa Industrial Mensal de agosto, indicando queda no volume de produção de 3,8% em relação a julho, abriu a temporada de revisão para baixo das projeções de evolução do PIB brasileiro de 2016 e de postergação do início da recuperação, mesmo que em ritmo muito gradual, do nível de atividade econômica. O anuncio de crescimento de 0,5% na produção industrial de setembro não foi suficiente para injetar otimismo nas perspectivas de crescimento.

A produção industrial do terceiro trimestre recuou 1,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Com esse resultado, inverteu-se a tendência de estabilização do nível de atividade do setor que no 1º trimestre de ano havia reduzido pela primeira vez o ritmo de queda e no segundo trimestre obteve crescimento de 1,1% (ver Gráfico 1).

O resultado da produção industrial do terceiro trimestre foi muito ruim, especialmente porque a retração na produção foi disseminada, abrangendo dezessete dos vinte e quatro ramos pesquisados.

Ocupação, renda e câmbio
Pelos menos três fatores foram determinantes na reversão da tendência de estabilização da atividade industrial: a necessidade de ajustar os estoques em um cenário de queda acentuada do poder de compra da população; a restrição e o custo do crédito, e; a forte apreciação da moeda e os seus efeitos sobre a competitividade do setor no mercado interno e no mercado externo. Um quarto fator pode estar associado aos efeitos da estiagem sobre a produção agroindustrial.

Em relação ao comércio exterior de produtos industrializados, é importante frisar que não se trata apenas do desempenho ruim do setor exportador brasileiro. De fato, se o valor exportado pelo Brasil recuou no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações produtos industrializados aumentaram 6,5% nessa comparação, mesmo que a base de comparação seja muito rebaixada. Há, ainda, que se considerar a perda de competitividade no mercado interno e o declínio no valor das vendas no mercado externo em termos do equivalente em moeda nacional, por conta da forte apreciação do real no período.

A produção física da indústria iniciou sua trajetória de declínio acentuado no último trimestre de 2014. Quando a produção do setor nos dois primeiros trimestres de 2016 parecia que iria se estabilizar, no terceiro trimestre ela voltou a apresentar declínio acentuado. Nos quatro trimestre acumulados até setembro, o setor registrou queda de 8,8%, na comparação com igual período anterior. Mais grave é que a produção nos quatro trimestre acumulados em setembro de 2016 é praticamente a mesma do ano de 2004 (ver Gráfico 2).




*Assessor Econômico do Governo de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
05/11
17:07

Coluna Primeira Mão

JB atiça os aliados


O governador Jackson Barreto atiçou o seu grupo político quando reafirmou na terça-feira passada que não pretende mesmo disputar a eleição de 2018 para o Senado Federal. Não apontou nomes, mas a sua postura pública deve motivar esperanças em Rogério Carvalho (PT), Fábio Mitidieri (PSD), Heleno Silva (PRB) e outros aliados que andam observando as movimentações políticas. O governador também animou aqueles que pensam em chegar aos Palácios de Despachos e Veraneio. Estão de olho na disputa do Executivo Belivaldo Chagas, Zezinho Sobral e João Augusto Gama, todos do PMDB. Mas podem surgir opções do PT e companhia ilimitada.


Belivaldo sai das eleições 2016 fortalecido



Não há dúvida de que o nome mais forte para disputar a sucessão do governador Jackson Barreto, hoje, é o do seu atual vice-governador, Belivaldo Chagas. Ele participou ativamente da campanha, eleitoral de outubro último, peitou o seu agora arquiinimigo senador Antônio Carlos Valadares (PSB) e se expôs como fiel aliado do governador Jackson Barreto (PMDB). Mas há quem diga que ele está querendo mesmo é uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE).



O legado de João Alves Filho



Como gerações futuras lembrarão de João Alves Filho, o atual prefeito de Aracaju? Como um prefeito que nos anos de 1970 abriu avenidas e modernizou a então pacata e provinciana capital? Como o governador empreendedor e obreiro que nos dois primeiros mandatos construiu perímetros irrigados e edificou a nova orla da Atalaia? Esse era o João do Chapéu de Couro e o empreendedor arrojado. João Alves teve menos sucesso nos seus dois últimos mandatos executivos. No seu terceiro governo ficou marcado por uma única obra, a ponte da Barra dos Coqueiros, enquanto as rodovias no interior do estado se degradaram.

Situação penosa - Mais penosa está sendo sua segunda gestão do João à frente da prefeitura. Deixa salários atrasados, fornecedores sem receber e o caos na saúde e na limpeza pública. É lamentável.


Vai cair a ficha


Passadas as comemorações, depois de uma disputa renhida, o prefeito eleito vai precisar arregaçar as mangas e trabalhar duro. Não serão poucos os desafios a serem enfrentados por Edvaldo Nogueira a partir de janeiro. Com a arrecadação em queda, muitos meses passarão antes de normalizar a situação das finanças públicas. Há na cidade muitos que duvidam da sua disposição de realizar uma reforma estrutural para ajustar as finanças e fazer a máquina pública voltar a funcionar.


Cadê o inquérito?


Que fim levou o inquérito policial 0872015, conduzido pela delegada Daniele Garcia Alves? Esse inquérito foi o resultado de um inquérito administrativo de número 2015/4696 que apurou denuncia de ato de corrupção praticado por um funcionário da Secretaria de Relações Políticas da Prefeitura Municipal de Aracaju. O Secretário de Planejamento, Igor Leonardo, foi o responsável pelo inquérito administrativo e o encaminhou à delegada no dia 21 de setembro último. A Corregedoria Geral do Município, que tem a frente o Dr. Carlos Pina Filho, recebeu a conclusão do inquérito e também o enviou para a delegada Daniele Garcia Alves, no dia de 28 de setembro. Desde então aguardam-se providências da delegada com relação ao inquérito. Sabe-se que ele atinge em cheio a um vereador eleito , que inclusive almeja a Presidência da Câmara.


2ª feira tem reunião dos municípios


Com o apoio da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES), a Superintendência Estadual da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estará promovendo uma reunião com gestores e técnicos de todos os municípios do estado, na próxima segunda-feira, 7 de novembro. O encontro tem o objetivo de debater ações de saneamento e saúde ambiental, que possam ser financiadas por meio de convênios ou termos de compromisso. A reunião acontece às 8h, no auditório da Funasa em Sergipe, localizado na avenida Tancredo Neves, 5425. Para o presidente da FAMES, Marcos José Barreto (Marcos da Acauã), o encontro é de fundamental importância para prefeitos e equipes de governo, uma vez que trata de um assunto fundamental para os municípios.


Parceria fundamental


“A importância do saneamento básico está ligada a implantação de sistemas e modelos públicos que promovam o abastecimento de água, esgoto sanitário e destinação correta de lixo, com o objetivo de prevenção e controle de doenças, promoção de hábitos higiênicos e saudáveis, melhorias da limpeza pública básica e, consequentemente, da qualidade de vida da população. Além disso, a Funasa é uma parceria numa questão essencial que é a liberação de recursos, uma vez que diante da crise financeira, nenhuma prefeitura hoje de Sergipe dispõe de caixa para realizar obras dessa importância com verbas próprias”, frisou Marcos da Acauã.

Seca atinge a Tribo Xocó

A seca tem afetado muito a ilha de São Pedro, em Porto da Folha, onde moram os índios Xocó. O intenso calor tem destruído a pastagem do rebanho bovino e caprino. A única vantagem que os Xocó têm relação aos sertanejos é o fato da aldeia ficar na margem do rio São Francisco e, com isso, não enfrentar problemas de abastecimento de água, conforme informações do embaixador Apolônio Xocó. Muitos não suportam o calor e morrem.


TJ escolhe novo presidente 4ª

 

 

 

Será realizada na próxima quarta-feira, 09, a eleição do presidente, vice presidente e corregedor do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE)j. O desembargador Cezário Siqueira deverá ser o presidente, a vice e a corregedoria deve ficar entre Rui Pinheiro ou Iolanda. Se um for o vice o outro deve ser o corregedor. O TJ de Sergipe tem hoje como presidente o desembargador Luiz Mendonça.


Desocupa UFS se mobiliza

 

 

 

Ontem, sexta-feira, houve uma reunião do movimento ‘Desocupa UFS’, que é formado por estudantes contrários as ocupações. Além dessa bandeira, levantam o título de liberais e de "líderes" da "maioria dos estudantes que não apoiam as ocupações". Os militantes foram à reitoria e foram entrevistados pela TV Sergipe. Somente compareceram 16 pessoas da maioria dos estudantes.

 

 


Eleições no Departamento de Direito – Anteontem à noite houve eleição para o DDI. Foi eleito o professor Arnaldo Machado para chefiar o Departamento. O vice é Clovis Falcão.


Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
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