25/12
21:37

UFS lança pedra fundamental do Campus de Lagarto

O governador Marcelo Déda participou do ato de lançamento da pedra fundamental do Campus da Saúda, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Lagarto, ao lado do reitor, Professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, e do vice-reitor, o também professor Angelo Roberto Antoniolli. O novo campus, cuja área está em fase de terraplanagem, está sendo construído para gerar novas oportunidades aos estudantes e motivar ainda mais o desenvolvimento da região. A UFS conta hoje com cinco campí em Sergipe - São Cristóvão, Saúde/Aracaju(no HU), Lranbjeiras, Itabaiana e o de Lagarto, que funciona provisoriamente numa escola da rede estadual. O reitor destacou o apoio recebido da bancada federal (deputados e senadores)  e do governador para a política de expansão da UFS





Política
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
25/12
20:53

“Em Sergipe, tivemos repressões, prisões e torturas”

PROJETO MEMÓRIASS REVELADAS DA DITADURA MILITAR

 

“Em Sergipe, tivemos repressões, prisões e torturas”

 

Entrevista/Milton Barboza da Silva -  Professor Universitário e Coordenador do Projeto Memórias Reveladas

 

 

O historiador e professor universitário Milton Barboza promoveu em Sergipe o levantamento dos dados para o projeto Memórias Reveladas, que trata das prisões no período em que durou o regime militar no Brasil. Ele encontrou mais de 700 dossiês nos porões da Secretaria de Estado da Segurança Pública e a partir daí ampliou os estudos. As informações que dispõe são importantes para o encaminhamento das investigações da Comissão da Verdade, que atuará no âmbito federal, podendo os estudos criarem as suas. Sergipe ainda não se definiu sobre a questão

 

A seguir os principais trechos da entrevista



Eugênio Nascimento– publicada no JCidade deste domingo, dia 25/12/2011

JORNAL DA CIDADE - Como foi feito esse seu trabalho das Memórias Reveladas?

 

MILTON BARBOZA - O Projeto Memórias Reveladas não foi uma idéia que nasceu aqui em Sergipe, mas foi gestado a partir do momento que o grupo progressista, liderado pelo PT assume a Presidência da República ( 2003 – 2010), correspondentes ao período em que Lula esteve no governo. Desde então, havia um sentimento nacional de que os “segredos” guardados pelos militares, em forma de documentos, deveriam vir ao conhecimento do cidadão brasileiro. Após a publicação do Brasil Nunca Mais de D. Paulo Evaristo Arns, sabíamos que muita coisa precisava vir à tona. Dessa forma, nós, os cientistas sociais, tínhamos o compromisso de iniciarmos uma luta política e jurídica no sentido de tornar os documentos produzidos pela ditadura militar em documentos públicos e de acesso livre aos cidadãos brasileiros. Em Sergipe, durante toda a década de 90 do séc. passado, iniciamos uma verdadeira caça aos documentos, pois não sabíamos onde estavam ou quem os guardava. Foi então que em 1996, por acaso, descobrimos que os documentos produzidos pelo Serviço Estadual de Informações ( o DOPS sergipano ), encontravam-se jogados, literalmente, nos porões da SSP ( Secretaria de Segurança Pública ). Após ofício encaminhado ao Secretário da época Flamarion D´Avila e liberação do Governador do Estado, podemos ter acesso aos mesmos e transferi-los para a guarda do Arquivo Público do Estado de Sergipe, por ser a instituição que,  legalmente, poderia manter a custódia dos dossiês. Foram doze anos de espera, longa e angustiante, uma vez que não poderíamos fazer uso dos documentos, nem publicar, pois a legislação não nos permitia fazer. Uma luz ao fim do túnel se ascende em 2009.

 

JC - Vai ser preciso criar a Comissão da Verdade no Estado? Quem pode fazer isso?

 

MB - A luz aludida anteriormente, surge quando em 2009, a então ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, criou o Centro de Referência das Lutas Políticas e Sociais no Brasil – Memórias Reveladas, atrelando esse Centro ao Gabinete da Casa Civil e funcionando nas dependências do Arquivo Nacional. A partir desse evento, foi-nos possível o resgate desse passado, através da documentação e do tratamento indispensável à memória de homens e mulheres que morreram, foram torturados e resistiram heroicamente porque acreditavam em uma sociedade sem repressão e com democracia. A partir desse ano ( 2009) o Arquivo Público Estadual de Sergipe, elaborou um projeto  para resgatar essa documentação, sob a nossa coordenação. Após análise do Centro na esfera Nacional, fomos contemplados com um mecenato e montamos toda uma infra-estrutura de pessoal e tecnologia da informação para tratarmos os dossiês sergipanos. Como resultado, Sergipe foi o primeiro Estado do consórcio de parceiros a concluir seus trabalhos e a colocar os documentos na rede mundial de computadores, disponibilizado no Portal do Memórias toda a informação de que os pesquisadores necessitam.  A criação da Comissão da Verdade, instituída pela Lei 12.528, no dia 18 de novembro de 2011, também conhecida como Lei do Acesso, era esperada com muita expectativa por todos nós, uma vez que, apesar de termos dado todo um tratamento a documentação, o acesso direto aos dossiês só era permitido ao proprietário do dossiê ou para alguém autorizado por procuração para fazê-lo. Hoje, guardando algumas formalidades jurídicas, todos os pesquisadores poderão ter acesso aos documentos da ditadura. Os Estados não são obrigados a criarem sua Comissão da Verdade, mas poderão fazê-lo, caso julgue necessário. São Paulo acabou de criar a sua, através da Assembléia Legislativa. Em Sergipe, ainda precisamos efetivar algumas formalidades que dependem mais do Governo do Estado do que da comunidade.  Para o ano de 2012, traremos algumas publicações abordando a temática e  publicaremos alguns relatórios de trabalhos referentes ao Projeto Memórias Reveladas.

 

JC -  Quantos foram os presos políticos de Sergipe no regime militar e quais os motivos   das prisões?

 

 

MB - Precisar quantos foram os presos durante a ditadura militar em Sergipe seria uma tarefa impossível, pois ainda não temos todos os dados coletados, nem tivemos acesso a todas as informações que nos permitiriam quantificar todas as prisões realizadas pelos órgãos da repressão em nosso Estado. É preciso destacar que não foi constituído um aparato repressor por aqui, ao estilo dos montados em São Paulo, Rio de Janeiro e em outros Estados. Em Sergipe foi criado um Serviço Estadual de Informações que respondia diretamente ao gabinete do Secretário de Segurança e funcionava como uma supradelegacia, pois tinha acesso a todas as demais delegacias e poderia agir livremente na coleta e análise das informações. Era um órgão de atuação velada e atuava secretamente em todo o território sergipano. As informações levantadas pela SEI eram repassadas para o CIEX ( Centro de Inteligência do Exército ), no 28º BC e para o CENIMAR ( correspondente da Marinha e que atuava nas dependência da Capitania dos Portos ), bem como para DFSP, que seria o antecessor da Polícia Federal e ao SNI ( Serviço Nacional de Informações). Como se pode perceber o nosso SEI era bastante articulado.

 

JC - Todos eles ficaram detidos no quartel do 28B?

 

MB - Os detidos pela polícia estadual eram encaminhados para as dependências do 28º BC, isso quando não eram presos diretamente pelo efetivo do próprio exército. Na dependências do quartel do exército eram feitos os interrogatórios e as sessões de tortura.

 

JC - Esses presos foram julgados?

 

MB - Em geral, esses presos políticos não eram julgados, apenas indiciados, interrogados e/ou não torturados,  a maioria era solta após algumas sabatinas do interesse do oficial de plantão. Em casos mais graves, onde se tratava de um personagem chave, ou uma figura de projeção, esse preso era transferido para Salvador e de lá para um presídio militar, como foi o caso de Seixas Dória. A condenação era um fato raro e isolado, quase nunca dava tempo para tais formalidades jurídicas.

 

JC – Quantos dossiês de presos o senhor encontrou?

 

MB - Documentadamente, resgatamos 793 dossiês de presos políticos do regime militar em Sergipe. Esses dossiês são constituídos de fichas de identificação, interrogatórios, provas do “crime”, vários documentos que serviam como suporte para a prisão, fotografias e depoimentos de terceiros.

 

JC - O regime militar contou com muitos civis dedos-duros em SE? Quantos aproximadamente?  Essas pessoas ganhavam dinheiro ou deduravam por prazer?

 

MB - Temos relatos de pessoas  que eram informantes dos órgãos de repressão, no entanto, vamos nos reservar o direito de não apontá-los, pois se tratam de pessoas que estão vivas ou seus descendentes diretos e, obviamente, poderíamos sofrer um processo. A moeda de troca quase sempre é a proximidade com o poder instituído, garantindo que não seriam incomodadas e, quando presas, seriam tratadas com privilégios.

 

JC - Quantas pessoas de outros estados foram presas em SE? Quais motivos?

 

MB - Dos dossiês catalogados ( pergunta 6 )  um total de 19 % foram identificados como sendo de pessoas de outros estados e que estavam aqui em Sergipe por vários motivos: trabalho, estudo, religioso, entre outros. Destacamos que a simples visita para um palestra ou um seminários seria motivo suficiente para uma pesquisa e acompanhamento da pessoa, resultando em um dossiê. É o exemplo de Dom Hélder Câmara.

 

JC - A dita em SE foi dura ou branda, como fazem referências hoje setores da imprensa?

 

MB - Uma ditadura nunca é branda! Não existe como avaliar que em um Estado os militares foram mais suaves do que em outros, pelo simples fato de que as liberdades individuais e democráticas estavam suspensas, como atestam os Ais – principalmente o AI5. No caso sergipano, tivemos repressão, prisões, torturas, cassações e agressão aos princípios da liberdade e da democracia, isso junto já é mais do suficiente para uma ditadura não ser suave.



Política
Com.: 4
Por Eugênio Nascimento
25/12
16:19

Mutirão fiscal termina quinta-feira em SE

Os contribuintes com pendências com o Fisco estadual têm até a próxima quinta-feira para negociar os débitos de ICMS aproveitando os descontos de juros e multas ofertados pelo Mutirão Fiscal, realizado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Estão aptos a procurar o Mutirão Fiscal os contribuintes com débitos gerados até 31 de dezembro de 2010, inscritos ou não na Dívida Ativa, ainda que estejam em execução fiscal em ação ajuizada.



Economia
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
25/12
16:12

Honra teu pai

Honra teu pai -- Clóvis Barbosa - Blogueiro e conselheiro do TCE-SE

Mais ou menos em setembro deste ano mandei um twitter me solidarizando com os refugiados de Badbaado, o maior campo de refugiados de Mogadício, capital da Somália, onde bebês de poucos meses de nascidos, em pele e osso, olhos vidrados, com moscas passeando sobre os seus rostos cansados pela fraqueza causada pela fome, não lhes davam força, sequer, para chorar. A África, hoje, possui 10 milhões de famintos, distribuídos em Djibuti (120 mil), Etiópia (4, 6 milhões), Quênia (2,4 milhões) e Somália (2,8 milhões). Lembrei-me daquele poema de autor desconhecido: “De cada criança morta, nascerá um fuzil com olhos que terminará por lhe achar o coração”. Os jornais nos informam que um cidadão, Iman Abdi Noono, de 60 anos, caminhou com a família por dez dias para escapar da seca que matou todo o seu rebanho garantidor da sua subsistência. Seguiu em direção à capital da Somália em busca de alimentos e na caminhada viu seis dos nove filhos morrerem de fome. “Carreguei o último nas costas e achei que iria salvá-lo. Mas ele morreu pouco depois de chegarmos”. A Somália, hoje, tem uma população de 9,9 milhões de habitantes, está localizada no chifre da África, mortalidade infantil atinge 105,6 mortes a cada mil nascidos vivos, o saneamento básico atinge apenas 23% da população e a renda per capita é de US$ 600. Há uma insana disputa armada que rachou o país ao meio, de um lado um governo incapaz, de outro o fanatismo da milícia islâmica Al Shabab. Para piorar, os problemas climáticos ligados à seca e que assola o país de norte a sul sem qualquer perspectiva de solução em curto prazo. Grito com Castro Alves, evocando o porquê de tanto sofrimento durante vários séculos: “Deus! Ó Deus onde estás que não respondes? / Em que mundo, em qu’estrela tu te escondes / Embuçado nos céus? / Há dois mil anos te mandei meu grito, / Que embalde desde então corre o infinito.../ Onde estás, Senhor Deus?”.

Somos filhos da África. Para aqui vieram os nossos antepassados, como escravos para, com sua força de trabalho, submeter-se a uma exploração do homem pelo homem. Ao chegar ao Brasil, eram açoitados de forma severa para, de logo, acostumar-se no contexto da opressão institucionalizada. Foi tripudiado, espancado, explorado, animalizado em sua dignidade e autoestima. A chibata era o símbolo do instrumento de tortura a ser aplicada àqueles que não se conformavam com o establishment. Pois bem, um engraçadinho, pelo twitter, me mandou às favas, dizendo que eu deveria era me solidarizar com os pobres e oprimidos daqui e não querer ser um pai de povo que eu sequer conhecia. O que fazer! A mediocridade e a insensibilidade são irmãs gêmeas, até porque o que a não ficção complica, a ficção elucida com muita clareza. Ou será o contrário? A verdade é que o meu seguidor de twitter desconhece o que foi a carnificina escravocrata em nosso país. Esquece, por exemplo, que o Brasil foi o campeão mundial da escravidão moderna, chegando ao ponto, em 1820, dois anos antes da Independência, ter uma população onde dois terços eram de escravos. Só nesse ano, desembarcaram no Rio de Janeiro 700 mil africanos. Documentos demonstram que o Rio de Janeiro foi a maior cidade escravista do mundo desde a Roma antiga. E para arrematar: De 1600 a 1850, 4,5 milhões de escravos vieram para o Brasil, dez vezes mais, por exemplo, a quantidade levada para América do Norte. Quer saber mais? Compre e leia “O Navio Negreiro – Uma História Humana”, de Marcus Rediker, professor de história marítima da Universidade de Pittsburg (EUA), tradução de Luciano Machado, Companhia das Letras, 464 págs. Mas, interessante, gostei do epíteto da vontade que supostamente eu teria de pretender ser o pai do povo somaliano, como dito pelo twitteiro. Quem me dera! Mas estou satisfeito por ser filho da África e, seja ela pai ou mãe, é minha pretensão honrá-la.

Salvatore “Bill” Bonanno. Quando morreu, nas primeiras horas do primeiro dia do ano de 2008, o Los Angeles Times colocou sobre o texto do obituário um subtítulo com uma citação do falecido: “Quando eu acordava de manhã, minha meta era viver até o por do sol. E quando a noite caía, minha segunda meta era viver até o amanhecer”. Não, não, Bill Bonanno não era nenhum intelectual! Ele era mafioso, e filho de um dos maiores mafiosos dos EUA, Joseph “Joe Bananas” Bonanno, que controlava uma das chamadas Cinco Famílias de Nova York. Sim, E daí? É porque assisti nesses dias os informativos televisivos. Em um, uma Delegada de Polícia falava de sua pretensão em acabar com a venda de objetos falsificados, como CDs e DVDs. Em outro informativo, toda montagem de uma parafernália para prender um bicheiro conhecido. A gravidade dos crimes cometidos? No primeiro caso, uma Lei, de n° 10.695, de julho de 2003, que deu nova redação ao art. 184 do Código Penal trata da criminalização da conduta de quem viola direitos autorais: a pirataria. As penas variam de três meses de detenção a quatro anos de reclusão. Como se vê, pirataria dá cadeia. No outro caso, vem a Contravenção Penal tipificada como jogo de azar, uma prática centenária no Brasil e que emprega, informalmente, milhares de pessoas. Também é verdade que a policia, o Ministério Público, o Juiz ou quem quer que seja não extorquem e tampouco acusam os cidadãos que subsistem da venda de um CD ou DVD ou realizando apostas para o jogo do bicho. Quem faz isso é a lei. Mas a lei é menor do que o ordenamento jurídico como um todo considerado. Na Alemanha, por exemplo, tutelou-se a teoria social da ação. Para ela, ação “é a conduta socialmente relevante”. Pergunta-se: é socialmente relevante a conduta de quem pirateia ou realiza apostas para sobreviver com dignidade, como quer a declaração universal dos direitos do homem? É correto exigir conduta diversa dessa pessoa num pais onde as oportunidades de trabalho são escassas?

Pulemos para o elogiado sistema americano e sua relação com a máfia e seus dirigentes. Gay Talese é jornalista, tendo trabalhado no New York Times e na revista Esquire. Autor, dentre outras obras, de A Mulher do próximo, Fama e anonimato e Vida de escritor. Lançado em 1971, Honra teu pai, originalmente publicado no Brasil com o nome de Honrados Mafiosos, trata do mundo da máfia siciliana centrada nos EUA. Fala da ascensão e decadência de uma família de mafiosos e sua relação com o status quo americano. Fala da Sicília, uma ilha italiana cuja história tumultuada obedeceu a diversas leis ligadas aos seus conquistadores, como a grega, romana, árabe, godo, normando, angevino, aragonês, enfim, todo mundo que lhe invadia introduzia um novo arcabouço jurídico, e como sempre, privilegiando os poderosos. Fala de corrupção do aparelho policial e de suas relações ignominiosas com a máfia, ora a combatendo, ora lhe extorquindo, ora utilizando-se da sua existência para exigir privilégios do poder estatal. Mas não me interessa a podridão do sistema com as suas hipocrisias. Mas, a relação pai/filho entre Joe e Bill. Um jornalista do New York Times perquiriu de Bill Bonanno quem ele era e porque, nascido na América, diferentemente da geração dos antigos mafiosos, não optou pela sua integração à sociedade, optando por manter-se nos negócios escusos do pai. Ele não respondeu como Gasset e Gasset: “Eu sou eu e minhas circunstâncias”. Disse apenas que foram as “circunstâncias“ e o modelo que representava seu pai para ele. Deus nos exorta a honrar nosso Pai. Tanto valoriza que incluiu esse princípio nos 10 mandamentos (Êxodo 20:12) e no Novo Testamento: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra (Efésios 6:1-3).



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
25/12
14:38

Qualidades essenciais para disputar a Prefeitura de Aracaju

As principais qualidades que um candidato precisa ter para disputar a Prefeitura de Aracaju, na avalição popular captada pelo Instituto Única são, pela ordem: honestidade; competência; capacidade administrativa; compromisso com a cidade; experiência; transmitir confiança; conhecimento; ética; transparência; e credibilidade ao falar. O eleitorado parece ter um perfil claro de candidato em mente. O problema vai ser encontrar esse candidato. "O eleitor quer compromisso, quer responsabilidade e quer ver a sua cidade organizada, limpa e bonita", diz Alexandre Wendel, do Única.


Política
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Por Eugênio Nascimento
25/12
12:25

Redução do IPI prejudica o FPE de Sergipe

O incentivo ao consumo proporcionado pela União com a redução do IPI da linha branca (eletrodomésticos) nem sempre é bem visto pelos Estados. É que, embora cresça a arrecadação de ICMS com o aumento das vendas, há um reflexo negativo no Fundo de Participação dos Estados (FPE):. O  FPE é composto pela arrecadação advinda do IPI e do Imposto de Renda.

 

Para aqueles Estados cuja maior fonte de receita é o FPE,  a iniciativa pode trazer problemas. No caso de Sergipe, mais da metade de tudo que o Tesouro estadual arrecada e recebe fruto de repasses constitucionais advém do FPE. Se por um lado aumenta a receita de ICMS, por outro a principal fonte de recurso sofre redução. Muitos governadores consideram que a União faz festa com o chapéu dos outros.   (Do Jornal da Cidade)

 

 


Economia
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
25/12
12:18

"OS MELHORES FILMES DE 2011" - Por Diogo Cysne

 

 

Por Diogo Cysne*


Fim de ano, finalmente! O momento em que renovamos nossas esperanças e olhamos para trás para contabilizar tantas coisas boas - ok, algumas nem tanto - que aconteceram conosco. Já eu, como cinéfilo inveterado, olho para trás e vejo quanta coisa boa se passou pelas grandes telas da sala escura: de aventura até o mais sublime drama, cada ano é uma safra farta de filmes, a “caixinha de chocolates” de Forrest Gump. Devo admitir que 2011 não foi uma safra tão boa quanto a de 2010 (ano épico!), mas teve seu quinhão de grandes obras, e gostaria de compartilhar aqui co os leitores os meus dez melhores filmes até o momento.

Digo “até o momento”, pois muitos filmes produzidos este ano não chegaram ao Brasil; alguns só chegarão em 2012 (“Os Homens que Não Amavam Mulheres”, “J. Edgar”, “Hugo”) e outros talvez nem cheguem (“O Artista”). Ainda assim, como fica muito estranho publicar uma lista dos “melhores de tal ano” no ano posterior, prefiro adiantar-me e revelar os meus dez melhores até agora. Vamos a eles por ordem decrescente.

10. “X-Men: Primeira Classe”, de Matthew Vaughn. Finalmente o diretor Vaughn (do ótimo “Kick-Ass - Quebrando Tudo”) consegue um destaque proporcional ao seu talento! Esse reboot das aventuras dos mutantes não somente honra os filmes de Bryan Singer como - atrevo-me a dizer - ultrapassa-os! Kevin Bacon vive um dos melhores vilões do ano e Michael Fassbender - a nova grande estrela de Hollywood - incorpora um Magneto inesquecível.

 

 

9. “Os Muppets”, de James Bobin. Toda a inocência e graça dos fantoches mais famosos do mundo voltam em grande estilo com essa comédia musical absolutamente encantadora. Acompanhei o filme todo com um sorriso de orelha a orelha: o humor é ingênuo, mas por vezes genial, e lança mão de deliciosas metalinguagens e clichês propositais. Entretanto, a dublagem brasileira (preguiçosa, apática e incompetente), quase arruinou a obra - as músicas dubladas estão uma atrocidade. Um filme que eu recomendo ver apenas em inglês.

8. “Contágio”, de Steven Soderbergh. Um atestado da maestria de Soderbergh como diretor. A história não é muito original e o roteiro, apesar de render momentos tensos, surpreendentes e asfixiantes, não é brilhante, mas a mão de Soderbergh guiando a história eleva o filme a um novo patamar. Esse é um daqueles poucos exemplares em que a mão artística do diretor - e que diretor! - fizeram toda a diferença.

7. “Planeta dos Macacos: A Origem”, de Rupert Wyatt. Ora, quem diria! Em uma Hollywood repleta de remakes e seqüências inúteis, quando não estúpidas, esse reboot da franquia de ficção científica mais heterodoxa do mundo se revela um blockbuster excitante, repleto de ação, mas capaz de momentos de profundo drama e de encantadora beleza visual. Um destaque para Andy Serkis, na pele, literalmente, do macaco César.

6. “Amor a Toda Prova”, de Glenn Ficarra e John Requa.Uma comédia romântica linda, emocionante e tremendamente cativante! O que impressiona mais não é o seu humor diferenciado nem seu roteiro inteligente, mas a honestidade singela de sua história, que retrata os encontros e desencontros entre pessoas falíveis, imperfeitas, mas, no fundo, bondosas e inocentes. Para mim, foi a maior surpresa do ano.

5. “Kung Fu Panda 2”, de Jennifer Yuh. Ok, ok, esse eu posso considerar como um “guilty pleasure”. Mas, apesar de eu ser um fã desta série, KFP2 possui virtudes que não podem ser negadas: além do visual estarrecedor e das cenas de ação irrepreensíveis, o filme aventura-se em jogadas artísticas incomuns para a DreamWorks e para seu próprio roteiro sem maiores pretensões: os personagens são construídos com esmero (principalmente Po e Tigresa), alguns momentos são muito dramáticos e o desfecho, com o abraço entre Po e o seu pai, é de derreter o coração. Digam o que quiserem, mas esta foi uma animação memorável.

 

4. “O Palhaço”, de Selton Mello. Simples, lindo, inocente, engraçado e profundo. Uma obra com ambição americana, graça francesa e, claro, alma brasileira. Mello constrói uma das poucas comédias - de fato, um dos poucos filmes brasileiros de valor artístico universal, bebendo de influências que vão desde as situações-pastelão de Fellini e Tornatore até os diálogos nonsense e inspiradíssimos de Tarantino!

 

 

3. “Margin Call - O Dia Antes do Fim”, de J. C. Chandor. O melhor filme sobre a crise financeira de 2008, disparado! Um thriller profundo, dono dos melhores diálogos do ano, que sabe criticar a irracionalidade do mercado financeiro moderno com sagaz mordacidade, mas que também encontra espaço para mergulhar nas mentes frágeis e dúbias de seus desgraçados personagens. Um retrato do embrutecimento do homem perante o dinheiro.

 

 

2. “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen. Allen não apenas retornou a uma boa fase. Ele ultrapassou os próprios limites e construiu uma das melhores obras de seu quilométrico currículo. “Meia-Noite em Paris” é a melhor comédia do ano, com um roteiro de criatividade e inteligência abismais e um espírito livre e inocente que celebra o bom lado do ser humano. Este filme é místico, delicado, com um humor por vezes mordaz, mas delicioso! Poucas vezes saí de uma sala de cinema tão engrandecido por causa de um filme!

 

1. “Melancolia”, de Lars von Trier. “A Terra é má, e sua destruição não fará nenhuma falta.” Esta é a frase-mote do meu melhor - e mais depressivo, impactante e arrasador - filme de 2011. Além de ter a abertura e o desfecho mais espetaculares que eu já vi em anos, este filme desnuda o ser humano e expõe todas as relações sociais - eu digo TODAS - como hipócritas, egoístas, mesquinhas, falsas e desprezíveis. A sociedade de “Melancolia” é uma sociedade tal onde a única pessoa sensata é uma depressiva crônica, e onde a vida é uma doença para a qual a única cura é a morte. Ele é tão envolvente e esmagador que, em seus últimos minutos, eu senti um pouco de como é - ou como deve ser - a sensação da morte. Eu e toda a platéia ficamos inertes nos assentos até mesmo quando os créditos finais já estavam rolando. “Melancolia” é uma criação perturbadora de um diretor não menos polêmico; uma viagem a um mundo de desespero, dor, desilusão e morte.


*Crítico e Diretor Amador de Cinema



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
24/12
19:14

Governo promove nesta 2ª feira novos coronéis da PM e Bombeiros de Sergipe

O governador Marcelo Déda promove da condição de tenente-coronéis à de coronéis os militares da PM Luiz Fernando, César, Barros, Andrade, Carlos Augusto, Enilson e Marcos Gomes. O ato sole de promoção acontecerá na próxima segunda-feira, às 19h30, no Cefat. também seao promovidos militares do Corpo de Bombeiros. As promoções beneficiam. 33 oficias da PM e 14 do CBM. Déda reduziu de 30 para 14 os oficiais em final de carreira e dá sinais de que promoverá mudanças também no comando da corporação logo em breve. Ainda não definiu quem comandará a PM depois das mudanças.


Política
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Por Eugênio Nascimento
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