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UFS: uma entidade de portas abertas

José Lima Santana - Professor do Departamento de Direito da UFS

 

            O reitor Angelo Roberto Antoniolli costuma dizer que a Universidade Federal de Sergipe é uma entidade de portas abertas. A visão do reitor comporta duplo viés. Primeiro, a UFS é uma instituição federal de ensino superior que deve, como tal, se voltar para as necessidades da população sergipana, ou seja, as suas atividades de ensino, extensão e pesquisa devem guardar consonância com os problemas enfrentados pelo estado de Sergipe e pelos sergipanos. Afinal, uma Universidade que preza essa nomenclatura não deve se abrir apenas para o próprio umbigo, metaforicamente. Segundo, a UFS está aberta para receber o apoio de tantos quantos a possam considerar importante no cenário sócio-educativo-cultural sergipano. E, mais precisamente, neste momento, da bancada federal de Sergipe, na Câmara e no Senado.

            A UFS passa por uma expansão a olhos vistos, apesar de vários problemas que precisam e vão ser resolvidos, pois esta é uma demanda que vem merecendo a atenção do seu comando gestor. Ocorre que, no serviço público, por conta dos entraves burocráticos que assolam a Administração Pública brasileira desde tempos imemoriais, os problemas não recebem as devidas soluções com um piscar de olhos. Aos poucos, contudo, as barreiras vão sendo removidas. Obviamente, ninguém também espera que tais demandas sejam resolvidas a passo de cágado. Muito menos o reitor. Toda expansão requer planejamento, decisão e recursos orçamentários e financeiros, para início de conversa. No caso específico desses recursos, a UFS vem merecendo em 2013 o apoio incondicional dos nossos parlamentares federais. Eles não mediram esforços para alocar emendas coletivas e individuais para a única universidade pública do nosso estado.

            Na semana que findou, por exemplo, o reitor e assessores deslocaram-se a Brasília para dialogar com a bancada, ora coordenada pelo senador Valadares. Senadores e deputados federais somaram-se em prol da UFS, ou melhor, em prol do povo sergipano que muito deve à nossa Universidade e muito mais dela ainda espera. E com extrema razão. Uma instituição pública de ensino superior que não é capaz de enxergar a sociedade onde ela está inserida não merece o respeito dos cidadãos. Nem das autoridades, como é o caso dos parlamentares federais e de todas as outras. A somação dos parlamentares sergipanos foi digna de nota. A UFS não poderá esquecer tamanha distinção. Sem se render a político A ou B, a partido C ou D, a agrupamento político E ou F, o comando gestor da UFS abriu as suas portas para todos que se dispuseram reconhecer o seu valor e direcionar recursos para contemplar projetos de relevância para a juventude universitária sergipana, que adentra pelos umbrais dessa instituição de 45 anos, que, por sua vez, vem nessas quatro décadas e meia desdobrando-se para alavancar o saber na terra de Tobias Barreto e Sílvio Romero, de Gumercindo Bessa e Manoel Bonfim, de Augusto Leite e Felisbelo Freire, de João Ribeiro e Gilberto Amado, de Horácio Hora e Jenner Augusto, de Maria Thetis Nunes e Luiz Antônio Barreto, de Cabral Machado e Antônio Garcia Filho, de Ofenísia Freire e Núbia Marques, de Laudelino Freire e Horácio Hora, de José Sampaio e Aloísio de Campos, de Aníbal Freire e Deodato Maia, de Ivo do Prado e Clodomir Silva, de Maria Rita Soares e Zé Peixe, de João Ribeiro e Santo Souza, o nosso poeta maior, e de tantos outros nomes extraordinários da nossa vida política, social, econômica, cultural e educacional.

            A todos os parlamentares que se somaram nessa empreitada, a UFS saberá ser reconhecida. De início, foram apresentadas três emendas coletivas que totalizam R$ 120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais), sendo R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) para o Campus de São Cristóvão, que foi uma emenda da bancada geral, R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais) para o Campus de Lagarto, emenda conjunta dos deputados Rogério Carvalho e Fábio Reis, e R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais) para o Campus da Saúde, onde está o Hospital Universitário, por proposta do deputado Laércio Oliveira. Evidentemente, essa soma de R$ 120.000.000,00 poderá sofrer reajustes. Isso é natural no Congresso Nacional, quando do fechamento das emendas apresentadas por cada bancada estadual e quando da consolidação de todas as emendas apresentadas por todas as bancadas. Torcemos para que os reajustes (ou cortes) não sejam elevados. E ressaltamos mais uma vez a importância de todos os parlamentares, os três com assento no Senado e os oito com assento na Câmara Federal, para a consolidação das emendas coletivas.  

            Além disso, a UFS foi contemplada por duas emendas individuais de Valadares e Valadares Filho, no total de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), destinados à infraestrutura de um centro de reabilitação a ser construído em Simão Dias, como extensão do Campus de Lagarto, que abrangerá fonoaudiologia e fisioterapia, para servir à comunidade regional, e não apenas local.

            Junto ao Ministério da Educação, o reitor e assessores estiveram ao lado do senador Amorim, pleiteando os cursos de Direito, Música e História para o Campus de Itabaiana. As conversas preliminares foram mantidas com técnicos do MEC, que ficaram de levar os pleitos às instâncias superiores do Ministério, ou seja, àqueles que têm, sim, o poder de decisão. É preciso aguardar.

            Quanto à instalação do Campus do Sertão, o MEC precisa concretizar as conversas mantidas pelo ministro com o governador em exercício, Jackson Barreto. A partir da disponibilidade do terreno no local mais adequado para a instalação do Campus e da garantia dos recursos orçamentários e financeiros para levar a efeito essa empreitada é que a UFS poderá agir, iniciando-se com a elaboração dos respectivos projetos.

            A UFS é uma instituição de portas abertas: para a sociedade sergipana e para quem, reconhecendo a sua importância e o seu valor, queira de bom grado ajudá-la. Sem partidarismos, mas, sim, levando em conta Sergipe e os sergipanos.

 

 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 1º e 2 de dezembro de 2013. Publicação neste site autorizada pelo autor.

 

                                                                                                               José Lima Santana

 

            O reitor Angelo Roberto Antoniolli costuma dizer que a Universidade Federal de Sergipe é uma entidade de portas abertas. A visão do reitor comporta duplo viés. Primeiro, a UFS é uma instituição federal de ensino superior que deve, como tal, se voltar para as necessidades da população sergipana, ou seja, as suas atividades de ensino, extensão e pesquisa devem guardar consonância com os problemas enfrentados pelo estado de Sergipe e pelos sergipanos. Afinal, uma Universidade que preza essa nomenclatura não deve se abrir apenas para o próprio umbigo, metaforicamente. Segundo, a UFS está aberta para receber o apoio de tantos quantos a possam considerar importante no cenário sócio-educativo-cultural sergipano. E, mais precisamente, neste momento, da bancada federal de Sergipe, na Câmara e no Senado.

            A UFS passa por uma expansão a olhos vistos, apesar de vários problemas que precisam e vão ser resolvidos, pois esta é uma demanda que vem merecendo a atenção do seu comando gestor. Ocorre que, no serviço público, por conta dos entraves burocráticos que assolam a Administração Pública brasileira desde tempos imemoriais, os problemas não recebem as devidas soluções com um piscar de olhos. Aos poucos, contudo, as barreiras vão sendo removidas. Obviamente, ninguém também espera que tais demandas sejam resolvidas a passo de cágado. Muito menos o reitor. Toda expansão requer planejamento, decisão e recursos orçamentários e financeiros, para início de conversa. No caso específico desses recursos, a UFS vem merecendo em 2013 o apoio incondicional dos nossos parlamentares federais. Eles não mediram esforços para alocar emendas coletivas e individuais para a única universidade pública do nosso estado.

            Na semana que findou, por exemplo, o reitor e assessores deslocaram-se a Brasília para dialogar com a bancada, ora coordenada pelo senador Valadares. Senadores e deputados federais somaram-se em prol da UFS, ou melhor, em prol do povo sergipano que muito deve à nossa Universidade e muito mais dela ainda espera. E com extrema razão. Uma instituição pública de ensino superior que não é capaz de enxergar a sociedade onde ela está inserida não merece o respeito dos cidadãos. Nem das autoridades, como é o caso dos parlamentares federais e de todas as outras. A somação dos parlamentares sergipanos foi digna de nota. A UFS não poderá esquecer tamanha distinção. Sem se render a político A ou B, a partido C ou D, a agrupamento político E ou F, o comando gestor da UFS abriu as suas portas para todos que se dispuseram reconhecer o seu valor e direcionar recursos para contemplar projetos de relevância para a juventude universitária sergipana, que adentra pelos umbrais dessa instituição de 45 anos, que, por sua vez, vem nessas quatro décadas e meia desdobrando-se para alavancar o saber na terra de Tobias Barreto e Sílvio Romero, de Gumercindo Bessa e Manoel Bonfim, de Augusto Leite e Felisbelo Freire, de João Ribeiro e Gilberto Amado, de Horácio Hora e Jenner Augusto, de Maria Thetis Nunes e Luiz Antônio Barreto, de Cabral Machado e Antônio Garcia Filho, de Ofenísia Freire e Núbia Marques, de Laudelino Freire e Horácio Hora, de José Sampaio e Aloísio de Campos, de Aníbal Freire e Deodato Maia, de Ivo do Prado e Clodomir Silva, de Maria Rita Soares e Zé Peixe, de João Ribeiro e Santo Souza, o nosso poeta maior, e de tantos outros nomes extraordinários da nossa vida política, social, econômica, cultural e educacional.

            A todos os parlamentares que se somaram nessa empreitada, a UFS saberá ser reconhecida. De início, foram apresentadas três emendas coletivas que totalizam R$ 120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais), sendo R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) para o Campus de São Cristóvão, que foi uma emenda da bancada geral, R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais) para o Campus de Lagarto, emenda conjunta dos deputados Rogério Carvalho e Fábio Reis, e R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais) para o Campus da Saúde, onde está o Hospital Universitário, por proposta do deputado Laércio Oliveira. Evidentemente, essa soma de R$ 120.000.000,00 poderá sofrer reajustes. Isso é natural no Congresso Nacional, quando do fechamento das emendas apresentadas por cada bancada estadual e quando da consolidação de todas as emendas apresentadas por todas as bancadas. Torcemos para que os reajustes (ou cortes) não sejam elevados. E ressaltamos mais uma vez a importância de todos os parlamentares, os três com assento no Senado e os oito com assento na Câmara Federal, para a consolidação das emendas coletivas.  

            Além disso, a UFS foi contemplada por duas emendas individuais de Valadares e Valadares Filho, no total de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), destinados à infraestrutura de um centro de reabilitação a ser construído em Simão Dias, como extensão do Campus de Lagarto, que abrangerá fonoaudiologia e fisioterapia, para servir à comunidade regional, e não apenas local.

            Junto ao Ministério da Educação, o reitor e assessores estiveram ao lado do senador Amorim, pleiteando os cursos de Direito, Música e História para o Campus de Itabaiana. As conversas preliminares foram mantidas com técnicos do MEC, que ficaram de levar os pleitos às instâncias superiores do Ministério, ou seja, àqueles que têm, sim, o poder de decisão. É preciso aguardar.

            Quanto à instalação do Campus do Sertão, o MEC precisa concretizar as conversas mantidas pelo ministro com o governador em exercício, Jackson Barreto. A partir da disponibilidade do terreno no local mais adequado para a instalação do Campus e da garantia dos recursos orçamentários e financeiros para levar a efeito essa empreitada é que a UFS poderá agir, iniciando-se com a elaboração dos respectivos projetos.

            A UFS é uma instituição de portas abertas: para a sociedade sergipana e para quem, reconhecendo a sua importância e o seu valor, queira de bom grado ajudá-la. Sem partidarismos, mas, sim, levando em conta Sergipe e os sergipanos.

 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 1º e 2 de dezembro de 2013. Publicação neste site autorizada pelo autor.



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Por Eugênio Nascimento
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