22/12
12:20

Vazamento na Adutora do São Francisco interrompe abastecimento em 37 bairros de Aracaju

A Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso informa que, em virtude de vazamento na Adutora do São Francisco, haverá interrupção no abastecimento de água nesta segunda-feira, 22 de dezembro, nos bairros abaixo relacionados:

Aeroporto, Augusto Franco, Aloque, Atalaia, Aruana, Pov. Areia Branca, Capucho, Castelo Branco, Centro Administrativo, Coroa do Meio, DIA, Farolândia, Jabotiana, Jardins, Grageru, Inácio Barbosa, Luzia, Médici, Mosqueiro, Orlando Dantas, Parque dos Coqueiros, Pereira Lobo, Ponto Novo, Robalo, Salgado Filho, Santa Lúcia, Santa Maria, Santa Tereza, São Conrado, São José, Sol Nascente, Suissa, Terra Dura, 13 de Julho, Várzea Grande, Santo Inácio e parte do Bugio.


Os técnicos estão no local para avaliar o dano e execução dos serviços para o restabelecimento do fornecimento de água na maior brevidade possível.


A Deso recomenda a utilização econômica da água existente nas caixas d'água e reservatórios residenciais, evitando-se desperdícios. Casos de emergência e pedidos de serviços podem ser informados pelo telefone 08000 79 0195 com prioridade para creches, hospitais, asilos e demais entidades dessa natureza.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
22/12
00:46

Sub-20 do Confiança vence amistoso contra Santa Luzia


Meninos do Dragão jogaram no Sabino Ribeiro e venceram com tranquilidade pelo placar de 6 a 2
 
 
Dando sequência à preparação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, a equipe Sub 20 da Associação Despotiva Confiança participou na manhã deste sábado, 20, de um amistoso contra o selecionado da cidade de Santa Luzia. O jogo aconteceu no Estádio Sabino Ribeiro e terminou com vitória dos proletários por 6 a 2.
 
Apesar do sol escaldante da manhã deste sábado, os garotos do Dragão mostraram foco e conseguiram impor seu ritmo de jogo sem dificuldades. Sem pressa, a vitória do Confiança foi construída gol após gol. Ao final do duelo, satisfação do lado azulino.
 
“Eles se movimentaram muito bem e fizeram tudo aquilo que a gente vem pedindo para eles fazerem. Para mim foi de grande valia. Gradativamente a gente tem visto uma evolução na parte física e na parte tática”, garantiu o técnico Paulo Sérgio.
 
O treinador afirma ainda que amistosos como o deste sábado são importantes neste momento de preparação dos jovens atletas. “É bom para que eles adquiram um pouco mais de confiança e personalidade. Quando a gente faz esses amistosos a agente tenta mudar a equipe e dar ritmo de jogo para eles” revela o treinador.
 
“Os amistosos são de grande valia para nós. Sempre digo a eles que o resultado pouco importa – o que importa é a dinâmica, o ritmo de jogo, o posicionamento, a marcação. Em uma partida, eles vão tentar colocar em prática tudo o que eles aprenderam”, completa.
 
O time Sub 20 do Confiança fará sua estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior no próximo dia 4 de janeiro, contra o América de Rio Preto. Até lá, além dos treinos diários, Paulo Sérgio espera colocar os meninos sob um último teste. “Esperamos fazer mais um amistoso até o fim do ano para que a gente possa viajar tranquilo”, diz o treinador. 
 


Esportes
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Por Kleber Santos
21/12
21:14

Depois da estiagem, o milho bate recorde de produção

Ricardo Lacerda*

Sob todos os aspectos, a ascensão do milho na agricultura sergipana nos últimos dez anos foi notável. Nesse período, a cultura se consolidou como a principal atividade agrícola do estado, se destacando em relação a outras também importantes, como a mandioca e o feijão, igualmente cultivados no semiárido, e a cana-de-açúcar e a laranja, principais culturas da zona úmida.

Ainda que seja um cultivo bastante tradicional do semiárido sergipano, no último decênio o milho conquistou novas áreas, multiplicou a produtividade (produção/hectare) em mais de três vezes e passou a responder, em 2013, por 42% da área plantada pelas culturas temporárias em nosso território, ocupando uma extensão 84% superior a da cana-de-açúcar. O mais impactante é que a cultura do milho, em 2013, passou a responder por quase um em cada quatro reais (23,5%) da renda agrícola de Sergipe, seguida pela mandioca (19,0%), laranja (15,1%) e cana-de-acúcar (14,4%). 

Novos polos

A expansão da cultura do milho tem provocado mudanças na própria geografia agrícola estadual, com a ascensão dos municípios mais vocacionados na atividade no ranking dos principais produtores agrícolas. O município de Carira, maior produtor de milho, que respondia, em 2003, por menos de 0,5% da renda agrícola sergipana, em 2013 participava com 7,1% de todo valor agrícola estadual. 

Com a expansão do milho em seu território, Carira tornou-se o segundo maior produtor agrícola de Sergipe, ficando atrás apenas do município de Lagarto, que conta, além do milho, com outras culturas importantes, como a laranja, o maracujá, a mandioca e o feijão.

O segundo maior produtor de milho, o município de Simão Dias, também avançou na participação da produção agrícola estadual, passando de 3,2%, em 2003, para 6,5%, em 2013, e é o 3º maior produtor agrícola estadual.

Estiagem

A produção de milho do Nordeste foi fortemente impactada pela estiagem que assolou a região. Em alguns estados, como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a queda de produção em 2012 superou 80%, em relação ao ano anterior. Sergipe enfrentou dois anos de quebra da safra, em 2011 e 2012, de tal forma que a produção nesse último ano foi 40% inferior a realizada em 2010 (ver Gráfico 1).



Depois de iniciar em 2007 uma trajetória expansiva espetacular, saltando de 237 mil toneladas naquele ano para alcançar 751 mil toneladas em 2010, a produção de milho despencou nos dois anos seguintes, atingida pela forte estiagem. Em 2013, a produção alcançou patamar semelhante ao período anterior à estiagem e para 2014 estimou-se uma produção recorde de 818 mil toneladas, equivalentes a 9% acima do pico de produção de 2010. 

Territórios

A estiagem em foi mais dura no Alto Sertão e no Agreste, atingindo fortemente o cultivo do milho em Carira, Frei Paulo, Poço Redondo, Nossa Senhora Aparecida, Monte Alegre e Nossa Senhora da Glória, além de Pinhão e São Miguel, e menos agressiva no território do Centro-Sul.  

A retomada da produção em 2013 foi abrangente, atingindo tanto os cultivos de milho do Alto Sertão, quanto os do Centro-Sul e do território do Agreste. Todavia, ela se apresentou bastante diferenciada entre eles. 

Nos principais municípios dedicados à cultura do milho situados no Alto Sertão e no Agreste a retomada em 2013, apesar de robusta, foi ainda parcial, com a produção se situando em patamar abaixo do anterior à estiagem, como nos casos de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Pinhão e mesmo Carira. Como ainda não se conhece a produção agrícola municipal de 2014, apenas o agregado para o estado, é possível que em alguns municípios do Agreste e de Alto Sertão a produção no ano corrente tenha alcançado o pico anterior à estiagem.

No período mais recente,  por outro lado, verificou-se um movimento expansivo da cultura do milho em direção a todos municípios do Centro-Sul (Lagarto, Riachão dos Dantas, Poço Verde, Simão Dias e Tobias Barreto). Neles, não apenas o recuo da produção foi menos acentuado durante a estiagem, como a retomada foi intensa em 2013, sinalizando que a cultura tem buscado na região as suas novas áreas de expansão.




*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Eugênio Nascimento
21/12
21:07

Faculdade de Direito: Um espaço de consagração

Afonso Nascimento
Professor de Direito da UFS


Nos primeiros cinquenta anos de sua história, a faculdade federal de direito de Sergipe (primeiro como faculdade privada e em seguida como faculdade federal antes e depois de sua incorporação à UFS) tem sido um espaço de consagração para os seus professores. Essa afirmação significa, em primeiro lugar, que os seus professores sempre a entenderam como uma segunda ocupação, pois os principais empregos estavam fora das dependências da faculdade ou do campus universitário. A esse respeito, certa vez, ouvimos um professor dizer: “Essa ocupação não faz a minha feira”. Acrescente-se a isso duas observações. A primeira: quando alguém diz que é professor de direito, recebe quase sempre uma pergunta instantânea: “E você trabalha em que?”. Eis a segunda: tentando justificar ausência na sala de aula, tem professor da faculdade que diz “faltei porque estava trabalhando” ou então “me atrasei porque estava no trabalho”.


Dizer que professor de direito da UFS sempre foi, de um modo geral, uma segunda ocupação não é bastante para afirmar que a faculdade é um espaço de consagração. Requer um pouco mais. É preciso dizer que não existe a profissão de professor de direito. Com efeito, a legislação federal fala em professor universitário federal. Por conta disso, ninguém frequenta uma licenciatura para ser professor de direito, como faz para ser professor de Física ou Matemática. Os professores de direito são recrutados entre aquelas pessoas que exercem ofícios jurídicos, estes, sim, com profissões regulamentadas.


Por outro lado, o funcionamento de faculdades de direito sempre esteve subordinado aos horários das atividades dos fóruns estaduais de justiça. As duas instituições nunca funcionaram no mesmo horário. Se o fórum funciona à tarde, as aulas de direito são pela manhã ou então, se o fórum funciona pela tarde como no passado, as aulas são pela manhã. A razão simples para isso é que, sendo desembargadores, juízes, promotores e advogados também professores, eles não podem estar em duas instituições ao mesmo tempo. Deste modo, as atividades docentes giram em torno das atividades forenses.


Outro elemento a ser considerado é que se acredita que um profissional do direito só pode ser formado por profissional do direito. Como ocorre em relação aos médicos. Quem vai ensinar um aprendiz de médico a dar um diagnóstico ou fazer uma cirurgia a não ser um médico? Pondo em prática essa crença e tradição, no recrutamento de professores de direito se dá ênfase à experiência profissional, ao conhecimento originado da experiência como operador do direito que é precedida por temporada em faculdade de direito para a aprendizagem de conhecimentos teóricos e doutrinários. Em suma, os candidatos a professor e os professores de direito têm em comum a passagem por faculdade de direito e a experiência jurídicas oriundas do exercício de alguma profissão jurídica.


Os indivíduos que se candidatam e se tornam professores de direito são, portanto, pessoas que estão na prática jurídica. Quando escolhem o magistério jurídico, uma atividade intelectual, como segunda ocupação, não o fazem, já o dissemos, por causa do dinheiro ou do salário, mas como forma de consagração intelectual. São pessoas que possuem atividades profissionais muito mais rentáveis dentro do mundo jurídico externo à faculdade. Ao ingressarem na faculdade, além de bem sucedidas financeiramente em atividades práticas, alcançam assim a consagração como intelectuais do direito. Além de práticos, são também intelectuais do direito.


Da mesma forma que em outras atividades docentes, também no direito existem disciplinas que têm mais prestígio ou são consideradas mais importantes pelos estudantes e pela comunidade jurídica. Este é o caso do Direito Civil, do Direito Penal, entre outras áreas. Quando o prestígio de certas disciplinas coincide com professores detentores de altos postos na hierarquia dos altos postos da burocracia jurídica externa, a consagração desses professores parece ser maior.


Essa consagração como intelectuais toma várias formas e acontece em vários momentos do magistério jurídico. Em primeiro lugar, quando os candidatos são aprovados em concurso para professor efetivo – tenha ele sido ou não, antes, professor colaborador ou professor substituto. Com efeito, o concurso público corresponde a uma certificação da qualidade intelectual do candidato, o que significa dizer que ele ou ela pode fazer parte do “clube”. Em relação aos fundadores e outros mais, que não foram realizaram concursos públicos, houve uma seleção social de professores tomando por base a sua notoriedade e a sua reputação, os seus laços familiares e político-partidários e o seu pertencimento aos altos postos das profissões jurídicas sergipanas.


Entre os lugares de consagração dos professores de direito estão as salas de aula. Nelas os professores são percebidos menos como docentes e mais como o grande criminalista, o desembargador, o juiz federal, o juiz estadual, o juiz do trabalho, o promotor público e assim por diante. São pessoas em quem os estudantes de direito se espelham em termos de futuros profissionais.


As duas revistas que publicaram artigos dos professores de direito são outros lugares de consagração intelectual no interior da faculdade – que se estende por outras revistas de outras faculdades e revistas de categorias profissionais. Conferências e palestras dentro e fora de Sergipe são mais amostras da consagração intelectual de que temos falado. Porém a principal delas parece ser, para valer, a publicação de livros de doutrina e manuais de direito. Se tais livros forem publicados por editoras do sudeste, sem custos para os seus autores, essa forma distinção intelectual cobre esses professores de mais importância.


Outra forma de consagração ocorre quando professores de direito que são escolhidos como paraninfos, homenageados etc. por ocasião da formatura dos estudantes. Durante a sua passagem pela faculdade, os estudantes estabelecem, coisa natural, relações de afeto, de gratidão e de respeito intelectual para com os professores. O momento da formatura é bem propício para a demonstração estudantil desse reconhecimento. Não importa se, às vezes, porém, esse reconhecimento toma uma forma interesseira, no sentido de escolher bons “padrinhos” para a iniciação na vida profissional. As duas partes têm consciência disso.


No período estudado, os diplomas de pós-graduação tiveram pouca importância na consagração dos professores de direito. Com efeito, a grande maioria era portadora de diplomas de graduação e, só perto do fim do período, é que foram aparecendo os diplomas de especialização e de mestrado. A chegada posterior dos professores com diplomas de doutorado ainda está a merecer uma avaliação cuidadosa sobre o espaço de consagração que tem sido a faculdade federal de Sergipe.



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
21/12
21:01

A Coruja de Minerva

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE-SE


Se você acha que todo filósofo é prolixo, então, por favor, não abra nenhum livro de Georg Wilhelm Friedrich Hegel. A leitura de seus escritos é terrivelmente difícil, quase impossível de ser compreendida. Quando ele disse que “A coruja de Minerva só voa ao anoitecer”, todos queriam saber o significado da frase. Mas, afinal, existem os críticos, os intérpretes, e os tratados para desvendar os questionamentos narrativos das teses filosóficas. Como se sabe, Minerva era a deusa romana da sabedoria e estava sempre associada a uma coruja sábia. Recorro ao professor titular de filosofia da Open University, no Reino Unido, Nigel Warburton, em sua obra Uma Breve História da Filosofia. Para ele, a declaração sobre a coruja é uma das partes mais fáceis de decifrar: “É a forma de Hegel nos dizer que a sabedoria e a compreensão no curso da história da humanidade só acontecerão em um estágio mais avançado, quando olharmos para o que já aconteceu, como alguém que revê os acontecimentos do dia quando a noite cai”. Esse intróito vem a calhar com a divulgação recente do extenso relatório da Comissão Nacional da Verdade, que tem causado tanta polêmica. Na sua conclusão, o documento defende punições para 377 pessoas apontadas como responsáveis por crimes cometidos durante a ditadura militar, inclusive os generais presidentes Castello Branco, Costa e Silva, Garastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. Ressalta, ainda, que essas pessoas, entre as quais 196 vivas, não podem se beneficiar da Lei da Anistia.

Segundo a Comissão, 423 pessoas foram mortas ou desapareceram no período da ditadura; os crimes foram resultado de uma política de Estado, com diretrizes definidas pelos presidentes militares e seus ministros, e não abusos cometidos por agentes isolados; os delitos devem ser definidos como crimes contra a humanidade; e a falta de punição para os crimes da ditadura contribui para que torturas e outras violações aos direitos humanos continuem sendo praticadas pelas polícias estaduais. Finalmente, é dito que ocorreram 191 mortes por execução sumária e ilegal ou decorrentes de tortura, perpetradas por agentes a serviço do Estado. Esse novo evento na vida brasileira veio ainda mais ativar as relações radicais da nação, exteriorizadas durante o processo eleitoral de outubro, quando o país se dividiu. Para uns, o documento demoniza as Forças Armadas; a revisão da Lei da Anistia é uma aberração jurídica, pois anistia significa ‘perdão’, ‘esquecimento’, e não absolvição; a comissão é um equívoco, pois só olhou o lado dos mortos pelo sistema, mas não analisou a morte dos militares em serviço. Para outros, a Comissão da Verdade produziu um documento histórico que põe a nu as atrocidades praticadas pela ditadura militar; há necessidade de se rever a Lei da Anistia para punir aqueles que mataram e torturaram; o crime de tortura é imprescritível, etc. Enfim, o debate foi lançado e há entendimento para todos os gostos. O grande desafio é buscar em Minerva e em sua coruja a sabedoria para avaliar o acontecimento de ontem (dia) nos tempos atuais (noite).

Primeiro, é preciso que se reconheça que a ordem constitucional foi vilipendiada no governo Goulart, eleito democraticamente, pelos militares golpistas que instituíram uma ditadura que durou 21 anos (1964-1985). Nesse período, é necessário conhecer o quanto o regime militar autoritário agiu de forma deletéria contra o Estado Democrático de Direito. O completo conhecimento desses fatos serve de experiência para que isso jamais se repita. Admitir a prática do crime patrocinado por agentes estatais é ojerizar a democracia. Portanto, a culpa, sim, é dos militares que lançaram o país numa aventura e que dividiram o seu povo entre os que apoiavam o regime e aqueles que eram contrários.  Ademais, a lição do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre o relatório da prática de tortura nos porões da CIA, é bastante oportuna para nossa situação: “Nenhum país é perfeito, mas uma das forças que tornam a América excepcional é nossa vontade de enfrentar abertamente nosso passado, encarar nossas imperfeições, fazer mudanças e melhorar”. Esse período abominável da história do Brasil não pode ser esquecido, mas temos que buscar nele a experiência para que não se repita nunca mais. A Comissão Nacional da Verdade contribui para que sempre nos lembremos dessa ditadura infame que se abateu sobre a sociedade brasileira, dirigida por um grupo de militares inconsequentes e por uma alcatéia de políticos oportunistas que se quedaram e se calaram diante da quebra da ordem constitucional. Esses políticos, muitos ainda vivos, fazem de conta que nada tiveram a ver com o regime de exceção. Eles são tão culpados quanto os militares.

Temos que ter a coragem de reconhecer os nossos erros do passado. E não há qualquer tipo de humilhação em pedir desculpas à sociedade brasileira pelos crimes e abusos cometidos. Há, sim, grandeza neste ato, até porque fugir do passado não faz com que ele se modifique. Entretanto, por mais repugnantes que tenham sido os anos de chumbo da ditadura, também compartilho do entendimento que a anistia foi ampla, geral e irrestrita, aliás, como defendíamos no fim dos anos 70 do século passado. Lembro-me que eu, em 1978, participando da OAB, estava presente na criação do CBA (Comitê Brasileiro pela Anistia), na cidade do Rio de Janeiro, e que tinha como norte pressionar o governo para que concedesse perdão às pessoas acusadas de crimes políticos e que fosse permitido o retorno dos exilados. E o grito era uno: anistia ampla, geral e irrestrita. E a anistia, através de lei, foi dada a ambos os lados. O Governo, na era FHC, por exemplo, reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte de 136 pessoas. Até o ano passado mais de 6 bilhões de reais foram pagos em indenizações às vítimas da ditadura. Certo, não há dinheiro que pague o mal perpetrado naquele período em lares brasileiros. Mas, por que não seguirmos o exemplo de Mandela, que teve a grandeza de almoçar com o promotor que durante o apartheid lutou de todas as maneiras para condená-lo à morte?  Não temos o direito de envenenar o presente com os erros do passado. Aprendamos que a coruja da deusa Minerva só voa ao anoitecer.


Post Scriptum

O incesto e o homem que queria ser governador para roubar

Duas histórias sobre Gilberto Amado contadas pelo jornalista Sebastião Nery: (1) - O jornalista sergipano Joel Silveira, que fez muito sucesso no sul do país, onde se destacou como um dos maiores expoentes do jornalismo brasileiro, estava em Paris e resolveu visitar outro sergipano ilustre, Gilberto Amado, que se encontrava na capital francesa. Ao vê-lo, travou-se o seguinte diálogo: - Gilberto, querido. Há quanto tempo você não vai a Sergipe rever os amigos de Aracaju e de Estância, sua terra? – 43 anos. E não mais ponho os pés lá. – Por que? – Joel, aquilo não é um Estado, é um incesto. Todo mundo é primo de todo mundo, todo mundo é sobrinho de todo mundo. Você vai na rua, toma um porre, pega uma mulher e de manhã descobre que dormiu com a tia.

(02) - Gilberto Amado desejava ser governador de Sergipe. Como a eleição era indireta pela Assembléia e comandada pelo Governo Federal, foi a Getúlio Vargas, que era seu amigo e fã: – Presidente, quero ser governador de Sergipe.  – Por que, Gilberto? – Porque quero. É a hora. – Mas, Gilberto, você, um homem tão grande, ser governador de um Estado tão pequeno? – Quero dirigir minha tribo. Isto é fundamental para minha vida. – Ora, Gilberto, conheço você muito bem. Esta não é a verdadeira razão. Não pode ser. Governar só por governar, isso não existe para um homem de seu tamanho, da sua grandeza. Gilberto Amado sentiu que era preciso apelar. Apelou: – Pois o senhor quer que eu diga mesmo? Quero ser governador para roubar. Roubar, roubar, roubar, do primeiro ao último dia. Roubar desesperadamente. Getúlio ficou perplexo. Gilberto já estava de pé, andando de um lado para o outro, as mãos para o alto, os olhos incendiados: – Isto mesmo, Presidente. Roubar, roubar, roubar! Gilberto Amado não ganhou Sergipe. Mas Getúlio ficou tão encantado com a explosão tão grande de sua ambição tão pequena, que o nomeou consultor jurídico do Itamaraty em 1935 e, em 1936, embaixador no Chile. Depois, embaixador em Roma e representante permanente do Brasil na ONU, até 1952. Tudo que ele quis.

Gilberto Amado, político, ensaísta, memorialista e diplomata, nasceu em Estância-SE, em 7 de maio de 1887, e faleceu no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1969. Escreveu História da Minha Infância, Minha Formação no Recife, Mocidade no Rio e Primeira Viagem à Europa.  Ele era pai da famosa atriz do cinema francês Vera Clouzot, casada com o cineasta Henri-Georges Clouzot.


Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente.


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Eugênio Nascimento
21/12
20:05

O canto de Araripe Coutinho

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

O poeta Araripe Coutinho tomou o barco que o haveria de levar “ao frio silêncio”, como dissera o poeta alemão Friedrich Adolf Axel Detlev von Liliencron (1844-1909), no poema “Calefrio Aquerôntico”, em tradução de Manuel Bandeira. Eu soube do passamento do amigo quando, na manhã da terça-feira, dia 9, estava para embarcar no aeroporto de Recife, de volta a Aracaju, após o feriado de 8, isto é, do dia consagrado à Padroeira de Aracaju, Nossa Senhora da Conceição. Aliás, no sábado, dia 13, dia de Santa Luzia, o poeta, carioca de nascimento e sergipano de alma e coração, completaria 46 anos. Dias antes do seu passamento, através do Facebook eu lhe mandei duas mensagens, assim que soube do seu estado de saúde, internado que ele estava no Nestor Piva. Surpreendeu-me, pois, a notícia de sua morte.

Araripe era irrequieto. Surpreendente. Irreverente. Como pessoa, como poeta e como comunicador. Viveu ao seu modo. Ao seu modo, enfrentou a vida. Mostrou a cara. Fez estripulias. Incomodou alguns, com o seu jeito de ser e com o seu canto sem amarras. Querido por muitos, não bem visto por alguns. Isso lhe incomodava? Não sei ao certo, mas é possível que não. O que sei é que eu tive por ele grande apreço. Um poeta que alguns não compreenderam, mas que muitos apreciaram. E que eu, desde cedo, reverenciei. A tal ponto que, ainda no corpo do seu terceiro livro, “Sede no Escuro”, publicado em 1994, pela Editora João Scortecci (São Paulo), que reuniu os poemas do primeiro livro e outros inéditos, escrevi o seguinte texto, intitulado “Um porto sob as estrelas”, nas páginas 88/89:


Araripe Coutinho é um jovem irrequieto, um poeta irrequieto. Está sempre buscando... E o caminho do qual ele se serve para as buscas constantes é o caminho da poesia. A poesia de Araripe, que, em livro, estreou com “Amor sem Rosto” (1990), passando por “Asas da Agonia” (1991), e tendo sequência, agora, com “Sede no Escuro”, reflete, no conjunto, a mensagem de quem não teme desnudar-se nem desnudar. É poesia que freme, que queima, que contagia.


São marcas presentes no seu poetar: o erotismo, a angústia, as dores do mundo, mas também o aconchego, a ternura... O seu canto é atual. Como bem disse Núbia Marques, Araripe “é poeta dos nossos dias”. Poeta sem compromissos formais. O seu verdadeiro compromisso é pôr a poesia nas mãos do leitor. Nas mãos? No coração e na mente. Os seus poemas são chamas que ele acende para vê-las queimando pudores e queixumes, isto é, para vê-las devorando a hipocrisia do mundo. A obra poética de Araripe chega a escandalizar? Oxalá assim seja! Os lúcidos estão sempre escandalizando: “As galheta sobre o altar / O círio aceso / Eu de joelhos / Comungando da cólera de Deus e do diabo”, ele verseja. Tais versos, por certo, escandalizam alguns.


O poeta tem sede no escuro. Sede de amor e de amar, de percorrer caminhos novos, iluminados, pois a poesia é luz que irrompe no escuro, que clareia as trevas das consciências humanas. Mas o poeta também busca respostas para as suas indagações mais íntimas, nos momentos de angústia e incerteza. Diz ele, por exemplo: “Por que haveremos de continuar / nós que estamos / tão cansados de rever / os barcos e as náuseas?”. Todavia, ele continua. Continua porque o poeta vive para buscar, para dar do seu canto e para doar-se. Barcos e náuseas são partes do mar e do ato de navegar. E o poeta Araripe Coutinho navega por mares revoltos ou de calmaria, na incessante procura de um porto sob as estrelas. As estrelas são as guias mestras dos poetas. Dos poetas que, como Araripe, ousam exclamar: “Deixo para amanhã o despertar / Do outro. E enquanto dormes / Eu canto”.


Eis, assim, o texto que eu escrevi 20 anos atrás, saudando um poeta que viveu em constante busca. Os caminhos que ele percorreu, na vida pessoal, profissional ou literária, foram vários. Dissolutos ou não. Infindáveis caminhos. A sua poesia foi profana, iconoclasta, com laivos de sacralidade, sim(bólica), dia(bólica)? Foi, simplesmente, poesia.


Certa vez, perguntaram ao poeta Mário Quintana o que se deveria fazer para ser poeta. Ele respondeu: “Ler, ler, ler. Escrever, escrever, escrever”. Araripe foi um leitor voraz. Ele leu muitos e bons poetas. Nacionais e estrangeiros. Leu muito e muito escreveu. Ele produziu versos e poemas de cunho literário menor, como sói acontecer com qualquer um. E escreveu versos e poemas de espantar pelo estilo, pela linguagem empregada, pela ousadia. Em “Lírica” (“Sede no Escuro”) o poeta escreveu algo que, na minha compreensão, ele mesmo jamais pôde superar: “Quem se lembraria / de trazer-me um pêssego / numa tarde de angústias?”. Forte. Contundente. Melancólico. Dilacerante.


Não foi numa tarde de angústias, mas, sim, numa noite, numa madrugada, quem sabe, de desalento, de dor, de agonia, que ele se foi sem que alguém lhe trouxesse um pêssego. Vida breve...? No livro “Como Alguém Que Nunca Esteve Aqui”, de 2005, ele escreveu: “Viver não acaba nunca”. Eis a ideia do eterno. No livro “Passarador”, de 1997, ele disse: “Meu verso morreu de fome / morreu de amor / morreu de sede”. De que morreu o poeta Araripe Coutinho? De fome de amor? De sede de poesia? Como é o amor? No mesmo “Passarador” ele responde: “O amor é violáceo como a morte”.


O poeta que se foi, mas que não se foi completamente, vez que a obra há de ficar e perdurar, tinha a correta compreensão da dimensão da poesia: “As dores dos homens não cabem no poema” (Poema “Entre o Voo e o Pouso”, do livro “Asas da Agonia”). A poesia não contém o mundo. Não contém os homens. Não pode conter as suas dores imensas. O poeta também pareceu ter sempre a exata dimensão da própria vida. Vida que passa. No poema “Tempo de Silêncio” (“Asas da Agonia”) está dito: “Quando veio o tempo de silêncio / Eu já estava preparado para o sacrifício”. E no poema “Meia Luz” (“Asas da Agonia”) ele vaticina: “Na meia luz meus olhos fecham sós”. Os olhos do poeta se fecharam. Sós. No poema “Para um poeta é difícil” (“Sede no Escuro”) ele se antecipou ao tempo: “Para um poeta é difícil morrer em meio a todos / Melhor no silêncio, numa ponte deserta”. Até parece que ele sabia. Salve poeta! 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 21 e 22 de dezembro de 2014. Publicação neste site autorizada pelo autor.



Coluna José Lima
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
21/12
09:03

Coluna Primeira Mão

Ações da Procuradoai movimentam a vida política em Sergipe


A Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe ingressou em juízo com uma série de ações que pedem, entre outras coisas, a cassação de registro de candidaturas de deputados estaduais no exercício do mandato e foram reeleitos e a definição da inelegibilidade de alguns outros por oito anos. Eles são acusados, entre outras coisas, de uso eleitoral de verbas de subvenções e irregularidades nas prestações de contas. A Assembleia Legislativa se manifestou, através de Comunicado Público, anunciando que nada de irregular foi cometido pelos parlamentares e sim pelas entidades às quais foram direcionadas as verbas e, portanto acha que, se houver punições, que sejam para essas associações (ONGs). Isso cheira àquelas iniciativas que não vão dar em nada. Dá para cassar a Alese toda e fazer uma Casa de Suplentes? Não. Além do mais, porque somente acionar judicialmente no dia da diplomação, que aconteceu em 18 deste mês? Não dava para ser antes?


Reforma administrativa deverá ir a plenário ainda nesta semana


No decorrer desta semana de atividades legislativas, que começa na segunda-feira, 22, as comissões da Assembleia começam a avaliar os projetos de lei encaminhados à Casa pelo governo do Estado ´para a promoção de uma reforma administrativa. Definidas as avaliações, as comissões emitem relatórios e encaminham os projetos para a avaliação do plenário. O processo de votação promete ser complicado, pois o movimento sindical iniciou uma série de manifestações e pressões aos deputados para que os projetos sejam alterados e sejam evitados cortes de vantagens conquistadas pelos servidores e extinções de estatais. Os sindicalistas vão fincar bandeira na praça Fausto Cardoso e partir para a campanha de convencimento dos parlamentares.]


Governistas não acreditam em dificuldades para aprovação de projetos


Embora alguns políticos da oposição e até mesmo da situação acreditem que haverá dificuldades para aprovar os projetos de lei da reforma administrativa do Estado do jeito que foi encaminhado à Assembleia Legislativa, trabalha-se no Palácio de Despachos com a ideia de que “tudo que está sendo feito é para tirar Sergipe da crise e garantir um Estado saudável, com sua previdência funcionamento perfeitamente e com o déficit superado” e, portanto, aposta-se na aprovação das proposituras. Mas que os oposicionistas e alguns governistas andam falando em ficar ao lado dos sindicalistas do serviço público, isso andam. E muitos sindicalistas pregam a rejeição das proposituras.


Secretariado já está sendo encaminhado pelo governador


O governador Jackson Barreto (PMDB) deverá anunciar o seu secretariado depois das festas natalinas. Nomes ele já tem em mente e deverá ter uma conversa rápida com os partidos da base aliada. Se não tivesse encaminhado o projeto de reforma administrativa para a Assembleia Legislativa, ele teria 26 secretarias e outras quatro subsecretarias, além de diretorias de estatais para encher de aliados. Mas, o projeto que encaminhou para a Assembleia lhe dará direito a nomear, em bons cargos, 17 secretários e os dirigentes de poucas empresas, já que está extinguindo quatro das nove existentes sob o comando da administração estadual. Pelo visto, muita gente vai ficar a ver navios.


Duas visões sobre o aumento do IPTU e da tarifa do transporte


Alguns políticos que não nutrem a menor simpatia pelo prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), avaliam que ele enterrou o seu nome e não deverá ser candidato à reeleição por causa do reajuste em até 30% no IPTU e 14,9% da tarifa do transporte coletivo. Os amigos dizem que, ao contrário do que possam imaginar, João voltará a crescer em 2015, com a realização de obras com verbas do IPTU e ainda terá o apoio dos empresários do transporte coletivo nas eleições de 2016. É esperar para ver quem tem razão.


André entra na campanha pela Presidência Câmara Federal



Na quinta feira, 18, o deputado federal André Moura acompanhou o líder do PMDB, deputado federal Eduardo Cunha, numa viagem a São Paulo para conversar com o governador Geraldo Alckmin e com deputados federais da bancada paulista. Durante almoço, Cunha apresentou sua proposta de independência na Câmara a 30 parlamentares de 13 partidos. Em seguida fizeram uma visita de cortesia ao prefeito Fernando Haddad.

Caça voto - André Moura explicou que o motivo da viagem é o pouco tempo hábil no dia da posse, uma vez que pela manhã acontece a sessão solene de posse e, pela tarde, já ocorre a eleição da Mesa Diretora tornando difícil difíil conversar, principalmente, com os novos eleitos que ainda não estariam totalmente a par do regimento daquela Casa. Moura informou também que acompanhará Eduardo Cunha no mês de janeiro e que agendará uma visita dele a Sergipe


Jony Marcos destaca visão municipalista para mandato de Federal



Entre os diplomados pela Justiça Eleitoral de Sergipe, na noite de quinta-feira, 18, para o mandato que se inicia em 2015, estava o vereador Pr. Jony Marcos (PRB), eleito deputado federal com mais de 53 mil votos. Como vereador há dez anos em Aracaju, Pr. Jony chega à Câmara Federal com uma bagagem do Legislativo na capital, mas com uma visão municipalista. Segundo ele, o novo mandato traz a responsabilidade de defender em Brasília as causas dos municípios em geral. “Percorrendo os municípios do estado, pude acompanhar as necessidades de cada região, e, paralelo a isso, estudar de maneira mais abrangente as principais defesas que são comuns a todos os municípios brasileiros, como a questão da queda na arrecadação, que resulta em prejuízos diretos à população em serviço como infraestrutura, saúde, educação e segurança. Essa visão municipalista é a minha principal bandeira para o mandato de Federal. Lembrando que eu tenho compromisso especial no sertão, com os pequenos agricultores do nosso estado, e com os pescadores do Centro-sul”, frisou ele.



Índice de emprego cresce em SE em novembro


De acordo com os dados do CAGED, em novembro de 2014 foram gerados 2.103 empregos celetistas, equivalente a uma expansão de 0,69% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Os setores de atividades que mais contribuíram para este resultado foram o Comércio (+1.032postos) e a Indústria de Transformação (+ 979 postos). Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos primeiros onze meses do corrente ano, houve acréscimo de 10.594 postos (+3,58%).

Jackson traz fábrica de cimento que investirá R$ 1 bilhão em Sergipe

Sergipe ganhará uma nova unidade industrial de fabricação de cimento em Santo Amaro das Brotas. O investimento do grupo M.Dias Branco, na ordem de R$ 1 bilhão, tem financiamento do Banco do Nordeste, cujo contrato foi assinado na manhã desta sexta-feira, 19. O governador Jackson Barreto determinou que o secretário de Estado de Desenvolvimento, Saumíneo Nascimento o representasse e acompanhasse a assinatura de contrato de financiamento entre o Banco do Nordeste e o grupo Dias Branco no valor R$ 642,5 milhões. O ato ocorreu em Fortaleza. Os recursos serão utilizados na implantação da nova fábrica, contemplando gastos com construção civil, instalações, aquisição de máquinas e equipamentos nacionais e importados, móveis, utensílios etc. Ao todo, devem ser gerados 383 empregos diretos.


Os partidos políticos vão passar 2015 se preparando para 2016


Os partidos políticos iniciam em janeiro próximo campanha de filiação em todo o Estado de Sergipe. Vão estar na caça aos novos quadros do PMDB, PT, PDT, PSB, PTB, PRB e PPS, entre outros. Os novos filiados darão fôlego às campanhas para as disputas pelo comando das prefeituras municipais em 2016. Mas as “brigas” municipais começam logo após o processo de filiação, pois muitos dos novos filiados serão candidatos às prefeituras e vão entrar imediatamente em campanha.


João Alves já está trabalhando projeto da reeleição


Além de comentar com certa frequência que “2015 bate na porta de 2016”, o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM) tem dado a entender que disputará a reeleição com alertas feitos a alguns secretários do tipo “vamos agilizar as obras e os nossos projetos, pois será preciso mostrar ao povo o que fizermos”. Mas tem adotado medidas impopulares como o reajuste do IPTU em 30% e o aumento da tarifa do transporte coletivo em 14,9%. Mas há quem diga que a adoção desses aumentos vai lhe garantir conceder no máximo a correção pela inflação em 2015 e nenhum um só centavo em 2016, quando acontece a disputa eleitoral municipalista.


PSC poderá ter candidatura própria à Prefeitura de Aracaju


O prefeito João Alves Filho dá a entender que não tem a mínima pretensão de ter os irmãos Edvan e Eduardo Amorim (PSC) como aliados em 2016, ao menos por enquanto. Isso está claro na ausência dos “amorinistas” em seu governo e também no discurso do deputado federal André Moura de que 2016 será outra eleição e o PSC não trabalha, também por enquanto, aliança com o DEM. Os irmãos Amorim pensam em ter candidato próprio à PMA para formar base na capital, de olho em 2018, na sucessão do governador Jackson Barreto (PMDB). Mas tem gente no bloco de João que acha que “não é bom ter os Amorim tão longe que os perca de vista e nem tão perto para que possa atrapalhar a gestão municipal”.


PDT poderá lançar Fábio Henrique para a PMA em 2016


São cada vez mais intensos os comentários nos meios políticos apontando o atual prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique como candidato do PDT para a disputa para a Prefeitura de Aracaju, em 2016. Fala-se que ele poderá deixar o cargo em abril de 2016, passando a gestão para o seu vice, Job Carvalho, que poderá disputar a reeleição no mesmo ano. Tudo é possível.

 

Vereador Dr. Gonzaga também quer ser candidato a prefeito de Aracaju


O vereador Dr. Gonzaga (PMDB) informou à coluna que, se as bases do PMDB e dos partidos aliados desejarem, “o meu nome está à disposição para disputar a Prefeitura de Aracaju em 2016”. O parlamentar disse que é bom o bloco governista ter um leque vasto de opções, pois pode-se fazer um bom processo de escolha. No PMDB, o também vereador Robson Viana, eleito deputado estadual em outubro último, já disse estar disposto a entrar na disputa pelo comando da PMA. Na base aliada comentam-se ainda os nomes de Valadares Filho (PSB), Iran Barbosa (PT), Fábio Henrique (PDT), Rogério Carvalho (PT) e cogita-se a ida de Mendonça Prado, que estaria deixando o DEM e seguindo para o PMDB, entre outras opções.


Obras sem fim –
Ninguém lembra mais quando começou as obras de duplicação da BR-101 e a ampliação da Br-235. Também ninguém sabe quando vão terminar. Um dia a gente chega lá.


Mercado ofertante –
Os economistas sergipanos comentam que o mercado de imóveis está ofertante e se os desejos em fazer aquisições esperar um pouco mais vão adquirir a nova moradia bem mais barata em quatro ou cinco meses. Será? É esperar para ver.


Quebra molas –
A Prefeitura de Aracaju precisa pintar todos os quebra molas existentes em ruas e avenidas da cidade. Eles são bastante altos e, ainda assim, invisíveis. Por causa disso, as pancadas nos veículos são muito fortes e os carros terminam lotando pátios das oficinas.


Patrimônio Ambiental – É de boa qualidade a publicação “Patrimônio Ambiental Sergipano”, que tem fotos de Marcos Rodrigues e textos de Hugo Sidney Brandão. Quem não teve acesso, é bom procurar logo.


Roubos e assaltos –
Aqui para nós, a SSP precisa dar um chega prá lá nos ladrões, assaltantes e na turma que anda armado treinando tiro e usando o povo como alvo. É bom fazer isso antes que a que a violência fuja do controle. Está claro que a vagabundagem anda muito afoita e botando para quebrar com quem trabalha e paga impostos.


Grevistas demitidos –
Passada a greve que atingiu a fábrica de cimento do Grupo João Santos, em Nossa Senhora do Socorro, em novembro último, começaram as demissões. O Sindicagese diz que já são mais de 15 os dispensados por causa do movimento.

Devaneios moralistas – E a classe média continua com seus devaneios moralistas. Considera normal o povo pagar mais de R$ 4 mil para magistrados como auxílio moradia, mas entende como imoral e ilegal o Estado conceder bolsas de apenas R$ 100 para famílias extremamente pobres e liberar cotas para estudantes de famílias pobres ter acesso a um curso superior. As críticas aos pobres coitados estão de volta na internet.

Faturando bem - Donos de restaurantes, bares e casas de eventos de Aracaju e municípios vizinhos não têm do que reclamar neste final de anos. Desde o último dia 15 de empresas e grupos de amigos se reúnem em seus estabelecimentos para confraternizações de final de ano. O segmento está em festa. E assim será até o dia 1º de janeiro.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
19/12
20:33

Assembleia diz que considera legais os repasses de subvenções

A Mesa diretora da Assembleia Legislativa de Sergipe  divulgou no final  da tarde desta sexta-feira um “Comunicado Oficial”  em que afirma serem legais os repasses dos recursos e que os deputados estaduais não podem ser responsabilizados pela indevida aplicação por parte dos representantes das instituições” beneficiadas pelas subvenções. Informa ainda que considera legal a fiscalização do Ministério Público.


Veja a seguir o comunicado:

COMUNICADO OFICIAL


A Assembleia Legislativa de Sergipe, no uso de suas atribuições, ratifica a legalidade do pagamento das verbas de subvenções para entidades de caráter assistencial indicadas pelos deputados estaduais, na forma como estabelece a lei estadual de nº 5.210 de 12 de dezembro de 2003.
 

A legislação estabelece que os repasses para cada instituição deve obedecer aos critérios estabelecidos na lei. Somente podem ser destinatárias de subvenção parlamentar as Prefeituras ou as Instituições que estejam em atividade e reconhecidas de Utilidade Pública ou mediante atestado firmado por autoridade constituída onde a instituição estiver sediada.

A legislação estabelece que na ocorrência de irregularidades de ordem insanável, deverá o órgão de fiscalização e controle apresentar relatório sugerindo ou não que a Instituição deixe de receber recursos de subvenção, além das medidas cabíveis de ordem legal.   

Postos os fatos, a Assembleia Legislativa entende serem legais os repasses dos recursos e que os deputados estaduais não podem ser responsabilizados pela indevida aplicação por parte dos representantes das instituições. É preciso destacar que instituições de grande relevância social são contempladas com estes recursos e sobrevivem, anualmente, graças a este aporte.

Deste modo, o Poder reconhece e entende que é direito dos representantes do Ministério Público Eleitoral proceder a fiscalização e defende, desde já, que os fatos sejam devidamente apurados e que possíveis irregularidades sejam sanadas.

 

Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Sergipe



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Por Eugênio Nascimento
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