03/12
07:51

Déda – Cântico do Calvário

Clóvis Barbosa
Blogueiro e presidente do TCE/SE

Hoje, 2 de dezembro de 2017. Quatro anos sem Marcelo Déda. Naquele dia do ano de 2013, a melancolia bateu forte no meu coração. Como uma faca, cuja lâmina afiada penetrava sem qualquer remorso no âmago da minha alma, quedei-me inerte no silêncio. Não desejava me despedir de Déda. Ficaria em casa naquela segunda-feira. O traslado do seu corpo já havia sido feito, e ele estava sendo homenageado pelo povo e autoridades, inclusive a presidente da república, no prédio que ele mandou restaurar, o Palácio Olímpio Campos. Um filme passou pela minha mente. As imagens surgiam como se estivéssemos voltando a trilhar os mesmos caminhos andados em 37 anos de amizade, forjada no amor e nas divergências. Muito carinho de um pelo outro, mas brigas também. Tudo começou no Colégio Atheneu, onde fui dar um curso de história do cinema ao lado de Nilo Jaguar, Djaldino Moreno, Alberto Carvalho e Antônio Jacintho Filho. Lá, quatro meninos mostraram interesse pelo curso: Déda, Oliveira Júnior, Aragão e Evandro Curvello, quarteto que só andava junto e partilhava dos mesmos interesses culturais. Depois, veio a política, no PT e nos movimentos sociais; a advocacia, no início de sua carreira; a noite, no Baixo Barão, Scooby-Doo, Bar do Vinícius, Gosto Gostoso e tantos outros. De 1990 a 1996, ficamos de mal, embora em 1994 ele recebesse o meu voto, da minha família e amigos na sua candidatura vitoriosa a Deputado Federal. Não nos falávamos. Mas eu sempre falava dele, e ele de mim para amigos comuns. 

A noite chegava e minha angústia aumentava cada vez mais. Não, eu tenho que ir ao Palácio Olímpio Campos. Eu tenho que vê-lo pela última vez para olhar seu rosto, dar-lhe um beijo e volto para casa. Uma multidão na praça. Consigo entrar pelos fundos e subo, cambaleante, a escadaria até a sala onde o seu corpo estava estendido. Ao vê-lo, a emoção tomou conta de mim. Choro bastante. Recomponho-me e passo a imaginar o cenário criado pelo poema de Walt Whitman, O Captain! My Captain. Subverto o texto e passo a me exprimir em voz baixa: - Sobre o deque meu capitão jaz, frio e morto tombado, enquanto lá fora as bandeiras do PT tremulam. Ergue-te, Ó capitão! Meu capitão! A nossa viagem ainda não está finda, Ó capitão! Meu capitão! Ergue-te e ouve os sinos! Ergue-te, o clarim garganteia, por ti buquês e grinaldas engalanadas, por ti eles chamam, a massa oscilante volta-lhe suas faces ansiosas; eis capitão! Querido amigo! Este braço sob sua cabeça colocado! - Meu capitão não responde, seus lábios estão pálidos e silentes. Meu querido amigo não sente meu braço, não tem pulso, a vontade ausente. Lembrei-me do seu aniversário de 50 anos. Fiz um artigo com o mesmo título do poema de Walt Whitman. Ali, eu perquiria que fatores identificariam os homens, a ponto de uni-los mediante laços de afeto? O que levaria alguém a não medir sacrifícios por um amigo e, até mesmo, a definir outrem como tal? 

Por que nós nos ajuntamos em bandos, grupos, partidos ou tribos, projetando marcas que nos distinguem de outros, em face dos quais não encontraríamos afinidade? Após filtrar, com rigor, ideias que deixei fluir com naturalidade, creio ter chegado a uma razoável conclusão. Segundo elas, três seriam os ingredientes que imantariam os indivíduos, irmanando-os e fazendo deles emergir uma mesma frequência, na forma de acordo com a qual captariam a sonoridade do mundo, ou no modo de enxergar as aflições que nosso coração faz ecoar pelas curvas da vida. Penso que etnia, idioma e similitude de propósitos são os pilares que nos põem no mesmo bloco. Por isso, emocionei-me com a homenagem que se prestava ao nosso Déda, que estava completando meio século naquele ano de 2010. Que beleza! Nessa fase da vida, o alemão Bach já havia formatado a Arte da fuga e escrito seus mais importantes trabalhos, a exemplo de O cravo bem temperado e da Paixão segundo São Mateus. Quando Bach tinha cinquenta anos, adveio-lhe o filho caçula, que acabou por seguir carreira idêntica à do pai. Naquele dia de festa, 11 de março, nasceu Astor Piazzolla, que, aos cinquenta anos, já produzira seus mais reluzentes tangos (as obras-primas Adiós Nonino e Libertango). Pois é, com apenas cinquenta anos, Déda, artífice da palavra, estilista no trato com a administração pública e regente singular do Estado, já tinha sido, na política, quase tudo que se poderia conseguir galgar.

No executivo, só não ocupou a presidência da república, mas foi prefeito da capital de seu Estado (Aracaju), por duas vezes (eleito pela primeira vez aos quarenta anos), e governador de Sergipe, também duas vezes (sempre vencendo no primeiro turno). Já no legislativo, apenas não ocupou uma cadeira de vereador e outra de senador. Mas foi, com menos de trinta anos (em 1986), o deputado estadual mais votado do pleito. Com menos de trinta e cinco anos (1994), elegeu-se deputado federal, com a maior votação do Estado, reelegendo-se em 1998. Para mim, todavia, dois anos, em especial, são marcantes: 1977 e 2000. Em 77, vi, pela primeira vez, o imberbe Déda num curso de cinema no Atheneu, como dito acima. Na época, eu era presidente do Clube de Cinema de Sergipe. Juntamente com barbudos e velhos comunistas, exibi, malgrado percalços e riscos, o “Encouraçado Potemkin”, de Serguey Eisenstein. Com efeito, os riscos advinham do fato de a obra de Eisenstein expor a ditadura do czar. E nós vivíamos uma ditadura. No ano anterior (1976), por exemplo, desencadeara-se a “Operação Cajueiro”, na qual ilustres sergipanos foram presos pelo regime de exceção. Mas o jovem e denodado Déda estava lá, como que, encouraçadamente, peitando a ditadura. Os anos se passaram. Cheguemos, então (e sem rodeios), a 2000. Estava eu (com um pouco mais de cinquenta anos), na sacada do meu escritório, na Rua Laranjeiras, edifício Aliança, nas adjacências da agência central da ECT, observando a passeata da virada de Déda. 

Era a eleição para a prefeitura de Aracaju. Ele começara atrás nas pesquisas, mas, crescendo a cada dia, tomou a dianteira e disparou (venceria com quase 53% dos votos válidos). De cima do trio-elétrico em que conclamava a multidão, Déda viu-me e, olhando-me nos olhos, gritou, para todos ouvirem: “Clóvis Barbosa, seu lugar é aqui. Do nosso lado. Saia daí. Eu conheço sua história”. Ri com o gesto, acenei e agradeci. Depois, entrei e chorei. Nada demais. Jesus também chorou. Dois ou três anos depois, lá estava eu, procurador-geral do prefeito Marcelo Déda, aquele mesmo menino de dezessete anos. Agora, timoneiro de um novo encouraçado. De lá para cá, sempre estivemos juntos. Sim, e o porquê dessa amizade? Respondo. Sou de Estância. Mas meu pai era de Simão Dias, terra de Déda. Além disso, por ter sido do partidão (PCB), do antigo MDB e do PT (nos primórdios), minha linguagem política, assim como a de Déda, está ligada ao trabalhismo (este é o idioma que falamos, o idioma dos trabalhadores, o idioma da esquerda, marcadamente da latino-americana). Nosso propósito ideológico, ademais, era o mesmo: construir uma sociedade mais justa, onde a força do trabalho superasse a exploração do sangue e do suor do operário. Vejam, pois, que eu e Déda compartilhávamos da etnia, do idioma e dos propósitos. Daí, meu orgulho por ter, de alguma forma, inspirado o jovem que se tornou meu ídolo. 

Déda via o mundo pelos olhos do povo. Era um agente de transformação social. Ele tinha o arquétipo do político ideal: aquele que detém a magia de transformar derrotas em vitórias e vitórias em conquistas ainda mais memoráveis. Diferentemente do político estúpido, cuja débil ossatura só é capaz de projetar a engenharia do caos. Quando vencedor, transformava a vitória em derrota; quando derrotado, transformava a perda em sepultamento. O estúpido, na política, não morre inúmeras vezes. Morre apenas uma. A morte política, entretanto, depende mais da perspectiva do derrotado, do que do tratamento que lhe é conferido pelo vencedor. Daí, a necessidade de encarar cada batalha apenas como uma fase do longo processo que é a biografia política. Veja-se, por exemplo, a biografia política do jovem Marcelo Déda. Perdeu algumas batalhas? Sim. Mas por que transpira um ar como que de invencibilidade? Porque digeriu as derrotas, capitalizando-as, a fim de, mais tarde, lucrar com elas. Na verdade, de todos os atributos humanos, o talento certamente é o mais excêntrico. É que ele, ordinariamente, não se compatibiliza com outras qualidades. A título de exemplo, e lançando mão do próprio discurso popular, é lícito afirmar que os homens talentosos, no mais das vezes, não são humildes, mas vaidosos. Não são metódicos, mas intuitivos. Não são organizados, mas extremamente confusos em suas arrumações. Não são cautelosos, mas impacientemente agoniados. 

Vê-se, por conseguinte, que o talento acaba por espantar características igualmente desejáveis como modéstia, disciplina, esmero e paciência. De que forma, por exemplo, se poderia esquecer do talentoso pai da relatividade, ganhador do Nobel, que, aqui e ali, desafiava Deus, fazia cálculos no verso de envelopes usados, tirava fotos com os cabelos assanhados e mostrava a língua quando ia cumprimentar alguém? Numa palavra, o talento traduz uma bomba. Mas nem sempre. Às vezes, o talento propicia um saboroso e colorido espetáculo de pirotecnia. Especialmente quando o talentoso é, ao mesmo tempo, modesto, disciplinado, esmerado e, acima de tudo, paciente. Nesse ponto, é que vem a calhar a biografia do sergipano Marcelo Déda, que morreu num momento histórico da sua brilhante carreira política, onde passeava de asa-delta em céu de brigadeiro. Tudo indicava que a próxima tarefa que o destino iria lhe conduzir seria o Senado da República. Mas, quem não se lembra de Augusto Matraga, personagem de Guimarães Rosa? “Cada um tem sua hora e sua vez. A sua há de chegar”. Isso foi dito a Matraga, protagonista do conto, que integra o livro Sagarana. Digno de nota, no entanto, é que Guimarães fez questão de ressaltar que “Matraga não é Matraga. Matraga não é nada. Matraga é Esteves”. Ou seja, as pessoas não são o que os outros pensam acerca delas. As pessoas são o que efetivamente são. 

E a hora e a vez dos homens dependem não do que se pensa sobre eles, mas do que eles fizeram na prática para alcançar o êxito. Afinal de contas, “Matraga é Esteves”. E Déda é Sergipe. Foi aqui que ele nasceu. Foi aqui que ele se criou. Foi aqui que a política o viu amadurecer. No tempo dele, é claro. Mesmo porque “cada um tem sua hora e sua vez”. Mas, e o vazio que a ausência de Déda deixou em todos nós? Dizem que saudade é a sétima palavra de mais difícil tradução e, também, de difícil conceituação. O que é saudade? Neruda dizia que saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida. O nosso menino Déda foi embora precocemente, sob os aplausos do povo e o adeus dos seus amigos e familiares. Mas tudo foi feito para ele voltar. Espera-se, ainda, que suas cinzas renasçam no Parque da Sementeira. Em forma de árvore, de um monumento, na alma de um quero-quero, de um pardal agoniado ou, quem sabe, de uma flor? Ainda não sei ao certo, mas o vejo em cada canto em que há colorido, no sorriso aberto de uma criança, no reflexo do olhar daqueles que miram o céu admirando as estrelas. Faço minhas as palavras do poeta Fagundes Varela, em Cânticos do Calvário, e as dedico à memória de Déda: Eras na vida a pomba predileta que sobre um mar de angústias conduzia o ramo da esperança. Eras a estrela que entre as névoas do inverno cintilava apontando o caminho ao pegureiro.  

Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente.
 


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
03/12
07:00

Noite de Lua Cheia

 José Lima Santana
Professor da UFS

Noite. Noite de breu. Agosto. Sexta-feira. Dia 13. Um vento lúgubre e frio soprava no Beco de Filismina, lado direito do cemitério da cidade. Beco sombrio mesmo nos dias de sol intenso. Nos tempos de antanho, por ali, diziam-se, almas penadas corriam o trecho, soltando gemidos dilacerantes. Teve gente que ouviu os gemidos dolorosos, que eram de cortar coração e de dar arrepios nos pelos mais escondidos. Teve gente que viu os vultos correndo como seres desesperados. 

Mal e mal o sol se escondia, muita gente se recusava atravessar o Beco de Filismina. Beco mal afamado. Beco mal assombrado. Seres medonhos, demoníacos, pareciam tanger as almas penadas que gritavam sem parar, correndo de um lado para outro, horas a fio, noites adentro. Era como se as espetassem com espetos de ferro em brasa. Ora, almas penadas tinham corpos para serem ferrados com ferros ardentes? Coisas do outro mundo, do submundo mais imundo do qual se podia falar. Forças negras do além dali faziam morada. 

Reginaldo de Maria Zabelê da finada Telma de Américo Boiadeiro trabalhava no sítio de Chico Bonfim, cinquenta braças bem medidas para além do Beco de Filismina. Rege de Maria, como era conhecido, não era do tipo de homem que dele se podia dizer ser um cabra destemido. Era, sem tirar nem pôr, a negação da fama de valentia que acompanhava os homens da sua família. Homens brabos de punhal e trabuco. Mas, Rege de Maria fugia desse estereótipo familiar. Não passava de um borra-botas. Um cagão, na linguagem chula dos vadios. 

Aquela era uma noite de lua cheia. Lua perigosa, que com ela arrastava toda espécie de coisa ruim. Rege de Maria atrasou-se no serviço.E ainda deu para ficar de trololó com uma filha de Messias Pão Duro, a mais nova de sete irmãs e por quem Rege arrastava asas. Passava das dez horas da noite quando Rege tomou a direção do Beco de Filismina. A animação da conversa com a pretendida fez o rapaz esquecer que teria que atravessar o Beco infestado por seres ou coisas desagradáveis. Ele apressou as pedaladas na velha bicicleta Monark, cuja corrente do pedal caia por brincadeira.

Ao entrar no Beco, Rege de Maria sentiu um calafrio tomar conta do corpo inteiro. Pensou em recuar, enquanto era tempo. Porém, ao avistar a silhueta de um homem que atravessava o Beco, no sentido contrário, sentiu-se bem, Não estava sozinho naquela travessia. 

A bicicleta de cor azul foi comprada de segunda mão a Izidoro Funileiro e paga em cinco prestações mensais. Cada uma no valor de 20 cruzeiros novos. Corria o ano de 1968. Quando Rege de Maria estava para emparelhar com o homem que vinha em sentido contrário, eis que este sumiu. No momento, uma rajada de vento, um bafo estranhamente quente como que mordiscou as orelhas do quase namorado de Lucinha de Messias Pão Duro. 

Um cheiro muito ruim de coisa podre, muito podre, rescendeu no ar. Ao ombrear-se com Rege, o homem escancarou uma bocarra de fogo vivo. Labaredas soltavam daquela bocarra infeliz, como línguas de serpentes gigantes. E foi então que, tendo parado e ficado sem ação, Rege foi abraçado pelo homem de fogo. Suas roupas incendiaram-se. Seu corpo assava-se sem se consumir. Vultos negros e horripilantes achegavam-se, vindos do cemitério. Rege não tinha forças para correr. Nem para gritar. Estava paralisado. Morto nas calças. O inferno abria-se diante dele. Lobos furiosos uivavam por todos os lados.  Era o fim.

– Rege! Ô Rege! Acorda meu filho. Tá na hora de tirar o leite do seu patrão. Você quer desapontar ‘seu’ João Vieira. Ande. Se avexe!

Dona Maria Zabelê da finada Telma de Américo Boiadeiro viu a cara do filho Reginaldo como a de quem tinha visto assombração. 
– Que cara é essa, meu filho? Você tá bem, Rege?

Pulando da rede, Rege disse: – Foi um sonho doido que eu tive minha mãe. Um sonho dos infernos. Ainda tô todo arrepiado. 
Dona Maria Zabelê persignou-se. – Cruz credo, Rege! 

Naquela manhã, Rege fez voltas, mas não passou no Beco de Filismina. Horas depois, ele soube que encontraram um corpo carbonizado no referido Beco. Era incrível como o corpo estava queimado, mas não consumido. 


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
01/12
00:10

Prefeitura de Aracaju se reúne com MPE para evitar irregularidades no quadro de servidores

Visando otimizar o quadro de servidores da atual gestão da Prefeitura de Aracaju, além de evitar irregularidades, a Procuradoria Geral do Município (PGM), através do procurador-geral do Município, Netônio Machado, e do procurador efetivo Thiago Carneiro, se reuniram com o Ministério Público do Estado (MPE/SE) na última terça-feira, 28. Durante a reunião, os procuradores se comprometeram em analisar, junto ao prefeito Edvaldo Nogueira, o quadro de servidores para avaliar se, futuramente, haverá a possibilidade da realização de um concurso público.

Segundo informou o procurador Thiago Carneiro, não houve nenhum tipo de imposição por parte do MPE e nem foi firmado nenhum prazo para a Prefeitura. Na oportunidade, foi apresentado um quadro de extremo descalabro deixados pela administração anterior com recomendações para a atual gestão. "A reunião foi realizada, basicamente, para o Ministério Público nos apresentar uma série de irregularidades encontradas na gestão passada. Isso ocorreu simplesmente para que tais irregularidades não sejam cometidas na gestão atual, preocupação que o prefeito Edvaldo Nogueira tem desde o início da administração", explicou o procurador.

Desta forma, a fim de prevenir situações irregulares, as recomendações indicadas já estão sendo avaliadas pela Prefeitura de Aracaju, que já vinha cumprindo parte delas desde o primeiro dia da administração, tais como o controle de frequência, através da implementação de ponto eletrônico dos servidores públicos municipais, que será resolvido por completo através de processo licitatório e avaliação do quadro de servidores comissionados, com a redução de cargos. "Esse foi um primeiro momento de diálogo com o Ministério Público em que nos comprometemos em apenas avaliar a situação para a elaboração de uma proposta de solução para a questão dos cargos em comissão, questão essa que foi causa de irregularidade na gestão passada e que não desejamos cometer o mesmo erro. Então, o intuito é o de otimizar o quadro de servidores", reforçou Thiago Carneiro.


Política
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Por Kleber Santos
01/12
00:06

Lançamento do Projeto de Revisão dos Limites Municipais acontece no dia 4 de dezembro

Durante o evento serão apresentados o objetivo, as etapas de execução e a identidade do projeto com foco na sensibilização dos gestores para a participação efetiva dos municípios na definição dos seus limites

O Projeto de Revisão dos Limites Municipais de Sergipe será lançado na próxima segunda-feira, 4, a partir das 8h30, no auditório do Tribunal de Contas de Sergipe. O lançamento será feito pela Assembleia Legislativa, através da Comissão Parlamentar de Atualização dos Limites Intermunicipais (COPALI), em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

Durante o evento serão apresentados o objetivo, as etapas de execução e a identidade do projeto com foco na sensibilização dos gestores para a participação efetiva dos municípios na definição dos seus limites. O projeto de revisão visa solucionar as inconsistências legais sobre os limites dos municípios de Sergipe.

Segundo a consultora técnica da Seplag, Fernanda Lopes Cruz, atualmente as leis que definem as divisões político-administrativas dos municípios sergipanos encontram-se desatualizadas, apresentando descrições generalizadas e imprecisas dos marcos e linhas divisórias entre municípios, causando assim diversas inconsistências e até conflitos de jurisdição administrativa.

Revela Fernanda que o projeto de Revisão dos Limites Municipais é uma proposta de realinhamento das linhas de divisas dos municípios, com vista a corrigir inconsistências e dirimir conflitos existentes sobre as questões de limites, sempre se baseando no conceito do direito consuetudinário (direito que transforma os costumes em lei) e do sentimento de pertencimento da população.  Ressalta que tem como produto a confecção de Arquivo Gráfico Municipal (Base Cartográfica) com fins a subsidiar a nova da base legal (Lei de Limite Municipal) que definem as divisas político-administrativas dos municípios sergipanos.

O evento é voltado para a sociedade em geral e prioriza a participação de gestores municipais, presidentes de câmara e instituições que atuam na esfera municipal.


Variedades
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Por Kleber Santos
01/12
00:04

Artesãos de 18 municípios participam de Feira Natalina a partir desta sexta, no J. Inácio

A Feira segue até o dia 22 de dezembro, com variedade de produtos produzidos por artesãos sergipanos de modo individual ou associativo nas técnicas de bordado, renda irlandesa, macramê, patchwork, crochê, bonecas de pano, fuxico, biscuit temático, fibras vegetais, cerâmica, artes em madeira, artes em couro, artes em pedras naturais, biojóias, fusing, pintura em tecido e outros, além de comidas e doces típicos

Nesta sexta-feira, 1º de dezembro, tem início a 1ª Feira Natalina de Artesanato realizada pela Secretaria de Estado da Inclusão Social, através do Programa de Artesanato de Sergipe. Com a participação de artesãos de 18 municípios sergipanos, a Feira segue até o dia 22 de dezembro, no Centro de Arte e Cultura J. Inácio, localizado na Orla de Atalaia.

Serão expostos e comercializados produtos produzidos por artesãos sergipanos de modo individual ou associativo nas técnicas de bordado, renda irlandesa, macramê, patchwork, crochê, bonecas de pano, fuxico, biscuit temático, fibras vegetais, cerâmica, artes em madeira, artes em couro, artes em pedras naturais, biojóias, fusing, pintura em tecido e outros, além de comidas e doces típicos.

Segundo a gerente do Programa Artesanato de Sergipe, Ana Rosa Tavares, a feira é uma grande vitrine de exposição e venda de produtos artesanais. “Nosso objetivo é ampliar a visibilidade e reposicionar o artesanato sergipano no mercado, com suas diferentes técnicas empregadas em grande variedade de matérias primas, que enriquecem a exposição e contemplam as regionalidades”, diz Ana Rosa.

O secretário Zezinho Sobral destaca que a participação dos artesãos em Feiras e evento oportuniza o incremento na sua geração de renda. “Além de promovermos a divulgação da cultura do nosso Estado, nas suas diversas formas e cores, se fomenta a socialização, a ocupação e a geração de renda para o artesão sergipano, sobretudo para aqueles vindos das comunidades mais carentes. São canais importantíssimos para ampliar o escoamento da produção artesanal, mantendo vivos os valores da tradição cultural”, pontuou.

Entre os municípios participantes estão Aracaju, Rosário do Catete, Lagarto, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras, Divina Pastora, Japaratuba, Carmópolis, Pirambu, Itabaiana, N. Sra. do Socorro, Ribeirópolis, Maruim, Moita Bonita, Propriá, Santana do São Francisco, São Cristóvão, Areia Branca, que através das suas artes expressam a cultura das suas comunidades.

Foto: Ascom/ Seidh


Política
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Por Kleber Santos
01/12
00:01

Anderson de Tuca questiona demora do envio do Plano Diretor à CMA

Após várias discussões e cobranças do envio do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) para o Legislativo Municipal, o vereador Anderson de Tuca (PRTB), voltou a ressaltar em Tribuna a importância do projeto para o crescimento ordenado da capital, pedindo, mais uma vez, celeridade ao Poder Executivo para o encaminhamento do PDDU à Câmara.

“Já encaminharam e está em pauta nesta Casa o Projeto de Lei (PL) que trata do Plano Municipal de Saneamento Básico de Aracaju, mas até o presente momento, não recebemos o PDDU. Estão esperando chegar o período eleitoral para encaminhar e, mais uma vez, ser complicado para analisarmos e discutir tecnicamente o projeto?”, questionou o vereador.  

Ainda de acordo com o parlamentar, algumas audiências já foram realizadas para tratar do assunto, mas sem avanços significativos. “É evidente que muitos bairros da capital necessitam de atenção. Alguns dos problemas, inclusive já foram debatidos em audiências públicas realizadas nas próprias comunidades, mas somente através do Plano Diretor que é um instrumento de fundamental importância, é que iremos discutir e estabelecer as diretrizes para o desenvolvimento do município”, frisou. 

Por fim, Anderson de Tuca reforçou que esta já é a terceira vez, apenas neste mandato que faz a mesma cobrança. “Já estamos chegando a mais um final de ano. E essa já é a terceira vez, se não me engano, que coloco em pauta a questão da demora do envio para esta Casa. Uma hora vão ter que encaminhar. Resta saber o que estão esperando. Faço um apelo à Prefeitura de Aracaju para que envie, o quanto antes, o Plano Diretor. Estamos aguardando”, declarou.

Foto: César de Oliveira


Política
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Por Kleber Santos
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