22/06
20:35

Petrobras fechará Fafen em SE e BA em outubro

A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (22) o projeto de abandonar a produção de amônia e ureia, anunciado em 2016. O fechamento das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), no Polo Industrial de Camaçari, e a de Laranjeiras, em  Sergipe (Fafen-SE), deverá ocorrer em outubro próximo. As duas unidades industriais são apontadas pela estatal como deficitárias (R$ 800 milhões nos dois Estados). As desativações das duas unidades vão atingir cerca de 1.000 trabalhadores na Bahia e Sergipe, entre quadros da empresa e prestadores de serviços. O Brasil passará a importar amônia e ureia em maiores quantidades.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
21/06
11:02

CDL e FCDL lançam “Arraiá do Comércio” nos calçadões em parceria com a PMA

Para incrementar as vendas no período junino e linkar com o sentimento de festejos enraizado no coração dos sergipanos, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL) e a FCDL/Sergipe estarão lançando nesta sexta-feira, 22, a partir das 17h, um coreto festivo que será batizado de “Arraiá do Comércio” para levar entretimento aos clientes do maior ponto de vendas da capital, o Centro da cidade.

Em parceria com a Prefeitura de Aracaju, por meio da Funcaju, além das entidades empresariais Acese e Fecomércio, a CDL e FCDL disponibilizarão o Coreto para as apresentações de trios de forrós e quadrilhas juninas nos dias 22, 23, 26, 27, 28 e 29 de junho, na confluência das ruas João Pessoa com São Cristóvão (calçadões), além de já ter feita a ornamentação dos trechos onde ocorrerá a folia junina.

“Assim como fazemos no Natal com a casa do Papai Noel, trouxemos um Coreto Junino para nossa maior festa que é o São João. Dessa forma, a Funcaju garantiu trios de forrós e quadrilhas juninas e nós, entidades do comércio, entramos como coreto, ornamentação e sonorização”, esclarece Brenno Barreto, que preside a CDL.

O presidente da Funcaju (Fundação Cultural de Aracaju), Cássio Murilo, disse da satisfação em estabelecer parceria com os lojistas, “especialmente numa área histórica da cidade, o Centro comercial, onde também já estamos realizando outros dois projetos para fomentar o Centro e iniciarmos seu processo de revitalização, inclusive o ‘Palco Clemilda’ todos os fins de tarde como muito forró na praça Gal. Valadão”, destacou.

Pelo cronograma de apresentações, ficaram estabelecidas as seguintes datas para realização dos festejos, na confluência dos Calçadões:

Arraía do Comércio

22/06 – Trio de Forró (15h)

                Quadrilha Junina (17h)

23/06 – Trio de Forró (10h)

                Quadrilha Junina (11h)

26 e 27/06 – Sons do forró (15 às 18h)

28/06 -          Trio de Forró (15h)

                        Quadrilha Junina (17h)

29/06 -          Trio de Forró (15 às 18h)

Segurança – Também a CDL, Acese e Fecomércio estão animadas com as perspectivas de vendas em função da realização do Forrocaju – maior festa junina pública do Estado – que movimentará a economia da capital, além do esquema montado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) para proteger e dar condições aos clientes do Centro fazerem suas compras com facilidade durante os festejos juninos.

“A FCDL e a CDL reconhecem o esforço do governo de Sergipe em dar maior segurança ao maior lugar de compras a céu aberto que é o nosso Centro comercial e isso certamente influenciará na presença positiva dos cidadãos nesta área vital da cidade”, pontua Edivaldo Cunha, que preside a FCDL. 



Economia
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Por Eugênio Nascimento
20/06
16:10

Aracaju será sede de encontro nacional entre secretários de finanças das capitais

Aracaju irá sediar a segunda Assembleia Ordinária da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf), nas próximas quinta e sexta-feira, dias 21 e 22 de junho, no Hotel Celi, na Orla de Atalaia. O evento, que reúne os gestores de todas as capitais do país, discutirá assuntos relacionados às finanças públicas, em especial de tributação, que são de interesse comum para os municípios.

O secretário da Fazenda de Aracaju, Jeferson Passos, explica que a escolha da capital sergipana para receber o encontro se deu pelo reconhecimento da solidez do trabalho que vem sendo desenvolvido por aqui. "A contribuição dos nossos técnicos nas discussões da entidade tem sido muito relevante, e com a minha presença na diretoria técnica da Abrasf, essa participação se consolida ainda mais", enfatiza o gestor.

Entre os temas pautados para a discussão estão as recentes mudanças introduzidas pela Lei Complementar 157, que trata do Imposto Sobre Serviço (ISS) cobrado no destino de atividades como administração de cartão de crédito, planos de saúde e consórcios, um debate que passa por um momento de regulamentação no Congresso Nacional, e que a Abrasf construiu uma proposta substitutiva, um projeto de lei que já foi aprovado no Senado.

"Temos negociado ativamente com entidades do setor, representadas através da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, e participado dos debates junto à Confederação Nacional dos Municípios e Frente Nacional dos Prefeitos, no sentido de assegurar que efetivamente o imposto seja arrecadado nos municípios onde residem as pessoas que tomam esses serviços. Este é o principal tópico do evento", informa Jeferson Passos.

Também estará em pauta a Reforma Tributária, que vem sendo debatida em âmbito nacional, já que a Abrasf é uma entidade que dá suporte técnico a essa discussão, no sentido de defender a autonomia federativa dos municípios, além de tópicos relativos aos projeto em conjunto entre a Associação e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que busca construir soluções tecnológicas que facilitem a arrecadação de tributos imobiliários pelas cidades brasileiras.

Para finalizar o encontro, haverá a explanação sobre a experiência de tributação imobiliária de Aracaju. "A metodologia utilizada no desenvolvimento da planta de valores da capital, que é uma experiência que despertou a curiosidade e o interesse de diversas outras capitais, será demonstrada pelos nossos técnicos", finaliza Jeferson Passos, ressaltando a satisfação por receber o evento. "É uma honra sediar esta Assembleia e ser palco de debates tão relevantes nesse momento crucial para as finanças públicas dos municípios", afirma.            



Economia
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Por Eugênio Nascimento
19/06
19:26

Maria vê boas oportunidades em criações de ostras e camarões

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) vê na criação de camarões e ostras uma excelente oportunidade de trabalho e renda para a população do Baixo São Francisco, considerando que a população vem sofrendo, desde a última década, com as graves degradações do Rio e necessita de uma nova motivação econômica para a região. Para Maria, esse projeto poderá viabilizar economicamente outras populações ribeirinhas do Estado de Sergipe, criando novas perspectivas, a partir desses produtos que possuem boa aceitação no mercado sergipano.  


Economia
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Por Eugênio Nascimento
14/06
09:56

Cesta básica de Aracaju chegou aos R$349,29, em maio

O valor da cesta básica de Aracaju (SE) ficou em R$349,29, em maio de 2018, o quinto menor entre as capitais pesquisadas. Na comparação com o mês anterior (abril/2018), a cesta básica aracajuana registrou elevação de 2%.  A informação foi divulgada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)

 

O aumento dos preços não atingiu apenas Aracaju. As outras capitais pesquisadas também registraram elevação nos valores das suas cestas básicas, em igual período de comparação, as únicas exceções foram Belo Horizonte e Manaus, que apresentaram reduções de 0,39% e 0,82%, respectivamente. Entre as maiores altas estão as registradas em Campo Grande (5,22%) e Florianópolis (3,49%).

 

O menor valor da cesta básica, no mês de maio de 2018, foi observado em Salvador (R$327,56). Já os maiores valores foram registrados no Rio de Janeiro (R$446,03), Florianópolis (R$441,62) e São Paulo (R$441,16).

 

Na comparação anual (maio/2017), apenas duas capitais registraram elevação no valor da cesta básica, foram elas: Rio de Janeiro (0,78%) e Campo Grande (0,77%). Em Aracaju houve retração de 5,85% no valor da cesta básica, e entre as demais capitais pesquisadas, as retrações mais expressivas ocorreram em Recife (-11,3%) e Goiânia (-7,2%), todas as variações são em termos absolutos, ou seja, sem considerar o efeito da inflação no período.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
11/06
11:59

17,45 milhões de nordestinos estão negativados no SPC

O volume de consumidores brasileiros com contas em atraso e registrados em lista de devedores voltou a crescer no último mês de maio, mas desacelerou frente os meses anteriores. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a quantidade de inadimplentes cresceu 2,78% no mês de maio na comparação com igual mês do ano passado. A taxa é menor do que se comparada aos meses de março e abril de 2018, quando houve uma alta de 3,13% e 3,54%, respectivamente. Em números absolutos, estima-se que aproximadamente 63,29 milhões de brasileiros estejam com o CPF restrito para fazer compras a prazo ou contratar crédito.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, apesar de a recessão ter chegado ao seu fim, a inadimplência do consumidor continua elevada, pois a recuperação econômica segue lenta e não se refletiu em melhora inequívoca no dia a dia dos consumidores. “Por mais que o país tenha superado a recessão, o mercado de trabalho continua desaquecido, os juros cobrados do consumidor ainda não caíram no mesmo ritmo da Selic e a perda de renda real dos últimos anos ainda não foi recuperada. Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma gradual, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências quanto na propensão ao consumo das famílias”, analisa o presidente.

Sudeste lidera alta

O aumento da inadimplência foi puxado, principalmente, pela região Sudeste, cuja alta observada em maio foi de 8,07%. Nas demais regiões, as altas foram mais modestas como 2,95% no Nordeste; 2,27% no Centro-Oeste; 1,55% no Norte e 1,08% no Sul. O crescimento maior na região Sudeste é explicado, em parte, pela revogação da chamada ‘Lei do AR’ no Estado de São Paulo, que exigia por parte dos credores uma carta com aviso de recebimento para poder negativar quem atrasa pagamentos. “Como esse processo era mais custoso e burocrático do que enviar uma carta simples via Correios, muitos desses empresários estavam deixando de negativar inadimplentes. Com a derrubada da lei, as negativações que não haviam sido devidamente registradas entraram na base de dados de forma mais abrupta, forçando um crescimento maior da inadimplência nessa região”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

De acordo com a estimativa, além de ter apresentado o maior crescimento da inadimplência em maio, o Sudeste é, em termos absolutos, a região com o maior número de negativados:26,94 milhões de pessoas estão nessas condições por não terem quitado suas contas, o que representa 41% da população adulta residente na região.

Em seguida aparecem o Nordeste, que conta com 17,45 milhões de negativados, ou 43% da população adulta; o Sul, com 8,15 milhões de inadimplentes (36% da população adulta); o Norte, com 5,80 milhões de devedores (48% – o maior percentual entre as regiões) e o Centro-Oeste, com um total de 4,94 milhões de inadimplentes (42% da população).

Brasil tem quase 18 milhões de brasileiros inadimplentes na faixa dos 30 anos; idosos acima dos 65 anos formam 5,4 milhões de negativados

O indicador também revela que a maior parte dos inadimplentes está concentrada entre os brasileiros com idade de 30 a 39 anos: são 17,9 milhões de consumidores nessa situação. Na sequência, estão os consumidores de 40 a 49 anos, que somam uma população de 14 milhões de inadimplentes; as pessoas de 25 a 29 anos, que juntas formam 7,9 milhões de negativados e, os de idade mais avançada, compreendidos na faixa dos 65 a 84 anos de idade, que somam 5,4 milhões de pessoas com contas em atraso. A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, formam um contingente de 4,8 milhões de negativados, o que representa 20% dos brasileiros nessa faixa.

“A faixa etária dos 30 anos é uma fase da vida em que as pessoas recebem muitas atribuições financeiras, que se não bem administradas podem levar à inadimplência. É um momento em que muitos casam, têm filhos e conquistam um emprego melhor. Já a inadimplência elevada entre os mais velhos é explicada, em parte, pela permanência maior dessas pessoas no mercado de trabalho. Trata-se, também, de um momento em que as pessoas têm gastos mais elevados com saúde, por exemplo”, explica a economista Marcela Kawauti.

Volume de dívidas cai

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, a inadimplência recuou -0,20% em maio na comparação com igual mês do ano passado. Na comparação mensal, isto é, entre abril e maio, o crescimento foi de 0,90%.

Os dados abertos por setor credor mostram que o crescimento mais expressivo foi das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 6,42%. Também houve alta nas contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,14%). Já as compras realizadas no crediário no comércio e as contas de serviços básicos, como água e luz, apresentaram queda na quantidade de atrasos, com recuos de 9,49% e 4,79%, respectivamente.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.



Economia
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Por Eugênio Nascimento
06/06
16:38

Órgãos e entidades envolvidos iniciam campanha de divulgação do eSocial em Sergipe

A partir de julho empresas de todos os portes serão obrigadas a aderir ao programa 


A Delegacia da Receita Federal em Aracaju (DRF/AJU), em parceria com o Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal (CEF), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Conselho Regional de Contabilidade de Sergipe (CRCSE) e o Sindicato das Empresas de Assessoria, Perícias, Informações e Pesquisas e das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de Sergipe (SESCAP/SE), iniciam campanha de divulgação do eSocial no estado de Sergipe no mês de junho, quando empresas de todos os portes e microempreendedores individuais serão obrigados a aderir ao programa. 

Dentre as inciativas da campanha estão previstas entrevistas com representantes de cada órgão envolvido e palestras para o público interessado, sendo a primeira delas direcionada aos empresários em geral e aos  profissionais da contabilidade, que acontecerá no Tribunal Regional do Trabalho da 20ª região, no dia 18/06. Outra inciativa será a criação de uma Sala Especial destinada ao atendimento de questões específicas, em um espaço integrado que envolverá especialistas dos entes públicos envolvidos. A Sala Especial de Atendimento será implantada na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Sergipe (SRTE) e passará a prestar atendimento em meados de julho. 

O que é o eSocial?


O eSocial é um sistema de unificação das obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias em uma mesma plataforma, de modo simples e eficiente que deve ser adotado por todas as empresas e empregadores do país. A implantação desse sistema faz parte das medidas de desburocratização e simplificação adotadas pelo Estado brasileiro. 

O processo de implantação


O processo de implantação do eSocial foi dividido em três grandes grupos: um primeiro formado pelas grandes empresas do país – com faturamento anual superior a R$ 78 milhões e constituído por cerca de 13,7 mil empregadores e 15 milhões de trabalhadores – cuja implantação foi iniciada no dia 8 de janeiro deste ano, mas que está ocorrendo de forma escalonada, em fases, desde o mês de março com a Fase1, em maio com a Fase 2 e em julho com a Fase 3, tendo uma fase final em janeiro de 2019. 

O segundo grupo, por sua vez, é formado pelas demais empresas privadas do país, o que inclui micro e pequenas empresas, MEIs, e pequenos produtores rurais. Esse grupo terá seu processo de incorporação ao eSocial iniciado no dia 16 de julho de 2017, ocorrendo de maneira escalonada nos meses seguintes de setembro, novembro e janeiro. 

Finalmente, em 14 de janeiro de 2019, o eSocial inicia seu processo de implantação voltado aos órgãos públicos do país, atingindo em torno de 8 mil servidores estatutários. O processo, assim como nos demais grupos, também se dará de maneira gradativa entre os meses de janeiro, março, maio e julho de 2019. 


Fases do Primeiro Grupo 
  
O primeiro grupo, formado pelas empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões, abrange 57 (cinquenta e sete) empesas no estado de Sergipe. Do total de empresas obrigadas a aderir ao eSocial no estado, 89,47% cumpriram a Fase 1, prevista para o mês de março. Em maio, prazo previsto para o cumprimento da Fase 280,70% das empresas transmitiram seus eventos no programa. 



Economia
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Por Eugênio Nascimento
05/06
10:22

Empréstimo de nome é responsável por 17% dos casos de inadimplência, revela estudo do SPC Brasil e CNDL

Maioria emprestou documentos ou cartão para ajudar ou porque ficou com vergonha de dizer não; 23% não sabiam ao certo o valor que o outro gastaria. Arrependidos, 62% jamais voltariam a emprestar o nome de novo


Um levantamento feito em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) descobriu que o empréstimo de nome a terceiros é uma das causas que leva os brasileiros à inadimplência. Em cada dez pessoas que estão ou estiveram com o nome inscrito em cadastros de devedores nos últimos 12 meses, 
duas (17%) chegaram a essa situação porque emprestaram seus documentos ou cartões para que outra pessoa fizesse compras a prazo.

A maioria das pessoas ouvidas alega que emprestou o nome com o intuito de ajudar (51%) o amigo ou familiar, enquanto 13% ficaram com vergonha de dizer não diante do pedido. Outros 11% disseram ter ficado receosos de magoar quem pediu o nome emprestado, caso tivessem de negar o auxílio.

“Emprestar o nome para amigos ou conhecidos é uma atitude solidária, mas que pode causar danos à saúde financeira de quem arca com a dívida. Quem emprestou o nome termina se responsabilizando por uma dívida que não lhe pertence, cuja falta de pagamento possui desdobramentos sérios como a restrição ao crédito, inadimplência e até mesmo a perda da amizade de quem pediu ajuda”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Amigos e parentes são os que mais recorrem à prática; 23% deram nome sem nem saber o valor que o outro gastaria

De acordo com a pesquisa, a maior parte dos pedidos de nome emprestado surge de pessoas próximas do círculo social. Em primeiro lugar estão os amigos, com 26% de citações, seguidos dos parentes (21%) e dos irmãos (16%). Completam o ranking os pais (11%), namorados (9%), filhos (9%), cônjuges (8%) e até mesmo colegas de trabalho (8%).

A prática se torna ainda mais arriscada, quando quase um quarto (23%) dos entrevistados revela que emprestou o nome sem saber ao menos o valor da compra que seria feita. Em outros 28% dos casos, havia sido combinado um valor, mas a pessoa gastou mais do que o acordado.

A forma mais comum de emprestar o nome foi por meio do cartão de crédito, opção citada por 52% das pessoas que passaram por essa situação. O cartão de loja ficou em segundo lugar com 23% de menções – percentual que sobe para 28% entre as pessoas das classes C/D/E e 30% entre as mulheres. Também foram relatados casos de uso de financiamento (20%), crediário (19%) e talão de cheque (12%) de terceiros. “O cartão de crédito é uma das modalidades que cobram os juros mais elevados no mercado. Isso torna o hábito ainda mais perigoso porque em caso de atraso no pagamento, a dívida inicial pode crescer de forma considerável”, explica o educador financeiro do portal ‘
Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

A pesquisa ainda descobriu que as principais aquisições feitas em nome de terceiros nem sempre dizem respeito a itens de primeira necessidade. Em cada dez situações em que os entrevistados sabiam o que foi comprado, quatro (37%) serviram para a aquisição de roupas, calçados e acessórios. Outros 20% foram destinados a empréstimo de dinheiro e 19% a compra de equipamentos eletrônicos. Completam a lista perfumes e cosméticos (15%), eletrodomésticos (14%) e móveis (13%). Em 16% dos casos, quem emprestou o nome não sabia o que seria adquirido.

Em 25% dos casos, pessoa desapareceu após usar nome emprestado e não arcou com os valores. Em média, dívida supera R$ 1,5 mil e 62% não voltariam a emprestar nome

De acordo com o estudo, somente em 11% dos casos a dívida contraída foi inteiramente quitada por quem pediu o nome emprestado. Para quase a metade (49%) dos entrevistados, a dívida ainda está em aberto ou sendo negociada, enquanto 30% tiveram de se responsabilizar sozinhos pelo pagamento das compras feita por terceiros. Em média,o valor da dívida chega a R$ 1.520,81.

Considerando os inadimplentes que emprestaram o nome e pagaram ao menos parte da dívida ou ainda estão negociando, 55% deles tiveram que fazer algo para conseguir limpar o nome, principalmente economizar e cortar gastos do orçamento (27%) ou usar parte da reserva financeira que possuíam (20%). Há ainda 11% de pessoas que tiveram de recorrer a empréstimos para conseguir quitar a dívida que outras pessoas fizeram em seu nome.

De acordo com o levantamento, 84% das pessoas que ficaram com nome negativado cobraram a devolução do dinheiro usado para quitar a dívida no seu nome, mas 71% não receberam nenhum pagamento. Em 41% dos casos a pessoa cobrada disse que não teria condições financeiras de pagar a dívida e em outras 25% das situações, a pessoa desapareceu, impossibilitando qualquer tipo de cobrança direta. Em cada dez entrevistados, seis (57%) admitem que a relação com a pessoa ficou abalada após o episódio, sendo que em 18% dos casos a amizade foi rompida.

Depois da amarga experiência de ter o nome negativado por conta de terceiros, a maioria dos entrevistados (62%) disse que não voltaria a emprestar o nome para os outros realizarem compras a prazo. Por outro lado, 20% voltaram a emprestar o nome a outras pessoas. “Quem pede o nome emprestado muito provavelmente já tem dívidas em atraso e está com dificuldades de obter crédito por causa da restrição ao CPF. Sendo assim, quem se arrisca a ajudar esse tipo de pessoa, precisa assumir o risco de não receber o dinheiro ou receber fora do prazo esperado. O recomendável é não emprestar ou emprestar apenas um valor que não fará falta no orçamento”, orienta a economista Marcela Kawauti.

Metodologia

Foram entrevistados 800 consumidores inadimplentes ou que estiveram inadimplentes nos últimos 12 meses nas 27 capitais, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em 
https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas



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Por Eugênio Nascimento
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