04/06
11:40

Polícia Civil deflagra Operação Padrão em busca de igualdade de direitos e deveres

Reunidos em Assembléia Ordinária do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol Sergipe) na tarde de sexta-feira, 03 de junho, escrivães, agentes e agentes auxiliares aprovaram a proposta da Operação Padrão. O objetivo é sensibilizar os gestores públicos sobre as recentes negociações salariais, sem a regular participação da categoria.

"Plantou-se a semente do divisionismo, com o pedido de reajuste diferenciado para os policiais civis delegados (linear de 5% do ano de 2008 + retroativo parcelado, totalizando cerca de 20% de aumento), pior, o governador Marcelo Déda semeou essa semente com o Projeto/Lei já aprovado pela Assembléia Legislativa de Sergipe, votado no dia 26 de maio. A categoria da Polícia Civil diz NÃO ao desrespeito recebido", afirmou o Sinpol em Convocação Urgente.

A proposta do Sinpol é a de que as demandas da Polícia Civil devem ser discutidas na Mesa de Negociação ou na Comissão da Elaboração da Lei Orgânica, com todos juntos (SSP, PC, SINPOL e ADEPOL). "Se o Governo alegou que cumpriu o acordo em ceder o ajuste diferenciado aos delegados porque deu sua palavra, ainda que as imagens digam o contrário, tudo bem. Todavia, que a palavra do governo seja mantida em relação ao acordo firmado com o Sinpol em 2008, qual seja, o salário dos agentes, agentes auxiliares e escrivães equivalente a 60% do salário dos delegados," reivindicou o Sindicato.

Desde a sexta, cerca de 60 policiais participam da mobilização e paralisação dos serviços na Delegacia Plantonista, das 21h às 2h de sábado, 04 de junho. A Operação Padrão inclui ainda paralisações na Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), Delegacia de Homicídios, Polinter e Especializadas. No cotidiano de trabalho, os agentes, agentes auxiliares e escrivães irão trabalhar somente com ordens de serviço por escrito, e na perspectiva de que sem delegado a delegacia não pode funcionar, já que ele tem que cumprir seus deveres de autoridade.

De acordo com o presidente do Sinpol, Antônio Moraes, esse é o momento da categoria mostrar como ela é unida e está preparada para lutar por igualdade. "De início serão cinco momentos de mobilização, mas nós estamos nos organizando para aumentar essas paralisações setoriais até que nossas reivindicações sejam atendidas. Não vamos compactuar com esse tratamento diferenciado e com as desigualdades, porque isso trará o retrocesso à nossa instituição, promovendo a desarmonia e o abismo entre direitos e deveres. Os agentes, agentes auxiliares e escrivães são as peças essenciais da instituição e que fazem a estrutura da Polícia Civil movimentar-se. E isso será provado com a Operação Padrão?, garantiu.

Filiação à Feipol e NCST

Foi aprovado em Assembléia na tarde de ontem a filiação do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol Sergipe) à Federação Interestadual dos Policiais Civis (Feipol) e à Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST). Segundo o presidente do Sinpol Sergipe, essa será uma grande oportunidade de avanço da luta dos policiais civis sergipanos. ?Nós temos muito o que compartilhar e aprender com essas duas instituições de representação nacional, e que são referências de organização e mobilização. Nossa filiação à Feipol e à Nova Central dará maior alcance à luta dos policiais civis sergipanos e demonstra um avanço na organização dos trabalhadores?, assegurou Moraes.


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Por Eugênio Nascimento
04/06
09:36

Reforma Tributária mais justa para os municípios brasileiros


*Deputado Federal André Moura

Lembro que há alguns dias, a cidade de Brasília recebeu pela décima quarta vez, a Marcha dos Prefeitos. Os administradores dos municípios vieram como em todas às vezes anteriores, em busca da defesa dos anseios e necessidades dos seus munícipes e retornaram com a bagagem cheia de promessas e alguma esperança, mas poucos recursos.

Em 1988, num divisor de águas histórico, nossa Constituição finalmente passou a reconhecer a importância dos entes municipais na estrutura política nacional, que foram por isso elevado ao mesmo status ? de membro da Federação ? que no regime anterior se reservava apenas à União e aos Estados. Aquela mudança de conceitos ficou, porém, no papel. Na vida prática, no mundo real, na verdadeira disposição das instituições, o desenho federativo então idealizado pelo Constituinte ainda hoje não chegou a ser implementado de fato. Vivemos, pois, em uma federação incompleta, como bem destacou em entrevista recente o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski.

Os municípios receberam um amplo complexo de novas responsabilidades, deveres e obrigações. O objetivo desconcentrador era evidente. E o motivo também: parece óbvio que os municípios, por mais próximos do dia-a-dia da população, de cujos problemas compartilham, por assim dizer, têm condições privilegiadas para avaliar as questões mais urgentes e determinar os melhores meios de solucioná-las. A descentralização de responsabilidades não se refletiu, porém, como deveria, no aspecto orçamentário, e como resultado tivemos o enfraquecimento financeiro ? paulatino, mas constante e sistemático ? da instância municipal, que se viu lançada em um processo de endividamento excessivo e de progressiva dependência econômica ? e política, naturalmente ? em relação aos Estados e à União.

Não há verdadeira Federação, quando a autonomia dos entes que a compõem não passa de um programa de intenções, sem correspondência com a realidade dos fatos.

Essa fragilidade política dos municípios permitiu que lhes fossem impostas condições muitas vezes draconianas, para a negociação de seus débitos. E os repasses do FPM foram minguando ano a ano, ora por medidas como a famigerada DRU, ora pela concessão de favores, nem sempre com o devido apuro técnico, para a utilização desta verba tão importante. Na outra ponta, multiplicaram-se os impactos sobre as despesas, originados por medidas federais ou estaduais. E nesse ponto deve-se frisar que, em 2010, nenhum município teve a ventura de receber os valores prometidos, a título de complementação, a exemplo do novo piso salarial dos professores.

Se de um lado sobrou empenho na hora de elevar os gastos, do outro, quando se deveria providenciar o ajuste das fontes de custeio, esfriaram as disposições, desapareceram os apoios, e as vontades políticas definharam. Quantos anos faz, já que a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 se arrasta pelos corredores do Congresso? Que outra justificativa para os súbitos obstáculos, que sempre impedem os pagamentos de convênios, mesmo os já aprovados e registrados na lei orçamentária? A não ser pela situação de relativo conforto de que desfruta a União, nesse ponto, que outra explicação, para o postergar sem fim de uma solução para os "restos a pagar" referentes aos projetos municipais?

Diante desse quadro, avulta a importância de que, nas discussões que se avizinham a respeito da Reforma Tributária, os interesses dos municípios recebam uma atenção especial.

Se desejarmos dotá-los de recursos que lhes garantam real autonomia, uma boa providência pode estar na ampliação da base de cálculo do FPM, incorporando-lhe, além dos atuais impostos, também as contribuições sociais. O aumento da sua participação no bolo dos tributos deve consistir em um dos principais eixos do debate, sintonizando as discussões com o necessário ajuste de receitas à realidade surgida após 1988, com as transferências para as localidades de serviços públicos, que antes gravitavam nas esferas da União e dos Estados.

Outra questão básica, cuja solução já vem tardando e ameaça a própria eficácia de nossa Lei Maior, diz respeito à guerra fiscal em torno do ICMS. As disputas redundaram, ao longo dos últimos anos, em perdas de receitas do nosso principal imposto, e em desajustes no funcionamento dos mercados, em prejuízo de todos os envolvidos. O dano maior recai, no entanto, sobre os municípios, a quem pertencem 25% das receitas, e que delas dependem em grau bastante elevado.

A adoção do princípio do destino, com o fim das alíquotas interestaduais, não pode deixar de figurar entre os itens prioritários, assim como uma solução definitiva para a partilha do imposto relativo ao comércio eletrônico.

Como se pode ver, a agenda não é pequena e reúne temas complexos. Mas da solução para os problemas aqui apontados depende a concretização, enfim, também no mundo dos fatos, daquele desenho federativo " moderno, avançado e promissor " esboçado em 1988, pelo Constituinte para isso precisamos rever em caráter de urgência o "Novo Pacto Federativo".

Enquanto as esplanadas deste Planalto Central tiverem que assistir, como há poucos dias, uma romaria anual de prefeitos, que para aqui correm por lhes faltarem outros meios de defesa para os interesses de seus representados, devemos todos saber que a vontade da Constituição não terá ainda merecido acolhida verdadeira, em nossa realidade, mas estará sendo cotidianamente fraudada, desdenhada, ignorada pela cultura do centralismo político e orçamentário.

 



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Por Eugênio Nascimento
02/06
18:26

Petrobras retira trabalhadores do mar de SE

Nota a imprensa

A Petrobras, através da Unidade de Operações de Exploração e Produção de Sergipe e Alagoas, informa que, diante das constatações expostas no Termo de Audiência expedido pelo Ministério Público do Trabalho, após realização de vistoria, iniciou o desembarque parcial de trabalhadores terceirizados das plataformas instaladas em águas rasas no litoral sergipano. Segundo o Termo, algumas das instalações denominadas "traillers" são inadequadas para alojamento dos trabalhadores nas plataformas, bem como foi considerado impróprio o acesso dos trabalhadores às plataformas, através de "cestinhas" e guindastes . Já foram desembarcados cerca de 80 trabalhadores, ocasionando uma perda de 160 bbl de petróleo por dia. O retorno destes trabalhadores, e de outros que venham a desembarcar, está condicionado à possibilidade de instalação de outras formas de acesso e acomodação, atualmente não disponíveis, uma vez que dependem da implantação de novos projetos, os quais aguardam a emissão de licença ambiental. Com tais desembarques, momentaneamente, apenas a plataforma PCM-9 permanecerá habitada.


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Por Eugênio Nascimento
29/05
10:08

Coluna Primeira Mão

 

Sergipe não é um Estado transparente

No ranking do site Contas Abertas, Sergipe é o 19º Estado brasileiro em transparência. Na pesquisa foram colocados todas as unidades da federação. O Amapá, que aparecia como 22º, agora é o primeiro colocado do país. Mais transparência nos gastos públicos é o que busca o governo do Amapá com o seu novo portal (http://www.transparencia.ap.gov.br/). Além dos registros de despesas com licitações, benefícios sociais e repasses de verbas, os amapaenses terão a possibilidade de acompanhar as folhas de pagamento dos servidores públicos do estado. As informações divulgadas englobam desde os funcionários efetivos até os de cargos comissionados e contratos temporários. É possível inclusive confirmar que o governador Carlos Camilo Goes Capiberibe recebe R$ 24.117,62 por mês. O cidadão que quiser saber sobre os valores salariais tem a opção de procurar pelo órgão ou pelo nome do servidor.


SergipePrevidência tem nova crise 1


Há uma preocupação no governo quanto as incongruências do atual sistema de previdência estadual. O que se vislumbra, principalmente, é uma situação insustentável gerada pela elevada demanda de aposentadorias e a questão da paridade com os ativos. O secretário João Andrade – da Fazenda – é um dos que defende a necessidade urgente de discussão das regras de aposentadoria para evitar o colapso da previdência do Estado provocado pelo aumento do déficit previdenciário. “O elevado déficit da previdência é nocivo para o Estado porque esvazia as contas do Tesouro”, aponta.


SergipePrevidência tem nova crise 2


Na avaliação de João Andrade, é insustentável um equilíbrio nas contas do Sergipeprevidência quando as aposentadorias são concedidas observando a regra da paridade com os ativos e afirmou que as reservas de caixa foram totalmente consumidas até 2006. “A aposentadoria é suportada pelo Estado com base nas contribuições patronal (Governo) e do servidor. Com os aumentos concedidos e alto volume de aposentadorias, o crescimento da folha tem sido bem maior que as contribuições feitas ao fundo previdenciário. Isso gera um déficit nas contas que em curto prazo será insustentável”, opina.


SergipePrevidência tem nova crise 3


Um dado curioso mostrado pelo secretário é que a demanda por aposentadorias no Estado cresceu nos últimos dois anos, notadamente entre PMs e professores. No ano de 2010 foram concedidas cerca de 1.600 aposentadorias e somente no primeiro quadrimestre deste ano já foram aposentados mais de 1.000 servidores, sendo 90% – referente aos dois períodos – solicitações vindas das duas categorias. Segundo João Andrade, esta demanda sofre forte influência da política de recuperação salarial implantada pelo governador Marcelo Déda.

 


Itabaiana terá shopping com 130 lojas


Um grupo de empresários visitou o prefeito Luciano Bispo e anunciou a pretensão de construir um shopping em Itabaiana. O Bela Serra ficará localizado nas proximidades do Distrito Industrial de Itabaiana e terá 100 mil metros quadrados. Ao todo serão cerca de 130 lojas, dentre essas quatro grandes âncoras, 16 lojas de fast-food, duas agências bancárias. Os restaurantes terão vista para a serra de Itabaiana, com áreas panorâmicas. No Shopping Bela Center, terá uma área dedicada ao setor de estética, com salões de beleza, consultórios odontológicos e outros serviços que cuidam da beleza do cidadão.


Nota fiscal eletrônica-
Sergipanos vão  conhecer as vantagens


Empreendedores de Itabaianinha e municípios circunvizinhos poderão participar gratuitamente da palestra sobre “Nota Fiscal eletrônica”. Será no dia 30 de maio, às 09h, no clube do Banco do Brasil – AABB. A proposta é mostrar os benefícios para a empresa que trabalha com a emissão da nota eletrônica, além de atender as novas regras da Receita Federal. O palestrante será o consultor Antônio Henrique Santos, administrador de empresa, engenheiro de Software. Atualmente Antônio Henrique faz MBA em Gestão empresarial na FGV e tem como áreas de estudos processos empresariais e modelagem de processos, além de aspectos comportamentais da gestão de pessoas. Os assuntos abordados serão “Ações que o empresário deve tomar para evitar multas ou autuações eletrônicas”, “A reorganização dos processos”, “Gerenciamento mais criterioso do cadastro de produtos”, “A importância de estar atento às tendências de gestão e às novas regras da receita federal”, “As relações com o contador e com o fornecedor de software (pilares de atualização das empresas no novo modelo funcional)” e “O comportamento e as competências adequadas para esse novo momento”. A palestra é uma ação da Unidade de Inovação e Acesso a Tecnologia do Sebrae, em parceria com a empresa X-process. Informações pelos telefones (79) 2106-7725 e 2106-7710.

 


Governo do Estado reativa o NAT


O NAT (Núcleo de Apoio ao Trabalho) retoma as atividades na próxima segunda-feira, 30 de maio, das 7 às 13 horas. O reinício trará novidades: os sergipanos agora contarão com o “Mais Emprego”, um programa implantado pela Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que proporcionará mais agilidade e eficácia nos serviços destinados ao trabalhador.

 


Divaldo Franco faz palestra em Aracaju


No dia 6 de julho próximo o Centro Espírita Casa da Fraternidade estará completando 60 anos de atividades na assistência espiritual, oportunidade em que traz a Aracaju, para proferir palestra pública, o Tribuno e Médium Espírita Divaldo Franco. Será no Espaço Emes, a partir das 19h30, com entrada franca, aonde falará sobre o tema: CONFLITOS EXISTENCIAIS". No mesmo local, a partir das 10h, acontecerá o II Feirão dop Livro Espírita da Mansão do Caminho, entidade dirigida por Divaldo Franco, em Salvador, oportunizando ao público um contato direto com as obras da Editora Leal, psicografadas por Franco.

 


Bispo deseja convidar papa para visitar SE


Antes mesmo da nomeação de Irmã Dulce à condição de santa, o prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo, poderá convidar o Papa Bento XVI a visitar o seu município, onde teria ocorrido o primeiro milagre da religiosa e que motivou a abertura do processo de beatificação no Vaticano. No domingo passado, em Salvador, a freira foi beatificada.



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Por Eugênio Nascimento
29/05
08:44

UFS aprova adoção do Enem para a seleção de 2013

Decisão não contempla o Sisu; vestibular de 2012, que será em novembro deste ano, não sofre alteração

 

O Conselho do Ensino, da Pesquisa e da Extensão da UFS (Conepe) aprovou na manhã desta sexta-feira, 27, a regulamentação do processo seletivo para o ingresso nos cursos de graduação a partir de 2013. A proposta contempla a adoção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de avaliação de desempenho dos candidatos às graduações presenciais, mas sem adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O vestibular de 2012, que vai ocorrer de 27 a 30 de novembro deste ano, será o último a ser aplicado da forma tradicional.

O Sisu é o sistema gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do qual as instituições participantes selecionam estudantes pela nota do Enem. Em 2011.1, participam do Sisu 83 instituições de ensino superior. A UFS decidiu não fazer parte desta lista. Isso quer dizer que a Coordenação de Concurso Vestibular da UFS (CCV) continuará responsável pela inscrição local e divulgação do resultado, já que receberá e processará os dados do Enem.

Toda a operação quanto à realização das provas - como confecção, aplicação, distribuição etc. - ficará a cargo do MEC. O candidato, desta forma, tem que fazer duas inscrições: uma no Enem e outra na CCV. A CCV prevê que a inscrição chegue a R$ 15. Este ano o Enem cobrou R$ 35.

Segundo a nova resolução, poderão se inscrever no processo seletivo exclusivamente os candidatos inscritos no último Enem do ano imediatamente anterior ao qual o concurso se refere e que no ato da inscrição tenham ou estejam concluindo o ensino médio. No próximo ano, o MEC vai realizar duas edições da prova: uma no primeiro e outra no segundo semestre. O resultado desta última prova seria o primeiro a ser adotado pela UFS.

Ainda segundo a resolução, o candidato só poderá inscrever-se em apenas uma opção de curso, exceto o candidato ao curso de Música, que deverá, no ato da sua inscrição, definir uma reopção de curso. Esse estudante vai submeter-se a um conjunto de provas teórico-práticas de conhecimentos específicos a serem elaboradas e realizadas pelos professores do Núcleo de Música da UFS. Os dados serão processados pela CCV.

Em seu parecer, o relator do processo, professor Cláudio Macêdo, concluiu que “o Enem se propõe a avaliar habilidades gerais dos alunos com foco na capacidade de leitura, interpretação de texto e na aplicação de conceitos dos estudantes, que com a adoção do Enem a UFS deixa de enfrentar as dificuldades inerentes à logística de elaboração e aplicação das provas, e que a comunidade ganha a facilidade de poder fazer as provas em diferentes locais do país, sou de parecer favorável à aprovação da resolução para regulamentar o processo seletivo para o ingresso nos cursos de graduação da UFS a partir de 2013”.

O exame

Estão abertas até 10 de junho as inscrições para o Enem de 2011, que terá provas nos dias 22 e 23 de outubro. As inscrições são feitas pela internet. No próximo ano haverá duas edições: uma nos dias 28 e 29 de abril e a outra ainda em data a ser definida. Segundo o MEC, é provável que seja realizada em novembro, após as eleições municipais.

O Enem é estruturado em quatro provas objetivas, contendo cada uma 45 questões de múltipla escolha, e uma redação. As provas dividem-se por áreas do conhecimento: Ciências Humanas e suas Tecnologias, que avaliam História, Geografia, Filosofia e Sociologia; Ciências da Natureza e suas Tecnologias, que avaliam Química, Física e Biologia; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação, que tratam de Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (inglês ou espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação; e Matemática e suas Tecnologias, que avaliam componentes curriculares de Matemática.

Vagas remanescentes

Aprovada pelo Conepe em junho de 2009, a resolução que destina as vagas remanescentes – aquelas que sobram do processo seletivo – para o Enem continua a vigorar para o processo seletivo de 2012.

Vestibular 2012

A última edição do vestibular tradicional vai ocorrer de 27 a 30 de novembro. A CCV prevê que o edital seja divulgado em julho.

O vestibular 2011 ofereceu 5.260 vagas em 102 opções de cursos, distribuídos nos campi de São Cristóvão, Itabaiana, Laranjeiras e Lagarto. Neste campus houve o primeiro processo seletivo com 300 vagas nos cursos de Farmácia, Nutrição, Enfermagem, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Medicina deve entrar na seleção para Lagarto em 2012, assim como Odontologia, desde que receba parecer favorável do Conselho Nacional de Saúde. A reunião para apreciar tal proposta não tem data definida. Ambos os cursos tiveram as propostas de abertura aprovadas pelo MEC.

Saiba mais sobre o próximo vestibular em http://www.ccv.ufs.br/ no link ‘PS 2012’.

Cotas

A nova resolução não altera o Programa de Ações Afirmativas, que instituiu a política de cotas ao destinar 50% das vagas a estudantes de escolas públicas municipais, estaduais ou federais. Destas, 70% reservam-se a estudantes que se auto-declaram pardos, índios ou afro-descendentes. Cada curso de graduação oferta, ainda, uma vaga para candidatos portadores de necessidades educacionais especiais.

Fim do PSS

Em agosto de 2010, o Conepe aprovou o fim gradativo do Processo Seletivo Seriado (PSS). A partir do vestibular de 2011, não houve mais inscrição para candidatos da 1ª série do ensino médio. Na próxima edição do vestibular, que vai acontecer em novembro deste ano, ocorrerá o mesmo com os alunos da 2ª série. A partir de 2013 entra o Enem.

Cursos a distância

A nova resolução não contempla o processo seletivo dos cursos da educação a distância, cuja seleção é separada do vestibular tradicional. (Da assessoria)


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Por Eugênio Nascimento
26/05
20:45

"Discriminar um cidadão por sua opção sexual éatitude que precisa ser combatida", diz Almeida Lima

 

Durante entrevista concedida hoje, 26, aos ouvintes do programa Integração, comandado pelos radialistas Alex Carvalho e Daniela Fortes, da Atalaia AM, o deputado federal Almeida Lima (PMDB) abordou da homofobia.

 

Quando questionado sobre o seu posicionamento acerca da homofobia (preconceito direcionado ao relacionamento homossexual e/ou bissexual), Almeida Lima destacou sua postura de combate a qualquer tipo de discriminação, perseguição, intolerância ou ódio lançados sobre a opção sexual de uma pessoa.

"Discriminar um cidadão por sua opção sexual é atitude que precisa ser combatida. No entanto, não é necessário que se trate a homossexualidade com glamour, como se fosse algo para expor em uma vitrine. Sou contra o preconceito, assim como discordo do incentivo e divulgação de uma opção que deve ser feita dentro de quatro paredes, sem agredir a sociedade", ressaltou Almeida Lima.(Da assessoria)



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Por Eugênio Nascimento
22/05
20:47

A geração de emprego em Sergipe na primeira década do novo século


Ricardo Lacerda*

Um dos aspectos mais notáveis da evolução recente da economia brasileira foi o descolamento entre a geração do emprego e o crescimento do PIB. Entre 2000 e 2010, o PIB brasileiro teve um incremento de 42%, enquanto o emprego formal aumentou 68%. Enquanto o crescimento médio anual do PIB foi de 3,6%, o do emprego formal alcançou 5,3%.

 

Em Sergipe, como em outros estados do Nordeste, o emprego formal cresceu a taxas superiores à média brasileira. O emprego com carteira assinada em Sergipe passou de 206.054 para 369.579, ou seja, foram criados 163.525 empregos adicionais em 10 anos, incremento de 79% e média anual de 6,0%. É importante destacar que todos os dados citados dizem respeito à situação de dezembro de cada ano.

 

Setores

 

Em 2010, os setores de atividade com maior número de emprego formal em Sergipe eram a administração pública, com 118.554 pessoas, equivalentes a cerca de 1/3 do total (32,1%), o setor de serviços, com 100.189 vínculos empregatícios (27,1%), o comércio, com 56.221 (15,2%), e a indústria de transformação, 41.477 (11,2%).

 

O setor agropecuário contava com 13.730 empregos formais, apenas 3,7% do total, ainda que este segmento respondesse por 22% da população ocupada no Estado de Sergipe, com ou sem vínculo empregatício formal, posto que parte expressiva da força de trabalho rural desenvolve produção familiar ou mantém relação de trabalho informal.

 

A construção civil empregava 28.713 pessoas, 7,8% do total, e a indústria extrativa mineral, que inclui a exploração de petróleo e gás natural, 4.600 pessoas, diretamente, por que, certamente, parte expressiva das pessoas empregadas em segmentos de serviços e na construção civil também integra a cadeia de petróleo e gás.

 

 

Tabela 1. Sergipe: Empregos formais. 2000 e 2010

 

Nº de Empregos

Participação

Taxa de crescimento (%)

Setor

2010

Incremento de 2000 a 2010

2010

No incremento 2000-2010

2000 – 2010

Média anual

           

 

Agropecuária

13.730

6.357

3,7%

3,9%

86,2%

6,4%

Extr. Mineral

4.600

3.313

1,2%

2,0%

257,4%

13,6%

Ind. trans.

41.477

19.154

11,2%

11,7%

85,8%

6,4%

Serv. ind. Up

6.095

3.071

1,6%

1,9%

101,6%

7,3%

Constr. Civil

28.713

17.682

7,8%

10,8%

160,3%

10,0%

Comercio

56.221

27.058

15,2%

16,5%

92,8%

6,8%

Serviços

100.189

47.469

27,1%

29,0%

90,0%

6,6%

Adm. Pública

118.554

39.421

32,1%

24,1%

49,8%

4,1%

Total

369.579

163.525

100,0%

100,0%

79,4%

6,0%


Fonte: MTE-RAIS

Crescimento

 

Ainda que se situasse no topo de empregos formais, a administração pública perdeu a primazia na geração de empregos adicionais entre 2000 e 2010, o que é positivo por que mostra o amadurecimento do setor privado local. Dos 163.525 novos postos de trabalho criados, o setor serviços foi responsável por 47.469 novos empregos, ou 29% do incremento total.  

A administração pública, em suas três esferas, ampliou o número de vagas em 39.421, ou 24,1% do incremento total no período. Percebam nas duas últimas colunas da tabela 1 que a administração pública, apesar de ter registrado a menor taxa de crescimento do emprego, teve o crescimento não desprezível de 4,1% anuais. O comércio sergipano abriu 27.058 novas vagas.

Dois segmentos apresentaram crescimento espetacular do emprego, com taxa anual igual ou superior a 10%, a indústria extrativa mineral, que ampliou as vagas de 1.287, em 2000, para 4.600, 257% no período, ou 13,6% ao ano, e a construção civil, que ampliou o contingente empregado em 17.682 postos de trabalho, 160,3% no período, ou 10% ao ano. Não menos significativo foi o fato de o setor agropecuário ter criado 6.357 empregos formais no período, 6,4% ao ano, em grande parte por conta da implantação nos últimos anos de duas novas usinas de cana de açúcar.

Atividades

 

A tabela 2, a seguir, apresenta um maior detalhamento setorial dos empregos criados na economia sergipana entre 2000 e 2010. São muitas as informações.  Algumas valem apenas serem destacadas, como os 5.205 empregos criados pelas indústrias de calçados, os 5.870 no segmento de alojamento e alimentação, que devem ser somados aos 1.217 empregos nos serviços auxiliares de transporte e agencia de viagens, que sugerem a ampliação do setor de turismo no Estado, os 3.452 novos empregos na indústria química, que inclui o segmento de etanol, e a ampliação de 2.534 empregos na extração de petróleo.

Tabela 2.  Sergipe: Incremento do emprego formal entre 2000 e 2010 segundo Divisão de Atividades

Descrição

Incremento do Emprego 2000-2010

Descrição

Incremento do Emprego 2000-2010

PRIMÁRIO

 

TERCIÁRIO

 

Agricultura

6.252

Administração publica e seguridade

40.793

SECUNDÁRIO

 

Com. Varejista

18.526

Construção

17.682

Saúde e serviços sociais

10.292

Calçados e couros

5.205

Serviços prestados às empresas

9.340

Produtos químicos

3.452

Educação

7.767

Extração de petróleo

2.534

Alojamento e alimentação

5.870

Limpeza urb. e saneamento

2.107

Comércio de veículos e combustíveis

4.624

Alimentícios e bebidas

1.997

Com. por atacado e representantes

3.908

Minerais nãometálicos

1.569

Transporte terrestre

2.539

Móveis e indústrias diversas

1.259

Atividades imobiliárias

2.496

Ext. de minerais n. metálicos

1.215

Atividades associativas

1.424

Máquinas e equipamentos

1.164

Aluguel de veiculo e equipamentos

1.396

Vestuário

1.021

Informática

1.238

Produtos têxteis

667

Aux.transporte e agencias de viagem

1.217

Borracha

657

Serviços pessoais

1.033

 

 

Intermediação financeira

957

Fonte: MTE-RAIS

 

Os dados sobre a geração de emprego na primeira década do novo século revelam uma evolução positiva da economia sergipana que nem mesmo as turbulências da crise financeira internacional conseguiram empanar. Em 2011 e 2012, novos desafios estão postos, ainda em razão do desdobramento da crise.

 

*Professor do Departamento de Economia da UFS e Assessor Econômico do Governo de Sergipe.

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Por Eugênio Nascimento
16/05
17:22

Governo apresenta proposta final ao SINTESE nesta terça-feira

A comissão de negociação do SINTESE se reuniu durante toda a manhã e início da tarde desta segunda-feira, com o governador Marcelo Déda.

O sindicato apresentou ao governador um estudo preliminar feito a partir das folhas de pagamento da Educação que foram disponibilizadas na última reunião entre a equipe de governo e o sindicato. A partir daí o governador apresentou várias simulações para a revisão do piso.

A presidenta Ângela Maria de Melo disse que além das questões financeiras era preciso que o governo fizesse na Secretaria de Estado da Educação uma reestruturação administrativa e também pedagógica, nesse tocante para reverter o quadro de queda de matrícula que assola a rede estadual de ensino.

Partindo das considerações feitas pelo sindicato o governador garantiu que até às 8h desta terça-feira, apresenta a proposta final ao SINTESE.

Além da direção do SINTESE estiveram presentes à reunião o economista do DIEESE, Luis Moura, a deputada estadual Ana Lúcia Menezes, os secretários de Estado da Casa Civil, Jorge Alberto; da Educação, Belivaldo Chagas; da Fazenda, João Andrade; do Planejamento, Orçamento e Gestão, Oliveira Júnior; da Comunicação, Carlos Cauê; além do procurador Geral do Estado, Márcio Rezende; e do subsecretário de Articulação com os Movimentos Sociais e Sindicais, João Francisco dos Santos (Chico Buchinho). - (Do Sintese)



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