19/04
10:36

Meu trajeto até o trabalho no trânsito congestionado

Por Kleber Santos

Não sei você, mas nunca vi um trânsito tão congestionado em Aracaju como o destes últimos tempos. E quando chove então? Terrível. Verdadeiro teste para a paciência. Nestas horas, cá entre nós, é uma tentação olhar o WhatsApp (ou “zap-zap” para os íntimos) enquanto o carro está parado, né, não? Os dedos querem ganhar vida própria para navegar nos grupos do aplicativo e, às vezes, arriscar até uma postagem falando exatamente do trânsito. 

Diante deste cenário de ocupação exacerbada dos carros nas avenidas, ter um som automotivo é quase uma questão de sobrevivência, uma vez que usar o celular no volante fere o Código de Trânsito Brasileiro. Talvez, coloco o aparelho de som na mesma necessidade do ar-condicionado. E olhe que Sergipe parece estar mais perto do sol do que o planeta Mercúrio. Quem mora aqui sabe que não estou exagerando... bom... um pouco, confesso! Mas que aqui na terrinha existe um sol para cada habitante disto não tenho dúvida.

A questão é: como aproveitar o tempo no trânsito congestionado? Admito que já tentei ficar ouvindo os programas jornalísticos no rádio, mas como no trabalho já vou ler ou folhear os três jornais diários, além dos sites da internet para observar, prefiro não fazer essa opção, mas nada contra quem assim faz.
 
Até um mês e meio atrás, ficava escutando músicas que gosto da saída de casa até o trabalho, num percurso que dura entre 22 a 30min, sem contar nos dias de chuva quando esse tempo pode se prolongar em até uma hora. Só que nas últimas semanas tenho colocado CDs de mensagens de um cara que admiro muito: Caio Fábio (www.caiofabio.net). As músicas que escolhia são boas, fazem bem a alma. Contudo, as mensagens que escuto agora tem feito muito mais diferença. Acredito que o Kleber que sai de casa é um, e o que chega ao trabalho é outro. As mensagens têm me alimentado para enfrentar o dia-a-dia. Antes, só as ouvia uma única vez. Hoje, posso meditá-las. Fazer uma assimilação com mais cuidado. Perceber pontos que até então havia passado desapercebido. Semana passada, ouvi uma mensagem mais de cinco vezes. Na ida, escutei a metade. Na volta, a outra metade. E foi assim durante a semana. É um exercício de ruminar, assim como os bois fazem. Escuto, penso. Continuo a minha rotina, depois volto a escutar. Alguns dos meus artigos são frutos destes momentos de meditação. 

Só sei que o que poderia ser um momento de impaciência com o trânsito agitado da capital, com o barulho das buzinas, tem sido um período de oportunidade para alimentar minha alma. Numa rotina corrida dessa vida pós-moderna encontrar 20, 30 minutos ou mais, só para ouvir uma mensagem boa diariamente é uma dádiva, um verdadeiro presente. Talvez, se não tivesse esse trajeto até o trabalho não encontraria ou priorizaria um momento para este alimento. 

Aproveitar as oportunidades, está aí uma coisa que Jesus sabia fazer, até mesmo no deslocamento de um lugar para o outro. Boa parte dos trajetos de Jesus eram feitos andando. Gastava-se tempo para chegar ao destino. Há um episódio de que quando Ele saía de Jericó em direção a Jerusalém, distante 24 km, dois cegos apareceram no caminho e Eles os curou. Em outro momento, Jesus deixa a cidade de Cafarnaum e segue para Naim, num trajeto de 35 a 40km, e encontra logo na entrada daquela cidade um velório do filho único de uma viúva. Então, Ele se compadece da mãe, toca no caixão e ressuscita o garoto. Com estes dois episódios, dentre tantos, estou convencido que Jesus Cristo era mestre em aproveitar as oportunidades nesta dinâmica da vida. 

Como você tem aproveitado os momentos de deslocamentos? Esta é a pergunta da semana? Você não precisa fazer como eu faço: ficar ouvindo mensagens. Mas as opções para saber aproveitar são muitas, como escutar boas músicas. Quem sabe, vale a pena preparar num domingo o “player list” da semana, ao invés de ficar refém do que toca nas rádios. Talvez, quando for levar os filhos para a escola seja um bom momento para perguntar como estão, pedir para que tirem o fone do ouvido e se abra para você, visto que cada vez mais os filhos se fecham no próprio mundo e o diálogo na família fica cada vez mais um comportamento escasso. Não sei o que será melhor para você. Eu apenas tento trazer um pouco de luz. 

No mais, não deixe o congestionamento roubar a sua paz ou torná-lo impaciente. E outra coisa: a opção que escolher, faça sempre com responsabilidade, uma vez que a prioridade será sempre o deslocamento propriamente dito. Veja que Jesus curava, ressuscitava e fazia outras coisas boas durante o caminho, mas sempre chegava ao seu destino são e salvo. É isso!


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
12/04
16:22

O dia que Jesus virou jornalista

Por Kleber Santos

Na última terça-feira, dia 7 de abril, foi comemorado o Dia do Jornalista. Não fui daqueles que pensou em seguir a profissão desde criancinha. Decidi fazer vestibular para a área apenas seis meses antes dos exames. Tinha interesse também pela psicologia. Fascinava-me entender a mente humana e seus jogos psicológicos. Contudo, a arte de contar histórias prevaleceu. Mesmo sem nenhuma certeza precoce pela área, lembro-me que aos 17 anos fiz um jornalzinho para o grupo de juventude da igreja, com tiragem de 50 exemplares. Algo totalmente amador e sem pretensão na carreira. Durante a faculdade criei um jornal voltado para o jovem, ao lado do meu grande amigo Ricardo Nunes, chamado “Atitude – Porque não basta ter potencial”. E minha conclusão de curso foi a criação de outro jornal alternativo “Sergipe Gospel”. Formado, passei por seis meses numa assessoria de imprensa, mas o momento que me senti realmente jornalista foi no dia 1º de março de 2004, quando a minha primeira matéria foi assinada no Jornal da Cidade. Carrego na memória a imagem da assinatura até hoje. A ficha tinha finalmente caído: era um jornalista!

A Bíblia registra que houve um dia que Jesus Cristo vira uma espécie também de jornalista. Vou tentar explicar o que aprendi recentemente. No livro de Lucas 24 está registrado que, no mesmo dia que Jesus ressuscita, aparece a dois de seus seguidores, no caminho de Emaús, mais ou menos 10km de Jerusalém.  

Ele aborda a dupla sobre o que estavam conversando e um dos seguidores, que não o reconheceu, responde tipo assim: 

— Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu nestes últimos dias?

— O que foi? — perguntou ele.

— O que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta e, para Deus e para todo o povo, ele era poderoso em atos e palavras. Os chefes dos sacerdotes e os nossos líderes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. E a nossa ESPERANÇA era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu...

O seguidor falou isso e outras palavras mais com tom de tristeza. Estava visivelmente abalado, sem esperança. Essas foram as suas últimas notícias. O que povoava a mente. Até que...

Até que Jesus, como bom jornalista, anuncia uma notícia fresquinha: 

— Como vocês demoram a ENTENDER e a CRER em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. 

E começou a EXPLICAR todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas.

Caso existisse jornal naquela região, certamente, no outro dia a manchete no “Jerusalém Times” seria: Jesus vive! Ele ressuscitou!  

Sinceramente, não sei quais são as suas últimas notícias. Só sei que qualquer notícia que você fale a Jesus é velha para Ele. E no jargão jornalístico jornal velho só serve para enrolar peixe. Talvez, a sua notícia seja o fim de alguma esperança, como a morte do pai, a doença do filho, um parente nas drogas, a falência da empresa, o desemprego, ou o azar no amor. As prisões que apertam os corações são múltiplas. Cada um sabe a dor que carrega.

Contudo, para Jesus, tudo é notícia velha. Ele tem para você é o Evangelho, que significa “Boas novas”, ou seja, “Boas notícias”. Jesus é Deus! Não foi apenas profeta, um bom mestre ou milagreiro. Ele é Deus! 

Acreditar nEle como Deus não significa que todos os seus sonhos serão realizados. Nem que tudo o que você espera será atendido. Isto não é crer em Deus, e sim crer em um ser para saciar as suas vontades. Estou falando de outro nível de entendimento que é ter um Deus que está vivo. 

Perceba: aquela dupla de seguidores depositou nEle a esperança para a libertação de algo terreno, isto é, a libertação de Israel do poderio de Roma. Só que Jesus ressuscita e o contexto político não é alterado. Os judeus continuavam subjugados pelos romanos. Da mesma maneira que você pode crer em Jesus como Deus e ser afetado por todos os dramas da vida. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não existe essa relação de causa e efeito.

Ter Jesus como um Deus vivo e real na vida é sentir-se amado, acolhido e enxergado por Ele em todos os momentos. Bons ou ruins. Até porque no mundo espiritual primeiro vem o padecer, depois a glória, como bem diz o escritor cristão Caio Fábio. Primeiro Jesus morre, depois ressuscita. 

De mim, posso dizer que não amo o jornalismo, mas amo escrever ou falar sobre o Evangelho, sobre as “Boas Novas”. Sinto que quando digito não estou apenas registrando um conjunto de letras na tela do computador, mas marcando um pouquinho cada pessoa que lê este texto não apenas com os olhos, mas com o coração. 

Mais do que um jornalista, minha verdadeira missão é trazer sempre uma mensagem de esperança. Não é santificar o humano, mas humanizar o sagrado. É mostrar um Deus que está próximo da gente, mesmo quando nos sentimos distantes dEle. É, através da escrita, fazer com que Jesus seja mais entendido e experimentado. Não o Jesus da religião, que foi crucificado em Jerusalém, lugar do sagrado, mas aquele que encontra seus seguidores no caminho de Emaús, no caminho da vida. Este é o Jesus que creio, o que vira jornalista e que também é a própria notícia. Com tantos assuntos ruins na mídia por aí, creia em Deus e viva com mais esperança. É isso!


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
15/03
13:29

Amar a Deus sem ter o que mais deseja

Kleber Santos*
Co-editor deste blog e jornalista

João, o “Batista” (o homem que mergulhava/batizava as pessoas, daí o nome “Batista”). João, o cara que iria preparar pessoas para receber Jesus, o Cristo (ungido). João, aquele que foi fruto de um milagre de Deus. João, o filho de um casal fantástico! Sua concepção foi resultado de uma ação direta de Deus na esterilidade da sua mãe Isabel com o seu pai Zacarias, sacerdote de Israel. Este casal teve um papel fundamental, não apenas pela fecundação, mas pelo exemplo de fidelidade a Deus. A bíblia narra que os dois foram “justos diante de Deus e andavam irrepreensíveis em todos os preceitos e mandamentos do Senhor”. E mais: “E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo avançados de idade”. Há registros de historiadores que afirmam que Zacarias teria 99 anos e Isabel 89.  Independente da exatidão dos anos, uma coisa é certa: não podiam ter filhos. 

Olhando por um lado, chama-me a atenção o fato de serem tão dedicados ao Senhor, tão direitos e mesmo assim haver esta esterilidade marcando a vida de ambos. Naquela época, não ter filho na família judaica era bem diferente da atual, que de certa forma, é bastante aceita pela sociedade. Lá não, era um estigma de maldição que podiam carregar, visto que em Gênesis 1 narra que Deus disse que Adão e Eva iriam fecundar e frutificar. Logo, havia essa benção, e quem não fazia isso poderia se pensar que era maldito. Conviver com isso tantos anos não foi fácil, sobretudo, para Isabel. Ver suas vizinhas tendo vários filhos, suas amigas, ir aos aniversários dos filhos dos outros. Enfim. Se não tivesse em harmonia com Deus poderia pirar. 

Posto isso, pensando em tudo o que eles passaram, percebo que é possível ser obediente a Deus e ter alguma área da vida que não há frutificação, e sim, esterilidade. Ora, se aconteceu com eles, porque não pode acontecer com cada um de nós? Se ocorreu com o casal que era “justo diante de Deus e andava irrepreensível em todos os preceitos e mandamentos do Senhor”, imagine comigo, um escritor pecador, e que de absoluto só tem a minha relatividade. Quem, como eu, já não se pegou perguntando pra si: ‘O que há de errado que na área ‘X’ ou ‘Y’ as coisas não andam?’. Penso, que olhar para vida de Isabel e Zacarias pode nos tirar um peso injusto sobre os ombros. O peso de achar que existe sempre algo errado em nós se uma determinada área as coisas não são como pensamos que seriam. A questão é: Qual a sua esterilidade? Você pode estar obedecendo a Deus, e mesmo assim passar por isso. Este fato coloca logo em xeque a teologia que é muito propagada que quem tem uma vida dedicada ao Senhor não passa por sofrimento, esterilidade física ou figurada. Passa sim. E como passa. 

Nesse ponto, poderíamos questionar a Deus: Como pode os justos sofrerem? Uma das grandes perguntas, senão da humanidade, mas dos que se dizem cristãos. Não sei se respondo esta questão, mas o que me chama mais atenção é modificando a pergunta: “Como pode alguém sofrer de uma esterilidade, de um sofrimento, e ainda permanecer tão fiel a Deus?”. Quando pensei nisso a primeira vez, foi como um tapa na minha cara. Somos especialistas em ter interesses em nós mesmos. “Nosso problema”, “nossa carência”, “nossa falta”. E esquecemos que a verdadeira falta da nossa vida é da presença de Deus. Digo mais: é possível continuar amando a Deus sem ter o que mais desejamos. Ou um filho não seria o maior sonho de Isabel? Com certeza. Mas ela preferiu continuar amando o Deus de toda vida, mesmo sem a vida de um filho. Por isso, quando lembro de Zacarias e Isabel associo sempre ao amor sem recompensa. E o inusitado é que mesmo sem nenhuma barganha, Deus honrou aquele casal dando-lhes um filho. É isso!

* O autor é pós-graduado em jornalismo cultural


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
08/03
18:32

O ‘sim’, o ‘não’ e o ‘espere mais um pouco’ de Deus

Kleber Santos*
Co-editor deste blog

Há uns 10 anos, ouvi de um pregador que quando oramos Deus nos responde com um ‘sim’, um ‘não’ ou um ‘espere mais um pouco’. E há uns 5 anos, li num livro, cujo escritor se baseou em Apocalipse, da Bíblia, que todas as nossas orações são guardadas diante do Trono do Cordeiro (Jesus). As duas afirmações citadas nos ensinam algo em comum: Deus tem interesse naquilo que falamos com Ele. E isso para mim faz toda a diferença. Acredito que um dos grandes dilemas da vida é orar e achar que não é respondido por Deus, Ele não está escutando ou mostra-se desinteressado pelo que se está sendo confessado. Ninguém quer experimentar o sentimento de orfandade, de não ter a quem recorrer no mundo, de não se sentir enxergado.  

Acreditar que Deus nos responde ainda que seja com um ‘não’ é extremamente consolador, penso eu. Sou racional o suficiente para saber que neste mundo as coisas não podem ser sempre do meu jeito, ao meu gosto, como quero. Reconhecer que a oração nem sempre receberá um imediato ‘sim’ de Deus é uma demonstração de maturidade. Talvez, boa parte dos ‘ateus’ assim se denominam porque não souberam lidar com o ‘não’ de Deus, pensando que este ‘não’ seria uma oração não respondida. E já que Deus não respondeu, não dá a mínima para ele ou a falta de resposta é por conta da sua não existência. Quem pensa assim, não passa de uma criança mimada. Afinal, ter um Deus não é comprar uma apólice de seguro para si ou para sua família. Ter um Deus não é sinal que não passaremos por sofrimento, mas que em meio à tribulação sempre se poderá experimentar um doce consolo, ou seja, um amor em meio a dor.

As três respostas de Deus independem dos tipos de pedidos numa oração. Não é porque pedimos pela cura de alguém que sempre haverá um sim. Por outro lado, não é porque pedimos algo não tão emergencial, como ter condições de comprar um brinquedo para um filho pequeno, só para vê-lo sorrindo, que teremos uma resposta negativa, visto que haveria coisas mais importantes a serem respondidas. Não é assim. Não existe regra. Deus é livre. É soberano. Ele é. E isto é mistério. 
Ora, o primeiro milagre público de Jesus foi apenas para que a festa de um casamento não acabasse. Não foi uma ressurreição. Quando transformou água em vinho, foi apenas para que a alegria permanecesse no ambiente. Foi um ‘sim’ do entretenimento. Por outro lado, quando João Batista, aquele que preparou o “caminho para Ele”, estava numa prisão, e achou que seria liberto, acabou sendo decapitado. Foi um ‘não’ para uma vida terrena de quem o amava. Repito: é mistério de Deus. É, como a Bíblia diz, o que Deus faz “não entendes tu agora, mas entenderás depois”. 

Em 2012, num período que eu estava fazendo intercâmbio na Irlanda e que fui acompanhar os jogos de futebol do Brasil nas Olimpíadas, passei por uma experiência delicada. Depois de assistir a vitória da seleção contra a Coréia do Sul, fui dormir num hostel (espécie de albergue) em Manchester, na Inglaterra. No outro dia, iria embarcar logo cedo para Bélgica, depois Holanda, e quatro dias depois meu destino seria Londres, para tentar entrar na partida final entre Brasil e México. Contudo, quando me acordei no quarto coletivo com mais de 20 beliches lotadas, notei que minha carteira havia sido furtada, inclusive, com meu cartão de saque. No bolso da bermuda só havia o passaporte e 60 euros, mas em Manchester a moeda é a libra. Por precaução, deixei o segundo cartão de saque com um amigo em outro hostel, justamente, para ser usado numa necessidade. Mas como era distante, não daria tempo de ir lá e depois ao aeroporto para embarcar. Fiquei numa sinuca de bico. Se embarcasse só com 60 euros, não daria para ficar nos Países Baixos com esse valor e sem poder sacar. Se fosse atrás do cartão perderia o voo e não teria como me manter na cidade, uma vez que não poderia sacar o cartão VTM em Manchester porque a moeda de saque era euro e não libra. Ou seja, uma confusão. Na prática, não havia saída para mim. Decidi pela segunda opção, consegui o segundo cartão com meu amigo e, mesmo sem dar tempo para o voo, fui para o aeroporto de metrô. No trajeto, que duraria pouco mais de 30 minutos, procurei me tranquilizar e fiz uma oração a Deus para que Ele me livrasse dessa, apesar de não ser algo de vida ou morte, me sentia sozinho. Mesmo em meio ao imbróglio, fiz uma das orações mais pacificadas da minha vida. Depois, fiz uma “selfie”, e falei para mim que aquela foto seria uma lembrança de que descansei em Deus, antes de ver o “mar vermelho” aberto. Para piorar, quando cheguei ao aeroporto, já depois do horário do voo, corri até a sala de embarque e a sola do meu tênis se abriu literalmente, do nada. Deus é mais! E com os passos apressados parecendo manco por conta da sola aberta, cheguei até o painel de voos, procurei o meu e, espantosamente, havia o registro de que o voo estava atrasado e que só sairia em uma hora. Nossa! Emocionei-me na hora. Lembrei que isso não era no Brasil, mas no Reino Unido, na famosa “pontualidade britânica”. Numa nação que se orgulha de não haver atraso em nada. Você pode achar que foi sorte, mas eu penso que foi Deus me dizendo que poderia me surpreender e que a resposta dele para a minha oração foi um “sim”.  

O inusitado é que nesse mesmo dia do “Milagre de Manchester”, só que à tarde, quando estava já em Bruxelas, na Bélgica, comecei a orar por um pedido, o mais importante da minha vida, mas que até hoje a resposta tem sido “espere mais um pouco”. E olhe que “ouço” essa resposta há quase três anos. Uma coisa é você ouvir isso uma, duas ou três vezes, outra coisa, é ouvir quase mil vezes. Se Deus me desse a opção de escolher entre o pedido de Manchester e este último, não titubearia em querer o “sim” para essa oração prolongada. Não há como comparar.

Contudo, de uma coisa sei: Deus é o tapeceiro da minha vida. Ele sabe o fim desde o começo. O tapeceiro tece a gente com algumas linhas brancas, outras escuras, mas sempre está construindo um tecido com suas respostas, sejam elas “sim”, “não” ou “espere mais um pouco”.

* Jornalista e pós-graduado em jornalismo cultural – kleber.sergipe@gmail.com


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
26/11
02:27

Panorama Esportivo - Kleber Santos

Sul-Americano Escolar tem logística definida

OS XX Jogos Sul-Americanos Escolares, maior competição escolar do continente, que será realizada em Aracaju, entre os dias 4 e 11 de dezembro, contarão com a participação de 11 países da América do Sul. Serão disputadas 10 modalidades esportivas, futsal, handebol, basquetebol, voleibol, atletismo, atletismo adaptado, judô, natação, xadrez e tênis de mesa, nos naipes masculino e feminino. A organização do evento está a cargo da CBDE, em parceria com ogoverno do estado de Sergipe ecom o apoio financeiro do Ministério do Esporte (ME). O presidente da CBDE, Antônio Hora Filho, já apresentou o que está pronto e definido em termos de logística da competição, como hotéis – a grande maioria na Orla de Atalaia-, onde ficarão hospedados os mais de 2 mil participantes do evento, locais onde serão realizadas as competições, sistema de transporte e alimentação, que serão utilizados e ativação das equipes médicas e socorristas.


Sergipana na Luta olímpica

A atleta da luta olímpica Viviane Sousa, patrocinada pelo Bolsa Atleta, da Sejesp, anda conquistando seu espaço nos pódios pelo Brasil. Aos 16 anos, a esportista ganhou em 2014 medalhas de ouro nos Jogos da Primavera e no Campeonato Sergipano, além de ter garantido bronze nos Jogos Escolares Brasileiros, nos anos de 2012 e 2013. A atleta, que pratica a modalidade há três anos, também divide seu tempo e dedicação com outra importante arte marcial, o judô. "Comecei com o judô há quatro anos e só depois fui apresentada à luta olímpica. Um ajuda o outro porque há várias técnicas que posso usar, é um complemento", conta Viviane.


Futsal: Aracaju Futsal vence o Itaporanga

O time de Aracaju venceu pelo placar de 5 x 2 a equipe do Itaporanga, dentro da casa do adversário, na primeira partida da semifinal do Campeonato Sergipano, na última segunda-feira. Hoje, às 20h30min, no Ginásio do Sesi, no conjunto Augusto Franco, será conhecida a vaga para a grande final da competição.


Robson Fraga poderá ser campeão em três estados

Com 34 anos de idade e 14 anos de dedicação na prática do surf, Robson Fraga garantiu de forma antecipada os títulos de campeão do Circuito Sergipano e Alagoano e ainda lidera com folga o Circuito Baiano onde poderá conseguir o título na próxima etapa realizada em Camaçari, nos dias 13 e 14 de Dezembro. Já são sete títulos acumulados no Sergipanoano, cinco no Alagoano e está caminhando para o quarto título Baiano. Além disso, o atleta está em 5º lugar no brasileiro e 17º no longboard.


Boxeador Cássio Oliveira mira as Olimpíadas 2020

Os bons resultados este ano no boxe fazem com que o sergipano Cássio Oliveira mire as Olimpíadas 2020. Este ano, ficou com a medalha de bronze no Torneio Cinturão de Ouro, realizado no Equador; ouro no Campeonato Internacional de Boxe (IQUIQUE), no Chile; e levou o título do Brasileiro de Boxe. Cássio Oliveira treina no Clube Escola, em Santo Amaro, em São Paulo, mesma academia que treinam os atletas olímpicos Esquiva Falcão e Yamaguchi Falcão, além do campeão mundial Everton Ribeiro. Até o sonho olímpico, o sergipano de 17 anos tem ralado muito. Treina durante cinco dias da semana por três horas. No período da manhã, realiza uma hora de treinamento físico de fortalecimento da musculatura e aeróbico, e pela tarde, são duas horas de técnica com a realização de manobras, saco e escola de combate. Aos sábados, é reservado para fazer sparring durante 15 minutos.


Ginasta se destaca nas competições

Com apenas 11 anos de idade, Antonise Ribeiro tem postura de atleta profissional e um currículo de fazer inveja para muitos veteranos dos esporte. Somente neste segundo semestre, a jovem ginasta subiu no pódio na Copa Marista, Jogos da Juventude (João Pessoa/PB), além do Mundial Interclubes realizado no Chile. A esportista é apoiada pelo programa Aracaju Bolsa Atleta, da Sejesp. Fechando o ano com mais resultados positivos, a ginasta volta a ocupar uma vaga no pódio durante a última etapa do Campeonato Sergipano ao ganhar medalha de prata nas mãos livres e bronze com as bolas.


Bola na Rede conquista Copa sub-14

A I Copa Sejesp de Futebol de Campo, sub 14, chega ao fim após quase quatro meses de muitas disputas e demonstrações de habilidades por parte da garotada. E como já era esperado, o time do Bola na Rede conquista o título de campeão após vencer a equipe do Esperança pelo placar 5 a 0. O confronto aconteceu no campo do Anchietão, no Bugio.


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
17/08
19:57

Eduardo Campos, morte e eternidade no coração

Por Kleber Santos*

Na última quarta-feira (13), parte do país foi marcada pela morte do presidenciável Eduardo Campos e de seus assessores, na queda de um avião em Santos. Nos meios de comunicação e na internet pipocaram fotos e notícias sobre o assunto e um sentimento de perda, de vazio, se instalou em muitas pessoas, mesmo para os que acompanhavam o político de Pernambuco à distância.

É impressionante como conseguimos nos abater com as tragédias das pessoas que estão ao nosso redor mais profundamente do que com os que sofrem longe dos nossos olhos. Entendo que a verdade só é verdade quando se torna realidade para nós. Há um espaço entre ‘Verdade e Realidade”. O que nos marca não é a verdade por si só, mas se virar realidade para gente. Isto é, se fizer parte do nosso meio, visto que quanto maior for a nossa relação com um ser ou objeto, mais fará parte da nossa realidade e mais se tornará importante. Chamo atenção à origem da palavra “Importante”, que vem de “importar”, “trazer pra dentro”. Neste caso, carregar dentro de nós. Por isso, sofremos tantos com os que estão ao nosso redor. As nossas relações sociais são trocas de energias, de vínculos. Como bem dizia meu professor de pós-graduação em jornalismo cultural, Mohammed ElHajji, doutor em Comunicação e Cultura da UFRJ, as pessoas são “transpassadas” pelas outras. E é assim mesmo.

Posto isto, se já não bastasse essa “empatia”, sentir o que o outro sente, quando o assunto é morte, aparece outro agravante. O ser humano repudia a morte, seja já prevista quando existe esta possibilidade por conta de um ente que esteja na UTI, como da notícia de uma morte súbita, como foi o caso de Eduardo Campos e os assessores. É como se este software não pudesse ser instalado em nós. A ficha não caísse. O Rei Salomão, quando já era adulto, escreveu que “Deus plantou a eternidade no coração do homem”. É por isso, que a morte mexe tanto conosco.

Contudo, pensar na morte é também pensar na vida. Como diz o escritor cristão, Caio Fábio: “Sem a morte jamais haveria noção de tempo, e sem noção do tempo não haveria o valor da vida”.

Então, a tragédia ocorrida na política brasileira nos serve para analisarmos o que estamos fazendo com a nossa vida? Para aonde estamos indo? Quais raízes de vida estão sendo plantadas em nós? E o que realmente tem valor? Será que você é capaz de responder a estes questionamentos com sinceridade?

Neste domingo, dia 17 de agosto de 2014, faço 34 anos, três meses e 16 dias de existência. Não sei o quanto de vida viverei. Contudo, olho para o retrovisor da minha história e vejo que me dediquei e me dedico aos que amo: minha namorada, família e amigos, e procuro aproveitá-los como posso. Porque quando chegar o dia da partida, terei sido importante para cada um deles, e carregarão um pouco de mim dentro de si, assim como Renata Campos, esposa de Eduardo, o eternizou no coração. É isso!


* O autor é jornalista e pós-graduado em jornalismo cultural e este artigo é uma republicação do artigo do Jornal da Cidade deste domingo


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
23/02
16:02

O “corno” da Bíblia

Por Kleber Santos*

No Novo Testamento, vemos que Jesus Cristo é o noivo e a “Igreja” a noiva. Abro parêntesis. Conceituou o termo “Igreja” a todo encontro humano na fé em Jesus. Quando duas ou três pessoas se reúnem no nome dEle, isto é Igreja. Logo, não estou falando de nenhuma religião ou denominação. Não me refiro a nada institucionalizado. Fecho parêntesis.

No Antigo Testamento, vemos o livro de Cantares de Salomão narrando a história de amor entre um homem e uma mulher, e que deste encontro podemos comparar ao encontro de amor entre o ser humano e Deus. 
   
Exemplos como estes nos dão margem a entender que o trato vertical: homem-Deus pode ser compreendido, muitas vezes, na relação horizontal do casamento. Talvez, um dos casos mais emblemáticos sobre este ponto é a vida amorosa do profeta Oséias e a sua mulher, Gômer.

Para entender melhor, é preciso saber que todo profeta tinha uma mensagem de Deus para passar ao seu povo, mas, na maioria das ocasiões - senão todas - a própria vida do profeta carregava uma mensagem em si. Ou seja, o meio (Oséias) era a própria mensagem. 

Oséias foi um profeta que casou com uma mulher a pedido de Deus e que acabou sendo traído muitas vezes. O profeta soube até que o terceiro filho dela, não era dele, mas de uma relação extraconjugal. E sempre ele a perdoava. Ficou conhecido até como o “corno” da Bíblia. E não estou exagerando. Existe até a piada que Gômer por onde passava gomava todo mundo. Há quem diga que, além de profeta, Oséias era padeiro. E se assim fosse, dizem que ele preparava o pão para os outros “comerem”. 

Dá vontade até de rir da situação se olharmos pelo prisma da brincadeira. Mas o assunto é seríssimo, visto que a dor de um homem ou mulher de ser traído é a dor de um Deus que é traído pela sua “Igreja”.  Ou seja, por você, por mim. Sim, somos adúlteros de Deus! 

É preciso entender o seguinte: toda vez que erramos, pecamos (e pecar é “errar o alvo”, isto é, fazer aquilo que não deveria ser feito) estamos traindo a Deus. Portanto, Deus é uma espécie de Oséias e nós somos Gômer. Acho que não teve graça agora, né?

Então, é pensando numa relação de casamento entre você e Deus que a sua vida deve ser pautada. A partir do momento que você acha que pode fazer o que quiser da vida sem prestar contas a ninguém, você está a um passo de trair a Deus. 

Se você acredita que Deus existe, então você não pode andar de acordo com seus próprios impulsos. É melhor, caso contrário, admitir que não acredita nEle.

Daí que, quando me lembro de Oséias, vejo uma história de amor absurdamente perdoador, como o de Deus. Contudo, quando recordo a narrativa de Gômer, aprendo que Deus me amou quando eu ainda era pecador. E meu amor por Ele é apenas a resposta do seu amor por mim. Afinal, Ele me amou em primeiro lugar. É isso!


* Co-editor do Blog Primeira Mão, jornalista e pós-graduado em jornalismo cultural
* Publicado no Jornal da Cidade deste domingo (23 de fevereiro)
(klebersantos@jornaldacidade.net)


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
09/02
17:10

Artigo: Lampions League (Copa do Nordeste)

Por Kleber Santos

A primeira fase acabou da Copa do Nordeste ou ‘Lampions League’, como foi apelidada carinhosamente, fazendo uma referência a UEFA Champions League. Participaram 16 equipes de sete estados. Desse total, classificaram-se para as quartas de final times de cinco federações. Apenas os estados de Sergipe e Paraíba, que contaram com dois representantes cada, não conseguiram a vaga. Para os paraibanos, ameniza a situação o fato de o Botafogo-PB ter conseguido o título Brasileiro da Série D no ano passado. E como justificar os dois times sergipanos: Sergipe e Confiança? Difícil de responder. 

Quando comparamos com os outros estados a raiva ou tristeza é maior. Senão, veja: começaram a competição com dois clubes: Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Ceará e Sergipe. Por sua vez, Bahia e Pernambuco entraram com três representantes. Destaque para os alagoanos, nossos vizinhos aqui do lado, que colocou tanto o CSA como o CRB na segunda fase. 

Com isso, a partir do próximo sábado (15), a torcida contará com os duelos entre: CRB-AL x América-RN, Vitória-BA x Ceará-CE, Sport x CSA-AL e Santa Cruz-PE x Guarany-CE. 

Enquanto nós, pobres mortais, teremos que nos contentar com o início da segunda fase do Campeonato Sergipano de Futebol. A pergunta que não quer calar é: até quando?


Coluna Kleber Santos
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Por Kleber Santos
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