17/12
07:19

Jackson Barreto, a última chance

Afonso Nascimento    -   Professor do Departamento de Direito da UFS
 

Existe inocente em política? O único nome que me vem à mente é o de Eduardo Suplicy, cantando aquela canção “Blowing in the Wind” e esperando na fila pela hora do show de Bob Dylan. Mas o senador paulista nada tem de bobo. Quando alguém pensa num político com uma longa carreira política e com muitos mandatos, certamente você não está pensando num cordeiro, mas numa “raposa política”. É assim que imagino o novo governador de Sergipe, empossado no cargo por sucessão no dia 10 de dezembro de 2013.

 

Jackson Barreto de Lima é um político profissional que nasceu em Santa Rosa de Lima, no interior de Sergipe. Não veio ao mundo numa favela, nem em berço de ouro. Numa entrevista concedida ao jornalista Osmário Santos, disse que seu pai marchante de boi e sua mãe era professora da escola pública estadual e uma militante política do velho PSD, o principal partido das “oligarquias ou das elites rurais” sergipanas que ele tanto disse combater mais tarde.

 

Como todo político profissional precisa ter uma ocupação remunerada para o caso de perder eleição e ficar desempregado (afinal, na política não existe estabilidade no emprego), Jackson Barreto sempre foi funcionário público, primeiro como carteiro (um emprego conseguido sem concurso através dos laços pessedistas de sua mãe com o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira) dos Correios e depois, através de transferência, da Receita Federal em Sergipe. Eu não saberia dizer quantos anos de fato ele trabalhou como servidor público antes e com seus mandatos políticos. Tem formação de advogado, mas nunca exerceu essa profissão. Se nunca foi advogado, ele não é exceção entre os muitos advogados que optaram pela política profissional.

 

Em minha opinião, Jackson Barreto deve ter aprendido a gostar da política com a sua mãe. Esse gosto foi depois reforçado com o seu envolvimento com a militância estudantil e comunista no PCB sergipano. Enquanto militante comunista durante a década de 1970, Jackson Barreto prestou um relevante trabalho político nas barricadas da resistência estudantil e político-partidária contra ditadura militar e pela redemocratização em Sergipe e no Brasil. Foi preso político em 1976 e respondeu a IPM na Justiça Militar de Salvador. Sobre isso digo que essa é uma honraria que ninguém lhe pode negar.

 

No seu discurso de posse por sucessão na Assembleia Legislativa de Sergipe, ele relembrou os nomes de colegas da Faculdade de Direito da UFS e de camaradas de sua geração no PCB, a saber, Mário Jorge, Jonas Amaral, João Santana, Antônio Jacintho Filho, Benedito Figueiredo, Wellington Mangueira, João Augusto Gama e, ainda, Rosalvo Alexandre, Paulo Barbosa, Marcélio Bonfim, Chico Varela e Jaime Araújo.  A essa lista outros nomes poderiam ser acrescentados, com certeza.

 

Antes de conquistar o governo de Sergipe por sucessão, Jackson Barreto ocupou muitos mandatos eletivos: duas vezes vereador por Aracaju, duas vezes prefeito de Aracaju (sendo que, da primeira vez, foi cassado da prefeitura, no segundo ano de mandato pela Assembleia Legislativa), deputado estadual, quatro vezes deputado federal, vice-governador e finalmente governador.

 

Afora a sua militância clandestina no PCB, pertenceu a muitos partidos políticos, mais precisamente, MDB, PMDB, PSB, PDT, PMN, PTB e novamente PMDB – o que dá uma ideia do seu sentido aguçado de sobrevivência política. Resumindo, em quase cinquenta anos de carreira política, esteve filiado a seis partidos políticos. Enquanto deputado federal, não me pareceu ter tido o seu melhor desempenho parlamentar todo o tempo, mas foi ativo e atuante. Como administrador, o seu trabalho voltado para as classes populares foi muito mais relevante do que aquele de muitos prefeitos juntos de Aracaju.

 

Trata-se, portanto, de um político testado nas urnas muitas vezes e com grande experiência em mandatos executivos e parlamentares. Em Sergipe, é conhecido como um daqueles políticos que lembram os nomes dos eleitores, que fazem a política do corpo-a-corpo, que respondem a mais de trezentos processos na Justiça, que são bons oradores, que são populistas e irresponsáveis administrativamente, que são bons de comício e de debate na TV e que construíram carreira política fundados num bem elaborado e oportuno do discurso anti-oligárquico em Sergipe. Em minha opinião, esse seu discurso anti-oligárquico foi muito importante na abertura de caminhos para a modernização política de Sergipe e no enfrentamento dos grupos dominantes.

 

Da leitura do seu discurso de posse, apresenta-se como um político de esquerda e, muito importante, como herdeiro político do ex-governador Marcelo Déda. Com isso, faz associar ao seu nome, não só às realizações e aos méritos da administração de seu antecessor, bem como certos atributos que lhe são dirigidos como ética, honradez, etc. Esse ponto é, aliás, assaz relevante, posto que os seus adversários estão sempre a lembrar-lhe a pilha de processos por improbidade administrativa respondidos na Justiça – tendo sido objeto de programa de humor da TV brasileira tempos atrás.

 

Jackson Barreto nem sempre disputou e ganhou eleições. Com efeito, ele perdeu duas eleições, uma para senador e outra para governador de Sergipe. Ao assumir o emprego de governador por sucessão, Jackson Barreto tem a última chance de eleger-se governador, já que teve uma tentativa fracassada ao perder para Albano Franco, em 1994, no segundo turno. Para ele, agora é: ou vai ou racha!  Se concorrer e ganhar a eleição para governador em 2014, como não lhe é permitido pela lei uma reeleição, poderá planejar também aposentar-se da política como senador, tendo ocupado todos os mandatos eletivos existentes.



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
03/12
18:36

A trajetória política de Marcelo Déda

Afonso Nascimento - Professor do Departamento de Direito da UFS

  

Em 2007, escrevi um artigo sobre Marcelo Déda Chagas (NASCIMENTO, Afonso Um Presidente Sergipano. Jornal da Cidade, Aracaju - Sergipe, 14 jan. 2007), em que mostrava minha alegria por sua eleição para governador e, como o título do artigo indica, que também votaria nele para presidente do Brasil. Hoje ele vem de falecer, aos cinquenta e três anos, no Hospital Sírio-Libanês na cidade de São Paulo, vitimado por um câncer. Morreu, portanto, jovem.

Marcelo Déda (1960-2013) nasceu em Simão Dias, região sul de Sergipe. Vem de uma família ligada à política por parte da mãe, cujo pai foi rábula, prefeito de Simão Dias e deputado estadual sergipano. O seu pai era baiano com origem nas classes populares. Foi soldado de polícia e depois fiscal de posto da receita estadual na mesma cidade. Estava “vocacionado” para a política por conta disso? Em mais de uma ocasião, ele demonstrou admiração por seu avô, mencionado, num sítio sobre Simão Dias, como pertencente a uma das três famílias “pilares” da cidade, ao lado da família Prata e da família de Carvalho Neto.

Durante sua passagem pelo Colégio Atheneu, Marcelo Déda não demonstrou interesse pela política, mas pelas artes – interesse que perdurou por toda a sua vida. Foi, entretanto, como estudante da Faculdade de Direito – um “viveiro” da política sergipana - que seu interesse pela política foi despertado. Com efeito, lá foi membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), dele sendo presidente, num grupo do qual faziam parte Diógenes Barreto, Giselda Barreto, entre outros. Ainda durante sua passagem pela UFS, também foi membro do Conselho Universitário (CONSU), na condição de representante estudantil.

Aquele era um tempo de redemocratização da sociedade brasileira. Em Sergipe, nesse período, Marcelo Déda – juntamente com Josué Modesto dos Passos Subrinho, Goisinho, Marcélio Bonfim, entre outros – calejados pelas experiências do movimento estudantil migram para o campo político partidário e estão entre os fundadores do Partido dos Trabalhadores nas terras de Serigy. Em 1982, foi mal sucedido na sua primeira tentativa de tornar-se político profissional, perdendo eleição para deputado estadual. Em 1986, Marcelo Déda foi, enfim, eleito para a Assembleia Legislativa de Sergipe. Em 1990, conheceu nova derrota eleitoral ao tentar a reeleger-se deputado estadual.

A partir de 1994, a sua carreira de político profissional “engrenou” de verdade. De fato, desde então, não perdeu nenhuma eleição. Foi deputado federal por duas vezes, prefeito de Aracaju por duas vezes e governador por duas vezes. Somando todos os mandatos, a sua carreira política durou trinta e seis anos, tendo dezesseis anos com mandatos executivos e doze anos com mandatos parlamentares. Enquanto não detinha mandatos políticos, foi advogado do CREA-SE.

Em minha opinião, foi na condição de parlamentar que Marcelo Déda teve o seu melhor desempenho como político, seja em Sergipe, seja em Brasília – diria mesmo, sobretudo em Brasília. Tinha uma impressionante oratória que, facilmente, poderia rivalizar com a do ex-governador João de Seixas Dória, orador de prestígio nacional nas décadas de 1950 e de 1960 e deposto pelo golpe militar em 1964. Era uma dos nomes mais importantes da bancada petista na Camara de Deputados, muito respeitado por políticos de diversos partidos e gozando de cobertura positiva da mídia nacional. Era um político muito próximo do presidente Lula política e pessoalmente (Lula era padrinho de uma de suas filhas) e exercia certa influência no Diretório Nacional do PT.

Todavia, o ponto mais alto da carreira política de Marcelo Déda coincidiu com exercício do governo de Sergipe, com seu controle de fato sobre o PT estadual, com a Presidência da República ocupada por Lula e com a Presidência do PT sob a direção do ex-senador José Eduardo Dutra. A sua eleição para governador foi motivo de destaque pela mídia nacional como renovação da classe política nordestina, tradicionalmente composta por velhos políticos conservadores e tacanhos. O seu desempenho como governador poderia ter sido, no entanto, muito melhor, não tivesse sido ele acometido pela doença que fulminou depois de muita luta.

Cabe ressaltar que, na sua trajetória política, o seu declínio como pessoa política coincidiu com a decadência da pessoa biológica. Perdeu muito em popularidade nos embates entretidos com sindicatos e com associações dos servidores públicos civis e militares; a sua governabilidade foi muito prejudicada com a perda da maioria parlamentar na Assembleia Legislativa, configurando-se assim, em Sergipe, uma verdadeira crise do presidencialismo de coalizão. Mas mesmo sem maioria, não mediu esforços para aprovar o PROINVEST, empréstimo junto ao governo federal, vital para o desenvolvimento da economia sergipana. Afastado da governadoria por conta de sua doença, sofreu uma última derrota política ao apoiar chapa que perderia para o diretório estadual do PT em 2013, pouco tempo antes de sua morte biológica.

Pessoalmente, Marcelo Déda era uma pessoa muito simpática e muita querida por seus amigos. Tive a oportunidade conhecê-lo pessoalmente e dividir muitas reuniões sociais em casas de amigos comuns e em lugares públicos. Como todos nós, era muito vaidoso, mas não excessivamente. Gostava de vestir-se bem. Tinha um papo muito bom e gostava de cantar e de conversar. Em qualquer ambiente público, rapidamente transmitia uma alegria contagiante. Com a sua morte, a classe política de Sergipe perde uma referência importante e volta a ter um pouco mais a cara feia de antigamente. Essa é, de fato, uma perda irreparável para Sergipe.

 



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
16/11
18:15

As 75 repúblicas sergipanas

Afonso Nascimento  -  Professor de Direito da UFS

Para todos os efeitos, posto que o Brasil é uma república, Sergipe também é uma república. Isso soa estranho? Agora, que tal que pensar que em Sergipe existem setenta e cinco repúblicas nessa república correspondentes ás setenta e cinco unidades políticas que são os seus municípios? Você já imaginou pensar na República de Brejo Grande ou na República de Carira? Não soa muito esquisito? Pois bem, é isso que isso são, formalmente, os municípios sergipanos desde 1889.

Só que Sergipe é uma república sem republicanos. A “Proclamação da República em Sergipe” não é senão um feriado que, quando cai numa sexta-feira, é transformado num feriadão. Por que Sergipe é uma república sem republicanos? Porque, embora Sergipe tenha tido partidos republicanos na sua curta história política dita republicana, a ideia de república tem passado longe das escolas e das práticas políticas.

Para pensar corretamente a república em Sergipe é preciso construir uma nova periodização da história política de Sergipe. Eu proponho que ela tenha duas fatias: a fatia monarquista e a fatia republicana. A fatia monarquista é muito maior e estabeleceu padrões de comportamentos anti-republicanos que até vigoram. Ele compreende quase quatro séculos que incluem o Sergipe colonial e o Sergipe provincial. Com efeito, durante o período colonial, os grupos dirigentes sergipanos e em Sergipe eram monarquistas, tanto em relação á monarquia portuguesa, como em relação á brasileira.

Na verdade, eram monarquistas e escravistas. O período tratado é aquele da conquista militar de Sergipe pelo Estado português e do embrionário Estado brasileiro que estavam articulados com as prisões ou com os campos de concentração de trabalhadores escravos sergipanos controlados privadamente pelas elites econômicas locais.

A fatia republicana tem pouco mais de 100 anos. Ela corresponde à história de fracasso em instalar uma república em Sergipe. Nem os grupos dominados nem os grupos conhecem a cultura republicana. O que ocorreu depois das duas monarquias entre os grupos dirigentes sergipanos? Monarquistas viraram a casaca e se passaram a chamar de republicanos.  

A esse propósito, vale colocar uma pergunta. Qual deveria ser a data mais importante para os sergipanos: o seu 7 de Setembro ou o seu 15 de Novembro? As duas datas ou processos são importantes, mas eu prefiro o 15 de Novembro.

A primeira data é entendida como aquela da emancipação “política” dos sergipanos. Mas que emancipação política, que nada! O que houve foi emancipação territorial. Não houve emancipação política da maioria dos sergipanos, pois eles continuaram sendo escravos em 1820 e em condições semelhantes. De Cristóvão de Barros, o conquistador militar de Sergipe, a Jerônimo Sodré Pereira, seu último presidente, nada mudou para os sergipanos escravos e os homens livres e pobres.

A segunda data é muito mais importante. Ela põe um termo na monarquia brasileira e nos monarquistas sergipanos. Em seguida, porque ela é efeito da abolição dos trabalhadores escravos. Com o fim da escravidão e o estabelecimento da república, abre-se a chance histórica para a construção de uma república e para a construção de republicanos em Sergipe – o que, infelizmente, até agora não deu certo. Só houve progressos muito tímidos.

E, coisa muitíssimo relevante, é só com a república que os sergipanos alcançam o auto-governo de verdade, trazido com o federalismo no mesmo pacote. No período anterior, os sergipanos tinham governadores (chamados á época de presidentes-burocratas) indicados pelo Imperador e seus deputados estaduais não legislavam: as leis vinham da capital do Império. Não tinham sequer um Tribunal de Justiça, uma corte suprema estadual, que continuou em Salvador.

Em seguida, a palavra e o conceito de republica foram esquecidos pelos sergipanos até hoje. Nesse começo de século, a luta pela construção da república precisa ser retomada em Sergipe. A república precisa ser reabilitada como valor político. Nas falas dos políticos sergipanos, quantas vezes essa palavra é pronunciada? Os sergipanos precisam voltar a 1889 e fazer a coisa certa.

È necessário republicanizar as 75 unidades politicas que são os municípios sergipanos. Como muita gente já escreveu, toda a política é local. Se não tem república na unidade política que é o município, não tem republica estadual ou nacional. Como ou por onde começar? Extraindo da vida política sergipana aqueles traços do patrimonialismo (indistinção entre público e privado, separação entre igrejas e Estado, etc.) e construção de um sistema de educação que funcione, pois a escola é a melhor “fábrica” de republicanos. Sem educação de qualidade e universal nos dois níveis fundamentais para os sergipanos, não tem república. Antes, houve perda de uma chance, agora tem que ser para valer!


PS: Por que as instituições públicas estaduais e municipais, o Tribunal de Contas de Sergipe à frente, ainda não conseguiram pôr em vigor a Lei da Transparência e a Lei do Acesso à Informação em Sergipe? 



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
16/11
17:32

Disputa no PT – Grupo de Ana Lúcia e Iran Barbosa anuncia apoio a Rogério Carvalho e Francisco Gualberto

A tendência petista Articulação de Esquerda, à qual estão vinculados a deputada estadual Ana Lúcia Menezes e o vereador  Iran Barbosa manteve reunião na manhã deste sábado com o deputado federal Rogério Carvalho e, ao final do encontro, divulgou nota pública anunciando o apoio ao candidato à Presidência do PT, que foi o primeiro colocado na disputa do primeiro turno. 

As principais bases do acordo estão em 13 pontos negociados  entre os grupos negociados, sendo  que “Visando construir um novo momento na direção partidária com o protagonismo das diversas tendências e agrupamentos que compõem o partido, a Articulação de Esquerda propôs e foi aceito por Carvalho implementar o exercício do revezamento na Presidência Estadual e na Presidência do Diretório Municipal de Aracaju, nos seguintes termos: dois anos e meio para Rogério Carvalho/Francisco Gualberto; e um ano e meio para Ana Lúcia/Iran Barbosa.

Além disso, foi acertado “fortalecer a candidatura de Professor Dudu para a Presidência do Diretório Municipal de Estância e impulsionar o funcionamento dos setoriais, garantindo a autonomia e a pluralidade/diversidade dessas instâncias.
 

Veja a nota pública na íntegra:

 
Posição da Articulação de Esquerda sobre as eleições do PT Sergipe


A Articulação de Esquerda – tendência socialista do Partido dos Trabalhadores – vem publicizar a sua avaliação a respeito do Processo de Eleições Diretas do PT e se posicionar a respeito do segundo turno das eleições do partido em Sergipe.

Primeiramente, a AE saúda a militância petista que, nas urnas, nos confiou 16% dos votos válidos em nível estadual. Entendemos que essa votação aponta para uma disposição militante de disputar os rumos da estratégia do PT, sinalizadas pelas candidaturas de Iran Barbosa, em Aracaju; de Ana Lúcia, em Sergipe; de Valter Pomar, nacionalmente; e em diversas outras chapas municipais em todo o Estado.

Além dos 16% na nossa candidatura estadual, elegemos Presidentes/as nos seguintes Diretórios Municipais do partido: Amparo do São Francisco, Boquim, Campo do Brito, Canindé de São Francisco, Itaporanga, Japaratuba, Japoatã, Monte Alegre, Neópolis, Pacatuba, Pirambu e Tobias Barreto.

Em nível nacional, mantivemos uma vaga na Executiva Nacional – que será ocupada pelo companheiro Bruno Elias, militante jovem e combativo da Articulação de Esquerda – e a mesma composição no Diretório Nacional, com 4 vagas.

Aqui em Sergipe, os/as filiados/as credenciaram duas candidaturas para o segundo turno das eleições do PT: Rogério Carvalho e Márcio Macedo. Para nós, da Articulação de Esquerda, os dois candidatos compõem historicamente o mesmo campo político do PT, que hegemoniza as posições do partido desde 1995.

Nesse sentido, desde já, a Articulação de Esquerda reafirma a sua defesa de um PT de esquerda, socialista e revolucionário, bem como as suas divergências históricas e estratégicas com o campo majoritário, a exemplo de nossa posição contrária às Fundações na saúde e ao trato equivocado do Governo Estadual com o movimento sindical.

A disputa no segundo turno definirá apenas o Presidente Estadual do partido. A Direção Estadual – composta por 46 membros mais o Presidente e o líder da bancada na ALESE - já foi definida no primeiro turno, a partir da votação das chapas, ficando a seguinte proporção: 18 vagas para a chapa Militância Presente, Partido Forte; 18 vagas para a chapa O Partido que Muda Sergipe; 7 vagas para a nossa chapa: Vamos Mudar o PT para Mudar Sergipe; e 3 vagas da chapa encabeçada por Severino Bispo. Sem dúvidas, essa composição sinaliza positivamente para um equilíbrio de forças, em que nenhum dos agrupamentos obteve maioria absoluta. Isso significa que, durante os quatro anos de gestão, o debate político e o diálogo entre todas as tendências deverá ser a tônica no PT Sergipe.

A votação que obtivemos para a Presidência Estadual no primeiro turno (1066 votos), nos colocou numa posição estratégica na disputa do segundo turno, o que ficou comprovado pela abertura do diálogo das duas candidaturas com a nossa tendência.

Diante disso, a Direção da Articulação de Esquerda abriu um processo democrático e transparente de debate com toda a militância que compõe a tendência. Nos dias 12 e 13 desse mês realizamos Plenárias com lideranças e militantes da AE de Aracaju e dos municípios do interior do estado, de forma a ouvir e discutir as posições existentes. Na quinta-feira (14), a Direção da AE – legitimada pelo conjunto dos/as militantes da tendência – teve reuniões com as duas candidaturas que estão no segundo turno. Por fim, nesse sábado (16) promovemos um Seminário para, a partir do acúmulo das discussões internas e do diálogo com os candidatos, definirmos a posição da Articulação de Esquerda nesse segundo turno.

Em todo esse processo, buscamos construir os caminhos e propostas que fortaleçam e não prejudiquem a Articulação de Esquerda, como uma tendência combativa e socialista dentro do Partido dos Trabalhadores. Diante disso, a nossa posição no segundo turno, em nada, retirará a nossa autonomia e a nossa posição crítica e construtiva dentro do PT. Nos manteremos da forma que a militância do PT e a população de Sergipe nos conhecem.

Mais do que candidatos, os debates que basearam a nossa posição se deram a partir de propostas concretas. Nesse sentido, diante dos debates realizados no seio da tendência, diante dos diálogos e reuniões com agrupamentos dos dois candidatos, diante das propostas que nos foram apresentadas, deliberamos pelo apoio ao candidato Rogério Carvalho.

O apoio se dá em marcos programáticos e de propostas concretas para o funcionamento e atuação do Partido dos Trabalhadores em Sergipe, em três pontos essenciais: funcionamento do partido; questão eleitoral e relação partido-governo-movimento sindical/social. Portanto, o apoio da Articulação de Esquerda se estabelece a partir do momento em que o candidato Rogério Carvalho se compromete com essas propostas, que seguem abaixo.

Funcionamento

1. Visando construir um novo momento na direção partidária com o protagonismo das diversas tendências e agrupamentos que compõem o partido, implementar o exercício do revezamento na Presidência Estadual e na Presidência do Diretório Municipal de Aracaju, nos seguintes termos: dois anos e meio para Rogério Carvalho/Francisco Gualberto; e um ano e meio para Ana Lúcia/Iran Barbosa;

2. Fortalecer a candidatura de Professor Dudu para a Presidência do Diretório Municipal de Estância;


3. Impulsionar o funcionamento dos setoriais, garantindo a autonomia e a pluralidade/diversidade dessas instâncias;


4. Garantir a autonomia e legitimidade das instâncias frente ao partido, aos mandatos e ao Governo;


5. Garantir a transparência na gestão do partido, com autonomia financeira e divulgação ampla das despesas;


6. Implementar um calendário de reuniões que envolva atividades permanentes de formação política dos/as filiados/as;


7. Constituir uma política de comunicação do partido, com meios próprios, que (in)forme a militância e dialogue com a sociedade;


8. Manter, de forma permanente, o cadastramento atualizado dos/as filiados/as do partido, deixando-o disponível ao conjunto da Direção;


9. Compromisso de, antes das eleições no segundo turno, visitar e reunir com a militância petista, nos seguintes municípios: Boquim, Canindé, Monte Alegre e Salgado.

Questão eleitoral


10. Promover, em fevereiro de 2014, um Seminário de análise de conjuntura e balanço das gestões petistas em Sergipe, envolvendo o movimento sindical/social. A partir desse Seminário, constituir um fórum permanente de discussão política que aponte os eixos programáticos do partido para 2014 e debata e construa uma política de alianças dentro dos marcos históricos do Partido dos Trabalhadores;

11. Criar um Grupo de Trabalho Eleitoral que, além dos municípios que já se apresentam com candidaturas próprias do partido, potencialize o PT como alternativa nos seguintes municípios, dado o caráter estratégico dos mesmos: Boquim, Canindé, Monte Alegre, Porto da Folha, Japaratuba, Japoatã, Estância, Salgado e Aracaju;


Relação PT-Governo-Movimento Sindical/Social


12. Que o PT se posicione em favor da instalação e funcionamento da mesa de negociação permanente do Governo com o movimento sindical;

13. Que o PT se posicione em favor dos movimentos sindicais e sociais que vêm sofrendo ameaças e tensões. Nesses casos, o PT deve disponibilizar apoio político e assessoria, inclusive jurídica.


Articulação de Esquerda – Sergipe

16 de novembro de 2013



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
05/11
08:37

Dr. Agnaldo defende atacante Diego Costa e comenta Liminar para adequação das UPAS Nestor Piva e Fernando Franco

vereador Dr. Agnaldo Feitosa (PR), disse que é a favor da decisão tomada pelo atacante  sergipano de Lagarto Diego Costa, que está atuando no Atlético de Madrid na Espanha e optou por se naturalizar pelo país onde está jogando. Para o vereador o atacante tomou uma decisão correta, digna de aplausos que terá seu apoio porque foi lá o lugar que o acolheu. O parlamentar também comentou e considerou importante a liminar da justiça, através da 3ª Vara Civil que acatou uma ação do Ministério Público Estadual (MPE), e afirmou que à Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) através da Secretária Municipal de Saúde (SMS), já está realizando alguns repasses para o Hospital Governador João Alves Filho (HGJAF) e Hospital de Cirurgia cumprir alguns atendimentos e que o município já está fazendo adequações nas UPAS.

O vereador Agnaldo afirmou que votará na moção de aplausos ao atacante Diego Costa, de autoria do seu colega de parlamento Valdir santos (PT do B), e que o atleta é um  batalhador, saiu do de Sergipe ainda adolescente, praticamente criança para aventurá a vida na Espanha. O vereador disse ainda que o jogador foi muito correto porque já tinha se comprometido coma Seleção da Espanha e manteve sua palavra. “ Acho que a chance maior para ele atuar na copa do mundo, é defendendo o pais onde está atuando. No Brasil ele será no Maximo um pinto, não sentaria nem no banco de reservas, como não foi convocado para copa das Confederações. Votarei na moção de aplausos ao atleta”, colocou.

Para Dr. Agnaldo na Espanha foi onde o jogador conseguiu todo esse estrelismo, graças ao seu grande futebol e a Espanha é hoje o pais onde o acolhe. “ Trata – se de um sergipano, de Lagarto, amoroso aos seus amigos. No ano passado Diego Costa levou quatro amigos com suas esposas e noivas para Espanha e assistiram alguns jogos dele e ficaram juntos uma semana e até hoje essa amizade permanece. Ele é muito amoroso pelo Brasil e esperou bastante para ser lembrado e tomou uma decisão corretíssima”, falou. (Da assessoria)



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
24/10
07:40

Daniela disse que igrejas estão orando pela saúde de Déda

   

A vereadora Daniela Fortes (PR) fez uso da Tribuna no parlamento de Aracaju no Pequeno Expediente desta quarta-feira, 23/10, para destacar o pedido da primeira dama do Estado, Eliane Aquino, por orações pela recuperação do Governador Marcelo Déda. Daniela Fortes destacou que ao governador fará exames para saber a atual situação do seu estado de saúde e pediu para que a população continue orando pela sua vida. “Várias igrejas evangélicas estão orando em prol da saúde de Marcelo Déda e devem continuar a orar uma vez que tem fé que Deus pode restaurar a sua saúde”, disse.

Daniela Fortes também aproveitou a sua fala na Tribuna para destacar mais uma vez a situação precária das calçadas no centro da cidade de Aracaju. A vereadora relatou que ontem uma senhora caiu na calçada do Colégio Jackson Figueiredo, nas proximidades da Praça Olímpio Campos. A vereadora mais uma vez afirmou que não culpa a atual administração uma vez que este problema há muito traz transtornos para a população, mas ainda assim enfatizou a necessidade de as autoridades competentes tomarem providências urgentes uma vez que a atual situação das calçadas provoca vários acidentes que prejudicam a saúde da população.

Por fim, Daniela relatou que hoje esteve na Avenida José Conrado de Araújo e constatou que um enorme buraco está trazendo inúmeros prejuízos à população que transita e reside naquela localidade. A vereadora destacou que muitos acidentes já ocorreram por conta deste enorme buraco. Além disso, muitas residências já contam com rachaduras e a presença da Defesa Civil se faz necessária para fazer uma vistoria na localidade. (Da assessoria)

Foto: Acrísio Siqueira 



Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
23/10
13:40

GOVERNO: CBG teria cometido falhas

O governo federal deu prazo até o início de 2014 para que a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) faça adaptações em sua gestão. A avaliação da pasta é que a entidade mostrou recentes falhas graves, entre elas atraso em pagamento de anuidade à federação internacional da modalidade e falta de uma administração profissional.

Uma das primeiras cobranças é que a entidade contrate um executivo até janeiro. Caso contrário, ameaça não fazer mais repasse de dinheiro por meio da entidade - a maioria dos recursos que recebe é de origem pública.

Ou seja, o governo mudaria o formato atual, segundo o qual a confederação concentra o dinheiro e o repassa aos ginastas. Caberia então aos atletas pedirem verba diretamente, segundo sugestão do próprio ministério.

"Podemos dar esse apoio de que os atletas precisam via comitê olímpico [COB] ou por patrocínio direto", disse à Folha o secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser.

A CBG fica em Aracaju, no Sergipe, e deve receber R$ 3,3 milhões da Lei Piva neste ano. Também tem à disposição R$ 8 milhões da Caixa, sua principal patrocinadora. O banco injetará R$ 35 milhões na entidade até a Rio-2016. Além disso, tem ainda dois convênios em atividade com o Ministério do Esporte, que superam R$ 8 milhões. "Nossa preocupação com a [administração na] ginástica é que houve uma tendência de queda", acrescentou.

Contrato
O ministério tem contrato de desempenho com as confederações, que precisam comprovar eficácia administrativa para receber repasses. Segundo Leyser, não é o caso da CBG. Para ele, a entidade não dispõe de uma equipe suficientemente especializada para atender todas as demandas de seus ginastas.

O COB e a Caixa serão chamados para participar das cobranças à confederação. Procurado, o comitê disse que "entende as observações do Ministério do Esporte", mas não avaliou a entidade.

*Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo pelo repórter Paulo Roberto Conde.
 


Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Kleber Santos
17/10
06:04

Aracaju - Secretário da Fazenda faz balanço do 2º quadrimestre

 Cumprindo uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal do município, o secretário municipal da Fazenda, Nilson Lima esteve na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) na manhã desta quarta-feira, 16/10, para fazer o balanço do segundo quadrimestre da prefeitura da capital sergipana.

O secretário explicou  que neste ano de 2013 o município está necessitando de medidas de ajustes no orçamento. “Nos dois primeiros meses do ano, a prefeitura realizou medidas restritivas e priorizou os pagamentos essenciais. Já no mês de março, conseguimos realizar o fluxo normal de pagamento”, disse.

Nilson durante a explanação fez um apanhado geral das despesas do município, informou as disponibilidades da prefeitura para as diversas secretarias e órgãos municipais existentes. Segundo o secretário, a disponibilidade da prefeitura está dividida entre tesouro municipal e previdência.

Com relação à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), o secretário afirmou que desde setembro a autarquia está custeando todas as suas despesas o que acaba desafogando o tesouro municipal. “Não deixa de ser uma boa notícia, pois é bom quando uma autarquia acaba recuperando sua capacidade financeira”, destacou.

De acordo com os dados apresentados, a receita total de Aracaju no 2º quadrimestre de 2012 foi de  R$ 847.090.014, enquanto no mesmo período desse ano é de R$ 917.204.513, uma diferença de R$ 70. 114.499. Já se referindo às despesas totais do município, no ano passado eram de 737561.011 milhões e no quadrimestre de 2013 são de R$ 857.237.742.

No quesito aplicação de recursos na Educação e Saúde houve uma alteração no 2º quadrimestre de 2012 para 2013 na primeira pasta de 27, 16% enquanto na saúde foi de 10, 72%.

Previdência

O secretário alertou que a PMA enfrenta dificuldades nas aplicações financeiras dos recursos previdenciários. “As despesas previdenciárias cresceram 21,80 %.

Vereadores

Após a abordagem do secretário, os vereadores se manifestaram. O presidente da CMA, Vinícius Porto agradeceu ao secretário pelas explicações e disse que a Casa está de portas abertas. “Tenho certeza que todos os vereadores estão contemplados e torcendo pelo crescimento da cidade”, afirmou.

Iran Barbosa considerou importante esse espaço e um avanço no Plenário da Casa já que todos acompanhar. “A tarefa que tem essa administração é a de transformar a realidade em algo bom”, opinou.

Valdir Santos e Dr. Agnaldo também elogiaram a postura do secretário que está seguindo a determinação da Lei de responsabilidade fiscal de prestar esclarecimento ao Parlamento Municipal. Já os vereadores Jailton Santana, Anderson de Tuca, Renilson Félix e Emmanuel Nascimento aproveitaram a oportunidade para fazer alguns questionamentos. 

Fotos: Acrísio Siqueira 



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
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