01/03
20:48

Almeida Lima é indicado para presidir Comissão de Reforma Política


A Câmara dos Deputados instalou hoje a Comissão Parlamentar de Reforma Política. O grupo será composto por 40 parlamentares e o deputado federal Almeida Lima, PMDB/SE, foi indicado para presidir a Comissão que terá seis meses para apresentar uma proposta de consenso.

 

 

 

 

Com esta indicação feita pelo PMDB, Almeida Lima reforça o seu prestígio e experiência. Em 2009, quando senador, ele também presidiu a importante Comissão Mista do Orçamento - CMO -, responsável pelo orçamento do ano de 2010.

 

 
 

ELEIÇÃO

 

 
 

A eleição que decidirá o presidente da Comissão Parlamentar de Reforma Política acontecerá na próxima quarta-feira, dia 2, às 14h. O relator do grupo deve ser Henrique Fontana, PT/RS.

 

 
 

A sessão inaugural desta terça-feira foi comandada pelo presidente da Câmara, Marco Maia. Estiveram presentes o presidente do Senado, José Sarney, PMDB/AP; o vice-presidente da República, Michel Temer; o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski; o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto; e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. (Da assessoria)

 


Política
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Por Eugênio Nascimento
28/02
21:33

Eleições 2012 - “Muitos nomes, muitas especulações”



Faltando ainda pouco mais de 19 meses para a realização das eleições municipais de 2012, os partidos e lideranças políticas influentes no processo apresentam uma série de nomes nos 75 municípios sergipanos para dar início ao processo pré-pré-classificatório. A iniciativa cria um clima de começo de campanha eleitoral em todo o Estado, gerando tensão nos prefeitos que estão no poder (eles temem o esvaziamento de suas gestões por causa do debate sucessório), e animando a vida política das cidades.


Os prefeitos que disputarão a reeleição ingressam neste processo pré-pré-eleitoral com certa vantagem. É o alvo da procura dos eleitores e dos partidos aliados e opositores. Os aliados buscam se preservar como tal e alguns segmentos oposicionistas tentam se aproximar do poder. Se rejeitados, os oposicionistas partem para o enfrentamento público para garantir bom espaço na disputa.


As campanhas municipais estão bem visíveis na capital sergipana, Aracaju, aonde o prefeito atual, Edvaldo Nogueira (PC do B), não pode disputar a reeleição. Surgem como opções os petistas Sílvio Santos, vice de Nogueira, e o deputado federal Rogério Carvalho. No  mesmo segmento governista ainda são citados os nomes de Almeida Lima (PMDB) e Eduardo Amorim (PSC). Na oposição são citados sempre o ex-governador João Alves Filho, o deputado Mendonça Prado e o ex-deputado federal José Carlos Machado, todos do DEM, além de Nilson Lima (PPS).


Aracaju parece ser a maior preocupação de situação e oposição. Os governistas perderam na capital, na eleição passada, a disputa pelo comando do Executivo Estadual. Isso se tornou motivo de preocupação para os seguidores do governador Marcelo Déda e deixou afoito o ex-governador João Alves e seus seguidores. Por isso, a campanha está no dia-a-dia da mídia, embora governistas não gostem e oposicionistas delirem  com o debate sucessório e os problemas vividos pela  capital.

Mas o clima de campanha está hoje em Itabaiana, onde Luciano Bispo poderá disputar o pleito com Maria Mendonça, Olivier e outros. Na Barra dos Coqueiros, os nomes mais lembrados são o do atual prefeito Gilson dos Anjos e o do ex-prefeito Airton Martins. Já em Socorro, comenta-se muito que o prefeito Fábio Henrique terá como principal opositor o deputado estadual Adelson Barreto. Em Lagarto, Valmir Monteiro teria como opositor Lilá. Esse é o cardápio que está sendo servido nesta fase inicial. Muitos outros nomes aparecerão e muitos desaparecerão. A filtragem depende do eleitor, dos partidos, das lideranças e dos acordos que começarão a ser negociados no início do próximo ano. Até lá, valem as especulações.

 


Política
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Por Eugênio Nascimento
28/02
17:05

Virose atinge o governador, o filho e a babá



Uma virose que provoca ânsia de vômito, dor e infecção na garganta e moleza no corpo atingiu no final de semana o governador Marcelo Déda, o filho Mateus e sua babá e uma parente da primeira dama,Eliane Aquino, que está em visita a Sergipe. Déda se sentiu mal hoje de manhã, quando presidia a reunião do grupo que discute as novas políticas de saúde do Estado e por isso foi logo para sua residência, onde foi medicado.


Política
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Por Eugênio Nascimento
27/02
13:23

Coluna Primeira mão


Nova CPMF

A visita da presidente Dilma Rousseff a Sergipe na última segunda-feira foi boa para os nordestinos. Ela anunciou a continuidade dos investimentos na região. A parte ruim foi feita por alguns governadores, que saíram na defesa da recriação da CPMF.

Mais docentes

O governo federal está liberando também R$ 1,5 milhão para investimentos no Hospital Universitário da UFS, revelou Josué Modesto. O reitor da UFS, professor Josué, conseguiu junto ao MEC mais 108 docentes substitutos para todos os campi da instituição de ensino superior.

Mais UFS

A bancada federal desenvolve ações em Sergipe e Brasília no sentido de que sejam criados  campi da UFS em Estância, Propriá e Nossa Senhora da Glória. A Universidade Federal já tem campi em Aracaju (Saúde-HU), São Cristóvão (Rosa Elze), Laranjeiras, Itabaiana e já está se instalando em Lagarto. A UFS foi a universidade que mais cresceu proporcionalmente no Governo do presidente Lula. E ganhou muitas obras.

PMA

Muita gente fala, mas o senador Eduardo Amorim (PSC) não deseja disputar a Prefeitura de Aracaju. Ele quer mesmo é suceder o governador Marcelo Déda. E já trabalha para isso. Amorim circula todo o Estado o tempo todo. Já há grupos empresariais dispostos a investir nesse projeto.

Ruim

Os sistemas de saúde público e privados do Brasil não são bons, mas muito democráticos, pois são ruins para todos.


Não sai


O vereador Robson Viana não pretende deixar o PT. Ele falou o que falou num momento de raiva. Ele acha que está sendo desprestigiado e quer não espaço no partido.


Posse no TCE


A conselheira Izabel Nabuco assume na terça-feira a presidência do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE). O atual presidente, Reinaldo Moura, vai para a Corregedoria da corte de contas.


Muito atum


Os pescadores e os petroleiros que atuam na região da plataforma de Piranema dizem que a área está cheia de atum. Ontem, sábado, 26, pegaram uns 15 numa pescaria bem rápida.


Processo


Ninguém acreditou, inclusive eu. Mas o deputado federal Márcio Macedo ingressou com ação em juízo contra o jornalista George Washington e o ex-vereador Goisinho, no último dia 18. O processo foi encaminhado pelo advogado Lucas Rios e está na 7ª vara cível. Trata da suspeita levantada sobre a doação financeira da empresa Estre para a campanha de Macedo.

 


Política
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Por Eugênio Nascimento
24/02
21:44

Dr. Gonzaga diz que prefeito de Aracaju não valoriza o PMDB

Hoje, em aparte à fala do vereador Jony Marcos, na Câmara Municipal, o vereador Dr. Gonzaga parabenizou o colega pela indicação de membros do seu partido para compor o secretariado municipal e comentou em tom de ironia e frustração a ausência de membros do seu partido, o PMDB, na administração do prefeito Edvaldo Nogueira. Dr. Gonzaga “parabenizou” o prefeito pela desvalorização e discriminação do PMDB em seu governo e anunciou que vai se reunir com membros do partido para discutir e definir o posicionamento dos peemedebistas na esfera municipal daqui pra frente.



Política
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Por Eugênio Nascimento
24/02
19:33

Rogério pede união pela construção do Hospital do Câncer de SE

O deputado Federal Rogério Carvalho (PT) pediu empenho e união à bancada sergipana em Brasília (DF) em prol da construção do Hospital do Câncer de Sergipe. O chamado foi feito na noite dessa quarta-feira, 23, durante um jantar na residência do deputado Federal Valadares Filho (PSB). Na ocasião, estavam presentes os senadores Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC), além dos sete deputados que integram o bloco liderado pelo governador Marcelo Déda (PT).

"Sugeri que a nossa bancada se unisse em torno de um projeto tão importante para o povo sergipano que é a construção do Hospital do Câncer. Fiquei feliz de ver que todos imediatamente manifestaram o compromisso de lutar pela causa", disse Rogério.

De acordo com ele, a necessidade urgente da construção do Hospital é justificada pelo aumento da demanda de pacientes com câncer. Este crescimento pode ser explicado pelo aprimoramento das ciências médicas, que permitem um diagnóstico cada vez mais breve e preciso, bem como pela expansão da rede assistencial no estado.

"Em 2009, quando ainda estava à frente da Secretaria de Estado da Saúde, demos início à idealização do projeto. Fizemos visitas ao Hospital Sírio Libanês (SP) e ao Hospital do Câncer de Jaú (SP), que são referência no atendimento oncológico. Inclusive chegamos a produzir um projeto arquitetônico para construção do Hospital", complementou Rogério.

Outro fator que explica a urgência pela construção de um hospital destinado exclusivamente ao tratamento de pacientes com câncer concerne à forte concorrência por salas cirúrgicas e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) testemunhada hoje no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

"O Centro de Oncologia do Huse funciona integrado ao restante do hospital. Portanto, ele não conta com centros cirúrgicos e leitos de UTI exclusivos para pacientes oncológicos", reforça o ex-secretário de Estado da Saúde. 

"O mais importante neste processo é que a construção do Hospital do Câncer agora deixa de ser uma idéia do deputado Rogério Carvalho e passa a se tornar um compromisso da bancada de Sergipe", comemora.

Presenças
Além dos deputados Rogério Carvalho e Valadares Filho, e dos senadores Valadares e Amorim, também estiveram presentes no encontro os deputados Laércio Oliveira (PR), Almeida Lima (PMDB), André Moura (PSC), Márcio Macedo (PT) e Pastor Heleno (PR).

Marcaram ainda presença os prefeitos Fábio Henrique (Nossa Senhora do Socorro) e Valmir Monteiro (Lagarto), o vice-líder do PSC-SE, Edvan Amorim, e o ex-governador Albano Franco (PSDB).

Da assessoria



Política
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Por Eugênio Nascimento
24/02
18:02

Governador indica o nome do auditor Luiz Augusto Ribeiro para vaga no Tribunal de Contas do Estado

Na tarde desta quinta-feira, 24, o governador Marcelo Déda convidou o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Luiz Augusto Ribeiro, para comunicá-lo da escolha do seu nome para a indicação que será feita à Assembleia Legislativa como o novo conselheiro do TCE na vaga reservada aos auditores da Corte de Contas. O encontro ocorreu no Palácio dos Despachos e contou com a presença do secretário de Estado da Casa Civil, Jorge Alberto.

O governador esclareceu que a escolha se deu após a entrega da lista tríplice realizada no último dia 15, pelo presidente do TCE, conselheiro Reinaldo Moura. "Recebi a lista tríplice elaborada pelo Tribunal de Contas, que foi composta levando-se em conta a antiguidade dos que compõem a carreira de auditor, e o doutor Luiz Augusto liderava a lista, por ser o mais antigo da casa", explicou o governador.


"Dentre os três indicados pelo Tribunal, optei pelo primeiro da lista, o mais antigo do órgão, homenageando o princípio que a Constituição estabelece, que é o princípio da antiguidade", enfatizou Déda. A partir de agora, com a indicação do governador, o nome do indicado passa pelo crivo da Assembleia Legislativa, que realiza a tradicional sabatina e submete o nome do indicado ao plenário da casa.


A vaga reservada aos auditores é oriunda da aposentadoria do conselheiro Heráclito Rollemberg.

Orgulho

O auditor e futuro conselheiro Luiz Augusto Ribeiro declarou o seu orgulho em receber a indicação para o cargo após 28 anos atuando como auditor no TCE. "Recebi com muita honra e orgulho o comunicado do governador Marcelo Déda sobre a escolha do meu nome, após o Tribunal cumprir o que manda a Constituição Estadual, enviando uma lista tríplice para que o governador escolhesse um entre os auditores", afirmou Ribeiro, que integra o quadro de auditores do TCE desde 1983.


"Só posso me sentir honrado em receber essa nova atribuição, e estarei, como nos últimos 28 anos, realizando minhas funções no Tribunal de Contas a serviço do povo de Sergipe", concluiu o indicado. (Da assessoria)


Política
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Por Eugênio Nascimento
21/02
14:29

Memórias de um ex-estudante de Direito (Sobre a Operação Cajueiro)

* Por Afonso Nascimento

1976 foi o meu último ano na Escola de Direito da UFS como estudante.
Antes do início das aulas em março, aconteceu a assim chamada Operação Cajueiro, através
da qual foram presos dois estudantes de Direito (Carlos Alberto Menezes, hoje advogado e
professor da UFS e Elias Pinho, hoje membro do Ministério Público Estadual), outros
estudantes universitários, trabalhadores e políticos sergipanos. Isso teve lugar no dia
20 de fevereiro. Eu fiquei sabendo do episódio por intermédio de Luciano Oliveira, também
estudante de Direito, no Cacique Chá, bar e restaurante localizado na Praça Olímpio
Campos e muito frequentado por políticos, advogados, jornalistas, artistas, estudantes
etc. De lá seguimos até a Rua João Pessoa. Eu perguntei pelos outros colegas, amigos e
conhecidos e ele me disse que tinham fugido para fazendas, para casas de amigos no
interior e para outros Estados. Com medo, voltei para casa e de lá não saí.

Por que o medo de ser também preso? Do ponto de vista racional, não havia motivos para
isso. Eu sabia que não era membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), frequntava
esporadicamente as reuniões da Ala Jovem do MDB. “Tinha contra mim” apenas o fato de ter
sido secretário-geral e vice-presidente do Centro Acadêmico Sílvio Romero, ter amigos
ligados ao PCB e outros com militância estudantil. Não era então, como nunca fui, um
protagonista político, pois sempre me faltaram talentos para tanto. Era, no máximo, um
ator coadjuvante meio distante, mas atento. Mas, em tempos de repressão cega e de
arbítrio, tudo podia acontecer. Por que não mais um?

Os estudantes de Direito de então não estavam ligados ao PCB. No momento das prisões,
eram liberais ou
de esquerda moderada, mas estavam conscientemente envolvidos na luta contra a ditadura
militar e tinham aquela coisa de fazer discursos entusiasmados, pois não faltavam bons
oradores (além dos dois presos, também lá estavam Walter Calixto, Agamenon Araújo etc.).
Agora entre os estudantes de Economia, curso oferecido no atual prédio do IPES, havia
pessoas com mais leituras de Marx (até por estudarem Economia) e alguns eram sabidamente
comunistas. Este era, por exemplo, o caso do grande amigo Goizinho. Eram os estudantes de
Direito que, juntamente com os estudantes de Economia, lideravam o Movimento Estudantil e
tentavam reabrir o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS, fechado em 1968 pela
ditadura militar.

Com o recomeço das aulas em março, apareceram Francisco Dantas, Walter Calixto (o famoso
"W.C"), Nílton Vieira Lima, Agamenon Araujo etc., e em seguida, para a tranquilidade de
todos, Carlos Alberto Menezes e Elias Pinho com as aulas já iniciadas. Os dois traziam na
raiz dos narizes cicatrizes devidas à pressão de
objetos colocados na cabeça pelos agentes da repressão para impedir a sua visão dentro do
quartel.

Esse acontecimento teve um impacto importante na minha vida. Em primeiro lugar, como
estudantes de Direito, nós nos sentíamos solidários com os colegas e, também por isso
mesmo, um pouco encarcerados no 28º BC, situado no Bairro 18 do Forte. Em seguida, porque
me dei conta que isso de lutar contra a ditadura militar era coisa séria. Lembrei-me
então que tinha recebido convite indireto para me filiar ao PCB da parte de um amigo e
que recusara ou fingira não entender. Recordei-me também de meu pai, membro do Sindicato
dos Ferroviários de Sergipe que, nos tempos do golpe militar de 1964, dizia a minha mãe
que não sabia se voltava para casa naquele dia de trabalho, porque os agentes da
repressão já tinham prendido vários ferroviários. Caí na real também porque percebi que
andava lendo muitos jornais alternativos (Opinião, Movimento, Em Tempo, Pasquim, etc.) e
livros proibidos como, por exemplo, aquele famoso manual de Georges Politzer de marxismo
vulgar.

Passaram na memória os conselhos que a querida professora Juçara Fernandes Leal (então
chefe do DDI ou era José da Silva Ribeiro?) nos dava em relação a engajamento político
estudantil e partidário e a necessidade de moderação – especialmente em relação a
Agamenon Araújo que não perdia uma oportunidade para fazer discursos incendiários contra
o regime militar e era sempre preciso ter alguém por perto para fazê-lo calar-se. Não sei
se para o seu bem ou se para o seu mal, esse grande amigo, discípulo de membros do PCB,
nunca foi preso pela ditadura militar. Fora ele, Agamenon, que, juntamente com Carlos
Alberto Menezes, estivera em Porto Alegre (RS) e trouxera de lá o modelo institucional de
Ala Jovem do MDB para Sergipe. Hoje ele mora no Bairro Coroa do Meio e, além de ter
escrito uma grande peça de teatro retratando o período (“Os Gêmeos”), compõe músicas
religiosas, de São João e de Carnaval.

Tempos depois, como agora, revisitando aqueles tempos de repressão, censura e prisões
ilegais, percebi que a minha politização não se dera na escola secundária (Colégio Costa
e Silva e Colégio de Aplicação da UFS), como geralmente acontecia com os estudantes com
passagem pelo Atheneu Sergipense), mas na escola de Direito por influência desses colegas
e de professores conservadores como Joviniano Carvalho Neto. Explico este último ponto.
Para quem entrava no curso de Direito e encontrava esse professor vomitando um discurso
anticomunista grosseiro e fazendo elogios excessivos ao imperialismo americano e à
ditadura militar, era fácil se identificar com o outro lado político, pois isso gerava
uma antipatia imediata.

Além disso, no clima de paranóia política que existia então, muitos colegas eram
identificados, com ou sem razão, como “dedo-duro”. Era preciso tomar partido.

O que não sabia então era que ser comunista também não era grande coisa assim e que os
comunistas (de todos os partidos e de todas as posições políticas) estavam lutando contra
a ditadura militar para pôr no seu lugar outra ditadura, a deles, o totalitarismo.  Disso
eu só me dei conta quando, em 1983, viajei para vários países do Leste Europeu
(Iugoslávia, Hungria, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental) e compreendi que, sim, era
necessária a luta de todos os partidos clandestinos e forças legalizadas contra a
ditadura militar, mas que a outra luta pelo estabelecimento de uma ditadura totalitária
era uma péssima ideia, como a prática política tem mostrado. Ainda assim, por essas
pessoas guardei o mesmo respeito que tinha pela sua contribuição ao fim da ditadura
militar e passei a entender a dita democracia burguesa como um fim em si e não um meio
para o que quer que seja. Infelizmente, já nesta década, muitas dessas pessoas darão a
essa sua militância política contra a ditadura militar um sentido mercantil recebendo em
troca por sua participação uma “bolsa-ditadura”. Coisas da política...

* Professor do Departamento de Direito da UFS



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Por Eugênio Nascimento
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