29/02
17:20

Projeto garantirá assistência técnica e capacitações a produtores rurais


Produtores rurais de sete municípios do semiárido sergipano estão recebendo a visita de técnicos do Sebrae e do Senar. O objetivo dos encontros é apresentá-los ao Projeto Sertão Empreendedor, além de mobilizar e identificar criadores de gado leiteiro que possam ser beneficiados pela iniciativa.
 
O Sertão Empreendedor é um projeto desenvolvido pelas duas instituições para ajudar os criadores de gado leiteiro a superar os problemas causados pela seca. A proposta é oferecer assistência técnica e capacitações gerenciais aos produtores para auxiliá-los a tornar a atividade mais rentável mesmo nos momentos de maior dificuldade.
 
Em Carira, o encontro reuniu quinze empreendedores rurais, que puderam conhecer as ações que serão desenvolvidas no município.
 
“Durante esses encontros estamos buscando descobrir produtores que se encaixam nos critérios estabelecidos pelo programa e realizando o cadastro. A próxima etapa prevê a realização de novas visitas ás propriedades para conferir a veracidade das informações fornecidas”, explica Luana Aragão, gestora do Sertão Empreendedor pelo Senar.


Economia
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Por Eugênio Nascimento
29/02
15:18

Termina hoje o prazo para emplacar ciclomotores em SE

Será encerrado nesta segunda-feira (29) o prazo para o emplacamento e licenciamento de ciclomotores. Segundo o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito em Sergipe (Detran/SE) , Edgard da Motta, a data havia sido prorrogada por duas vezes porque o atendimento ao público ficou reduzido durante a greve dos servidores. Mas agora isso não se repetirá.

Edgard Mota explicou ainda que "é importante que os proprietários não deixem a regularização das cinquentinhas para a última hora. A fiscalização desses veículos será iniciada em 1º de abril. Enquanto isso, vamos continuar passando as orientações à população sobre os documentos necessários para a regularização desses veículos".


Política
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Por Eugênio Nascimento
29/02
15:17

Nossa Senhora da Glória tem três potenciais candidatos a prefeito

 Três nomes aparecem como os potenciais candidatos na disputa pela Prefeitura de Nossa Senhora da Glória. São eles: Chico do Correio, atual prefeito e candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT); Ciane, irmã do deputado estadual Jairo de Glória, filiada ao PRB; e o bispo Joseclan, do PV, com vínculo religioso ligado a Igreja Nova Dimensão, frequentada por cerca de 400 glorienses.


Política
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Por Eugênio Nascimento
29/02
15:17

Eduardo Amorim: "a crise não deve servir de desculpas para tudo"

O senador Eduardo Amorim, que tem sido lançado por correligionários para disputar a Prefeitura de Aracaju, revelou hoje que tem sim o desejo de entrar no páreo, mas entende que isso ?não depende só de mim. Tenho consciência disso?. Ele avalia que vai terminar sendo o candidato do PSC para a PMA em outubro próximo.

Para o senador, o cenário político é 'extremamente positivo' para viabilizar o seu nome, pois 'o povo está pagando pelas mentiras, sentido na pele as mazelas desses governos'. Amorim acrescentou: 'a crise nacional não pode ser desculpa para tudo! Existem mazelas anteriores à crise. E presenciamos bons gestores nesse tempo crise'.


Política
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Por Eugênio Nascimento
29/02
08:05

Justiça Federal intervém na regularização da vazão do Rio São Francisco na Usina de Xingó

A 9ª Vara Federal, sediada em Própria, determinou que a CHESF, ANA e IBAMA deixem de autorizar e realizar redução da vazão do Rio São Francisco abaixo de 900 m³/s, a partir da UHE Xingó, sem a prévia realização de estudos ambientais. A decisão foi proferida nos autos da Ação Civil Pública nº 0801538-90.2015.4.05.8500T a título de antecipação de tutela.

Entenda o caso:

As Colônias de Pescadores dos Municípios de Neópolis, Propriá, Gararu, Amparo de São Francisco, Ilha das Flores e Pacatuba ajuizaram Ação Civil Pública contra a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e Agência Nacional de Águas - ANA.

Em sede de pedido de liminar, requereram, em resumo, o retorno da vazão do Rio São Francisco à 1300 m³/s e que a CHESF deflagre o processo de renovação da Licença de Operação da Usina Hidrelétrica de Xingó, sob a alegação de que os réus têm transformado a redução emergencial da vazão do Rio São Francisco de 1.300 m³/s para 900 m³/s em uma prática constante, sem o devido Licenciamento Ambiental, visando a atender unicamente o setor energético e seus consumidores, em detrimento das necessidades dos pescadores ribeirinhos.

Segundo as Colônias de Pescadores, as rés IBAMA e ANA, a pedido da CHESF, emitiram autorizações desde o ano de 2013 que permitiram as progressivas reduções da vazão do Rio São Francisco na altura da barragem da UHE Xingó, até chegar ao patamar atual de 900m³/s.

Por outro lado, segundo a Nota Técnica 093/2015-ONS (22/06/2015), a redução de vazão praticada desde o mês de maio de 2013 preservou 33,9% do volume útil da UHE Sobradinho. Segundo as rés, caso não fossem executadas tais reduções, atualmente o reservatório da UHE Sobradinho estaria com nível 0% de acumulação de água, ou seja, no seu volume morto e perdendo sua capacidade de regularizar a vazão a jusante.

No dia 29.09.2016, foi realizada a Reunião Técnica na sede da 9ª Vara Federal, na qual foram ouvidos diversos técnicos e especialistas das várias áreas de conhecimento envolvidas.

Após análise de toda a documentação trazida aos autos, bem como da Audiência Técnica realizada, o Juiz Federal Tiago José Brasileiro Franco, em atuação na 9ª Vara Federal, proferiu decisão liminar. Entendeu o Magistrado que, apesar das autorizações emitidas pelos órgãos envolvidos para a redução da vazão no Rio São Francisco terem tido por propósito o prolongamento do volume de água no curso do rio nos períodos de estiagem, ficou demonstrado que desconsideraram a complexidade de efeitos decorrentes da referida redução, pois não foram precedidas de estudos ambientais aprofundados que o caso requer.

Por isso, o deferimento parcial da liminar, com respaldo no princípio da precaução do Direito Ambiental, se deu por não se saber quais as reais consequências e impactos da continuidade (nem de sua reversão) das reduções da vazão do Rio São Francisco à jusante da UHE Xingó, já que não foram elaborados estudos prévios específicos que considerem os usos múltiplos das águas e a preservação ambiental.



Política
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Por Eugênio Nascimento
29/02
00:03

Itabaiana derrota Sergipe e é vice-líder do Estadual


Com de Paulinho Macaíba, o Itabaiana venceu o Sergipe por 1 a 0, neste domingo, no Estádio Etelvino Mendonça, em Itabaiana, pela oitava rodada do Campeonato Sergipano. Com este resultado, o Tricolor da Serra subiu para a segunda colocação com 16 pontos, enquanto que o Sergipe caiu para a quarta colocação com 14 pontos. O líder é o Confiança com 19. Tanto o Itabaiana como o Sergipe já estão classificados para o hexagonal.

Na Arena Batistão, o time proletário goleou o Dorense por 4 a 1 e se manteve no topo. Os gols foram marcados por Lucas Rocha, Valdo, Leandro Kivel e Danilo Bala, e Gegê diminuiu para os visitantes. Ambas também estão classificadas para o hexagonal.

No Francão, em Estância, o Boca Júnior ganhou de virada do Lagarto por 2 a 1 com dois gols de Rafael e um de Pirambu. O Boca garantiu sua vaga no hexagonal e o time de Lagarto tenta fugir da degola.

Sábado
Na abertura da rodada de sábado, o Socorrense derrotou o Amadense por 1 a 0, com gol de Marcus Vinicius, no Brejeirão em Tobias Barreto.

Na outra partida, o Estanciano empatou com o Guarany em 1 a 1 e garantiu a classificação do time de Estância que marcou com Júnior Mandacaru e sofreu gol de Curel.

PRÓXIMA RODADA
Sábado, às 15

Lagarto x Confiança
Sergipe x Amadense
Guarany x Itabaiana
Socorrense x Boca Júnior
Dorense x Estanciano

CLASSIFICAÇÃO

 


Esportes
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Por Kleber Santos
28/02
15:33

Marmotando...

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

O mundo gira. Continua girando. Mas, o mundo ‘desgira’? Eis a questão que Manelito do finado João de Sabino queria saber do tabelião Paulinho de Cotias. O dono do cartório não tinha certeza, porém disse que não. “Ora, Manelito, o mundo gira, mas ‘desgirar’ é uma coisa muito difícil. ‘Desgira’ não. Se ‘desgirasse’, tava todo mundo perdido. A gente ia rodopiar num pé só. No esquerdo. É o que eu acho”. A resposta do tabelião deixou Manelito mais ou menos tranquilo. Mais ou menos. 

‘Desgirar’... Seria girar ao contrário. A Terra sairia do eixo? Sairia pelo espaço dando trombada noutros corpos celestes? Ih, chocar-se-ia com a lua? Logo com a lua... Seria o fim do planeta e do satélite, talvez o mais querido das galáxias. Quem, pelo amor de Deus, botaria uma preocupação dessas na cabeça? Só um amalucado, como Manelito? Ah, bom! Amalucado no dizer de certas pessoas. Manelito regulava da cabeça muito bem, obrigado. Só era alvoroçado. E quando botava uma coisa na cuca, ia longe. Léguas e léguas de pensamento. E media-se pensamento por léguas? Na verdade, eu é que devo estar amalucando. 

Terça-feira era. Janeiro também. O ano? 1962. Ano de eleições. Novembro estava longe. O irmão de Manelito, que era professor, seria candidato a vereador, em São Paulo. O povo dali dizia que Joãozito era comunista. No Aracaju, a política já estava fervendo. Falava-se em traições ao líder udenista. Gente do seu bloco pularia para o bloco dos rabos-brancos. Imaginem que sacrilégio! Caras-pretas bandeando-se para os eternos adversários. Foi no que deu mesmo. E em São Paulo, naquele mundão, como deveria estar a política? Manelito morou um ano em São Paulo. Não gostou. Arribou de volta. O irmão Joãozito ficou. Estudou. Era professor. Metido em brigas com o governo. 

Naquele início de ano, Manelito tinha planos na cachola. Espichado na rede armada sob o telheiro da casa de quatro águas, pitava o cigarro pé duro do fabrico de D. Júlia de Tonho Míudo, que morava nos confins do João Ventura, na estrada do Gonçalão, perto de onde João de Rita derretia sebo. A cada tragada, a fumaça dava voltas em torno da rede, fazia piruetas e sumia no ar. Fumaça de cigarro de fumo de rolo tinha uma serventia formidável: entontecia muriçocas. Afugentava-as. Ali estava Manelito. O irmão seria candidato a vereador na maior cidade do país.  
Um sujeito passou a galope curto, montado num alazão bem fornido e cumprimentou o fumante de rompe peito, como também se chamava um cigarro pé duro. Manelito grunhiu um cumprimento de resposta. Não viu quem era. Nem reconheceu a voz. “Tá! Que se dane!”. Voltou a mergulhar no mais profundo de suas miragens. E ali ficou um tempão, marmotando. 

A tarde andava a meio. E meio sonolento estava Manelito. Apenas meio. Afinal, quem marmota mesmo, não dorme. Cochila levemente, mas não dorme. Marmotar não é enfurnar-se num buraco. Não é jiboiar. É ficar no avaluemos. Cismando. Pensamento vindo, pensamento indo. Era como estava o meu convidado de hoje. Chamei-o do fundo do meu baú de memórias, porque ele era mestre na arte de pensar sobre coisas sérias e sobre besteiras também. Eis uma coisa importante: saber pensar sobre as duas facetas da vida. Quem só pensa em coisas sérias, envelhece. Quem só pensa besteiras, emburrece. É preciso, pois, o equilíbrio. Nisso, Manelito era mestre. Mestre Manelito. 

Naquela atitude de marmotar, Manelito viu o sol desaquecer, descambar para o poente, enrolar-se numa rede de nuvens matizadas entre o dourado e o avermelhado. Um ventinho noiteiro passou a mãozinha de fantasma na barba grisalha de Manelito. De leve. Ele cofiou o bigode. Tinha planos. Mas a ninguém poderia revelar. Por ora. Deixasse vir o tempo certo. Até ali, o tempo era para marmotar. A boca da noite chegando. Uma ou outra pessoa passando na rua de chão batido, carente de piçarra. Um vira-lata fez xixi no pé de pau que dava sombra farta ao terreiro da frente da casa de Manelito. Dava sombra e folhas. Muitas folhas caiam para dar trabalho a Inacinha, mulher de Manelito, que duas vezes por dia varria o terreiro. Ah! O sociólogo Gilberto Freire, no livro “Nordeste”, disse que, com o passar do tempo, as pessoas foram esquecendo os nomes que os indígenas deram às árvores, passando a denominá-las simples e generalizadamente de pés de pau. Faz sentido. Acho que faz. Aproximou-se do terreiro o velho Cazuzinha. Desceu da velha bicicleta. Aproximou-se do telheiro e da rede do dono da casa. “Como vai, compadre Manelito? Tu tá matutando, remoendo assuntos?”. Ao ouvir o cumprimento, ele sentou-se na rede. “Compadre Cazuzinha, eu tô aqui amoitado, feito uma marmota no buraco, olhando no escuro. O mundo tá muito escuro, compadre. Tudo parece estar escurecendo. E a gente que tem miolos deve marmotar. Pensar, pensar e pensar”. Cazuzinha sorriu. Conhecia muito bem o padrinho do seu filho Augusto, que sob os cuidados do padre Fonsequinha, estava no Seminário, estudando para ser padre também. O pai do futuro vigário estava acostumado com os pensamentos daquele compadre estimado e prestativo. “Compadre, enquanto o senhor tá marmotando, posso lhe pedir um favor?”. “Mas, arrepare! E eu sou home de negar um favor, compadre Cazuzinha? Desembuche, home!”. O outro fez o pedido. Manelito lhe disse que sim. Cazuzinha foi-se embora. 

Para Manelito, o mundo estava cheio de sombras. O Brasil estava cheio de sombras. “Num demora e uma coisa muito ruim vai estourar”. Ele ouvia rádio. Sabia das coisas. Pensava que sabia. 1962 meou. Findou. Joãozito elegeu-se. Vereador em São Paulo. As sombras pareciam aumentar. Manelito pressentia. O ano de 1963 trouxe ainda mais sombras. No fim do ano, Manelito voltou a São Paulo. Os negros véus desceram em 1964. Os militares botaram o presidente para correr. A peia correu solta. Dois anos antes, Manelito pensava em como, um dia, poderia socorrer o irmão, que acabaria se metendo em confusão da grossa. Era isso o que ele marmotava naquela tarde de janeiro de 1962. Joãozito era o se único irmão. Caçula. Metido na política de São Paulo. Em brigas para defender os professores. Comunista? Os novos donos do poder acharam que sim. Tomaram o mandato dele. Tentaram prendê-lo. Em bom tempo, Manelito escondeu o irmão junto a uns primos no Mato Grosso. Por lá, ele ficou uns anos. O seu sangue, porém, era agitado, do tipo que fervia nas veias. Retornou a São Paulo, às escondidas. Agitou na clandestinidade. Foi preso. Nunca mais apareceu. Ele tinha mulher e dois filhos. E o sangue bom para a luta. Luta pela democracia, como ele dizia. Foi dado como desaparecido.

Em agosto de 2001, já viúvo e aos oitenta e cinco anos, Manelito recebeu dos sobrinhos a notícia de que os restos mortais do seu único irmão foram localizados. Exame de DNA confirmado. Morto nos porões da ditadura. O afilhado de Manelito, padre Augusto, celebrou uma missa a pedido do padrinho. Na noite da missa e após a missa, Manelito deitou-se na rede, debaixo do telheiro. Chorou muito. Até parecia um bezerro desmamado. Calou-se. Ele morreu naquela noite fria de agosto. Foi marmotar a caminho do céu. 

(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 28 de fevereiro de 2016.


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
28/02
15:20

O mercado de trabalho em 2016

Ricardo Lacerda
Professor do Departamento de Economia da UFS 

Na semana passada foram apresentados os primeiros dados sobre o mercado de trabalho em 2016. A taxa de desocupação de janeiro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE atingiu 7,6%, frente a 5,3% de janeiro de 2015. 

Também foram publicados os resultados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (CAGED). Em janeiro foram cortados 99.694 empregos formais e nos últimos doze meses (fevereiro 2015- janeiro 2016) a perda de postos formais alcançou 1.590.822. Nesse período, o estoque de emprego formal se retraiu em 3,86%. Com o agravamento da crise, ficou para trás o período em que a taxa de geração do emprego formal havia descolado do nível de atividade econômica. Em 2015 e nesse início de 2016, emprego e PIB caem solidariamente.

Ainda que 7,6% não seja uma taxa elevada para os padrões brasileiros (ver Gráfico 1), a desocupação nas regiões metropolitanas pesquisadas cresceu em uma velocidade acentuada nos últimos doze meses espelhando a deterioração do mercado de trabalho, que tem sido abrangente, tanto em termos geográficos quanto em termos setoriais.

Regiões metropolitanas
A taxa de desocupação de algumas regiões metropolitanas já estava em crescimento de forma sistemática desde meados em 2014, na série que compara com o mesmo mês do ano anterior, mas foi em dezembro daquele ano que ela começou a crescer na média das regiões metropolitanas. 

Em 2015, a partir de fevereiro, as taxas de desocupação ganham forte impulso e desde então tivemos doze meses seguidos de incremento desse indicador em todas as regiões metropolitanas pesquisadas, sempre na comparação com o mesmo mês do ano anterior, fato inédito na série iniciada em 2002. 

Nas regiões metropolitanas de Recife e Salvador, cujas taxas são historicamente mais elevadas do que nas demais, a desocupação de janeiro superou 10% da População Economicamente Ativa (ver Gráfico 2). Chama especialmente a atenção a situação da Região Metropolitana de Recife, cuja taxa de desocupação saltou de 6,7% para 10,5% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016. Recife e região foram extremamente prejudicados com a finalização do primeiro bloco de investimentos do Complexo Portuário-Industrial de Suape sem o consequente início da segunda etapa. 
 
Ocupação e desocupação
Na comparação entre janeiro de 2016 e janeiro de 2015, o número de pessoas ocupadas sob qualquer tipo de vínculo no mercado de trabalho encolheu 643 mil. As vagas de emprego formal no setor privado reduziram em 381 mil, equivalentes a uma queda de 3%, mas proporcionalmente a maior queda ocorreu no número de empregados sem carteira de trabalho 8,2%.

Estranhamente, o número de pessoas trabalhando por conta própria ou empregadores, como alternativa à queda nos vínculos empregatícios, não teve o crescimento que poderia se esperar. O contingente de pessoas trabalhando por conta própria aumentou em apenas 15 mil e o de empregadores se retraiu em 72 mil. 

A queda na ocupação foi bem mais intensa entre os adolescentes, nas faixas de 10 a 17 anos, mas atingiu fortemente os jovens entre 18 e 24 anos. Entre os os trabalhadores na faixa de 25 a 49 anos, a retração foi menos acentuada. A única faixa em que a ocupação aumentou foi de 50 anos ou mais. A redução na ocupação atingiu quase que igualmente pessoas de ambos os sexos. Todos os grupos de anos de escolaridade foram alcançados, ainda que a redução tenha sido maior na faixa de pessoas com 8 a 10 anos de instrução, que, grosso modo, corresponde a pessoas com ensino fundamental completo ou ensino médio incompleto.

A deterioração acelerada do mercado de trabalho é a face mais dura da crise econômica atual. As dificuldades políticas, ao postergar decisões e minar a confiança das famílias e investidores, somente acentuam a sua gravidade e ampliam sua extensão. 

*Assessor Econômico do Governo de Sergipe.
**Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
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